Azul de Metileno

A princípio, o Cloreto de metiltionínio, mas popularmente conhecido como Azul de Metileno, foi sintetizado em 1876 por Heinrich Caro, como um corante á base de anilina.

Robert Koch e Paul Ehrlich rapidamente puderam perceber que o azul de metileno poderia ser utilizado em coloração e inativação de micro-organismos, e assim o azul de metileno foi o primeiro composto sintético usado como antisséptico.

Baseando-se nas suas propriedades, os estudos foram aprofundados e foi possível descobrir que em aplicação de dosagens altas, o azul de metileno é capaz de interromper as funções das fibras e terminações nervosas, onde foi introduzido em 1890 como analgésico.

Foi então que Ehrlich, junto ao psiquiatra alemão Arthur Leppmann, obtiveram sucesso em tratamento de doenças reumáticas e neulípticas.

As descobertas não pararam, e em 1891 Ehrlich pôde comprovar sua eficácia no tratamento contra a malária.

Desde então o azul de metileno tem sido muito usado em pesquisas de infecções bacterianas e doenças virais, na medicina humana e veterinária, além de ainda ser usado como corante e agente redox nos experimentos dos laboratórios químicos.

Há também estudos que comprovam a ação antioxidante do azul de metileno contra radicais livres, sendo um marco para a indústria cosmética na melhora e rejuvenescimento da pele.

Em estudos recentes, o azul de metileno tem obtido bons resultados em pacientes com Alzheimer, devido à sua capacidade de aumento nos níveis sinápticos de acetilcolina, que tem um papel importantíssimo na memória e funções cognitivas.

Uso como Antídoto

A substância é tradicionalmente utilizada como antídoto em quadros de metemoglobinemia.

Causas de Metemoglobinemia

Intoxicação por:
  • Derivados da anilina, dapsona, anestésicos locais, nitratos, nitritos, óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos, fenazopiridina, antimaláricos do tipo primaquina, sulfonamidas.

Mecanismo de Ação: A oxidação do ferro da hemoglobina de sua forma ferrosa (Fe2+) para férrica (Fe3+) impede a ligação, o transporte e a captação do oxigênio (metemoglobinemia desvia a curva de dissociação do oxigênio para a esquerda).

Manifestações Clínicas:

  • Sinais e sintomas iniciais: dispneia, taquipneia, náusea e vômitos; associada a quadro de cefaléia, agitação e confusão mental;
  • Evolui rapidamente com rebaixamento do nível de consciência e coma;
  • Manifestações cardiovasculares: arritmias, isquemia cardíaca, hipotensão e síncope;
  • Laboratório: Acidose metabólica grave com aumento do lactato; PaO2 e saturação de oxigênio calculada normais;
  • Hematoscopia: A oxidação da proteína da hemoglobina provoca precipitação e anemia hemolítica (evidenciada por corpúsculos de Heinz e “bite cells” no esfregaço do sangue periférico).

Algumas Curiosidades

  • É um corante de cor azul, antibacteriano que tem seu uso como externo ou interno;
  • Na medicina geralmente utilizado para realizar demarcação dos órgãos e locais a serem operados;
  • Em laboratórios para fazer a coloração de lâminas;
  • É normal o paciente que usou o corante azul de metileno apresentar a urina azul ou verde.

Referências:

  1. MBChB Fbkn. O Papel do Azul de Metileno na Síndrome Serotoninérgica: Uma Revisão Sistemática. ELSIVIER. 2010; 51:194-200. Disponível em:  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S003331821070685X;
  2. Pebmed

Terbutalina: “Ter-B-Uterina”

Você sabia que:

A Terbutalina (Bricanyl), além de ser um medicamento utilizado no tratamento de asma brônquica, bronquite crônica, enfisema e outras doenças pulmonares, também é indicado como relaxante do músculo uterino no manuseio do trabalho de parto prematuro não complicado?

Este medicamento atua em receptores beta-1 (coração e intestinos) e predominantemente beta-2 (miométrio, vasos sangüíneos e bronquíolos), estimulando-os e determinando o relaxamento da fibra muscular uterina, por diminuição do cálcio livre no interior das células.

Portanto, este fármaco age em diversos órgãos, e no sistema cardiovascular são potencialmente perigosos!

Além disso, atravessam a placenta, tendo sido descritos diversos efeitos colaterais no feto, entre os quais taquicardia, hiperinsulinismo, hipoglicemia, hipocalemia e hipotensão arterial.

Alguns cuidados devem ser tomados por ocasião do uso desta droga:

Realizar eletrocardiograma materno prévio, controlar cuidadosamente o pulso e a pressão arterial, mantendo o pulso materno abaixo de 120 batimentos por minuto, auscultar periodicamente os pulmões e coração e monitorizar os batimentos cardíacos fetais.

Deve-se salientar que os efeitos colaterais cardiovasculares, como o edema agudo de pulmões, são mais freqüentes em situações de hipervolemia materna, tais como no polidrâmnio, gestação gemelar e em pacientes submetidas à infusão de grande quantidade de líquidos.

É importante destacar que diante da tocólise com beta-agonistas, a administração de líquidos não deve ultrapassar dois litros em 24 h!

Nipride VS Tridil: Quais são as diferenças?

Inicialmente devemos saber que o Nipride e o Tridil são vasodilatadores, porém são medicações com ações totalmente diferentes!

Embora o nome a rigorosidade na administração sejam parecida e as ocasiões de uso se coincidam, o nome mais comum que chamamos é de Nipride, que é o Nitroprussiato de sódio, é indicado para estimular o débito cardíaco e para reduzir as necessidades de oxigênio do miocárdio na insuficiência cardíaca secundária ao infarto agudo do miocárdio.

Assim como na doença valvular mitral e aórtica e na cardiomiopatia, incluindo tratamento intra e pós-operatório de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca.

Contudo é muitíssimo utilizado para produzir hipotensão controlada durante intervenções cirúrgicas, enquanto o paciente está sob anestesia, com o objetivo de reduzir a perda sanguínea intra-operatória e diminuir o fluxo sanguíneo no campo operatório, ou nos pós operatórios de cirurgias cardíacas.

Em contrapartida o Tridil, que é a nitroglicerina, é também um vasodilatador direto mas o seu efeito maior é venodilatador, com menor efeito nas artérias!

Porém não é tão eficaz como o nitroprussiato para baixar a tensão arterial.

Da mesma forma um outro efeito potencialmente benéfico é o relaxamento das coronárias, o que melhora o fluxo sanguíneo miocárdico regional e a entrega de oxigênio ao miocárdio, possui propriedade de vasodilatador coronariano, é usado para melhorar a perfusão do miocárdio após cirurgia cardíaca!

Ou seja: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

São drogas diferentes com ações semelhantes mas não iguais!

A Dobutamina e o Débito Cardíaco

Vamos entender primeiramente sobre o débito cardíaco, certo?

O Débito cardíaco nada mais é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. Sendo assim, é igual a frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico!

Mas quando o débito cardíaco não é suficiente, sendo que o indivíduo possui o que chamamos de insuficiência cardíaca, aí a dobutamina faz um papel importante.

Essa droga é um catecolamina sintético e simpaticomimético, que auxilia na força de contração e facilita a passagem do impulso elétrico pelo coração!

Ou seja, ele pode auxiliar no “fortalecimento” cardíaco, e assim aumentando a contratilidade cardíaca nestes pacientes!

Agora sim ficou mais fácil!

Os Distúrbios Eletrolíticos e a Reposição Eletrolítica

Os Distúrbios Eletrolíticos possuem grande importância para avaliação clínica do paciente que está em uma UTI, pois os pacientes ali internados encontram-se normalmente descompensados por distúrbios respiratórios ou renais.

O sódio, o potássio, cálcio e o cloro são eletrólitos típicos encontrados no organismo. Esses são componentes essenciais de fluidos corporais, como sangue e urina e, ajudam a regular a distribuição de água ao longo do organismo além de desempenhar um papel importante no equilíbrio ácido básico.

O rim é o órgão mais importante na regulação do volume e da composição dos fluidos corporais, mesmo que outros órgãos como o coração, o fígado, os pulmões e a glândula pituitária ajudem a manter o equilíbrio eletrolítico.

Com a falta e o excesso destes, temos os principais distúrbios, que são a:

Hiponatremia (onde a concentração de sódio menor que os valores normais padrões);

Hipernatremia (onde a concentração de sódio é maior que os valores considerados normais);

Hipopotassemia ou hipocalemia (onde a concentração de potássio é menor que os valores normais padrões);

Hiperpotassemia ou hipercalemia (onde a concentração de potássio é maior que os valores considerados normais);

Hipocalcemia (onde a concentração de cálcio é menor que os valores normais padrões);

Hipercalcemia (onde a concentração de cálcio é maior que os valores considerados normais);

Hipomagnesemia (onde a concentração de magnésio é menor que os valores normais padrões);

Hipermagnesemia (onde a concentração de magnésio é maior que os valores considerados normais);

Hipofosfatemia (onde a concentração de fósforo é menor que os valores normais padrões);

Hiperfosfatemia (onde a concentração de fósforo é maior que os valores considerados normais);

Como são avaliados os níveis de eletrólitos no paciente?

O médico geralmente solicita uma bateria de exames de sangue em rotina diária, sendo esses para a verificação destes eletrólitos no organismo. Caso há alguma alteração destes, o médico solicita por via de prescrição médica, o que chamamos de “reposição”, que nada mais é um soro composto por estas substâncias que irão repor o eletrólito necessário ao paciente.

Geralmente o médico faz cálculos específicos em cima do peso do paciente, com a quantidade necessária para a reposição daquele eletrólito em questão.

A importância do Cloreto de Potássio (KCL)

cloreto de potássio é o sal de escolha para repor estoques de potássio eliminados por diuréticos tiazídicos ou de alça, por diarreia intensa e pelo uso de corticosteroides em consequência de doenças das supra-renais ou nas doenças tubulares renais.

A importância do Sulfato de Magnésio (MGSO4)

Sulfato de Magnésio é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças.

A importância do Gluconato de Cálcio

O Gluconato de Cálcio é o eletrólito de escolha quando existem alterações eletrocardiográficas ou na parada cardíaca por hiperpotassemia. Atua também como Antiarrítmico, em Arritmia ventricular por IAM, e em taquicardia ventricular.

Muito utilizado em casos de neutralizar overdoses de sulfato de magnésio, pois atua com um antídoto, que é frequentemente administrado a grávidas, ao invés de se prevenir as convulsões profilaticamente (como em pacientes com pré-eclampsia).

Fluidoterapia e suas indicações

A fluidoterapia é considerada um tratamento de suporte, tendo como principais objetivos expandir a volemia, corrigir desequilíbrios hídricos e eletrolíticos, suplementar calorias e nutrientes, auxiliar no tratamento da doença primária.

Entretanto é importante que a doença primária seja diagnosticada e tratada adequadamente.

Água corporal

A água é a substância mais abundante nos seres vivos, todas as reações químicas do organismo são realizadas em meio aquoso.

A água corporal total representa de 60 a 70% do peso corporal.

Destes 60%, 2/3 (40%) está localizado no espaço intracelular e 1/3 (20%) no espaço extracelular, que inclui plasma e espaço intersticial.

A água ingressa no organismo através dos alimentos e da água ingerida e é eliminada por pele, pulmões, rins e intestino. Mesmo que ocorram variações no consumo e perda de água e eletrólitos no organismo, as concentrações destes nos diferentes compartimentos, é mantida de forma relativamente constante.

Componentes da fluidoterapia

Depois de realizar a avaliação clínica e laboratorial do paciente, pode-se classificar o tipo e porcentagem de desidratação que este apresenta. Então parte-se para a escolha do tipo de fluido a ser utilizado.

A fluidoterapia compreende três etapas: reanimação, reidratação e manutenção. A reanimação normalmente é necessária em casos de emergência, onde se devem repor perdas ocorridas devido a uma patologia existente.

Um exemplo são pacientes em choque que necessitam de rápida administração de grande volume de fluido, a fim de expandir o espaço intravascular e corrigir o déficit de perfusão. Outro exemplo são pacientes com vômito e diarréia severa.

A reidratação é a etapa de reposição, onde se necessita repor a volemia, repor perdas dos compartimentos intra e extracelular.

A etapa de manutenção é utilizada em casos de pacientes com hidratação normal, mas que são incapazes de ingerir volume de água adequado para manter o equilíbrio dos fluidos.

Tipos de fluidos

Ringer com lactato

É uma solução isotônica, cristalóide, com composição semelhante ao LEC, pH 6,5, utilizada para reposição.

Tem características alcalinizantes, uma vez que o lactato sofre biotransformação hepática em bicarbonato, sendo indicado para acidoses metabólicas.

Por conter cálcio é contra-indicada para pacientes hipercalcêmicos, assim como não é indicada para pacientes hepatopatas.

Não deve ser administrada junto com hemoderivados, no mesmo cateter intravenoso, para evitar precipitação do cálcio com o anticoagulante.

Ringer Simples

Possui características semelhantes ao ringer lactato, porém não contém lactato, é utilizada para reposição.

Contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes (pH 5,5).

É uma solução de emprego ideal nas alcaloses metabólicas. É uma solução cristalóide, isotônica.

Solução NaCl a 0,9%

É uma solução cristalóide, isotônica, utilizada para reposição, não é uma solução balanceada, pois contém apenas sódio, cloro e água.

É acidificadora, sendo indicada para pacientes com alcalose, hipoadrenocorticismo (por aumentar reposição de sódio), insuficiência renal oligúrica ou anúrica (pois evita retenção de potássio) e hipercalcemia (pois não contém cálcio).

Solução de glicose a 5% em NaCl a 0,9%

Também é chamada de solução glicofisiológica, solução cristalóide utilizada para reposição. Possui composição semelhante à solução de NaCl a 0,9%.

Apresenta, porém maior osmolaridade e pH 4,0.

Solução de glicose a 5%

É uma solução que contém glicose em água.

É utilizado para administração de medicamentos dissolvidos ou diluídos através de acessos venosos ou como nutriente energético, uma vez que a glicose é uma fonte de energia facilmente absorvida pelas células.

Existe nas vertentes isotônica (5 ou 5.5%, em massa, isto é, 5 ou 5.5g/100ml de glicose)hipotônica (2.5%) e hipertônica (10%).

Referência:

Wikipedia

Veja também:

 

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

Cristalóides: O Ringer Lactato

Os Anti-Histamínicos: O que são?

Histamínicos

Os antihistamínicos, também conhecidos como antialérgicos, são um grupo de medicamentos que agem no organismo inibindo a ação de uma substância conhecida como histamina, responsável pelos processos alérgicos.

Têm como objetivo aliviar os sintomas da alergia caracterizada principalmente pela coceira, espirros, vermelhidão e secreção ocular e nasal.

O uso desses medicamentos se prolonga por vários dias até o desaparecimento dos sintomas. Também são mais efetivos quando utilizados no início da reação alérgica.

As Gerações dos Anti-Histamínicos

Existem dois tipos principais de anti-histamínicos que incluem:

  • Primeira geração: são remédios, como Hidroxizina ou Clemastina, que diminuem os sintomas de alergia mas que provocam sonolência;
  • Segunda geração: são medicamentos, como Cetirizina ou Desloratadina, que não provocam sono.

Os dois tipos de anti-histamínicos apenas variam na sua duração e efeitos colaterais, sendo que os de primeira geração não são recomendados para tratamento de problemas crônicos, como asma, por exemplo.

Conheça os Principais Anti-Histamínicos

Loratadina

É um remédio antialérgico usado no alívio dos sintomas de rinite alérgica como coceira nasal, tosse alérgica, coriza, espirros.

Koide D

É indicado para ajudar no tratamento de problemas respiratórios como asma brônquica grave ou rinite alérgica.

Hixizine

É indicado para o tratamento de problemas na pele como urticária, eczema atópico, prurido, angioedema, dermografismo.

Desloratadina

É indicado para o alívio dos sintomas da rinite alérgica, como nariz escorrendo, espirros e coceira.

Alektos

É indicado para tratamento dos sintomas da rinoconjuntivite alérgica, como espirros, nariz entupido, coceira.

Decongex Plus Gotas

É indicado para desentupir o nariz e diminuir o excesso de secreções no nariz e na garganta, aliviando os sintomas de gripe.

Polaramine

É indicado para o tratamento de alergias, urticária, coceira, vermelhidão, rinites alérgica, picada de inseto, conjuntivite alérgica.

Allegra

É indicado para manifestações alérgicas, no tratamento da rinite alérgica e urticária, em adultos e crianças com mais de 12 anos.

Maleato de dexclorfeniramina

Indicado para tratar alergias, coceira, rinite alérgica, urticária, picadas de inseto, conjuntivite alérgica, dermatite atópica ou eczemas.

Allegra D

É indicado para alívio dos sintomas associados aos processos congestivos das vias aéreas superiores, tais como espirros.

Notuss

É um medicamento para a gripe e para a tosse, indicado para o tratamento da tosse seca e irritante sem catarro, espirros, dores do corpo.

Dexmine

É  indicado no tratamento adjuvante das afecções alérgicas do aparelho respiratório, como asma brônquica grave e rinite alérgica.

Fenergan

Utilizado para aliviar os sintomas de alergia como coceira, coriza ou vermelhidão, assim como reações anafiláticas.

Maleato de dexclorfeniramina + betametasona

É indicado no tratamento adjuvante da asma brônquica grave e rinite alérgica, dermatite atópica.

Hidroxizina

É indicada para o tratamento da coceira na pele causada por reações de alergia como urticária ou dermatite atópica e de contato.

Zina

É um medicamento antialérgico indicado no tratamento dos sintomas associados a doenças alérgicas, como rinite alérgica sazonal.

Cetirizina

É indicada para o tratamento dos sintomas da rinite alérgica, como nariz entupido, coriza, coceira e espirros.

Histadin

É indicado para o alívio dos sintomas associados com a rinite alérgica (por exemplo: febre do feno), como: coceira nasal, nariz.

Desalex

Indicado para alivio dos sintomas de rinite alérgica como coriza, espirros, coceira no nariz, ardor e coceira nos olhos, lacrimejo.

Lastacaft

É um colírio antialérgico indicado para a prevenção da coceira nos olhos causada pelas conjuntivites alérgicas.

Prometazina

Indicado para o tratamento de reações alérgicas e anafiláticas, na prevenção de vômitos do pós-operatório e enjoos de viagens.

Fexofenadina

Está indicado como anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como rinite alérgica.

Periatin

Anti-histamínico sistêmico.

Aerius

É um medicamento indicado para o alivio dos sintomas da rinite alérgica, como espirros, corrimento ou coceira nasal, coceira no céu da boca.

Teldane

Anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como, rinites, alergias dermatológicas mediadas pela histamina (urticária).

Zyrtec

O Zyrtec é indicado para o tratamento de rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária e outros tipos de alergia.

Cromolerg 4%

Por sua ação antialérgica, Cromolerg (cromoglicato dissódico) solução oftálmica é indicado no tratamento das afecções alérgicas.

Actifedrin

Actifedrin é um antialérgico encontrado na forma de xarope e comprimidos indicado para rinites, em adultos e crianças com mais de 2 anos de idade.

Claritin-d

É indicado para o alívio dos sintomas associados à rinite alérgica e ao resfriado comum.

Relestat

Relestat é um colírio indicado para o tratamento e prevenção dos sintomas de irritação e coceira nos olhos, que caracterizam a conjuntivite.

Rafex

Está indicado como anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como rinite alérgica e urticária.

Zyxem

No tratamento dos sintomas associados às enfermidades alérgicas, como: rinite alérgica sazonal (incluindo os sintomas oculares), rinite alérgica.

Zyrtec Solução

Zyrtec é indicado para o tratamento de rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária e outros tipos de alergia.

Benalet

Benalet é indicado como tratamento adjuvante (auxiliar) nos quadros de afecções das vias aéreas superiores como tosse, irritação da garganta.

Naricin

Tratamento das rinofaringites e suas manifestações. Resfriado comum; rinites alérgica, infecciosa ou vasomotora; faringites e sinusites.

Periactin

É indicado para reações de origem alérgica, no tratamento de alergias na pele, coceira da catapora.

Asmax

Está indicado na profilaxia da: asma brônquica, das bronquites, das rinites e das dermatites alérgicas.

Lastacaft Solução oftálmica

É indicado para a prevenção da coceira nos olhos causada pelas conjuntivites alérgicas.

Agasten

É indicado para o tratamento dos sinais e sintomas de reações alérgicas na pele, rinite alérgica.

Loralerg

Está indicado no tratamento sintomático de manifestações associadas a rinite alérgica tais como: coriza, espirros e prurido nasal, ardor.

Levolukast

Está indicado para aliviar os sintomas associados à rinite alérgica sazonal, que surge em algumas épocas do ano.

Loranil-d

É indicado para o alívio sintomático da congestão das vias aéreas superiores, em casos de resfriado e rinite alérgica.

Loranil

Alívio dos sinais e sintomas associados com rinite alérgica, urticária crônica e outras afecções dermatológicas.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação conforme o recomendado e a não interromper o tratamento sem antes procurar um medico especializado;
  • A medicação não deve ser usada em crianças prematuras ou recém nascida nem durante a gestação;
  • Informar sempre ao paciente sobre as reações adversas que o remédio pode causar;
  • Remendar ao paciente que evite o consumo de álcool;
  • Uso de roupas leves;
  • Evitar dirigir;
  • Orientar a evitar de realizar atividades que usam ferramentas ou máquinas que podem provocar acidentes;
  • Oriente a consultar o médico antes de tomar outro fármaco que possa causar sedação, como alguns medicamentos para tratar insônia, dores crônicas (codeína, tramadol) ou neuromoduladores (gabapentina, pregabalina).

Berotec Vs. Atrovent: Conheça as diferenças sutis!

Berotec Atrovent

Um dos medicamentos mais utilizados em setores ambulatoriais e hospitalares, o Berotec (Bromidato de Fenoterol) e o Atrovent (Brometo de Ipratrópio), são utilizados em conjunto com a finalidade de broncodilatação, mas precisamos saber que eles têm mecanismos de ação diferentes.

As Características Físicas destes medicamentos

Ainda um pouco confundido por algumas pessoas, precisamos notar algumas características físicas sutis destes medicamentos, começando pela embalagem, que alguns fabricantes produzem, acabam ficando muito parecida umas com as outras.

Temos que sempre ler a embalagem e comparar com a prescrição médica, isso é de praxe. Mas alguns médicos não dispõem dos nomes dos princípios ativos do Berotec e Atrovent, e muitos profissionais ainda não conseguem decifrar a diferença de uma para a outra.

Primeiramente observamos os segundos nomes destes princípios ativos: O Bromidato de Fenoterol, onde a palavra “Fenoterol” possui a primeira consoante, e podendo comparar com o nome comercial “Berotec”, que assim também provém de uma primeira consoante. Já o Brometo de Ipratrópio, onde a palavra “Ipratrópio” provém de uma primeira vogal, podendo ser comparada com a primeira vogal do nome comercial “Atrovent”, sendo uma da maneira muito utilizada pelos profissionais que assim memorizam estes medicamentos sem realizar a troca errônea das mesmas.

Todo frasco de Bromidato de Fenoterol apresentada sob frasco de 20 ml, contém 5mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 5 miligramas desta solução.

Todo frasco de Brometo de Ipratrópio apresentada sob frasco de 20ml, contém 0,25mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 0,25 miligramas desta solução. (Cada gota contém 0,0125 mg de brometo de ipratrópio (equivalente a 0,0101 mg de ipratrópio). 

As Características Farmacológicas destes Medicamentos

Ambos os medicamentos são broncodilatadores. Porém cada um age de uma maneira diferente no organismo:

O Fenoterol é um fármaco agonista de ação rápida do receptor β2 adrenérgico, com duração próxima a oito horas, muito utilizado nas crises asmáticas e em paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) severo.

O Ipratrópio é um fármaco anticolinérgico derivado da atropina e administrado por via de inalação como coadjuvante na broncodilatação para o tratamento de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com o início de ação de normalmente de 15 a 30 minutos, dura entre três a cinco horas.

Porque a combinação de Berotec com Atrovent em alguns casos?

A combinação de Brometo de Fenoterol e Brometo de Ipratrópio (substância ativa) é destinado ao tratamento e profilaxia dos sintomas de limitação de fluxo de ar reversível nos distúrbios obstrutivos crônicos das vias respiratórias como asma brônquica e, sobretudo bronquite crônica, com ou sem enfisema pulmonar.

Deve-se considerar a adoção de um tratamento anti-inflamatório concomitante para pacientes com asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que responda ao tratamento com esteroides.

Nos casos de bronco constrição aguda, o Fenoterol e o Ipratrópio exercem sua ação logo após a administração, sendo também apropriado para o tratamento de episódios de broncoespasmos.

O uso concomitante destes dois princípios ativos dilata os brônquios pela atuação em diferentes sítios de ação farmacológica. Deste modo, as duas substâncias ativas complementam-se mutuamente em sua ação sinérgica espasmolítica do músculo brônquico e permitem ampla utilização terapêutica nos distúrbios bronco pulmonares associados com constrição do trato respiratório.

A ação complementar é tal que permite a utilização de pequena quantidade do composto beta-adrenérgico para a obtenção do efeito desejado, sem potencializar as reações adversas, facilitando a individualização da dose para cada paciente.

Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

medicamentos alta vigilância

Os medicamentos de alta vigilância (MAV), também denominados medicamentos de alto risco (MAR), são aqueles que apresentam risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência da falha no processo de utilização.

A finalidade da classificação desses medicamentos como de alto risco é reduzir possíveis erros relacionados aos medicamentos de alta vigilância por meio da padronização dos procedimentos para prescrição, armazenamento, preparo e administração; restrição ao acesso; melhorias na qualidade e na acessibilidade à informação sobre esses medicamentos; e uso de rótulos auxiliares e alertas automáticos.

Os medicamentos eleitos como de alta vigilância são identificados com etiqueta de cor vermelha, conforme protocolo de cada instituição, durante todo o seu processo de utilização.

Conheça os Principais Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

Adrenalina 1mg/ml – Ampola
Adenosina 3mg/ml (ADENOCARD®) – Ampola
Alfentanila 0,544mg/ml-5ml (RAPIFEN®) – Ampola
Amiodarona 150mg/3ml (ANTLASIL/ANCORON®)  Ampola
Anfotericina B 50mg – (FUNGISON®) – Frasco-Ampola
Anfotericina Lipossomal 5mg/ml – 20ml (ABELCET®) – Frasco-Ampola
Cetamina 50mg/ml – 10ml (KETAMIN®) – Frasco-Ampola
Cisatracúrio 10mg/5ml – (NIMBIUM®)- Ampola
Cloreto de Potássio 19,1% – 10ml (KCL) – Ampola
Cloreto de Sódio 20% – 10ml (NaCL 20%) – Ampola
Dobutamina 250/20ml (DOBUTREX®) – Ampola
Dopamina 50mg/10ml (REVIVAN®) – Ampola
Efedrina 50mg/ml – (EFEDRIN®) – Ampola
Fentanil 50mcg/10ml (FENTANEST®) – Frasco-Ampola
Glicose a 50% – 10 ml – Ampola
Gluconato de Cálcio 10% – 10ml – Ampola
Heparina 5.000 UI/ml – 5ml (HEPTAR®) – Frasco-Ampola
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – 10ml – Frasco-Ampola
Insulina Humana Regular 100 UI/ml – 10ml  – Frasco-Ampola
IOEXOL 300mg/50ml (OMNIPAQUE®) – Frasco
Levosimendana 2,5mg/ml – 5ml (SIMDAX®) – Ampola
Metaramidol 10mg/1ml (ARAMIN®) – Ampola
Midazolam 15mg/3ml (DORMONID®) – Ampola
Midazolam 50mg/10ml (DORMONID®) – Ampola
Milrinona 1mg/ml (PRIMACOR®) – Ampola
Morfina 10mg/ml (DIMORF®) – Ampola
Nitroprussiato de Sódio 50mg/2ml (NIPRIDE®) – Ampola
Noradrenalina 4mg/ml (HYPONOR®) – Ampola
Oxitocina 5UI/ml (SYNTOCINON®) – Ampola
Pancurônio 2mg/ml (PANCURON®) – Ampola
Propofol 10mg/ml 1% e 2% 50ml (FRESOFOL®) – Frasco-Ampola
Propofol 10mg/ml 20ml (PROFOLEN®) – Frasco-Ampola
Diatrizoato de Meglumina 60% – 20ml (RELIEV®) – Frasco
Rocurônio 50mg/5ml – (ESMERON®) – Ampola
Succinilcolina 100mg/5ml (QUECILIN®) – Frasco-Ampola
Sufentanila 50mcg/ml – 2 ml – (FASTFEN®) – Ampola
Sulfato de Magnésio 10% (MgSO4) – 10ml – Ampola
Sulfato de Magnésio 50% (MgSO4) – 10 ml – Ampola
Varfarina 5mg (MAREVAN®) – Comprimido
Vasopressina 20 UI/ml – 1ml (ENCRISE®) – Ampola

Para aprender mais sobre os medicamentos de alta vigilância e conhecer cada grupo, leia mais neste link:

MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS DE USO HOSPITALAR – LISTA ATUALIZADA 2019

Saiba mais:

Vias de Administração de Medicamentos

Administração de Medicamentos

Via de administração é o caminho pelo qual uma droga é colocada em contato com o organismo. A via de administração é um constituinte muito importante para a taxa de eficiência da absorção do medicamento.

O método de administração dos medicamentos depende da rapidez com que se deseja a ação da droga, da natureza e quantidade da droga a ser administrada e das condições do paciente. As condições do paciente determinam, muitas vezes, a via de administração de certas drogas.

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