<p><img class="aligncenter size-full wp-image-16664" src="https://enfermagemilustrada.com/wp-content/uploads/2019/02/picc.png" alt="" width="1600" height="1071" /> 

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<h2 style="text-align: justify;"><strong>Novo estudo sugere que eventos relacionados a cateter de PICC são mais frequentes do que o documentado na prática.</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O <strong>cateter venoso de inserção periférica</strong> (<strong>PICC</strong>), popularizado a partir da década de 1970, a princípio para nutrição parenteral, ganhou múltiplos usos nos hospitais. Inserido a partir do braço, por uma veia periférica, chega à veia cava superior ou ao átrio direito. Como oferece menos chances de complicações durante a colocação do que um <strong>acesso central</strong> – é difícil atingir o pulmão ou a carótida pelo braço -, é natural que muitos profissionais tenham a impressão de que há também menos <strong>riscos </strong>no uso do PICC em relação à ocorrência de <strong>infecção sanguínea associada a cateter central</strong> e à <strong>trombose venosa profunda</strong>. Mas alguns levantamentos sugerem que esses riscos são subestimados e que os eventos adversos são também subnotificados.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um novo estudo, feito com 438 pacientes de quatro hospitais dos Estados Unidos, 61,4% relataram <strong>complicações</strong> relacionadas ao uso de PICC: de dor e vermelhião no local da inserção a sintomas de infecção sanguínea e de trombose venosa profunda. O levantamento também mostrou que, na prática, o PICC é usado em situações contraindicadas por diretrizes baseadas em <strong>evidências</strong> e que as complicações referentes ao seu uso são subnotificadas. Ele é indicado idealmente para<strong> infusões</strong>irritantes a vasos de menor calibre, como alguns tipos de antibióticos, quimioterapia e nutrição parenteral – e que tenham de ser repetidas por mais de cinco dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos 25% dos<strong> pacientes</strong> tiveram um PICC inserido para uso em um período igual ou menor a cinco dias. Na maior parte dos pacientes (47,3%), foi usado um dispositivo de dois<strong> lúmens</strong> (número de “entradas”), em vez um único <strong>lúmen</strong>. Os duplos oferecem risco de infecção 5,2 vezes maior do que o lúmen único. Estima-se que se houver uma mudança em 5% dos PICCs com lúmens duplos para PICCs com lúmen único, 0,5 caso de infecção e 0,5 caso de trombose serão evitados, o que pouparia US$ 23.500 em<strong> tratamentos</strong> para esses eventos adversos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos 438 pacientes que participaram do levantamento, 17,6% relataram sintomas associados a infecções sanguíneas causadas pelo cateter, como febre e calafrios. Destes, dos 43% que precisaram de atendimento médico por causa dos sinais, 87% tiveram que tomar antibióticos. Mas, nos registros médicos dos hospitais, no mesmo período, apenas 1,6% dos casos de infecção sanguínea foram registrados – um indício de subnotificação.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo aconteceu nos casos em que os pacientes relataram sintomas de <strong>trombose venosa profunda</strong> (30,6%). Quase 37% precisaram de atendimento médico por vermelhidão, inchaços nas pernas e dificuldade de respirar. Mas apenas 7,1% dos casos apareceram documentados nos registros dos hospitais no mesmo período.</p>
<p style="text-align: justify;">“Embora essas discrepâncias possam refletir infecções não relacionadas ao PICC ou a má atribuição de<strong> sintomas</strong> relatados pelo paciente, é igualmente plausível que os dados de <strong>prontuários</strong> médicos da instituição onde o PICC foi colocado subestimem a verdadeira taxa de complicações do PICC”, escreveram os autores, liderados pelo médico intensivista Vineet Chopra, professor da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas <strong>diretrizes</strong> ajudam a decidir em quais casos o PICC deve ser usado e quando ele pode ser dispensado. Vale lembrar que equipes treinadas e especializadas devem ser responsáveis pela inserção.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Usos inadequados</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">– por motivo que não seja infusão incompatível com via periférica e por menos de 5 dias;<br />
– por comodidade e por menos de 5 dias em pacientes com acesso venoso difícil;<br />
– para pacientes com histórico de trombose ou com doença renal crônica e que estão em tratamento dialítico;<br />
– dispositivos com múltiplos lúmens aumentam entre 5 e 12 vezes o risco de infecção;</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Usos adequados</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">– para infusões que serão feitas por mais do que 6 dias;<br />
– para cuidados paliativos;<br />
– para pacientes em assistência domiciliar, desde que a duração necessária do acesso seja maior do que 15 dias;<br />
– uso de dispositivo com um único lúmen reduz risco de infecção e trombose venosa profunda;</p>
<p><em><strong>Fonte: </strong><a href="https://www.segurancadopaciente.com.br">IBSP &#8211; Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente</a></em></p>


PICC têm até 60% das complicações por cateter de inserção periférica

