Medicamentos Anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios são medicamentos amplamente utilizados na prática clínica, e fazem parte da rotina de trabalho de qualquer profissional da saúde, especialmente aqueles que atuam na enfermagem.

Apesar de sua aparente simplicidade, seu uso exige conhecimento técnico, atenção aos efeitos adversos e um olhar atento aos cuidados com o paciente. Neste post, vamos entender melhor o que são os anti-inflamatórios, seus principais grupos, como atuam no organismo e o que a enfermagem precisa saber para um cuidado seguro e eficaz.

A Inflamação: Uma Resposta de Defesa do Nosso Corpo

Antes de falarmos dos medicamentos, precisamos entender o que é a inflamação. Ela é uma resposta natural do nosso corpo a uma lesão, infecção ou irritação. Pense em quando você torce o tornozelo: ele fica vermelho, inchado, quente e dolorido, certo? Esses são os sinais clássicos da inflamação. O objetivo da inflamação é proteger a área lesionada, eliminar o agente agressor e iniciar o processo de cicatrização.

O problema é que, muitas vezes, essa resposta inflamatória pode ser exagerada, causar muito desconforto (dor, inchaço) ou até mesmo ser prejudicial em algumas doenças crônicas. É aí que os anti-inflamatórios entram em cena para modular essa resposta.

Os Grandes Grupos de Anti-inflamatórios: Uma Abordagem Diferente

Existem basicamente dois grandes grupos de medicamentos anti-inflamatórios, e entender a diferença entre eles é crucial para o nosso cuidado:

Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Os “Comuns” do Dia a Dia

Os AINEs são os mais conhecidos e utilizados, tanto por prescrição médica quanto na automedicação. Eles atuam inibindo a produção de substâncias no nosso corpo chamadas prostaglandinas, que são as grandes responsáveis por mediar a dor, a febre e a inflamação.

  • Como agem: Eles bloqueiam a ação de enzimas chamadas Cicloxigenases (COX-1 e COX-2).
    • COX-1: Está presente na maioria dos tecidos e é responsável por funções “boas”, como proteger a mucosa do estômago, manter o fluxo sanguíneo renal e a agregação plaquetária (ajudar na coagulação do sangue).
    • COX-2: É induzida principalmente em locais de inflamação e é a principal responsável pela dor e pela inflamação.

Os AINEs podem ser divididos em:

AINEs Não Seletivos (Inibidores de COX-1 e COX-2): São os mais antigos e de uso mais comum. Por inibirem as duas enzimas, são eficazes contra a dor e a inflamação, mas têm mais efeitos colaterais relacionados à inibição da COX-1.

Exemplos:

    • Ibuprofeno: Muito usado para dores leves a moderadas, febre e inflamações em geral.
    • Diclofenaco: Potente anti-inflamatório, usado para dores mais intensas e inflamações, como as articulares.
    • Naproxeno: Ação mais prolongada, útil para dores crônicas ou inflamações.
    • Ácido Acetilsalicílico (AAS) em doses altas: Embora mais conhecido como antiagregante plaquetário em doses baixas, em doses mais altas, age como anti-inflamatório, antipirético e analgésico.
    • Cetoprofeno, Nimesulida, Meloxicam, Indometacina, Piroxicam.

Cuidados de Enfermagem (AINEs Não Seletivos):

  • Risco Gastrointestinal: São os mais famosos por causar azia, dor no estômago, gastrite e até úlceras e sangramentos. Oriente o paciente a tomar com alimentos ou leite para proteger o estômago. Pergunte sobre histórico de problemas gástricos.
  • Risco Renal: Podem prejudicar os rins, especialmente em idosos, desidratados ou pacientes com doença renal pré-existente. Monitore a função renal (débito urinário, creatinina).
  • Risco Cardiovascular: Alguns podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares (infarto, AVC), principalmente em uso prolongado e em pacientes de risco.
  • Risco de Sangramento: Por interferirem na agregação plaquetária, podem aumentar o risco de sangramentos (gengivas, nariz, equimoses). Oriente o paciente e esteja atento se ele já usa anticoagulantes.
  • NÃO usar em casos de Dengue ou suspeita: Devido ao risco de sangramento e complicação da doença.

AINEs Seletivos (Inibidores de COX-2): Desenvolvidos para inibir preferencialmente a COX-2, buscando reduzir os efeitos colaterais gastrointestinais, já que poupam a COX-1.

Exemplos:

    • Celecoxibe: Um dos mais conhecidos dessa classe.

Cuidados de Enfermagem (AINEs Seletivos):

  • Menor Risco Gastrointestinal: Embora o risco seja menor que os não seletivos, não é zero. Ainda é preciso cautela.
  • Risco Cardiovascular: Apesar de terem sido desenvolvidos para serem mais seguros, alguns estudos mostraram que podem ter um risco cardiovascular até maior em uso prolongado. São geralmente reservados para pacientes com alto risco gastrointestinal e baixo risco cardiovascular.

Corticosteroides (Anti-inflamatórios Esteroides): Os “Super-Heróis” Potentes

Os corticosteroides (ou glicocorticoides) são hormônios produzidos naturalmente pelo nosso corpo (como o cortisol) e também podem ser sintetizados em laboratório. Eles são os anti-inflamatórios mais potentes que existem, com um efeito muito mais amplo que os AINEs. Eles atuam em diversas vias da cascata inflamatória, suprimindo o sistema imunológico e reduzindo a inflamação de forma significativa.

  • Como agem: Atuam em nível genético, inibindo a produção de várias substâncias pró-inflamatórias e suprimindo a resposta imunológica.
  • Exemplos:
    • Prednisona, Prednisolona: Muito usadas por via oral.
    • Dexametasona: Potente, usada por via oral ou injetável.
    • Hidrocortisona: Usada em situações de emergência (ex: choque anafilático).
    • Betametasona, Metilprednisolona.

Cuidados de Enfermagem (Corticosteroides):

Por serem muito potentes e com efeitos em múltiplos sistemas, exigem cuidados rigorosos e monitoramento:

  • Uso em Curto Prazo vs. Longo Prazo: Os efeitos colaterais são mais significativos no uso prolongado e em doses altas.
  • Supressão da Imunidade: Podem diminuir a capacidade do corpo de combater infecções. Oriente o paciente a evitar contato com pessoas doentes e a relatar sinais de infecção.
  • Aumento da Glicemia: Podem aumentar os níveis de açúcar no sangue, mesmo em não diabéticos. Monitore a glicemia.
  • Efeitos Gastrointestinais: Também podem causar úlceras e sangramentos. Administrar com alimentos.
  • Distúrbios Psiquiátricos: Podem causar insônia, agitação, euforia ou depressão.
  • Ganho de Peso e Edema: Podem causar retenção de líquidos e inchaço (rosto em “lua cheia”, “pescoço de búfalo”).
  • Osteoporose: Em uso prolongado, aumentam o risco de osteoporose.
  • Hipertensão Arterial: Podem elevar a pressão arterial.
  • NÃO Interromper Abruptamente: O uso prolongado de corticosteroides pode suprimir a produção natural de cortisol pelas glândulas adrenais. A interrupção súbita pode causar uma crise adrenal (insuficiência adrenal aguda), que é uma emergência grave. A retirada deve ser feita de forma gradual, com desmame orientado pelo médico.
  • Orientar o paciente sobre os múltiplos efeitos colaterais: É vital que o paciente compreenda que, embora eficaz, o medicamento exige cuidado e monitoramento.

O Papel Essencial do Enfermeiro: Muito Além da Administração

Nós, profisisonais de enfermagem, somos os guardiões da segurança do paciente no uso de anti-inflamatórios. Nossa atuação vai além de simplesmente dar o comprimido:

  • Avaliação do Paciente: Antes de administrar, verificar o histórico de alergias, doenças pré-existentes (renais, cardíacas, gastrointestinais), uso de outros medicamentos (interações).
  • Orientação Rigorosa:
    • Explicar a importância de não exceder a dose prescrita e o tempo de uso.
    • Informar sobre os principais efeitos colaterais e quando procurar ajuda médica.
    • Orientar sobre a administração com alimentos (para AINEs e corticosteroides).
    • Alertar sobre a não interrupção abrupta dos corticosteroides.
    • Desaconselhar a automedicação, especialmente com AINEs, devido aos riscos.
  • Monitoramento Atento:
    • Observar sinais de sangramento (fezes escuras, vômito com sangue, sangramento nas gengivas).
    • Monitorar a função renal (débito urinário, exames).
    • Verificar a pressão arterial e a glicemia, especialmente com corticosteroides.
    • Avaliar a melhora dos sintomas (dor, febre, inflamação) e a ocorrência de efeitos adversos.
  • Comunicação: Reportar ao médico qualquer efeito adverso, falta de resposta ao tratamento ou dúvidas do paciente.

Os anti-inflamatórios são ferramentas poderosas no alívio do sofrimento, mas são facas de dois gumes. Compreender seus mecanismos, suas indicações e, crucialmente, seus riscos, nos capacita a promover um uso mais seguro e eficaz, protegendo nossos pacientes de possíveis complicações. Essa é a essência do nosso cuidado.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Bula dos medicamentos [Nome do medicamento, ex: Ibuprofeno, Prednisona]. (Acessar a bula mais recente disponível no site da ANVISA ou do fabricante para informações específicas de cada fármaco).
  2. KATZUNG, B. G.; MASTERS, S. B.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021. (Consultar capítulo sobre anti-inflamatórios).
  3. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Farmacologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. (Consultar capítulo sobre inflamação e medicamentos anti-inflamatórios).
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA (SBR). Consenso Brasileiro para o Tratamento da Osteoartrite. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v. 56, n. 4, p. 347-353, jul./ago. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbr/a/w2L5mJ7gK8hX3jS9qY4T/?lang=pt. (Embora seja sobre osteoartrite, o consenso aborda o uso de AINEs).

Antieméticos: Grupos, Medicamentos e Cuidados de Enfermagem

Sentir náuseas e vomitar é algo desconfortável para qualquer pessoa, sobretudo para pacientes em tratamentos como quimioterapia, pós-operatório ou gravidez. É aí que entram os antieméticos — medicamentos com ação específica para prevenir e tratar esses sintomas. No entanto, cada grupo atua de forma distinta e exige atenção da equipe de enfermagem na escolha, administração e monitoramento.

Nesta publicação, explico de forma natural e prática os principais grupos de antieméticos, os medicamentos dentro deles e os cuidados necessários para usá-los de forma segura e eficaz.

Por Que Sentimos Náuseas e Vômitos? O Sistema de Alerta do Corpo

Antes de falar dos medicamentos, é importante saber que náuseas e vômitos não são doenças em si, mas sim sintomas. Eles são um mecanismo de defesa do nosso corpo, uma forma de expulsar substâncias que ele considera prejudiciais ou de sinalizar que algo não está bem.

O centro de vômito, localizado no cérebro, é ativado por diversas vias:

  • Estímulos do trato gastrointestinal: Irritação no estômago ou intestino.
  • Zona quimiorreceptora de gatilho (ZQG): Uma área no cérebro sensível a substâncias tóxicas no sangue (como quimioterápicos).
  • Sistema vestibular: Envolvido no equilíbrio, responsável pelo enjoo de movimento.
  • Córtex cerebral: Estímulos como dor, estresse, ansiedade, ou até mesmo cheiros e visões desagradáveis.

Os antieméticos atuam bloqueando esses diferentes sinais, impedindo que cheguem ao centro de vômito e causem o mal-estar.

Anticolinérgicos (Antimuscarínicos)

Os anticolinérgicos, também chamados antimuscarínicos, agem bloqueando os receptores de acetilcolina no sistema nervoso central e periférico, sendo eficazes em náuseas associadas a distúrbios vestibulares, como tontura e enjoos de movimento.

O exemplo mais conhecido é a escopolamina, usada em adesivo transdérmico para prevenir náuseas por movimento. Entre os efeitos adversos, são comuns boca seca, visão turva, retenção urinária e constipação.

Cuidados de enfermagem: observar sinais de retenção urinária, orientação para não expor a adolescentes/desconforto ocular e registrar a aplicação correta do adesivo.

Anti-histamínicos

Esses medicamentos bloqueiam receptores H1, reduzindo náuseas causadas por estimulação vestibular (como enjoo de movimento ou labirintite). Entre eles estão a prometazina, a dimenidrinato e a hidroxizina .

São eficazes, mas causam sedação, tontura e efeitos anticolinérgicos.

Cuidados de enfermagem: monitorar nível de consciência, orientar sobre evitar atividades que exijam atenção (como dirigir) e planejar administração à noite.

Antagonistas dos receptores de dopamina (principalmente D₂)

Atuam na zona gatilho quimiorreceptora, sendo úteis em vômitos por opióides, anestesia ou quimioterapia. Os principais são a metoclopramida, domperidona, clorpromazina e droperidol. Esses fármacos podem causar sintomas extrapiramidais e prolongar o intervalo QT.

Cuidados de enfermagem: monitorar sinais extrapiramidais (tremores, rigidez), avaliar ECG se houver risco, observar episódios de sonolência e avisar médicas sobre efeitos adversos.

Antagonistas dos receptores de serotonina (5‑HT₃)

São os fármacos mais usados atualmente para vômitos pós-quimioterapia ou pós-operatório. Entre eles destacam-se a ondansetrona, granisetrona, dolasetrona, tropisetrona e palonosetrona.

Esses medicamentos bloqueiam receptores 5‑HT₃ no sistema nervoso central e nas terminações vagais intestinais, reduzindo efetivamente a náusea. Têm efeitos adversos como cefaleia, constipação e prolongamento do QT.

Cuidados de enfermagem: verificar histórico cardíaco, monitorar frequência cardíaca, registrar resposta ao medicamento e ajustar doses conforme prescrição.

Antagonistas dos receptores de neurocinina‑1 (NK₁)

Principais representantes: aprepitanto, fosaprepitanto, casopitanto, rolapitant. Esses bloqueiam os receptores da substância P, sendo eficazes em vômitos tardios relacionados à quimioterapia.

Cuidados de enfermagem: acompanhar possíveis efeitos gastrointestinais (fadiga, diarreia), interações medicamentosas via CYP3A4 (com corticosteroides, por exemplo), e registrar o perfil hepático.

Canabidiol e canabinóides (como nabilona)

Os canabinoides atuam em receptores CB1 e modulam também os receptores 5‑HT₃, reduzindo náuseas. A nabilona, um canabinoide sintético, é aprovada pela FDA para náuseas induzidas por quimioterapia. Já o canabidiol (CBD) tem efeito antiemético e pode ser prescrito no Brasil sob controle especial .

Cuidados de enfermagem: monitorar efeitos como tontura, aumento de apetite, hipotensão ortostática, interações com outros medicamentos e orientar sobre possíveis efeitos psicoativos (mais prevalente com THC).

Outras classes mencionadas em prática

Embora não tenham sido foco principal, vale mencionar: benzodiazepínicos (lorazepam, diazepam) usados para náuseas emocionais, e glucocorticoides (dexametasona), frequentemente combinados com antagonistas 5‑HT₃ e NK₁ para tratar vômitos induzidos por quimioterapia.

Cuidados de Enfermagem

Nós, profissionais de enfermagem, temos um papel crucial no manejo das náuseas e vômitos:

  • Avaliação Abrangente: Não basta saber que o paciente está com náuseas. Precisamos investigar a causa, a intensidade, o que piora e o que melhora.
  • Administração Segura: Conhecer o medicamento, a dose correta, a via, o tempo de infusão e os principais efeitos colaterais.
  • Monitoramento da Eficácia: Observar se o medicamento fez efeito e se o paciente está mais confortável.
  • Manejo de Efeitos Colaterais: Estar atento aos efeitos adversos e saber como agir.
  • Conforto e Medidas Não Farmacológicas: Além do medicamento, oferecer conforto: ambiente calmo, ventilação, compressas frias, alimentos leves (se permitido), e apoio emocional.
  • Educação ao Paciente: Explicar sobre os medicamentos, seus efeitos esperados e os efeitos colaterais que deve relatar.

Os antieméticos não são soluções universais; cada grupo atua em receptores específicos e demanda cuidado dedicado na escolha e uso. Para o estudante de enfermagem, valorizar a farmacologia, aplicar técnicas seguras e observar sinais de complicações torna o cuidado mais eficiente e centrado no paciente.

Referências:

  1. GOODMAN & GILMAN. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 13. ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill Brasil, 2018. (Consultar capítulos sobre fármacos que atuam no sistema nervoso autônomo, agentes procinéticos e antieméticos).
  2. KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. (Consultar capítulo sobre fármacos que atuam no sistema nervoso central e antieméticos).
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA (SBOC). Guia de Recomendações SBOC: Manejo de Náuseas e Vômitos Induzidos por Quimioterapia (NVIQ). Disponível em publicações da SBOC (geralmente atualizadas periodicamente).
  4. LECTURIO. Antieméticos: classes e ação em diferentes receptores. 2022. Disponível em: https://www.lecturio.com/es/concepts/antiemeticos/
  5. NCBI. Cannabinoid Antiemetic Therapy. StatPearls, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK535430/
  6. MEDICINE.CANCER.GOV. Cannabis y canabinoides – náuseas e vômitos. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/espanol/cancer/tratamiento/mca/pro/cannabis‑pdq/
  7. WIKIPEDIA. Nabilona. 2020. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nabilona

Medicamenos Corticoides

Os corticoides são medicamentos derivados do hormônio cortisol, produzido naturalmente pelas glândulas adrenais. Eles possuem poderosas propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, sendo amplamente utilizados no tratamento de diversas doenças, como doenças autoimunes, alergias, doenças reumáticas e inflamações agudas.

Como os corticoides funcionam?

Ao se ligar a receptores específicos nas células, os corticoides desencadeiam uma série de eventos que resultam na diminuição da inflamação. Eles atuam inibindo a produção de substâncias que causam inflamação, como prostaglandinas e leucotrienos, e também diminuem a atividade de células do sistema imunológico.

Classificação dos corticoides

Os corticoides podem ser classificados de acordo com sua duração de ação e potência. Essa classificação é importante para a escolha do medicamento mais adequado para cada paciente, considerando a gravidade da doença, os efeitos colaterais e a necessidade de tratamento de longo prazo.

Corticoides de Curta Duração (Baixa Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Hidrocortisona 8-12 horas Equivalente ao cortisol endógeno, utilizado em situações agudas.
Cortisona 8-12 horas Menos potente que a hidrocortisona.

Corticoides de Duração Intermediária (Média Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Prednisona 12-36 horas Um dos corticoides mais utilizados, com boa relação custo-benefício.
Prednisolona 12-36 horas Metabolito ativo da prednisona.
Metilprednisolona 12-36 horas Potente anti-inflamatório, utilizado em doses altas para tratamento de doenças graves.
Triancinolona 12-36 horas Utilizada principalmente em preparações tópicas.

Corticoides de Alta Duração (Alta Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Dexametasona 36-72 horas Muito potente, utilizado em doses baixas para obter o mesmo efeito de outros corticoides.
Betametasona 36-72 horas Potente e de longa duração, utilizada em diversas condições inflamatórias.

Importante: A escolha do corticoide e a definição da dose devem ser feitas por um médico, pois o tratamento com corticoides requer acompanhamento médico rigoroso devido aos seus potenciais efeitos colaterais.

Efeitos colaterais dos corticoides

Os corticoides podem causar diversos efeitos colaterais, que variam de acordo com a dose, a duração do tratamento e a susceptibilidade individual do paciente. Alguns dos efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Aumento de peso
  • Retenção de líquidos
  • Hipertensão
  • Diabetes mellitus
  • Osteoporose
  • Catarata
  • Glaucoma
  • Imunossupressão
  • Alterações de humor

Quando procurar um médico

Se você está tomando corticoides, é importante procurar um médico se você apresentar algum dos seguintes sintomas:

  • Aumento significativo de peso
  • Inchaço nas pernas ou pés
  • Aumento da pressão arterial
  • Aumento da sede ou da necessidade de urinar
  • Fadiga excessiva
  • Visão turva
  • Feridas que demoram para cicatrizar
  • Fraqueza muscular
  • Osteoporose

Referência:

  1. MSD MANUALS. Corticosteroides: usos e efeitos colaterais. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/multimedia/table/corticosteroides-usos-e-efeitos-colaterais

¿Qué medicamento es éste?: Dexametasona

Dexametasona

La dexametasona, también conocida por el nombre comercial Decadron, es un medicamento que pertenece a la clase de los glucocorticoides, uno de los más potentes grupos de fármacos anti-inflamatorios e inmunosupresores.

Las diferencias son las enfermedades que pueden ser tratadas con ese glucocorticoide, incluyendo problemas de origen reumático, inmunológico, cutáneo, ocular, endocrinológico, pulmonar, sanguíneo, gastrointestinal, neurológico y neoplásico.

¿Como funciona?

La Dexametasona es un corticoide sintético, que presenta un potente efecto anti-inflamatorio, anti-reumático y anti-alérgico. Aunque su actividad antiinflamatoria es acentuada, incluso con dosis bajas, su efecto en el metabolismo electrolítico es leve.

El número de condiciones médicas que se pueden tratar con la dexametasona es tan grande que es hasta difícil citar a todas. La lista siguiente es muy grande, pero no está completa.

  • Enfermedades del origen alérgico: rinitis alérgica, asma bronquial, dermatitis de contacto, dermatitis atópica, enfermedad del suero, reacciones de hipersensibilidad a medicamentos, edema laríngeo no infeccioso y urticaria.
  • Enfermedades reumatológicas: lupus eritematoso sistémico, carditis reumática aguda, artritis psoriásica, artritis reumatoide, espondilitis anquilosante, bursitis aguda y subaguda, tenosinovitis aguda, artritis gotosa, osteoartritis postraumática, epicondilitis, dermatomiositis y polimiositis.
  • Trastornos de la piel y del tejido subcutáneo: En la mayoría de los casos, la mayoría de las personas que sufren de dermatitis, dermatitis bullosa, síndrome de Stevens-Johnson, dermatitis exfoliativa, eritrodermia exfoliativa, micosis fungoide, psoriasis grave, dermatitis seborreica grave, queloide, liquen simple crónico, alopecia areata.
  • Prueba de diagnóstico: diagnóstico de hiperfunción adrenocortical.
  • Trastornos endocrinos: insuficiencia adrenal, hiperplasia adrenal congénita, tiroiditis no supurativa, hipercalcemia asociada al cáncer.
  • Trastornos gastrointestinales: para proteger al paciente durante el período crítico de la colitis ulcerosa o de la enteritis regional.
  • Alteraciones hematológicas: púrpura trombocitopénica idiopática, anemia hemolítica autoinmune, aplasia pura de los glóbulos rojos.
  • Neoplasias: manejo paliativo de leucemias y linfomas en adultos y leucemia aguda de la infancia.
  • Sistema nervioso: exacerbaciones agudas de la esclerosis múltiple, edema cerebral asociado a un tumor cerebral primario o metastásico.
  • Enfermedades oftalmológicas: procesos alérgicos e inflamatorios graves que involucran el ojo, tales como conjuntivitis alérgica, ceratitis, blefaritis alérgica, úlceras alérgicas de la córnea, herpes zoster oftálmico, iritis e iridociclitis, coriorretinitis, uveítis posterior difusa y coroiditis, neurite óptica, arteritis temporal.
  • Enfermedades respiratorias: sarcoidosis, síndrome de Löeffler, beriliosis, tuberculosis pulmonar fulminante o diseminada en asociación con antibioterapia apropiada, neumonitis por aspiración, neumonías eosinofílicas idiopáticas.

Los Efectos Colaterales

Algunos de los efectos colaterales de Dexametasona pueden incluir:

La retención de líquidos, aumento de peso, presión arterial alta, niveles elevados de azúcar en la sangre, aumento de la necesidad de medicamentos para controlar la diabetes, osteoporosis, aumento del apetito, menstruación irregular, dificultad para cicatrizar heridas, problemas o enfermedades en la piel, hinchazón en los ojos labios o lengua, convulsiones, problemas psicológicos como cambios de humor o dificultad de juicio, aumento de la sensibilidad para contraer infecciones, debilidad en los músculos y úlcera gastrointestinal.

¿Cuándo es contraindicado?

Dexametasona está contraindicada para pacientes con infecciones causadas por hongos, pacientes que necesiten tomar vacunas de virus vivos durante el tratamiento y para pacientes con historial de sensibilidad a sulfitos oa alguno de los componentes de la fórmula.

Los Cuidados de Enfermería

  • La medicación debe ser administrada exactamente según se recomienda y el tratamiento no debe ser interrumpido, sin el conocimiento del médico, aunque el paciente alcance mejor. Si se olvida una dosis, deberá administrarse tan pronto como sea posible, excepto cuando en el mismo horario de la siguiente dosis. El uso de la medicación no debe suspenderse súbitamente, principalmente después de las terapias prolongadas. Las dosis deben reducirse lenta y gradualmente durante el tratamiento. Informe al paciente el objetivo de la medicación para facilitar tanto la comprensión de su diagnóstico como su colaboración en el tratamiento.
  • Durante la gestación o la lactancia, la medicación sólo debe usarse cuando los beneficios superen los riesgos potenciales de su uso. En caso de embarazo (confirmada o sospechosa) o, si la paciente está amamantando, el médico deberá comunicarse inmediatamente. Recomienda a la paciente el empleo de métodos anticonceptivos seguros y adecuados durante la terapia.
  • Informe al paciente las reacciones adversas más frecuentemente relacionadas al uso de la medicación y que, ante la ocurrencia de cualquiera de ellas, principalmente signos de insuficiencia suprarrenal (fatiga, debilidad muscular, dolor en las articulaciones, fiebre, anorexia, náuseas, disnea, mareo) , como también aquellas inusuales o intolerables, el médico deberá ser comunicado inmediatamente. El uso de la medicación también puede enmascarar las infecciones y la amebiasis. Recomienda al paciente, principalmente a aquél bajo terapia prolongada, que consulte periódicamente a un oftalmólogo.
  • Durante el tratamiento, el paciente no debe recibir ninguna forma de inmunización, sin el conocimiento del médico.
  • Los pacientes ancianos son más susceptibles a la osteoporosis. Recomiende la práctica regular de ejercicios y el uso de vitamina D o calcio, según prescripción médica.
  • Recomienda al paciente que evite el consumo de alcohol y el uso concomitante de analgésicos AINE, así como de cualquier otra droga o medicación, sin el conocimiento del médico, durante la terapia.
  • Durante la terapia, monitoree: el peso; a la P.A; los etetrólitos; el nivel de glucosa en la sangre (principalmente en pacientes diabéticos que pueden requerir un aumento de la dosis de insulina); y evaluar: signos de hipocalemia (relacionados con el uso de diuréticos y de anfotericina B), signos de depresión y episodios psicóticos (principalmente en regímenes de dosis altas).
  • Exámenes de laboratorio: en las terapias crónicas, las pruebas de función adrenal deben realizarse periódicamente para evaluar el grado de supresión del eje hipotálamo-pituitaria-adrenal (HPA); los niños y los pacientes, bajo el uso de dosis más altas que las recomendadas, son más susceptibles al desarrollo de supresión del eje HPA.
  • Interacciones medicamentosas: atención durante el uso concomitante de otras drogas.
  • VO: la medicación debe ser administrada por la mañana para obtener un mejor resultado y reducir la toxicidad; la medicación debe administrarse con alimentos.
  • Topico: se recomienda cautela en el uso de curativos oclusivos, pañales y bajo áreas cubiertas debido al aumento de su absorción; se debe evitar el uso prolongado cerca de los ojos y de las áreas genital y rectal.
  • IM: administre profundamente en el músculo glúteo y alterne los lugares de aplicación para evitar atrofia muscular.
  • SC: el uso por esta vía no es recomendado debido al riesgo de atrofia y absceso.

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