Farmacologia: Agonista Vs Antagonista

Na farmacologiaagonista refere-se às ações ou estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva.

Agonista inverso causa uma ação oposta do agonista.

Os denominados antagonistas agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. O antagonismo pode diminuir ou anular o efeito do agonista.

Os medicamentos sem prescrição médica, se misturados podem ser perigosos, podendo os mesmos interagir entre si.

Exemplos: morfina, fenilefrina e isoproterenol, benzodiazepinas e barbitúricos agem como agonistas.

Classificação

Os antagonistas são classificados em:

  • parcial/total
  • reversível/irreversível
  • competitivo/alostérico

O antagonista parcial não anula totalmente o efeito de um agonista, sendo este mais utilizado, já o total atua somente no problema, não interferindo nas partes que estão funcionando. Em caso de intoxicação é aconselhável o antagonista total, pois protege melhor o organismo.

No antagonista reversível/irreversível, o agonista tem ao poder de reverter e o outro de inibir os efeitos do antagonista. Já o antagonista competitivo impede o agonista de se encaixar, competindo com o mesmo e o alostérico atua em receptores que tem o efeito diminuidor liberado pelo agonista.

O efeito de um antagonista sobre o agonista se torna inferior devido as constantes estimulações.

Exemplos: Betabloqueadores, bloqueadores musculares, antagonistas benzodiazepínicos, antagonista dos receptores opioides.

Referências:

  1. Leff P. The two-state model of receptor activation. Trends Pharmacol Sci 1995;16:8997. (Fornece a base teórica para a Equação 2.6; discute o tratamento quantitativo das interações fármacoreceptor.)
  2. Pratt WB, Taylor P, eds. Principles of drug action: the basis of pharmacology. 3rd ed. New York: Churchill Livingstone; 1990. (Contém uma discussão detalhada de farmacodinâmica.)

Por que algumas DVAs são “Dobradas” ou “Concentradas”?

Se você trabalha ou já trabalhou em setores de emergência e UTI, provavelmente já deve ter visto esta situação: O Médico solicitar a “dobrar” ou “concentrar” uma droga vasoativa a um certo paciente, para que seja administrado na bomba de infusão em uma vazão ml/h baixa.

Mas por que isso é solicitado?

Dentro de toda o processo hemodinâmico do paciente, é avaliado as condições de estabilidade do paciente, quanto a função renal, absorção dos fármacos, entre outras coisas mais complexas.

Muito provavelmente, grandes pacientes com instabilidade hemodinâmica, tem suas funções renais alteradas, o que diminui a absorção farmacológica, e a diminuição de excreção de fluídos, o que pode acarretar o edema generalizado, que chamamos de Anasarca.

Drogas Vasoativas tendem a mexer muito com todo o sistema circulatório do paciente, o que pode acarretar alterações importantes na função de débito cardíaco, pressão arterial, etc.

O que o médico tende a fazer é diminuir o volume infundido de uma certa droga vasoativa, concentrando-o ou dobrando-o ainda mais, assim dando a mesma quantidade de droga.

Um paciente altamente instável, com uma vazão muito alta de um certo DVA com uma função renal alterada, por exemplo, o médico precisa diminuir o volume destas drogas a serem infundidas, aumentando a concentração e assim diminuindo a vazão ml/h deste medicamento.

Existem padrões de soluções concentradas, duas ou quatro vezes concentradas.

Como neste exemplo:

No caso da Noradrenalina:

  • 1 ampola (4mg em 4mL) em 246 mL de Soro Glicosado (SG) 5% – 16 mcg/mL (constante) – Solução Padrão;
  • 2 ampolas em 242 mL de SG 5% – 32 mcg/mL  (constante)– Concentrada;
  • 4 ampolas em 234 mL de SG 5% – 64 mcg/mL (constante) – 2x Concentrada;
  • 8 ampolas em 218 mL de SG 5% – 128 mcg/mL (constante) – 4x Concentrada.

E da Dobutamina:

  • 1 ampola (250mg em 20mL) em 230 mL de SF 0,9% – 1 mg/mL = 1000 mcg/mL (constante) – Solução Padrão;
  • 2 ampolas em 210 mL de SF 0,9% – 2 mg/mL = 2000 mcg/mL (constante) – Concentrada;
  • 4 ampolas em 170 mL de SF 0,9% – 4 mg/mL = 4000 mcg/mL (constante) – 2x Concentrada;
  •  8 ampolas em 218 mL de SG 5% – 8 mg/mL = 8000 mcg/mL (constante) – 4x Concentrada.

O médico sempre irá diminuir a vazão da droga conforme a quantidade concentrada, realizando um cálculo que na qual precisa transformar de mL/h (vazão) para mcg/kg/min, assim dando o volume adequado a droga ao paciente:

VAZÃO (ml/h) X CONSTANTE (mcg/ml)/ 60 (quantidade de minutos na hora)/ PESO DO PACIENTE

onde a constante é a quantidade de microgramas por ml de uma ampola da droga vasoativa.

Referência:

  1. Medicina de Emergência – Abordagem Prática, USP, 2018.

Medicamentos de Emergencias

medicamentos

El conocimiento y el dominio sobre las principales drogas utilizadas en las situaciones de emergencia son fundamentales para el técnico de enfermería que presta cuidados a los pacientes en estado crítico. Éste es solamente algunos de los medicamentos más usados ​​en una emergencia.

 

Os Cuidados na Administração do Propofol

Os Cuidados na Administração do Propofol

O que é o Propofol?

O Propofol, também conhecido por sua marca comercial Diprivan, é um fármaco de ultracurta-duração da classe dos anestésicos parenterais, é muito utilizado em procedimentos cirúrgicos tanto em Centro Cirúrgicos e em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Uma injeção endovenosa de uma dose terapêutica de propofol induz a hipnose, com excitação mínima, usualmente em menos de 40 segundos!

Os Dois tipos de Propofol

Existem 2 tipos de frascos de propofol que é muito utilizado em Unidades de Terapia Intensiva e também em procedimentos nos Centros Cirúrgicos, para fazer indução de anestesia geral rápido em um paciente: o Propofol a 1% e 2%.

Portanto, devemos observar que, o Propofol a 1%, refere a 10 mg por ml, e o Propofol a 2% refere a 20 mg por ml.

É importante saber que existem fabricantes que nas quais determinam a miligramagem por ml e outros fabricantes que não determinam, ou seja, vem só descrito 1% ou 2%.

Precisamos sempre nos atentar que quando obtivermos um frasco em mãos com 1%, isso quer dizer que tenho 10 mg por ml de propofol e quando tivermos um frasco em mãos com 2%, quer dizer que tenho 20mg por ml!

E assim um exemplo, se o médico prescreve ou solicita verbalmente a administração de 5 ml de propofol a 1%,  e você tem em mãos um frasco de propofol a 2%, será a metade do mesmo.

Temos que observar e saber quanto que o médico quer, ou seja, se ele quer de 1% ou 2%, ou se a farmácia dispensou de 2% e vice versa.

Um Exemplo da utilização

Tenho um exemplo que já aconteceu em uma UTI onde atuei, nós estávamos acostumados com o propofol de 1%, sendo 10mg/ml, e a farmácia começou a dispensar a de 2% (que era o que tinha disponível naquele momento), sendo 20mg/ml.

Então uma dose que seria prescrita para um frasco de propofol a 1%, que é comum 5ml, para um frasco de propofol com 2% tem que ser de 2,5ml.

E quanto ao armazenamento?

Há uma dúvida de um de nossos seguidores, onde pergunta “minha dúvida é, posso armazenar independente do fabricante o propofol em geladeira? Mesmo o fabricante não citando isso? Perde a estabilidade ou pode ocorrer evento adverso?“

É sempre interessante consultar o farmacêutico de plantão, onde o mesmo pode lhe fornecer as informações corretas sobre o produto, onde também eles podem ter o acesso direto com os laboratórios que fornecem estes fármacos, mas é importante lembrar que maioria dos fabricantes recomendam o armazenamento entre 2ºC a 22ºC (podendo variar entre temperatura ambiente ou em geladeira).

Veja mais sobre o Propofol em nosso canal Youtube:

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

A Prometazina, conhecida como Fenergan®, é um anti-histamínico H1 pertencente ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono e pode interagir com receptor de sódio.

Como Funciona?

Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-histamínicos, os quais apresentam em comum a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina que é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica, principalmente na pele, nos vasos e nas mucosas (conjuntival, nasal, brônquica e intestinal).

Os efeitos clínicos de cloridrato de prometazina comprimidos são notados dentro de 20 minutos após a administração e geralmente duram de 4 a 6 horas, embora possam persistir até por 12 horas.

Os Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é sonolência, mas podem surgir outros efeitos como tontura, confusão mental, secura da boca, palpitações, queda de pressão, erupções na pele, náuseas e vômitos. Podem ocorrer alteração na contagem de leucócitos e hemácias e sintomas neurológicos.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos ou a qualquer componente da fórmula, assim como aos portadores ou com antecedentes de doenças sanguíneas causadas por outros fenotiazínicos, em pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretro prostáticos, e em pacientes com glaucoma.

A prometazina não deve ser utilizada em crianças menores de dois anos devido ao risco de depressão respiratória fatal.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária de 0 a 2 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomenda-se cautela nos casos de hipertensão, apneia do sono, epilepsia e depressão da medula óssea subjacente. A medicação tem sido usada de forma segura durante o trabalho de parto, mas recomenda-se evitar o uso crônico durante a gravidez.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor de garganta, urina escura, pele e olhos  amarelados, febre, tremor, rash e fraqueza, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição a fim de minimizar a hipotensão postural, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente o uso de protetores solares e roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Prevenção da cinetose: A medicação deverá ser administrada 30-60 min antes das viagens.
  • Interações Medicamentosas: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas.

Que Medicamento é Esse?: Noradrenalina

Que Medicamento é Esse?: Noradrenalina

Noradrenalina, também chamada de Norepinefrina, é uma das monoaminas (também conhecidas como catecolaminas, que mais influencia o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina, Dopamina e Adrenalina.

O Hemitartarato de Norepinefrina

O Hemitartarato de Norepinefrina, que é a substância ativa, é usado no controle da pressão sanguínea em certos estados hipotensivos agudos (feocromocitomectomia, simpatectomia, poliomielite, infarto do miocárdiosepticemia, transfusão sanguínea e reações a fármacos).

Sendo utilizado também como coadjuvante no tratamento da parada cardíaca e hipotensão profunda, contudo esta versão é a mais utilizada em âmbito hospitalar.

Como Funciona?

A Norepinefrina age no aumento das pressões sistólica e diastólica e em geral da pressão do pulso. Sendo assim, a resistência vascular periférica aumenta na maioria dos vasos sanguíneos e o fluxo sanguíneo em cada uma das artérias que irrigam o coração aumenta.

Os Efeitos Colaterais

Dentre os mais comuns que podem ocorrer com o uso deste fármaco são:

  • Lesões que fazem parar ou diminuir a circulação do sangue que irriga o órgão;
  • Deficiência de oxigênio no sangue, células ou tecidos;
  • Diminuição do ritmo cardíaco;
  • Ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Dispneia;
  • Morte tecidual por extravasamento no local da injeção.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser usado em:

  • Pessoas que tenham alergia ao hemitartarato de norepinefrina ou quaisquer outros componentes da formulação;
  • Além disso, também não deve ser administrado em hipotensos por diminuição no volume sanguíneo;
  • Pessoas com trombose vascular mesentérica ou periférica ou durante a anestesia com ciclopropano e halotano;
  • Grávidas ou mulheres a amamentar.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico;
  • A medicação não deve ser usada durante a gestação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente;
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Após o início da infusão, monitore: a P.A a cada 5 minutos;
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas;
  • IV: Dilua em Soro Glicosado à 5% e deve ser infundido em veia de grosso calibre e sob monitorização constante;
  • Nos pacientes idosos ou com doença vascular periférica, não infunda na veia femural, monitore o local da infusão;
  • Evite o extravasamento da droga no tecido intersticial;
  • Se a solução estiver rosa ou marrom, não administre!

Que Medicamento é Esse?: Atenolol

Que Medicamento é Esse?: Atenolol

O Atenolol,  é um medicamento com indicação de controle da hipertensão, angina de peito e arritmias, podendo ser usado no tratamento do infarto do miocárdio ou após o infarto, em adultos.

Entretanto, age predominantemente sobre os receptores beta-1 adrenérgicos do tecido cardíaco, reduzindo o débito cardíaco e o consumo de oxigênio e diminuindo a secreção da renina.

Como Funciona?

Este medicamento é um composto que pertence à classe dos anti-hipertensivos, que atua sobre os receptores do coração e da circulação. Quando usado continuamente, o Atenolol é assim capaz de reduzir a pressão arterial.

Após a administração de oral de Atenolol, os picos de concentração de medicamento no sangue ocorrem cerca de 2 a 4 horas após a sua administração.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns de Atenolol podem incluir cansaço extremo, mãos e pés frios, tontura, alterações de humor, queda de pressão, desmaio, problemas de estômago e intestino ou boca seca.

Quando é Contraindicado?

O Atenolol está contraindicado para pacientes com doenças ou problemas de coração, pressão baixa ou muito baixa, problemas de circulação, pacientes com má alimentação ou com feocromocitoma e para pacientes com alergia ao Atenolol ou a outros componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação, exatamente conforme recomendado (todos os dias sempre no mesmo horário), e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento de seu médico, ainda que alcance melhora.
  • O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico, informe ao paciente os sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (Angina e IAM).
  • As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante mais de 2 semanas.
  • A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de ICC e em pacientes com broncoespasmo, asma, ou enfisema (principalmente em doses de 100mg).
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado.
  • Recomende ao paciente que que evite os substitutos do sal e os alimentos que contém altos níveis de potássio ou sódio, exceto quando prescritos pela nutricionista.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento de seu médico, durante a terapia.
  • Antes da administração, monitore: Periodicamente o pulso radial e , diante pulso <60bpm, não administre a droga sem o conhecimento do médico!
  • Durante a terapia, monitore a PA (o uso da medicação pode mascarar os sinais de choque ou hipoglicemia).
  • Interações Medicamentosas: Atenção ao uso concomitante de outras drogas!
  • VO: A medicação deve ser administrada durante as refeições, para evitar as reações gastrintestinais.

Que Medicamento é Esse?: Tenoxicam

Que Medicamento é Esse?: Tenoxicam

O Tenoxicam, mais popularmente conhecida como Tilatil, é um anti-inflamatório não esteroide (AINE), cuja indicação é para o tratamento dos sintomas de doenças dolorosas inflamatórias e degenerativas como artrite reumatoide, osteoartrite, osteoartrose, espondilite anquilosante, tendinite, bursite, gota e distensões ligamentares e entorses em adultos.

Além disso, Tenoxicam também pode ser usado no tratamento da gota aguda e da dor após cirurgia.

Como Funciona?

Ele é um composto que pertence à classe química dos oxicans, uma substância ativa com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antipiréticas e inibe a agregação plaquetária.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais podem incluir dor de estômago, má digestão, dor de cabeça, náuseas, azia, sintomas de pele, como urticária, coceira, manchas avermelhadas na pele, vertigem e tontura.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em pessoas com menos de 18 anos, com doenças graves do trato gastrintestinal superior, incluindo gastrite, úlcera duodenal e gástrica, pessoas com história de alergia a anti-inflamatórios não esteroides com sintomas de asma, rinite e urticária ou com alergia ao Tenoxicam ou a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Durante a terapia, avalie: distúrbios gastrintestinais, renais e hemorrágicos (inibição da agregação plaquetária) ou quaisquer outras reações adversas; e monitore rigorosamente os pacientes, que estejam sob o uso concomitante de antidiabéticos orais e anticoagulantes.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!
  • VO: os comprimidos devem ser administrados em dose única com um pouco de Iíquido, o granulado solúvel deve ser dissolvido em um copo de água e ingerido imediatamente.
  • IM: administre profundamente na na região glútea.
  • IV: administre lentamente na veia; a droga não deve ser administrada por infusão.

Que Medicamento é Esse?: Piperacilina/Tazobactam

Piperacilina

O Piperacilina sódica + Tazobactam Sódico é indicado para garantir ampla cobertura e mantê-lo eficaz em debelar as infecções causadas pelas bactérias sensíveis á piperacilina sódica + tazobactam sódico.  É indicado para o tratamento das seguintes infecções bacterianas:

Em Pessoas adultas

1. Infecções do aparelho respiratório inferior (pneumonias).
2. Infecções das vias urinárias (complicada ou não complicada).
3. Infecções intra-abdominais.
4. Infecções da pele e tecidos moles.
5. Infecção generalizada bacteriana.
6. Infecções ginecológicas, incluindo infecção da parede interna do útero no pós-parto e doença inflamatória do aparelho reprodutor feminino.
7. Infecções neutropênicas febris, em associação a um antibiótico aminoglicosídeo.
8. Infecções dos ossos e articulações.
9. Infecções polimicrobianas (mais de um microrganismo causador).

Em Crianças

1. Infecções febris em pacientes pediátricos, que apresentem baixa quantidade de células sanguíneas responsáveis pela defesa do organismo (neutrófilos) em associação a um aminoglicosídeo (classe de antibiótico como amicacina).
2. Infecções intra-abdominais em crianças com 2 anos ou mais.

Como Funciona?

Este medicamento é uma associação antibacteriana injetável que consiste de um antibiótico, a piperacilina sódica, utilizada contra as principais bactérias sensíveis a este antibiótico causadoras de infecção, e um ácido, tazobactam sódico, que age inibindo a resistência que algumas bactérias adquirem ao antibiótico piperacilina. A sua ação farmacológica inicia-se imediatamente após a
sua entrada no sangue.

Os Efeitos Colaterais

  • Cardiovascular: Arritmias, ICC;
  • Dermatológicas: rash, urticária;
  • Gastro Intestinal: Colite Pseudomembranosa, diarréia, náusea;
  • Geniturinário: hematúria (crianças), nefrite intersticial;
  • Hematológicas: sangramento, discrasias sangüíneas, aumento do tempo de sangramento;
  • Hepática: hepatite medicamentosa;
  • Hidreletrolíticas: hipocalemia, hipernatremia;
  • Local: flebite (IV);
  • Metabólica: alcalose metabólica;
  • SNC: convulsões (doses mais altas), confusão, letargia;
  • Outras: reações de hipersensibilidade (anafilaxia, doença do soro), superinfecção.

Quando é Contraindicado?

Hipersensibilidade a penicilinas ou tazobactam (possibilidade de reatividade cruzada com cefalosporinas). Use cuidadosamente nos casos de prejuízo renal (se CCr < 40ml/min, recomenda-se reduzir a dose ou aumentar os intervalos) e restrição ao sódio. Gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora;
  • A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação (exceto se os benefícios justificarem os possíveis riscos para o feto). No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo renal (se CCr <40ml/min., recomenda-se reduzir a dose ou aumentar os intervalos) e restrição ao sódio;
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de super-infecção (febre, língua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarreia ou fezes fétidas) e alergia, como também se as fezes se apresentarem com sangue, pus ou muco, O médico deverá ser comunicado imediatamente. O paciente não deverá tentar tratar a diarreia ou tomar quaisquer antidiarreicos, sem antes consultar o médico. Este efeito pode ser prolongado até várias semanas após a suspensão da medicação;
  • A Medicação deve ser administrada exclusivamente por esta via (EV), sendo reconstituído com diluentes compatíveis (cloreto de sódio à 0,9%, água destilada), sendo o volume máximo recomendado de 50ml;
  • Após a rediluição, dilua novamente a solução no volume desejável com uma das soluções compatíveis (glicose 5%, dextrano 6%, cloreto de sódio 0,9%, Ringer Lactato), e não misture com outra medicações na mesma seringa;
  • Para pacientes em hemodiálise, a dose diária máxima é 8 g de piperacilina/1 g de tazobactam. Além disso, uma vez que a hemodiálise remove 30% – 50% de piperacilina em 4 horas, uma dose adicional de 2 g de piperacilina/250 mg de tazobactam deve ser administrada após cada sessão de diálise. Para pacientes com insuficiência renal e hepática, medidas dos níveis séricos de piperacilina sódica e tazobactam sódico, quando disponíveis, poderão fornecer informações adicionais para o ajuste de dose.

Veja Também:

Antibióticos e os Cuidados de Enfermagem

Que Medicamento é Esse?: Cloridrato de Ranitidina

O Cloridrato de Ranitidina, é indicada para o tratamento de úlcera no estômago ou no duodeno e para o tratamento de problemas relacionados com refluxo de ácido do estômago para o esôfago, excesso de ácido no estômago indigestão ou azia.

Como Funciona?

A Ranitidina é um remédio antagonista dos receptores H2 da histamina, inibindo assim a produção de ácido pelo estômago, induzida pela histamina e gastrina.

Isto favorece a cicatrização da gastrite, de úlceras pépticas do estômago e do duodeno, e previne o surgimento do mal estar e azia e de outras complicações.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais de Ranitidina podem incluir respiração ofegante, dor e aperto no peito, inchaço das pálpebras, face, lábios, boca ou língua, urticária ou fissuras na pele, febre, sensação de fraqueza, náusea, perda do apetite, pele e olhos amarelados, redução dos batimentos cardíacos ou batimentos irregulares, vertigem, cansaço ou fraqueza excessiva, visão embaçada, queda de cabelo, impotência, dor no estômago, diarreia, falta de ar e fadiga, infecções recorrentes ou hematomas.

Quando é Contraindicado?

A ranitidina está contraindicada para mulheres grávidas ou que pretendem engravidar, que estão a amamentar e para pessoas com alergia ao Cloridrato de Ranitidina ou a algum dos componentes da fórmula.

Além disso, Ranitidina comprimidos está também contraindicada para crianças e para pessoas com problemas nos rins ou com porfiria.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcança melhora;
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal;
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Informe, também, a possível ocorrência de alopecia;
  • Durante a terapia, o paciente deverá receber hidratação adequada;
  • Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia;
  • Recomende ao paciente que evite o tabagismo (para prevenir qualquer interferência na cicatrização ou diminuição do efeito da medicação), o consumo de bebidas alcoólicas ou cafeinados (café, chá e refrigerantes à base de cola) e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia;
  • Durante a terapia, avalie: as reações adversas e, na presença de reações hepáticas ou renais, considere a redução da dose;
  • Exames laboratoriais: Pode causar aumentos de TGP;
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas ;
  • VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições e antes de dormir;
  • IV: dilua 50mg em 20ml de soro fisiológico 0,9% e infunda em 5min.;
  • Infusão contínua: dilua 50mg em 1400ml de soro glicosado 5% e infunda em 15-20min.; após a diluição (soros fisiológico 0,9% ou glicosado 5%), a solução se mantém estável durante 48h (temperatura ambiente).

Veja Também:

Profilaxia para Úlcera de Estresse nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI)