Queridos brasileiros,
Com gratidão e orgulho, tenho sido um Técnico de Enfermagem de um setor de Unidade de Terapia Intensiva por 7 anos. Já segurei mãos daqueles que foram desta para melhor, já sorri para aqueles que apesar de suas doenças e situações, sempre deram a volta por cima da depressão, contando histórias engraçadas sobre diversas situações para se distraírem. Já dei meu suor, sangue, e lágrimas, para ter a certeza de que o leito em que você virá está pronto e completo para ter a certeza que a sua emergência será atendida com precisão e rapidez.
Se alguém morre, eu faço meu silêncio de condolências próximo à ele. Em alguns minutos após, estou indo ao leito do lado com um sorriso no rosto e segurando minha compostura, se os últimos minutos foram difíceis para mim.
As pessoas não param na UTI por estarem ótimas e sem dor alguma. Se você para em nossa unidade, é porque está com dores, desconfortável, e precisa de uma atenção maior.
Mas o maior perigo para nós é a falta de oxigênio, falta de circulação, com algum órgão lesionado, ou com potencial perda de algum membro ou até da vida.
Não significa que não acreditamos na sua dor. mas a dor não é aquela que mata. Nós sabemos que em uma UTI, você sente que a sua emergência é a mais importante do que a emergência da pessoa do lado. Mas o que você precisa saber, Brasil, que nós nunca queremos que você seja o primeiro. O Primeiro pode significar uma chance de você nunca mais andar pela aquelas portas. O primeiro pode significar que a sua família nunca mais o verá novamente.
Eu olho para os lados e vejo meus colegas correrem rapidamente tanto quanto a mim. Todos com a mesma intenção: Continuamente perguntando se precisa de ajuda, e o atendê-lo satisfatoriamente rápido.
Nós não fazemos este trabalho pelo elogios, porque não precisamos. Se nós não fossemos apaixonados pela nossa profissão, acredite, jamais teríamos nos esforçado tanto em estudar. Temos o orgulho de ser Técnicos de Enfermagem, integrantes do corpo de Enfermagem, que fazem parte vital de um hospital.
Deixo aqui meu depoimento,
Agnes Lee
(Técnico de Enfermagem Intensivista)

