<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34150" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2023/08/alunos.png" alt="" width="1373" height="689" /> 

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<p style="text-align: justify;">Um grupo de cerca de 20 alunos dos cursos de Enfermagem e Medicina da UFRJ reuniram-se na Praça Mauá para oferecer treinamento às pessoas que passavam pelo Boulevard Olímpico, de como proceder caso alguém tenha uma parada cardiorrespiratória, no último sábado. O que não esperavam era que eles colocariam em prática os próprios ensinamentos naquela manhã: a aposentada Glória de Jesus Araújo dos Santos, de 66 anos, caiu na calçada ao lado dos estudantes, que assumiram o atendimento, realizaram as compressões em seu peito e até conseguiram um desfibrilador portátil, para salvar a vida da mulher.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao todo, foram 19 minutos em parada cardiorrespiratória, e os alunos se revezaram nas compressões, a cada 2 minutos, com o auxílio de uma pessoa que passava na hora e passou a marcar o tempo para eles, enquanto uma ambulância era acionada.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="64" data-block-id="5">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Como foi meu primeiro caso de atender a uma parada (cardiorrespiratória), senti de verdade o que é uma vida estar nas suas mãos. Senti, pela primeira vez, que o coração dela estava na minha mão — conta Mariana Von Held, de 22 anos, estudante do 7° período de Enfermagem da UFRJ. — A gente se abraçou e deu até uma choradinha no final.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="45" data-block-id="9">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes do Quartel Central da corporação foram acionados às 11h37 daquele dia, para &#8220;eventos clínicos&#8221; — quando alguém está passando mal — e encaminharam a vítima para a Coordenação de Emergência Regional (CER) Centro, no complexo do Hospital Souza Aguiar.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="55" data-block-id="10">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Mariana, que também ocupa o cargo de presidente da Liga Acadêmica de Trauma, Emergência e Simulação (LATES / UFRJ), decidiu relatar a história no TikTok e logo recebeu mensagens de agradecimento de parentes e amigos da idosa, que entraram em contato e até mandaram fotos dela internada no hospital, para mostrar que ela estava bem.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="75" data-block-id="12">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O evento realizado no sábado era uma ação comemorativa ao Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar, organizado pela Liga Acadêmica do Trauma e Emergência da Universidade Federal do Maranhão, em parceria com as ligas locais. Na Praça Mauá, os estudantes da UFRJ montaram a tenda, inicialmente, em frente ao Museu do Amanhã, mas precisaram se deslocar devido aos ventos fortes que atingiram a capital fluminense naquela manhã e quebraram a tenda que montaram para fornecer sombra.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="25" data-block-id="13">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O jeito foi caminhar até a estátua de Barão de Mauá, em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), para se abrigarem em árvores.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="91" data-block-id="14">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Não deu 10 minutos (da troca de lugar) e a senhora caiu do nosso lado. Se a gente tivesse permanecido em frente ao Museu do Amanhã, talvez não tivesse visto — completa Mariana, que viu os colegas da liga acadêmica, Vinícius Gomes e Patrick Simões, estudantes de Medicina, correndo para socorrê-la. — Quando viram, ela no chão, porque ela tava salivando muito, para não engasgar com a saliva. Quando aparentemente acabou de convulsionar, (populares) colocaram ela de barriga para cima, mas os diretores (da LATES) constataram que não tinha pulso.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="62" data-block-id="17">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O trabalho em equipe dos alunos começou, e, além dos que se revezaram nas massagens no peito da vítima, uma das estudantes correu no MAR e pediu o desfibrilador portátil do local, que foi cedido e usado para dar quatro choques na mulher, que voltou a ter pulsação no pulso, conforme os alunos constataram, e viram a vítima ser levada pela ambulância.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="95" data-block-id="18">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Fiquei observando a distância e fui quando percebi que a paciente tinha liberado o esfincter, na hora eu pensei em chamar alguém mais graduado para ajudar, mas lembrei que não tinha mais ninguém — conta Patrick Simões, no último período de Medicina, que respirou aliviado ao ver que conseguiram reverter a parada. — Peguei meu estetoscópio e fui em direção ao local. Depois de 4 choques e muita comoção, os bombeiros chegaram, assumindo o atendimento. Fiquei agradecido pela rapidez com a chegada dos socorristas, pois comecei a ficar preocupado com o tempo de parada.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" style="text-align: justify;" data-block-type="raw" data-block-weight="4" data-block-id="20">
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<h2>Dois aniversários no ano</h2>
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<p>A publicação de Mariana no TikTok teve mais de 15 mil visualizações e chegou até os parentes e amigos de dona Glória, que entraram em contato para agradecer aos &#8220;enviados por Deus&#8221;, conforme definiu o padre Bruno Loura, da igreja que a idosa frequenta.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="46" data-block-id="22">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Já pelo WhatsApp, além de fotos da aposentada no hospital e mensagens que tentam marcar uma visita ao hospital, uma outra surpresa aos alunos: Glória fez aniversário dois dias depois e, segundo seus filhos, ela agora irá comemorar as duas datas de agosto, 19 e 21.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="106" data-block-id="23">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Ela até brincou que &#8220;o negócio foi feio&#8221;, e se queixou do peito queimando (por conta dos choques). Quando ela já podia receber visita, falou para mim: &#8220;Estou com almoço pronto, segunda-feira é meu aniversário e eu quero ir embora&#8221;, mas tive que falar &#8220;agora é estaca zero&#8221; — conta Vinícius Araújo dos Santos, de 40 anos, filho mais velho de Glória, que lembra do nervosismo ao receber as notícias. — Minha prima estava com ela, iriam visitar o museu e a roda gigante, e me ligou avisando do desmaio. Depois retornou: &#8220;O negócio é sério, estão reanimando ela&#8221;, peguei o carro e fui correndo.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="57" data-block-id="26">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Segundo o filho da aposentada, ela foi transferida na noite de domingo para o Hospital Estadual Anchieta, no Caju, já saiu do CTI e aguarda para realizar o procedimento de cateterismo, marcado para o próximo dia 30, para poder voltar à rotina. Vinícius relata que a mãe não tem sequelas e seu quadro surpreende até os médicos.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="55" data-block-id="27">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A foto tirada no hospital, ao lado da mãe, foi a forma do filho mais velho comemorar os 66 anos da mãe, com ela viva, na última segunda. Vinícius conta que já mostrou o vídeo do TikTok à mãe, que já está até &#8220;rindo da situação toda&#8221; e quer encontrar os jovens que a salvaram.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: justify;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="31" data-block-id="28">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Uma delas foi a estudante do 10° período de Medicina, Thais Vieira, responsável por ir em busca de um desfibrilador, que descreve que &#8220;dá um arrepio&#8221; só de lembrar daquele momento.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="45" data-block-id="29">
<p class="content-text__container " style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Conseguir o equipamento (desfibrilador) e saber que foi essencial para o desfecho do caso, é muito gratificante. Foi uma das melhores sensações ao ouvir que o pulso tinha voltado. Hoje, saber que ela está melhor e se recuperando, é uma sensação indescritível — observa.</p>
<p style="text-align: justify;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Fonte: O Globo</p>
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