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A consciência e ética de uso das Redes Sociais pelos Profissionais de Enfermagem

<p>O espaço virtual é relativamente novo&comma; sendo assim&comma; a maneira de ser e estar nele também está em construção&comma; por isso precisamos sempre pensar antes de fazer uma publicação nas redes sociais&comma; até porque&comma; não se trata somente de expor a nossa personalidade&comma; mas de expor a nossa imagem e reputação&comma; pois somos representantes da categoria de profissionais de enfermagem&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Fotos de lesões de pele&comma; fraturas expostas&comma; pessoas acidentadas e até em óbito&comma;<&sol;strong> têm sido cada vez mais publicadas e compartilhadas nas redes sociais&comma; como facebook e whatsapp&comma; veículos de grande e rápida circulação de informações&period; Em poucos minutos&comma; o que você publica está disponível para o mundo inteiro saber&period;<&sol;p>&NewLine;<p>E nesse momento de sofrimento&comma; do ponto de vista ético e legal&comma; será que cabe a nós profissionais da saúde&comma; tirar ou compartilhar fotos e vídeos numa situação na qual o paciente necessita de cuidados e não de exposição&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>Você sabia que ao divulgar a foto de um paciente em qualquer dessas situações&comma; você está <strong>cometendo infrações éticas e violação do artigo 5º&comma; inciso X&comma; da Constituição Federal&comma; que diz&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;são invioláveis a intimidade&comma; a vida privada&comma; a honra e a imagem das pessoas&comma; assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>E&comma; de acordo com o Código Civil&comma; artigo 20&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;salvo se autorizadas ou necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Somado a isso&comma; o profissional de enfermagem deve levar em consideração os critérios estabelecidos em seu Código de Ética&comma; como por exemplo&comma; as palavras do artigo 19&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;Respeitar o pudor&comma; a privacidade e a intimidade do ser humano&comma; em todo seu ciclo&comma; inclusive nas situações de morte e pós-morte”&period; O artigo 106&comma; do referido Código&comma; expressa que é responsabilidade e dever do profissional &OpenCurlyDoubleQuote;zelar pelos preceitos éticos e legais da profissão nas diferentes formas de divulgação”&semi; e o artigo 108 proíbe &OpenCurlyDoubleQuote;inserir imagens ou informações que possam identificar pessoas e instituições sem sua prévia autorização”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em breves palavras&comma; segundo o COREN&colon; <strong>&OpenCurlyDoubleQuote;não é permitido fotografar e divulgar pacientes sem sua prévia autorização para pessoas não envolvidas diretamente na assistência”&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>É claro que utilizamos muitas vezes fotos&comma; vídeos e até peças anatômicas para aprimorar nosso conhecimento&comma; mas sempre com autorização prévia e respeitando a pessoa mesmo após a morte&period; Ou até utilizamos fotos para avaliar a evolução de uma lesão de pele &lpar;ferida&rpar;&comma; mas sempre com o objetivo de otimizarmos o cuidado dispensado ao paciente&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Agora expor a vida de alguém pelo impulso de ser o primeiro a postar&comma; com certeza não é a melhor escolha&period; É realmente dessa forma que queremos que a enfermagem seja vista&quest; Lembrem-se&comma; todos nós temos o dever de zelar pela imagem da nossa profissão e da instituição que trabalhamos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Lidamos sim com &OpenCurlyDoubleQuote;feridas”&comma; eliminações fisiológicas&comma; fraturas&comma; mas será que a postagem nas redes sociais te faz ser um bom profissional ou leva a desvalorização da categoria devido à frieza no momento da dor do outro&comma; falta de empatia e consideração ao próximo&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>Florence&comma; como já foi abordado em um artigo anterior pela Enfermeira Gabriela Ugeda&comma; nos deixou um legado <strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Enfermagem é a arte do cuidar”<&sol;strong>&period; Será que compartilhar fotos do sofrimento alheio é uma forma de reproduzirmos uma arte no cuidar&quest; Com certeza não&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Não é com esse tipo de atitude que conquistaremos o auge do reconhecimento profissional&comma; concordam&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>Deixo aqui uma reflexão&colon;<&sol;p>&NewLine;<p>– Será que você está usando as mídias sociais da melhor maneira&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>– Você já pensou que ao compartilhar uma foto você está sendo conivente com um ato desumano&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>– Como podemos utilizar as redes sociais a favor da nossa profissão&quest;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Se concorda&comma; compartilhe essa ideia&comma; estimule outros profissionais a ter essa reflexão&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p><strong>Vamos zelar pela nossa categoria profissional&excl;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p><strong>Juntos&comma; por uma enfermagem cada vez melhor&excl;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>—-<&sol;p>&NewLine;<p>Referências Bibliográficas&colon;<&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Conselho Regional de Enfermagem de Goiás&period; Ética e legalidade na era digital&period; &lbrack;on line&rsqb;&period; Disponível em&colon; <a href&equals;"http&colon;&sol;&sol;www&period;corengo&period;org&period;br&sol;etica-e-legalidade-na-era-digital&lowbar;5947&period;html">http&colon;&sol;&sol;www&period;corengo&period;org&period;br&sol;etica-e-legalidade-na-era-digital&lowbar;5947&period;html<&sol;a><&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Almeida MA&comma; Vaz DR&comma; Tobase L&period; A ética nas redes sociais&period; In&colon; Enfermagem em Revista&period; Edição 12ª ed&period; São Paulo&colon; Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo&semi; 2015&period; p&period; 20-3&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;&NewLine;

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