Cuba Rim

A Cuba rim é um recipiente indicado para diversos procedimentos hospitalares, como na rotina de cuidados de higiene, acondicionamento de medicamentos ou outros procedimentos.

Pode encontrar-se sob forma descartável (fibra de celulose, plástico), e reutilizável (aço inox).

Por que a cuba sim tem esse formato, de “rim” ?

Para facilitar o manuseio e para uma boa higienização, foi adaptado a forma pelos fabricantes.

Capacidade máxima de uma Cuba Rim

De até 750ml. (conforme cada fabricante)

Alguns cuidados com a Cuba Rim

• Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada.

• Inspecione previamente antes do uso. Se danificado, não utilize.

• Se for dispositivo descartável, destruir após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar contaminado e perfurocortante. Caso for dispositivo reutilizável, higienizar bem e encaminhar ao CME para esterilização.

• Dispositivo pode ser não estéril ou estéril. Se desejar, a cuba rim pode ser esterilizada em vapor saturado sob pressão antes do seu uso.

• A cuba rim de fibra de celulose, tem a impermeabilidade garantida para secreções biológicas como urina, sangue, secreções gástricas, brônquicas por até 24 horas. Para soro fisiológico, impermeabilidade por 24 horas. Para antisséptico tópico ou degermante a impermeabilidade é garantida por 6 horas.

• Não há contraindicações conhecidas.

Referência:

  1. Kolplast

PureWick™: O “Uripen” feminino

Você sabia que existe o “Uripen” em versão feminina?

Até agora, as mulheres com incontinência urinária usavam cateteres invasivos ou fraldas e absorventes para adultos para ajudar a controlar sua incontinência. O PureWick™ System foi criado para fornecer às mulheres uma opção não invasiva para controlar sua incontinência urinária.

Benefícios

  • Pode tornar o sono melhor possível: Evitando a necessidade de trocar absorventes de incontinência e roupas de cama sujas à noite;
  • Reduzir o risco de queda:  Pode ajudar a reduzir o risco de quedas noturnas, permanecendo na cama;
  • Mantenha a pele seca e limpa: O PureWick ™ System funciona fora do corpo para retirar a urina, ajudando a reduzir uma das principais causas de danos à pele;
  • Capacidade de capturar e retirar consistentemente 95% ou mais da urina sem entrar ou se prender ao corpo;
  • Ajudar a facilitar a remoção precoce do cateter de demora e pode, assim, ajudar a reduzir o risco de ITU associada ao cateter;
  • o paciente pode ficar acomodado de costas, de lado ou sentada, sem que o cateter saia do lugar;
  • Cola, fita e tiras não são necessárias;
  • A urina não é armazenada perto do corpo;
  • Destinado ao gerenciamento não invasivo da produção de urina em pacientes do sexo feminino.

Para onde a urina vai?

O Cateter Externo Feminino PureWick™ não é invasivo e afasta a urina do corpo através de um material macio. O PureWick™ Urine Collection System puxa a urina através do tubo coletor para o recipiente de coleta, por meio de vácuo.

Capacidade máxima para a coleta de urina

O recipiente do PureWick™ Urine Collection System 2000cc (mL) deve ser esvaziado antes que o volume atinja 1800cc (mL), ou conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem

Como instalar?

  • Realizar cuidados perineais e avaliar a integridade da pele;
  • Manter as pernas, músculos glúteos e lábios abertos, palpar osso púbico como marcador anatômico;
  • Com o lado da gaze macia voltado para o paciente, alinhe a extremidade distal na fenda glútea;
  • Dobre suavemente o lado da gaze macia entre os glúteos e os lábios separados.

Remoção e Manutenção

  • Separe totalmente as pernas, glúteos e lábios;
  • Para evitar possíveis lesões na pele após a remoção, puxe suavemente o Cateter Externo Feminino PureWick™ diretamente para fora;
  • Certifique-se de que a sucção seja mantida ao remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Substitua pelo menos a cada 8 a 12 horas ou se estiver sujo com fezes ou sangue. Avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™.

Outros Cuidados

  • Não use o Cateter Externo Feminino PureWick™ com uma comadre ou qualquer material que não permita fluxo de ar suficiente;
  • Para evitar possíveis lesões na pele, nunca empurre ou puxe o Cateter Externo Feminino PureWick™ contra a pele durante a colocação ou remoção;
  • Nunca insira o Cateter Externo Feminino PureWick™ na vagina, canal anal ou outras cavidades do corpo;
  • Interrompa o uso se ocorrer uma reação alérgica;
  • Após o uso, este produto pode ser um risco biológico potencial;
  • Descarte de acordo com as leis e regulamentos locais, estaduais e federais aplicáveis.

Precauções

  • Não recomendado para pacientes: Agitados, combativos ou não cooperativos e que possam remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Ter episódios frequentes de incontinência intestinal sem um sistema de gestão fecal instalado. Experimentando irritação da pele ou colapso no local;
  • Experimentar menstruação moderada/pesada e não pode usar um tampão;
  • Não use um creme de barreira no períneo ao usar o Cateter Externo Feminino PureWick™, o creme de barreira pode impedir a sucção;
  • Proceda com cautela em pacientes submetidos a cirurgia recente do trato urogenital externo;
  • Sempre avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Mantenha a sucção até que o Cateter Externo Feminino PureWick™ seja totalmente removido do paciente para evitar o refluxo de urina.

Referência:

  1. BD

Comadre: Como colocar e retirar

A comadre é um dispositivo utilizado em ambiente hospitalar, como também no domicílio do paciente para auxiliar o paciente a realizar suas necessidades fisiológicas quando ele está impossibilitado de locomover-se.

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Como realizar o procedimento?

Com o auxílio do paciente

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.

Sem auxílio do paciente

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Periodicidade

A ocorrência desse procedimento está de acordo com a necessidade de higienização do paciente em que há possibilidade de levantar-se sozinho.

Material utilizado

  • Bandeja;
  • Papel higiênico;
  • Papel toalha;
  • Recipiente com água morna;
  • Sabão líquido

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

Referência:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.

Biombo Hospitalar

O Biombo e um material hospitalar utilizado em hospitais e clínicas para dividir os leito de internação, trazendo maior privacidade e conforto ao paciente.

É preciso escolher bem os equipamentos hospitalares, levando em consideração a privacidade do paciente e a preocupação em proporcionar uma boa experiência ao usuário durante o período de internação ou realização de um procedimento.

Por que utilizar biombo?

Eis as vantagens:

  • Praticidade;
  • Privacidade;
  • Fácil remanejamento;
  • Baixa manutenção;
  • Durabilidade;
  • Fácil higienização.

Existem diversos modelos, como biombos móveis e em cortinas que são acopladas no teto beira leito do paciente.

Locais que utilizam o biombo

Todos os setores hospitalares e ambulatoriais de assistência, como enfermarias, UTIs, pronto socorros, salas de recuperação pós anestésica, etc.

Agulha com Dispositivo de Segurança

Utilizar agulhas de segurança é medida de prevenção fundamental para zelar pela integridade física dos profissionais da área de saúde.

É que o número de contaminação com instrumentos perfurocortantes ainda é bem alarmante. Para minimizar esses efeitos, no mercado, já existem materiais que otimizam a aplicação de injetáveis e evitam acidentes com a agulha contaminada durante manipulação e descarte desses materiais.

As agulhas de segurança são elaboradas para garantir a proteção dos profissionais em todo processo de manuseio.

Os perfurocortantes com dispositivo de segurança também protegem as pessoas que circulam por ambientes hospitalares e têm contato com o material após seu descarte (agentes de limpeza e manutenção, por exemplo), já que a agulha fica protegida dentro do sistema de segurança após o uso.

Para que elas sejam eficazes, no entanto, precisam seguir as normas da NR32 e do INMETRO.

Como utilizar agulhas de segurança?

  1. Abra a embalagem da agulha em pétala.
  2. Você pode conferir o padrão universal de cores no dispositivo de segurança da agulha para identificar o tamanho.
  3. Conecte a agulha na seringa Luer Lock e dê uma volta completa.
  4. Conecte a agulha com firmeza na seringa Luer Slip.
  5. Aspire a medicação e elimine as bolhas de ar.
  6. Acione a trava de segurança até ouvir o barulho de encaixe (“click”).
  7. Troque a agulha de aspiração por uma agulha de segurança.
  8. A capa de segurança direciona o bisel para o ângulo de aplicação.
  9. Aplique a medicação conforme o protocolo da instituição.
  10. Para acionar o dispositivo de segurança, você deve seguir as recomendações do protocolo da sua instituição; assim, você tem duas opções:

Opção 1: acionar o dispositivo com o polegar imediatamente após o uso (até ouvir o barulho de encaixe – click);

Opção 2: acionar o dispositivo na bancada imediatamente após o uso (até ouvir o barulho de encaixe – click);

  1. Descarte a agulha conectada à seringa no coletor de perfurocortante.

Veja também:

Posições do Bisel

Agulha: Os Tipos e Indicações

Agulha Ponta Romba

Referência:

  1. BBraun

Campos Cirúrgicos Estéreis: A sua finalidade

O campo cirúrgico é um dos materiais mais importantes na cirurgia, pois é através dele que conseguimos garantir que não haja nenhuma contaminação durante as cirurgias odontológicas ou que haja infecções no paciente.

O campo operatório demarca a área onde a cirurgia será realizada e onde instrumentos estéril poderão ficar apoiados. O campo cirúrgico limita a área em que o cirurgião irá atuar e mantém a região operatória isolada.

Tipos de Campos Cirúrgicos

Campo cirúrgico descartável

O campo cirúrgico descartável é geralmente confeccionado em não tecido SMS – 100% polipropileno grau médico. Ele evita a contaminação, respingos de sangue e/ou fluídos corpóreos em pacientes e superfícies, além de demarcar a área de cirurgia em pacientes.

Esse tipo de campo está disponível em diversos tamanhos em pacotes com 10, 50, 100 unidades ou na opção individual já estéril. Se a opção do cirurgião for comprar um campo não estéril ele deverá ser esterilizado em autoclave antes do procedimento cirúrgico.

Por se tratar ser um material não reutilizável ele só poderá ser utilizado em uma única cirurgia, e deve ser descartado da maneira correta logo após o ato cirúrgico.

Campo cirúrgico de tecido

Os campos cirúrgicos também podem ser feitos de algodão. Como os que encontramos em hospitais. Dessa forma é importante estar atento às recordações da vigilância sanitária .

É importante ressaltar que esse tipo de material tem uma vida útil, ou seja, número de ciclos de esterilização que podem sofrer para que a malha do tecido não se danifique.

Campo cirúrgico fenestrado

Os campos cirúrgicos fenestrados são aqueles que apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente. Essa fenestra ou abertura é imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Eles também são confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico. Podem ser esterilizados com óxido de etileno ou autoclave e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica.

Esses campos também possuem uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Campo cirúrgico estéril

Os campos cirúrgicos descartáveis podem ser comprados estéril ou não. Quando eles veem esterilizados já estão prontos para o uso. Quando não são estéreis terão que ser autoclavados antes do procedimento cirúrgico.

Os campos estéreis geralmente são mais caros do que os não estéril.

Os Principais Objetivos da Aparamentação e dos Campos Cirúrgicos

  • Controle da infecção de sítio cirúrgico (ISC);
  • Controle da infecção hospitalar (IH);
  • Segurança do paciente;
  • Segurança da equipe cirúrgica (Risco Ocupacional);
  • Qualidade da assistência prestada ao paciente no ambiente cirúrgico.

Referência:

  1. https://www.esterili-med.com.br

Desfibrilador Automático Externo (DEA)

O DEA, ou desfibrilador Externo Automático, é um equipamento portátil destinado a reverter parada cardiorrespiratória através da detecção automática de ritmos chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular) e aplicação de pulso de desfibrilação bifásico.

O desfibrilador automático externo (DEA), utilizado em parada cardiorrespiratória, tem como função identificar o ritmo cardíaco “FV” ou fibrilação ventricular, presente em 90% das paradas cardíacas.

Efetua a leitura automática do ritmo cardíaco através de pás adesivas no tórax. Tem o propósito de ser utilizado por público leigo, com recomendação que o operador faça curso de Suporte Básico em parada cardíaca. Descarga: 200 J (bifásico) e 360 J (monofásico) em adultos. Crianças, acima de 8 anos – 100 J (redutor).

Não há consenso na utilização de crianças com menos de 30 kg.

Hoje, são utilizados equipamentos em unidades de emergência e UTIs, com cargas monofásicas que variam de 0 a 360 J ou bifásicas de 0 a 200 J.

Em muitos países a aquisição e utilização dos aparelhos DEA é livre e incentivada, pelas seguintes razões:

  • em caso de paragem cardiorrespiratória tem de ser aplicado de imediato, não havendo tempo para chamar um serviço de emergência;
  • os DEA atuam sozinhos/inteligentemente, aplicando o choque apenas se for estritamente necessário.

O DEA/DAE pode ser usado em pediatria, porém, veja na animação a seguir algumas ressalvas:

Cuidados com a utilização do DEA

O uso do desfibrilador acontece segundo os quatro passos seguintes:

  1. Ligue o aparelho: ligue o DEA e escute atentamente às instruções sobre como proceder.
  2. Posicione os eletrodos: normalmente, os eletrodos dos DEAs são adesivos em coxim. O direito deve ser posicionado embaixo da clavícula da vítima, enquanto o esquerdo deve ser aderido abaixo do mamilo esquerdo.

É importante que os eletrodos sejam posicionados corretamente, para que a corrente elétrica atinja mais fibras cardíacas.

  1. Aguarde o aparelho analisar a condição do paciente: depois de posicionar os coxins no paciente, instale o cabo do aparelho na luz indicativa. A partir daí, o DEA irá fazer uma análise do seu ritmo cardíaco.

É o resultado dessa análise que determinará se é necessário aplicar o choque ou não. Quando a análise aponta para a não realização do choque, deve-se prosseguir com a massagem e aguardar a chegada da emergência.

  1. Dê o choque: se a análise do desfibrilador apontar que é preciso efetuar o choque no paciente, veja primeiro se não tem ninguém muito perto ou em contato com o DEA ou com a vítima.

Assim, pressione o botão de choque. É importante ressaltar que o aparelho dá uma descarga elétrica por vez. Após dois minutos, uma nova avaliação do ritmo cardíaco é realizada, indicando o próximo passo a ser seguido.

Não remova o desfibrilador após o procedimento. Aguarde o atendimento médico.

Preparações especiais

Antes de posicionar os eletrodos do DEA no paciente, é preciso atentar a alguns detalhes. No caso em que a vítima é um homem com muito pelo na região peitoral, deve-se raspar a área antes da colocação dos coxins, a fim de que eles fiquem aderidos diretamente na pele.

Antes de utilizar um DEA, certifique-se de que o paciente não está molhado. Caso esteja, seque-o.

O eletrodo do desfibrilador também não pode ser colado sobre implantes de marca-passo e medicamentos adesivos, uma vez que pode haver interferência na corrente elétrica. É necessário retirar também acessórios de metal como joias, pulseiras e sutiãs com aro.

A cada 40 segundos um brasileiro morre devido a problemas cardíacos. Mas, com um desfibrilador por perto, você garante um atendimento a uma complicação por arritmia cardíaca em adultos e crianças em poucos minutos com uma elevada taxa de sobrevivência.

Cuidados na utilização do DEA com crianças

  • Em crianças de 1 a 8 anos, deve-se utilizar um sistema atenuador de carga pediátrico, se disponível;
  • Caso o DEA não possua o sistema atenuador pediátrico, deve-se usar um DEA padrão;
  • Para crianças com menos de 1 ano de idade, prefira o desfibrilador manual. Caso não haja um disponível, utilize o DEA com atenuação de carga pediátrica. Caso não tenha nenhum dos dois disponíveis, utilize um sem atenuador de carga;
  • A carga ideal de desfibrilação em pacientes pediátricos não é conhecida, porém pode-se considerar uma carga inicial de 2 J/kg;
  • Nos choques subsequentes, os níveis de energia devem ser de, no mínimo, 4 J/kg, podendo ser considerados níveis de energia mais altos, desde que não excedam 10 J/kg ou a carga máxima para adultos.

Caso a criança chegue à emergência ou tenha uma PCR dentro do ambiente hospitalar, sem suspeita de trauma, e ela esteja não responsiva, havendo suspeita de estar sufocada, a via aérea deve ser verificada.

As duas formas que temos para isso são as manobras chin-lift (inclinação da cabeça – elevação do queixo  e jaw-thrust (elevação da mandíbula). Ressalta-se que em caso de suspeita de trauma de crânio ou cervical, a manobra utilizada para a abertura das vias aéreas deve ser a de elevação da mandíbula (manobra jaw-thrust).

Referências:

  1. CMOs drake
  2. IESPE
  3. ANVISA
  4. Lister, Pablo et al. Uso do desfibrilador automático externo no ambiente pré-hospitalar peruano: melhorando a resposta a emergências na América Latina. Revista Brasileira de Terapia Intensiva [online]. 2009, v. 21, n. 3 [Acessado 4 Agosto 2022] , pp. 332-335. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-507X2009000300015&gt;. Epub 30 Out 2009. ISSN 1982-4335. https://doi.org/10.1590/S0103-507X2009000300015.

Coletor de Urina Pediátrico

O coletor de Urina Pediátrico, é muito utilizado na coleta de amostras de urina de pacientes pediátricos para posterior diagnóstico clínico.

Encontra-se em versões com formato de entrada Masculino, Feminino e Unissex.

Como funciona?

O coletor de urina pediátrico provém de um adesivo altamente resistente, para instalar na criança e permitindo visualizar o conteúdo em sua bolsa transparente. Não é necessário deixar a criança despida, pode utilizar de fralda e/ou roupas por cima, para melhor conforto. Com capacidade de até 100ml.

Objetivos

  • Realizar controle hídrico;
  • Coletar urina para exames laboratoriais;
  • Evitar coleta de urina por cateter vesical e/ou outra técnica invasiva.

Indicação

  • Crianças com menos de 2 anos de idade;
  • Crianças com desenvolvimento cognitivo ou físico prejudicado;
  • Crianças com controle esfincteriano prejudicado ou sem controle esfincteriano voluntário.

Cuidados de Enfermagem

Material Necessário

  • EPI: dois pares de luvas de procedimento, capote, máscara cirúrgica;
  • Bandeja;
  • Materiais para higienização íntima;
  • Saco coletor de urina pediátrico (masculino ou feminino) com bordas colantes;
  • Frasco coletor de urina identificado com os dados da criança (nome, registro e/ou nº do prontuário, data, hora e tipo de exame);
  • Seringa descartável de 10 ml;
  • Cateter uretral de fino calibre;
  • Gazes;
  • Fralda descartável, se for o caso.

Procedimento

  1. Explicar o procedimento a ser realizado e sua finalidade a criança e/ou ao familiar;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir material necessário e levá-los a unidade, colocando materiais o mais próximo ao leito;
  4. Calçar as luvas;
  5. Realizar a higiene íntima e trocar as luvas;
  6. Pegar o saco coletor adequado e retirar os adesivos;
  7. Fixar o coletor em meato uretral de modo não deixar folgas ou dobras entre o coletor e a pele;
  8. Colocar fralda descartável, se necessário;
  9. Aguardar a micção, observando o saco coletor a cada 20 minutos;
  10. Higienizar as mãos;
  11. Retirar o saco coletor com delicadeza;
  12. Abrir os invólucros da seringa e do cateter, acoplá-los e aspirar 10 ml da urina, transferi-la para frasco de coleta esterilizado e tampá-lo;
  13. Recolher o material;
  14. Retirar EPI;
  15. Recompor a unidade da criança;
  16. Colocar a criança em posição confortável, adequada e segura;
  17. Dar destino adequado aos materiais e encaminhar os não descartáveis ao expurgo;
  18. Higienizar as mãos;
  19. Providenciar o encaminhamento da amostra ao laboratório, junto com a requisição do exame;
  20. Proceder as anotações de enfermagem no prontuário da criança, constando: hora da coleta, tipo de exame, ocorrências adversas e as medidas tomadas.

Algumas Observações

  • Está contra indicado o uso do coletor em crianças com lesões no períneo;
  • Solicitar ao acompanhante que evite grandes movimentações da criança durante o tempo em que estiver com o coletor;
  • Quando o tempo de envio, ao laboratório, da urina coletada, for maior que 1 hora, manter sob refrigeração (na geladeira).

Bomba Elastomérica

A Bomba Elastomérica de Infusão é um sistema que utiliza um infusor elastomérico de silicone, como fonte de pressão, e um restritor de fluxo garantindo volume e vazão continua, de forma pré-definida, descartável, projetada para administração de uma ampla gama de medicamentos, permitindo mobilidade ao paciente, sendo uma alternativa segura a tratamentos que necessitam administrar medicação de forma contínua durante longos períodos de infusão.

Indicação de uso

É uma indicação como opção de fornecer quantidades pré-determinadas de medicação ao paciente de forma contínua e precisa, seja no hospital ou em casa, seja para tratamento da quimioterapia, antibióticos e no tratamento da dor (Subcutâneo, Intravenoso Central, Intravenoso Periférico, Intra-arterial e Epidural).

Desenvolvido para administração de medicamentos que não sejam fotossensíveis, sendo compatível com medicamentos de baixo peso molecular, como exemplo, Quimioterápicos: (Carboplatina, Doxorubicina, Fluorouracil, Metotrexato, Vincristina e outras), Analgésicos e Anestésicos: (Bupivacaína, Morfina, Haloperidol, Midazolan, Tramadol), Talassemia (Deferoxamina), Terapia Antiviral (Aciclovir e Ganciclovir) e Antibioticoterapia (Amicacina, Aztreonan, Cefazolina, Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefuroxima, Clindamicina, Gentamicina, Tobramicina, Vancomicina), uma combinação simples e eficiente que permite a mobilidade do paciente, podendo ser utilizado em ambientes hospitalares, ambulatoriais e domiciliares.

Benefícios

  • Portátil e silenciosa;
  • Não utiliza bateria e eletricidade, livre de manutenção;
  • Acompanha bolsa protetora discreta para facilitar o uso durante o tratamento;
  • Não necessita programação ou gravidade;
  • Reduz necessidade de hospitalização, diminuindo custos com internação e riscos infecciosos;
  • Preserva autonomia, qualidade de vida e o convívio com familiares;
  • Segurança, facilidade e praticidade para administração de medicamentos;
  • Disponível em uma grande variedade de volume e fluxo contínuo pré-definido.

Cuidados com o Manuseio da Bomba Elastomérica

Para o Paciente

  • Durante o banho, retire a bomba elastomérica da sua bolsa protetora e coloque-a em saco plástico. Evite o contato do equipamento com a água;
  • Observe a área do cateter e, na presença de dor, inchaço ou vermelhidão, comunique ao serviço de enfermagem para avaliação da infusão correta do medicamento;
  • Observe a progressão da administração do medicamento através das marcas de graduação encontradas no reservatório transparente, este controle deve ocorrer a cada 4 a 6 horas;
  • Conserve o reservatório em sua bolsa protetora para transporte;
  • Qualquer intercorrência, faça contato telefônico com a equipe de enfermagem que lhe atende;
  • Informe-se com a enfermeira sobre a data e o horário de término da aplicação para a remoção do infusor e cuidados com o cateter.

Para a equipe de Enfermagem

  • Utilize seringa de 60 ml, com conexão luer lock;
  • Abra a porta de preenchimento e infunda solução fisiológica, abra o clamp para preencher a linha de extensão e retirada do ar, após fechar o clamp;
  • A medicação a ser infundida deve estar totalmente diluída antes de ser introduzida ao sistema infusor;
  • Utilize uma seringa para introduzir a medicação, já diluída, ao elastômero, repita essa operação até o preenchimento total do volume final programado. Ao término, fechar a válvula de entrada;
  • Para acionar o sistema infusor, abra o clamp, libere a tampa luer da extensão e conecte ao paciente;
  • Não infundir volume maior do que a capacidade indicada.

Referências:

  1. BBraun
  2. BeCare
  3. Samtronic
  4. Baxter

Tira Teste para Glicemia

As tiras ou fitas teste reagentes pra medir glicose são produtos de cuidados com a saúde para diabéticos, onde detecta níveis de açúcar no sangue, disponibilizando o resultado no aparelho glicosímetro.

Existem atualmente no mercado diversas marcas de aparelhos glicosímetros e suas respectivas tiras, portanto, deve conhecer o seu aparelho e a indicação da tira teste específica desta, para que não ocasione erro ou mal funcionamento.

As tiras testes podem ser encontradas com embalagens de 10, 20, 50, 100 ou mais tiras para serem adquiridas conforme a necessidade do paciente.

Como é feito a coleta de amostra para a tira teste?

  • Lave as mãos com água e sabão;
  • Deixe o braço estendido ao longo do corpo na posição vertical por aproximadamente 1 minuto;
  • Com a ajuda do dedão, massageie o dedo da base até a ponta;
  • Pique o dedo;
  • Aplique a gota da amostra de sangue no tira teste;
  • Após a picada, com um algodão pressione o local do furo até parar o sangramento.

Cuidados com o Armazenamento das Tiras Teste

  • Deixe sempre guardado na embalagem original, pois é feito pra proteger de contaminação e da umidade;
  • Mantenha o frasco num lugar frio e seco, longe do sol;
  • Se o calor, água ou mofo ficam em contato com o produto reagente, as tiras perdem o efeito;
  • Também cheque a validade na embalagem das tiras. Quando encontra-se vencido, o reagente não funciona como deve e o resultado pode sair errado. Se isso acontecer, jogue fora e use tiras novas;
  • As tiras testes são descartáveis e só absorvem o sangue uma vez. Então, nunca tente usar de novo pra não estragar o aparelho medidor e nem compartilhe elas com mais ninguém;
  • Depois de terminar cada mensuração, guarde as tiras, lancetas, agulhas e seringas pra insulina usadas dentro de uma garrafa pet ou pote fechado (em domicílio) ou em lixo infectante ou perfurocortante (em hospital);
  • Se já trocou suas tiras por novas e mesmo assim o resultado está dando incorreto, o problema às vezes pode estar no glicosímetro.

Referência:

  1. Accu-Chek Brasil