Descrições Subjetivas e Objetivas na anotação de Enfermagem

Subjetivas e Objetivas

As diferenças sutis entre as descrições subjetivas e objetivas parecem ser simples de começo. Mas quando você mergulha mais sobre este assunto em um estudo de caso na enfermagem, você irá se encontrar pensando que isto era muito fácil!

Na verdade, isto é muito moleza! Nós que tornamos as coisas mais complicadas, tentando raciocinar sobre tudo ao mesmo tempo.

No relatório/anotação de enfermagem, é muito importante descrever as queixas e sinais que o paciente nos relata. E nelas podem ser divididas estas duas descrições, sendo de origem Subjetiva e Objetiva, no complexo da avaliação primária.

Descrição Subjetiva

É aqui que muitos se confundem. As descrições subjetivas são colhidas através do que o paciente lhe descreve sem que você possa utilizar seus 5 sentidos para mensurar.

Vou explicar de uma maneira mais fácil:

Se o paciente lhe diz que ele teve diarreia durante dois dias seguidos, isto é uma descrição subjetiva, ou seja, você não pode confirmar a informação de outra maneira, a não ser que o tenha confiança no que o paciente mesmo lhe disse.

A dor é subjetiva porque o paciente está te contando como a dor é.

“Ah, mas eu poderia utilizar a escala de dor e tornar isto uma descrição objetiva, porque eu posso perguntar ao paciente para pontuar a sua dor, sendo assim, um ato mensurável.”

Não caia neste pensamento! Sabe por que?

Pergunte a si mesmo, o paciente me respondeu esta informação ou eu mesmo pude observar e medir esta informação sozinho?

– É alguma coisa que eu possa observar utilizando meus cinco sentidos?
– O paciente me disse esta informação e eu posso verificar?

Descrição Objetiva

Este tipo de descrição podemos obter usando nossos sentidos e com auxílio de dispositivos. É um ato de medir e observar.

Vejamos um exemplo, que é a temperatura, um exemplo perfeito para uma descrição objetiva. A temperatura de uma pessoa pode ser obtida através do termômetro.

Outros exemplos de descrições objetivas:

– Batimentos Cardíacos e pulsação;
– Pressão Sanguínea;
– Respiração;
– Feridas e sangramentos aparentes;
– Descrição de deambulação.

Assepsia Vs Antissepsia: Entenda as diferenças!

Assepsia e Antissepsia

Todos sabem da importância de uma boa higienização para impedir contaminações seguidas de infecções, quando se trata de profissionais da saúde, sua falta de higiene contamina, infecciona e mata os outros!

Mas o que é Antissepsia?

Antissepsia consiste na utilização de produtos (microbicidas ou microbiostáticos) sobre a pele ou mucosa com o objetivo de reduzir ou remover os micro-organismos em sua superfície (ANVISA). EX: lavar as mãos.

E os Antissépticos?

Um antisséptico adequado deve exercer a atividade germicida sobre a flora cutâneomucosa em presença de sangue, soro, muco ou pus, sem irritar a pele ou as mucosas.

Os agentes que melhor satisfazem as exigências para a aplicação em tecidos vivos são os iodos, a clorexidina, o álcool e o hexaclorofeno. Não podemos deixar de destacar o famoso PVPI, o qual é muito utilizado na antissepsia. Porém, os diferentes tipos de PVPI são utilizados em diferentes superfícies, então vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles?

PVPI degermante: Utilizado somente em pele íntegra! Tem a finalidade de remover sujidade e reduzir a flora transitória e residente. Tem indicação também na degermação da pele, mãos, área cirúrgica e procedimentos invasivos.

PVPI aquoso: Composto orgânico de iodo, não age na presença de materiais orgânicos e eleva o nível sérico de iodo;

PVPI alcoólico: Indicado para uso em pele íntegra! Após degermação das mãos, com a finalidade de fazer luva química. Demarca a área operatória, reduzindo a flora da pele.

O que é Assepsia?

É o processo, pelo qual, consegue afastar os microorganismos de um determinado ambiente, objeto ou campo operatório. Ex: Uso de gorro, óculos de proteção, máscara, capote, luvas (sejam elas de procedimento ou estéreis), propés, roupa privativa.

Como são interpretados os Sons de KorotKoff?

Korotkoff

A cada segundo, ao redor do mundo, alguém mede a pressão arterial (PA) sistólica e diastólica através do método auscultatório de Korotkoff

Quem era o Korotkoff?

Nikolai Sergeevich Korotkoff (1874-1920), um jovem cirurgião do exército russo, trabalhando em condições precárias sobas dificuldades de diversas guerras, fez sua incrível façanha usando o bracelete de Riva-Rocci e um estetoscópio pediátrico.

Korotkoff não era um pesquisador da PA e sua principal preocupação, como cirurgião de guerra, era saber se o suprimento de sangue colateral não havia diminuído, de modo a resolver se uma artéria ferida podia ser firmemente ligada quando uma amputação era provável.

Ele sabia que o início do pulso palpável era a PA sistólica e raciocinou que o momento de desaparecimento do som sinalizava o início do fluxo laminar e, por conseguinte, do relaxamento da parede arterial.

Ele então propôs que a PA diastólica podia ser estimada através do desaparecimento de todos os sons.

Entendendo melhor. Como ele definiu este método?

O método auscultatório é o procedimento mais comum para verificar as medidas da PA. Esse método utiliza um estetoscópio e um aparelho denominado esfigmomanômetro, composto por um manguito inflável de braço conectado a um marcador aneróide (ponteiro).

A medida ocorre através da oclusão arterial pela inflação do manguito, correlacionando a ausculta dos batimentos cardíacos com o valor registrado na coluna de mercúrio ou pelo ponteiro. Os sons ouvidos durante o procedimento de medida são denominados ruídos de Korotkoff, sendo classificados em cinco fases:

Fases dos sons de Korotkoff Característica e significado
Fase 1 Primeira aparição de ruídos rítmicos, de forma clara e repetitiva, coincidindo aproximadamente com a identificação do pulso palpável. Corresponde ao valor da pressão sistólica.
Fase 2 Os ruídos são mais leves e longos, com a qualidade de um murmúrio intermitente.
Fase 3 Os ruídos tornam-se novamente firmes e altos.
Fase 4 Ruídos abafados, pouco distintos e leves, pode corresponder ao valor da pressão diastólica, para casos de pacientes com histórico prévio de doenças de base que podem afetar o valor da pressão arterial final.
Fase 5 O som desaparece completamente, indica o valor da pressão diastólica.

Entenda um pouco sobre os Tempos Cirúrgicos

Tempos Cirúrgicos

Os Tempos Cirúrgicos são manobras consecutivas realizadas pelo cirurgião desde o início até o término da cirurgia. Possuem 4 tempos:

  • A Diérese;
  • A Hemostasia;
  • A Exérese;
  • E a Síntese.

O que é a Diérese?

A Diérese é o nome dado ao processo de divisão dos tecidos que possibilita o acesso à região a ser operada: Dividir, separar, cortar.

Os Planos Cirúrgicos: Pele, epiderme, tecido subcutâneo, aponeurose, músculo, peritônio parietal e peritônio visceral.

São os tipos de diérese:

  • A Mecânica: Com instrumentos cortantes.
  • A Física: Através de calor (térmica) ou frio (crioterapia) e laser.

O Que é a Hemostasia?

A Hemostasia é o conjunto de mecanismos que o organismo emprega para coibir hemorragia: Com compressas, pinças, ou o eletrocautério.

O que é a Exerése?

A Exerése é uma manobra cirúrgica utilizada para retirar uma parte ou a totalidade de um orgão ou tecido visando a finalidade terapêutica, seja em caráter curativo, paliativo ou diagnóstico. É a cirurgia propriamente dita, exige maiores cuidados da equipe multidisciplinar e deve ser executada sob orientação do cirurgião responsável.

O que é a Síntese?

A Síntese é o procedimento utilizado para unir ou aproximar as bordas de uma ferida com a finalidade de estabelecer a continuidade dos tecidos, facilitando as fases do processo de cicatrização, constituindo assim, os tecidos. Podem ser realizados das seguintes formas:

– Cruenta: a união de tecidos é realizada por meio de instrumentos apropriados com agulhas de sutura e fios cirúrgicos permanentes ou removíveis.

– Incruenta: consiste na aproximação dos tecidos com auxílio de gesso, adesivos  (esparadrapos) ou ataduras.

– Completa: a união ou aproximação dos tecidos, realizada em toda a extensão da incisão cirúrgica.

– Incompleta: consiste na aproximação incompleta em toda a extensão da ferida em  consequência da colocação de dreno em determinado local da incisão cirúrgica.

– Imediata: ocorre imediatamente após a segmentação deles por traumatismos.

– Mediata: Consiste na união dos tecidos após algum tempo depois do rompimento da  continuidade ou contiguidade deles.

Saiba mais sobre os Tempos Cirúrgicos em nosso Canal Youtube:

 

tempos cirúrgicos

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A Temperatura Corporal e suas Terminologias

temperatura corporal

A temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo, mediado, pelo centro termo-regulador, portanto, pode ser verificada na região axilar, inguinal, bucal ou retal.

Quais são os Valores de Referência?

Temperatura axilar: 35,8°C a 37°C

Temperatura bucal: 36,3°C a 37,4°C

Temperatura retal: 37°C a 38°C

Quais são as terminologias referente à temperatura?

Hipotermia: Temperatura abaixo de 35°C

Afebril: 36,1°C a 37,2°C

Febril: 37,3°C a 37,7°C

Febre: 37,8°C a 38,9°C

Pirexia: 39°C a 40°C

Hiperpirexia: acima de 40°C

Quais são os Cuidados de Enfermagem referente a mensuração da temperatura?

Pela Mensuração Axilar:

  • Lavar as mãos;
  • Explicar ao paciente o que vai ser feito;
  • Fazer desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool a 70% e certificar-se que o termômetro digital está prontamente ligado;
  • Enxugar a axila com a roupa do paciente (a umidade abaixa a temperatura da pele, não dando a temperatura real do corpo);
  • Colocar o termômetro no côncavo da axila, de maneira que o bulbo fique em contato direto com a pele;
  • Pedir o paciente para comprimir o braço em encontro ao corpo, colocando a mão no ombro oposto;
  • Após 5 minutos, ou até que o termômetro acione um alarme, retire o termômetro, ler e anotar a temperatura.
  • Fazer desinfecção do termômetro em algodão embebido em álcool a 70%;
  • Lavar as mãos.

Quais são as Contra-indicações?

Furunculose axilar, pessoas muito fracas ou magras.

Observação:

– Não deixar o paciente sozinho com o termômetro.

Pela Mensuração Inguinal:

O método é o mesmo, portanto, variando apenas o local: o termômetro é colocado na região inguinal; É mais comumente verificada nos recém- nascidos. Neste caso, manter a coxa flexionada sobre o abdome.

Pela Mensuração Bucal:

  • Lavar as mãos;
  • Explicar ao paciente o que vai ser feito;
  • Colocar o termômetro sob a língua do paciente, recomendando que o conserve na posição, mantendo a boca fechada por 7 minutos ou até que acione o alarme do termômetro;
  • Retirar o termômetro, limpar com algodão, ler a temperatura e anotá-la, escrevendo a letra B para indicar o local onde foi verificado;

Observação:

– O termômetro apropriado (longo e chato) propicia mais segurança e rapidez de aquecimento;

– Não verificar temperatura bucal de paciente em delírio, inconsciente, que estejam com lesões na boca, problemas nas vias respiratórias;

– É contra-indicado a verificação de temperatura bucal logo após a ingestão de alimentos gelados ou quentes. Também não se deve verificar a temperatura bucal em crianças e doentes mentais;

– O termômetro deve ser individual;

Pela Mensuração Retal:

  • Lavar as mãos;
  • Calçar as luvas;
  • Colocar o paciente em decúbito lateral;
  • Lubrificar o termômetro com vaselina ou óleo e introduzir 2cm pelo ânus;
  • Retirar o termômetro depois de 7 minutos ou até que acione o alarme e ler a temperatura;
  • Desinfetar o termômetro com algodão embebido em álcool a 70%;
  • Retirar as luvas;
  • Lavar as mãos;
  • Anotar a temperatura escrevendo a letra “R” para indicar o local onde foi verificado;

Observação:

– Este processo é mais usado nas maternidades e serviços de pediatria, todavia, devendo cada criança ter um termômetro individual, de tipo apropriado. É indicado também para pacientes adultos em estado grave ou inconscientes;

– Em se tratando de criança, segurar-lhe as pernas para evitar que se debata enquanto está sendo verificada a temperatura;

– É contra-indicado verificar a temperatura retal em caso de inflamação, obstrução ou alteração do reto;

“Hi” e “Lo” na Glicemia Capilar: O que é?

Glicemia Capilar

O objetivo do tratamento do diabetes é manter a glicemia (açúcar no sangue) o mais próximo do normal quanto possível.

Há diversos monitores, dispositivos, aparelhos, de diversas marcas, que contém seus padrões de controle de glicemia, para casos extremos de hiper e hipoglicemia.

O que são os termos “Hi” e “Lo” nestes monitores?

O termo “Hi” vem do inglês, que significa “alto”, ou seja, para aquele aparelho utilizado, o padrão glicêmico atingiu os níveis acima pré estabelecidos.

Já o termo “Lo” vem do inglês, que significa “baixo”, ou seja,  para aquele aparelho utilizado, o padrão glicêmico atingiu os níveis abaixo pré estabelecidos.

É importante sempre consultar o manual destes monitores, que variam muito os valores de referência:

Para os Monitores da Accu-Check:

É medido a glicemia num intervalo definido de 10 – 600 mg/dL ou 0,6 – 33,3 mmol/L .

Os valores que estiverem fora deste intervalo são indicados como “LO” – significa que o resultado é inferior a 10 mg/dL (0,6 mmol/L); ou “HI” – que significa que o resultado é superior a 600 mg/dL (33,3 mmol/L).

Para os Monitores da Optium Xceed:

O monitor determina que o resultado do teste de glicose é inferior a 20 mg/dL (1,1 mmol/L) para “LO”.

 Já para o caso de situações onde o monitor determina que o resultado do teste de glicose no sangue é superior a 500 mg/dL (27,8 mmol/L), é caracterizado como “HI”.

Estes dois são exemplos para os mais utilizados em âmbito hospitalar. Vale sempre consultar os manuais de outros aparelhos, todos provém destas informações!

Lembre-se!

Nem sempre estes valores podem ser reais, sempre verifique houve algum problema com a tira-teste, ou se não utilizou estas fitas de maneira correta, como por exemplo, tocar diretamente no sensor da fita com as mãos sujas, úmidas, molhadas.

Sempre verifique novamente a glicemia do paciente para confirmar o resultado.

Mas se realmente os valores permanecem os mesmos e o resultado ainda confirma “HI” ou “LO”, notifique imediatamente o médico plantonista e o enfermeiro responsável pelo setor!

Anatomia de um Raio X: Entendendo e Interpretando uma Radiografia

Raio X

Também chamado de radiografia, o raio-x é um exame de imagem não-invasivo, que funciona usando radiação em baixas doses para identificar rapidamente alterações na estrutura de ossos e de órgãos. É o teste mais antigo dessa categoria, descoberto em 1895 por acaso, em um laboratório de física na Alemanha.

Para se ter uma boa ideia do que está acontecendo com nossos pacientes, é bom saber interpretar as radiografias de tórax, para conhecer o básico de ver algumas das anormalidades básicas.

Introdução à Radiologia

Para iniciar o estudo das radiografias de tórax, é necessário conhecer as incidências radiológicas apropriadas para cada caso. As incidências mais solicitadas na emergência são: frontal (PA ou AP) e perfil. Os termos AP (anteroposterior) e PA (posteroanterior) referem-se à direção da penetração dos raios, de sua fonte ao filme.

Por convenção, a radiografia frontal de rotina é realizada com o paciente em posição ortostática e em inspiração profunda. Os raios X são direcionados horizontalmente e a fonte de radiação é posicionada a 1,80 m do filme, que deve estar em contato próximo com a região a ser radiografada.

Essa é a radiografia de tórax em PA, na qual os raios atravessam o corpo do paciente de trás para frente.

Crianças pequenas que não conseguem colaborar e pacientes acamados ou em estado grave realizam a radiografia de tórax em AP. Esse exame é realizado geralmente com uma unidade de raios X portátil, e o filme é posicionado no dorso do paciente. Os feixes de raios X atravessam o paciente de frente para trás. O decúbito dorsal é usado por ser mais confortável que o ventral e porque as crianças se movimentam menos quando podem observar ao seu redor.

A incidência PA é preferível e diferencia-se da AP por ser mais nítida, apresentar menor magnificação das estruturas, principalmente do coração, e por ser feita em inspiração
profunda. A magnificação das imagens ocorre porque os raios X são divergentes. Isso acontece de forma mais evidente quanto mais próximo estiver o paciente da fonte. Como as unidades de raios X portáteis são menos potentes e geralmente o espaço ao redor dos leitos é limitado, a fonte de radiação é posicionada a uma distância menor do paciente, o
que piora a nitidez. Além disso, quando a radiografia é realizada em expiração, a vasculatura pulmonar se torna mais evidente, o pulmão aparece mais claro e o coração fica elevado e parece maior, podendo levar a interpretações equivocadas.

A interpretação da radiografia simples de tórax é realizada com a identificação das estruturas radiográficas por meio das diferentes densidades do tecido irradiado

Apresentação da imagem de acordo com o tecido irradiado

Tecido Irritado Densidade
Ar Hipodenso
Gordura Densidade intermediária (menos que a água)
Tecidos não gordurosos e fluidos corporais como o sangue Densidade intermediária (maior que a água)
Ossos e corpos metálicos Hiperdenso

Tipos e Preparação de Leitos

Tipos de Leitos

Os principais objetivos de um leito organizado, é proporcionar repouso, conforto, segurança e bem estar ao paciente, economizar tempo e energia da equipe de enfermagem, e manter a unidade com aspecto agradável.

Definições

  • Cama aberta Quando esta ocupada por paciente;
  • Cama fechada – Quando o leito esta vago;
  • Cama de operado – Quando esta aguardando o retorno do paciente do centro cirúrgico;
  • Preparo da cama aberta;

Material

  • 01 travesseiro;
  • 02 lençóis;
  • 01 cobertor (se necessário);
  • 01 fronha;
  • 01 lençol para móvel (se necessário);
  • 01 rolo para costas (se necessário);
  • 01 forro/impermeável (se necessário);
  • Camisola ou pijama;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Colocar a roupa na mesa de cabeceira.
03 – Explicar o que se vai fazer ao paciente e/ou acompanhante.
04 – Colocar o hamper próximo a porta do quarto.
05 – Desprender a roupa do leito, do lado do paciente e depois vir e ir soltando do outro lado.
06 – Colocar o travesseiro sem fronha na mesa de cabeceira.
07 – Colocar o paciente em decúbito lateral.
08 – Enrolar o móvel e lençol de baixo separadamente, ate o meio da cama e sob o corpo do paciente.
09 – Substituir o lençol de baixo, e o móvel, pela roupa limpa.
10 – Virar o paciente para o lado pronto, nunca o expondo.
11 – Passar para o lado oposto;
12 – Retirar a roupa usada, e descartar no hamper, retirar as luvas, e esticar os lençóis limpos, prendendo-os e fazendo os cantos;
13 – Colocar a fronha no travesseiro, acomodando o paciente;

Obs.: Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

Preparo da cama fechada

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 – Estender o lençol superior e fazer uma meia dobra na cabeceira.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Preparo da cama de operado.

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 Estender o lençol superior e fazer um rolinho de forma que fique no canto da cama.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Lembrando que:

  • O leito dever ser trocado quantas vezes forem necessárias durante o plantão;
  • O leito dever ser preparado de acordo com a suas finalidades;
  • Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

O leito é um fator importante na obtenção de repouso e conforto!

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Regiões e Quadrantes Abdominais

Regiões e Quadrantes Abdominais

A cavidade abdominopélvica é a região do corpo humano mais complexa, pois os órgãos se encontram muito próximos uns dos outros o que não permite a localização exata de uma possível dor.

As Regiões e Quadrantes Abdominais, ajudam a facilitar a localização desses órgãos. Os anatomistas traçaram duas linhas imaginárias a partir do umbigo. Uma verticalmente, do processo xifóide até a sínfise púbica e outra horizontalmente, na linha da cintura. Com isso é possível dividir em 4 quadrantes.

  1. Quadrante Superior Direito (QSD);
  2. Quadrante Superior Esquerdo (QSE);
  3. Quadrante Inferior Direito (QID);
  4. Quadrante Inferior Esquerdo (QIE);

É comum ao profissional de enfermagem utilizar o método dos quadrantes para uma avaliação mais exata da região abdominal, que consiste na divisão do abdômen em quatro regiões iguais, usando duas linhas perpendiculares que se cruzam na linha umbilical.

E nesta cavidade abdominopélvica também é dividido em 9 regiões, tanto para realização de exame físico, quanto para anotações de enfermagem quanto a localização de incisões e drenos.

  1. Hipocôndrio Direito;
  2. Epigástrico;
  3. Hipocôndrio Esquerdo;
  4. Flanco Direito;
  5. Mesogástrico ou Umbilical;
  6. Flanco Esquerdo;
  7. Fossa Ilíaca Direita ou Inguinal Direita;
  8. Hipogástrico ou Suprapúbica;
  9. Fossa Ilíaca Esquerda ou Inguinal Esquerda;

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Plegia, Paralisia e Paresia: As Diferenças

Plegia Paralisia e Paresia

Os termos podem muito confundir, na hora de realizar uma anotação, e até mesmo a avaliação que o médico e o enfermeiro podem fazer, durante uma anamnese.

O termo paralisia (onde a Plegia é o sinônimo), se refere à perda da capacidade de contração muscular voluntária, por interrupção funcional ou orgânica em um ponto qualquer da via motora, que pode ir do córtex cerebral até o próprio músculo; fala-se em paralisia quando todo movimento nestas proporções são impossíveis.

Já a paresia refere-se quando o movimento está apenas limitado ou fraco. O termo paresia vem do grego PARESIS e significa relaxação, debilidade. Nos casos de paresias, a motilidade se apresenta apenas num padrão abaixo do normal, no que se refere à força muscular, precisão do movimento, amplitude do movimento e a resistência muscular localizada, ou seja, refere-se a um comprometimento parcial,a uma semi paralisia.

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