A Reação Extrapiramidal com Medicamentos

Vamos à um exemplo, que pode acontecer com qualquer pessoa neste planeta!

Imagine ir a um hospital para tratar um distúrbio gastrointestinal e após tomar medicamentos pela via endovenosa, intramuscular ou oral acabar sofrendo uma crise de inquietação motora, que gera tremores nas pernas, vontade de correr e muita angústia.

Isso se chama de Reação ou Efeito Extrapiramidal, que pode ser provocado pelo tal medicamento que você recebeu!

A Reação Extrapiramidal é uma situação pouco conhecida da maioria dos profissionais de saúde e, portanto, raramente diagnosticada.

Ainda, podendo ser confundida com crise de pânico ou mesmo desequilíbrio emocional. Ela pode ocorrer após uso de alguns medicamentos injetáveis ou não, administrados em razão de uma enxaqueca, dor de cabeça, náuseas e/ou vômitos.

Pouco depois, de forma inesperada, aparecem sintomas de agitação psicomotora com uma vontade incontrolável de sair de onde se está ou mover-se, sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de autocontrole, movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala e etc.., mas não necessariamente todos esses sintomas, isolados ou simultaneamente.

Esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis ?

Sim, ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!

Por que isso acontece?

Porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos.

Certas drogas utilizadas para enxaqueca como a diidroergotamina (cefalium), para náuseas e vômitos como a metoclopramida (plasil) e bromoprida (digesan) e também o haloperidol (haldol) podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando os sintomas descritos.

Portanto, ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importante informar ao médico esta predisposição; porque se você já teve uma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!

Referências:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_extrapiramidal

Soroterapia: Dicas e Macetes para o gotejamento

Vai aí algumas dicas e macetes que funcionam com soros em bolsas de 500 ml!

Principalmente quando utilizamos aqueles equipos gravitacionais Dial-a-Flow onde pode configurar o fluxo para ml/h sem ter a bomba de infusão por perto! Para um cálculo rápido de dosagem de gotejamento durante 24 horas, posso utilizar esses mnemônicos para auxiliar na administração de um medicamento endovenoso.

Como funciona essa Mnemotécnica acima descrita? (“O Ritmo não pode parar!”)

Veja como Exemplo:

Temos que passar 2 soros de 500 ml em 24 horas, ou seja, 1000 ml de soro por dia. Com que vazão de gotejamento terei que colocá-lo? Fácil, graças a este mnemônico caseiro.

Multiplique o número de soros x2 e você obterá o primeiro número do fluxo que o fará lembrar do segundo. Além disso, se você perceber que o resto dos números também são correlativos (mais ou menos).

Veja Mais Dicas e Mnemotécnicas!

“Tenho que passar ( X ) soros de 500ml em 24 horas”

Uma regra simples que pode ajudar a te salvar nos momentos de correria em seu plantão:

A Bolsa de 500 ml dividido em:

  • 24 horas: 21ml/h (passo 1 bolsa);
  • 12 horas: 42ml/h (passo a 2º bolsa);
  • 8 horas: 62ml/h (passo a 3º bolsa);
  • 6 horas: 83ml/h (passo a 4º bolsa);
  • 4.8 horas (mais aproximadamente nas 5 horas): 104ml/h (passo a 5º bolsa);
  • 4 horas: 125ml/h (passo a 6º bolsa).

Os Horários dos Soros

Quando preciso aprazar certos medicamentos para serem administrado dentro das 24 horas mas com frequência da administração variada, lembro que: (*lembrando que os horários descritos são apenas exemplos)

  • A cada 24 horas o horário precisa ser entre 08h do dia de hoje até as 08h do dia seguinte; (1x vez ao dia)
  • A cada 12 horas devo intercalar o horário entre 08-20h do dia de hoje até 20-08h do dia seguinte; (2x vez ao dia)
  • A cada 08 horas devo intercalar os horários entre 08-16h; 16-24 até as 24-08 do dia seguinte; (3x vez ao dia)
  • A cada 06 horas devo intercalar os horários entre 08-14h; 14-20h; 20-02h; 02-08h do dia seguinte. (4x vez ao dia)

Quer mais dicas para estudo como essas? Veja só:

Pratique alguns exercícios de gotejamento!

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Cálculo de Gotejamento

Água para Injeção, Destilada, Bi-destilada: É tudo a mesma coisa?

A Água para Injeção é um dos diluentes mais utilizados pelos profissionais da saúde, para a dissolução de medicamentos compatíveis com o mesmo. Mas no Mercado, a Água de Injeção pode ser encontrado também como Água Destilada e Água Bi-Destilada.

Mas, não é tudo a mesma coisa?

A Água destilada e a de Injeção não tem as mesmas funções?

São diferentes quando se pensa na qualidade das mesmas. Assim como a gente não bebe água da enxurrada e nem lava o banheiro com água filtrada, cada uma serve para uma coisa.

A água destilada pode ser utilizada para muitas coisas em laboratório. Já água para injeção serve como matéria-prima de medicamentos injetáveis.

E, por cair diretamente na corrente sanguínea, a exigência de pureza dessa água é muito maior (imagine se nessa água existir uma bactéria causadora de doenças…).

Para dizer que uma água é destilada basta sabermos que ela passou por um processo de destilação (aquele que a gente estuda na aula de química, lembra?).

Porém, o mesmo não se pode dizer sobre uma água para injeção.

Para a classificação do tipo de água são feitos vários testes laboratoriais (verificação de pH, condutividade, bactérias heterotróficas totais, detecção de bactérias do grupo Coliformes, detecção de endotoxinas bacterianas, dentre outros). Só depois de feitos estes testes podemos afirmar se a água está ou não nos padrões para injeção, por exemplo.

Enquanto o processo de obtenção de água destilada é relativamente simples, para obtenção da água para injeção é necessário um processo de filtração sub-micrômica, que confere a água o perfil e equilíbrio necessários (retirada de sais, remoção de micro-organismos, resíduos de cloro do tratamento público de água, etc).

Todos os equipamentos para tratar a água ficam concentrados em uma sala, com piso e parede com tinta à base de epóxi e ambiente de sala classe 100 mil (uma forma de medir a “pureza” do ar da sala), já que desde o inicio do processo preparatório, a água não tem contato com o ambiente.

O “polimento final” da Água para Injeção é realizado por sistema de filtração denominado Osmose Inversa ou Reversa. Todo sistema de produção de água também tem que estar validado (isto é, deve-se fazer um programa que assegure a qualidade do processo de obtenção dessa água).

Pelo que você pode ver, a água destilada sofre apenas o processo de destilação e a água para injeção sofre o processo de ultrafiltração e osmose reversa. Por isso, têm qualidades diferentes. E é a qualidade que as distingue.

E qual é a diferença entre a Água Destilada e a Bi-Destilada?

água bi-destilada, como o próprio nome já diz, é a água que passa pelo processo de destilação duas vezes.

Uma vez que a água é destilada, separa-se dela uma boa parte dos sais minerais; no entanto, mesmo depois do processo de destilação comum, a água ainda não fica completamente livre da presença de sais. Para isso, é preciso que ela seja submetida a um novo processo, após o qual passa a ser chamada de bi-destilada.

A água bidestilada é utilizada em situações nas quais exigem a pureza do elemento, sendo livre de minerais.

No entanto, no caso da água bidestilada, o seu uso é mais comum e mais frequente mesmo nos processos laboratoriais.

Tem também aplicações na área médica, podendo ser utilizada para a limpeza de ferimentos, queimaduras, procedimentos cirúrgicos e lavagem de cateteres vesicais.

Características da água bi-destilada

Se a água destilada já é praticamente livre de minerais, apresentando apenas pouquíssimos resíduos, a água bidestilada, que é destilada duas vezes, pode ser considerada completamente pura, isto é, livre de minerais. Por assim ser, ela garante o máximo de precisão nos processos laboratoriais, e por isso é tão utilizada.

Referências:

  1. https://www.prolab.com.br/;
  2. ANVISA.

Escada Analgésica da OMS

De acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP), dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com dano tecidual real ou potencial.

A dor pode ser aguda (duração inferior a 30 dias) ou crônica (duração superior a 30 dias), sendo classificada segundo seu mecanismo fisiopatológico em três tipos:

a) dor de predomínio nociceptivo;
b) dor de predomínio neuropático;
c) dor mista.

O tratamento das dores nociceptiva e mista deve respeitar a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de escalonamento (Degraus da Escada Analgésica, a seguir), que inclui analgésicos, antiinflamatórios, fármacos adjuvantes e opioides (fracos e fortes). Dentro de uma mesma classe inexiste superioridade de um fármaco sobre o outro.

Em algumas situações de dor oncológica, caso haja lesão concomitante de estruturas do sistema nervoso (por exemplo, o plexo braquial) e escores elevados na escala de dor LANSS (dor mista ou neuropática), medicamentos para dor neuropática podem ser utilizados.

Degrau Fármacos
01 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes
02 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes + opioides fracos
03 Analgésicos e anti-inflamatórios + fármacos adjuvantes + opioides fortes

Observação:

O tratamento será considerado ineficaz, ou seja, haverá passagem para o degrau seguinte, caso os analgésicos não atenuem os sintomas de forma esperada após uma semana com a associação utilizada na dose máxima preconizada.

 

Veja também:

Escala de Dor

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Referências:

1.Merskey H, Bogduk N. Classification of chronic pain: descriptions of chronic pain syndromes and definitions of pain terms. Seattle: IASP Press; 1994.
2.Schestatsky P, Nascimento OJ. What do general neurologists need to know about neuropathic pain? Arq Neuropsiquiatr. 2009;67(3A):741-9.
3. Bennett MI, Smith BH, Torrance N, Lee AJ. Can pain can be more or less neuropathic? Comparison of symptom assessment tools with ratings of certainty by clinicians. Pain. 2006;122(3):289-94.
4.Kreling MC, da Cruz DA, Pimenta CA. Prevalence of chronic pain in adult workers. Rev Bras Enferm. 2006;59(4):509-13
5. Bennett M. The LANSS Pain Scale: the Leeds assessment of neuropathic symptoms and signs. Pain. 2001;92(1-2):147-57.
6.Schestatsky P, Félix-Torres V, Chaves ML, Câmara-Ehlers B, Mucenic T, Caumo W, et al. Brazilian Portuguese validation of the Leeds assessment of neuropathic symptoms and signs for patients with chronic pain. Pain Med. 2011;12(10):1544-50.

Nutrição Parenteral: As diferenças entre NPP e NPT

Entende-se que a Nutrição Parenteral (NP) é um método de administração de nutrientes que é feito diretamente na veia, quando não é possível obter os nutrientes através da alimentação normal.

Indicativo em pacientes com:

  • Interferência de doença de base em ingestão, digestão ou a absorção dos alimentos;
  • Estados hipermetabólicos como grandes queimados, pacientes sépticos, politraumatismo extenso, pancreatite aguda, fístulas intestinais de alto débito;
  • Falência intestinal devido a: Íleo paralítico e mecânico (pós-operatório);
  • ­Trauma;
  • ­Doença inflamatória intestinal;
  • Enterocolite (aids, quimioterapia/ radioterapia);
  • Ressecção intestinal (síndrome do intestino curto);­
  • Câncer gastrointestinal;
  • Pacientes pediátricos neonatos;
  • Colite ulcerativa complicada ou em período perioperatório;
  • Hemorragia gastrointestinal persistente;
  • Abdome Agudo/Íleo paralítico prolongado.

Quem prepara a Nutrição Parenteral?

A Solução é preparada e manipulada pelo profissional farmacêutico devidamente treinado e habilitado com conhecimento de assepsia, antissepsia e das múltiplas possibilidades de incompatibilidades e instabilidade físico-químicas que podem ocorrer num só frasco, quando se adicionam todos os elementos nutritivos necessários, conforme a regulamentação da Portaria nº 272/98 ANVISA/MS.

Os Tipos de Nutrição Parenteral

Devemos entender que há dois tipos de Nutrição Parenteral:

Nutrição parenteral parcial (NPP)

nutrição parenteral parcial é um dos tipos de nutrição parenteral, e a sua grande diferença se dá em função de ela fornecer somente um percentual das necessidades nutricionais diárias do paciente, ou seja, ainda será preciso um suplemento das suas necessidades diárias de nutrientes por meio da ingestão oral.

Esse é um desafio enfrentado por praticamente todas as equipes multiprofissionais, pois muitos pacientes hospitalizados ou em home care estão nesse tipo de situação e recebem a complementação de glicose ou soluções de aminoácidos concomitantemente a essa alternativa.

Nutrição parenteral total (NPT)

Já a nutrição parenteral total, popularmente conhecida na área de saúde pela sigla NPT, é aquela que supre todas as necessidades nutricionais diárias da pessoa que está recebendo, ou seja, ela não precisa, em teoria, de outras complementações. Pode ser administrada tanto no hospital como em domicílios.

As soluções de NPT são concentradas, o que aumenta alguns riscos como o de trombose das veias periféricas, tornando necessário o cateter venoso central.

Deve ser usada com parcimônia conforme conduta médica e, se comparada à nutrição enteral, pode causar mais complicações, pois não preserva a função gastrointestinais, além de ser mais cara.

Como sei que está sendo infundindo tanto a NPP ou NPT no paciente?

A prescrição de EMTN geralmente vem especificada todos os valores nutricionais que o paciente necessita ser suprido, composta de diversos nutrientes que tentam suprir as necessidades diárias dos pacientes.

A sua composição inclui aminoácidos, glicose, cloreto de sódio, cloreto de potássio, soluções multivitamínicas, solução de lipídeos, solução de oligoelementos, sulfato de magnésio e outros itens.

As fontes calóricas, em linhas gerais, dão-se pela solução de glicose (que tem baixo custo e permite pronta utilização) e emulsões lipídicas (com mais calorias, em geral oriundas de óleos como o de peixes).

Essas são as diferenças entre nutrição parenteral parcial e total!

Referências:

  1. Blog da Nutri

Veja também:

A Nutrição Parenteral (NP)

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

O termo “Dripping” é a forma de administrar um medicamento muito forte ou irritante de Forma suave e lenta, em forma contínua.

A própria palavra já demonstra seu contexto “dripping”, ou seja, “gotejamento”.

Então, não passa da Forma de administração de solução intravenosa através de um equipo com gotejador, se não houver uma bomba infusora para calcular a quantidade de administração do medicamento, aprendendo então a realizar o cálculo da solução por tempo de gotejamento.

Exemplos de Drippings mais utilizados em UTI:

  • Solução de Dormonid;
  • Solução de Fentanil;
  • Solução de Reposição de Cloreto de Potássio;
  • Solução de Reposição de Sulfato de Magnésio;
  • Solução de Reposição de Gluconato de Cálcio;
  • Solução de Noradrenalina;
  • Solução de Nipride;
  • Solução de Tridil;
  • Solução de Dobutamina;
  • Entre outros.

OBSERVAÇÃO: As soluções citadas acima necessitam obrigatoriamente serem infundidas de forma controlada pela Bomba de Infusão!

Veja também:

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Cálculo de Gotejamento

Os Tipos de Receitas Médicas

Existem regras e convenções estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uma correta prescrição médica.

É de extrema importância que todos os profissionais da saúde legalmente habilitados a receitar medicamentos (médicos, veterinários e dentistas), assim como os farmacêuticos, saibam identificar o tipo de papel correto em que a receita médica deve ser indicada.

Informações Básicas e Importantes que devem conter em um Prescrição Médica

Uma receita deve sempre conter as seguintes informações:

  • Dados do profissional que assina a solicitação: nome, endereço da clínica ou hospital, registro profissional (CRM, por exemplo) e sua especialidade;
  • Dados do paciente: o nome é obrigatório, mas o endereço e a idade podem ser necessários;
  • Nome do medicamento e sua forma farmacêutica;
  • Dose / quantidade e concentração recomendada do medicamento;
  • Orientações do profissional para o paciente;
  • Data, assinatura, nome completo e o número do CRM do profissional;
  • No caso de Pediatria, profissionais costumam incluir dados como peso e altura da criança, além de inserir orientações de dietas, efeitos colaterais, repouso ou outras informações sobre o tratamento.

 

Tipos de Notificações de Receita

A Notificação de Receita (NR) é o documento que, acompanhado da receita, autoriza a dispensação de medicamentos das listas A1 e A2 (Entorpecentes), A3, B1 (Psicotrópicas), B2 (Psicotrópicas Anorexígenas), C2 (Retinóica para uso sistêmico) e C3 (Imunossupressoras).

Notificação de Receita tipo “A” – Cor Amarela

Para medicamentos extremamente controlados, como entorpecentes e alguns psicotrópicos, é utilizado o papel amarelo. Cada receituário pode conter a prescrição de apenas uma substância, com quantidade necessária para tratamento durante 30 dias – que é, também, o período de validade da receita.

Atenção: No caso de medicamentos controlados citados acima, todos os receituários médicos devem ser acompanhados de uma notificação de receita para análise da ANVISA. A notificação deve conter:

  • Sigla da unidade da federação;
  • Identificação numérica fornecida pela autoridade sanitária competente dos estados, municípios e Distrito Federal;
  • Identificação do profissional que está prescrevendo, com sua inscrição no conselho regional com a sigla da respectiva unidade da federação;
  • Identificação do paciente que irá utilizar o medicamento, com nome e endereço completo;
  • Nome do medicamento, dosagem, forma farmacêutica, quantidade (em algarismos arábicos e por extenso) e posologia;
  • Símbolo indicativo de riscos;
  • Data de emissão;
  • Assinatura do prescritor. Quando os dados do profissional estiverem devidamente impressos no campo do emitente, ele poderá apenas assinar a notificação de receita. Caso pertença a uma instituição hospitalar, o emitente deverá também utilizar seu carimbo, constando a inscrição no conselho regional;
  • Identificação do paciente, com nome, documento de identificação, endereço e telefone;
  • Identificação do fornecedor, com nome do estabelecimento, endereço, telefone, data e nome do responsável pela dispensação do medicamento;
  • Identificação da gráfica que emitiu o receituário, com nome, endereço e CNPJ em cada folha do talonário. Deve constar também a numeração do início ao fim concedidas ao profissional ou instituição, com número da autorização para confecção de talonários emitida pela vigilância sanitária local;
  • Identificação do registro, com anotação da quantidade aviada, no verso das folhas.

 

Observações Gerais:

  • Validade após prescrição: 30 dias. Válida em todo o território Nacional;
  • Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento;
  • Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável.

 

Notificação de Receita tipo “B” – Cor Azul

Este tipo de receituário é utilizado na receita médica de psicotrópicos e psicotrópicas anorexígenas. Cada receituário pode conter a prescrição de apenas uma substância, com quantidade necessária para tratamento durante 30 dias – que é, também, o período de validade da receita.

Observações Gerais:

  • Para medicamentos relacionados nas listas B1 (Psicotrópicas): Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 60 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável;
  • Para medicamentos relacionados nas listas B2 (Psicotrópicas Anorexígenas): Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento.

 

Notificação de Receita tipo “C” – Cor Branca

Existem diversos medicamentos que não necessitam de receituário médico para compra, mas que só devem ser adquiridos quando prescritos por um profissional. Nesse caso, é utilizado apenas uma receita simples, com uma via, geralmente em papel de cor branca.

Receituário Médico Branco Especial

Para medicamentos de uso controlado, como antibióticos, antirretrovirais, anabolizantes e alguns imunossupressores, é necessário a prescrição em duas vias: uma para o paciente, outra para a farmácia.

A receita médica, nesse caso, costuma possuir validade de 30 dias após a sua emissão e limita a quantidade de medicamento para o tratamento durante este período.

Observações Gerais:

  • Para medicamentos relacionados nas listas C2 (Subst. Retinóides de uso sistêmico): Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. Deve vir acompanhada do Termo de Consentimento de Risco e Consentimento Pós-Informação;
  • Para medicamentos relacionados nas listas C3 (Imunossupressoras): Validade após prescrição: 15 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento. Limitado a 30 dias o número de ampolas por medicamento injetável. Deve vir acompanhada do Termo de Esclarecimento para Usuário de Talidomida e Termo de Responsabilidade.

 

Os Tipos de Receitas

Receita de Controle Especial – Receita tipo “C” – Cor Branca

Para medicamentos relacionados nas listas C1 (Outras Subst. Sujeitas a Controle Especial em 02 vias): A primeira via (farmácia ou drogaria) e segunda via, para o paciente. Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 60 dias de tratamento. Máximo de 3 substâncias por receita. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. Antiparkinsonianos e Anticonvulsivantes: Receita para 6 meses de tratamento.

Para medicamentos relacionados nas listas C2 (Subst. Retinóicas de Uso Externo – Controle Especial em 02 vias). Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 60 dias de tratamento.

Para medicamentos relacionados nas listas C4 (Anti-Retrovirais – Sujeitas a Receituário do Programa DST/AIDS ou Sujeitas a Controle Especial em 02 vias): primeira via (farmácia ou drogaria) e segunda via, para o paciente. Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Limitado a 5 substâncias constantes da lista C4.

Para medicamentos relacionados nas listas C5 (Substâncias Anabolizantes – Sujeitas a Controle Especial em 02 vias): A primeira via (farmácia ou drogaria) e segunda via, para o paciente.  Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 60 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável.

Receita tipo “D” – Cor Branca

Para medicamentos relacionados nas listas D1 (Substâncias Precursoras de Entorpecentes e/ou Psicotrópicos), Sujeita a Receita Médica SEM Retenção.

Resumo do Receituário

Lista Tipo de Receita Ampolas Validade da receita após
prescrita
Quantidade Máxima
por Receita
A1 / A2 / A3
Entorpecentes/
Psicotrópicas
Notificação Receita A – Amarela 5 30 dias – válida somente no
estado emitente
Quantidade para 30
dias de tratamento
B1
Psicotrópicos
Notificação Receita B1 – Azul 5 30 dias – válida somente no
estado emitente
Quantidade para 60
dias de tratamento
B2
Anorexígenas
Notificação Receita B2 – Azul 30 dias – válida somente no
estado emitente
Quantidade para 30
dias de tratamento
C1
Psicoativos
Receita de Controle Especial / Branca / em 2 vias –
A primeira via retida farmácia ou drogaria e segunda
via, para o paciente.
5 30 dias – válida em todo o
território Brasileiro
Quantidade para 60
dias de tratamento
C2
Retinóides
(Uso tópico)
Receita de Controle Especial
(2 vias)
(sem retenção de receita)
30 dias – válida em todo o
território Brasileiro
Quantidade para 60
dias de tratamento
C2
Retinóides
(Uso Sistêmico)
Notificação de Receita Especial Retinóides / Branca
/ Termo de Conhecimento de risco e consentimento
pós-informação para pacientes do sexo feminino
menores de 55 anos de idade / Termo de
Conhecimentos de risco e consentimento pós informação para homens e mulheres maiores de 55
anos de idade
5 30 dias – válida em todo o
território Brasileiro
Quantidade para 30
dias de tratamento
C3
Imunossupressores
Notificação de Receita Talidomida / Branca / Deve
vir acompanhada do Termo de Esclarecimento para
Usuário de Talidomida e Termo de
Responsabilidade.
Para 30 dias 15 dias – válida somente no
estado emitente
Quantidade para 30
dias de tratamento
C4
Anti-Retrovirais
Receita de Controle Especial / Branca / Sujeitas a
Receituário do Programa DST/AIDS ou Sujeitas a
Controle Especial em 02 vias. A primeira via retida
farmácia ou drogaria e segunda via, para o paciente.
30 dias – válida somente no
estado emitente
C5
Anabolizantes
Receita de Controle Especial / Branca / em 2 vias. A
primeira via retida farmácia ou drogaria e segunda
via, para o paciente.
5 30 dias – válida em todo o
território Brasileiro
Quantidade para 60
dias de tratamento
D1
Precursores
Receita Simples / Sem retenção
D2
Polícia Federal    

Referências:

  1. CRM ParanáPortal AnvisaConselho Federal de Farmácia

O que você sabe sobre as Interações Farmacêuticas?

A principal pergunta que lota minha caixa de perguntas é: Como faço para administrar tal medicamento com outro, o que pode e o que não pode ser administrado na mesma seringa?

Vamos lá pessoal!

Existe o que chamamos de Interações Farmacêuticas, também chamadas de incompatibilidade medicamentosa, ocorrem antes da administração dos fármacos no organismo, quando se misturam dois ou mais deles numa mesma seringa, equipo de soro ou outro recipiente.

Isso pode acarretar em:

  • Alterações organolépticas: evidenciadas como:
    • Mudanças de cor;
    • Consistência (sólidos);
    • Opalescência;
    • Turvação;
    • Formação de cristais;
    • Floculação;
    • Precipitação;
    • Associadas ou não a mudança de atividade farmacológica;
    • Diminuição da atividade de um ou mais dos fármacos originais;
    • Inativação de um ou mais fármacos originais;
    • Formação de novo composto (ativo, inócuo, tóxico);
    • Aumento da toxicidade de um ou mais dos fármacos originais.

A Principal preocupação é você conhecer e entender a medicação que está administrando, tomando toda a cautela na hora de uma infusão simultânea com outra em uma mesma via também, por exemplo.

“Mas qual é a diluição que você faz de tal medicação?”

A diluição é um fator recorrente de protocolos institucionais, são disponibilizados diversas tabelas de diluições pela internet, mas lembrando que: “O QUE USA EM TAL INSTITUIÇÃO PODE SER QUE NÃO USE NO SEU!”.

Tenho até como exemplo em minha própria instituição, onde a padronização de medicamentos de alta vigilância são totalmente diferentes nas formas de diluições, de uma UTI para outra UTI.

Imagina lá fora!

Que exemplos que posso citar de incompatibilidade medicamentosa, se administrado juntos?

  • DIAZEPAN + SOLUÇÕES FISIOLÓGICAS: CAUSA PRECIPITAÇÃO;
  • HEPARINA + HIDROCORTIZONA:INATIVA A HEPARINA;
  • PENICILINA + HIDROCORTISONA: INATIVA PENICILINA;
  • INSULINA MESMO FRASCO OU SERINGA:PRECIPITAÇÃO E INATIVAÇÃO;
  • BICARBONATO + MIDAZOLAM EM MESMA VIA: CRISTALIZA A VIA PODENDO CAUSAR OBSTRUÇÃO.

Diuréticos que atuam no Néfron

💡 Quem já ficou com algum paciente, que recebe uma prescrição médica com dois tipos de diuréticos diferentes?

Quem não vai a fundo ao conhecimento, provavelmente vai achar estranho isso.

Mas saiba que o que todos tem em comum é que elevam a taxa do débito e volume urinário, aumentando a excreção de sódio(Na+) e Cloreto(Cl-), através de uma ação sobre os Rins.

Mas, tais classes de diuréticos atuam nas partes dos néfrons específicos onde ocorrem a maior parte da reabsorção ativa e seletiva de solutos!

Podendo:

– Uns aumentarem a perda de potássio, outros de cloro, e outros de sódio. Podendo poupar também os mesmos!

Cada diurético e sua classe é utilizada para usos clínicos específicos!

Hidantalização: Já ouviu falar?

Pacientes com crises convulsivas são mais propensos a apresentar crises sucessivas, ou seja, durante várias vezes em vários períodos durante o dia.

Paciente que já está internado em UTI, que possa ter um histórico de epilepsia, pode estar sujeito a passar por processo de “hidantalização”, ou seja, o médico solicita uma solução de ataque de fenitoína baseado nos cálculos em cima do peso do paciente, com infusão lenta e endovenosa, em bomba de infusão, sempre monitorado e ser observado para quaisquer problemas como hipotensão e arritmia.

O Hidantal é um potente anti-convulsivante também usado como um auxiliar farmacológico nos casos crônicos de epilepsia.