Hipóxia e Hipoxemia: Entenda as duas condições Clínicas

Hipóxia e Hipoxemia

Quando seu corpo não tem oxigênio suficiente, você pode obter hipoxemia ou hipóxia. Estas são condições perigosas. Sem oxigênio, o seu cérebro, fígado e outros órgãos podem ser danificados, poucos minutos depois do início dos sintomas.

Hipoxemia (baixa de oxigênio em seu sangue ) pode causar hipóxia (baixa de oxigênio em seus tecidos) quando o seu sangue não carrega oxigênio suficiente para os tecidos para atender às necessidades do seu corpo. A palavra hipóxia é por vezes utilizado para descrever ambos os problemas.

Hipoxemia é geralmente definida como diminuição da pressão parcial de oxigênio no sangue,sem outras especificações, que incluem tanto a concentração de oxigênio dissolvido, e oxigênio ligado à hemoglobina. Inclusão deste último incluem anemia como uma possível causa de hipoxemia (que, no entanto não é o caso geral).

Hipoxemia é diferente de hipóxia, que é uma disponibilidade de oxigênio anormalmente baixos para o corpo, ou um tecido ou órgão individuais.Ainda assim, a hipóxia pode ser causada por hipoxemia, tais é referido como “hipóxia hipoxêmica”, que se distingue por exemplo, hipóxia anêmica.Por causa do uso incorreto freqüentes de hipoxemia, é às vezes erroneamente indicado como “hipóxia hipóxica”.

Hemoptise VS Hematêmese: As diferenças

Hemoptise e Hematêmese

A Hemoptise e a Hematêmese são termos que podem confundir muitos, em seus estudos sobre terminologias. Ambos provêm do significado inicial, que é o “sangramento”, porém, cada termo refere à uma parte diferente do nosso corpo.

 O que é a Hemoptise?

A Hemoptise é uma quantidade variável de sangue que passa pela glote oriunda das vias aéreas e dos pulmões.

No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada.

Hoje, o câncer de pulmão e as doenças inflamatórias crônicas pulmonares são suas causas mais frequentes nos países desenvolvidos devido o efetivo controle da tuberculose pulmonar.

A presença de sangue no escarro ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata.

A hemoptise é classificada em maciça (volumosa) e não maciça, baseado no volume de sangue eliminado. No entanto, não há uma definição uniforme para essas categorias.

Alguns autores consideram hemoptise maciça a perda de sangue entre 100 e 600 mL em 24 h, enquanto outros somente a consideram quando os volumes são maiores que 600 mL em 24 h.

Há quem classifique a hemoptise que “ameaça a vida” de maciça. Nessa situação, o doente deve ser imediatamente internado em UTI.

O perigo recai na asfixia e morte por sangramento na árvore traqueobrônquica.

Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível.

Portanto, a hemoptise maciça é uma emergência médica associada a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.

E o Hematêmese?

A Hematêmese refere ao vômito com sangue, onde este tipo de sangramento tem origem de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.

O vômito com sangue pode ser consequência de várias condições, como por exemplo:

  • Varizes esofágicas;
  • Gastrite;
  • Esofagite;
  • Úlceras gástricas;
  • Sangramento nasal;
  • Câncer.

As Diferenças em suas características e aspectos

Vale lembrar que há algumas diferenças básicas também no aspecto de ambas.

A Hematêmese consiste em vômito de cor escurecida, com partículas semelhantes a grãos de café ou vômitos com eliminação de sangue vivo.

Os sinais clínicos de hipotensão, taquicardia, taquipneia, e síncope aparecem. As causas mais comuns de hematêmese são a úlcera gástrica ou duodenal, as varizes de esôfago e a gastrite erosiva.

A Hemoptise deve sempre ser diferenciada da hematêmese pelas seguintes características: vômito com sangue vermelho vivo, ausência de náuseas, presença de bolhas de ar, precedido de tosse, com ou sem expectoração.

Veja também:

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DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

Entenda sobre a Tuberculose

Tuberculose




A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa geralmente causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (MTB), ou também conhecida como Bacilo de Koch.

A tuberculose afeta geralmente os pulmões, embora possa também afetar outras partes do corpo.

A maioria das infeções não manifesta sintomas, sendo nesses casos denominada tuberculose latente.

Cerca de 10% das infeções latentes evoluem para tuberculose ativa.

Se não for tratada, a tuberculose ativa causa a morte a metade das pessoas infectadas!

Quais são os sintomas clássicos da TB?

Podendo ser assintomática, ou seja, o portador pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma, mas posteriormente podem ocorrer febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares.

Dificuldade na respiração, eliminação de sangue (Hemoptise) e acúmulo de secreção na pleura pulmonar são características em casos mais graves.

Como é ocorrido a Transmissão?

A tuberculose é transmitida pelos bacilos expelidos por um indivíduo contaminado quando tosse, fala, espirra ou cospe.

A tuberculose se dissemina através de aerossóis no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram.

Contactos próximos (pessoas que tem contato frequente) têm alto risco de se infectarem.

A transmissão ocorre somente a partir de pessoas com tuberculose infecciosa ativa (e não de quem tem a doença latente).

A probabilidade da transmissão depende do grau de infecção da pessoa com tuberculose e da quantidade expelida, forma e duração da exposição ao bacilo, e a virulência.

A cadeia de transmissão pode ser interrompida isolando-se pacientes com a doença ativa e iniciando-se uma terapia anti tuberculose eficaz.

A tuberculose resistente é transmitida da mesma forma que as formas sensíveis a medicamentos.

A resistência primária se desenvolve em pessoas infectadas inicialmente com micro-organismos resistentes.

A resistência secundária (ou adquirida) surge quando a terapia contra a tuberculose é inadequada ou quando não se segue ou se interrompe o regime de tratamento prescrito.

Como é diagnosticado?

Uma avaliação médica completa para a tuberculose ativa inclui um histórico médico, um exame físico, a baciloscopia de escarro, uma radiografia do tórax e culturas microbiológicas.

A prova tuberculínica (também conhecida como teste tuberculínico ou teste de Mantoux) está indicada para o diagnóstico da infecção latente, mas também auxilia no diagnóstico da doença em situações especiais, como no caso de crianças com suspeita de tuberculose. Toda pessoa com tosse por três semanas ou mais é chamada sintomática respiratória (SR) e pode estar com tuberculose.

Quais são as prevenções e o tratamento?

A imunização com vacina BCG dá entre 50% a 80% de resistência à doença. Em áreas tropicais onde a incidência de micobactérias atípicas é elevada (a exposição a algumas “micobactérias” não transmissoras de tuberculose dá alguma proteção contra a Tuberculose), a eficácia da BCG é bem menor. No Reino Unido, adolescentes de 15 anos são normalmente vacinadas durante o período escolar.

O tratamento para tuberculose é feito com antibióticos orais, como a Isoniazida e a Rifampicina, que eliminam do organismo a bactéria que provoca o surgimento da doença. Uma vez que a bactéria é muito resistente, é necessário fazer o tratamento por cerca de 6 meses, embora, em alguns casos, possa durar entre 18 meses a 2 anos até se atingir a cura.

Os casos mais fáceis de tratar são os de tuberculose latente, ou seja, quando a bactéria está no corpo mas se encontra adormecida, não causando sintomas, nem podendo ser transmitida. Já a tuberculose ativa é mais difícil de tratar e, por isso, o tratamento pode demorar mais tempo e pode necessário tomar mais do que um antibiótico para atingir a cura.

Assim, os medicamentos utilizados no tratamento variam de acordo com idade do paciente, estado geral de saúde e o tipo de tuberculose.

A Tuberculose e a Precaução por Aerossóis

Pacientes internados sob suspeita ou confirmação de Tuberculose, precisam estar isolados por precaução de Aerossóis, precisando:

  • Ficar em quarto privativo (ou coorte, que deve ser evitada) que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; e com filtragem com filtros HEPA, e as portas devem ser mantidas fechadas;
  • Deve obter a proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95.
  • E o transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

Veja Também:

Pseudomonas

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

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Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC)




Drenagem Torácica: O que é?

Drenagem Torácica: O que é?




A drenagem torácica é o procedimento médico que visa manter ou restabelecer a pressão negativa normal do espaço pleural.

Por meio desta técnica, é possível remover líquido, ar e sólidos (fibrina) no espaço abaixo da pleura ou mediastino, que podem ser consequentes de traumas, procedimentos cirúrgicos, infecções, dentre outros.

O procedimento é feito por meio da inserção de um dreno na cavidade pleural, após anestesia local, vedado na extremidade oposta, abaixo do nível do tórax. Desta forma, ar, fluído ou sólidos presentes no espaço pleural conseguem escapar deste, sem retornar. A extremidade oposta do tubo pode também ser conectada a uma válvula de vibração.

Para que é indicado a Drenagem Torácica?

Dentre as diferentes situações nas quais a drenagem torácica é recomendada encontram-se:

  • Pneumotórax, que é o acúmulo de ar na cavidade torácica;
  • Derrame pleural, que é o acúmulo de líquido no espaço pleural;
  • Quilotórax, que consiste em uma coleção de líquido linfático no espaço pleural;
  • Empiema, que surge quando há uma infecção e consequente acúmulo de pus no espaço pleural;
  • Hidrotórax, que é o acúmulo de líquido seroso no espaço pleural;
  • Hemotórax, que é o acúmulo de sangue no espaço pleural;
  • Pós-operatório.

Em alguns casos, a drenagem torácica é contra-indicada, como em casos de coagulopatias, de hérnia diafragmática, de hidrotórax hepático e de aderências (tecido cicatricial) no espaço pleural.

Que complicações podem obter com a Drenagem Torácica?

As principais complicações deste procedimento incluem:

  • Hemorragia;
  • Infecções;
  • Edema pulmonar de reexpansão;
  • Obstrução do dreno, que pode levar ao tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo ou empiema;
  • Lesões no fígado, baço, diafragma, aorta torácica ou coração também podem ocorrer quando o dreno é introduzido erroneamente;
  • Dispneia, hematoma ou seroma subcutâneo, ansiedade e tosse ocorrem infrequentemente.

Quanto a Posição Correta:

Drenagem Torácica: O que é?

Atentar quanto à posição correta do dreno de tórax, para que evite o retorno do conteúdo e ocasione outras possíveis complicações, nunca manuseie o paciente com o dreno desclampeado (quanto à mudanças de decúbito). Ao término do manuseio, sempre desclampear e deixar abaixo do nível da caixa torácica cerca de 60 a 90 cm.

Os Aspectos da Drenagem Torácica

Drenagem Torácica: O que é?

O derrame pleural é o acúmulo de líquido viscoso, purulento ou sanguinolento na cavidade pleural localizada no tórax (peito). Normalmente uma pleura “desliza” sobre a outra como se fossem duas lâminas de vidro com uma quantidade mínima de liquido pleural para evitar o atrito.

Quando uma dessas pleuras sofre um processo inflamatório a dor aparece. Em função do comprometimento pleural ser evolutivo, temos produção anormal do liquido pleural e/ou redução na reabsorção deste liquido, que passa a acumular-se no espaço pleural e “afasta” uma pleura da outra, evitando o atrito, atenuando e até desaparecendo a dor.

A produção aumentada e/ou a reabsorção reduzida faz com que haja uma grande quantidade de líquido no espaço pleural, o que é o “derrame pleural” que a medida que aumenta faz colapsar lóbulos/lobos pulmonares levando a uma insuficiência ventilatória restritiva que s e manifesta por “falta de ar” (dispnéia).

Classificação de acordo com a composição bioquímica

Os derrames pleurais são classificados de acordo com sua composição bioquímica, como:

  • Transudatos;
  • Exsudatos;

Características dos Transudatos

Geralmente, por conter em pouca proteína na sua composição, os derrames pleurais do tipo transudato são límpidos, amarelo-claros e não se coagulam espontaneamente.

Características dos Exsudatos

Em contraposição, os derrames pleurais do tipo exsudatos, freqüentemente se coagulam devido à presença de fibrinogênio, e podem ser classificados quanto ao aspecto em:

  • Serosos;
  • Sero-leitosos;
  • Turvos;
  • Purulentos;
  • Sero-hemáticos;

Controles da drenagem no frasco coletor

De acordo com as orientações médicas deverão ser anotados:

    • Data; Hora; Volume drenado: A cada hora; A cada 24 horas, Coloração do líquido drenado;
    • Presença de oscilação da coluna líquida;
  • Presença de borbulhamento (fístula aérea);

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Entendendo o Processo da Ventilação Pulmonar

Ventilação Pulmonar




Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória, o oxigênio passando do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o gás carbônico se difundindo em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.

O processo de Inspiração

A entrada de ar nos pulmões, ou seja, a inspiração, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais (músculos que estão entre as costelas). O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, com isso ocorre um aumento do volume da caixa torácica (estrutura óssea que protege os pulmões e o coração), fazendo com que o ar entre nos pulmões.

O processo de Expiração

Em seguida ocorre a saída de ar dos pulmões, a expiração, acontece o relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais, eleva-se o diafragma e as costelas abaixam, diminuindo assim o volume da caixa torácica, expulsando o ar dos pulmões. Nem todo ar é expulso dos pulmões, ficando um pequeno volume que permanece dentro dos alvéolos, evitando que haja um colapso nas finas paredes dos alvéolos.

O Movimento Respiratório

O movimento respiratório é controlado por um centro nervoso localizado na medula espinhal.

Em condições normais esse centro produz impulso a cada 5 segundos, estimulando a contração da musculatura torácica e do diafragma, onde inspiramos.

Contudo, quando o sangue se torna mais ácidos devido ao aumento de gás carbônico (CO2), o centro respiratório medular induz a aceleração dos movimentos respiratórios. Em caso de diminuição da concentração de gás oxigênio (O2) no sangue, o ritmo respiratório também é aumentado. Essa redução é detectada por receptores químicos localizados nas paredes da aorta e da artéria carótida.

Além das fossas nasais o ar pode entrar ou sair do organismo pela boca, porém, o umedecimento e aquecimento do ar ficam incompletos não ocorrendo a filtração das partículas de poeiras, fumaça, e até seres vivos microscópicos, como os vírus e as bactérias, capazes de causar danos à nossa saúde, etc.

Algumas impurezas são “filtradas” em diversos órgãos do sistema respiratório, mas outras conseguem passar até os pulmões, provocando doenças. As doenças mais comuns que atingem o sistema respiratório podem ser de natureza infecciosa ou alérgica.




A Fibrose Pulmonar

fibrose pulmonar




Fibrose pulmonar é uma doença respiratória crônica e progressiva caracterizada pela formação de excessivo tecido conectivo (fibrose), engrossando as paredes dos tecidos pulmonares. Ocorre quando o tecido pulmonar é danificado e forma cicatrizes, endurecendo e prejudicando a elasticidade e troca gasosa. É mais comum depois dos 55 anos, um pouco mais frequente em homens e frequentemente causado por exposição prolongada a gases tóxicos e poeira inorgânica no ambiente de trabalho.

A doença tem causa desconhecida e tanto pode evoluir lentamente, ao longo de anos, como pode apresentar uma progressão mais rápida, de poucos meses.

Apesar da evolução lenta e progressiva ser a mais comum, a fibrose pulmonar não deixa de ser fatal, provocando a morte do indivíduo cerca de 2 a 4 anos após o diagnóstico.

A maioria dos pacientes são homens com mais de 60 anos, fumantes ou ex-fumantes.

Os sintomas mais comuns da fibrose pulmonar são:

  • Falta de ar, que piora progressivamente;
  • Tosse seca durante mais de 6 meses;
  • Dedos em baqueta de tambor;
  • Com o tempo, as extremidades do corpo, como as pontas dos dedos, podem ficar azuladas devido à falta de oxigenação;

Fibrose pulmonar tem cura?

fibrose pulmonar não tem cura porque os danos provocados no pulmão não podem ser reparados. Porém, a doença pode ser controlada através do tratamento que envolve fisioterapia e o uso de remédios prescritos pelo pneumologista.

A Fibrose Pulmonar Idiopática

A Fibrose Pulmonar Idiopática, também conhecida como FPI, é uma doença rara, grave e que pode levar o paciente à óbito. A fibrose pulmonar idiopática também não tem cura e os tratamentos existentes atualmente não se mostraram capazes de controlar a doença ou aumentar o tempo de vida dos pacientes.

Algumas alternativas para a melhora de vida

refluxo gastroesofágico é muito comum em casos de fibrose pulmonar e deve ser tratado com medicamentos e mudanças comportamentais, mesmo que o indivíduo não apresente sintomas de refluxo.

A possibilidade de um transplante de pulmão deve ser avaliada, pois pode melhorar a qualidade de vida e aumentar o tempo de sobrevivência.

Indivíduos que apresentam uma diminuição da oxigenação sanguínea são tratados com suplementação de oxigênio.

Em casos em que a redução da oxigenação só acontece durante um esforço, o paciente pode utilizar dispositivos portáteis de oxigênio.

Não confunda Fibrose Pulmonar com Fibrose Cística!

Um erro frequente entre leigos, e presente mesmo entre profissionais da saúde, é confundir o conjunto de condições que costumam ser chamadas de fibrose pulmonar, com uma doença chamada fibrose cística.

Embora os dois tipos de doença sejam raros e possam levar a grave acometimento dos pulmões, um processo não tem nada a ver com o outro!

O termo “fibrose cística” na verdade é uma abreviação da expressão “fibrose cística do pâncreas”. Outro nome para essa doença é mucoviscidose. Trata-se de uma doença genética causada por um problema no sistema de transporte de sal, presente em várias glândulas do organismo. Como consequência, as secreções ficam espessas e difíceis de serem transportadas e expelidas. Nos pulmões o acúmulo dessas secreções causa muita expectoração, pneumonias e infecções de repetição. As infecções pulmonares de repetição acabam produzindo deformações e dilatações permanentes dos brônquios chamadas bronquiectasias.

Além das manifestações pulmonares, a fibrose cística, ou mucoviscidose, cursa com outros acometimentos tais como otites, sinusites, diarreia, dificuldades de crescimento, baixo peso, diabetes, etc.

As manifestações da fibrose cística do pâncreas, na grande maioria das vezes, se instalam na infância e, embora a sobrevida esteja continuamente melhorando, raramente os pacientes atingem os 40 ou 50 anos.

Portanto, ainda que tanto as fibroses pulmonares como a fibrose cística levem a insuficiência respiratória crônica em fases avançadas, são doenças completamente diferentes, com procedimentos diagnósticos e abordagens terapêuticas distintas.

Cuidados de Enfermagem com pacientes Paliativos

O principal objetivo dos cuidados paliativos é manter o paciente confortável. Os cuidados paliativos não se destinam especificamente a tratar a fibrose pulmonar, mas sim a melhorar a qualidade de vida para pacientes com doença crônica. Portanto, é adequado para todos os pacientes que sentem desconforto devido à fibrose pulmonar.

Utilizando uma abordagem multidisciplinar, os cuidados paliativos podem envolver elementos físicos, psicossociais e espirituais na abordagem do tratamento. As equipes podem ser compostas de médicos, farmacêuticos, equipe de enfermagem, religiosos, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais ligados à assistência médica. Em pacientes com fibrose pulmonar, essas equipes se concentram em metas concretas, como alívio da dor e de outros sintomas que causam sofrimento, atendimento espiritual, desenvolvimento de sistemas de apoio e incentivos a um estilo de vida ativo.

Os cuidados para pacientes terminais destinam-se a pacientes no fim da vida e seu objetivo é ajudar doentes terminais a ter paz, conforto e dignidade. Esses cuidados são reservados para pacientes com menos de 6 meses de vida. Eles recebem tratamento para controlar a dor e outros sintomas e manter seu conforto. Os cuidados para pacientes terminais também incluem o apoio para as famílias. O atendimento a esses pacientes pode ser oferecido em uma instituição especial para esse fim, mas também em instituições para idosos, em hospitais ou na casa do paciente.

As Mudanças no Estilo de Vida

Os pacientes podem fazer muitas coisas para manter ou melhorar a qualidade de vida com fibrose pulmonar. O National Institutes of Health (www.nih.gov) e a Mayo Clinic (www.mayoclinic.org) oferecem diversas recomendações para pacientes, algumas das quais apresentamos abaixo:

Manter a forma

Uma das piores consequências da doença pulmonar e da sensação de falta de ar é o desenvolvimento de um estilo de vida sedentário. Para muitos pacientes, atividades comuns da vida diária, como tomar banho e se vestir, podem produzir um cansaço terrível. O “desespero para respirar” pode gerar crises de pânico e produzir efeitos psicológicos negativos. Algumas vezes, pessoas com problemas respiratórios crônicos restringem suas atividades físicas para tentar evitar a falta de ar. A falta de exercícios físicos faz mal para você; a inatividade enfraquece os músculos e estes se tornam menos eficientes.

A falta de condicionamento físico pode tornar difíceis as tarefas mais simples da vida. A prática regular de exercícios fortalece os músculos e os tornam mais resistentes à fadiga. Com a prática e o treinamento, é possível aprender a realizar as tarefas de uma maneira mais eficiente. E com mais eficiência, você precisará de menos oxigênio para realizar a mesma quantidade de trabalho. Consequentemente, você poderá descobrir que tem mais energia para as tarefas diárias e que sente menos falta de ar.

Um programa formal de reabilitação (reabilitação pulmonar) é preferível porque permite a observação durante os exercícios e que estes sejam adaptados para suas necessidades específicas.

Boa alimentação

Uma dieta saudável deve incluir variedade de frutas, vegetais e grãos integrais. Também deve incluir carnes magras, aves, peixe e feijão, além de produtos desnatados ou semidesnatados derivados do leite. Uma dieta saudável deve ser pobre em gorduras saturadas, gorduras trans, colesterol, sódio (sal) e açúcar refinado.

Consumir refeições menores com maior frequência pode prevenir a sensação de estômago cheio que pode dificultar a respiração. Caso necessite de ajuda com a dieta, peça ao médico para encaminhá-lo a um nutricionista.

É essencial consumir uma dieta rica em nutrientes e com a quantidade adequada de calorias. Um nutricionista pode dar mais orientações sobre uma alimentação saudável.

Descansar bastante

Obter descanso de qualidade, por pelo menos oito horas todas as noites, pode reforçar o seu sistema imunológico e a sensação de bem-estar.

Parar de fumar

Evitar irritantes ambientais, como a fumaça de cigarro, é uma boa maneira de prevenir outros danos aos pulmões. Se o paciente ainda fuma, o mais importante a fazer é incentivar a parar de fumar. Como fumar causa dependência, pode ser uma tarefa difícil.

Aprender e praticar técnicas de relaxamento

O relaxamento físico e emocional evita o consumo excessivo de oxigênio causado pela tensão muscular. Aprender técnicas de relaxamento também pode ajudar a controlar o pânico que frequentemente acompanha a falta de ar. Participar de um grupo e/ou procurar orientação profissional pode ajudar a lidar com seus sentimentos e com a ansiedade e depressão que são comuns em pessoas com distúrbios respiratórios crônicos; esses sentimentos podem agravar a doença subjacente. Muitas pessoas têm medo de perder a capacidade de desenvolver suas atividades sozinhas e de ficarem dependentes de outras pessoas. A restrição da atividade devido à falta de ar pode levar ao isolamento da família e dos amigos, o que pode agravar a depressão.

Participar de um grupo de apoio

O simples fato de saber que existem outras pessoas que sabem como você se sente pode ser reconfortante. Compartilhe ideias, medos e alegrias.

Participar de seu tratamento

Lembre-se de que você faz parte da equipe que cuida de sua saúde que inclui medicina e enfermagem. Esses profissionais farão muitas perguntas. Como membro dessa equipe, você tem a responsabilidade de fazer sua parte. Prepare-se para fazer suas próprias perguntas. Seja participativo. Leve alguém com você nas consultas e prepare uma lista de perguntas às quais gostaria que seu médico respondesse.

Ajudar outras pessoas com fibrose pulmonar

Pense na possibilidade de participar do programa de defesa de pacientes da Fundação Fibrose Pulmonar (PFF). Você poderá se fortalecer por saber que está ajudando futuros pacientes e pesquisadores por meio da sua atuação em defesa da comunidade de fibrose pulmonar.

Manter uma atitude positiva

A participação ativa no controle de sua doença é altamente reforçada por uma atitude positiva. A atitude positiva pode ajudar você ou as pessoas amadas a lidar melhor com a doença.




Enfisema Subcutâneo

Enfisema Subcutâneo




Você já ouviu falar sobre o Enfisema Subcutâneo? 

É uma afecção rara, constituída pela entrada de ar nos tecidos logo abaixo da pele. Em geral ele é uma complicação que sobrevém a algum procedimento, acidente invasivo ou a algumas infecções.

O enfisema subcutâneo pode ser causado pela introdução inadvertida de ar dentro do tecido, pela produção de gás no interior dele ou por infecções como, por exemplo, na gangrena gasosa ou não enterocolite necrotizante.

Assim, ele pode estar associado ao pneumotórax (perfuração dos pulmões), fratura óssea, ruptura do tubo brônquico e ruptura do esôfago, entre outras condições devidas a traumas contundentes, esforço por vômitos, ferimentos por bala ou por armas brancas e, raramente, por procedimentos médicos como endoscopia, cateter venoso, intubação e broncoscopia.

O enfisema subcutâneo aparece como um suave abaulamento da pele que, quase sempre, causa apenas sintomas de pouca intensidade. Mesmo quando extenso, costuma não ter consequências clínicas significativas, apesar de ser extremamente desconfortável. Só é uma complicação grave se causa obstrução respiratória ou circulatória.

Geralmente ele ocorre na pele da parede torácica ou do pescoço, mas também pode ocorrer em outras partes do corpo, como nos braços, pernas e dorso. Ele se manifesta como um inchaço macio na pele. Ao exame físico, o médico observa uma tumefação sonora à percussão, sem alteração da pele que a cobre. A palpação dá a sensação de achatamento de pequenas bolhas de ar e na ausculta ouve-se uma crepitação gasosa.

O diagnóstico do enfisema subcutâneo depende de uma história médica que levante as possíveis causas e de um minucioso exame físico. Em geral ele se apresenta como uma elevação lisa na pele e ao palpá-lo o médico sentirá uma sensação incomum de crepitação (estalido) devido ao deslocamento do gás pelo tecido.

Na maioria dos casos, o enfisema subcutâneo é autolimitado e o tratamento é conservador. Por vezes consiste na colocação de drenos subcutâneos, conectados a sacos de drenagem.

A evolução do enfisema subcutâneo é benigna, mas as condições que o causam podem ser muito graves e por vezes requerem hospitalização.




Pnéia: O Sufixo da Respiração

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