O que faz um Técnico de Enfermagem de UBS?

O técnico de enfermagem desempenha um papel fundamental na Unidades Básicas de Saúde (UBS), atuando como um dos pilares da atenção primária à saúde. Sua atuação é marcada pela proximidade com a comunidade, realizando diversas atividades que contribuem para a promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Principais atividades

  • Coleta de dados: Mede pressão arterial, temperatura, peso e altura, além de realizar outros exames simples.
  • Administração de medicamentos: Aplica injeções, realiza curativos e administra medicamentos conforme prescrição médica.
  • Procedimentos básicos: Realiza coleta de material para exames laboratoriais, prepara pacientes para consultas e procedimentos, e auxilia em pequenas cirurgias.
  • Educação em saúde: Orienta pacientes sobre hábitos saudáveis, prevenção de doenças e cuidados com a saúde.
  • Vacinação: Aplica vacinas conforme o calendário vacinal, contribuindo para a imunização da população.
  • Visitas domiciliares: Realiza visitas a pacientes em suas casas, oferecendo cuidados e acompanhamento.
  • Participação em programas de saúde: Colabora em programas de saúde como hipertensão, diabetes, saúde da mulher e saúde da criança.
  • Organizar e controlar os materiais de uso na UBS: Fazer o pedido, receber, armazenar e controlar os medicamentos, materiais médicos e de higiene, além de equipamentos e insumos.
  • Manter os estoques organizados e adequados às necessidades da UBS: Realizar inventários, controlar validade dos produtos e garantir a qualidade e segurança dos materiais.
  • Orientação e educação em saúde: Esclarecer dúvidas sobre medicamentos, procedimentos e cuidados com a saúde, orientar sobre doenças e medidas preventivas.
  • Manter os estoques organizados e adequados às necessidades da UBS: Realizar inventários, controlar validade dos produtos e garantir a qualidade e segurança dos materiais.
  • Participar de reuniões e atividades da equipe multiprofissional: Trabalhar em conjunto com médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais para oferecer um atendimento integral ao paciente.
  • Registrar as atividades desenvolvidas em prontuários e sistemas informatizados: Manter a documentação do paciente atualizada e organizada, garantindo a comunicação eficaz entre os profissionais.
  • Auxiliar no planejamento e execução de atividades de saúde pública: Participar de campanhas de vacinação, ações de prevenção de doenças, atividades de educação em saúde e outras atividades voltadas para a comunidade.
  • Garantir a segurança do paciente e do ambiente de trabalho: Seguir rigorosamente as normas de biossegurança, utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, realizar o descarte correto de materiais perfurocortantes e outros resíduos, além de manter a higiene e a organização do ambiente.

As atividades do Técnico de Enfermagem podem variar de acordo com a estrutura da UBS, número de profissionais e demanda de atendimento, mas, de modo geral, todas essas atividades contribuem para garantir um atendimento de qualidade e acolhedor à população.

Referências:

  1. COFEN: https://www.cofen.gov.br/parecer-no-01-2018-cofen-ctab/
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. (Série E. Legislação de Saúde; Série Pactos pela Saúde 2006, v. 4).

O que faz um Enfermeiro de UBS?

O enfermeiro de UBS (Unidade Básica de Saúde) é um profissional de saúde fundamental na atenção primária, atuando como elo entre a comunidade e o sistema de saúde.

Sua atuação é abrangente e impacta diretamente a saúde da população, desempenhando um papel crucial na promoção, prevenção e tratamento de doenças.

Principais funções do enfermeiro de UBS

  • Atenção individualizada: realizar consultas de enfermagem, administrar medicamentos, realizar curativos, coletar material para exames, orientar sobre saúde e prevenção de doenças, realizar vacinação e acompanhamento de pacientes com doenças crônicas.
  • Promoção da saúde: desenvolver ações educativas em saúde, palestras, campanhas de vacinação, grupos de apoio, atividades de promoção da saúde, atividades com foco em saúde mental e bucal.
  • Prevenção de doenças: realizar ações de vigilância epidemiológica, identificar e notificar doenças, orientar sobre hábitos saudáveis, realizar exames preventivos (como preventivo de colo de útero e mamografia).
  • Assistência em saúde da família: realizar visitas domiciliares, acompanhar gestantes, crianças, idosos, pessoas com deficiência e pessoas com doenças crônicas, promover o cuidado integral à família.
  • Gerenciamento de recursos: auxiliar na organização e gestão da UBS, controlar estoques de medicamentos e materiais, participar de reuniões e treinamentos, elaborar relatórios e registros de atividades.
  • Trabalho em equipe: atuar em conjunto com outros profissionais de saúde da UBS, como médicos, dentistas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde.
  • Gerenciamento: Planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar a Unidade de Saúde da Família (USF), levando em conta as reais necessidades de saúde da população atendida;
  • Capacitação: Supervisionar e executar ações para capacitação dos agentes comunitários de saúde e auxiliares de enfermagem, com vistas ao desempenho das funções.

Habilidades e características essenciais

  • Comunicação eficaz: saber se comunicar com pacientes, familiares e outros profissionais de saúde de forma clara, respeitosa e empática.
  • Empatia e escuta ativa: ter a capacidade de se colocar no lugar do paciente e entender suas necessidades e dificuldades.
  • Organização e gestão do tempo: realizar múltiplas atividades e tarefas com eficiência e organização.
  • Trabalho em equipe: colaborar e trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde.
  • Atualização profissional: acompanhar as novidades e tendências na área da saúde, através de cursos, congressos e leituras.
  • Resiliência e capacidade de lidar com situações desafiadoras: lidar com a pressão do trabalho, situações complexas e demandas diversas.

O enfermeiro de UBS é um profissional essencial na saúde da comunidade. Sua atuação abrangente contribui para a melhoria da qualidade de vida da população, garantindo acesso à saúde e promovendo o bem-estar.

Para se tornar um enfermeiro de UBS, é necessário:

  • Graduação em Enfermagem: concluir o curso de Enfermagem em uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC.
  • Registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN): após a graduação, o profissional deve se registrar no COREN do seu estado.
  • Experiência em atenção primária: o conhecimento e experiência em atenção primária são importantes para o desenvolvimento da carreira.

O trabalho do enfermeiro de UBS é desafiador, mas gratificante. É uma oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e saudável.

Referência:

  1. Soares, C. E. dos S., Biagolini, R. E. M., & Bertolozzi, M. R.. (2013). Atribuições do enfermeiro na unidade básica de saúde: percepções e expectativas dos auxiliares de enfermagem. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 47(4), 915–921. https://doi.org/10.1590/S0080-62342013000040002

Rede Sentinela

A Rede Sentinela é uma estratégia iniciada em meados do ano de 2001, com o objetivo de ser observatório ativo do desempenho e segurança de produtos de saúde regularmente usados: medicamentos, kits para exames laboratoriais, órteses, próteses, equipamentos e materiais médico-hospitalares, saneantes, sangue e seus componentes.

Trata-se, portanto, de uma importante estratégia para o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária – VIGIPOS (instituído pela Portaria Ministerial MS n° 1.660, de 22 de julho de 2009).

No final de 2009, iniciamos o processo de busca da perenidade, sustentabilidade e ampliação de abrangência da Rede Sentinela.

Formalizando os rumos da nova rede, foi publicado em abril de 2011 o documento Critérios para Credenciamento de Instituições na Rede Sentinela (Ano 2011), através do qual qualquer instituição que desejasse adequar-se aos novos critérios de participação poderia ser um serviço sentinela para o SNVS.

Em 2014, a Rede passou a ser disciplinada por dois instrumentos normativos: a RDC Anvisa n° 51/2014 (Dispõe  sobre a Rede Sentinela para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) e a Instrução Normativa da Anvisa IN n° 8/2014 (Dispõe sobre os critérios para adesão, participação e permanência dos serviços de saúde na Rede Sentinela).

A publicação das normas trouxe fundamentação legal para as atividades da Rede, além de critérios básicos de acompanhamento das instituições credenciadas, para que a relação entre as instituições e o SNVS seja sempre a mais estreita e proveitosa possível.

Importante destacar que a Rede Sentinela permanece aberta para que qualquer instituição, em qualquer tempo, solicite o seu credenciamento. A adesão do serviço de saúde à Rede Sentinela é um ato voluntário e não envolve qualquer transferência direta de recursos financeiros.

O intuito é que a Rede continue a se aprimorar e se consolide como uma referência para o VIGIPOS, com ganho de qualidade e revisão nos seus processos de trabalho de vigilância e gestão de riscos.

Objetivos

  • Obter informações de qualidade sobre eventos adversos e queixas técnicas relacionados a produtos sob vigilância no período pós-uso/pós-comercialização – VIGIPÓS, para subsidiar a tomada de decisão por parte do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS);
  • Promover e divulgar o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, com o intuito de consolidar a cultura da notificação;
  • Contribuir para o aprimoramento do gerenciamento de risco nos serviços de saúde;
  • Desenvolver e apoiar estudos de interesse do Sistema de Saúde Brasileiro; e
  • Cooperar para atividades de formação de pessoa, educação continuada e produção de conhecimento no âmbito do VIGIPÓS.

Participar da Rede Sentinela, além da oportunidade de contribuir com informações essenciais para o monitoramento das tecnologias em saúde, significa estar em um ambiente de troca de experiências e aprimoramento dos processos de trabalho para a gestão do risco sanitário.

Dentre as contrapartidas para as instituições participantes da Rede, há a preocupação de oferecer atividades presenciais e à distância de educação permanente.

Serviços

Os serviços que compõem a Rede notificam e monitoram eventos adversos e queixas técnicas de produtos sob vigilância sanitária (medicamentos, vacinas e imunoglobulinas; pesquisas clínicas; cosméticos, produtos de higiene pessoal ou perfume; artigos e equipamentos médico-hospitalares; kit reagente para diagnóstico in vitro; uso de sangue ou componentes; saneantes e agrotóxicos) em uso no Brasil, fazendo a Vigipós dos produtos utilizados nos estabelecimentos de saúde.

As suspeitas de eventos adversos e queixas técnicas são monitorados e investigados juntamente com a Vigilância Sanitária. A conclusão dessas investigações pode resultar em diversas decisões como a retirada do produto do mercado, a restrição de uso e de comercialização entre outras intervenções.

Referência:

  1. ANVISA

Técnico de Enfermagem em UTI

Um Técnico de Enfermagem desempenha um papel crucial em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde pacientes em estado grave ou em situação de urgência e emergência são atendidos.

Atribuições

  1. Monitoramento Constante: Os técnicos em enfermagem na UTI monitoram pacientes 24 horas por dia. Eles verificam sinais vitais, coletam dados sobre o paciente e checam os equipamentos utilizados na unidade.
  2. Assistência Personalizada: Esses profissionais executam protocolos de segurança e prestam assistência personalizada aos pacientes. Além disso, orientam os familiares e acompanhantes sobre os procedimentos realizados e os cuidados necessários.
  3. Esterilizar e buscar materiais na CME: De maneira geral, esse é um dos procedimentos que garantem a segurança dentro de um ambiente hospitalar. No que lhe concerne, ela pode ocorrer por meios físicos ou químicos. Os primeiros envolvem técnicas desde a emissão do calor seco de estufas de ar quente em materiais metálicos ou a radiação ionizante.
  4. Prezar pela metodologia de sistematização da assistência de enfermagem: Entre as atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI, é essencial sistematizar as regras que o Enfermeiro Coordenador estabeleceu. A Sistematização de Assistência de Enfermagem envolve o Histórico, o diagnóstico, o planejamento, a implementação e finaliza com a Avaliação de Enfermagem.
  5. Manter os cuidados em momentos pré e pós-operatório: Uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é garantir que o paciente tenha orientações prévias. Tais quais o preparo intestinal, o uso de roupas e sapatos e confortáveis e sempre se mostrar à disposição de esclarecer qualquer dúvida antes dele realizar a cirurgia. Esse estado de espírito deve permanecer nos pós-operatórios. Essencialmente com recomendações para que ele evite esforço físico ao máximo, siga a dieta recomendada e, sobretudo, não ingerir remédios com o estômago vazio.
  6. Dar total assistência aos médicos de plantão: O enfermeiro trabalha com equipes multidisciplinares e uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é oferecer total assistência aos médicos de plantão. Por isso, é importante que todos tenham comprometimento em suas atividades e cuide da manutenção do comportamento ético. Bem como o respeito à hierarquia.
  7. Controlar as dosagens e a administração de medicamentos: Além de ler as informações da ficha do paciente e dos rótulos, as Atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI também envolvem conferir se a administração do medicamento está correta, se é pela via de administração prescrita no horário e na dosagem correta. Bem como garantir o registro correto de todas as ocorrências em busca da segurança da ética profissional. Aliado a isso, também existe o acompanhamento das reações do medicamento, a otimização do espaço de armazenamento, entre outras tarefas corriqueiras.
  8. Especialidades Médicas: O Técnico de Enfermagem pode atuar em diferentes categorias de UTIs, como neonatal (para recém-nascidos), pediátrica (para crianças e adolescentes) e adulta (para pessoas com mais de 18 anos). Também podem trabalhar em especialidades médicas específicas, como Cardiologia, Cirurgia, Transplantes, entre outras.
  9. Responsabilidade e Atualização: Trabalhar na UTI exige responsabilidade, dedicação e atualização constante. Os técnicos em enfermagem devem estar familiarizados com equipamentos tecnológicos usados para monitorar a saúde dos pacientes.
  10. Registro Ativo no COREN: Para ser contratado como Técnico de Enfermagem na UTI, é necessário ter concluído o curso técnico em enfermagem e possuir registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (COREN).

Referências:

  1. GARANHANI, Mara Lúcia et al . O trabalho de enfermagem em unidade de terapia intensiva: significados para técnicos de enfermagem. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.),  Ribeirão Preto ,  v. 4, n. 2, ago.  2008 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-69762008000200007&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  03  mar.  2024.

Conhecendo a Planta Física de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva)

A UTI é setor obrigatório em todo hospital, devendo ter uma área distinta com capacidade de leitos de 6% a 10 % do total de leitos existentes no hospital, sendo sua planta física composta de 9 a 10 m2 por leito, ter uma iluminação adequada com um gerador próprio, um ambiente climatizado, paredes laváveis, a unidades deve possuir uma visualização permanente dos pacientes e duas pias por unidade.

A Estrutura Física (Planta)

A Resolução – RDC 50, DE 21 de Fevereiro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

A localização deve ter uma área geográfica distinta dentro do hospital, permitir o fácil acesso aos elevadores de serviço e de emergência, centro cirúrgico, sala de recuperação pós-anestésica, unidade de emergência, unidades de intermediarias (semi-intensivas) e serviços de laboratório e radiologia.

Os números de leitos de uma UTI devem existir com no mínimo cinco leitos, com capacidade para cem ou mais leitos. Estabelecimentos especializados em cardiologia, cirurgia e emergência devem fazer calculo específicos.

Do ponto de vista funcional são oito a doze leitos por unidade. As disposições dos leitos podem ser em área comum ou em quarto fechados. No entanto ambas devem permitir uma observação continua do paciente.

Na área comum é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis de modo a proporcionar uma relativa privacidade aos pacientes.

Na unidade de quarto fechado devem ser dotadas de painéis de vidro para facilitar a observação. Nessa área é proporcionada uma maior privacidade, redução de ruídos e possibilidade de isolamento de pacientes infectados ou imunossuprimidos.

A despeito do projeto arquitetônico das UTI os problemas com o ruído e a iluminação brilhante tem se mantido um desafio. O ruído é risco ambiental que gera desconforto para o paciente.

As fontes de ruídos incluem equipamentos, alarmes, telefones, televisões e conversas da equipe, podendo haver uma diferença individual na percepção do ruído; portanto uma avaliação objetiva do ambiente deve ser realizada pela equipe.

De acordo com o Conselho Internacional de Ruído recomenda que os níveis de ruídos nas áreas de terapia intensiva dos hospitais não ultrapassem 45DB (A) durante o dia, 40DB (A) durante a noite e 20DB (A) durante a madrugada. No entanto na maioria dos hospitais esta entre 50 e 70 DB (A).

No ambiente hospitalar além da iluminação natural, usam-se luzes artificiais fluorescentes que criam um tipo de iluminação desconfortável e provoca fadiga visual e cefaleia, se desprotegido17. A luz brilhante pode permanecer por muitas horas na UTI, mesmo quando não há nenhum cuidado direto ao paciente.

A iluminação ideal não deve exceder 30 pévala (fc) durante o dia, durante a noite não deve exceder 6,5 fc e 19 fc para períodos escuros. A iluminação específica para procedimentos e atendimentos de urgência deve ser posicionada diretamente acima do paciente com pelo menos 150 fc.

O estresse criado pelo ruído e iluminação desnecessários será reduzido para o bem estar dos pacientes, já que no futuro o ambiente ideal de UTI terá janelas com vista natural.

As Unidades de Terapia Intensiva dispõe de equipamentos eletrônicos essenciais na manutenção da vida dos pacientes, utilizados na monitoração dos parâmetros fisiológicos ou como opção terapêuticas integrados ao sistema de gases.

Essas instalações devem ser integradas com a fonte de emergência que rapidamente assumem alimentação garantindo o suprimento ininterrupto. O número de tomadas sugerido é no mínimo 11 e no máximo 16 por leito, com voltagem de 110 e 220 volts e adequadamente aterradas.

As tomadas de cabeceira devem ser localizadas aproximadamente 90 com acima do piso, a unidade de dispor de tomadas para aparelhos de transportáveis distantes no máximo de 15 metros de cada leito.

O suprimento de gases e vácuo deve ser mantido por 24 horas, sendo recomendadas duas saídas de oxigênio por leito e uma de ar comprimido. As saídas devem ser apropriadas para cada gás evitando troca acidental. É preconizado dois pontos de vácuo por leito, porem recomenda-se três. O sistema de vácuo deve manter o mínimo de 290 mmHg e não deve fica abaixo de 194 mmHg. Também deve ser instalado um sistema de alarme para pressões altas e baixas de gases.

A fonte de água deve ser certificada, especialmente se forem realizadas hemodiálise. As instalações de pias e lavatórios devem estar próximas a entrada dos módulos dos pacientes ou entre cada dois leitos da UTI.

Os lavatórios devem ser largos e profundos para evitar respingos, com torneiras que dispensem o contato com as mãos. Em cada lavatório deve haver dispensador para sabão liquido também acionado sem o contato com as mãos e toalheiros para papeis descartáveis.

A renovação de ar em áreas critica é exigida no mínimo seis trocas de ar por hora, sendo duas com ar externo. As entradas de ar devem ser localizadas mais alto possíveis em relação ao piso e possuir filtros de grande eficiência.

O sistema de ar condicionado e aquecimento devem passar por filtragens apropriadas. A tomada de ara deve respeitar uma distancia mínima de oito metros de locais onde haja emanação de agentes infecciosos ou gases nocivos.

Nos quartos privativos das Unidades de Terapia Intensivas, a temperatura deve ser ajustada individualmente com variação entre 24 e 26 graus e umidade relativa do ar de 40% a 60%.

O atendimento as necessidades do paciente pela monitoração continua e estrutura adequada, é o selo de qualidade de todo cuidado crítico.

Quanto mais acolhedora a UTI para pacientes e familiares, mais aberto será o ambiente para uma cultura de cuidados e suporte favorável a recuperação. Um bom exemplo de como uma estrutura física e a função da UTI mudou em relação à ênfase de atender as necessidades dos pacientes e a família como unidade é a criação de um ambiente com o design mais acolhedor que encoraja a presença de membros das famílias, que deixam de ser apenas visitantes para ser peças importantes no bem estar do paciente.

Referências:

1- BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3432 de 12 de agosto de 1998. – DOU Nº 154. Estabelece critérios de classificação para as Unidades de Tratamento Intensivo – UTI.

2 – Saraiva CAS. Fatores físicos-ambientais e organizacionais em uma unidade de terapia intensiva neonatal: implicações para a saúde do recém-nascido. – Trabalho de conclusão do curso de mestrado profissionalizante em Engenharia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2004.

3 – Knobel E.Terapia Intensiva: Enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2010.

4 – Paladini EP. Avaliação estratégica da qualidade. São Paulo: Atlas, 2002

5 – http://www.proarq.fau.ufrj.br/site/cadernos_proarq/cadernosproarq11.pdf

6- Madureira CR, Veiga K, Sant’ana AFM. Gerenciamento de tecnologia em terapia intensiva. Rev.latino-am.enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 6, p. 68-75, dezembro 2000.

7 – BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução – RDC N 50, de 21 de Fevereiro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

8 – BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Assistência à Saúde. Departamento de Normas Técnicas. Normas para projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, 1994. p.11-26.

9 – Knobel E, Kuhl SD. Organização e funcionamento das UTIs. In: Condutas no paciente grave. Knobel E. São Paulo, Atheneu, PP. 1315-32, 1998.

10 – Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Departamento de Normas e Técnicas: Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, p 140, 1995.

11 – Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Organização e Desenvolvimento de Serviços de Saúde. Normas e Padrões de Construções e Instalações de Serviços de Saúde, p 25-87, 1987.

12- Toledo LC. Feitos para Curar – Arquitetura Hospitalar e Processo Projetual no Brasil. Editora ABDEH. 1edição.Rio de Janeiro, 2006.

13 – Fairman J, Lynaugh J. Critical Care Nursing: A History. Philadelphia, University of Pennsylvania Press, 1998.

14- Stchler JF: Creating healing environments in critical care units. Crit Care Nurs Q 24(3): 1-20, 2001.

15 – Fontaine DK, Prinkey Briggs L, et al: Designing humanistic critical care environments. Crit Care Nurs Q 24(3): 21-34, 2001.

16- GOMES, W. SOUZA, M. L. Evidência e interpretação em pesquisa: as relações entre qualidades e quantidades. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 8, n. 2, p. 313,2003.

17 – Morton P.G., Fontaine DK. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística; [revisão técnica Ivone Evangelista Cabral; tradução Aline Vecchi… et al.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

18 – Jastremski CA: ICU bedside environment: A nursing perspective. Crit Care Clin 16 (4): 723-734, 2000.

19 – Azevedo AC. Avaliação de desempenho de serviços de Saúde Publica. 25 (1): 64-71, 1991.

20 – Cecílio LCDO. A modernização gerencial dos hospitais públicos: o difícil exercício da mudança. Rev Admin Publ 1997 maio-jun; 31(3) : 36-47.

21 – Gaidzinski RR. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições hospitalares [tese] São Paulo: Escola de Enfermagem USP, 1998.

22- Gallo H. Efeitos da unidade de terapia intensiva sobre o enfermeiro. Cuidados Intensivos de Enfermagem – Uma Abordagem Holística. Guanabara Koogan 6 edição. Cap 10 p.99-109, 1997.

23- Castelli M, Lacerda DPD, Carvalho MHR. Enfermagem no CTPI. Pessoal e treinamento de Isabel Cristina Kowal/Olm Cunha & Rita de Cassia Pires Coli; cap 7 p. 67-73. São Paulo. Roca, 1998.

24 – Laselva CR, Moura Jr DF, Reis EAA. No alvo, o melhor profissional – seleção e treinamento. In: Bork: Enfermagem de excelência: da visão a ação. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, PP 151-66, 2003.

25 – NICOLA, Anair Lazzari and ANSELMI, Maria Luiza. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em um hospital universitário. Rev. bras. enferm. [online]. 2005, vol.58, n.2, pp. 186-190. ISSN 0034-7167.

26 – Knobel E, Novaes MAFP, Bork AM. Humanização dos CTIs. In: Manual de condutas de pacientes graves. Atheneu, São Paulo, 1998.

27 – Knobel E, Novaes MAFP, Karam CH. Humanização do CTI: uma questão de qualidade. Experiência do CTI do Hospital Israelita Albert Einstein. In: Âmbito Hospitalar 118(2) : 19-27, 1999.

Conheçendo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

Unidade de Pronto Atendimento, abreviadamente UPA ou UPA 24h, é uma espécie de posto de saúde instalada em diversas cidades do Brasil. São responsáveis por concentrar os atendimentos de saúde de média complexidade, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica e a atenção hospitalar.

As unidades também possuem o objetivo de diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando que casos de menor complexidade sejam encaminhados diretamente para as unidades hospitalares, além de ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, visando acolher e atender a todos os usuários que buscam assistência médica. Também são capazes de resolver grande parte das urgências e emergências, sendo que, nas localidades que contam com pelo menos uma unidade, cerca de 97% dos casos são solucionados no próprio local. Quando um paciente chega a uma UPA, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Também é feita a análise da necessidade de encaminhamento do paciente a um hospital ou de mantê-lo em observação por 24 horas.

As UPAs oferecem atendimento a urgências pediátricas, clínicas e odontológicas. Elas têm capacidade de realizar o primeiro atendimento ao trauma, estabilizando o paciente até a transferência para uma unidade de maior porte. As UPAs também fazem acolhimento, classificação de risco, exames laboratoriais e de raios X e observação individual.

Cada unidade possui salas vermelhas, voltadas ao atendimento de casos mais graves, e leitos de observação pediátrica e clínica, sendo que, em algumas unidades, também há salas de medicação e de nebulização. A primeira unidade foi inaugurada em 2002 no bairro Alto de São Manoel, situado no município potiguar de Mossoró.

Quando procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h)?

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem atender grande parte das urgências e emergências.

Presta atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e presta o primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica e de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, de modo a definir a conduta necessária para cada caso, bem como garantir o referenciamento dos pacientes que necessitarem de atendimento

Mantem pacientes em observação, por até 24 horas, para elucidação diagnóstica ou estabilização clínica, e encaminham aqueles que não tiveram suas queixas resolvidas com garantia da continuidade do cuidado para internação em serviços hospitalares de retaguarda, por meio da regulação do acesso assistencial.

Veja exemplos de quando você deve procurar uma UPA 24h:

  • Febre alta, acima de 39ºC;
  • Fraturas e cortes com pouco sangramento;
  • Infarto e derrame
  • Queda com torsão e,dor intensa ou suspeita de fratura;
  • Cólicas renais;
  • Falta de ar intensa;
  • Crises Convulsivas;
  • Dores fortes no peito;
  • Vômito constante.

Acesse Componente Hospitalar da Rede de Atenção à Urgências

Rede de Atenção às Urgências e Emergências

A Rede de Atenção às Urgências tem como objetivo reordenar a atenção à saúde em situações de urgência e emergência de forma coordenada entre os diferentes pontos de atenção que a compõe, de forma a melhor organizar a assistência, definindo fluxos e as referências adequadas.

É constituída pela Promoção, Prevenção e Vigilância em Saúde; Atenção Básica; SAMU 192; Sala de Estabilização; Força Nacional do SUS; UPA 24h; Unidades Hospitalares e Atenção Domiciliar.

Sua complexidade se dá pela necessidade do atendimento 24 horas às diferentes condições de saúde: agudas ou crônicas agudizadas; sendo elas de natureza clínica, cirúrgica, traumatológica entre outras.

Assim, para que a Rede oferte assistência qualificada aos usuários, é necessário que seus componentes atuem de forma integrada, articulada e sinérgica. Sendo indispensável a implementação da qualificação profissional, da informação, do processo de acolhimento e da regulação de acesso a todos os componentes que a constitui.

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) após avaliação do perfil epidemiológico e demográfico brasileiro, evidencia –se que os principais problemas de saúde dos usuários na área de urgência e emergência estão relacionados a alta morbimortalidade de doenças do aparelho circulatório, como o Infarto Agudo do Miocárdio – IAM e o Acidente Vascular Cerebral – AVC, além do aumento relativo ás violências e aos acidentes de trânsito.

Desta forma, a Rede de Urgência e Emergência tem como prioridade a reorganização das linhas de cuidados prioritárias de traumatologia, cardiovascular e cerebrovascular no âmbito da atenção hospitalar e sua articulação com os demais pontos de atenção.

Acesse a Página Especializada SAMU 192

 

Fonte: Ministério da Saúde

Crônicas de um técnico

Querido Brasil, sou um Técnico de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva.

Queridos brasileiros, Com gratidão e orgulho, tenho sido um Técnico de Enfermagem de um setor de Unidade de Terapia Intensiva por 7 anos. Já segurei mãos daqueles que foram desta para melhor, já sorri para aqueles que apesar de suas doenças e situações, sempre deram a volta por cima da depressão, contando histórias engraçadas sobre […]