Curarização: O Bloqueio Neuromuscular

Curarização: O Bloqueio Neuromuscular

Todo paciente criticamente doente e internado em uma Unidade de Terapia Intensiva e sob suporte ventilatório, necessita receber medicações com a finalidade de restaurar e manter seus órgãos e funções o mais próximo do fisiológico possível. Além disso,a ventilação mecânica, que muitas vezes é necessária, produz no organismo efeitos indesejáveis, que precisam ser revertidos, sob pena de ser mantida a função ventilatória, porém alterada a função de outros sistemas do organismo. Muitas vezes, certas sedações e analgesias já sendo aplicadas ao doente, não são o suficientes para reverter o desconforto respiratório e a dor que o mesmo sente.

Portanto, é utilizado o procedimento de Curarização, na qual é utilizado medicamentos para fortalecer a sedação já ali contínua no paciente. A Curarização ou Bloqueio Neuromuscular resulta da ação de drogas ou curares na junção neuromuscular, que, atuando, na maioria das vezes, como antagonistas competitivos da acetilcolina, que impedem a ligação desta aos receptores nicotínicos, localizados na porção pós-sináptica da junção. Clinicamente, se expressa pela paralisia muscular flácida ou pela fraqueza muscular generalizada.

Quando é indicado a Curarização?

Há algumas situações nas quais os curares estão indicados, mas não são indispensáveis. Tais situações são a intubação traqueal, reaquecimento pós operatório com tremores, presença de anastomoses vasculares delicadas, a necessidade de proteção de feridas sob tensão, anastomose traqueal, pressão intracraniana elevada, inserção de cateteres vasculares invasivos, em pacientes agitados, facilitação da ventilação mecânica, controle das convulsões, durante o estado de mal epiléptico e o controle dos espasmos tetânicos. A necessidade de curares pode ser bastante reduzida ou mesmo abolida, se sedação e analgesia adequadas forem realizadas.

Raramente um paciente sob ventilação mecânica requer curarização. A curarização está indicada em pacientes com baixa complacência torácica ou pulmonar, naqueles desadaptados à ventilação  mecânica e naqueles nos quais existe um risco de barotrauma devido às pressões elevadas das vias aéreas. Nas modalidades de ventilação com relação I:E invertida e naquelas com geração de altos volumes por minuto, a curarização pode ser indicada.

Quais são as principais medicações para a Curarização?

Succinilcolina (Quelicin ®)

É usada na UTI para intubação traqueal, principalmente quando o tônus muscular da mandíbula impede a laringoscopia. A dose é de 1-2 mg/kg, intravenosa. E útil em pacientes ditos de “estômago cheio”, nos quais a intubação seqüêncial rápida, com manobra de compressão sobre a cartilagem cricóide (manobra de Sellick) está indicada. Provoca fasciculações musculares devido a uma despolarização persistente, responsável pela elevação do potássio sérico de 0.5-1 mmol/L e que pode gerar arritmias cardíacas. Esta hipercalemia é mais intensa após queimaduras, paraplegia ou hemiplegia, trauma muscular, e por lesão do neurônio motor superior, conseqüência de trauma ou acidente vascular cerebral. A succinilcolina aumenta a pressão intragástrica, podendo causar regurgitação e aspiração, além de ser contra-indicada em pacientes susceptíveis de hipertermia maligna.

Pancurônio (Pavulon ®)

É o curare mais empregado em UTI. É um curare de duração de ação entre quarenta e cinco e sessenta (45-60) minutos e dependente de mecanismos renais (70%) e hepáticos (30%) para sua eliminação, acumulando-se nos pacientes com insuficiência renal ou hepática, quando administrado em doses mais elevadas. Possui um efeito vagolítico que determina hipertensão e taquicardia.

Atracúrio (Tracrium ®)

É um curare de duração intermediária, ao redor de vinte (20) minutos. E eliminado por hidrólise espontânea plasmática, independente dos mecanismos renais e hepáticos. Os efeitos cumulativos estão praticamente ausentes e, por isso, está aconselhado para utilização sob infusão contínua. Pode liberar histarnina, principalmente quando administrado rapidamente.

Vecurônio (Norcuron ®)

É um curare de duração intermediária (trinta (30) minutos) análogo ao pancurônio, porém com menos efeitos sobre o sistema cardiovascular. É primariamente metabolizado pelo fígado, e dependente dos rins para a excreção. A dosagem deve ser reduzida na insuficiência hepática e renal. Adapta-se à infusão contínua, embora produza um metabólito ativo que possui metade da potência do composto original.

Rocurônio (Esmeron ®)

Em doses de 0.6 mg/ kg, produz boas condições de intubação entre sessenta e noventa (60-90) segundos e duração de efeito prolongado (quarenta (40) minutos). Outros curares como o doxacúrio, pipecurônio e mivacúrio são curares com pouca experiência de utilização em UTI.

Como reverter a curarização?

O bloqueio neuromuscular pode ser antagonizado (exceto no caso da succinilcolina) por drogas anticolinesterásicas. Em nosso meio, o agente mais empregado é a neostigmina (Prostigmine ®) na dosagem de 0.05 mg/kg. A administração concomitante de atropina (0.01 mg/kg) é preconizada com a finalidade de atenuar a estimulação sobre os receptores periféricos muscarínicos, reduzindo, principalmente, a intensa bradicardia, determinada por estes agentes. A intensidade do bloqueio neuromuscular pode ser monitorizada através da estimulação do nervo periférico e as dosagens podem ser, assim, ajustadas para uma intensidade mínima de depressão da atividade muscular.

Quais complicações os curares podem ocasionar?

O bloqueio neuromuscular, por tempo prolongado, pode induzir a uma disfunção neuromuscular, caracterizada por fraqueza muscular generalizada, tetraparesia, arreflexia, progredindo até a paralisia flácida, persistente por dias ou meses. Em alguns pacientes, uma associação entre curare e corticoterapia, em altas dosagens (mal asmático, transplantado hepático) foi observada. Deve ser diferenciada da polineuropatia da UTI, que ocorre por ocasião da sepse, na ausência da administração de qualquer curare. Cabe ainda lembrar que inúmeras drogas potencializam o efeito dos curares, tais como os aminoglicosídeos, tetraciclinas, anestésicos locais, fenitoína, propranolol, trimetafam, glicosídeos cardíacos, cloroquina, catecolaminas e diuréticos.

Veja também:

O Despertar Diário em UTI

RASS – Escala de agitação e sedação de Richmond

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

 

Cuidado com os Medicamentos Viciantes!

Medicamentos Viciantes

Estas são apenas algumas dos medicamentos viciantes que pode ser encontrado em farmácias, mas a maioria precisa de receita médica para distribuição.

Eles são viciantes porque eles agem sobre o sistema nervoso central.

Opióides

Eles são derivados de ópio, com potência analgésica forte. Fazendo com que o efeito adverso seja a constipação, causando então um vício potente.

  • A Morfina: Com potência analgésica forte, é usado para tratar a dor severa e é frequentemente usado em cirurgias. O vício ocorre porque é ligado aos receptores de dor, e os opióides produzem um estado de bem-estar ao paciente. A prescrição é necessária, e é geralmente administrado por via intramuscular ou EV.
  • O Fentanil: Também atua sobre os receptores da dor e, consequentemente, a sua potência analgésica é forte. É utilizada no tratamento de dor crônica em pacientes críticos e é geralmente aplicado com sistemas transdérmicos ou também EV.
  • O Tramadol: É um analgésico opióide, usado como comprimidos ou EV para tratar a dor.
  • A Codeína: É um derivado de opiáceos, mas tem efeito antitússico, por isso, é útil contra a tosse seca. Está disponível nas farmácias, sob a forma de xarope e comprimidos, de modo que pode causar às pessoas dependência, sendo que muitas vezes leva a constipação.

Benzodiazepínicos

Parte do grupo das benzodiazepinas, são potentes e hipnótico viciante e causam dependência.

  • O Diazepam: é um ansiolítico de ação prolongada. É o primeiro do grupo a ser denominado como hipnótico, anticonvulsivante, sedativo e relaxante muscular. Pode ser administrado em comprimidos ou por via EV.
  • O Clonazepam: é um medicamento utilizado para tratar transtornos psicológicos e neurológicos, como crises epilépticas ou ansiedade, devido à sua ação anticonvulsivante, relaxamento muscular e tranquilizante. Pode ser encontrado sob forma de comprimidos ou EV.
  • O Alprazolam: ansiolítico de curta duração, é encontrado sob forma de comprimidos.
  • O Midazolam: é a substância ativa de um medicamento indutor do sono conhecido comercialmente como Dormonid. Esse medicamento de uso oral e injetável é indicado para indivíduos que sofrem de insônias e para sedação antes de cirurgia, sua ação altera o funcionamento dos neurotransmissores e deprime o sistema nervoso central.

Outros Estimulantes do SNC

  • O metilfenidato:  é um fraco estimulante do sistema nervoso central. Ele é usado para tratar a hiperatividade de déficit de atenção. É usado principalmente em crianças e em forma de comprimido.
  • O Oximetazoline: um formato inalador descongestionante nasal prontamente disponível em farmácias sem receita médica. Não é recomendável usar mais de 3 dias. Se usado muitos dias pode causar efeito rebote e sempre precisa dele para respirar melhor.
  • A Anfetamina: são uma classe de drogas sintéticas que estimulam o sistema nervoso central, da qual podem ser obtidos compostos derivados, como a metanfetamina e a metilenedioximetanfetamina, também conhecida por MDMA ou Ecstasy, que são as anfetaminas mais consumidas de forma abusiva e ilegalmente. Estas substâncias aumentam o estado de alerta  e reduzem a fadiga, aumentam a concentração, diminuem o apetite e aumentam a resistência física, induzindo um estado de bem-estar ou de euforia. No entanto, existem anfetaminas que são usadas para um fim terapêutico, como é o caso do transtorno do déficit de atenção, que pode afetar crianças e adultos, e para a narcolepsia, que é um distúrbio cujo principal sintoma é a sonolência excessiva.
  • A Cafeína: Indicado para a produção de estimulação cardíaca. Ele é usado como comprimidos de anti-enxaqueca, em combinação com outros analgésicos viciantes podem produzir esta dependência. Disponíveis em farmácia, em forma de comprimidos, xaropes, e injetáveis em âmbito hospitalar.

Veja mais em:

farmacologia

Drogas Vasoativas (DVA)

Drogas Vasoativas

Drogas vasoativas se refere às substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos ou indiretos, atuando em pequenas doses e com respostas dose dependente de efeito rápido e curto, através de receptores situados no endotélio vascular. São de uso corriqueiro em uma unidade de terapia intensiva (UTI) principalmente para regular a frequência cardíaca e volume sistólico.

Na maioria das vezes é necessário fazer monitorização hemodinâmica, invasiva, durante a utilização dessas substâncias, pois suas potentes ações determinam mudanças drásticas tanto em parâmetros circulatórios como respiratórios, podendo causar sérios efeitos colaterais caso seu uso seja feito inadequadamente, inclusive danos permanentes, convulsões, morte.

As drogas vasoativas mais usadas são as catecolaminas, também denominadas aminas vasoativas ou drogas simpatomiméticas. Dentre elas, destacam-se a:

  • Noradrenalina
  • Adrenalina
  • Dopamina
  • Dopexamina
  • Dobutamina
  • Isoproterenol

Há também a classe de vasoconstritor chamado de Hormônio Anti-diurético:

  • Vasopressina

E o grupo de vasodilatadores mais usados em UTI:

  • Nitroprussiato de sódio
  • Nitroglicerina

CONHECENDO CADA DVA:

CATECOLAMINAS:

Noradrenalina: é o neurotransmissor do sistema nervoso simpático e precursor da adrenalina. A noradrenalina possui atividade tanto no receptor alfa, como beta 1 adrenérgico, com pouca ação sobre receptores beta 2. Dependendo da dose utilizada, obtém-se aumento do volume sistólico, diminuição reflexa da frequência cardíaca e importante vasoconstrição periférica, com aumento da pressão arterial. A noradrenalina é também um potente vasoconstritor visceral e renal, o que limita sua utilização clínica. É também vasoconstritora sobre a rede vascular, sistêmica e pulmonar, e deve ser usada com prudência, em pacientes com hipertensão pulmonar. Por outro lado, é uma droga de eleição no choque séptico, cuja finalidade é elevar a PA em pacientes hipotensos, que não responderam à ressuscitação por volume e a outros inotrópicos menos potentes.

Adrenalina: é um potente estimulador alfa e beta adrenérgico, cujo efeito vasopressor é muito conhecido. O mecanismo da elevação da pressão arterial causado pela adrenalina, é devido a uma ação direta no miocárdio, com aumento da contração ventricular, um aumento da freqüência cardíaca e uma vasoconstrição em muitos leitos vasculares (arteríolas da pele, rins e vênulas). Na musculatura lisa, sua ação predominante é de relaxamento através da ativação de receptores alfa e beta adrenérgicos. A droga exerce também broncodilatação, pela interação com receptores beta 2 do músculo liso bronquial, combinada à inibição da degranulação de mastócitos. A adrenalina também eleva as concentrações de glicose (aumento da neoglicogênese e inibição da secreção de insulina) e do lactato sérico. As principais indicações da adrenalina incluem estados de choque circulatório que não respondem às outras catecolaminas menos potentes, em particular no choque cardiogênico, quando de uso combinado com agentes redutores da pós-carga. Recomenda-se esta droga no tratamento de brocoespamos severos. É também indicada no tratamento da anafilaxia e, durante as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, é o agente farmacológico de efeito vasoconstritor mais eficaz.

Dopamina: é o precursor imediato da noradrenalina. Possui inúmeros efeitos, pois estimula todos os tipos de receptores, sendo estes dose-dependentes. Em baixas doses, possui efeito dopaminérgico predominante, causando aumento do débito cardíaco; diminuição da resistência vascular sistêmica e vasodilatação renal e mesentérica. Em doses médias, possui um efeito beta predominante, aumentando o débito cardíaco; a pressão arterial e a diurese. Em doses elevadas, o efeito predominante é o alfa, causando aumento da resistência vascular sistêmica e da pressão arterial e diminuição do fluxo sanguíneo renal. Assim, as indicações principais da dopamina estão relacionadas aos estados de baixo débito com volemia controlada ou aumentada (efeito beta adrenérgico). Pelo fato de essa droga vasoativa possuir, em baixas doses, um efeito vasodilatador renal, é também indicada em situações nas quais os parâmetros hemodinâmicos estejam estáveis, porém com oligúria persistente (efeito dopaminérgico). Ela pode, também, ser utilizada em condições de choque com resistência periférica diminuída (efeito alfa adrenérgico).

Dobutamina: é uma droga simpatomimética sintética, com ação predominantemente beta 1 agonista. Esta droga possui baixa afinidade por receptores beta 2 e é quase desprovida de efeitos alfa adrenérgicos. A dobutamina apresenta poucos efeitos sobre a frequência cardíaca, aumenta a contratilidade miocárdica e o índice cardíaco, não agindo sobre a resistência vascular periférica. A droga é utilizada para melhorar a função ventricular e o desempenho cardíaco, em pacientes nos quais a disfunção ventricular acarreta diminuição no volume sistólico e no débito cardíaco como por exemplo, choque cardiogênico e insuficiência cardíaca congestiva. O consumo de oxigênio do miocárdio, sob o uso da dobutamina, é menor do que sob a ação de outras catecolaminas.

Dopexamina: é uma catecolamina sintética com atividade dopaminérgica e beta 2 agonista, com fraco efeito beta 1 adrenérgico e ausência de efeitos em receptores alfa. Quando comparada à dopamina, a dopexamina tem menor potência ao estimular receptores dopaminérgicos, ao passo que seus efeitos beta 2 são cerca de sessenta vezes mais potentes. Assim, o estímulo de receptores beta resulta em aumento no débito cardíaco, queda da resistência vascular sistêmica e aumento no volume urinário e na excreção de sódio, por estimulação dopaminérgica. Além disso, a droga potencializa os efeitos da noradrenalina endógena, pelo bloqueio da receptação da mesma. A dopexamina pode ser utilizada no tratamento da insuficiência cardíaca aguda e congestiva e nos pacientes em pós-operatório de cirurgia cardíaca, que evoluem com baixo débito. Além disso, a dopexamina pode, também, ser utilizada no choque séptico, em associação com a noradrenalina, na tentativa de prevenção da insuficiência renal aguda e no incremento do fluxo mesentérico e da perfusão gastrintestinal.

Isoproterenol: é uma catecolamina sintética, de estrutura semelhante à adrenalina. É um potente agonista beta adrenérgico, com afinidade muito baixa pelos receptores alfa. Portanto, exerce efeitos potentes no sistema cardiovascular, como aumento da contratilidade, freqüência e velocidade de condução do estímulo elétrico cardíaco. Observa-se um aumento no débito cardíaco e no consumo de oxigênio do miocárdio. A estimulação dos receptores beta adrenérgicos resulta num relaxamento da musculatura lisa vascular ao mesmo tempo em que a resistência vascular sistêmica e a pressão diastólica caem. O músculo liso da via aérea brônquica e vascular pulmonar também são relaxados pelo isoproterenol, ocasionando uma diminuição da resistência vascular pulmonar e reversão de broncoespamos. Está indicado principalmente nas síndromes de baixo débito com pressões de enchimento elevadas e resistência periférica e pulmonar também elevadas (choque cardiogênico). É também indicado para tratar os casos de bradicardia com repercussão hemodinâmica até que uma terapia definitiva (marcapasso) seja utilizada.

VASODILATADORES:

Nitroprussiato de sódio: é um vasodilatador misto, com efeitos sobre os territórios arterial e venoso. Age diretamente na musculatura lisa vascular. Não apresenta efeito direto sobre as fibras musculares cardíacas, sendo seu incremento no débito cardíaco devido à ação vasodilatadora. O fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular são mantidos e a secreção de renina, pelo organismo, é aumentada.

A droga promove então, diminuição da resistência periférica total, da pressão arterial e do consumo de oxigênio do miocárdio, pouca alteração da frequência cardíaca e diminuição da resistência vascular pulmonar. O metabólito ativo da droga é o óxido nítrico, que parece ser o responsável pela ação vasodilatadora. O nitroprussiato de sódio é uma molécula instável, que sofre decomposição em condições alcalinas e quando exposto à luz. É indicado no tratamento das emergências hipertensivas e como droga auxiliar nos estados de choque circulatório, com pressões de enchimento ventricular e resistência periférica aumentadas.

Os estados de baixo débito, associados à disfunção celular grave são de ocorrência relativamente comum nas Unidades de Terapia Intensiva. O emprego das drogas vasoativas é de importância vital para a reversão desta situação, melhorando o prognóstico e a sobrevida dos pacientes. Essas drogas possuem, em geral, ação rápida e potente, porém seu índice terapêutico é baixo, devendo ser administradas mediante adequada monitorização hemodinâmica e laboratorial.

Nitroglicerina: A nitroglicerina é um derivado do nitrato orgânico que se metaboliza rapidamente no fígado por uma nitrato-redutase. A droga atua sobre as veias sistêmicas e as grandes artérias. Em angina pectoris aumenta a capacidade das veias, o que diminui o retorno venoso ao coração e a pressão diastólica no VE, razão pela qual as necessidades de oxigênio são menores. Na circulação arterial coronária, dilata os vasos de pouca resistência, o que dá origem a uma distribuição do fluxo coronário. Se o ateroma estiver localizado excentricamente, dilata as estenoses arteroscleróticas. Também dilata o leito arteriocular, com diminuição da resistência vascular sistêmica. É indicado em casos de Angina pectoris, como monoterapia ou em combinação com outros antianginosos, como beta-bloqueadores ou antagonistas dos canais do cálcio. Insuficiência cardíaca em pacientes que não respondem ao tratamento convencional com digital e outros fármacos inotrópicos positivos e diuréticos.

HORMÔNIO ANTI-DIURÉTICO:

Vasopressina: é um hormônio humano secretado em casos de desidratação e queda da pressão arterial; fazendo com que os rins conservem a água no corpo, concentrando e reduzindo o volume da urina. Este hormônio é chamado de vasopressina, pois aumenta a pressão sanguínea ao induzir uma vasoconstrição moderada sobre as arteríolas do corpo. O medicamento atua no néfron, favorecendo a abertura dos canais de água (aquaporinas) nas células do túbulo de conexão e túbulo coletor.

Regras básicas para a administração de DVAs:

Bolus – menor/igual 1 minuto
Infusão rápida – 1 e 3 minutos
Infusão lenta – 30 e 60 minutos
Infusão contínua – tempo superior a 60 minutos
Infusão Intermitente – tempo superior a 60 minutos não continua

CUIDADOS INTENSIVOS DE ENFERMAGEM COM DVAs:

Deve-se evitar administrar com solução alcalina para evitar extravasamento. Nunca deve-se administrar medicamento em bolus pela via das drogas vasoativas. E deve ser feita avaliação de perfusão nas extremidades.

  • Estabelecer critérios de diluição das drogas por meio de protocolos institucionais;
  • Observar aspecto da solução antes e durante a administração;
  • Administrar as drogas com a bomba de infusão;
  • Calcular a dosagem das drogas em ug/Kg/min;
  • Controlar velocidade de infusão das drogas;
  • Manter o peso do paciente atualizado;
  • Atentar aos sinais de desidratação antes de iniciar a infusão da droga;
  • Conhecer a ação, estabilidade e interação medicamentosa das drogas;
  • Conhecer quais as drogas fotossensíveis;
  • Conhecer quais drogas aderem ou são adsorvidas pelo plástico (neste caso utilizar frascos de vidro ou polietileno e equipo de polietileno);

Monitorização dos dados vitais

  • Atentar ás variações dos sinais do paciente por meio da aferição e monitorização contínua;
  • Atentar para alterações do traçado de ECG;
  • Realizar leitura da PVC a cada hora ou conforme prescrição de enfermagem;
  • Monitorização do débito urinário;
  • Controlar volume urinário a cada hora ou conforme prescrição de enfermagem;
  • Atentar para alterações das funções renais como: diminuição ou aumento do débito urinário, acompanhamento dos valores de uréia, creatinina e clarence de creatinina;
  • Realizar rigoroso controle hídrico;
  • Realizar balanço hídrico;
  • Monitorização da perfusão sanguínea;
  • Acompanhar as variações do pulso e perfusão periférica;
  • Manter as extremidades protegidas das perdas de calor;
  • Atentar para não garrotear os membros;
  • Realizar rodízio do manguito de pressão arterial;
  • Avaliar o enchimento capilar;

Cuidados com o acesso venoso

  • Usar cateter venosos central;
  • Se possível via exclusiva;
  • Lavar a via com menor volume possível;
  • Restringir número de extensões e dispositivos na via da droga;
  • Manter dispositivo venoso pérvio;
  • Preferir veias calibrosas como a cefálica ou basílica em caso de acesso periférico;
  • Não injetar drogas em bolus pela via utilizada para a infusão da droga;
  • Observar sinais de infiltração e sinais de hiperemia local.;

Registros de enfermagem

  • Anotar tudo aquilo que foi realizado com o paciente;
  • Anotar intercorrências;

Drogas Vasoactivas (DVA)

Drogas Vasoactivas

Las drogas vasoactivas se refieren a las sustancias que presentan efectos vasculares periféricos, pulmonares o cardíacos, ya sean directos o indirectos, actuando en pequeñas dosis y con respuestas dosis dependiente de efecto rápido y corto, a través de receptores situados en el endotelio vascular. Son de uso ordinario en una unidad de terapia intensiva (UTI) principalmente para regular la frecuencia cardiaca y el volumen sistólico.

En la mayoría de las veces es necesario realizar monitorización hemodinámica, invasiva, durante la utilización de esas sustancias, pues sus potentes acciones determinan cambios drásticos tanto en parámetros circulatorios como respiratorios, pudiendo causar serios efectos colaterales si su uso se hace inadecuadamente, incluyendo daños permanentes, convulsiones, muerte.

Las drogas vasoactivas más usadas son las catecolaminas, también denominadas aminas vasoactivas o drogas simpaticomiméticas. Entre ellas, se destacan a:

  • Noradrenalina
  • Adrenalina
  • Dopamina
  • Dopexamina
  • Dobutamina
  • Isoproterenol

Hay también la clase de vasoconstrictor llamado de Hormona Anti-diurética:

  • Vasopressina

Y el grupo de vasodilatadores más utilizados en UTI:

  • Nitroprussiato de sodio
  • Nitroglicerina

CONOCIENDO CADA DVA:

CATECOLAMINAS:

Noradrenalina: es el neurotransmisor del sistema nervioso simpático y precursor de la adrenalina. La noradrenalina tiene actividad tanto en el receptor alfa, como beta 1 adrenérgico, con poca acción sobre los receptores beta 2. Dependiendo de la dosis utilizada, se obtiene un aumento del volumen sistólico, disminución refleja de la frecuencia cardíaca e importante vasoconstricción periférica, con aumento de la presión arterial. La noradrenalina es también un potente vasoconstrictor visceral y renal, lo que limita su uso clínico. Es también vasoconstrictor sobre la red vascular, sistémica y pulmonar, y debe ser usada con prudencia, en pacientes con hipertensión pulmonar. Por otro lado, es una droga de elección en el choque séptico, cuya finalidad es elevar la PA en pacientes hipotensos, que no respondieron a la resucitación por volumen ya otros inotrópicos menos potentes.

Adrenalina: es un potente estimulador alfa y beta adrenérgico, cuyo efecto vasopresor es muy conocido. El mecanismo de elevación de la presión arterial causado por la adrenalina, es debido a una acción directa en el miocardio, con aumento de la contracción ventricular, un aumento de la frecuencia cardiaca y una vasoconstricción en muchos lechos vasculares (arteriolas de la piel, riñones y vénulas). En la musculatura lisa, su acción predominante es de relajación a través de la activación de receptores alfa y beta adrenérgicos. La droga ejerce también broncodilatación, por la interacción con los receptores beta 2 del músculo liso bronquial, combinada a la inhibición de la degranulación de los mastócitos. La adrenalina también eleva las concentraciones de glucosa (aumento de la neoglicogénesis e inhibición de la secreción de insulina) y del lactato sérico. Las principales indicaciones de la adrenalina incluyen estados de choque circulatorio que no responden a las otras catecolaminas menos potentes, en particular en el choque cardiogénico, cuando de uso combinado con agentes reductores de la poscarga. Se recomienda esta droga en el tratamiento de brocosas severas. También se indica en el tratamiento de la anafilaxia y, durante las maniobras de resucitación cardiopulmonar, es el agente farmacológico de efecto vasoconstrictor más eficaz.

Dopamina: es el precursor inmediato de la noradrenalina. Posee innumerables efectos, pues estimula todos los tipos de receptores, siendo estos dosis dependientes. En bajas dosis, tiene efecto dopaminérgico predominante, causando aumento del gasto cardíaco; disminución de la resistencia vascular sistémica y vasodilatación renal y mesentérica. En dosis medias, tiene un efecto beta predominante, aumentando el gasto cardíaco; la presión arterial y la diuresis. En dosis elevadas, el efecto predominante es el alfa, causando aumento de la resistencia vascular sistémica y de la presión arterial y disminución del flujo sanguíneo renal. Así, las indicaciones principales de la dopamina están relacionadas con los estados de bajo débito con volemia controlada o aumentada (efecto beta adrenérgico). Por el hecho de que esta droga vasoactiva posea, en bajas dosis, un efecto vasodilatador renal, es también indicada en situaciones en las cuales los parámetros hemodinámicos estén estables, pero con oliguria persistente (efecto dopaminérgico). También puede utilizarse en condiciones de choque con resistencia periférica disminuida (efecto alfa adrenérgico).

Dobutamina: es una droga simpaticomimética sintética, con acción predominantemente beta 1 agonista. Esta droga tiene baja afinidad por los receptores beta 2 y es casi desprovistos de efectos alfa adrenérgicos. La dobutamina presenta pocos efectos sobre la frecuencia cardíaca, aumenta la contractilidad miocárdica y el índice cardíaco, no actuando sobre la resistencia vascular periférica. La droga se utiliza para mejorar la función ventricular y el rendimiento cardiaco en pacientes en los que la disfunción ventricular conlleva una disminución en el volumen sistólico y el débito cardíaco, por ejemplo, shock cardiogénico e insuficiencia cardíaca congestiva. El consumo de oxígeno del miocardio, bajo el uso de la dobutamina, es menor que bajo la acción de otras catecolaminas.

Dopexamina: es una catecolamina sintética con actividad dopaminérgica y beta 2 agonista, con débil efecto beta 1 adrenérgico y ausencia de efectos en receptores alfa. Cuando se compara a la dopamina, la dopexamina tiene menor potencia al estimular receptores dopaminérgicos, mientras que sus efectos beta 2 son aproximadamente sesenta veces más potentes. Así, el estímulo de receptores beta resulta en aumento en el gasto cardíaco, caída de la resistencia vascular sistémica y aumento en el volumen urinario y en la excreción de sodio, por estimulación dopaminérgica. Además, la droga potencia los efectos de la noradrenalina endógena, por el bloqueo de la recepción de la misma. La dopexamina puede utilizarse en el tratamiento de la insuficiencia cardiaca aguda y congestiva y en los pacientes en el postoperatorio de cirugía cardíaca que evolucionan con bajo débito. Además, la dopexamina también puede utilizarse en el choque séptico, en combinación con la noradrenalina, en la tentativa de prevenir la insuficiencia renal aguda y en el incremento del flujo mesentérico y de la perfusión gastrointestinal.

Isoproterenol: es una catecolamina sintética, de estructura similar a la adrenalina. Es un potente agonista beta adrenérgico, con afinidad muy baja por los receptores alfa. Por lo tanto, ejerce efectos potentes en el sistema cardiovascular, como aumento de la contractilidad, frecuencia y velocidad de conducción del estímulo eléctrico cardíaco. Se observa un aumento en el gasto cardíaco y en el consumo de oxígeno del miocardio. La estimulación de los receptores beta adrenérgicos resulta en una relajación de la musculatura lisa vascular al mismo tiempo que la resistencia vascular sistémica y la presión diastólica caen. El músculo liso de la vía aérea bronquial y vascular pulmonar también son relajados por el isoproterenol, ocasionando una disminución de la resistencia vascular pulmonar y reversión de broncoespamos. Está indicado principalmente en los síndromes de bajo débito con presiones de llenado elevadas y resistencia periférica y pulmonar también elevadas (choque cardiogénico). También es indicado para tratar los casos de bradicardia con repercusión hemodinámica hasta que una terapia definitiva (marcapaso) sea utilizada.

VASODILATADORES:

Nitroprussiato de sodio: es un vasodilatador mixto, con efectos sobre los territorios arterial y venoso. En la musculatura lisa vascular. No presenta efecto directo sobre las fibras musculares cardíacas, siendo su incremento en el gasto cardíaco debido a la acción vasodilatadora. El flujo sanguíneo renal y la tasa de filtración glomerular se mantienen y la secreción de renina por el organismo se aumenta.

La droga promueve entonces, disminución de la resistencia periférica total, de la presión arterial y del consumo de oxígeno del miocardio, poca alteración de la frecuencia cardíaca y disminución de la resistencia vascular pulmonar. El metabolito activo de la droga es el óxido nítrico, que parece ser el responsable de la acción vasodilatadora. El nitroprusiato de sodio es una molécula inestable, que sufre descomposición en condiciones alcalinas y cuando se expone a la luz. Es indicado en el tratamiento de las emergencias hipertensivas y como droga auxiliar en los estados de choque circulatorio, con presiones de llenado ventricular y resistencia periférica aumentadas.

Los estados de bajo débito, asociados a la disfunción celular grave, son de ocurrencia relativamente común en las Unidades de Terapia Intensiva. El empleo de las drogas vasoactivas es de vital importancia para la reversión de esta situación, mejorando el pronóstico y la sobrevida de los pacientes. Esas drogas poseen, en general, acción rápida y potente, pero su índice terapéutico es bajo, debiendo ser administradas mediante adecuada monitorización hemodinámica y de laboratorio.

Nitroglicerina: La nitroglicerina es un derivado del nitrato orgánico que se metaboliza rápidamente en el hígado por una nitrato-reductasa. La droga actúa sobre las venas sistémicas y las grandes arterias. En angina de pecho aumenta la capacidad de las venas, lo que disminuye el retorno venoso al corazón y la presión diastólica en el VI, por lo que las necesidades de oxígeno son menores. En la circulación arterial coronaria, dilata los vasos de poca resistencia, lo que da origen a una distribución del flujo coronario. Si el ateroma se encuentra excentricamente, dilata las estenosis arterioscleróticas. También dilata el lecho arteriocular, con disminución de la resistencia vascular sistémica. Se indica en casos de angina de pecho, como monoterapia o en combinación con otros antianginosos, como betabloqueantes o antagonistas de los canales del calcio. Insuficiencia cardíaca en pacientes que no responden al tratamiento convencional con digital y otros fármacos inotrópicos positivos y diuréticos.

HORMONO ANTIDIURÉTICO:

Vasopresina: es una hormona humana secretada en casos de deshidratación y caída de la presión arterial; haciendo que los riñones conservan el agua en el cuerpo, concentrando y reduciendo el volumen de la orina. Esta hormona se llama vasopresina, ya que aumenta la presión sanguínea al inducir una vasoconstricción moderada sobre las arteriolas del cuerpo. El medicamento actúa en el néfron, favoreciendo la apertura de los canales de agua (aquaporinas) en las células del túbulo de conexión y túbulo colector.

Reglas básicas para la administración de DVAs:

Bolus – menor/igual 1 minuto
Infusión rápida – 1 y 3 minutos
Infusión lenta – 30 y 60 minutos
Infusión continua – tiempo superior a 60 minutos
Infusión Intermitente – tiempo superior a 60 minutos no continúa

CUIDADOS INTENSIVOS DE ENFERMERÍA CON DVAs:

Se debe evitar la administración con solución alcalina para evitar la extravasación. Nunca se debe administrar un medicamento en bolo por la vía de las drogas vasoactivas. Y se debe realizar una evaluación de la perfusión en las extremidades.

  • Establecer criterios de dilución de las drogas por medio de protocolos institucionales;
  • Observar el aspecto de la solución antes y durante la administración;
  • Administrar las drogas con la bomba de infusión;
  • Calcular la dosis de las drogas en ug / Kg / min;
  • Controlar la velocidad de infusión de las drogas;
  • Mantener el peso del paciente actualizado;
  • Atentar a los signos de deshidratación antes de iniciar la infusión de la droga;
  • Conocer la acción, estabilidad e interacción medicamentosa de las drogas;
  • Conocer qué drogas fotosensibles;
  • Conocer cuáles drogas se adhieren o son absorbidas por el plástico (en este caso utilizar frascos de vidrio o polietileno y equipo de polietileno);

Supervisión de los datos vitales

  • Atentar a las variaciones de las señales del paciente por medio de la medición y monitorización continua;
  • Atentar para cambios del trazado de ECG;
  • Realizar lectura de PVC cada hora o según prescripción de enfermería;
  • Monitorización del débito urinario;
  • Controlar volumen urinario cada hora o según prescripción de enfermería;
  • Atentar para alteraciones de las funciones renales como: disminución o aumento del débito urinario, seguimiento de los valores de urea, creatinina y clarence de creatinina;
  • Realizar riguroso control hídrico;
  • Realizar balance hídrico;
  • Monitorización de la perfusión sanguínea;
  • Acompañar las variaciones del pulso y perfusión periférica;
  • Mantener los extremos protegidos de las pérdidas de calor;
  • Atentar para no garrotear a los miembros;
  • Realizar la rotación del manguito de presión arterial;
  • Evaluar el llenado capilar;

Cuidados con el acceso venoso

  • Utilizar catéter venosos central;
  • Si es posible vía exclusiva;
  • Lavar la vía con menor volumen posible;
  • Restringir el número de extensiones y dispositivos en la vía de la droga;
  • Mantener el dispositivo venoso serbio;
  • Preferir venas calibrosas como la cefálica o basílica en caso de acceso periférico;
  • No inyectar drogas en bolo por la vía utilizada para la infusión de la droga;
  • Observar signos de infiltración y signos de hiperemia local.

Registros de enfermería

  • Anotar todo aquello que fue realizado con el paciente;
  • Anotar las interferencias;

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Indicaciones de Administración de Soluciones Intravenosas

Soluciones Intravenosas

No hay ciertos artículos o lecturas oficiales sobre las indicaciones para tales soluciones terapéuticas infundidas en los lúmens de los Catéteres Venosos Centrales, pero existen algunas reglas que deben ser observadas en la administración de soluciones intravenosas por el CVC. Puede variar de Institución a Institución, sugiero recurrir al protocolo operacional estándar de los mismos.

En la mayoría de los casos, la nutrición parenteral total (NPT) debe infundirse en un lumen aislado de otras soluciones, generalmente indicado en vía Distal (en casos de doble lúmens), y puede ser infundido en vía medial (caso tri-lumen) su control de deuda a través de una bomba infusora.

También la sangre y los hemoderivados deben infundir en un lumen aislado de otras soluciones. La administración de otras soluciones debe asegurar siempre la permeabilidad y débito del CVC, para disminuir la aparición de complicaciones relacionadas con la obstrucción de sus lumens.

Además, esta administración debe controlarse para evitar una sobrecarga hídrica. Recordando, que después de cada administración de medicación debe efectuarse el lavado de las líneas infusoras con Suero Fisiológico 0,9%, para evitar incompatibilidades entre fármacos administrados.

En la administración simultánea de varias soluciones, debe evaluarse su relación de compatibilidad, para así elegir el lumen donde deben infundir.

Controversias en materia de drogas vasoactivas en lumens correctos

Hay grandes controversias sobre el uso correcto de lumens para la infusión de las DVAS, hay lugares que especifican que debe dar preferencia a instalar estos medicamentos siempre en la vía proximal (que a su vez debería ser identificada para favorecer la exclusividad), ya que esta posee “prime” (calibre), flujo gravitatorio y velocidad de infusión (ml / hr) inferior en relación a los otros lumens (medial y distal), a fin de evitar “flushs” de estas medicaciones y consecuentemente sobredosificación de la misma, por lo tanto, desde que hay instituciones que utilizan el PICC, en la cual, disponen de 1 o dos lumens, no hay una identificación cierta si la vía es proximal o distal, desde que el Enfermero hace la medición y el corte del tamaño correcto según la anatomía del paciente, imposibilitando el espaciamiento de estos lumens.

Pero tenemos que respetar sí la compatibilidad de los medicamentos, y la individualidad de las vías, evitando que ciertas soluciones sean mezcladas y pierdan su efecto terapéutico en el paciente, y posibilitando aún más una inestabilidad hemodinámica del paciente.

 

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Drogas usadas em UTI

Drogas

Veja mais em:

farmacologia

Drogas de Emergência

Drogas de Emergência

O conhecimento e o domínio sobre as principais drogas utilizadas nas situações de emergência são fundamentais para o técnico de enfermagem que presta cuidados aos pacientes em estado crítico. Este são somente alguns das drogas mais usadas em uma emergência.

Indicações de administração de Soluções Intravenosas

Não há ao certo artigos ou leituras oficiais sobre as indicações para tais soluções terapêuticas infundidas nos lúmens dos Cateteres Venosos Centrais, mas existem algumas regras que devem ser observadas na administração de soluções intravenosas pelo CVC. Podendo variar de Instituição para Instituição, sugiro recorrer ao POP dos mesmos.

Vejamos um exemplo, a nutrição parentérica total (NPT) deve infundir num lúmen isolado de outras soluções, geralmente indicado em via Distal (em casos de duplo lúmens), e podendo até ser infundido em via medial (caso tri-lúmen), devendo ter seu controle de débito através de uma bomba infusora.

Também o sangue e os hemoderivados devem infundir num lúmen isolado de outras soluções. A administração de outras soluções deve assegurar sempre a permeabilidade e débito do CVC, para diminuir o aparecimento de complicações relacionadas com a obstrução dos seus lúmens.

Além disso, essa administração deve ser controlada de modo a evitar uma sobrecarga hídrica. Lembrando, que após cada administração de medicação deve efetuar-se a lavagem das linhas infusoras com Soro Fisiológico 0,9%, para evitar incompatibilidades entre fármacos administrados.

Na administração simultânea de várias soluções, deve avaliar-se a sua relação de compatibilidade, para assim se escolher o lúmen onde devem infundir.

CONTROVÉRSIAS EM QUESTÃO DE DROGAS VASOATIVAS EM LÚMENS CERTOS

Há grandes controvérsias sobre o uso correto de lúmens para a infusão das DVAS, há lugares que especificam que deve dar preferência a instalar estes medicamentos sempre na via proximal (que por sua vez deveria ser identificada para favorecer exclusividade), uma vez que esta possui “prime” (calibre), fluxo gravitacional e velocidade de infusão (ml/hr) inferior em relação aos outros lúmens (medial e distal).

A fim de evitar “flushs” destas medicações e consequentemente superdosagem da mesma, portanto, desde que há instituições que utilizam do PICC, na qual, dispõem de 1 ou dois lúmens, não há uma identificação certa se a via é proximal ou distal, desde que o Enfermeiro faz a mensuração e o corte do tamanho correto conforme a anatomia do paciente, impossibilitando o espaçamento destes lúmens.

Mas temos que respeitar sim a compatibilidade dos medicamentos, e a individualidade das vias, evitando que certas soluções sejam misturadas e percam seu efeito terapêutico no paciente, e possibilitando mais ainda uma instabilidade hemodinâmica do paciente.

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

sedativos e analgésicos

Em terapia intensiva, os principais objetivos da sedação incluem reduzir a resistência à ventilação mecânica, tratamento de distúrbios psiquiátricos ou problemas relacionados à abstinência de substâncias de abuso, restauração da temperatura corpórea, redução da ansiedade, facilitação do sono e redução do metabolismo. Em casos de traumatismo craniano, o objetivo da sedação pode incluir a indução do coma, a fim de promover o “silêncio elétrico” (EEC burst supression, do inglês)
do cérebro, reduzindo sua necessidade metabólica. Tal procedimento pode estar associado ou não à indução de hipotermia para controlar as necessidades metabólicas neuronais.

O agente sedativo ideal deve possuir propriedades ideais como mínimo efeito depressor dos sistemas respiratório e cardiovascular, não interferência no metabolismo de outras drogas, e possuir vias de eliminação independentes dos mecanismos renal, hepático ou pulmonar, resultando em uma meia-vida de eliminação curta, sem metabólitos ativos.

A sedação pode ser definida entre um simples estado de cooperação, com orientação espaço temporal e tranquilidade ou apenas resposta ao comando, podendo incluir ou não a hipnose. Para se avaliar o grau de sedação, empregam-se inúmeras escalas, sendo a mais utilizada aquela proposta por Ramsay. A escala de Ramsay é utilizada como referência para validação de novas técnicas.

ANALGÉSICOS OPIÓIDES

Analgésicos opioides são indicados para alívio de dores moderadas a intensas, particularmente de origem visceral. Em doses terapêuticas são razoavelmente seletivos, não havendo comprometimento de tato, visão, audição ou função intelectual. Comumente não eliminam a sensação dolorosa e, sim, reduzem o sofrimento que a acompanha, com os pacientes sentindo-se mais confortáveis.
Frequentemente, estes referem que a dor, embora ainda presente, é mais tolerada. Com o uso de maiores doses, no entanto, os opioides alteram a resposta nociceptiva. Dores contínuas são aliviadas mais eficazmente que dores pungentes e intermitentes. Entretanto, em quantidades suficientes, é possível aliviar até mesmo dores intensas causadas por cólicas biliares ou renais.

– Cloridrato de Tramadol (Tramal): É um analgésico que pertence à classe dos opióides e que atua sobre o sistema nervoso central. Este medicamento alivia a dor através da sua ação sobre células nervosas específicas na espinhal-medula e no cérebro. Tramal está indicado no tratamento da dor moderada a intensa.

– Sulfato de Morfina (Dimorf): A morfina é um remédio analgésico da classe dos opióides que tem um potente efeito no tratamento da dor crônica ou aguda muito intensa, como dor pós-cirúrgica ou dor causada por doenças degenerativas, por exemplo.

– Citrato de fentanila (Fentanil): É analgésico opióide com uso reservado como coadjuvante de a nestesia geral ou em unidades de cuidados intensivos. É um fármaco do grupo dos opioides sendo um potente analgésico narcótico de início de ação rápido e curta duração de ação, que é usado no tratamento da dor. É um potente agonista dos μ-opioide.

ANALGÉSICOS NÃO OPIÓIDES – (AINES) ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS

Estes modificam mecanismos periféricos e centrais envolvidos no desenvolvimento de dor. São indicados por tempo curto, particularmente para dores de tegumento leves e moderadas. Exibem propriedades analgésica e antitérmica.

– Cetoprofeno (Profenid): É um medicamento anti-inflamatório, analgésico e antitérmico, sendo indicado para o tratamento de inflamações e dores decorrentes de processos reumáticos (doenças que podem afetar músculos, articulações e esqueleto), traumatismos (lesão interna ou externa resultante de um agente externo) e de dores em geral.

– Dipirona Sódica (Novalgina): é largamente empregada no Brasil no tratamento de dor pós-operatória, cólica renal, dor oncológica e enxaqueca, bem como de febre. Porém foi banida em 33 países, por causa da ocorrência de reações alérgicas graves (como edema de glote e anafilaxia) e idiossincrásicas (agranulocitose, em potência fatal). Não apresenta eficácia diferente em relação aos demais analgésicos não-opioides.

– Acetaminofeno (Paracetamol): é um fármaco com propriedades analgésicas, mas sem propriedades anti inflamatórias clinicamente significativas.

SEDATIVOS BENZODIAZEPÍNICOS

As benzodiazepinas são um grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos, relaxantes musculares, para amnésia anterógrada e atividade anticonvulsivante. A capacidade de causar depressão no SNC deste grupo de fármacos é limitada, todavia, em doses altas podem levar ao coma. Não possuem capacidade de induzir anestesia, caso utilizados isoladamente.

– Maleato de Midazolam (Dormonid): Midazolam é a substância ativa de um medicamento indutor do sono conhecido comercialmente como Dormonid, da classe dos benzodiazepínicos, é de escolha para sedação pois:

  • Tem maior lipossolubilidade;
  • Início mais rápido (30 a 60 segs);
  • Duração de ação mais curta (15 a 30 min);
  • Amnésia

– Diazepam (Valium): É um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos, com tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado, desde que de forma limitada, para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.

– Clonazepam (Rivotril): Pertencente ao grupos dos benzodiazepínicos, possui como principal propriedade a inibição leve das funções do SNC permitindo com isto uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

ANESTÉSICO GERAL

Anestesia Geral é um termo utilizado para designar uma técnica anestésica que promove
inconsciência (hipnose) total, abolição da dor (analgesia / anestesia) e relaxamento do paciente, possibilitando a realização de qualquer intervenção cirúrgica conhecida. Pode ser obtida com agentes inalatórios e/ou endovenosos.

– Propofol: O propofol é um agente anestésico geral adequado para indução e manutenção de anestesia geral em procedimentos cirúrgicos em adultos e crianças a partir dos 3 anos de idade. Pode também ser utilizado para sedação de pacientes de UTI que estejam SOB ventilação mecânica.

RELAXANTES MUSCULARES

Um Relaxante muscular é um fármaco que afeta o músculo esquelético diminuindo o tónus muscular, é usado para aliviar sintomas tais como espasmo muscular, dor e hiperreflexia.

– Brometo de Pancurônio (Pavulon): é uma substância química usada como relaxante muscular. É um dos componentes das injeções letais usadas nos Estados Unidos para condenados à Pena de morte, mas encontra aplicações em cirurgia. No sistema cardiovascular, causa ligeira taquicardia, sem alteração da pressão arterial. Não libera histamina, não causa alteração no SNC. É desaconselhável para pacientes nefropatas.

– Besilato de Atracúrio (Tracrium): é um relaxante muscular de ação periférica, utilizado na forma de solução injetável. O besilato de atracúrio é utilizado como auxiliar da cirurgia, uma vez que causa relaxamento muscular. É também usado na ventilação assistida e na entubação endotraqueal.

– Vecurônio (Nodescrón): É um fármaco utilizado como bloqueador neuromuscular (curare), auxiliando na anestesia geral e relaxamento neuromuscular. É usado em associação com hipnóticos e opioides durante a anestesia geral. Duração média paralisante muscular varia entre 10 a 30 minutos conforme a dose. A reversão do curare é feita com a administração endovenosa de atropina e neostigmina.

SEDATIVO AGONISTA ADRENÉRGICO

– Cloridrato de dexmedetomidina (Precedex): É um fármaco que atua no sistema nervoso central e apresenta uma gama variada de propriedades farmacológicas, de tal forma que, atualmente, vem ganhando espaço no cenário da terapia intensiva.

É um agonista adrenérgico de receptores alfa – 2 potente e altamente seletivo, que não tem afinidade pelos receptores beta-adrenérgicos, muscarínicos, dopaminérgicos ou serotoninérgicos.

Promove sedação e analgesia sem depressão respiratória, diferentemente da maioria das outras drogas utilizadas na terapia intensiva para este fim.

ANTAGONISTAS

Antagonismo em farmacologia se refere aos compostos químicos que se ligam a determinados receptores neurológicos porém sem ativá-los, impedindo que os componentes que o ativariam de se ligarem.

– Flumazenil (Lanexat): É o antagonista competitivo dos receptores diazepínicos. O flumazenil permite antagonizar os efeitos hipnóticos e sedativos dos BZD, e os efeitos adversos paradoxais, como a agitação. Além disso, o flumazenil permite o diagnóstico e o tratamento de uma intoxicação por BZD ou pode ser auxiliar no diagnóstico etiológico do coma.

– Naloxona (Narcan): A Naloxona é uma droga antagonista de opioides, reverte os efeitos de outros medicamentos entorpecentes. A naloxona é usada para reverter os efeitos de estupefacientes utilizados durante a cirurgia ou para tratar a dor.

CUIDADOS INTENSIVOS DE ENFERMAGEM

  • Manter acesso venoso enquanto o paciente estiver recebendo analgesia por via peridural.
  • As medicações de uso peridural são estéreis e designadas para isso.
  • Pacientes em analgesia contínua por cateter peridural podem deambular com auxílio, nunca sozinhos. Avaliar a presença de bloqueio sensitivo, que impede a adequada propriocepção.
  • Os anestesiologistas são os profissionais que estão habilitados legalmente para inserção, administração de medicamentos e retirada do cateter peridural. O enfermeiro está habilitado para avaliações do paciente em relação à analgesia.
  • Pelo peridural e curativos do cateter peridural.

Avaliação da eficácia da analgesia

A dor é avaliada e registrada como o quinto sinal vital. As escalas quantitativas utilizadas na avaliação da dor são a escala numérica verbal (ENV), análoga visual (EAV) e categórica verbal (ECV).

Se o paciente apresentar escala de dor > 3 (ENV/EAV) ou dor moderada (ECV), utilizar doses analgésicas de resgate conforme prescrição médica e iniciar terapias complementares, como abordagem comportamental e terapias físicas. Se a dor persistir > 3, comunicar o plantão médico.

Avaliação e manejo de efeitos adversos

Sedação e depressão respiratória

  1. Monitorizar índices de sedação, conforme Escala de Sedação de Ramsay:
    Ansiedade, agitação;
  2. Cooperativo, orientado, tranquilo;
  3. Responde somente a comandos;
  4. Resposta ativa ao estímulo auditivo baixo ou glabela;
  5. Resposta lentificada ao estímulo;
  6. Sem resposta ao estímulo.

A incidência de depressão respiratória é precedida por sedação extrema. Se o paciente apresentar sedação = 3 e FR < 10, parar a infusão do analgésico peridural, verificar a saturação periférica de oxigênio (SpO2) e solicitar avaliação do plantão médico.

Avaliar frequência respiratória (FR) e sedação em frequência horária nas primeiras 24 horas e após, a cada quatro horas.

ATENÇÃO: O aumento do grau de sedação ocorre prioritariamente à depressão respiratória.

Náuseas e vômitos

Na ocorrência de náuseas, orientar exercícios de inspiração profunda e expiração tranquila. Se necessário, administrar antiemético conforme prescrição médica. Se persistirem, procurar outras causas para a ocorrência e comunicar o plantão médico.

Prurido

É comum ocorrer prurido após uso de opioide por via peridural ou subaracnoide, inicialmente na face e estendendo-se, por vezes, ao tronco anterior e posterior e membros. O tratamento é medicamentoso, com anti-histamínicos. Deverá constar na prescrição médica e será utilizado se o prurido for intenso ou desconfortável ao paciente. Comunicar o plantão médico.

Retenção urinária

Avaliar presença de globo vesical. Se presente, realizar manobras miccionais ou sondagem vesical de alívio. Avalie o débito urinário: volume > 1 mL/kg/h.

Hipotensão arterial

Diagnosticar a causa da hipotensão: cirúrgica (por exemplo, perda sanguínea) ou anestésica (por exemplo, vasodilatação periférica). Se PA sistólica < 90 mmHg, suspender a analgesia contínua e comunicar o responsável pelo CPA. Verificar a PA a cada quatro horas. Comunicar o plantão médico se o resultado for menor que 20% da PA pré-operatória do paciente de causa anestésica.

Perda ou diminuição da função motora ou sensitiva

Avaliar a função motora e sensitiva dos MMII a cada quatro horas, ou mais, frequentemente, se ocorrerem alterações. Na ocorrência de alterações (parestesias ou paresias), o paciente refere formigamento ou peso em algum local dos MMII e/ou quadril. Avaliar a motricidade por meio da e scala de Bromage.

Não permitir deambulação se o paciente apresentar perda de força ou sensibilidade em alguma região das extremidades ou tronco. Comunicar o plantão médico das alterações da função motora ou sensitiva. Suspender a infusão contínua por cateter peridural.

* Escala de Bromage: avaliação do bloqueio motor:

  • Flexiona o joelho;
  • Flexiona pouco o joelho;
  • Flexiona apenas o pé;
  • Não movimenta os membros inferiores.

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