<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-30161" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2022/07/corenoficio.png" alt="" width="1373" height="689" /> 

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<p style="text-align: justify;">O Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) enviou nesta quarta-feira (27) um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (PL) pedindo que ele aprove o projeto de lei que estabelece um piso salarial nacional para trabalhadores do setor.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto foi aprovado pela Câmara neste mês e agora aguarda sanção do chefe do Executivo. A proposta prevê um piso mínimo de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e para parteiras.</p>
<p style="text-align: justify;">No documento enviado a Bolsonaro, o presidente do Coren-SP, James Francisco Pedro dos Santos, diz que a pandemia &#8220;evidenciou uma realidade que já era óbvia: sem enfermagem não há saúde&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Embora o reconhecimento por parte da sociedade tenha sido transmitido por meio de aplausos e homenagens, os profissionais não avaliam que foram valorizados&#8221;, segue o texto. O ofício cita ainda um estudo realizado pelo conselho entre abril e maio de 2022 com 13 mil participantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o levantamento, mais de três quartos dos profissionais (76,2%) não sentem a valorização da categoria, 38,5% deles relataram mais horas trabalhadas e 26,4% relataram piora nas condições de trabalho nos seis meses anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">O documento também aponta que a enfermagem eÌ uma profissaÌo majoritariamente feminina, com meÌdia de idade de 40 anos, sendo 70% delas responsaÌveis pela principal renda familiar —e, para treÌs quartos desse total, o valor recebido naÌo chega a quatro salaÌrios miÌnimos mensais.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Essa realidade mostra que as mudanças necessárias serão possíveis por meio de leis e do empenho da classe política&#8221;, diz o texto. O presidente do Coren-SP ainda cita um abaixo-assinado online a favor do projeto de lei, que já tem mais de 240 mil assinaturas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Folha</p>


