Coronavírus: Tudo o que você precisa saber (Com fontes seguras)

Um assunto tanto quanto sério, exige que nós busquemos por fontes seguras, como o Ministério da Saúde! Antes de compartilhar informações, verifique a veracidade das informações!

O que é o CORONAVÍRUS (COVID-19)?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Você sabia?

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937!

No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infectam com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como é transmitido o COVID-19?

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Como posso prevenir essa disseminação?

O Ministério da Saúde está orientando os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus.

As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. 

Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Há tratamento?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).

Se você viajou para a China nos últimos 14 dias e ficou doente com febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.

Como é definido um caso suspeito de coronavírus?

Diante da confirmação de caso do coronavírus no Brasil e considerando a dispersão do vírus no mundo. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde informa que a partir de 01 de março de 2020, passa a vigorar as seguintes definições operacionais para a saúde pública nacional.

1. CASO SUSPEITO DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • Situação 1 – VIAJANTE: pessoa que apresente febre E pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada OU área com transmissão local nos últimos 14 dias (figura 1); OU
  •  Situação 2 – CONTATO PRÓXIMO: Pessoa que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias.

2. CASO PROVÁVEL DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • Situação 3 – CONTATO DOMICILIAR: Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias E que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia). Nesta situação é importante observar a presença de outros sinais e sintomas como: fadiga, mialgia/artralgia, dor de cabeça, calafrios, manchas vermelhas pelo corpo, gânglios linfáticos aumentados, diarreia, náusea, vômito, desidratação e inapetência

3. CASO CONFIRMADO DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • LABORATORIAL: Caso suspeito ou provável com resultado positivo em RT-PCR em tempo real, pelo protocolo Charité.
  • CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: Caso suspeito ou provável com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente por COVID-19, que apresente febre OU pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

4. OBSERVAÇÕES

  • FEBRE: Considera-se febre aquela acima de 37,8°.

Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter Boletim Epidemiológico utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

 

  • CONTATO PRÓXIMO DE CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE COVID-19:
    • Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos);
    • Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, sendo tossida, tocando tecidos de papel usados com a mão nua);
    • Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros;
    • Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros; ○ Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuida diretamente de um caso COVID-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso COVID-19 sem equipamento de proteção individual recomendado (EPI) ou com uma possível violação do EPI;
    • Um passageiro de uma aeronave sentado no raio de dois assentos (em qualquer direção) de um caso confirmado de COVID-19, seus acompanhantes ou cuidadores e os tripulantes que trabalharam na seção da aeronave em que o caso estava sentado
  • CONTATO DOMICILIAR DE CASO SUSPEITO OU CONFIRMADO DE COVID-19:
    • Uma pessoa que reside na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento, etc.

A avaliação do grau de exposição do contato deve ser individualizada, considerando-se, o ambiente e o tempo de exposição.

Qualquer hospital pode receber paciente com coronavírus?

Para um correto manejo clínico desde o contato inicial com os serviços de saúde, é preciso considerar e diferenciar cada caso.

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência estadual para isolamento e tratamento.

Os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização, sendo acompanhados pela Atenção Primária e instituídas medidas de precaução domiciliar. Porém, é necessário avaliar cada caso.

Acesse aqui a lista dos hospitais que prestam atendimento.

Acesse aqui a lista de Unidades de Básicas de Saúde que prestam atendimento em seu município.

Cofen publica nota técnica sobre o coronavírus

Considerando o papel do Conselho Federal de Enfermagem, sua responsabilidade com os profissionais de Enfermagem do país e as questões do atual cenário epidemiológico desenhado pelo novo coronavírus (COVID-19), vem por meio desta NOTA TÉCNICA manifestar-se.

Os coronavírus causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, são doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Já o novo coronavírus, é uma nova cepa do vírus (COVID-19) que foi notificada em humanos pela primeira vez na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China. E, no início de janeiro, o COVID-19 foi identificado como o vírus causador pelas autoridades chinesas.

Em 30 de janeiro de 2020, após reunião com especialistas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em razão da disseminação do COVID-19.

Em 3 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde do Brasil declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da infecção humana pelo COVID-19, por meio da Portaria MS n° 188/2020. O país, bem como outros estados membros da OMS, está monitorando o surgimento de casos, comportamento da doença e as orientações quanto as medidas para sua minimização e propagação.

Até o momento, o que há disponível sobre COVID-19 ainda é limitado. O modo exato de transmissão e os possíveis reservatórios não foram confirmados. A história natural desta doença está sendo construída, bem como as evidências epidemiológicas e clínicas ainda estão sendo descritas. Vale enfatizar, portanto, que as medidas adotadas devem ser proporcionais e restritas aos riscos vigentes, visto que não há vacina ou medicamento específico disponível para o novo coronavírus, para o qual o tratamento é de suporte e inespecífico.

Os sinais e sintomas clínicos do COVID-19 são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias graves resultando em mortes. Sua letalidade, porém, é inferior quando comparada a de outros agentes causadores de doenças respiratórias agudas.

Destaca-se a relevância da Enfermagem na detecção e avaliação dos casos suspeitos, não apenas em razão de sua capacidade técnica, mas também por constituírem-se no maior número de profissionais da área da saúde, e serem a única categoria profissional que está nas 24 horas junto ao paciente.

A pluralidade da formação do enfermeiro e sua posição de liderança na equipe, coloca o profissional de enfermagem como protagonista para evitar a transmissão sustentada no território nacional.

Assim, ressalta-se para a equipe de Enfermagem, a importância da constante atualização do conhecimento, utilizando-se de fontes oficiais, garantindo a produção, a inserção ou divulgação de informação verídicas e confiáveis de acordo com o disposto na atual legislação profissional, principalmente no que tange às redes sociais, nas quais as notícias espalham-se rapidamente, sem qualquer cuidado com sua veracidade e autoria.

Ainda não está claro com que facilidade o COVID-19 se espalha de pessoa para pessoa. Todavia, sua transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo como toque ou aperto de mão ou contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção. O profissional de Enfermagem ao detectar casos suspeitos, deve realizar de imediato a notificação, visando colaborar com as medidas de vigilância e controle epidemiológico. Para tanto, é necessário o conhecimento das definições estabelecidas pelo Ministério da Saúde atualmente:

 

Caso suspeito de infecção humana pelo COVID-19

 Situação 1: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, entre outros) E histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU

 Situação 2: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, entre outros) E histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU

 Situação 3: Febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, entre outros) E contato próximo de caso confirmado laboratorialmente para COVID-19, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Além disso, considera-se que medidas preventivas devam ser intensificadas para que no inverno brasileiro a população possa estar menos suscetível ao vírus, considerando que neste período as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, o que aumenta o risco de transmissão.

É imprescindível que os profissionais de enfermagem se vacinem contra a gripe, bem como estimulem a participação da sociedade nas campanhas de vacinação, pois, neste caso, especificamente a vacinação contra a gripe para os grupos prioritários, contribuirá no descarte de casos suspeitos, uma vez que os sintomas das duas doenças são parecidos e também  para que os serviços de saúde não fiquem sobrecarregados de pessoas com sintomas respiratórios.

Sendo assim, o CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM recomenda aos profissionais:

  • Realizar higiene das mãos antes e depois do contato com pacientes ou material suspeito e antes de colocar e remover os Equipamentos Proteção Individual (EPI);
  • Evitar exposições desnecessárias entre pacientes, profissionais de saúde e visitantes dos serviços de saúde;
  • Estimular a adesão às demais medidas de controle de infecção institucionais e dos órgãos governamentais (Anvisa, Secretarias e Ministério da Saúde);
  • Apoiar e orientar medidas de prevenção e controle para o COVID-19;
  • Reforçar a importância da comunicação e notificação imediata de casos suspeitos para infecção humana pelo COVID-19;
  • Manter-se atualizado a respeito dos níveis de alerta para poder intervir no controle e prevenção deste agravo;
  • Estimular a Equipe de Enfermagem a manter-se atualizada sobre o cenário global e nacional da infecção humana pelo COVID-19;
  • Orientar e apoiar o uso, remoção e descarte de Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais da equipe de enfermagem de acordo com o protocolo de manejo clínico para a infecção humana pelo COVID-19, conforme recomendação da Anvisa.

 Conclusão

O Conselho Federal de Enfermagem reconhece a relevância de cada profissional de saúde envolvido no controle do novo Coronavírus (COVID-19), e reitera seu especial agradecimento aos profissionais de Enfermagem que, incansavelmente, atuam para assegurar a saúde a toda a população brasileira.

Ainda, ressalta-se a necessidade das instituições de saúde garantirem tanto a estrutura quanto os equipamentos e materiais necessários para o manejo de casos, garantindo aos profissionais de Enfermagem uma atuação segura e livre de riscos à sociedade, conforme estabelece o Código de Ética.

Cuidado com o FAKENEWS! Ministério da Saúde disponibiliza aplicativo sobre o Coronavírus

A fim de facilitar o acesso a informações sobre o Coronavírus Covid-19 e combater a propagação de notícias falsas, o Ministério da Saúde desenvolveu aplicativos com dicas de prevenção, descrição de sintomas, formas de transmissão, mapa de unidades de saúde e até uma lista de notícias falsas que foram disseminadas sobre o assunto.

Os aplicativos estão disponíveis para usuários dos sistemas operacionais iOS e Android:

Para baixar o app iOS clique aqui.

Para baixar o app Android clique aqui

Também com o objetivo de alertar e esclarecer a população sobre as Fake News que começaram a ser disseminadas sobre o tema, foi disponibilizado um número de WhatsApp para envio de mensagens da população para apuração pelas áreas técnicas do Ministério da Saúde e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

PROCURE SEMPRE POR FONTES SEGURAS!

FONTES: https://coronavirus.saude.gov.br/

http://www.cofen.gov.br/cofen-publica-nota-tecnica-sobre-o-coronavirus_77070.html

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus#transmissao

http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/ACS/NotaTecnicaCoronavirus.pdf

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/07/BE-COE-Coronavirus-n020702.pdf

http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+T%C3%A9cnica+n+04-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA/ab598660-3de4-4f14-8e6f-b9341c196b28

https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/11/protocolo-manejo-coronavirus-FINAL.pdf

Atualização (12/3): Cofen publica nota de esclarecimento sobre o Coronavírus (COVID-19)

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Dicas de Como Elaborar um Bom Currículo na Área da Enfermagem

currículo

Quem busca por uma colocação no mercado ou por novas oportunidades profissionais precisa estar atento na hora de redigir o currículo. Porta de entrada do candidato para o mercado de trabalho, ele deve ser objetivo, conter informações sobre as experiências do profissional e estar de acordo com o cargo a que se destina. Além disso, deve ter estrutura limpa, bem organizada e passar por minuciosa revisão antes de ser enviado.

Você sabe o que não pode faltar em um bom currículo?

E o que é dispensável?

Habilidades, pontos positivos, formação acadêmica… Confira algumas dicas de como elaborá-lo de forma clara para aumentar as suas chances de ser selecionado.

Dados Pessoais

Nome completo, idade e estado civil devem aparecer logo no início do documento. É fundamental incluir também telefone e e-mail para que a empresa possa contatá-lo facilmente.

Objetivo

Seu objetivo profissional deve ser descrito em apenas uma linha, abordando somente o cargo e a área de interesse. Evite indicar mais de uma área em um mesmo currículo.

Formação acadêmica

Coloque o nome da instituição de ensino, curso e datas de início e término dos cursos que frequentou, apresentando-os por ordem de importância (pós-graduação, graduação etc.). Cursos técnicos só devem ser citados se tiverem relação com a área pretendida ou se você não possuir curso de graduação.

Experiência profissional

Mencione nome da empresa, cargo, período de atuação e suas atribuições de forma sucinta. Mas esteja atento para a descrição das atividades desenvolvidas, pois é através deste item que o selecionador conhecerá o seu potencial. Coloque-as, se possível, em forma de itens para facilitar a avaliação.

Idiomas

Cite apenas o idioma e o nível de conhecimento que possui. Se você estiver estudando algum, deixe isso claro no currículo. Lembre-se que se for necessário para o cargo, você será testado e deverá comprovar o nível declarado.

Informática

Coloque o nível real de seu conhecimento técnico das ferramentas de informática e internet. Seja sincero, pois quando as vagas necessitam de algum programa específico, testes podem ser aplicados.

Cursos e Atividades Complementares

Cite apenas os cursos relacionados à área de interesse. Coloque o tema e o nome das instituições onde foram realizados.

Lembre-se:

  • O currículo deve ter, no máximo, duas páginas com as informações necessárias para o cargo.
  • Coloque foto somente se for exigência para a vaga desejada. Neste caso, ela deve ser 3×4, ter boa qualidade e priorizar uma postura profissional.
  • Para quem busca o primeiro emprego, vale ressaltar no currículo as experiências na faculdade, estágios, cursos, trabalhos voluntários, habilidades e aptidões.

Para aqueles que possuem alguma dúvidas ou dificuldades na hora de elaborar um currículo, seja para Auxiliar ou Técnico, disponibilizamos logo abaixo, dois links para download, de arquivos modelos para a elaboração do currículo, sendo um de exemplo e outro a ser preenchido. Confira!

Links:

 

Diabetes MODY: O que é?

Diabetes MODY: O que é?

Em termos de prevalência, o diabetes tipo 2 é, de longe, a forma mais comum da doença, respondendo por cerca de 90% dos casos no mundo.

Os outros 10% costumam ser associados ao tipo 1 do diabetes. Porém, existem ainda outros “tipos” da doença, muito, muito raros, que respondem por cerca de 1% dos casos e de etiologia diferente tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.

O diabetes MODY é um exemplo destes tipos raros.

A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossômica dominante (determinada em pelo menos três gerações).

Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática.

Como ocorre?

O diabetes MODY é caracterizado por problemas ou na produção ou na ação da insulina, decorrentes de mutações em apenas um de uma série de possíveis genes.

Ou seja, há uma lista de genes que, quando sofrem mutações, resultam em ação menos eficiente da insulina; caso uma pessoa apresente mutação em apenas um deles, já nascerá com o diabetes MODY.

Por ser tão ligado aos genes, o diabetes MODY é facilmente passado de pais para os filhos. Se um dos pais – tanto faz ser a mãe ou o pai – possuir uma das mutações que causam o diabetes MODY, há 50% de chances de um filho portar esta mutação ao nascer. Neste caso, a criança terá mais de 95% de probabilidade de desenvolver a doença.

O MODY acomete cerca de 1 a 5% dos casos de diabetes em jovens. Como é resultado de alteração em um único gene, testes genéticos para o diagnóstico desse tipo de diabetes podem ser realizados.

Na maioria dos casos, a mutação é herdada de um dos pais e o diabetes geralmente aparece em todas as gerações sucessivamente, por exemplo em um dos avós, em um dos pais e um dos filhos. A herança é autossômica dominante, o que significa que os filhos de portadores de MODY apresentam 50% de chance de herdarem a mutação.

Os Subtipos

De acordo com vários estudos realizados, a diabetes tipo MODY, corresponde a uma condição monogênica de elevada penetrância, no entanto com uma elevada heterogeneidade a nível clínico.

Esta heterogeneidade permitiu, até ao presente a determinação de vários subtipos de diabetes tipo Mody, conhecendo-se atualmente seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6.

É importante referir que deverão existir outros genes, ainda não identificados, que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de outros subtipos de diabetes tipo MODY, comumente referidos como MODY X.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico é feito geralmente na adolescência ou no adulto jovem por exame de rotina, pois pode haver nenhum ou poucos sintomas já que os níveis glicêmicos não são costumam ser elevados.

Na infância, o MODY pode ser confundido com DM1 por conta da faixa etária e no adulto pode ser confundido com o DM2.

Ao contrário do DM1, o MODY diagnosticado na infância não necessita de insulina quando diagnosticado e os auto-anticorpos estão ausentes.

Quais são as diferenças entre a DM2 e a MODY?

No adulto, a diferença entre o MODY e o DM2 reside no fato que pacientes com MODY geralmente não têm outras condições que se encontram no DM2, como sobrepeso, hipertensão e alterações de gorduras no sangue (dislipidemia).

O Tratamento

O tratamento depende do tipo de mutação que causa do MODY. Existem pelo menos 10 subtipos de MODY reconhecidos. As formas mais comuns são facilmente controladas com dieta e medicações orais quando necessário, e geralmente cursam com pouco risco de complicações em longo prazo.

No caso de suspeita de diabetes monogênico (neonatal ou MODY), o médico deve ser consultado para avaliar a necessidade da realização de testes e aconselhamento genético.


Hemoptise VS Hematêmese: As diferenças

Hemoptise e Hematêmese

A Hemoptise e a Hematêmese são termos que podem confundir muitos, em seus estudos sobre terminologias. Ambos provêm do significado inicial, que é o “sangramento”, porém, cada termo refere à uma parte diferente do nosso corpo.

 O que é a Hemoptise?

A Hemoptise é uma quantidade variável de sangue que passa pela glote oriunda das vias aéreas e dos pulmões.

No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada.

Hoje, o câncer de pulmão e as doenças inflamatórias crônicas pulmonares são suas causas mais frequentes nos países desenvolvidos devido o efetivo controle da tuberculose pulmonar.

A presença de sangue no escarro ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata.

A hemoptise é classificada em maciça (volumosa) e não maciça, baseado no volume de sangue eliminado. No entanto, não há uma definição uniforme para essas categorias.

Alguns autores consideram hemoptise maciça a perda de sangue entre 100 e 600 mL em 24 h, enquanto outros somente a consideram quando os volumes são maiores que 600 mL em 24 h.

Há quem classifique a hemoptise que “ameaça a vida” de maciça. Nessa situação, o doente deve ser imediatamente internado em UTI.

O perigo recai na asfixia e morte por sangramento na árvore traqueobrônquica.

Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível.

Portanto, a hemoptise maciça é uma emergência médica associada a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.

E o Hematêmese?

A Hematêmese refere ao vômito com sangue, onde este tipo de sangramento tem origem de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.

O vômito com sangue pode ser consequência de várias condições, como por exemplo:

  • Varizes esofágicas;
  • Gastrite;
  • Esofagite;
  • Úlceras gástricas;
  • Sangramento nasal;
  • Câncer.

As Diferenças em suas características e aspectos

Vale lembrar que há algumas diferenças básicas também no aspecto de ambas.

A Hematêmese consiste em vômito de cor escurecida, com partículas semelhantes a grãos de café ou vômitos com eliminação de sangue vivo.

Os sinais clínicos de hipotensão, taquicardia, taquipneia, e síncope aparecem. As causas mais comuns de hematêmese são a úlcera gástrica ou duodenal, as varizes de esôfago e a gastrite erosiva.

A Hemoptise deve sempre ser diferenciada da hematêmese pelas seguintes características: vômito com sangue vermelho vivo, ausência de náuseas, presença de bolhas de ar, precedido de tosse, com ou sem expectoração.

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/a-epistaxe-o-que-e/

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV), são medicamentos produzidos e acondicionados em recipientes menores que 100 ml, para a administração de via parenteral, como por exemplo, ampolas, frasco ampolas, sejam ela de diluentes, e medicações específicas.

Como a maioria dos fabricantes de medicamentos não produz produtos em embalagens que atendam às necessidades do mercado, as farmácias hospitalares tiveram que desenvolver uma verdadeira linha de produção industrial.

A maioria dos medicamentos que chega à unidade de assistência não está adequada para ser distribuída e administrada de maneira segura. Isso acontece porque cerca de 70% do que a indústria farmacêutica produz é voltado para o varejo, não para a realidade hospitalar.

A ANVISA tomou providências sugerindo algumas ações, como a RDC 71/2009, que em um de seus capítulos e anexos sugere a implementação de etiquetas coloridas, nas quais as cores estão relacionadas à classe terapêutica do produto. Embora interessante e viável, essa conduta não é obrigatória, mas alguns fabricantes usam essa medida.

Como são identificados as classes terapêuticas?

Os princípios ativos da mesma classe são descritos em linha contínua da mesma cor, e em seus anéis de rupturas as respectivas cores de identificação, como por exemplo de alguns principais grupos de psicotrópicos:

– Os benzodiazepínicos em cores identificada como laranja.

– E os Opióides em cores identificada como azul.

– E os Relaxantes Musculares em cores identificada como vermelha.

Já o medicamento ANTAGONISTA tem o princípio ativo descrito da mesma cor, porém o que diferencia é a LINHA TRACEJADA, ou seja, o princípio ativo da cor tracejada e diagonal, CORTA o EFEITO do princípio ativo em LINHA CONTÍNUA da mesma cor. No Anel de Ruptura é recomendado que utilize-se de uma cor branca e outra com a respectiva cor da classe terapêutica.

As embalagens de SPPV que não permitam a identificação por anéis devem ser diferenciados pelos critérios de cores de impressão no rótulo e colocação de faixa com largura mínima de 3mm na parte superior do rótulo, com a cor correspondente a do anel de ruptura, definida em instrução normativa específica.

O Sistema Facilitadores de Abertura de Ampolas

Foram desenvolvidos sistemas facilitadores da abertura de ampolas na tentativa de se diminuírem os incidentes perfurocortantes e as contaminações dos conteúdos.

Destacam-se o “Anel de Ruptura” (VIBRAC) e o “OPC(One Point Cut ou Único Ponto de Abertura).

No Brasil, o sistema mais comum é o VIBRAC. 

Esse mecanismo pode ser encontrado em 85% das ampolas. Implica a aplicação de um anel de tinta após o processo de cura/têmpera da fabricação de ampolas.

Conhecendo as Classes Terapêuticas de acordo com as Cores de Identificação

Cores padronizadas para faixa no Anel de Ruptura e no Rótulo

Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
anestésicos gerais cloridrato de cetamina (01937)
etomidato (03731)
metoexital (05864)
propofol (07474)
tiamilal (08508)
tiopental sódico (08638)
amarelo 109
ansiolíticos diazepam (02904)
lorazepam (05417)
midazolam (05937)
oxazepam (06685)
laranja 151
parassimpaticomimético metilsulfato de neostigmina
(06288)
vermelho 032C e branco
(linhas diagonais)
analgésicos opióides buprenorfina (01555)
citrato de fentanila (04005)
citrato de sufentanila (08085)
cloridrato de alfentanila (00535)
cloridrato de nalbufina (06203)
cloridrato de petidina (07008)
cloridrato de remifentanila ( 07664)
tramadol (08806)
Sulfato (06114) ou cloridrato (06095) de
morfina
azul 297
antipsicóticos cloridrato de clorpromazina (02503)
decanoato de haloperidol (04591)
droperidol (03246)
salmão 156
analgésico opióide e
antipsicótico
citrato de fentanila + droperidol
(associação)
azul 297 + salmão 156
anestésicos locais cloridrato de bupivacaína (01552)
cloridrato de lidocaína (05314)
cloridrato de prilocaína (07364)
cloridrato de procaína (07383)
cloridrato de ropivacaína (07805)
cinza 401
anestésicos locais – em associação com epinefrina violeta 256
anestésicos locais – anestésicos hiperbáricos contendo glicose
7,5%
azul 285
Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
relaxantes musculares de
ação periférica
besilato de atracúrio (00926)
besilato de cisatracúrio (01187)
brometo de pancurônio (01427)
brometo de rapacurônio (01442)
brometo de rocurônio (07774)
brometo de vecurônio (01456)
cloreto de alcurônio (02359)
cloreto de mivacúrio (06027)
cloreto de suxametônio (08243)
trietiodeto galamina (08886)
vermelho 032C
estimulantes cardíacos
não glicosídicos
cloridrato de dobutamina (03164)
cloridrato de dopamina (03187)
cloridrato de etilefrina (03679)
cloridrato de fenilefrina (03926)
epinefrina (03441)
hemitartarato de metaraminol (05745)
norepinefrina (06486)
sulfato de efedrina (03311)
violeta 256
antiipertensivos Clonidina (02302)
Diazóxido (02906)
Fentolamina (04015)
Nitroprusseto de Sódio (06442)
Nitroglicerina (06440)
Cansilato de trimetafana (01684)
violeta 256 e branco
(linhas diagonais)
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
brometo de glicopirrônio (01408)
sulfato de atropina (00935)
verde 367
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,25 mg branco
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,50 mg preto processo Black C
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina1,00 mg vermelho 1795C
antagonistas Flumazenil (04134) laranja 151 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de nalorfina (06209) azul 297 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de naloxona (06211) azul 297 e branco
(linhas diagonais)

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Quais são as maneiras eficazes de lidar com pacientes e familiares em seu “momento de fúria” ?

Ser diagnosticado com uma doença grave, sentir dor intensa e sentir-se frustrado por estar confinado em um hospital pode deixar qualquer paciente facilmente agitado e irritado. E quando esse paciente começa a tirar suas frustrações de toda a equipe de saúde, você precisa saber exatamente o que fazer para aliviar a situação!

Aqui estão algumas das coisas que você pode fazer para ajudar seus pacientes a recuperarem a calma:

1. Entenda que não é fácil ser um paciente ou uma família!

Nenhuma pessoa iria querer ficar presa no hospital por dias, e ser cuidada por estranhos diferentes a cada doze horas!

Tente entender que não é fácil ser paciente nem ser um parente cujo ente querido esteja em estado crítico. Se os profissionais de enfermagem tendem a ficar irritados sob estresse, eles também ficam.

2. Mostrar empatia!

Como profissional de enfermagem, seu papel é deixar os pacientes sentirem que você entende e se preocupa com eles.

Você pode demonstrar empatia concentrando sua atenção em seu ambiente e em seus sentimentos, expressões e ações.

Mostre-lhes que você está interessado e que eles são importantes!

3. Permita que o paciente “esfrie a cabeça”!

A situação pode piorar se você deixar o paciente ficar com raiva.

Uma das melhores coisas que você pode fazer é deixá-los se acalmar antes de dar sua explicação.

Lembre-se de que eles não estão felizes em estar doentes, por isso é melhor tentar o seu melhor para manter a calma enquanto espera que eles se acalmem.

4. Não invada o espaço pessoal do paciente!

Tente não ficar muito perto ou muito longe deles.

Deixe-os sentir que eles ainda têm seu próprio espaço pessoal que você não estaria invadindo e que eles estão seguros lá.

5. Não toque neles!

Em consonância em deixar que eles tenham seu espaço pessoal, tente não tocá-los.

Isso só pode piorar as coisas e fazê-los sentir que você está invadindo sua própria bolha segura.

Deixe que eles falem o que pensam a partir de uma distância confortável, mas não muito longe de você ter que gritar um com o outro, ou perto demais de que seria desconfortável falar.

6. Seja sensível!

Se um paciente ficar bravo com você por alguma coisa, não pense que ele é um paciente ou pessoa ruim.

Pense em como você se sentiria se estivesse no lugar deles!

Ser sensível aos sentimentos das pessoas significa aceitá-las e respeitá-las, não importa o que aconteça.

7. Seja gentil

Gentileza é uma qualidade que vem do coração e da alma.

As pessoas que são gentis estabelecem a paz e são fortes o suficiente para manter a calma e mostrar contenção, mesmo quando confrontadas com situações difíceis.

Pense antes de responder a qualquer coisa que o paciente diga.

Às vezes, as pessoas reagem rápido demais sem dedicar tempo para pensar em como suas respostas podem afetar os outros.

Se você responder, faça-o de maneira calma e gentil. Se você quiser melhorar a situação, tente evitar a negatividade!

Em vez disso, concentre-se em algo que você pode fazer para ajudar a pessoa.

8. Não discuta!

Tentar não discutir não significa que você não pode expressar sua opinião!

Significa apenas que você tem que declarar seu ponto de uma maneira decente e respeitosa.

Seja sincero em tudo que você diz e tente não pensar que você está sempre certo.

Comunicar melhor e ter um comportamento positivo em relação a qualquer problema resolverá qualquer coisa.

9. Peça desculpas pelo inconveniente!

Algo deve ter dado errado, o que pode ter causado a raiva do paciente.

Não há problema em aceitar e pedir desculpas!

Lembre-se que nosso principal objetivo é restaurar a saúde do paciente.

Desculpar-se não fará de você uma pessoa inferior: Isso só mostrará que você é forte e corajoso o suficiente para aceitar seus erros.

Também pode diminuir qualquer tensão que possa ocorrer entre você e seus pacientes (ou seus familiares).

10. Resolva as questões imediatamente!

Naturalmente, é melhor trabalhar na reclamação assim que puder.

O paciente ou membro da família está com raiva por um motivo.

Anote os detalhes da reclamação e encontre tempo para corrigi-la.

11. Mantenha suas promessas

Ao lidar com pacientes, você tende a dizer coisas que não quer dizer e, na maioria das vezes, dá promessas que não pode cumprir.

Lembre-se de que os pacientes esperam tanto dos profissionais de enfermagem que acreditam no que lhes disserem.

Nunca comprometa!

12. Comunique-se!

A comunicação é um dos aspectos mais importantes da profissão de enfermagem!

Seja honesto com tudo o que você diz ao paciente.

Esteja disponível e responda aos seus pacientes.

Nunca deixe que eles sintam que você os está ignorando.

Será muito mais fácil consertar as coisas se uma comunicação eficaz for usada.

13. Escute!

Isso significa que você deve deixar seu paciente falar sem interromper!

Ouvir não apenas aumenta sua capacidade de empatia, mas também aprimora suas habilidades de comunicação.

A escuta ativa também significa que você deve olhar para os problemas do ponto de vista da outra pessoa.

Concentre-se no que a pessoa está dizendo para você antes de oferecer qualquer ajuda.

Lembre-se de tomar nota do que eles estão dizendo e tente manter as informações!

14. Faça perguntas abertas!

Faça perguntas suaves para saber mais sobre o que a outra pessoa pensa e sente.
Peça esclarecimentos se você não entender o que o paciente está tentando dizer.
Lembre-se de que as perguntas fechadas podem piorar a situação, porque isso apenas fará com que sintam que você não está interessado no que elas têm a dizer.
Perguntas abertas, por outro lado, mostrarão que você se importa.
Faça perguntas como “Por que você se sente assim?” Ou “Como você se sente sobre isso?”.

15. Reconheça a emoção que o paciente está projetando!

Validar os sentimentos da pessoa irá ajudá-la a se sentir compreendida!

Deixe-os sentir que seus sentimentos fazem sentido, que você os ouve e os entende.

Pessoas, especialmente aquelas que estão com raiva, muitas vezes precisam saber que você não acha que elas são ruins ou malucas por se sentirem assim.

Validar os sentimentos de uma pessoa requer uma supressão temporária do impulso para explicar seu lado.

Concentre sua atenção no que seu paciente ou membro da família sente e tente reconhecer seus sentimentos!

16. Definir limites!

Pode chegar a um ponto que você tenha que estabelecer um limite.

Mantenha-se seguro, mas deixe-os saber que você está ouvindo-os.

Defuse situações antes mesmo de escalar.

Um paciente tem o direito de estar envolvido em sua tomada de decisão médica, mas não pode usar esse direito para demandas não razoáveis.

17. Não faça respostas defensivas!

Pense primeiro antes de responder!

Aprenda a pausar e respirar.

Isso vai te acalmar e controlar sua resposta, e também evitará uma explosão desnecessária.

Entenda que muitos fatores levaram a um ataque verbal de seu paciente ou de seu familiar.

Considere que você pode não ser a única razão para sua raiva e que não há sentido em ficar na defensiva!

18. Faça uso da linguagem apropriada!

Nunca esqueça seu profissionalismo mesmo quando estiver sob estresse!

Certifique-se de que o idioma que você usa é apropriado para a situação em que você está.

Pessoas irritadas tendem a dizer coisas que realmente não querem dizer, e é possível que você possa dizer coisas que você vai se arrepender quando as coisas se acalmarem mais tarde.

Escolha suas palavras com sabedoria.

19. Assista sua linguagem corporal!

Nunca cruze os braços ao encará-los e não lhes vire as costas enquanto eles estiverem falando!

Manter contato visual, se necessário, apenas para que você possa deixá-los sentir que você está aberto para o que eles têm a dizer.

Abertura significa que você está disposto e pronto para ouvi-los sem julgamento.

20. Deixe a raiva sair!

Aprenda a respirar corretamente para que você possa deixar toda a ansiedade e raiva sair do seu sistema enquanto exala.

Isso não apenas ajudará você a relaxar, mas também lhe dará tempo para pensar sobre suas ações e palavras.

Lembre-se!

Não deixe que uma situação difícil arruíne todo o seu dia!

Lembre-se de que a profissão de enfermagem não é uma tarefa fácil e que há coisas muito mais difíceis que você precisa enfrentar todos os dias.

Aprenda a aceitar essas coisas que você não pode mudar, e você será capaz de lidar com as coisas de forma mais graciosa e calma como nunca antes. Tudo vai melhorar em breve!

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Que Medicamento é Esse?: Prometazina

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

A Prometazina, conhecida como Fenergan®, é um anti-histamínico H1 pertencente ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono e pode interagir com receptor de sódio.

Como Funciona?

Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-histamínicos, os quais apresentam em comum a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina que é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica, principalmente na pele, nos vasos e nas mucosas (conjuntival, nasal, brônquica e intestinal).

Os efeitos clínicos de cloridrato de prometazina comprimidos são notados dentro de 20 minutos após a administração e geralmente duram de 4 a 6 horas, embora possam persistir até por 12 horas.

Os Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é sonolência, mas podem surgir outros efeitos como tontura, confusão mental, secura da boca, palpitações, queda de pressão, erupções na pele, náuseas e vômitos. Podem ocorrer alteração na contagem de leucócitos e hemácias e sintomas neurológicos.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos ou a qualquer componente da fórmula, assim como aos portadores ou com antecedentes de doenças sanguíneas causadas por outros fenotiazínicos, em pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretro prostáticos, e em pacientes com glaucoma.

A prometazina não deve ser utilizada em crianças menores de dois anos devido ao risco de depressão respiratória fatal.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária de 0 a 2 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomenda-se cautela nos casos de hipertensão, apneia do sono, epilepsia e depressão da medula óssea subjacente. A medicação tem sido usada de forma segura durante o trabalho de parto, mas recomenda-se evitar o uso crônico durante a gravidez.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor de garganta, urina escura, pele e olhos  amarelados, febre, tremor, rash e fraqueza, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição a fim de minimizar a hipotensão postural, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente o uso de protetores solares e roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Prevenção da cinetose: A medicação deverá ser administrada 30-60 min antes das viagens.
  • Interações Medicamentosas: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas.

O Broncoespasmo: O que é?

Broncoespasmo

Certamente, quando você estiver com um paciente e um fisioterapeuta ou o médico após avaliar o mesmo, irá citar que está apresentando o Broncoespasmo. É um termo bastante específico, e você com certeza se encherá de dúvidas.

Mas o que é o Broncoespasmo?

Entende-se por broncoespasmo ao estreitamento da luz bronquial como consequência da contração da musculatura dos brônquios, o que causa dificuldades para respirar, ou seja, também pode ser definido como espasmos nos brônquios que impedem a passagem do ar até os pulmões ou uma constrição reversível de vias aéreas pequenas do trato respiratório distal.

Normalmente é controlado mediante o uso de bronco-dilatadores, que cumprem a função de expandir os brônquios e permitir a passagem do ar. Alguns deles são inalados por via oral, enquanto outros são usados via intravenosa.

O que ocasiona o Broncoespasmo?

Pode ocorrer por vários tipos de problemas nos brônquios. Entre eles estão:

– A Inflamação do brônquio;

– Broncoespasmo induzido por exercício (BIE); 

– Hiper-reatividade bronquial;

– Broncoespasmo paradóxico;

– Outras causas como infecções leves, antecedentes patológicos, como respiratórios (asma) e alérgicos.

O que é feito quando apresentam o Broncoespasmo?

Antes de aplicar o tratamento, primeiro se deve ver a gravidade ou severidade do quadro. São estabelecidos 2 níveis: quadros leves e moderados ou quadros severos ou muito prolongados. Dependendo do nível podem ser aplicados os tratamentos necessários para diminuir o quadro de broncoespasmo na pessoa.

Nos Quadros Leves

Quando trata-se de quadros leves e moderados, se empregam os seguintes tratamentos.

  • Bronco-dilatadores de alívio rápido: Podem ser usados alguns como salbutamol, albuterol, salmeterol, pirbuterol, terbutalina que são administrados por nebulização ou aerossol.
  • Estabilizadores dos mastocitos: Nedocromil sódico ou cromolina sódica.
  • Bronco-dilatadores de ação prolongada: Alguns deles são o formoterol ou salmeterol.
  • Antileucotreno: São conhecidos alguns como montelukast sódico ou zafirlukast.

Alguns destes medicamentos são tomados 15 a 30 minutos antes de realizar uma atividade física ou no momento que apresentar um quadro leve de broncoespasmo. Alguns deles tem uma ação de proteção de até 24 horas de duração. Entretanto, os outros bronco-diltadores só apresentam uma ação que vai de 3 a 6 horas.

Quando são feitos exercícios, é importante o uso de alguns bronco-dilatadores de alívio rápido para diminuir os sintomas.

Também se recomenda evitar fazer exercícios ou atividades, particularmente em pessoas com algum tipo de alergia ou asma crônica, em condições onde a temperatura seja extremamente fria ou haja altos níveis de pólen.

Algumas vezes, para prevenir esses quadros leves, se empregam medicamentos preventivos.

Vários dos mencionados acima são medicamentos preventivos. Também, podem ser realizados esses tratamentos preventivos, mediante o uso de corticoides inalados, diminuindo efetivamente dessa maneira, a severidade, assim como a recorrência dos broncoespasmos.

Nos Quadros severos ou muito prolongados

Quando aparece esse tipo de quadros o tratamento empregado é à base de bronco-dilatadores e corticoides. Estes são administrados via oral ou intravenosa. Normalmente, logo após apresentar um quadro severo, são aplicados tratamentos preventivos para assim evitar broncoespasmos frequentes.

Em crianças menores de 6 anos com broncoespasmo, com os tratamentos adequados e inclusive às vezes na ausência de tratamento, isso pode desaparecer com os anos. Todavia, em pessoas que tenham familiares com antecedentes de asma, quando se apresentam quadros de broncoespasmo (leves ou severos), estes podem converter-se em asma crônica.

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Entenda sobre a Tuberculose

Tuberculose

A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa geralmente causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (MTB), ou também conhecida como Bacilo de Koch.

A tuberculose afeta geralmente os pulmões, embora possa também afetar outras partes do corpo.

A maioria das infeções não manifesta sintomas, sendo nesses casos denominada tuberculose latente.

Cerca de 10% das infeções latentes evoluem para tuberculose ativa.

Se não for tratada, a tuberculose ativa causa a morte a metade das pessoas infectadas!

Quais são os sintomas clássicos da TB?

Podendo ser assintomática, ou seja, o portador pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma, mas posteriormente podem ocorrer febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares.

Dificuldade na respiração, eliminação de sangue (Hemoptise) e acúmulo de secreção na pleura pulmonar são características em casos mais graves.

Como é ocorrido a Transmissão?

A tuberculose é transmitida pelos bacilos expelidos por um indivíduo contaminado quando tosse, fala, espirra ou cospe.

A tuberculose se dissemina através de aerossóis no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram.

Contactos próximos (pessoas que tem contato frequente) têm alto risco de se infectarem.

A transmissão ocorre somente a partir de pessoas com tuberculose infecciosa ativa (e não de quem tem a doença latente).

A probabilidade da transmissão depende do grau de infecção da pessoa com tuberculose e da quantidade expelida, forma e duração da exposição ao bacilo, e a virulência.

A cadeia de transmissão pode ser interrompida isolando-se pacientes com a doença ativa e iniciando-se uma terapia anti tuberculose eficaz.

A tuberculose resistente é transmitida da mesma forma que as formas sensíveis a medicamentos.

A resistência primária se desenvolve em pessoas infectadas inicialmente com micro-organismos resistentes.

A resistência secundária (ou adquirida) surge quando a terapia contra a tuberculose é inadequada ou quando não se segue ou se interrompe o regime de tratamento prescrito.

Como é diagnosticado?

Uma avaliação médica completa para a tuberculose ativa inclui um histórico médico, um exame físico, a baciloscopia de escarro, uma radiografia do tórax e culturas microbiológicas.

A prova tuberculínica (também conhecida como teste tuberculínico ou teste de Mantoux) está indicada para o diagnóstico da infecção latente, mas também auxilia no diagnóstico da doença em situações especiais, como no caso de crianças com suspeita de tuberculose. Toda pessoa com tosse por três semanas ou mais é chamada sintomática respiratória (SR) e pode estar com tuberculose.

Quais são as prevenções e o tratamento?

A imunização com vacina BCG dá entre 50% a 80% de resistência à doença. Em áreas tropicais onde a incidência de micobactérias atípicas é elevada (a exposição a algumas “micobactérias” não transmissoras de tuberculose dá alguma proteção contra a Tuberculose), a eficácia da BCG é bem menor. No Reino Unido, adolescentes de 15 anos são normalmente vacinadas durante o período escolar.

O tratamento para tuberculose é feito com antibióticos orais, como a Isoniazida e a Rifampicina, que eliminam do organismo a bactéria que provoca o surgimento da doença. Uma vez que a bactéria é muito resistente, é necessário fazer o tratamento por cerca de 6 meses, embora, em alguns casos, possa durar entre 18 meses a 2 anos até se atingir a cura.

Os casos mais fáceis de tratar são os de tuberculose latente, ou seja, quando a bactéria está no corpo mas se encontra adormecida, não causando sintomas, nem podendo ser transmitida. Já a tuberculose ativa é mais difícil de tratar e, por isso, o tratamento pode demorar mais tempo e pode necessário tomar mais do que um antibiótico para atingir a cura.

Assim, os medicamentos utilizados no tratamento variam de acordo com idade do paciente, estado geral de saúde e o tipo de tuberculose.

A Tuberculose e a Precaução por Aerossóis

Pacientes internados sob suspeita ou confirmação de Tuberculose, precisam estar isolados por precaução de Aerossóis, precisando:

  • Ficar em quarto privativo (ou coorte, que deve ser evitada) que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; e com filtragem com filtros HEPA, e as portas devem ser mantidas fechadas;
  • Deve obter a proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95.
  • E o transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

Veja Também:

Pseudomonas

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

https://enfermagemilustrada.com/pneumonia/

https://enfermagemilustrada.com/os-tipos-de-isolamento/

Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC)

Cateteres Flexíveis

Os Cateteres Flexíveis, também conhecido como “Abocath, Jelco” são cateteres de curta permanência que servem para monitorar o paciente, administração de soroterapia medicamentosa, onde são constituídos por materiais cilíndricos, canulados e perfurantes.

Contudo, são destinados (exclusiva ou simultaneamente) a viabilizar a drenagem de elementos do tecido sanguíneo e/ ou infusão de soluções líquidas, na direção exterior corporal ou interior dos vasos, nos respectivos sentidos do fluxo.

Mas possuem uma extremidade destinada à perfuração e à penetração das estruturas corporais e outra, ao “plug adaptador”, para promover conexões com seringa(s) ou equipo(s).

Entretanto, muitos o conhecem pelos nomes comerciais “jelco, abocath”, mas vale lembrar que isto é somente um nome comercial, todavia que existem outros nomes para este tipo de cateter.

Conhecendo as Características do Cateter

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bísel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso.

Portanto, é confeccionado de polímero policloreto de vinila (Teflon® ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres que vão de 14G a 24G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão posteriormente.

As Indicações de Cada Cateter

Nº14: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, procedimentos de ressuscitação, sempre que se deve infundir grandes quantidades de líquidos. Portanto, a inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

16: Pré-adolescentes, adolescentes e adultos, mas também serve para administração de hemoderivados e hemocomponentes e outras infusões viscosas. Portando, a  Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

18: Crianças, adolescentes e adultos. Certamente é adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outros hemoderivados.

Nº 20: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a a maioria das infusões, portanto, é mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, contudo deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Eventualmente indicado em casos de inserção difícil, como pele resistente.

Nº22 e 24: RN’s, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor.

Portanto, é ideal para veias muito estreitas, todavia como exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.

Enfim, destacando que o cateter 24G é que a sua cânula é bem fina e pode ser utilizado em neonatos sem causar o rompimento do vaso.

Validade de Troca

Decerto é indicado consultar o Protocolo Operacional Padrão (POP) de sua instituição para averiguar o prazo de validade padronizado naquele âmbito hospitalar.

Contudo é recomendado em diversas literaturas para o prazo de troca, mesmo que não obtenha sinais flogísticos, ou flebite, em até 72 horas, sempre revezando o lugar a ser puncionado.

Veja também:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)