<p><img class="alignnone size-full wp-image-7483" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2017/08/vocabulariomedico.png" alt="vocabulariomedico" width="1971" height="1501" /> 

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</div>
 
</p>
<p>O que o paciente absorve durante uma consulta faz toda a diferença na adesão ao tratamento. E de fato, o nosso sistema de saúde está baseado na crença que pacientes entendem toda informação escrita e falada.</p>
<h3>Na verdade, pacientes esquecem entre 80-90% do que é dito numa consulta.</h3>
<p>Com a acelerada rotina e com o volume de pacientes, não reparamos nos detalhes que fazem a diferença para a consulta ser mais efetiva e deixar o paciente mais satisfeito.</p>
<p>Pontuo os 3 principais itens que confundem os pacientes:</p>
<h2>Termos médicos</h2>
<p><em><strong>Pólipo, crescimento, lesão, reto, referenciar</strong></em>. Algumas palavras comuns a nós são pouco entendidas pela população em geral.</p>
<p>Em um estudo, uma de cada quatro mulheres que disseram saber o que era uma mamografia não sabiam na verdade. Existe um <em>gap</em> de conhecimento entre médicos e a enfermagem com os pacientes, sendo assim, quanto mais fácil e claro falarmos, melhor. Por exemplo:</p>
<p><em><strong>Modificar ->; Mudar</strong></em></p>
<p><em><strong>Expandir ->; Ficar maior</strong></em></p>
<p><em><strong>Monitorar ->; Ficar de olho</strong></em></p>
<p><em><strong>Benigno ->; Não é câncer</strong></em></p>
<p><em><strong>Falência cardíaca ->; Coração não bate bem</strong></em></p>
<h2>Receita médica</h2>
<p>Em um estudo americano, uma receita com 7 medicamentos foi entregue a pacientes entre 55 e 74 anos para que organizassem os remédios<sup> </sup>, nele:</p>
<ul>
<li>Só 15% dos pacientes conseguiram organizar da maneira correta;</li>
</ul>
<ul>
<li>80% separaram dois medicamentos em que um tinha “tome 2 vezes ao dia” e outro com “tome de 12/12 horas”</li>
</ul>
<p>Imagine receber uma receita com medicamentos de 12 em 12 horas, outros na hora do almoço, jantar, antes de dormir… Você tem que parar para organizá-los. O que deixa claro que:</p>
<h3>&#8220;O problema da receita médica vai muito além da letra, é uma questão de arranjo de informação.&#8221;</h3>
<p><strong>O que pode fazer para minimizar esse problema? Aqui seguem algumas dicas:</strong></p>
<ul>
<li>Separe os medicamentos por turnos e não vias de uso.</li>
</ul>
<ul>
<li>Associe pictogramas (imagens), que comprovadamente aumentam entendimento.</li>
</ul>
<ul>
<li>Peça que prescrevam medicamentos que tenham associações (grau A de evidência para adesão).</li>
</ul>
<ul>
<li>Oriente anotar na caixa dos remédios os horários de tomada e colar em lugar visível a receita.</li>
</ul>
<ul>
<li>Se medicamento de 8 em 8 horas, ou mesmo 12 em 12 horas, sugira horários de tomada:
<ul>
<li>06h – 14h – 22h</li>
<li>07h – 15h – 23h</li>
<li>08h – 16h – 00h<br />
<h4></h4>
<h2>
Orientações em geral</h2>
</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>É comum dizermos aos pacientes:</p>
<p><strong>“Diminua o sal”</strong></p>
<p><strong>“Coma mais saudável”</strong></p>
<p><strong>“Beba mais água”</strong></p>
<p><strong>“Faça exercício”</strong></p>
<p><strong>“Coma mais fibra”</strong></p>
<p>Mas, o quanto mais de água se deve beber? O quanto de sal é considerado bom? O que é fazer exercício, quanto tempo? 42% dos pacientes de um estudo não entenderam a orientação “tome este remédio de estômago vazio”. Até por que, quanto tempo se deve esperar para comer ou mesmo depois de comer? <sup> </sup></p>
<p>Na maioria das vezes passamos orientações vagas e rápidas, até pelo volume de pacientes, e muitas de uma só vez, na tentativa de fazer o paciente entender. Porém é importante lembrar que quanto mais claro e focarmos formos, melhor será.</p>
<p>O que você pode fazer é:</p>
<ul>
<li>Escolha uma ou duas orientações e explique bem. Na próxima, revise e oriente outras.</li>
<li>Tenha um material com a orientação detalhada e escrita de forma simples.</li>
</ul>
<ul>
<li>Evite usar qualificadores (muito, pouco, mais…) e exemplifique ao máximo.</li>
</ul>
<p><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong>E para provar que não é placebo, seguem as referências:</p>
<ol>
<li>
<h6><em><a href="http://www.forbes.com/sites/davechase/2012/10/14/doctors-success-hinges-on-transactor-to-teacher-transition/#18ff8215566b">http://www.forbes.com/sites/davechase/2012/10/14/doctors-success-hinges-on-transactor-to-teacher-transition/#18ff8215566b</a>. Acessado em 04/08/17. </em></h6>
</li>
</ol>
<ol start="2">
<li>
<h6><em>Davis TC, Dolan NC, Ferreira MR, Tomori C, Green KW, Sipler AM, Bennett CL. The role of inadequate health literacy skills in colorectal cancer screening. Cancer Invest. 2001;19:193-200. </em></h6>
</li>
</ol>
<ol start="3">
<li>
<h6><em>Davis TC, Arnold C, Berkel HJ, Nandy I, Jackson RH, Glass J. Knowledge and attitude on screening mammography among low-literate, low-income women. Cancer. 1996;78:1912-1920. </em></h6>
</li>
</ol>
<ol start="4">
<li>
<h6><em><a href="http://www.nytimes.com/2015/12/22/health/a-prescription-for-confusion-when-to-take-all-those-pills.html?_r=1">http://www.nytimes.com/2015/12/22/health/a-prescription-for-confusion-when-to-take-all-those-pills.html?_r=1</a>. Acessado em 04/08/17. </em></h6>
</li>
</ol>
<ol start="5">
<li>
<h6><em>Sonal G Mansukhani (2015) The Effect of Using Pictograms on Comprehension of Medical Information – A Meta-Analysis. J. Pharm Pharm Scien 1(1): 22-32. </em></h6>
</li>
</ol>
<ol start="6">
<li>
<h6><em>Weiss et al, Health Literacy and patient safety: Help Patients Understand. Manual for clinicians. 2nd edition. 2012.</em></h6>
</li>
</ol>


