<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-32622" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2023/03/diamulher.png" alt="" width="1373" height="689" /> 

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</p>
<p style="text-align: justify;">A enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina, seja no nível auxiliar, técnico ou superior, mais de 84% dos profissionais são do sexo feminino, segundo a Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil – 2013. FIOCRUZ/COFEN.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esta razão, é importante celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, uma data que requer uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, além de ter o objetivo de evidenciar o valor do sexo feminino, defendendo sua autonomia e direitos, sem deixar de trazer à tona situações de injustiças e abusos que as mulheres sofrem diariamente, somente por serem mulheres.</p>
<h2 style="text-align: justify;">História</h2>
<p style="text-align: justify;">Na história da profissão, alguns nomes são marcantes, como: <strong>Florence</strong><strong> Nigthingale</strong> (1820-1910), que cuidou dos feridos na Guerra da Criméia e fundou a primeira Escola de Enfermagem, no Hospital Saint Thomas em Londres, e <strong>Anna Néri </strong>(1814-1880), pioneira da enfermagem brasileira, que trabalhou na Guerra do Paraguai e dá nome a primeira escola de enfermagem no Brasil e nos moldes modernos, pautado no modelo americano e com corpo docente formado por enfermeiros<b>,</b> a Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p style="text-align: justify;">Esses nomes têm tamanha importância para a história da enfermagem no Brasil e no mundo que, recentemente, foram homenageadas por Maurício de Sousa Produções, transformando as icônicas personagens da Turma da Mônica, Magali e Mônica, nas duas pioneiras da enfermagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Logicamente que, além dessas, existem outras enfermeiras que se tornaram marcos para o processo de evolução e consolidação da enfermagem enquanto ciência, tendo em vista que foram criadoras de teorias que dão suporte teórico e orientam o Processo de Enfermagem, perpassando por suas etapas: coleta de dados, diagnósticos de enfermagem, planejamento das ações, intervenções de enfermagem e avaliação dos resultados. Algumas delas são:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Dorothea Orem </strong>– criadora da Teoria do Autocuidado;</li>
<li><strong>Imogene King </strong>– criadora da Teoria de Sistemas de Interação de Enfermagem e da Teoria de Realização de Metas;</li>
<li><strong>Wanda Horta </strong>– brasileira e criadora da Teoria das Necessidades Humanas Básicas;</li>
<li><strong>Sister Callista Roy </strong>– criadora da Teoria da Adaptação;</li>
<li><strong>Virgínia Henderson </strong>– criadora da Teoria das Definições das Práticas de Enfermagem.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Embora denota-se o papel das mulheres no processo de formulação, aprimoramento e execução das práticas concernentes à profissão de enfermagem, assim como seu papel desempenhado em diferentes esferas de gestão de políticas públicas na área de saúde, ainda se observa a erotização da imagem das enfermeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Para exemplificar, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) publicou em seu site, no ano de 2021, que a atriz brasileira Bruna Marquezine se fantasiou como “enfermeira sexy” para uma festa e postou fotos e vídeos em suas redes sociais para dezenas de milhões de seguidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa atitude não pode ser considerada inócua, tendo em vista que a veiculação de informações depreciativas nas mídias sociais pode repercutir de maneira danosa para as mulheres enfermeiras brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante salientar que vivemos em um país misógino em que a luta contra a violência de gênero deve ser diária, uma vez que de acordo com o Atlas de Violência 2021 (CERQUEIRA et al, 2021) o SIM/Datasus indicou que 3.737 mulheres foram assassinadas, enquanto outras 3.756 foram mortas de forma violenta mas sem indicação da causa em 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que as mulheres enfermeiras, além de profissionais da enfermagem, desempenham diversos papéis: são mães, filhas, esposas, donas de casa, vizinhas, amigas. Devido ao acúmulo de funções, é comum encontrarmos mulheres na enfermagem com esgotamento mental, diagnóstico de<a href="https://enfermagemilustrada.com/sindrome-de-burnout-na-enfermagem-existe-sim-2/"> Síndrome de Burnout</a>, estresse e ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, enfrenta-se, também, uma alta carga de trabalho para garantir seus salários ─ muitas vezes sendo necessário manter mais de um vínculo trabalhista ─ e sustentar o seu lar. Nos últimos dois anos, inclusive, observou-se uma incansável doação por sua carreira e pelas vidas dos entes queridos devido a pandemia da covid-19.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, foi criado o Projeto de Lei 2564/2020 que institui o piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. Atualmente, existem enfermeiros que recebem R$ 2.424,00 por 40 horas trabalhadas e com a aprovação do PL passariam a receber R$ 4.750,00. Importa destacar, que pisos salariais semelhantes já são comuns em diversas profissões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em síntese, neste dia internacional da mulher não nos deem flores: não sexualizem a enfermagem, nos ofereçam um ambiente sem assédio e apoiem a aprovação do nosso piso salarial!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Referências:</em></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><em>Agência Câmara de Notícias. Projeto institui piso salarial nacional para os profissionais da enfermagem. Brasília, 2022. Disponível em: <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/847821-projeto-institui-piso-salarial-nacional-para-os-profissionais-da-enfermagem/" rel="noopener">https://www.camara.leg.br/noticias/847821-projeto-institui-piso-salarial-nacional-para-os-profissionais-da-enfermagem/</a></em></li>
<li style="text-align: justify;"><em>Cerqueira D. Atlas da Violência 2021 / Daniel Cerqueira et al., — São Paulo: FBSP, 2021. Disponível em: <a href="https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/publicacoes" rel="noopener">https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/publicacoes</a></em></li>
<li style="text-align: justify;"><em>COFEN. Erotização da Enfermagem é desserviço às mulheres e estimula violência sexual. 03 de novembro de 2021. Disponível em: <a href="http://www.cofen.gov.br/erotizacao-da-enfermagem-e-desservico-as-mulheres-e-estimula-violencia-sexual_93068.html" rel="noopener">http://www.cofen.gov.br/erotizacao-da-enfermagem-e-desservico-as-mulheres-e-estimula-violencia-sexual_93068.html</a></em></li>
<li style="text-align: justify;"><em>COFEN. Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil. Fundação Oswaldo Cruz (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – NERHUS/ENSP/FIOCRUZ), apoio da Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério da Saúde, além da Rede ObservaRH, 2013. Disponível em: <a href="http://www.cofen.gov.br/perfilenfermagem/index.html" rel="noopener">http://www.cofen.gov.br/perfilenfermagem/index.html</a></em></li>
<li style="text-align: justify;"><em>Donoso MTV, Wiggers E. Discorrendo sobre os períodos pré e pós florence nightingale: a enfermagem e sua historicidade. Enfermagem em Foco. [S.l.]. 2020 ago;11(1.ESP) Disponível em:<a href="http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/3567" rel="noopener"> http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/3567</a>.</em></li>
</ol>


