Classificação de Edema: Sinal de Godet/Cacifo

O Sinal de Cacifo ou Sinal de Godet é um sinal clínico avaliado por meio da pressão digital sobre a pele, por pelo menos 5 segundos, a fim de se evidenciar edema.

É considerado positivo se a depressão (“cacifo”) formada não se desfizer imediatamente após a descompressão. Pode tanto estar relacionado a edemas localizados, mais comumente em membros inferiores, como também a estados de edema generalizado, denominados de anasarca.

O edema pode ser quantificado a partir deste sinal, em função do tempo de retorno da pele após a compressão e da profundidade do cacifo formado.

A Classificação

GRAU CRUZES MAGNITUDE EXTENSÃO
I +/++++ 2mm Desaparecimento quase que imediato
II ++/++++ 4mm Desaparecimento em 15 segundos
III +++/++++ 6mm Desaparecimento em 1 minuto
IV ++++/++++ 8mm Desaparecimento entre 2 a 5 minutos

 

Saiba por que alguns pacientes adquirem o Edema, nesta publicação:

Edema: Por que os pacientes na UTI ficam inchados?

Referências:

  1. Rocco, José Rodolfo (2010). Semiologia Médica 1 ed. Rio de Janeiro: Elsevier. p. 137.

Melanoma: Regra do ABCDE

melanoma pode ser uma doença perigosa e as pessoas precisam saber identificar quando alguma pinta mudou na sua pele.

Mas o que é um Melanoma?

O melanoma ocorre quando as células produtoras dos pigmentos que dão cor à pele tornam-se cancerígenas.

A Regra do ABCDE para Autoexame

A Regra do ABCDE é uma referência para que a população observe sua pele, ou a pele do seu familiar, e busque um dermatologista para um diagnóstico preciso, sendo que, a pinta suspeita nem sempre vai se transformar em um melanoma.

Sendo que a Regra consiste em:

A – Assimetria nas laterais;

B – Bordas irregulares;

C – Cores diferentes e várias na mesma pinta;

D – Diâmetro aumentado;

E – Evolução, aumenta de tamanho com o passar do tempo.

Quando perceber uma dessas alterações, o paciente já deve procurar um dermatologista para uma avaliação.

O melanoma pode se apresentar como uma ferida na pele, como outros tipos de câncer de pele. Além disso, o paciente deve ficar atento aos sangramentos em pintas ou sinais. Dor ou coceira também são suspeitos.

O melanoma é menos comum do que alguns outros tipos de câncer de pele. É muito provável que se dissemine para outras regiões do corpo se não for diagnosticado precocemente.

Referências:

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia

Conheça os Tipos de Lesões de Pele (Cutâneas)!

As Lesões de pele ou Lesões Cutâneas são interrupções da integridade cutâneo-mucosa que resultam no desequilíbrio da saúde, muitas vezes impedindo ou dificultando atividades básicas do dia a dia, como locomoção e convivência. As lesões de pele são organizadas em diversas classificações e, por isso, exigem tratamentos diferenciados.

As Lesões Primárias

As Lesões primárias são as características físicas de uma doença cutânea que surgem logo no início e são mais úteis para determinar o diagnóstico diferencial. As características típicas das lesões primárias incluem a verificação de elas serem planas ou erguidas, sólidas ou cheias de líquido, de cor escura ou clara, grandes ou pequenas, lisas ou grosseiras.

Máculas

Máculas são lesões planas e não palpáveis, em geral com diâmetro < 10 mm. As máculas representam alteração da cor, não são elevadas ou deprimidas, se comparadas com a superfície da pele.

Placa é uma grande mácula. Os exemplos incluem efélides, nevos planos, tatuagens, manchas em vinho do porto e exantemas devido à infecção por riquétsias, rubéola, sarampo (pode ter pápulas e placas) e algumas erupções alérgicas por fármacos.

Pápulas

Pápulas são lesões elevadas, em geral com diâmetro < 10 mm e que podem ser sentidas ao tato ou à palpação. Os exemplos abrangem nevos, verrugas, líquen plano, picadas de inseto, queratoses seborreicas e actínicas, algumas lesões de acne e câncer de pele.

O termo “maculopapular” é frequentemente impreciso e usado de maneira imprópria para descrever diversos exantemas eritematosos da pele; por ser inespecífico e facilmente mal empregado, esse termo deve ser evitado.

Bolhas

São lesões com diâmetro > 10 mm, contendo líquido claro. Podem ser causadas por queimaduras, picadas, dermatite de contato irritativa ou alérgica e reações a fármacos.

As doenças bolhosas autoimune clássicas compreendem o pênfigo vulgar e o penfigoide bolhoso. As bolhas também podem surgir em doenças hereditárias que apresentam fragilidade cutânea.

Placas

São lesões palpáveis, em geral com diâmetro > 10 mm, que podem ser elevadas ou deprimidas, se comparadas à superfície cutânea. Podem ser arredondadas e com superfície plana. As lesões de psoríase e granuloma anular geralmente formam placas.

Pústulas

São vesículas que contêm pus. São comuns em infecções bacterianas e foliculites, podendo ser encontradas em algumas doenças inflamatórias, como na psoríase pustulosa.

Vesículas

São bolhas pequenas contendo líquido claro, com diâmetro < 10 mm. São características de infecções herpéticas, dermatite de contato alérgica aguda e algumas doenças bolhosas autoimunes (p. ex., dermatite herpetiforme).

Nódulos

São pápulas firmes ou lesões que se estendem na derme ou no tecido subcutâneo. São exemplos os cistos, lipomas e fibromas.

Urticárias (urticas ou vergões)

É caracterizada por lesões elevadas causadas por edema localizado. Pápulas são pruriginosas e vermelhas. Urticas são manifestações frequentes de hipersensibilidade a fármacos, picadas ou espinhos, autoimunidade e, menos comumente, por estímulos físicos, como temperatura, pressão e luz solar.

Em geral, as doenças bolhosas típicas duram < 24 h.

Escamas

São acúmulos sobrepostos do epitélio córneo, observados em doenças como psoríase, dermatite seborreica e infecções fúngicas. A pitiríase rósea e as dermatites crônicas de qualquer tipo podem ser descamativas.

Crostas

São formadas por soro, sangue ou pus dessecados. Podem ocorrer em doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas (p. ex., impetigo).

Erosões

São áreas abertas da pele, consequentes à perda de parte ou de toda a epiderme. Erosões podem ser por traumas ou ocorrer em várias doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas. Escoriação é uma erosão linear causada por coçadura, atrito ou escoriação.

Úlceras

São causadas pela perda da epiderme e às vezes parte da derme. As causas observadas incluem dermatite por estase venosa, trauma físico com ou sem comprometimento vascular (p. ex., causado por úlcera de decúbito ou doença arterial periférica), infecções e vasculites.

Petéquias

São pontos focais não branqueados da hemorragia. As causas incluem anormalidades plaquetárias (trombocitopenia, disfunção plaquetária), vasculites e infecções (p. ex., meningococcemia, febre maculosa das Montanhas Rochosas e outras riquetsioses).

Púrpura

É uma área maior de hemorragia que pode ser palpável. A púrpura palpável é considerada como um sinal da vasculite leucocitoclástica. Pode ser indício de uma coagulopatia. Equimoses ou contusão representam extensas áreas de púrpura.

Atrofia

É o adelgaçamento da pele cujo aspecto pode ser xerótico e enrugado, lembrando papel de cigarro. A atrofia pode ser causada por exposição crônica ao sol, envelhecimento e algumas doenças cutâneas inflamatórias e/ou neoplásicas, incluindo linfoma de linfócitos T e lúpus eritematoso. Muitas vezes decorre também do uso prolongado de corticoides tópicos potentes.

Cicatrizes

São áreas de fibrose que substituem a pele normal após um ferimento. Algumas cicatrizes tornam-se hipertróficas ou espessadas e elevadas. Queloides são cicatrizes hipertróficas que se estendem além da margem original do ferimento.

Telangiectasias

São pequenos vasos sanguíneos permanentemente dilatados que podem ocorrer em áreas de dano solar, rosácea, doenças sistêmicas (especialmente esclerodermia), doenças hereditárias (p. ex., ataxia-telangiectasia, telangiectasia hemorrágica hereditária) ou após tratamento a longo prazo com corticoides fluorados tópicos.

Verrugas

Um pequeno caroço carnudo na pele ou na membrana mucosa causado pelo papilomavírus humano.

Eczemas

O eczema é uma inflamação aguda ou crônica na pele que gera sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão, podendo ser causado por uma alergia. Esta doença de pele não tem cura mas pode ser controlada com o tratamento indicado pelo dermatologista.

Escoriações

Escoriação significa uma falta substancial da pele, que atinge a derme. É uma lesão discreta, resultante de um trauma por abrasão linear ou com pequenas manchas, pontos ou depressões.

Referências:

  1. MSD Manuals

Bolha Rota: O que é?

Um Flictena ou Bolha, é uma pequena bolsa de fluído corporal (linfa, soro, plasma, sangue ou pus) dentro das camadas superiores da pele, tipicamente causadas por fricção forçada, queimaduras, congelamento, exposição a produtos químicos ou infecção.

A maioria das bolhas são preenchidas com um líquido claro, seja soro ou plasma.

Mas quando a mesma é rompida, é denominado de Bolha Rota. Isso quer dizer que, de alguma forma, foi rompida por meios mecânicos (através de dispositivos pontiagudos), ou pelo movimento de fricção, o que pode romper acidentalmente.

Geralmente quando a Bolha Rota é aparente, a base de onde foi formado o Flictena possui característica rósea, brilhante ou úmida, e dolorosa nos primeiros dias, e partes da pele (epiderme), podem ficar soltas e presas ao redor da Bolha Rota, podendo em alguns casos realizar desbridamento da pele, para que ocorra uma cicatrização eficaz.

Alguns Cuidados

– Quando as bolhas estão íntegras e o tempo decorrido da queimadura até o atendimento for menor que 1 hora: devem ser aspiradas com agulha fina estéril, mantendo-se íntegra a epiderme como uma cobertura biológica à derme queimada, já que a retirada do líquido da flictena remove também os mediadores inflamatórios presentes, minimizando a dor e evitando o aprofundamento da lesão;

Se maior que 1 hora: manter a flictena íntegra; se a flictena estiver rota: fazer o desbridamento da pele excedente, costuma-se remover a epiderme solta, a fim de aplicar os curativos sobre o tecido viável. É importante lembrar que a derme viável sob as bolhas mostrar-se-á bastante dolorosa;

– O rompimento da bolha sem assepsia multiplica o risco de infecção bacteriana secundária e não é recomendável;

Observação

As queimaduras que envolvem bolhas são classificadas como de 2º grau. Afetam a epiderme e parte da derme.

Elas podem ser classificadas como superficiais, quando a base da bolha é rósea, úmida e dolorosa; ou profundas, quando a base da bolha é branca, seca, indolor e menos dolorosa (profunda).

A restauração das lesões ocorre entre 7 e 21 dias.

Referências:

1.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. 1. ed.; 1. reimp. (Cadernos de Atenção Básica, n. 28, Volume II). Brasília: Ministério da Saúde, 2013:290p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda_espontanea_queixas_comuns_cab28v2.pdf

2.Núcleo Telessaúde Sergipe. Biblioteca Virtual em Saúde. Atenção Primária à Saúde. Quais os cuidados iniciais para vítimas de queimadura por fogos de artifício? Segunda Opinião Formativa (SOF). 22 de agosto de 2016. id: sof – 35412.. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/quais-os-cuidados-iniciais-para-vitimas-de-queimadura-por-fogos-de-artificio/

3.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012:20p. :il. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf

Hiperemia: O que é?

hiperemia é um aumento da quantidade de sangue circulante num determinado local, ocasionado pela dilatação arterial, pelo número de vasos sanguíneos funcionais, ou por congestão.

Hiperemia Ativa

Aumento da vermelhidão (eritema) na área afetada. A dilatação arteriolar e arterial dá-se por mecanismos neurogênicos simpáticos e liberação de substâncias vasoativas.

É provocada por contração arteriolar com aumento do fluxo sanguíneo local. A vasodilatação é de origem simpática ou humoral e leva à abertura de capilares “inativos”, o que resulta na coloração rósea intensa ou vermelha do local atingido e no aumento da temperatura. Ao microscópio, os capilares encontram-se repletos de hemácias.

A hiperemia ativa pode ser:

  • Fisiológica: Quando há necessidade de maior irrigação, como ocorre nos músculos esqueléticos durante o exercício, na mucosa gastrointestinal durante a digestão, na pele em ambiente quentes;
  • Patológico: Quando acompanha inúmeros processos patológicos, principalmente as inflamações crônicas, agressões térmicas e traumatismo.

Hiperemia Passiva

Hiperemia passiva ou congestão possui uma coloração azul-avermelhada intensificada nas áreas afetadas, de acordo com o acúmulo de sangue venoso. Esta coloração aumenta quando há um aumento da concentração de hemoglobina não-oxigenada no sangue.

Decorre da redução da drenagem venosa, que provoca distensão das veias distais, vênulas e capilares; por isso mesmo, a região comprometida adquire coloração vermelho-escura devido à alta concentração de hemoglobina desoxigenada. Pode ser localizada (obstrução de uma veia) ou sistêmica (insuficiência cardíaca).

Congestão pode ser causada por obstrução extrínseca ou intrínseca de uma veia (compressão do vaso, trombose, torsão de pedículo vascular etc.) ou por redução do retorno venoso, como acontece na insuficiência cardíaca.

Na insuficiência cardíaca esquerda ou casos de estenose ou insuficiência mitral, surge congestão pulmonar; na insuficiência cardíaca direita, há congestão sistêmica.

Na congestão aguda, os vasos estão distendidos e o órgão é mais pesado; na crônica, o órgão pode sofrer hipotrofia e apresentar micro-hemorragias antigas. As hiperemias passivas mais importantes são as dos pulmões, do fígado e do baço.

Quais são as diferenças entre um ERITEMA e uma HIPEREMIA?

Eritema tem a ver com uma lesão fundamental que se caracteriza como uma bolha ou vesícula se for de conteúdo líquido e por uma pápula ou nódulo se for conteúdo indeterminado consistente, apresenta bordas avermelhadas por isso eri= vermelho.

Hiperemia é uma resposta fisiológica do organismo a um agente irritante, e consiste no aumento da permeabilidade vascular e aumento do número de vasos funcionais no local irritado causando uma micro hemorragia local no intuito de liberar mediadores químicos para desativar o agente irritante. Hiper=muito, hemia=sangue.

Sem querer confundir: pode-se dizer que, nas bordas do eritema existe uma hiperemia.

Vitiligo: A Importância da Enfermagem no apoio psicossocial ao paciente

Vitiligo

Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua etiologia ainda não é bem compreendida, embora o fator autoimune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.

Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Os pelos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.

Há 3 teorias principais para porque ocorre o vitiligo:

  • As células pigmentares são lesadas por células nervosas;
  • Reação imunológica autoimune contra as células pigmentares (o corpo destruiria o seu próprio tecido, que é percebido como estranho);
  • Teoria autotóxica – as células pigmentares são autodestrutivas;

Outras hipóteses sugerem que o vitiligo possa ser devido:

  1. À deficiência de um fator de crescimento melanócito não identificado;
  2. Um defeito intrínseco da estrutura e função do retículo endoplasmático rugoso em melanócitos de vitiligo;
  3. Anormalidades em um suposto receptor de melatonina ou melanócitos;
  4. Uma quebra da defesa contra radicais livres na epiderme;
  5. Um déficit na produção de biopterina que possa levar à biossíntese desregulada de catecolaminas;
  6. Uma perda de melanócitos devida a melanocitorragia;
  7. Uma desregulação do apoptose melanocítica;
  8. Uma infecção viral (Citomegalovírus – CMV).

O Apoio Psicossocial e os Tratamentos

As pessoas acometidas pelo vitiligo em geral, sofrem impactos psicossociais que desequilibram o organismo, trazendo alterações físicas, emocionais e sociais. É notório a importância da equipe de enfermagem na assistência psicoterapêutica e equilíbrio emocional.

O tratamento do vitiligo pode ser realizado com esteroides utilizados com o objetivo de remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outra forma de tratamento, essa mais agressiva, é o tratamento químico usado para remover todo o pigmento da pessoa, deixando assim a pele uniforme.

Podem ser utilizados ainda a foto quimioterapia com componentes psoralênicos e subsequente exposição à radiação UVA (PUVA), a terapia oral com metoxipsoralen na dose de 0,4mg/kg de peso, a terapia tópica com metoxipsoralen na concentração de 0,1%, a terapia combinada, com a retirada da epiderme associada à indução de bolhas para introdução do enxerto associada à Puva terapia, assim como os corticoides tópicos usados como terapia adjuvante à Puva.

Podemos ainda destacar a terapia cirúrgica, a micropigmentação, pseudocatalase, helioterapia, radiação ultravioleta B, extrato de placenta humana, Kellin (Kuva), fenilalanina tópica e sistêmica, antioxidantes, imunomoduladores e a despigmentação.

Tipos de Exsudato Inflamatório

Exsudato Inflamatório

O Exsudato Inflamatório é composto de proteínas plasmáticas e leucócitos que extravasam dos vasos e se acumulam no local inflamado. Tem a função de destruir o agente agressor, degradar (liquefazer) e remover o tecido necrosado. A drenagem linfática fica aumentada, levando mais facilmente antígenos aos linfonodos regionais. Dependendo do local, da intensidade da reação e do agente injuriante, o exsudato pode ter diferentes características. Segundo o tipo de exsudato a inflamação será classificada em:

1- SEROSA: O líquido extravasado tem alto teor aquoso, apresentando pouca quantidade de moléculas protéicas. Este líquido pobre em proteínas além da origem vascular, pode ser produzido também pelas células mesoteliais que recobrem a cavidade pleural, peritoneal e pericárdica. Devido ao seu baixo conteúdo protéico, o exsudato seroso não é detectado histologicamente deixando apenas espaços entre os elementos tissulares. O caso mais comum de inflamação serosa é a queimadura da pele com formação de “bolhas”. Ocorre nas doenças vesículo-bolhosas (pênfigo, herpes).

2- FIBRINOSA: Quando a lesão vascular é mais intensa permitindo a saída de moléculas grandes, o líquido extravasado será rico em proteínas, especialmente fibrinogênio, formando uma rede de fibrina no território inflamado e é chamado de exsudato fibrinoso. Pode ocorrer na cavidade pericárdica em certas doenças reumáticas ficando o espaço pericárdico preenchido por uma massa de fibrina. Nos pulmões em casos de pneumonia pneumocócica, os alvéolos podem estar ocupados por uma rede de fibrina com grande quantidade de leucócitos. O exsudato fibrinoso é mais comum nas membranas serosas do pericárdio, pulmão e peritônio. A rede de fibrina pode ser invadida por fibroblastos, substituindo o exsudato fibrinoso por tecido fibroso, que pode interferir nas funções do pulmão e coração.

3- CATARRAL: Quando a inflamação ocorre nas superfícies mucosas, há a formação de grande quantidade de muco sendo então chamada de catarral. É encontrada, portanto, apenas quando o tecido inflamado é capaz de secretar muco como a nasofaringe, pulmões, trato intestinal, útero e glândulas secretoras de muco. Exemplos comuns de inflamação catarral são a gripe e o resfriado.

4- HEMORRÁGICA: Quando há o rompimento da parede vascular, grandes quantidades de hemácias estão presentes no território inflamado. É uma classificação pouco usada.

5- PSEUDOMEMBRANOSA: Se caracteriza pela formação de uma falsa membrana composta de fibrina, epitélio necrosado e leucócitos. Resulta da descamação do epitélio juntamente com um exsudato fibrinopurulento. Ocorre apenas nas superfícies mucosas, mais comumente na faringe, laringe, trato respiratório e intestinal. Na difteria ocorre este tipo de inflamação.

6- PURULENTO: O exsudato purulento é formado pelo acúmulo de grande quantidade de neutrófilos, que interagem com o agente agressor, geralmente bactérias, provocando a destruição tecidual. A viscosidade do pus é devida em grande parte ao conteúdo de DNA, oriundo dos próprios neutrófilos. Exemplos de bactérias piogênicas são os Stafilococos, bacilos gram negativos (Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, cepas de Proteus e Pseudomonas aeruginosa), meningococos, gonococos e pneumococos. Abscesso periapical, furúnculo e apendicite são bons exemplos de inflamação supurativa. Devido a viscosidade, o abscesso é difícil de ser reabsorvido, devendo quando possível ser drenado naturalmente ou cirurgicamente. O pus pode ser formado por agentes químicos, como terebentina e nitrato de prata, mostrando que não é dependente de bactérias.

Lembrando que a celulite ou flegmão é uma infecção supurativa disseminada causada pelos estreptococos hemolíticos do grupo A de Lancefield!

Deve-se ressaltar que nem sempre há a predominância de um tipo de exsudato, existindo então os tipos mistos que poderão ser chamados de serofibrinosos, fibrinopurulentos, mucopurulentos e assim por diante.

Livedo Reticular (LR)

Livedo Reticular

Certamente, você já deve ter visto em algum momento um paciente com estas características na pele.

Lembrando vagamente como se fosse uma textura “marmorizada”, com coloração levemente avermelhada e puxado mais para o arroxeado, é uma alteração da coloração da pele caracterizada por cianose em forma de placas, circundada por áreas de palidez.

Mas quando muito intenso, a pele adquire o aspecto de mármore e recebe a denominação de “cutis marmorata.” ou Livedo Reticular (LR).

O Livedo Reticular ocorre por uma contração das arteríolas causada tanto pelo frio quanto por doenças orgânicas e possui grande influência da temperatura ambiente, aumentando com o frio e diminuindo como calor.

Embora, a manifestação ocorre em 1 a 5% das pessoas sadias, em especial idosas, mas atinge principalmente as extremidades dos membros, como antebraços, pernas, coxas e pés.

Afinal, é discreta nos meses quentes e acentuada nos meses frios, uma vez que, nessa época, ocorre maior contração das arteríolas para manter o calor do corpo.

Embora existam pacientes nos quais a causa de livedo reticular é desconhecida, sendo considerado doença idiopática, o livedo reticular pode ser manifestação de doença secundária como: lúpus eritematoso sistêmico, poliarterite nodosa, doenças da tireóide, e a síndrome do anticorpo antifosfolípide, entre outras doenças.

Xerodermia pigmentosa

Xerodermia pigmentosa

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Sinais Flogísticos

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