PureWick™: O “Uripen” feminino

Você sabia que existe o “Uripen” em versão feminina?

Até agora, as mulheres com incontinência urinária usavam cateteres invasivos ou fraldas e absorventes para adultos para ajudar a controlar sua incontinência. O PureWick™ System foi criado para fornecer às mulheres uma opção não invasiva para controlar sua incontinência urinária.

Benefícios

  • Pode tornar o sono melhor possível: Evitando a necessidade de trocar absorventes de incontinência e roupas de cama sujas à noite;
  • Reduzir o risco de queda:  Pode ajudar a reduzir o risco de quedas noturnas, permanecendo na cama;
  • Mantenha a pele seca e limpa: O PureWick ™ System funciona fora do corpo para retirar a urina, ajudando a reduzir uma das principais causas de danos à pele;
  • Capacidade de capturar e retirar consistentemente 95% ou mais da urina sem entrar ou se prender ao corpo;
  • Ajudar a facilitar a remoção precoce do cateter de demora e pode, assim, ajudar a reduzir o risco de ITU associada ao cateter;
  • o paciente pode ficar acomodado de costas, de lado ou sentada, sem que o cateter saia do lugar;
  • Cola, fita e tiras não são necessárias;
  • A urina não é armazenada perto do corpo;
  • Destinado ao gerenciamento não invasivo da produção de urina em pacientes do sexo feminino.

Para onde a urina vai?

O Cateter Externo Feminino PureWick™ não é invasivo e afasta a urina do corpo através de um material macio. O PureWick™ Urine Collection System puxa a urina através do tubo coletor para o recipiente de coleta, por meio de vácuo.

Capacidade máxima para a coleta de urina

O recipiente do PureWick™ Urine Collection System 2000cc (mL) deve ser esvaziado antes que o volume atinja 1800cc (mL), ou conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem

Como instalar?

  • Realizar cuidados perineais e avaliar a integridade da pele;
  • Manter as pernas, músculos glúteos e lábios abertos, palpar osso púbico como marcador anatômico;
  • Com o lado da gaze macia voltado para o paciente, alinhe a extremidade distal na fenda glútea;
  • Dobre suavemente o lado da gaze macia entre os glúteos e os lábios separados.

Remoção e Manutenção

  • Separe totalmente as pernas, glúteos e lábios;
  • Para evitar possíveis lesões na pele após a remoção, puxe suavemente o Cateter Externo Feminino PureWick™ diretamente para fora;
  • Certifique-se de que a sucção seja mantida ao remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Substitua pelo menos a cada 8 a 12 horas ou se estiver sujo com fezes ou sangue. Avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™.

Outros Cuidados

  • Não use o Cateter Externo Feminino PureWick™ com uma comadre ou qualquer material que não permita fluxo de ar suficiente;
  • Para evitar possíveis lesões na pele, nunca empurre ou puxe o Cateter Externo Feminino PureWick™ contra a pele durante a colocação ou remoção;
  • Nunca insira o Cateter Externo Feminino PureWick™ na vagina, canal anal ou outras cavidades do corpo;
  • Interrompa o uso se ocorrer uma reação alérgica;
  • Após o uso, este produto pode ser um risco biológico potencial;
  • Descarte de acordo com as leis e regulamentos locais, estaduais e federais aplicáveis.

Precauções

  • Não recomendado para pacientes: Agitados, combativos ou não cooperativos e que possam remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Ter episódios frequentes de incontinência intestinal sem um sistema de gestão fecal instalado. Experimentando irritação da pele ou colapso no local;
  • Experimentar menstruação moderada/pesada e não pode usar um tampão;
  • Não use um creme de barreira no períneo ao usar o Cateter Externo Feminino PureWick™, o creme de barreira pode impedir a sucção;
  • Proceda com cautela em pacientes submetidos a cirurgia recente do trato urogenital externo;
  • Sempre avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Mantenha a sucção até que o Cateter Externo Feminino PureWick™ seja totalmente removido do paciente para evitar o refluxo de urina.

Referência:

  1. BD

Acesso Venoso Central: Locais Preferenciais na Região Cervical

Quando um paciente necessita de uma Canulação Venoso Central, é importante que o médico conheça a anatomia fundamental para o sucesso do procedimento que, por ser invasivo, pode causar muitas complicações para o paciente.

Locais de Preferência

Para realizar o acesso venoso central, é preciso considerar algumas variáveis: o estado clínico do paciente, e sua própria habilidade e experiência em realizar esse procedimento. Os locais de maior preferência para o acesso são:

1º: V. Jugular interna direita

2º: V. Jugular interna esquerda

Nas veias jugulares, há menor risco de complicações por pneumotórax, hidrotórax e hemotórax, já que estão mais distantes da pleura. Entretanto, porque pescoço é um local de maior mobilidade, há maior risco de perda do cateter por tração acidental.

Além disso, caso o paciente esteja hipovolêmico, as jugulares tendem a colabar, dificultando o acesso.

3º: Vv. subclávias direita e esquerda

As veias subclávias não colabam se o paciente estiver hipovolêmico, e a região é um local de menor mobilidade por parte do paciente, tornando mais difícil a perda acidental dos cateteres.

Entretanto, é um local de maior risco de complicações que podem ser muito graves para a vida do paciente, principalmente quando o médico tem pouca experiência com o procedimento. Exemplo disso são os riscos de pneumotórax, hidrotórax e hemotórax.

É preciso dar preferência para a subclávia direita, porque o ducto torácico drena para a subclávia esquerda, e sua punção pode causar quilotórax (derramamento da linfa entre os espaços pleurais).

É importante lembrar que o músculo esternocleidomastóideo recobre as veias jugulares, e ele vai ter uma inserção clavicular, e outra esternal.

Escolha do Sítio de Punção

  • A escolha deve levar em conta a condição clinica do paciente, a experiência do médico e a indicação do acesso;
  • Preferencialmente, utiliza-se o sítio da veia jugular interna (VJI) ou veia subclávia (VSC) por menor chance de contaminação e infecção associada ao cateter quando comparada a veia femoral (VFe); Estudos recentes têm demonstrado que a chance de infecção do cateter está muito mais relacionada aos cuidados diários do que ao sítio propriamente dito; porém, na prática, existe essa preferência que foi descrita;
  • Quando se opta por VJI ou VSC, é preferencial a escolha do lado direito, visto que a cúpula pleural é mais baixa, o que reduz a chance de pneumotórax, e devido ao fato do ducto torácico desembocar na VSC esquerda, com menos risco de quilotórax.

A seguinte ordem de opção na escolha do sítio de punção é sugerida, levando-se em conta a facilidade da técnica e o menor risco de complicações:

  • Veia Jugular Interna (VJI);
  • Veia Subclávia (VSC);
  • Veia Jugular Externa (VJE).

Punção da Veia Jugular Interna

Vantagens

  • Menor risco de complicações;
  • Local mais facilmente compressível e de mais fácil acesso em caso de controle cirúrgico de complicações;
  • Pode-se puncionar em discrasias sanguíneas moderadas;
  • Mais facilmente canulada durante PCR.

Desvantagens

  • Punção difícil em pessoas com pescoço curto e/ou obesos;
  • Anatomia da VJI é variável;
  • Na hipovolemia, a VJI tende a colabar;
  • Local de mobilidade, o que dificulta a manutenção de curativo seco e estéril;
  • Evitar em pacientes traqueostomizados, devido ao maior risco de infecção de cateter.

Contraindicações

  • Discrasias sanguíneas graves;
  • Cirurgia de carótida ipsilateral;
  • Tumores cervicais ou intravasculares com invasão para o átrio direito.

Complicações comuns

  • Punção acidental da carótida (mais comum);
  • Punção acidental da traqueia e lesão do nervo laríngeo recorrente;
  • Embolia aérea, trombose, flebite e pneumotórax;
  • Lesão cardíaca pelo cateter.

Punção da Veia Subclávia

Vantagens

  • Menor risco de complicações;
  • Muitas relações anatômicas e fixas;
  • Menor chance de perda de acesso;
  • Menor risco de infeção do sítio de punção;
  • Não colaba no choque hipovolêmico.

Desvantagens

  • Necessidade de prática para evitar complicações;
  • Difícil compressão, no caso de acidentes arteriais;
  • Alto risco de complicações graves.

Contraindicações

  • Discrasias sanguíneas de qualquer grau;
  • Pacientes com DPOC;
  • Trauma clavicular, cirurgias prévias no local ou deformidades;
  • Durante PCR.

Complicações comuns

  • Punção acidental da artéria subclávia, hematomas e sangramentos;
  • Má posição do cateter, ou introdução excessiva;
  • Embolia aérea, trombose, flebite e pneumotórax;
  • Lesão cardíaca pelo cateter.

Como é localizado?

Para obter acesso nas veias jugulares, é preciso palpar a cabeça esternal, e desenhar uma linha imaginária seguindo o trajeto do músculo.

Depois, é preciso desenhar outra linha imaginária, dessa vez seguindo o trajeto da clavícula.

Em seguida, o desenho de uma bissetriz entre essas duas linhas imaginárias vai ser feita, e o trajeto dessa bissetriz vai indicar o local onde deve ocorrer a punção com a agulha.

Por fim, a realização da punção deve ser feita em um ângulo de 30º graus, com a ponta da agulha apontando para o mamilo ipsilateral.

Referências:

  1. AMATO, A. C. M. Procedimentos médicos: técnica e tática. 2. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2016.
  2. https://www.auladeanatomia.com/sistemas/383/sistema-venoso

Sonda Retal

A sonda retal é indicada para aliviar a tensão provocada por gases e líquidos no intestino grosso. Utilizável também para retirada de conteúdo fecal através do reto.

Indicação de Uso

  • Constipação intestinal;
  • Preparo e realização de procedimento diagnóstico, ou terapêutico, como exames contrastados retossigmoidoscopia, colonoscopia e enema medicamentoso;
  • Drenagem de fezes.

Numerações (fr)

  • Uso infantil: 04, 06, 08;
  • Uso adulto: 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30 e 32.

Cuidados de Enfermagem

Materiais a serem utilizados:

  • Bandeja;
  • Cuba rim;
  • Medicação prescrita (clister glicerinado, soro fisiológico);
  • Sonda retal de numeração adequada ao paciente;
  • Vaselina gel ou xilocaína gel;
  • Gaze 7,5 x 7,5;
  • Papel higiênico;
  • Comadre ou fralda descartável;
  • Luva de procedimento;
  • Biombo.

Procedimento:

  1. Ler a prescrição: data, nome do paciente, medicação, dose via de administração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Separar a medicação na quantidade (volume) prescrito;
  4. Levar o material na bandeja até o leito do paciente;
  5. Informar ao paciente o procedimento que será realizado, assim como sua função;
  6. Promover a privacidade do paciente utilizado biombos se necessário;
  7. Calçar luvas de procedimentos;
  8. Proteger o colchão com lençol impermeável e lençol móvel;
  9. Acomodar a comadre próximo ao paciente;
  10. Lubrificar a ponta da sonda retal com vaselina gel ou xilocaína gel;
  11. Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo com a perna esquerda estendida e direita fletida (posição dês SIMS);
  12. Entre abrir as nádegas com papel higiênico;
  13. Introduzir a sonda retal no ânus, aproximadamente 5 a10 cm utilizando gaze 7,5×7,5;
  14. Firmar a sonda com uma mão e com a outra adaptar o frasco da solução indicada na extremidade da sonda retal;
  15. Introduzir toda solução lentamente;
  16. Retirar a sonda suavemente;
  17. Orientar o paciente para reter a solução o quanto puder;
  18. Proporcionar seu fechamento mecânico apertando suavemente as duas partes das nádegas de forma que a solução não retorne de imediato;
  19. Posicionar a comadre sob o paciente, ou fralda descartável, o tempo necessário para esvaziamento intestinal;
  20. Observar o resultado do clister;
  21. Desprezar o conteúdo da comadre no vaso sanitário;
  22. Retirar luvas de procedimento;
  23. Colocar novas luvas de procedimento;
  24. Fazer higiene externa do paciente;
  25. Auxiliar o paciente a recolocar suas roupas;
  26. Posicionar o paciente confortavelmente;
  27. Retirar luvas de procedimento;
  28. Lavar as mãos;
  29. Checar medicação prescrita;
  30. Registrar o procedimento, bem como seu resultado.

Algumas Observações

  • A solução deve estar com a temperatura em torno de 30ºC a 35ºC, pois o calor estimula os reflexos nervosos da mucosa intestinal;
  • Não deverá ser forçada a introdução da sonda retal, nos casos em que for evidenciada a resistência a sua progressão;
  • Se a resistência for de material fecal, aguardar para que seja amolecido para se continuar com a progressão da sonda, se a resistência se mantiver, pode ser que haja presença de um fecaloma ou tumor. Nesses casos o procedimento deverá ser interrompido e feito o registro necessário;
  • Em adultos introduzir a sonda retal 7,5 a 10,0cm e, em crianças introduzir a sonda retal 4 a 7cm.

Referências:

  1. ARCHER, E. Procedimentos e protocolos. Vol.2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006

Cateter de Tenckhoff

O Cateter de Tenckhoff é um material apropriado e flexível que é colocado no abdome do paciente para realização da diálise peritoneal. Por este cateter, o líquido de diálise peritoneal será infundido e drenado.

A colocação do cateter é feita por meio de um pequeno procedimento cirúrgico, por cirurgião geral e com anestesia local.

A Diálise Peritoneal

Diálise Peritoneal (DP)

A diálise peritoneal é uma técnica de substituição da função renal alternativa à hemodiálise. Geralmente, é utilizada no quinto estágio da insuficiência renal crônica, isto é na fase mais avançada dessa insuficiência.

Nas situações de insuficiência renal aguda grave é muito rara a sua utilização, encontrando-se bem definido o papel da hemodiálise e de técnicas dialíticas contínuas como a hemofiltração venovenosa nessas situações agudas.

Uma das grandes vantagens da diálise peritoneal prende-se com o fato de se tratar de uma técnica ambulatória, geralmente domiciliária.

Se o doente se encontrar dependente de uma terceira pessoa, a técnica pode ser executada por um cuidador (Diálise Peritoneal Assistida) no próprio domicílio ou em Lares ou Unidades de Cuidados Continuados.

diálise peritoneal contínua ambulatória (DPCA) é a variante mais utilizada dessa técnica. O paciente executa 3 a 4 trocas (passagens) manuais durante o dia. A diálise peritoneal automática é efetuada com recurso a uma cicladora. O doente é conectado a essa máquina durante a noite.

Referências:

  1. Pró Rim

O que é a Lock Terapia?

A maioria dos pacientes em terapia dialítica que fazem a infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter (ICSRC) são tratados ambulatoriamente, com bons resultados.

Hospitalização só é necessária em caso de sepse severa e infecção a distância.

A maioria das infecções destes pacientes são causadas por Staphylococci coagulase negativo ou S. aureus, portanto a seleção do antimicrobiano deverá considerar drogas que possam ser administradas após cada sessão de hemodiálise (vancomicina, ceftazidima, cefazolina) ou antimicrobianos que não são dialisados (ceftriaxone).

A Lock Terapia, Terapia de Bloqueio ou “Antibiotic Lock Theraphy” é um procedimento onde a droga escolhida é combinada com heparina e instilada dentro de cada lúmen do cateter ao final da sessão de diálise.

Em detalhes, é usada em conjunto com terapia sistêmica, e consiste em instilar altas concentrações do antimicrobiano desejado (de acordo com o microorganismo envolvido) no lúmen do dispositivo.

Indicações da Terapia

Está indicado para pacientes com ICSRC envolvendo cateteres de longa permanência que não tenham sinais de infecção em seu sítio de inserção ou túnel, para os quais a manutenção do cateter é o objetivo.

  • Paciente com estabilidade clínica e hemodinâmica;
  • (Infecção Primária de Corrente Sanguínea-) IPCS-CVC por Staphylococcus Coagulase Negativa (SCN), Bacilos Gram Negativos (BGN) ou Enterococcus sp sensíveis a vancomicina.

Como a maioria das infecções de cateter de longa permanência ou totalmente implantável são intraluminais, a erradicação do agente infeccioso pode ser feita com o preenchimento da luz do dispositivo por solução com doses supraterapêuticas do antimicrobiano, retendo-a por horas ou dias.

Tempo de Terapia

A duração da terapia varia de 3 a 30 dias entre os estudos, porém a maioria dos autores advoga um período de 2 semanas de utilização.

Alguns Cuidados

  • Idealmente deve ser preparado por farmacêutico imediatamente antes da sua administração, ou, na impossibilidade desse profissional, uma enfermeira;
  • Na hora da administração, retirar a solução antiga de lock antes de infundir a nova;
  • Coletar hemoculturas de controle nos momentos de troca da lock terapia antimicrobiana → se em qualquer momento durante o tratamento a hemocultura voltar a positivar ou permanecer positiva, considera-se falha terapêutica e programa-se a retirada do cateter;
  • Devem ser monitorados quanto a sua evolução clínica e novas hemoculturas;
  • A lock terapia deve ser suspensa e o cateter retirado se houver descompensação clínica (evolução para infecção sistêmica apesar do tratamento) ou evidência de persistência da infecção (hemoculturas persistentemente positivas).

Referências:

  1. Mermel LA, Farr BM, Sherertz RJ, et al. Guidelines for the management of intravascular catheter-related infections. Clin Infect Dis 2001; 32:1249–72.
  2. Field MJ, Lohr KN, eds. Institute of Medicine Committee to Advise the Public Health Service on Clinical Practice Guidelines. Clinical practice guidelines: directions for a new program. Washington, DC: National Academy Press, 1990.

Cateter HeRO® Graft

O Cateter HeRO (Hemodialisis Reliable Outflow) Graft é um enxerto de acesso para hemodiálise subcutâneo em pacientes que apresentam fístulas ou enxertos falhos ou que são dependentes de cateter devido ao bloqueio das veias que levam ao coração, podendo permanecer por longo prazo (o cateter deve ser trocado caso haja uma infecção ou ocorra um entupimento dele).

Indicação de Uso

Ele é indicado para pacientes com dificuldade na confecção de fístulas (comunicação de uma veia com uma artéria) no braço e até mesmo para aqueles que já perderam vias de acesso para diálise. Além de outras indicações como:

  • Salvamento uma fístula em falha devido a estenose venosa central;
  • Salvamento um enxerto AV com falha devido a estenose venosa central;
  • Conversão de um paciente dependente de cateter;
  • Pacientes incapazes de atingir as taxas de fluxo sanguíneo prescritas por seu médico.

Características

Esse tipo de cateter é composto por um stent siliconado e uma prótese de tripla camada que permite o desvio do sangue de uma artéria do braço para uma veia próxima ao coração, sendo o dispositivo implantado totalmente abaixo da pele.

O HeRO Graft é classificado pelo FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos como um enxerto, mas difere de um enxerto vascular convencional, pois não possui anastomose venosa.

Referências:

  1. Initial Experience and Outcome of a New Hemodialysis Access Device for Catheter-Dependent Patients.Howard E. Katzman, Robert B. McLafferty, John R. Ross, Marc H. Glickman, Eric K. Peden and Jeffrey H. Lawson. JVS, Journal of Vascular Surgery, September 2009 Volume 50, Issue 3, Pages 600-607.e1
  2. MeritMedical

Cateter Arterial

O Cateter Arterial é importante durante o tratamento intensivo de pacientes críticos, pois atua como acesso vascular arterial para o monitoramento preciso da pressão sanguínea em anestesia ou medicina interna, através das artérias radial, braquial e femoral, controlando, assim, as funções cardíacas, circulatórias e pulmonares.

Com este Cateter, também é possível colher sangue arterial para gasometria e outros exames laboratoriais que exigem o mesmo.

Algumas Observações:

  • Manter o curativo do orifício de saída sempre seco;
  • O cateter deve permanecer imóvel;
  • Jamais force a infusão em um cateter obstruído. A obstrução pode ser resultante de coágulo ou precipitação de substâncias. Para evitar a obstrução, mantenha o cateter heparinizado ou irrigado e confira as substâncias antes de infundi-las;
  • Técnicas rigorosamente assépticas devem ser usadas durante o procedimento de implantação e manutenção do cateter;
  • A utilização do cateter é de curto prazo, até 29 dias.

A Cultura da Ponta do Cateter: Infecções Relacionadas

A Infecções relacionadas a cateteres são clinicamente importantes e devem ser diagnosticadas rapidamente. Geralmente estão associadas com eritemas, inflamação, pus e em algumas situações febre.

Veja mais sobre os Sinais Flogísticos:

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Quando estes sinais são identificados, o cateter é removido do paciente e encaminhado sua ponta para análise laboratorial.

Os cuidados de Enfermagem quanto ao processo de cultura:

Em geral:

Enviar a ponta do cateter para cultura somente se houver sinal de infecção (inflamação no sítio de inserção, febre, sinais de sepse ou bacteremia documentada sem foco de infecção aparente).

  • Se houver evidência de pus e infecção do tecido local, limpar a superfície da pele e coletar o pus do tecido profundo utilizando seringa e agulha;
  • O frasco deve ser identificado corretamente;
  • O coletor deve conferir os dados do paciente ao receber a amostra e anotar na etiqueta o horário da coleta;
  • Anotar na etiqueta se o cateter retirado era de nutrição parenteral, pois nestes casos é importante pesquisar Malassezia furfur (fungo).

PROCEDIMENTO DE COLETA

Os mesmos cuidados de desinfecção utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada.

  • Limpar a pele com álcool 70% antes de remover o cateter;
  • Utilizando técnicas assépticas, segurar a porção exposta do cateter e remover cuidadosamente o cateter do paciente com um instrumento estéril (evitar o contato com a pele);
  • Segurar a porção distal sobre um recipiente estéril e cortar aproximadamente 5cm da ponta (marca no cateter) com tesoura estéril ou lâmina de bisturi, deixando-a cair dentro do recipiente estéril;
  • Após a coleta, anotar na etiqueta o horário da coleta.

Coleta e transporte:

  • O envio deve ser realizado a temperatura ambiente (20 a 25ºC) em até 1 hora após a coleta.

Observação

NÃO DOBRAR OU ENROLAR A PONTA DO CATETER!!! É necessário que a ponta do cateter esteja reta para rolar sobre a placa do meio de cultura!

Interpretação do exame

  • Quantificar o numero de cada tipo de micro-organismo isolado;
  • Se a contagem for superior a 15 UFC, o micro-organismo deve ser identificado e realizado teste de sensibilidade a antimicrobianos;
  • Se a contagem for inferior a 15 UFC, identificar somente patógenos importantes, como por exemplo, Candida albicans, Streptococcus do grupo A e Staphylococcus aureus;
  • Caso tenha sido coletada amostra de sangue, guardar a placa para comparação caso esta seja positiva;
  • Se houver crescimento de vários micro-organismos, reportar como “nº” UFC de microbiota bacteriana mista, sem identificação e sem teste de sensibilidade a antimicrobianos.

Referência:

  1. DIAGNÓSTICO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS AOS CATETERES VASCULARES CENTRAIS NO HIAE (Hospital Albert Einstein)

Cateteres Venosos Periféricos: As diferenças entre SCALP e ABBOCATH

Scalp e cateter jelco são dois dos materiais mais utilizados em hospitais nos procedimentos de acesso venoso periférico. A técnica consiste na introdução de um dispositivo em uma veia periférica com o objetivo de tirar uma amostra de sangue, administrar drogas via endovenosa ou realizar reposição volêmica e de hemoderivados.

O Cateter Venoso Periférico Agulhado “Scalp”

Popularmente conhecido como Butterfly, o scalp agulhado borboleta é um dispositivo de infusão intravenoso que deve ficar menos tempo no acesso venoso do paciente do que os cateteres venosos. Esse scalp é composto de agulhas nos calibres 19G, 21G, 23G, 25G e 27G, que ficam acopladas a uma mangueira extensora conectada a uma seringa. A desvantagem dos Scalps é que não permitem que o paciente dobre o braço para evitar que o equipamento saia do lugar.

Para saber mais sobre o Cateter Scalp:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

O Cateter Venoso Periférico Flexível “Abbocath”

Popularmente conhecido como “Abbocath”, os cateteres venosos periféricos flexíveis proporcionam maior conforto e segurança aos pacientes e aos profissionais. Eles são recomendados na utilização por períodos prolongados ou que exijam a administração de medicamentos com maior risco de causar inflamações nas veias ou lesões na pele do paciente. E também no caso de extravasamento, quando podem causar contaminação do profissional, como no caso das medicações quimioterápicas.

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bisel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso. Ele é confeccionado de polímero policloreto de vinila (FEP (Teflon®) ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres 14G, 16G, 20G,22G,24G e 26G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão. Há também opção com dispositivo de segurança, um mecanismo que recobre a ponta da agulha após a utilização, evitando acidente ocupacional.

Para saber mais sobre o Cateter Abbocath:

Cateteres Flexíveis

Agora, qual é a diferença na aplicação destes cateteres na prática?

Os cateteres venosos periféricos flexíveis “abbocath” são utilizados nos procedimentos intermitentes de fluidos, quando há a necessidade de se manter o acesso no paciente por um tempo prolongado (de 48 a 72 horas).

É ideal para administrar medicamentos com maior risco de causar danos aos vasos e à pele do paciente ou inflamações, e também em casos em que possa ocorrer a contaminação do profissional de saúde, como sessões de quimioterapia.

Os cateteres venosos periféricos agulhados “scalp” devem ser utilizados para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, quando não há necessidade de manter o acesso no paciente.

Pode ser usado para administração de medicamentos “in bolus” ou “flush”, e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Referência:

  1. PHILLIPS, D.L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ºed.Porto Alegre: Artmed,2001.

Teste de Refluxo em CVC: Por que é feito?

Quando o plantonista instala um Cateter Venoso Central (CVC), ele geralmente solicita ao técnico ou enfermeiro em quem está o auxiliando a instalar uma solução salina com equipo em uma das vias do cateter que ele acabou de inserir.

Isso se chama “Teste de Refluxo venoso”, ou seja, uma maneira do plantonista autorizar o início da infusão de um medicamento, caso o paciente esteja em intercorrências e não pode aguardar o exame de raio x imediatamente.

Após o teste positivo, a via é lavada com a própria solução salina instalada.

Esse teste não afasta a presença de pneumotórax, não indica que o cateter está bem posicionado e nem que não houve alguma complicação no trajeto.

Ele apenas sinaliza que o cateter deve estar dentro do lúmen venoso se houver retorno adequado de sangue nas vias.

Após a estabilização do paciente, o mesmo solicita exame de imagem (RX no leito) para a confirmação do posicionamento.