Cateter de Tenckhoff

O Cateter de Tenckhoff é um material apropriado e flexível que é colocado no abdome do paciente para realização da diálise peritoneal. Por este cateter, o líquido de diálise peritoneal será infundido e drenado.

A colocação do cateter é feita por meio de um pequeno procedimento cirúrgico, por cirurgião geral e com anestesia local.

A Diálise Peritoneal

Diálise Peritoneal (DP)

A diálise peritoneal é uma técnica de substituição da função renal alternativa à hemodiálise. Geralmente, é utilizada no quinto estágio da insuficiência renal crônica, isto é na fase mais avançada dessa insuficiência.

Nas situações de insuficiência renal aguda grave é muito rara a sua utilização, encontrando-se bem definido o papel da hemodiálise e de técnicas dialíticas contínuas como a hemofiltração venovenosa nessas situações agudas.

Uma das grandes vantagens da diálise peritoneal prende-se com o fato de se tratar de uma técnica ambulatória, geralmente domiciliária.

Se o doente se encontrar dependente de uma terceira pessoa, a técnica pode ser executada por um cuidador (Diálise Peritoneal Assistida) no próprio domicílio ou em Lares ou Unidades de Cuidados Continuados.

diálise peritoneal contínua ambulatória (DPCA) é a variante mais utilizada dessa técnica. O paciente executa 3 a 4 trocas (passagens) manuais durante o dia. A diálise peritoneal automática é efetuada com recurso a uma cicladora. O doente é conectado a essa máquina durante a noite.

Referências:

  1. Pró Rim

O que é a Lock Terapia?

A maioria dos pacientes em terapia dialítica que fazem a infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter (ICSRC) são tratados ambulatoriamente, com bons resultados.

Hospitalização só é necessária em caso de sepse severa e infecção a distância.

A maioria das infecções destes pacientes são causadas por Staphylococci coagulase negativo ou S. aureus, portanto a seleção do antimicrobiano deverá considerar drogas que possam ser administradas após cada sessão de hemodiálise (vancomicina, ceftazidima, cefazolina) ou antimicrobianos que não são dialisados (ceftriaxone).

A Lock Terapia, Terapia de Bloqueio ou “Antibiotic Lock Theraphy” é um procedimento onde a droga escolhida é combinada com heparina e instilada dentro de cada lúmen do cateter ao final da sessão de diálise.

Em detalhes, é usada em conjunto com terapia sistêmica, e consiste em instilar altas concentrações do antimicrobiano desejado (de acordo com o microorganismo envolvido) no lúmen do dispositivo.

Indicações da Terapia

Está indicado para pacientes com ICSRC envolvendo cateteres de longa permanência que não tenham sinais de infecção em seu sítio de inserção ou túnel, para os quais a manutenção do cateter é o objetivo.

  • Paciente com estabilidade clínica e hemodinâmica;
  • (Infecção Primária de Corrente Sanguínea-) IPCS-CVC por Staphylococcus Coagulase Negativa (SCN), Bacilos Gram Negativos (BGN) ou Enterococcus sp sensíveis a vancomicina.

Como a maioria das infecções de cateter de longa permanência ou totalmente implantável são intraluminais, a erradicação do agente infeccioso pode ser feita com o preenchimento da luz do dispositivo por solução com doses supraterapêuticas do antimicrobiano, retendo-a por horas ou dias.

Tempo de Terapia

A duração da terapia varia de 3 a 30 dias entre os estudos, porém a maioria dos autores advoga um período de 2 semanas de utilização.

Alguns Cuidados

  • Idealmente deve ser preparado por farmacêutico imediatamente antes da sua administração, ou, na impossibilidade desse profissional, uma enfermeira;
  • Na hora da administração, retirar a solução antiga de lock antes de infundir a nova;
  • Coletar hemoculturas de controle nos momentos de troca da lock terapia antimicrobiana → se em qualquer momento durante o tratamento a hemocultura voltar a positivar ou permanecer positiva, considera-se falha terapêutica e programa-se a retirada do cateter;
  • Devem ser monitorados quanto a sua evolução clínica e novas hemoculturas;
  • A lock terapia deve ser suspensa e o cateter retirado se houver descompensação clínica (evolução para infecção sistêmica apesar do tratamento) ou evidência de persistência da infecção (hemoculturas persistentemente positivas).

Referências:

  1. Mermel LA, Farr BM, Sherertz RJ, et al. Guidelines for the management of intravascular catheter-related infections. Clin Infect Dis 2001; 32:1249–72.
  2. Field MJ, Lohr KN, eds. Institute of Medicine Committee to Advise the Public Health Service on Clinical Practice Guidelines. Clinical practice guidelines: directions for a new program. Washington, DC: National Academy Press, 1990.

Cateter HeRO® Graft

O Cateter HeRO (Hemodialisis Reliable Outflow) Graft é um enxerto de acesso para hemodiálise subcutâneo em pacientes que apresentam fístulas ou enxertos falhos ou que são dependentes de cateter devido ao bloqueio das veias que levam ao coração, podendo permanecer por longo prazo (o cateter deve ser trocado caso haja uma infecção ou ocorra um entupimento dele).

Indicação de Uso

Ele é indicado para pacientes com dificuldade na confecção de fístulas (comunicação de uma veia com uma artéria) no braço e até mesmo para aqueles que já perderam vias de acesso para diálise. Além de outras indicações como:

  • Salvamento uma fístula em falha devido a estenose venosa central;
  • Salvamento um enxerto AV com falha devido a estenose venosa central;
  • Conversão de um paciente dependente de cateter;
  • Pacientes incapazes de atingir as taxas de fluxo sanguíneo prescritas por seu médico.

Características

Esse tipo de cateter é composto por um stent siliconado e uma prótese de tripla camada que permite o desvio do sangue de uma artéria do braço para uma veia próxima ao coração, sendo o dispositivo implantado totalmente abaixo da pele.

O HeRO Graft é classificado pelo FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos como um enxerto, mas difere de um enxerto vascular convencional, pois não possui anastomose venosa.

Referências:

  1. Initial Experience and Outcome of a New Hemodialysis Access Device for Catheter-Dependent Patients.Howard E. Katzman, Robert B. McLafferty, John R. Ross, Marc H. Glickman, Eric K. Peden and Jeffrey H. Lawson. JVS, Journal of Vascular Surgery, September 2009 Volume 50, Issue 3, Pages 600-607.e1
  2. MeritMedical

Cateter Arterial

O Cateter Arterial é importante durante o tratamento intensivo de pacientes críticos, pois atua como acesso vascular arterial para o monitoramento preciso da pressão sanguínea em anestesia ou medicina interna, através das artérias radial, braquial e femoral, controlando, assim, as funções cardíacas, circulatórias e pulmonares.

Com este Cateter, também é possível colher sangue arterial para gasometria e outros exames laboratoriais que exigem o mesmo.

Algumas Observações:

  • Manter o curativo do orifício de saída sempre seco;
  • O cateter deve permanecer imóvel;
  • Jamais force a infusão em um cateter obstruído. A obstrução pode ser resultante de coágulo ou precipitação de substâncias. Para evitar a obstrução, mantenha o cateter heparinizado ou irrigado e confira as substâncias antes de infundi-las;
  • Técnicas rigorosamente assépticas devem ser usadas durante o procedimento de implantação e manutenção do cateter;
  • A utilização do cateter é de curto prazo, até 29 dias.

A Cultura da Ponta do Cateter: Infecções Relacionadas

A Infecções relacionadas a cateteres são clinicamente importantes e devem ser diagnosticadas rapidamente. Geralmente estão associadas com eritemas, inflamação, pus e em algumas situações febre.

Veja mais sobre os Sinais Flogísticos:

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Quando estes sinais são identificados, o cateter é removido do paciente e encaminhado sua ponta para análise laboratorial.

Os cuidados de Enfermagem quanto ao processo de cultura:

Em geral:

Enviar a ponta do cateter para cultura somente se houver sinal de infecção (inflamação no sítio de inserção, febre, sinais de sepse ou bacteremia documentada sem foco de infecção aparente).

  • Se houver evidência de pus e infecção do tecido local, limpar a superfície da pele e coletar o pus do tecido profundo utilizando seringa e agulha;
  • O frasco deve ser identificado corretamente;
  • O coletor deve conferir os dados do paciente ao receber a amostra e anotar na etiqueta o horário da coleta;
  • Anotar na etiqueta se o cateter retirado era de nutrição parenteral, pois nestes casos é importante pesquisar Malassezia furfur (fungo).

PROCEDIMENTO DE COLETA

Os mesmos cuidados de desinfecção utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada.

  • Limpar a pele com álcool 70% antes de remover o cateter;
  • Utilizando técnicas assépticas, segurar a porção exposta do cateter e remover cuidadosamente o cateter do paciente com um instrumento estéril (evitar o contato com a pele);
  • Segurar a porção distal sobre um recipiente estéril e cortar aproximadamente 5cm da ponta (marca no cateter) com tesoura estéril ou lâmina de bisturi, deixando-a cair dentro do recipiente estéril;
  • Após a coleta, anotar na etiqueta o horário da coleta.

Coleta e transporte:

  • O envio deve ser realizado a temperatura ambiente (20 a 25ºC) em até 1 hora após a coleta.

Observação

NÃO DOBRAR OU ENROLAR A PONTA DO CATETER!!! É necessário que a ponta do cateter esteja reta para rolar sobre a placa do meio de cultura!

Interpretação do exame

  • Quantificar o numero de cada tipo de micro-organismo isolado;
  • Se a contagem for superior a 15 UFC, o micro-organismo deve ser identificado e realizado teste de sensibilidade a antimicrobianos;
  • Se a contagem for inferior a 15 UFC, identificar somente patógenos importantes, como por exemplo, Candida albicans, Streptococcus do grupo A e Staphylococcus aureus;
  • Caso tenha sido coletada amostra de sangue, guardar a placa para comparação caso esta seja positiva;
  • Se houver crescimento de vários micro-organismos, reportar como “nº” UFC de microbiota bacteriana mista, sem identificação e sem teste de sensibilidade a antimicrobianos.

Referência:

  1. DIAGNÓSTICO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS AOS CATETERES VASCULARES CENTRAIS NO HIAE (Hospital Albert Einstein)

Cateteres Venosos Periféricos: As diferenças entre SCALP e ABBOCATH

Scalp e cateter jelco são dois dos materiais mais utilizados em hospitais nos procedimentos de acesso venoso periférico. A técnica consiste na introdução de um dispositivo em uma veia periférica com o objetivo de tirar uma amostra de sangue, administrar drogas via endovenosa ou realizar reposição volêmica e de hemoderivados.

O Cateter Venoso Periférico Agulhado “Scalp”

Popularmente conhecido como Butterfly, o scalp agulhado borboleta é um dispositivo de infusão intravenoso que deve ficar menos tempo no acesso venoso do paciente do que os cateteres venosos. Esse scalp é composto de agulhas nos calibres 19G, 21G, 23G, 25G e 27G, que ficam acopladas a uma mangueira extensora conectada a uma seringa. A desvantagem dos Scalps é que não permitem que o paciente dobre o braço para evitar que o equipamento saia do lugar.

Para saber mais sobre o Cateter Scalp:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

O Cateter Venoso Periférico Flexível “Abbocath”

Popularmente conhecido como “Abbocath”, os cateteres venosos periféricos flexíveis proporcionam maior conforto e segurança aos pacientes e aos profissionais. Eles são recomendados na utilização por períodos prolongados ou que exijam a administração de medicamentos com maior risco de causar inflamações nas veias ou lesões na pele do paciente. E também no caso de extravasamento, quando podem causar contaminação do profissional, como no caso das medicações quimioterápicas.

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bisel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso. Ele é confeccionado de polímero policloreto de vinila (FEP (Teflon®) ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres 14G, 16G, 20G,22G,24G e 26G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão. Há também opção com dispositivo de segurança, um mecanismo que recobre a ponta da agulha após a utilização, evitando acidente ocupacional.

Para saber mais sobre o Cateter Abbocath:

Cateteres Flexíveis

Agora, qual é a diferença na aplicação destes cateteres na prática?

Os cateteres venosos periféricos flexíveis “abbocath” são utilizados nos procedimentos intermitentes de fluidos, quando há a necessidade de se manter o acesso no paciente por um tempo prolongado (de 48 a 72 horas).

É ideal para administrar medicamentos com maior risco de causar danos aos vasos e à pele do paciente ou inflamações, e também em casos em que possa ocorrer a contaminação do profissional de saúde, como sessões de quimioterapia.

Os cateteres venosos periféricos agulhados “scalp” devem ser utilizados para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, quando não há necessidade de manter o acesso no paciente.

Pode ser usado para administração de medicamentos “in bolus” ou “flush”, e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Referência:

  1. PHILLIPS, D.L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ºed.Porto Alegre: Artmed,2001.

Teste de Refluxo em CVC: Por que é feito?

Quando o plantonista instala um Cateter Venoso Central (CVC), ele geralmente solicita ao técnico ou enfermeiro em quem está o auxiliando a instalar uma solução salina com equipo em uma das vias do cateter que ele acabou de inserir.

Isso se chama “Teste de Refluxo venoso”, ou seja, uma maneira do plantonista autorizar o início da infusão de um medicamento, caso o paciente esteja em intercorrências e não pode aguardar o exame de raio x imediatamente.

Após o teste positivo, a via é lavada com a própria solução salina instalada.

Esse teste não afasta a presença de pneumotórax, não indica que o cateter está bem posicionado e nem que não houve alguma complicação no trajeto.

Ele apenas sinaliza que o cateter deve estar dentro do lúmen venoso se houver retorno adequado de sangue nas vias.

Após a estabilização do paciente, o mesmo solicita exame de imagem (RX no leito) para a confirmação do posicionamento.

Cateter de Fogarty

O Cateter de Embolectomia Arterial, tipo “Fogarty”, é indicado para a remoção de trombos e êmbolos arteriais.

Origem do nome

A intervenção em pacientes com Oclusão Arterial Aguda ou Isquemia Aguda de Extremidade provocada por embolia foi realizada pela primeira vez em 1895, e por muito tempo usaram-se técnicas de lavagem ou irrigação retrógrada da artéria.

O desenvolvimento do cateter de embolectomia por Thomas Fogarty, em 1963, representou uma revolução para a resolução desse tipo de problema, uma vez que a recuperação do êmbolo se tornou um procedimento cirúrgico de pequena monta, na maior parte das vezes.

Como é utilizado o Cateter

Em pacientes com suspeita de embolia e pulso femoral ausente ipsilateral, a melhor conduta é a exposição da bifurcação da artéria femoral e a realização da tromboembolectomia com cateter Fogarty. Como refinamento da técnica, passa-se um fio guia pela lesão e o cateter Fogarty é passado através deste fio guia, com controle por radioscopia.

Com isso, torna-se possível visualizar as três artérias da perna e, quando possível, realizar a tromboembolectomia de forma seletiva e controlada.

Após a remoção do coágulo, realiza-se a arteriografia para confirmar se a tromboembolectomia foi eficaz e para guiar o tratamento subsequente, se houver obstrução no inflow ou outflow.

Referência:

  1. FOGARTY, T. J.; DAILY, P. O.; SHUMWAY, N. E.; KRIPPAEHNE, W. Experience with balloon catheter technic for arterial embolectomy. American Journal of Surgery, Belle Mead, v. 122, no. 2, p. 231–237, 1971. doi: 10.1016/0002-9610(71)90323-0. 

SpeediCath® Navi: Para Homens com Disfunção Miccional

Disfunções miccionais são alterações no ato de urinar. Podem ter origem neurológica (como em pacientes para ou tetraplégicos), e também com bexiga neurogênica , e não neurológicas (incontinência urinária de esforço, bexiga hiperativa, capacidade vesical reduzida por doenças crônicas, como tuberculose).

E a Empresa Coloplast lança um novo dispositivo, o cateter hidrofílico SpeediCath® Navi, que eleva o padrão de cuidado da bexiga no Brasil.

O Auto-Cateterismo Intermitente

As técnicas de cateterismo vesical intermitente podem variar de acordo com o julgamento clínico, com a disponibilidade de recursos, sempre levando em consideração a indicação individualizada. Dentre as intervenções pertinentes, destacam-se o cateterismo intermitente estéril, realizado por meio de um cateter de uso único estéril manipulado com técnica estéril e cateterismo intermitente limpo, realizado por meio de técnica e material não-estéreis.

Tipos e características dos cateteres utilizados (hidrofílicos, impregnados com antibióticos e cateteres convencionais, ou seja não revestidos como os de silicone, látex ou PVC), também variam consideravelmente, o que aumenta a complexidade de seleção de produtos e análise comparativa da sua eficácia.

E o cateter hidrofílico SpeediCath® Navi  foi introduzido com o objetivo de facilitar a técnica de cateterismo vesical intermitente domiciliar, melhorar o conforto do paciente e reduzir as complicações associadas ao mesmo.

Ele se caracteriza por apresentar uma camada de polímero com alta afinidade pela água e que forma uma superfície deslizante, facilitando a entrada do cateter na uretra, sendo demonstrado que a utilização do mesmo proporciona menor risco de infecção urinária.

O mercado brasileiro masculino de usuários de cateter intermitente inclui pessoas com bexiga neurogênica (entre os que têm lesão medular, 80% são homens), portadores de esclerose múltipla e espinha bífida, entre outras disfunções.

Eles devem usar um cateter descartável sempre que vão esvaziar a bexiga. Desta forma, é um produto de necessidade íntima, para uso frequente (de quatro a seis vezes ao dia, em torno de duas mil vezes ao ano), essencial e imprescindível para uma boa qualidade de vida. 

Características do SpeediCath® Navi

Com uma ponta flexível em formato de gota, em conjunto com a flexibilidade do cateter, o SpeediCath® Navi proporciona uma inserção e retirada simples e gradual pelas irregularidades da uretra masculina. A ponta flexível se mantém sempre no centro da uretra, evitando falsos trajetos. Ele possui também um guia de inserção que facilita a navegação e permite um cateterismo higiênico, pois não há toque no cateter, diminuindo o risco de contaminação e de infecção urinária em até 54%¹ 

 O SpeediCath® Navi é o mais novo integrante do portfólio SpeediCath, família de cateteres intermitentes da Coloplast que possuem revestimento hidrofílico e são prontos para o uso, não exigindo preparo prévio (como adição de água ou de gel lubrificante). Seu revestimento hidrofílico único e uniforme reduz as chances de trauma uretral em até 55%², atendendo a uma demanda dos mercados em desenvolvimento: facilitar o treinamento, minimizar a complexidade do cateterismo e proporcionar maior adesão ao tratamento, com melhorias na qualidade de vida.

“É um mercado emergente com novos padrões de saúde”, explica o urologista Dr. José Carlos Truzzi. Ele reforça que a tendência é que os cateteres convencionais — sem qualquer tecnologia e que precisam de gel ou água para serem utilizados — sejam pouco a pouco substituídos pelo SpeediCath Navi: “Ambos têm um corpo mais flexível, o que facilita na adaptação. Além disso, a praticidade de ser pronto para o uso e ter a ponta flexível para auxílio na inserção trazem um conforto que, depois de conhecer o Navi, o usuário geralmente não vai mais querer voltar para o cateter convencional”. Truzzi ressalta ainda que, ao reduzir o risco de complicações e manter uma rotina saudável de gestão da bexiga, o SpeediCath Navi estabelece um padrão ouro no tratamento de disfunções miccionais.   

Na fase de pré-lançamento, a Coloplast ofereceu o SpeediCath® Navi a 150 usuários brasileiros para avaliar a aceitação do produto. Os números confirmam que ele cumpre a função de facilitar o uso e de ser mais suave no trajeto para a bexiga, estando alinhado às necessidades do mercado nacional: 95% consideraram fácil de usar; 95% confirmaram que esta facilidade inclui um manejo higiênico, sendo mais seguro para a saúde do usuário; 96% recomendariam o SpeediCath Navi e 70% concordam que a flexibilidade da ponta e do próprio cateter trazem a sensação de ser um produto mais gentil na utilização. 

Quem quiser conhecer o mais novo cateter hidrofílico da Coloplast, pode solicitar uma amostra grátis com cinco unidades do SpeediCath Navi por meio do site http://bit.ly/amostrasgratisnavi 

Lançado em 2019 no exterior (Espanha, Japão, Coreia do Sul, África do Sul, Arábia Saudita, República Tcheca e Emirados Árabes), a Coloplast, empresa dinamarquesa no Brasil desde 1999 e líder de mercado em 140 países, traz o SpeediCath Navi depois de extensas pesquisas com usuários e profissionais de saúde do Brasil e outros quatro países semelhantes ao nosso no uso de produtos de necessidades íntimas. “O cateter hidrofílico SpeediCath Navi está alinhado à missão da Coloplast de oferecer produtos e serviços que melhoram a vida de pessoas com condições médicas muito íntimas. Além disso, somos pioneiros e líderes no mercado de Continência e, através da educação de profissionais de saúde, usuários e acesso às evidências, tecnologia e inovação em saúde, buscamos elevar o padrão de tratamento da bexiga no Brasil”, ressalta Luiz Tavares, diretor geral da Coloplast.   

Saiba mais sobre o Cateterismo Intermitente Domiciliar neste link.

Veja também:

Bexiga Neurogênica: O que é?

Distensão Vesical ou Retenção Urinária

Cateter Vesical de Alívio

Referências:

  1. Estudos de 2020 da Asian Journal of Surgery  
  2. Coloplast Brasil

O que é “Flushing” em um Cateter?

“Flushing” é um termo referente à lavagem de um lúmen do cateter, sendo feito antes e após a administração de um medicamento, a fim de prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis, além de que, também é um cuidado de enfermagem prevenção da obstrução do cateter venoso.

Flushing com Salinização ou Heparinização

Anteriormente, a manutenção da permeabilidade de acessos venosos era mantida prioritariamente com soluções heparinizadas, considerando que a heparina inibe a formação de coágulos de fibrina in vitro e in vivo e, que seu efeito anticoagulante é praticamente imediato.

Dadas essas propriedades, a solução heparinizada pode ser utilizada como agente de manutenção da permeabilidade de dispositivos intravenosos, tendo demonstrado sua eficácia há vários anos.

Porém, a prática da salinização apresenta como vantagens à heparinização o baixo custo, ser um procedimento mais simples, além de eliminar a possibilidade de incompatibilidade com as drogas e soluções administradas.

Indicações para o Flushing

  • Antes e após a cada administração de medicamentos;
  • Após a administração de sangue e derivados;
  • Quando converter de infusão continua para intermitente;
  • A cada 12 horas quando o dispositivo não for usado.

As novas recomendações da ANVISA

A ANVISA – Agência Nacional de Vigiância Sanitária divulgou em 2017 uma série de publicações sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde.

Dentro do “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde”, há um capítulo especial sobre as recomendações para cateteres periféricos, com informações práticas fundamentais para garantir a segurança do paciente.

Em especial ao flushing e manutenção dos cateteres periféricos:

  • Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complicações;
  • Realizar o flushing antes de cada administração para prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis;
  • Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock do cateter. Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizam o tempo da equipe assistencial. Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter soluções para flushing;
  • Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos. Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen interno do cateter mais a extensão para flushing. Assim como os volumes maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras soluções viscosas podem requerer volumes maiores. Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock dos cateteres.

Avaliação

  • Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter ao passo que utilizando as seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência. Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infusão dobrados). Não utilizar seringas preenchidas para diluição de medicamentos.
  • Utilizar a técnica da pressão positiva visto que minimiza o retorno de sangue para o lúmen do cateter. O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da seringa, dessa forma é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado. Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push pause). Estudos in vitro demonstraram que por exemplo, a técnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica de flushing contínuo, que gera fluxo laminar.
  • A principio realizar o flushing e lock de cateteres periféricos imediatamente após cada uso.

Recomendações para Intervalo de Flushing

Como recomendação da Infusion Nurses Society Brasil, o intervalo recomendado para flushing é o de 6/6 horas para neonatos, 8/8 horas para pacientes pediátricos e 12/12 horas para pacientes adultos.

Referências:

  1. Segurança do Paciente;
  2. BRASIL-MS, ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Medidas de Prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Capítulo 3. Medidas de Prevenção de Infecção da Corrente Sanguínea 2ª edição, 2017. Disponível em https://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912/Caderno+4+-+Medidas+de+Preven%C3%A7%C3%A3o+de+Infec%C3%A7%C3%A3o+Relacionada+%C3%A0+Assist%C3%AAncia+%C3%A0+Sa%C3%BAde/a3f23dfb-2c54-4e64-881cfccf9220c373