<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-29367" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2022/06/sodlado.png" alt="" width="1373" height="689" /> 

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<p class="content-text__container ">Esta semana foi confirmada <span class="highlight">a primeira morte de um brasileiro na guerra da Ucrânia. André Ráck Bárri, de 44 anos, foi baleado por tropas russas no leste do país</span>. Logo que a guerra começou, ele se apresentou voluntariamente para lutar contra os russos.</p>
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<p class="content-text__container ">André publicava muitos vídeos nas redes sociais. Em alguns, mandava notícias à família. Em outros, compartilhava com amigos os horrores da guerra, como os corpos nesta rua devastada.</p>
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<p class="content-text__container ">Gaúcho de Porto Alegre, ele <span class="highlight">era formado em enfermagem e tinha experiência militar. Serviu ao exército brasileiro </span>e, quando morou na França, decidiu se alistar na Legião Estrangeira &#8211; um grupo que envia combatentes para várias partes do mundo. <span class="highlight">Vinha trabalhando como motorista de aplicativo e morava no Ceará,</span> com a mulher Riana, e a filha deles, de 3 anos &#8211; caçula dos cinco filhos de André.</p>
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<div class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload">No fim de fevereiro, André decidiu ir para Ucrânia.</div>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“Eu chorei muito&#8230; Foi muito difícil. Perguntei se não tinha como ele dizer não, se não tinha como ele voltar, ele disse que não”, lembra Riana.</p></blockquote>
<p>No dia 1 de junho, André fez uma chamada de vídeo para a esposa.</p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“Dentro do carro, ele me fez a ligação. Isso com os olhos chorosos já, cheios de lágrimas, eu não entendi o por quê. Daí ele pegou e falou assim: ‘Para onde eu estou indo é pior do que todas as outras missões que fiz’. Ele ainda falou: ‘Tira um print da tela, amor, que essa pode ser a nossa última foto’”</p></blockquote>
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<p class="content-text__container ">No último domingo (5), um amigo de André fez contato com a família.</p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“Meu nome é Sandro, eu sou o comandante aqui do pelotão&#8230; A notícia que a gente tem é que, sim, o corpo está no necrotério&#8230; Nós todos estamos muito sentidos&#8230; Todas as minhas condolências aí para família”, diz o amigo em áudio.</p></blockquote>
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<p class="content-text__container ">O Fantástico conversou com Sandro, que estava em um hospital em Kiev. Um militar acompanha a entrevista. E Sandro conta que<span class="highlight"> André estava na “primeira linha” do pelotão.</span></p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“O André levantava a mão para tudo. Na hora, ele levantou a mão e ele falou: Sandro, me coloca lá&#8230; No momento as coisas <span class="highlight">começaram a explodir e pelo que a gente sabe, ele acabou sendo alvejado por tiro de metralhadora</span>”</p></blockquote>
<p>A confirmação oficial veio na quinta-feira (9). O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota sem citar o nome de André, mas a família confirmou que se tratava mesmo dele.</p>
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<p class="content-text__container ">No texto, o Itamaraty disse que recebeu, por meio da embaixada do Brasil em Kiev, a confirmação da morte de um brasileiro em território ucraniano em decorrência do conflito.</p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>&#8220;Eu tinha fé que ele ia voltar&#8221;, diz a esposa de André.</p></blockquote>
<p>Em nota ao Fantástico, o Itamaraty informou que o traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família. Que não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos. E voltou a desaconselhar enfaticamente a ida de brasileiros à Ucrânia, enquanto não houver condições de segurança no país.</p>
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<p class="content-text__container " style="text-align: justify;">Além de André, outros vários brasileiros foram para a guerra na Ucrânia. Não se sabe ao certo quantos. Muitos moram na Europa. Gente que nada tem a ver com o conflito, mas que decide se apresentar para lutar no lado ucraniano e trocar tiro com as forças russas.</p>
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<p class="content-text__container ">Tialison Cardoso foi militar no Rio de Janeiro. Participou da ocupação do Complexo do Alemão, em 2011, e do Complexo da Maré, em 2014. Já David Moura foi professor de artes marciais e Bombeiro Civil. Eles foram juntos para a Ucrânia e encontraram condições muito diferentes das prometidas em anúncios na internet: a começar pelo dinheiro que receberiam, cerca de 2 mil dólares mil por dia mais bônus.</p>
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<p class="content-text__container ">“Nada disso é verdade. Nada disso existe”, diz David, que <span class="highlight">não tem problema em ser chamado de “mercenário”, como são conhecidos os combatentes estrangeiros que participam de guerras em troca de dinheiro.</span></p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“Você vai receber um treinamento ali de um dia e você vai para o combate. Se eles vierem te pagar algo, terá um valor de 400 dólares por mês. O perigo é iminente e você está ali insistindo. É algo que não dá para explicar muito bem. Tá no sangue, tem que gostar”, lembra Tialison.</p></blockquote>
<p>Quem fala ucraniano ou inglês, costuma ganhar mais. É o caso do Sandro, que fala várias línguas.</p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“O parlamento daqui aprovou uma emenda constitucional em que durante a Lei Marcial, ela contrata literalmente estrangeiros e nós somos parte do exército ucraniano. Não tem diferença entre eu e um militar nacional. Tenho identidade, eu recebo salário, eu recebo tudo aqui como se eu fosse funcionário ucraniano”, afirma Sandro.</p></blockquote>
<p>Fonte: <strong>G1</strong></div>
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