<p><img class="alignnone size-full wp-image-9234" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2017/11/diretrizesaha.png" alt="diretrizesaha" width="1373" height="687" /> 

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</p>
<p>Foi lançado a diretriz 2017 de hipertensão da Sociedade Americana de Cardiologia, e quais são as principais novidades ?</p>
<h2>1 – Nova classificação da hipertensão:</h2>
<p>A pressão arterial passa a ser classificada como</p>
<ul>
<li><strong>Normal : quando PAS <; 120mmHg + PAD <; 80mmHg;</strong></li>
<li><strong>Elevada</strong> quando PAS estiver entre 120 e 129mmHg + PAD entre 80 e 89mmHg</li>
<li><strong>Hipertensão Estágio 1</strong> – Quando PAS estiver entre 130 e 139mmHg ou PAD entre 80-89mmHg</li>
<li><strong>Hipertensão Estágio 2</strong> – Quando PAS estiver acima ou igual a 140mmHg ou PAD acima ou igual a 90mmHg</li>
</ul>
<h2>2 – Nova rotina para diagnóstico da hipertensão</h2>
<p>Para fins diagnósticos, a PA deve ser medida 2 a 3 vezes, em 2 a 3 ocasiões distintas. Se for utilizada a auto-medida ou a medida de outros profissionais, um check-list com 6 passos deve ser seguido, além de ser utilizado equipamento validado. Entretanto <strong>o método ideal e que melhor se correlaciona com eventos é a MAPA de 24 horas</strong> (infelizmente a diretriz não enfatiza tanto seu uso).</p>
<h2>3 – E afinal quando usar MAPA e MRPA ?</h2>
<p>Não há nenhuma recomendação formal (classe I) para uso de MAPA ou MRPA para diagnóstico de HAS do avental branco e hipertensão mascarada. As principais indicações (classe IIa) são :</p>
<p>– <strong>Para diagnóstico inicial de HAS com PA entre 130x80mmHg e 160x100mmHg</strong></p>
<p>– Monitorização periódica de adultos já diagnosticados com HAS do avental branco</p>
<p>– Usar a MAPA em pacientes com MRPA ou auto-medida sugestivos de HAS do avental branco</p>
<p>– <strong>PA consistentemente entre 120x75mmHg e 129x79mmHg em pacientes não-tratados para diagnóstico de HAS mascarada.</strong></p>
<p>Apesar disso, no texto há ênfase para as possibilidades de diagnóstico usando esses métodos, inclusive em casos de pseudo-hipertensão resistente e presença de lesão em órgão-alvo em indivíduos aparentemente não-hipertensos.</p>
<h2>4- Rastreio de HAS secundária</h2>
<p>Pacientes com HAS súbita, com lesão desproporcional de órgãos-alvos ou hipertensão diastólica iniciada após os 65 anos devem fazer rastreio para HAS secundária. Além obviamente das indicações tradicionais (HAS antes dos 30 anos e hipocalemia não-induzida por exemplo)</p>
<h2>5 – CPAP é bom para HAS com apneia do sono ? Resposta: nem tanto !</h2>
<p>Apesar de estar muito associada a HAS, o uso de CPAP para tratar a apneia do sono não é uma recomendação totalmente aceita (indicação classe IIB).</p>
<h2>6 – E dieta ? alguma mudança ?</h2>
<p>A tradicional dieta DASH continua sendo encorajada, além da restrição do sódio e <strong>aumento da ingesta de potássio</strong> (uso de potássio incorporado na dieta com Classe I e Nivel de evidência A).</p>
<h2>7 – E os exames básicos para todos os pacientes hipertensos ?</h2>
<p>Os exames essenciais continuam praticamente iguais: glicemia, perfil lipídico, hemograma, creatinina, sódio, potássio, cálcio, TSH, sumário de urina e ECG. São opcionais: ecocardiograma, ácido úrico e relação albumina / creatinina. (<strong>A PCR-us foi retirada dos exames iniciais</strong>).</p>
<h2>8 – E quando medicar o hipertenso ?</h2>
<p><strong>HAS estágio 1 só deve ser medicada 1) Na prevenção secundária (após evento cardiovascular) ou 2) Quando o risco cardiovascular estimado em 10 anos for maior que 10%</strong> (utilizando a calculadora americana <a href="http://tools.acc.org/ASCVD-Risk-Estimator-Plus/">ASCVD Risk Estimator</a>).</p>
<p><strong>A HAS estágio 2 deve ser sempre medicada</strong> após confirmada em uma reavaliação após 1 mês, exceto se PA inicialmente já superior ou igual a 180x110mmHg (deve ser prontamente medicada)</p>
<h2>9 – E as drogas de primeira escolha são as mesmas ?</h2>
<p>Sim: diuréticos tiazídicos, bloqueadores de cálcio, IECA ou BRA. A associação de 2 classes já poderia ser iniciada na HAS estágio 2 quando o alvo de redução for maior que 20 / 10mmHg.</p>
<p>Obviamente, a escolha das drogas devem levar sempre em consideração a presença de co-morbidades, raça e idade.</p>
<h2>10 – Já se pode tratar hipertensão com monitorização a distância e redes sociais ?</h2>
<p>Para controle e possível ajuste da terapia, além da auto-medida da PA, há a recomendação de usar estratégias através da tele-medicina com abertura para utilizar redes sociais, dispositivos Wi-Fi e outras tecnologias de monitorização a distância (será que só eu pensei em grupos do WhatsApp aqui ?)</p>
<h2>11 – E betabloqueador ? pode ?</h2>
<p>Pode sim, quando o perfil for favorável ao mesmo ou em múltiplas associações, se for escolhido um beta-bloqueador (DAC co-existente por exemplo), <strong>o atenolol não deve ser usado</strong>.</p>
<h2>12 – E a pressão-alvo da terapia ainda depende da categoria de risco ?</h2>
<p><strong>Não, ou muito pouco ! A PA alvo com a terapia para a grande maioria dos pacientes, mesmo idosos, diabéticos, nefropatas foi 130x80mmHg.</strong></p>
<h2>13 – E as novidades na estratificação como VOP e pressão central ?</h2>
<p>Quase nada foi comentado na diretriz, e pelo que parece ainda distante da recomendação oficial.</p>
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<p><strong>Fontes e Referências: </strong></p>
<p><em><strong><a href="https://cardiopapers.com.br/" target="_blank" rel="noopener">https://cardiopapers.com.br/</a></strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://hyper.ahajournals.org/content/early/2017/11/10/HYP.0000000000000065" target="_blank" rel="noopener">American Heart Association</a></strong></em></p>
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