Consistência de líquidos para pacientes Disfágicos

A consistência dos líquidos é um aspecto crucial no manejo de pacientes com disfagia, uma condição que dificulta a deglutição. Essa condição pode afetar a segurança alimentar e nutricional dos pacientes, tornando essencial compreender as diferentes consistências e suas implicações.

Os Tipos de Consistência para Pacientes Disfágicos

Néctar:

    • Descrição: A consistência de néctar é utilizada principalmente para disfagias leves.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de néctar são mais fluidos do que o mel ou o pudim.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com dificuldades leves de deglutição.

Mel:

    • Descrição: A consistência de mel é mais espessa do que a de néctar.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de mel têm uma viscosidade intermediária.
    • Indicação: Indicado para pacientes com disfagia moderada.

Pudim:

    • Descrição: A consistência de pudim é a mais espessa entre as três.
    • Características: Os líquidos espessados nessa consistência são densos e lentos para fluir.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com disfagia grave.

A Importância da Padronização das Consistências

  • Segurança do Paciente: Fornecer a consistência correta é fundamental para evitar riscos de engasgos ou aspiração.
  • Confusão Terminológica: Múltiplos rótulos e definições podem causar confusão entre profissionais de saúde e cuidadores.
  • Desfechos de Tratamento: Uma terminologia clara permite melhores condições de tratamento e resultados positivos.

Em resumo, a padronização das consistências dos líquidos é essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes com disfagia. É importante que os profissionais de saúde e cuidadores estejam cientes dessas diferenças e sigam as orientações adequadas para cada paciente.

Referências:

  1. Disfagia.org
  2. Nutriçãoclínica
  3. Enutri
Notícias da Enfermagem

Escola de Enfermagem da UFMG recebe doações de lenços para pacientes oncológicas

Um projeto de Extensão da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove campanha para arrecadar lenços para pacientes oncológicas até o dia 24 de outubro. Podem ser doados lenços e turbantes de diversos formatos e estampas. “Com a queda dos cabelos durante o tratamento oncológico, os lenços se tornam aliados como […]

Heparinização Plena em Pacientes Críticos

A Heparinização Plena é um procedimento frequente em unidades de terapia intensiva e sua utilização implica em riscos para o paciente. Assim, é importante que esse procedimento seja feito de forma padronizada.

A mesma pode ser realizada com heparina não fracionada (HNF)  ou heparinas de baixo peso molecular (HBPM).

Indicação da Heparinização Plena

A indicação correta de heparina por via venosa está sendo caracterizada progressivamente, havendo evidências consistentes de benefícios em algumas condições:

  • Angina instável;
  • Tromboembolismo Pulmonar;
  • Manipulações vasculares;
  • Quadros progressivos de isquemia cerebral por doença vascular;
  • Pós Operatórios cardiovasculares ( ponte para anticoagulação com warfarina) – Próteses valvares metálicas ( principalmente prótese mitral);
  • Síndromes Coronárias Agudas.

O que deve-se considerar como Exclusão (Contra-Indicação)

  • A possibilidade de usar heparina fracionada de baixo peso molecular por via subcutânea;
  • Quando não existir consenso na indicação entre o médico assistente, o médico intensivista e a enfermagem;
  • Quando existir relato prévio de intercorrências graves com o emprego de heparina por via venosa.

Atenção: Deve Interromper este procedimento imediatamente quando:

  • Sangramento ativo exteriorizado como: hematêmese, melena, enterorragia, hemoptise, hematúria ou hemorragias cutâneo- mucosas;
  • Queda acentuada de hematimetria sem causa identificada;
  • Surgimento de derrame pericárdico, pleural ou peritonial;
  • A possibilidade de procedimentos invasivos e cirurgias.

A indicação do emprego de heparina por via venosa é uma decisão médica. Caso o médico assistente ou médico plantonista caracterize 1(uma) das 3 (três condições) reconhecidas de indicação, bem como a impossibilidade do uso das heparinas fracionadas de baixo peso molecular, deverá prescrever por extenso:

Protocolo de Heparinização*:

  • SF 0,9% 250 ml;
  • Heparina 5ml (25.000 u);
  • Administrar bolus s/n;
  • Colher TTPA.

Estando prescrita a Rotina de Heparinização, o enfermeiro responsável deverá escrever na evolução de enfermagem e na folha de controle de heparinização: o início ou evolução da rotina; os valores de TTPA (prévio atual) e o horário do próximo controle de TTPA. Na impossibilidade do uso desta rotina por qualquer motivo, uma prescrição alternativa por livre escolha do médico assistente ou médico intensivista deverá ser prescrita. Sempre que o protocolo for interrompido, o médico assistente deverá ser notificado.

A solução de heparinização deverá acontecer em bomba de infusão com equipo de bureta para administração controlada do gotejamento, para segurança do paciente.

Por que é feito a Heparinização Plena?

O uso de heparina por via venosa ainda é comum em algumas situações clínicas encontradas no ambiente da medicina intensiva. A heparina é uma das drogas cujo uso encontra- se associado a uma elevada taxa de complicações, produzindo hemorragias por doses elevadas e tromboembolismo por doses insuficientes, sendo que o controle da administração é o fator mais decisivo de erro na heparinização.

A Rotina de Heparinização é conhecida como Esquema de Raschke, que se baseia em dados de experimentação clínica que visam manter os níveis plasmáticos de heparina entre 0,35 a 0,70 unidades/ml corrigidos para o peso corpóreo.

Devido à farmacodinâmica da heparina e pela característica clínica de seu uso, o Esquema de Raschke preconiza o emprego de um bolus inicial, seguido de infusão corrigida de acordo com o tempo de tromboplastina parcial ativado. (TTPA).

O Procedimento

  • bolus inicial de 80 unidades/Kg;
  • Preparar a solução de heparina com 5 mL (25.000 unidades);
  • 100 u/ml (25.000 unidades em 250ml de soro fisiológico);
  • Solicitar TTPA a cada 6 horas, espaçando- se para controles de 12 horas quando se obtiver 2 controles seguidos dentro da faixa ideal;
  • Ajustar a administração da heparina de acordo com a tabela abaixo:
TTPA Bolus Interrupção Mudança na infusão
< 35 80u/ Kg 0 aumentar 4u/Kg/h
35- 45 40u/ Kg 0 aumentar 3u/Kg/h
46- 60 40u/ Kg 0 aumentar 2u/Kg/h
61- 85 0 0 manter a infusão
86- 110 0 0 reduzir 2u/Kg/h
> 110 0 60 minutos reduzir 4u/kg/h
  • Arredondar a taxa de infusão para o valor mais próximo;
  • Quando o peso do paciente tiver peso abaixo de 50 kg ou acima de 120 kg, mantenha respectivamente o mínimo ou o máximo permitido pela tabela.
  • Anexar a folha de controle ao prontuário do paciente.

Observação: Ao programar a solução de heparina na bomba de infusão, utilizar o equipo bureta, onde a solução será depositada, programada para período de 24hs, devendo a bolsa da solução ser homogenizada antes de encher o equipo bureta novamente.

Alguns Cuidados de Enfermagem

Monitorização

A monitorização do uso EV de HNF é realizada através do TTPA colhido após 6 horas da primeira dose de HNF e de 6 em 6 horas até o ajuste adequado.

Atentar:

  • Sangramentos, hemorragias, enterorragias e melenas que podem ser apresentados durante o tempo de terapia;
  • Plaquetopenia induzida por heparina (via exames laboratoriais);

Antídotos – Reversão da heparinização

  • Neutralização da heparina em caso de urgência: sulfato de protamina – 1mg de sulfato de protamina neutraliza 100 UI de heparina. Dose máxima 50mg.
  • Neutralização da heparina de baixo peso molecular: o sulfato de protamina neutralizará somente 50% da atividade. Um miligrama de protamina para cada miligrama de enoxaparina.
  • Administrar plasma fresco congelado para reversão.

Referências:

Protocolo de Heparinização Plena do Hospital Israelita Albert Einstein

1. Gunnarsson OS, Sawyer WT, Montague D, et al. Appropriate use of heparin. Empiric vs nomogram- based dosing. Arch Intern Med 1995 Mar 13;155(5): 526-532.
2. Raschke RA, Reilly BM, Guidry JR, Fontana JR. The weight- based heparin dosing nomogram comparde with a “standard care” nomogram. A randomized controlled trial. Ann Intern Med 1993;119(9):874-881.
3. Rivey MP, Peterson JP. Pharmacy- managed, weight- based heparin protocol. Am J Hosp Pharm 1993 Feb;50(2):279-284.
4. Mungall D, Lord M, Cason S, Treadwell P, Willians D, Tedrick. Developing and testing a system to improve the quality of heparin anticoagulation in patients with acute cardiac syndromes. Am J Cardiol 1998;82(5):574-579.
5. Cory Toth and Chris Voll. Validation of a Weight-Based Nomogram for the Use of Intravenous Heparin in Transient Ischemic Attack or Stroke. Stroke 2002;33(3): 670-674.

6. Laffan M.A.and Brads ham A.E. Laboratory control of anticoagulant, thrombolytic and anti -platelet Therapy. In; Pratical Haematology, Dacie Jv and Lewis SM. 8 ed; cap. 19:367-380, 1995.
7. Gerlach, AT, Pickworth, KK, Seth, SK, et al. Enoxaparin and Bleeding Complications: A Review in Patients With and Without Renal Insufficiency. Pharmacotherapy 2000;20:771.
8. Hirsh J, Guyatt G, Albers GW, Harrington R, Schünemann HJ. Antithrombotic and thrombolytic therapy 8th Ed. ACCP Guidelines. Chest 2008;133:71S-105S.
9. Rosborough T K. Comparison of anti-factor Xa heparin activity anda activated partial thromboplastin time in 2,773 plasma samples from unfractionated heparin-treated patients.am J Clin Pathol.1997;108:662-668.

Veja também:

Quais são as maneiras eficazes de lidar com pacientes e familiares em seu “momento de fúria” ?

Ser diagnosticado com uma doença grave, sentir dor intensa e sentir-se frustrado por estar confinado em um hospital pode deixar qualquer paciente facilmente agitado e irritado. E quando esse paciente começa a tirar suas frustrações de toda a equipe de saúde, você precisa saber exatamente o que fazer para aliviar a situação!

Aqui estão algumas das coisas que você pode fazer para ajudar seus pacientes a recuperarem a calma:

1. Entenda que não é fácil ser um paciente ou uma família!

Nenhuma pessoa iria querer ficar presa no hospital por dias, e ser cuidada por estranhos diferentes a cada doze horas!

Tente entender que não é fácil ser paciente nem ser um parente cujo ente querido esteja em estado crítico. Se os profissionais de enfermagem tendem a ficar irritados sob estresse, eles também ficam.

2. Mostrar empatia!

Como profissional de enfermagem, seu papel é deixar os pacientes sentirem que você entende e se preocupa com eles.

Você pode demonstrar empatia concentrando sua atenção em seu ambiente e em seus sentimentos, expressões e ações.

Mostre-lhes que você está interessado e que eles são importantes!

3. Permita que o paciente “esfrie a cabeça”!

A situação pode piorar se você deixar o paciente ficar com raiva.

Uma das melhores coisas que você pode fazer é deixá-los se acalmar antes de dar sua explicação.

Lembre-se de que eles não estão felizes em estar doentes, por isso é melhor tentar o seu melhor para manter a calma enquanto espera que eles se acalmem.

4. Não invada o espaço pessoal do paciente!

Tente não ficar muito perto ou muito longe deles.

Deixe-os sentir que eles ainda têm seu próprio espaço pessoal que você não estaria invadindo e que eles estão seguros lá.

5. Não toque neles!

Em consonância em deixar que eles tenham seu espaço pessoal, tente não tocá-los.

Isso só pode piorar as coisas e fazê-los sentir que você está invadindo sua própria bolha segura.

Deixe que eles falem o que pensam a partir de uma distância confortável, mas não muito longe de você ter que gritar um com o outro, ou perto demais de que seria desconfortável falar.

6. Seja sensível!

Se um paciente ficar bravo com você por alguma coisa, não pense que ele é um paciente ou pessoa ruim.

Pense em como você se sentiria se estivesse no lugar deles!

Ser sensível aos sentimentos das pessoas significa aceitá-las e respeitá-las, não importa o que aconteça.

7. Seja gentil

Gentileza é uma qualidade que vem do coração e da alma.

As pessoas que são gentis estabelecem a paz e são fortes o suficiente para manter a calma e mostrar contenção, mesmo quando confrontadas com situações difíceis.

Pense antes de responder a qualquer coisa que o paciente diga.

Às vezes, as pessoas reagem rápido demais sem dedicar tempo para pensar em como suas respostas podem afetar os outros.

Se você responder, faça-o de maneira calma e gentil. Se você quiser melhorar a situação, tente evitar a negatividade!

Em vez disso, concentre-se em algo que você pode fazer para ajudar a pessoa.

8. Não discuta!

Tentar não discutir não significa que você não pode expressar sua opinião!

Significa apenas que você tem que declarar seu ponto de uma maneira decente e respeitosa.

Seja sincero em tudo que você diz e tente não pensar que você está sempre certo.

Comunicar melhor e ter um comportamento positivo em relação a qualquer problema resolverá qualquer coisa.

9. Peça desculpas pelo inconveniente!

Algo deve ter dado errado, o que pode ter causado a raiva do paciente.

Não há problema em aceitar e pedir desculpas!

Lembre-se que nosso principal objetivo é restaurar a saúde do paciente.

Desculpar-se não fará de você uma pessoa inferior: Isso só mostrará que você é forte e corajoso o suficiente para aceitar seus erros.

Também pode diminuir qualquer tensão que possa ocorrer entre você e seus pacientes (ou seus familiares).

10. Resolva as questões imediatamente!

Naturalmente, é melhor trabalhar na reclamação assim que puder.

O paciente ou membro da família está com raiva por um motivo.

Anote os detalhes da reclamação e encontre tempo para corrigi-la.

11. Mantenha suas promessas

Ao lidar com pacientes, você tende a dizer coisas que não quer dizer e, na maioria das vezes, dá promessas que não pode cumprir.

Lembre-se de que os pacientes esperam tanto dos profissionais de enfermagem que acreditam no que lhes disserem.

Nunca comprometa!

12. Comunique-se!

A comunicação é um dos aspectos mais importantes da profissão de enfermagem!

Seja honesto com tudo o que você diz ao paciente.

Esteja disponível e responda aos seus pacientes.

Nunca deixe que eles sintam que você os está ignorando.

Será muito mais fácil consertar as coisas se uma comunicação eficaz for usada.

13. Escute!

Isso significa que você deve deixar seu paciente falar sem interromper!

Ouvir não apenas aumenta sua capacidade de empatia, mas também aprimora suas habilidades de comunicação.

A escuta ativa também significa que você deve olhar para os problemas do ponto de vista da outra pessoa.

Concentre-se no que a pessoa está dizendo para você antes de oferecer qualquer ajuda.

Lembre-se de tomar nota do que eles estão dizendo e tente manter as informações!

14. Faça perguntas abertas!

Faça perguntas suaves para saber mais sobre o que a outra pessoa pensa e sente.
Peça esclarecimentos se você não entender o que o paciente está tentando dizer.
Lembre-se de que as perguntas fechadas podem piorar a situação, porque isso apenas fará com que sintam que você não está interessado no que elas têm a dizer.
Perguntas abertas, por outro lado, mostrarão que você se importa.
Faça perguntas como “Por que você se sente assim?” Ou “Como você se sente sobre isso?”.

15. Reconheça a emoção que o paciente está projetando!

Validar os sentimentos da pessoa irá ajudá-la a se sentir compreendida!

Deixe-os sentir que seus sentimentos fazem sentido, que você os ouve e os entende.

Pessoas, especialmente aquelas que estão com raiva, muitas vezes precisam saber que você não acha que elas são ruins ou malucas por se sentirem assim.

Validar os sentimentos de uma pessoa requer uma supressão temporária do impulso para explicar seu lado.

Concentre sua atenção no que seu paciente ou membro da família sente e tente reconhecer seus sentimentos!

16. Definir limites!

Pode chegar a um ponto que você tenha que estabelecer um limite.

Mantenha-se seguro, mas deixe-os saber que você está ouvindo-os.

Defuse situações antes mesmo de escalar.

Um paciente tem o direito de estar envolvido em sua tomada de decisão médica, mas não pode usar esse direito para demandas não razoáveis.

17. Não faça respostas defensivas!

Pense primeiro antes de responder!

Aprenda a pausar e respirar.

Isso vai te acalmar e controlar sua resposta, e também evitará uma explosão desnecessária.

Entenda que muitos fatores levaram a um ataque verbal de seu paciente ou de seu familiar.

Considere que você pode não ser a única razão para sua raiva e que não há sentido em ficar na defensiva!

18. Faça uso da linguagem apropriada!

Nunca esqueça seu profissionalismo mesmo quando estiver sob estresse!

Certifique-se de que o idioma que você usa é apropriado para a situação em que você está.

Pessoas irritadas tendem a dizer coisas que realmente não querem dizer, e é possível que você possa dizer coisas que você vai se arrepender quando as coisas se acalmarem mais tarde.

Escolha suas palavras com sabedoria.

19. Assista sua linguagem corporal!

Nunca cruze os braços ao encará-los e não lhes vire as costas enquanto eles estiverem falando!

Manter contato visual, se necessário, apenas para que você possa deixá-los sentir que você está aberto para o que eles têm a dizer.

Abertura significa que você está disposto e pronto para ouvi-los sem julgamento.

20. Deixe a raiva sair!

Aprenda a respirar corretamente para que você possa deixar toda a ansiedade e raiva sair do seu sistema enquanto exala.

Isso não apenas ajudará você a relaxar, mas também lhe dará tempo para pensar sobre suas ações e palavras.

Lembre-se!

Não deixe que uma situação difícil arruíne todo o seu dia!

Lembre-se de que a profissão de enfermagem não é uma tarefa fácil e que há coisas muito mais difíceis que você precisa enfrentar todos os dias.

Aprenda a aceitar essas coisas que você não pode mudar, e você será capaz de lidar com as coisas de forma mais graciosa e calma como nunca antes. Tudo vai melhorar em breve!

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Edema: Por que os pacientes na UTI ficam inchados?

edema

Uma das coisas que mais assusta e chama a atenção dos familiares é o edema (inchaço) generalizado que os pacientes internados apresentam. O edema é nada mais do que excesso de água na pele.

Como identificar um edema?

A presença de edema com depressão (sinal de godet) é percebida a pressionar a ponta do dedo na área edemaciada sobre uma proeminência óssea, como tornozelos, região pré-tibial (canela) e sacral. Se esta depressão não desaparecer em 15 segundos, este edema está presente.

Pacientes com doenças graves costumam apresentam um quadro de inflamação em todo o organismo. Nossos vasos sanguíneos apresentam poros microscópicos que permitem a passagem de água de dentro para fora e de fora para dentro, conforme o organismo ache necessário.Quando estamos com um estado de inflamação sistêmica, esses poros aumentam de tamanho, permitindo a passagem além do desejado de água do sangue para os tecidos, principalmente para a pele.

Além da inflamação dos vasos sanguíneos, mais três fatores contribuem para o edema:

– Redução da produção de urina, o que provoca retenção de líquidos.
– Administração excessiva de líquidos através de soros e medicamentos.
– Diminuição das proteínas no sangue, que ajudam a segurar a água dentro dos vasos.

Apesar de assustar, o edema da pele por si só não traz grandes riscos. Ele é basicamente uma consequência do estado grave do paciente. Conforme há melhora do quadro clínico, o organismo consegue restaurar a distribuição normal da água corporal. Em geral, quando recebem alta hospitalar, os pacientes já não estão mais inchados.

Quais são os cuidados básicos de enfermagem para pacientes nesta situação?

– Elevar os membros com auxílio de coxins;
– Praticar a massagem de conforto ao paciente, fazendo movimentos circulares, para ajudar a drenar estes líquidos retidos no membros;
– Estimular o paciente, se deambulante, a fazer movimentos circulatórios nos membros afetados, se não deambulante, auxiliar o mesmo com os movimentos;
– Estimular a mudança de decúbito frequente, pois ajuda a estimular a drenagem destes líquidos retidos.
– Atentar para a ingesta de líquidos, e realizar o balanço hídrico.

 

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Crônicas de um técnico

[Crônicas de um Enfermeiro] Baile de Carnaval

Faltando uma semana para o Carnaval, o número de pacientes já estava diminuindo e o movimento era outro — fato sentido pelos pacientes que ficariam internados em minha unidade. Eram 14 transplantados, 12 mulheres e dois homens. Ao passar o plantão, a enfermeira da noite salientou que tais pacientes estariam tristonhos e dormiriam pouco, pois […]