Escala de Karnofsky

O Índice de Karnofsky, ou Escala/Performance de Karnofsky descreve os níveis crescentes de atividade e independência com valores que variam de 0 a 100.

Zero indica morte e 100, o nível normal de desempenho físico e aptidão para realizar atividades normais.

É o instrumento mais utilizado no prognóstico da terapia de câncer por tratar-se de medida do rendimento para classificação da habilidade de uma pessoa para desempenhar atividades, avaliando o progresso do paciente após um procedimento terapêutico e determinando sua capacidade para terapia.

Referências:

  1. CREMESP. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Cuidado Paliativo. São Paulo, 2008
  2. https://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/1241-Einstein%20v7n3p314-21_port.pdf

Escala de Bromage

A Escala de Bromage é uma ferramenta para a mensuração do bloqueio motor.

É avaliada a intensidade do bloqueio motor pela capacidade do paciente de mover suas extremidades inferiores. É realizado regularmente e em conjunto com uma avaliação do estado do paciente, temperatura e um exame do local da punção epidural.

Grau de Avaliação

  • Bromage 0/Grau I: movimento das pernas e dos pés;
  • Bromage 1/Grau II: capacidade de flexionar apenas os joelhos com movimentação livre dos pés;
  • Bromage 2/Grau III: incapacidade de flexionar os joelhos, mas com movimentação livre dos pés;
  • Bromage 3/Grau IV: incapacidade de mover as pernas ou os pés.

Também é importante medir o bloqueio motor em ambas as pernas, pois o bloqueio pode ser assimétrico. Diversas modificações da escala de Bromage foram descritas, incluindo o uso de mais graduações de bloqueio motor.

Por exemplo, Breen et al. usou uma escala de seis pontos para avaliar o bloqueio motor.

O valor dessa modificação está na diferenciação dos pacientes na categoria do escore IV de Bromage.

Score

Critério

 1

Bloqueio completo (incapaz de mover os pés ou joelhos)

 2

Bloqueio quase completo (capaz de mover apenas os pés)

 3

Bloqueio parcial (apenas capaz de mover os joelhos)

 4

Fraqueza detectável de flexão do quadril durante a posição supina (flexão total dos joelhos)

 5

Nenhuma fraqueza detectável de flexão do quadril enquanto supino.

 6

Capaz de realizar flexão parcial do joelho

Referências:

  1. Bromage PR. Epidural Analgesia. Philadelphia: WB Saunders; 1978: 144
  2. Epidural anesthesia for labor in an ambulatory patient.
  3. Breen TW et al.
  4. Anesth Analg 1993; 77: 919-24

Escala de NIHSS: Avaliação do Acidente Vascular Encefálico

National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS) é uma escala padrão, validada, segura, quantitativa de severidade e magnitude do déficit neurológico após o Acidente Vascular Cerebral/Encefálico (AVC/E).

Foi desenvolvida por investigadores americanos da University of Cincinnati Stroke Center. Esta escala baseia-se em 11 itens do exame neurológico que são normalmente afetados pelo AVC, sendo eles: nível de consciência, desvio ocular, função motora e sensitiva dos membros e ataxia.

A Escala

Enfatiza os mais importantes tópicos do exame neurológico e tem como objetivo uniformizar a linguagem dos profissionais de saúde e tem sido relacionada com gravidade, definição de tratamento e prognóstico.

A escala varia de 0 a 42 pontos. Deve ser aplicada na admissão do paciente e a cada hora nas primeiras 6 horas, a cada 6 horas nas primeiras 18 horas.

A NIHSS deve ser realizada uma vez ao dia até o 10° dia de internação e na alta pelo enfermeiro responsável pelo paciente e registrada em impresso próprio.

Referências:

  1. http://www.nihstrokescale.org/Portuguese/2_NIHSS-portugu%C3%AAs-site.pdf
  2. Albert Einstein. Diretrizes Assistenciais do Acidente Vascular Cerebral.

Classificação de Sakita: Úlcera Duodenal

A úlcera duodenal (UD) sempre representou um diagnóstico endoscópico de alta freqüência em qualquer serviço de endoscopia digestiva.

Classificação de Sakita é usada pelos endoscopistas para descrever em qual estágio de atividade encontra-se uma úlcera duodenal.

A Classificação

  • A1 (Active): A lesão geralmente tem bordas planas e nítidas, fundo com fibrina e por vezes restos necróticos;
  • A2 (Active): As bordas tornam-se bem definidas, às vezes elevadas, tomando forma mais nítida, fundo com fibrina espessa e clara;
  • H1 (Healing): A fibrina torna-se mais tênue, inicia-se discreta convergência de pregas, com hiperemia marginal;
  • H2 (Healing): Notam-se ilhas de tecido de regeneração, com convergência nítida de pregas e intensa hiperemia marginal;
  • S1 (Scar): Inicia-se a formação de uma cicatriz vermelha com reação inflamatória adjacente residual;
  • S2 (Scar): resolução do quadro com formação de cicatriz branca, com retração adjacente variável.

 

Referência:

  1. Sakita T. Endoscopy in diagnosis of early gastric cancer. Clin Gastroenterol. 1973;2:345-60.

Escala de Aldrete e Kroulik: Recuperação Pós-Anestésica

A recuperação pós-anestésica compreende importante etapa do cuidado perioperatório. É um processo dinâmico, que inicia ainda na sala de operações e estende-se até a recuperação completa do paciente, a qual depende da técnica e dos fármacos anestésicos utilizados.

O tempo de permanência do paciente na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é fundamental no manejo do fluxo de pacientes cirúrgicos e repercute tanto na capacidade de atendimento do centro cirúrgico quanto no custo global do paciente.

Os critérios de alta da SRPA podem ser sistematizados através de protocolos assistenciais, como a escala de Aldrete e Kroulik por critérios empíricos ou pelo anestesiologista que realizou o procedimento anestésico ao estabelecer um horário para alta.

Metodologia de Utilização

O sistema de Aldrete–Kroulik permite avaliação dos seguintes parâmetros:

  • Atividade do paciente;
  • Respiração;
  • Circulação;
  • Consciência;
  • Saturação de oxigênio.

Atribui-se uma pontuação que varia de 0 a 2 para cada parâmetro, na qual o 0 indica condições de maior gravidade, o 1 corresponde a um nível intermediário e o 2 representa a melhor função.

O Índice Aldrete e Kroulik tem como proposta, a avaliação dos sistemas cardiovascular,respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes submetidos a ação das fármacos e técnicas anestésicas, por parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial, atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de pulso.

Curiosidade

A Escala de Aldrete e Kroulik foi inspirada na escala de Apgar (Dra. Virginia Apgar (1909 – 1974) ) para avaliação de recém-nascidos, e em 1995 sofreu modificações passando a avaliar a saturação do oxigênio ao invés de coloração cutânea como na escala original.

Mesmo sendo muito utilizado, sugestões vem sendo feitas desde a criação do índice e muitos estudos para poder cada vez mais ajudar o paciente a evoluir melhor para a alta depois de uma cirurgia onde se usa uma anestesia.

Referências:

  1. ALDRETE JA. The post-anesthesia recovery score revisited. Journal Clinical Anesthesia, v.96, n.7, p. 89-91, 1995.
  2. ALDRETE JA, Kroulik D – A Postanesthetic Recovery Score. Anesthesia and Analgesia, v. 49, n. 6, p. 924-934, 1970.
  3. ASA – American Society of Anesthesiologists Task Force on Post Anesthetic Care- Practice Guidelines for Post Anesthetic Care. Anesthesiology, v.96, n. 3, p.742-752, 2002.

Escada Analgésica da OMS

De acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP), dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com dano tecidual real ou potencial.

A dor pode ser aguda (duração inferior a 30 dias) ou crônica (duração superior a 30 dias), sendo classificada segundo seu mecanismo fisiopatológico em três tipos:

a) dor de predomínio nociceptivo;
b) dor de predomínio neuropático;
c) dor mista.

O tratamento das dores nociceptiva e mista deve respeitar a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de escalonamento (Degraus da Escada Analgésica, a seguir), que inclui analgésicos, antiinflamatórios, fármacos adjuvantes e opioides (fracos e fortes). Dentro de uma mesma classe inexiste superioridade de um fármaco sobre o outro.

Em algumas situações de dor oncológica, caso haja lesão concomitante de estruturas do sistema nervoso (por exemplo, o plexo braquial) e escores elevados na escala de dor LANSS (dor mista ou neuropática), medicamentos para dor neuropática podem ser utilizados.

Degrau Fármacos
01 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes
02 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes + opioides fracos
03 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes + opioides fortes

Observação:

O tratamento será considerado ineficaz, ou seja, haverá passagem para o degrau seguinte, caso os analgésicos não atenuem os sintomas de forma esperada após uma semana com a associação utilizada na dose máxima preconizada.

 

Veja também:

Escala de Dor

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Referências:

1.Merskey H, Bogduk N. Classification of chronic pain: descriptions of chronic pain syndromes and definitions of pain terms. Seattle: IASP Press; 1994.
2.Schestatsky P, Nascimento OJ. What do general neurologists need to know about neuropathic pain? Arq Neuropsiquiatr. 2009;67(3A):741-9.
3. Bennett MI, Smith BH, Torrance N, Lee AJ. Can pain can be more or less neuropathic? Comparison of symptom assessment tools with ratings of certainty by clinicians. Pain. 2006;122(3):289-94.
4.Kreling MC, da Cruz DA, Pimenta CA. Prevalence of chronic pain in adult workers. Rev Bras Enferm. 2006;59(4):509-13
5. Bennett M. The LANSS Pain Scale: the Leeds assessment of neuropathic symptoms and signs. Pain. 2001;92(1-2):147-57.
6.Schestatsky P, Félix-Torres V, Chaves ML, Câmara-Ehlers B, Mucenic T, Caumo W, et al. Brazilian Portuguese validation of the Leeds assessment of neuropathic symptoms and signs for patients with chronic pain. Pain Med. 2011;12(10):1544-50.

CURB-65: O Escore de Risco em pacientes com Pneumonia

CURB-65 é uma escala de predição de mortalidade (prognóstico) utilizada em pacientes com Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC).

O Acrônimo

  • Confusão mental
  • Uréia: Níveis superiores a 43mg/dl.
  • Respiração: Frequência Respiratória maior que 30 ipm.
  • Pressão sanguínea (Blood pressure): sistólica menor a 90 mmHg ou diastólica menor a 60 mmHg
  • Idade maior ou igual a 65 anos.

Prognóstico

Para cada item positivo na escala é somado 1 ponto. A classificação é feita pela soma dos items positivos.

Classificação Mortalidade Recomendação
0 0.7% Baixo risco, tratamento ambulatorial
1 3.2% Baixo risco, tratamento ambulatorial
2 13.0% Risco intermediário, hospitalização de curta estadia ou tratamento ambulatorial com supervisão
3 17.0% Pneumonia grave, considerar hospitalização
4 41.5% Pneumonia severa, considerar hospitalização
5 57.0% Pneumonia muito grave, considerar leito em UTI

Somatória:

  • 0-1: mortalidade baixa (1,5%) – baixo risco de mortalidade, é preferível o tratamento ambulatorial;
  • 2: mortalidade intermediária (9,2%) – considerar tratamento hospitalar.
  • ≥ 3: mortalidade alta (22%) – portador de PAC grave, necessidade obrigatória de internação.

Veja também:

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

 Referências:

  1. Corrêa1 RA, A, Costa2 AN, B, Lundgren3c F, Michelim4 L, et al. Recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade 2018. J Bras Pneumol. 2018;44(5):405-423
  2. W Lim, et al; Defining community acquired pneumonia severity on presentation to hospital: an international derivation and validation study. Thorax. 2003 May; 58(5): 377–382 

Escala de Bristol

Escala de Bristol ou Escala de fezes de Bristol é uma escala médica destinada a classificar a forma das fezes humanas em sete categorias.

Às vezes referido no Reino Unido como a “Escala de Meyers”, foi desenvolvida por Dr. Ken Heaton na Universidade de Bristol e publicado no Scandinavian Journal of Gastroenterology em 1997.

A forma e a consistência das fezes dependem do tempo de permanência do mesmo no cólon.

A Escala

Os sete tipos de fezes são:

  1. Caroços duros e separados, como nozes (difícil de passar);
  2. Forma de salsicha, mas granuloso;
  3. Como uma salsicha, mas com fissuras em sua superfície;
  4. Como uma salsicha ou serpente, suave e macio;
  5. Bolhas suaves com bordas nítidas (que passa facilmente);
  6. Peças fofas com bordas em pedaços;
  7. Aquoso, sem partes sólidas, inteiramente líquido.

Tipos 1 e 2 indicam obstipação. Tipos 3 e 4 são consideradas ótimas, uma vez que estas são mais fáceis de passar na defecação. Tipos 5–7 estão associados com tendência de aumento de diarreia ou de urgência.

Referências:

  1.  Meyers Scale
  2. Lewis SJ, Heaton KW (1997). «Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time». Scand. J. Gastroenterol32 (9): 920–4. PMID 9299672doi:10.3109/00365529709011203
  3.  Lewis, SJ.; KW. Heaton (setembro de 1997). «Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time». Scand J Gastroenterol32 (9): 920-4. doi:10.3109/00365529709011203PMID 9299672
  4.  Heaton, KW.; J. Radvan; H. Cripps; RA. Mountford; FE. Braddon; AO. Hughes (junho de 1992). «Defecation frequency and timing, and stool form in the general population: a prospective study». Gut33 (6): 818-24. PMID 1624166
  5.  Mínguez Pérez, M.; A. Benages Martínez (maio de 2009). «The Bristol scale – a useful system to assess stool form?». Rev Esp Enferm Dig101 (5): 305-11. PMID 19527075.

A Escala de Coma de Glasgow (ECG)

Glasgow

A escala de Coma de  Glasgow (ECG) é uma escala de ordem neurológica capaz de medir e avaliar o nível de consciência de uma pessoa que tenha sofrido um traumatismo craniano. Portanto, esta escala é um método bastante confiável para detectar o nível de consciência de uma pessoa após acidentes. Eventualmente ela é utilizada durante as primeiras 24 horas após o trauma e faz a avaliação baseada em três parâmetros: abertura ocular, resposta motora e resposta verbal. Posteriormente, esse importante recurso foi atualizado em abril de 2018, e conforme sua avaliação também é utilizada como um recurso dos profissionais de saúde no prognóstico do paciente, além de ter grande utilidade na previsão de eventuais sequelas.

Os Criadores da ECG

Primeiramente, a escala foi criada em 1974, por Graham Teasdale e Bryan J. Jennett, do Instituto de Ciências Neurológicas de Glasgow (na Inglaterra). A proposta era desenvolver um método que medisse os níveis de danos neurológicos nos pacientes, determinando assim o tratamento adequado. Mais recentemente, ela passou a ter esta classificação de assistência na análise do nível de consciência.

A escala de coma de Glasgow inicialmente fora desenvolvida para ser utilizada como facilitador, ou melhor, instrumento de pesquisa para estudar o nível de consciência de pacientes com trauma craniano grave e, de forma incisiva, mensurar a função em pacientes comatosos, dada a dificuldade da definição da extensão da lesão cerebral.

Quarenta anos posteriormente, Sir Graham Teasdale conduziu um projeto que procurou entender o atual uso da escala e que foi incorporado nas novas diretrizes.

Portanto, as mudanças não pararam e o neurocirurgião e sua equipe publicaram um estudo no Journal of Neurosurgery (publicação oficial da Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos) acrescentando outro importante fator para ser medido na escala: a reatividade pupilar. Aliás, a modificação mais recente foi uma tentativa de obter melhores informações sobre o prognóstico no traumatismo cranioencefálico, incluindo a probabilidade de morte, já que o estudo realizado pelos pesquisadores revelou maior precisão na análise do estado de saúde do paciente. Nasceu então a versão mais recente da escala, denominada escala de coma de Glasgow com resposta/reatividade pupilar (ECG-P).

Os Elementos da Escala

Entretanto, a escala compreende de três testes: respostas de abertura ocular, fala e capacidade motora. Os três valores separadamente, assim como sua soma, são considerados.  Enfim, após a análise desses fatores, a publicação de 2018 indica mais um ponto a ser observado: a Reatividade pupilar, que é subtraída da pontuação anterior, gerando um resultado final mais preciso.

Ocular:

(4) Espontânea: abre os olhos sem a necessidade de estímulo externo.

(3) Ao som: abre os olhos quando é chamado.

(2) À pressão: paciente abre os olhos após pressão na extremidade dos dedos (aumentando progressivamente a intensidade por 10 segundos).

(1) Ausente: não abre os olhos, apesar de ser fisicamente capaz de abri-los.

Verbal:

(5) Orientada: consegue responder adequadamente o nome, local e data.

(4) Confusa: consegue conversar em frases, mas não responde corretamente as perguntas de nome, local e data.

(3) Palavras: não consegue falar em frases, mas interage através de palavras isoladas.

(2) Sons: somente produz gemidos.

(1) Ausente: não produz sons, apesar de ser fisicamente capaz de realizá-los.

Motora:

(6) À ordem: cumpre ordens de atividade motora (duas ações) como apertar a mão do profissional e colocar a língua para fora.

(5) Localizadora: eleva a mão acima do nível da clavícula em uma tentativa de interromper o estímulo (durante o pinçamento do trapézio ou incisura supraorbitária).

(4) Flexão normal: a mão não alcança a fonte do estímulo, mas há uma flexão rápida do braço ao nível do cotovelo e na direção externa ao corpo.

(3) Flexão anormal: a mão não alcança a fonte do estímulo, mas há uma flexão lenta do braço na direção interna do corpo.

(2) Extensão: há uma extensão do braço ao nível do cotovelo.

(1) Ausente: não há resposta motora dos membros superiores e inferiores, apesar de o paciente ser fisicamente capaz de realizá-la.

Pupilar (atualização 2018):

(2) Inexistente: nenhuma pupila reage ao estímulo de luz

(1) Parcial: apenas uma pupila reage ao estímulo de luz.

(0) Completa: as duas pupilas reagem ao estímulo de luz.

As outras mudanças na Escala de Coma de Glasgow

Na Estrutura

Enquanto nesta escala atualizada, as etapas de avaliação estão mais claras, dando maior ênfase nas pontuações individuais do que na soma total. Sobretudo, conforme o site oficial, as mudanças foram baseadas na experiência de médicos e enfermeiros pelo mundo.

Na Nomenclatura

Alguns nomes foram alterados. Em vez de “abertura da dor”, é usado “pressão de abertura dos olhos” para que a natureza do estímulo seja registrada de forma mais precisa. A mudança também foi feita por conta da difícil definição de “dor” e pelo questionamento da necessidade ou até viabilidade dessa sensação no paciente em coma.

Também foi feita a simplificação dos termos “palavras inadequadas” e “sons incompreensíveis” para “palavras” e “sons”.

A Resposta Motora

Foi atualizada dividindo os termos flexão “normal” e “anormal” para facilitar o prognóstico do paciente.

Os Estímulos

Portanto, no primeiro documento publicado, não havia uma especificação sobre os tipos de estímulos. Contudo a escala possui atualmente a indicação de quais são adequados e em que ordem devem ser realizados no paciente.

O Escore da Reatividade Pupilar

Então este item foi adicionando como uma etapa posterior à contagem tradicional e que deve ser subtraída da conta geral, resultando em um panorama mais preciso da situação do paciente e permitindo ações mais rápidas para evitar consequências drásticas.

Veja o documento de orientação da escala de coma de Glasgow em português para mais informações. 

Veja Também!

Escala de Ramsay

Escala de Norton

Escala de Hunt e Hess

Escala de Dor

Escala de Apgar ou Teste de Apgar

Escala de Maddox: A Identificação de Flebite

Escala de Maddox

A Terapia Intravenosa é intervenção essencial e realizada com frequência em instituições de saúde, portanto,  faz-se necessária a inserção de um cateter em uma veia.

Embora o uso dos cateteres intravenosos esteja associado a diversos benefícios terapêuticos, podem relacionar-se ao desenvolvimento de complicações locais e sistêmicas, tais como extravasamento, infiltração, hematoma, flebite e infecções.

A flebite é uma das complicações locais mais frequentes e graves relacionadas ao uso destes cateteres.  Estima-se que cerca de 30 a 70% dos pacientes que tenham recebido terapia intravenosa, desenvolveram algum grau de flebite.

É recomendado que escalas de avaliação sejam usadas pela equipe de enfermagem, como instrumento que norteie a aferição dos graus de flebite, objetivando estabelecer um padrão de uniformidade entre os profissionais responsáveis pela terapia.

A Escala de Maddox

A escala de Maddox é um exemplo de parâmetro norteador para identificação de flebite, pois gradua a severidade de flebite de acordo com o número de sinais presentes e a sua intensidade e extensão.

Quanto ao grau de gravidade, pode ser classificado como:

  • 0 ausência de reação;
  • 1+ sensibilidade ao toque sobre o acesso;
  • 2+ dor contínua sem eritema;
  • 3+ dor contínua, com eritema e edema, veia dura palpável a menos de 8cm acima do local do acesso;
  • 4+ dor contínua, com eritema e edema, veia dura palpável a mais de 8cm acima do local do acesso;
  • 5+ trombose venosa aparente.

Todos os sinais de 4+, mais fluxo venoso = 0, que pode ter sido interrompido devido à trombose.

Observa-se, assim, a crescente preocupação dos profissionais quanto à construção e validação de indicadores, objetivando auferir a qualidade da assistência, que sejam passíveis de comparabilidade nos âmbitos intra e extra-institucional e que reflitam os diferentes contextos de sua prática profissional.


Referência:

Maddox RR, Rush DR, Rapp RP, Foster TS, Mazella V. McKean HE. Double-blind study to investigate methods to prevent cephalothin-induced phlebitis. American Journal of Hospital Pharmacology. 1977;34(1):29–34. [PubMed]. 

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/flebite-2/