Fluidoterapia e suas indicações

A fluidoterapia é considerada um tratamento de suporte, tendo como principais objetivos expandir a volemia, corrigir desequilíbrios hídricos e eletrolíticos, suplementar calorias e nutrientes, auxiliar no tratamento da doença primária.

Entretanto é importante que a doença primária seja diagnosticada e tratada adequadamente.

Água corporal

A água é a substância mais abundante nos seres vivos, todas as reações químicas do organismo são realizadas em meio aquoso.

A água corporal total representa de 60 a 70% do peso corporal.

Destes 60%, 2/3 (40%) está localizado no espaço intracelular e 1/3 (20%) no espaço extracelular, que inclui plasma e espaço intersticial.

A água ingressa no organismo através dos alimentos e da água ingerida e é eliminada por pele, pulmões, rins e intestino. Mesmo que ocorram variações no consumo e perda de água e eletrólitos no organismo, as concentrações destes nos diferentes compartimentos, é mantida de forma relativamente constante.

Componentes da fluidoterapia

Depois de realizar a avaliação clínica e laboratorial do paciente, pode-se classificar o tipo e porcentagem de desidratação que este apresenta. Então parte-se para a escolha do tipo de fluido a ser utilizado.

A fluidoterapia compreende três etapas: reanimação, reidratação e manutenção. A reanimação normalmente é necessária em casos de emergência, onde se devem repor perdas ocorridas devido a uma patologia existente.

Um exemplo são pacientes em choque que necessitam de rápida administração de grande volume de fluido, a fim de expandir o espaço intravascular e corrigir o déficit de perfusão. Outro exemplo são pacientes com vômito e diarréia severa.

A reidratação é a etapa de reposição, onde se necessita repor a volemia, repor perdas dos compartimentos intra e extracelular.

A etapa de manutenção é utilizada em casos de pacientes com hidratação normal, mas que são incapazes de ingerir volume de água adequado para manter o equilíbrio dos fluidos.

Tipos de fluidos

Ringer com lactato

É uma solução isotônica, cristalóide, com composição semelhante ao LEC, pH 6,5, utilizada para reposição.

Tem características alcalinizantes, uma vez que o lactato sofre biotransformação hepática em bicarbonato, sendo indicado para acidoses metabólicas.

Por conter cálcio é contra-indicada para pacientes hipercalcêmicos, assim como não é indicada para pacientes hepatopatas.

Não deve ser administrada junto com hemoderivados, no mesmo cateter intravenoso, para evitar precipitação do cálcio com o anticoagulante.

Ringer Simples

Possui características semelhantes ao ringer lactato, porém não contém lactato, é utilizada para reposição.

Contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes (pH 5,5).

É uma solução de emprego ideal nas alcaloses metabólicas. É uma solução cristalóide, isotônica.

Solução NaCl a 0,9%

É uma solução cristalóide, isotônica, utilizada para reposição, não é uma solução balanceada, pois contém apenas sódio, cloro e água.

É acidificadora, sendo indicada para pacientes com alcalose, hipoadrenocorticismo (por aumentar reposição de sódio), insuficiência renal oligúrica ou anúrica (pois evita retenção de potássio) e hipercalcemia (pois não contém cálcio).

Solução de glicose a 5% em NaCl a 0,9%

Também é chamada de solução glicofisiológica, solução cristalóide utilizada para reposição. Possui composição semelhante à solução de NaCl a 0,9%.

Apresenta, porém maior osmolaridade e pH 4,0.

Solução de glicose a 5%

É uma solução que contém glicose em água.

É utilizado para administração de medicamentos dissolvidos ou diluídos através de acessos venosos ou como nutriente energético, uma vez que a glicose é uma fonte de energia facilmente absorvida pelas células.

Existe nas vertentes isotônica (5 ou 5.5%, em massa, isto é, 5 ou 5.5g/100ml de glicose)hipotônica (2.5%) e hipertônica (10%).

Referência:

Wikipedia

Veja também:

 

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

Cristalóides: O Ringer Lactato

Os Anti-Histamínicos: O que são?

Histamínicos

Os antihistamínicos, também conhecidos como antialérgicos, são um grupo de medicamentos que agem no organismo inibindo a ação de uma substância conhecida como histamina, responsável pelos processos alérgicos.

Têm como objetivo aliviar os sintomas da alergia caracterizada principalmente pela coceira, espirros, vermelhidão e secreção ocular e nasal.

O uso desses medicamentos se prolonga por vários dias até o desaparecimento dos sintomas. Também são mais efetivos quando utilizados no início da reação alérgica.

As Gerações dos Anti-Histamínicos

Existem dois tipos principais de anti-histamínicos que incluem:

  • Primeira geração: são remédios, como Hidroxizina ou Clemastina, que diminuem os sintomas de alergia mas que provocam sonolência;
  • Segunda geração: são medicamentos, como Cetirizina ou Desloratadina, que não provocam sono.

Os dois tipos de anti-histamínicos apenas variam na sua duração e efeitos colaterais, sendo que os de primeira geração não são recomendados para tratamento de problemas crônicos, como asma, por exemplo.

Conheça os Principais Anti-Histamínicos

Loratadina

É um remédio antialérgico usado no alívio dos sintomas de rinite alérgica como coceira nasal, tosse alérgica, coriza, espirros.

Koide D

É indicado para ajudar no tratamento de problemas respiratórios como asma brônquica grave ou rinite alérgica.

Hixizine

É indicado para o tratamento de problemas na pele como urticária, eczema atópico, prurido, angioedema, dermografismo.

Desloratadina

É indicado para o alívio dos sintomas da rinite alérgica, como nariz escorrendo, espirros e coceira.

Alektos

É indicado para tratamento dos sintomas da rinoconjuntivite alérgica, como espirros, nariz entupido, coceira.

Decongex Plus Gotas

É indicado para desentupir o nariz e diminuir o excesso de secreções no nariz e na garganta, aliviando os sintomas de gripe.

Polaramine

É indicado para o tratamento de alergias, urticária, coceira, vermelhidão, rinites alérgica, picada de inseto, conjuntivite alérgica.

Allegra

É indicado para manifestações alérgicas, no tratamento da rinite alérgica e urticária, em adultos e crianças com mais de 12 anos.

Maleato de dexclorfeniramina

Indicado para tratar alergias, coceira, rinite alérgica, urticária, picadas de inseto, conjuntivite alérgica, dermatite atópica ou eczemas.

Allegra D

É indicado para alívio dos sintomas associados aos processos congestivos das vias aéreas superiores, tais como espirros.

Notuss

É um medicamento para a gripe e para a tosse, indicado para o tratamento da tosse seca e irritante sem catarro, espirros, dores do corpo.

Dexmine

É  indicado no tratamento adjuvante das afecções alérgicas do aparelho respiratório, como asma brônquica grave e rinite alérgica.

Fenergan

Utilizado para aliviar os sintomas de alergia como coceira, coriza ou vermelhidão, assim como reações anafiláticas.

Maleato de dexclorfeniramina + betametasona

É indicado no tratamento adjuvante da asma brônquica grave e rinite alérgica, dermatite atópica.

Hidroxizina

É indicada para o tratamento da coceira na pele causada por reações de alergia como urticária ou dermatite atópica e de contato.

Zina

É um medicamento antialérgico indicado no tratamento dos sintomas associados a doenças alérgicas, como rinite alérgica sazonal.

Cetirizina

É indicada para o tratamento dos sintomas da rinite alérgica, como nariz entupido, coriza, coceira e espirros.

Histadin

É indicado para o alívio dos sintomas associados com a rinite alérgica (por exemplo: febre do feno), como: coceira nasal, nariz.

Desalex

Indicado para alivio dos sintomas de rinite alérgica como coriza, espirros, coceira no nariz, ardor e coceira nos olhos, lacrimejo.

Lastacaft

É um colírio antialérgico indicado para a prevenção da coceira nos olhos causada pelas conjuntivites alérgicas.

Prometazina

Indicado para o tratamento de reações alérgicas e anafiláticas, na prevenção de vômitos do pós-operatório e enjoos de viagens.

Fexofenadina

Está indicado como anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como rinite alérgica.

Periatin

Anti-histamínico sistêmico.

Aerius

É um medicamento indicado para o alivio dos sintomas da rinite alérgica, como espirros, corrimento ou coceira nasal, coceira no céu da boca.

Teldane

Anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como, rinites, alergias dermatológicas mediadas pela histamina (urticária).

Zyrtec

O Zyrtec é indicado para o tratamento de rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária e outros tipos de alergia.

Cromolerg 4%

Por sua ação antialérgica, Cromolerg (cromoglicato dissódico) solução oftálmica é indicado no tratamento das afecções alérgicas.

Actifedrin

Actifedrin é um antialérgico encontrado na forma de xarope e comprimidos indicado para rinites, em adultos e crianças com mais de 2 anos de idade.

Claritin-d

É indicado para o alívio dos sintomas associados à rinite alérgica e ao resfriado comum.

Relestat

Relestat é um colírio indicado para o tratamento e prevenção dos sintomas de irritação e coceira nos olhos, que caracterizam a conjuntivite.

Rafex

Está indicado como anti-histamínico no tratamento das manifestações alérgicas, tais como rinite alérgica e urticária.

Zyxem

No tratamento dos sintomas associados às enfermidades alérgicas, como: rinite alérgica sazonal (incluindo os sintomas oculares), rinite alérgica.

Zyrtec Solução

Zyrtec é indicado para o tratamento de rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária e outros tipos de alergia.

Benalet

Benalet é indicado como tratamento adjuvante (auxiliar) nos quadros de afecções das vias aéreas superiores como tosse, irritação da garganta.

Naricin

Tratamento das rinofaringites e suas manifestações. Resfriado comum; rinites alérgica, infecciosa ou vasomotora; faringites e sinusites.

Periactin

É indicado para reações de origem alérgica, no tratamento de alergias na pele, coceira da catapora.

Asmax

Está indicado na profilaxia da: asma brônquica, das bronquites, das rinites e das dermatites alérgicas.

Lastacaft Solução oftálmica

É indicado para a prevenção da coceira nos olhos causada pelas conjuntivites alérgicas.

Agasten

É indicado para o tratamento dos sinais e sintomas de reações alérgicas na pele, rinite alérgica.

Loralerg

Está indicado no tratamento sintomático de manifestações associadas a rinite alérgica tais como: coriza, espirros e prurido nasal, ardor.

Levolukast

Está indicado para aliviar os sintomas associados à rinite alérgica sazonal, que surge em algumas épocas do ano.

Loranil-d

É indicado para o alívio sintomático da congestão das vias aéreas superiores, em casos de resfriado e rinite alérgica.

Loranil

Alívio dos sinais e sintomas associados com rinite alérgica, urticária crônica e outras afecções dermatológicas.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação conforme o recomendado e a não interromper o tratamento sem antes procurar um medico especializado;
  • A medicação não deve ser usada em crianças prematuras ou recém nascida nem durante a gestação;
  • Informar sempre ao paciente sobre as reações adversas que o remédio pode causar;
  • Remendar ao paciente que evite o consumo de álcool;
  • Uso de roupas leves;
  • Evitar dirigir;
  • Orientar a evitar de realizar atividades que usam ferramentas ou máquinas que podem provocar acidentes;
  • Oriente a consultar o médico antes de tomar outro fármaco que possa causar sedação, como alguns medicamentos para tratar insônia, dores crônicas (codeína, tramadol) ou neuromoduladores (gabapentina, pregabalina).

Berotec Vs. Atrovent: Conheça as diferenças sutis!

Berotec Atrovent

Um dos medicamentos mais utilizados em setores ambulatoriais e hospitalares, o Berotec (Bromidato de Fenoterol) e o Atrovent (Brometo de Ipratrópio), são utilizados em conjunto com a finalidade de broncodilatação, mas precisamos saber que eles têm mecanismos de ação diferentes.

As Características Físicas destes medicamentos

Ainda um pouco confundido por algumas pessoas, precisamos notar algumas características físicas sutis destes medicamentos, começando pela embalagem, que alguns fabricantes produzem, acabam ficando muito parecida umas com as outras.

Temos que sempre ler a embalagem e comparar com a prescrição médica, isso é de praxe. Mas alguns médicos não dispõem dos nomes dos princípios ativos do Berotec e Atrovent, e muitos profissionais ainda não conseguem decifrar a diferença de uma para a outra.

Primeiramente observamos os segundos nomes destes princípios ativos: O Bromidato de Fenoterol, onde a palavra “Fenoterol” possui a primeira consoante, e podendo comparar com o nome comercial “Berotec”, que assim também provém de uma primeira consoante. Já o Brometo de Ipratrópio, onde a palavra “Ipratrópio” provém de uma primeira vogal, podendo ser comparada com a primeira vogal do nome comercial “Atrovent”, sendo uma da maneira muito utilizada pelos profissionais que assim memorizam estes medicamentos sem realizar a troca errônea das mesmas.

Todo frasco de Bromidato de Fenoterol apresentada sob frasco de 20 ml, contém 5mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 5 miligramas desta solução.

Todo frasco de Brometo de Ipratrópio apresentada sob frasco de 20ml, contém 0,25mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 0,25 miligramas desta solução. (Cada gota contém 0,0125 mg de brometo de ipratrópio (equivalente a 0,0101 mg de ipratrópio). 

As Características Farmacológicas destes Medicamentos

Ambos os medicamentos são broncodilatadores. Porém cada um age de uma maneira diferente no organismo:

O Fenoterol é um fármaco agonista de ação rápida do receptor β2 adrenérgico, com duração próxima a oito horas, muito utilizado nas crises asmáticas e em paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) severo.

O Ipratrópio é um fármaco anticolinérgico derivado da atropina e administrado por via de inalação como coadjuvante na broncodilatação para o tratamento de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com o início de ação de normalmente de 15 a 30 minutos, dura entre três a cinco horas.

Porque a combinação de Berotec com Atrovent em alguns casos?

A combinação de Brometo de Fenoterol e Brometo de Ipratrópio (substância ativa) é destinado ao tratamento e profilaxia dos sintomas de limitação de fluxo de ar reversível nos distúrbios obstrutivos crônicos das vias respiratórias como asma brônquica e, sobretudo bronquite crônica, com ou sem enfisema pulmonar.

Deve-se considerar a adoção de um tratamento anti-inflamatório concomitante para pacientes com asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que responda ao tratamento com esteroides.

Nos casos de bronco constrição aguda, o Fenoterol e o Ipratrópio exercem sua ação logo após a administração, sendo também apropriado para o tratamento de episódios de broncoespasmos.

O uso concomitante destes dois princípios ativos dilata os brônquios pela atuação em diferentes sítios de ação farmacológica. Deste modo, as duas substâncias ativas complementam-se mutuamente em sua ação sinérgica espasmolítica do músculo brônquico e permitem ampla utilização terapêutica nos distúrbios bronco pulmonares associados com constrição do trato respiratório.

A ação complementar é tal que permite a utilização de pequena quantidade do composto beta-adrenérgico para a obtenção do efeito desejado, sem potencializar as reações adversas, facilitando a individualização da dose para cada paciente.

Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

medicamentos alta vigilância

Os medicamentos de alta vigilância (MAV), também denominados medicamentos de alto risco (MAR), são aqueles que apresentam risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência da falha no processo de utilização.

A finalidade da classificação desses medicamentos como de alto risco é reduzir possíveis erros relacionados aos medicamentos de alta vigilância por meio da padronização dos procedimentos para prescrição, armazenamento, preparo e administração; restrição ao acesso; melhorias na qualidade e na acessibilidade à informação sobre esses medicamentos; e uso de rótulos auxiliares e alertas automáticos.

Os medicamentos eleitos como de alta vigilância são identificados com etiqueta de cor vermelha, conforme protocolo de cada instituição, durante todo o seu processo de utilização.

Conheça os Principais Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

Adrenalina 1mg/ml – Ampola
Adenosina 3mg/ml (ADENOCARD®) – Ampola
Alfentanila 0,544mg/ml-5ml (RAPIFEN®) – Ampola
Amiodarona 150mg/3ml (ANTLASIL/ANCORON®)  Ampola
Anfotericina B 50mg – (FUNGISON®) – Frasco-Ampola
Anfotericina Lipossomal 5mg/ml – 20ml (ABELCET®) – Frasco-Ampola
Cetamina 50mg/ml – 10ml (KETAMIN®) – Frasco-Ampola
Cisatracúrio 10mg/5ml – (NIMBIUM®)- Ampola
Cloreto de Potássio 19,1% – 10ml (KCL) – Ampola
Cloreto de Sódio 20% – 10ml (NaCL 20%) – Ampola
Dobutamina 250/20ml (DOBUTREX®) – Ampola
Dopamina 50mg/10ml (REVIVAN®) – Ampola
Efedrina 50mg/ml – (EFEDRIN®) – Ampola
Fentanil 50mcg/10ml (FENTANEST®) – Frasco-Ampola
Glicose a 50% – 10 ml – Ampola
Gluconato de Cálcio 10% – 10ml – Ampola
Heparina 5.000 UI/ml – 5ml (HEPTAR®) – Frasco-Ampola
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – 10ml – Frasco-Ampola
Insulina Humana Regular 100 UI/ml – 10ml  – Frasco-Ampola
IOEXOL 300mg/50ml (OMNIPAQUE®) – Frasco
Levosimendana 2,5mg/ml – 5ml (SIMDAX®) – Ampola
Metaramidol 10mg/1ml (ARAMIN®) – Ampola
Midazolam 15mg/3ml (DORMONID®) – Ampola
Midazolam 50mg/10ml (DORMONID®) – Ampola
Milrinona 1mg/ml (PRIMACOR®) – Ampola
Morfina 10mg/ml (DIMORF®) – Ampola
Nitroprussiato de Sódio 50mg/2ml (NIPRIDE®) – Ampola
Noradrenalina 4mg/ml (HYPONOR®) – Ampola
Oxitocina 5UI/ml (SYNTOCINON®) – Ampola
Pancurônio 2mg/ml (PANCURON®) – Ampola
Propofol 10mg/ml 1% e 2% 50ml (FRESOFOL®) – Frasco-Ampola
Propofol 10mg/ml 20ml (PROFOLEN®) – Frasco-Ampola
Diatrizoato de Meglumina 60% – 20ml (RELIEV®) – Frasco
Rocurônio 50mg/5ml – (ESMERON®) – Ampola
Succinilcolina 100mg/5ml (QUECILIN®) – Frasco-Ampola
Sufentanila 50mcg/ml – 2 ml – (FASTFEN®) – Ampola
Sulfato de Magnésio 10% (MgSO4) – 10ml – Ampola
Sulfato de Magnésio 50% (MgSO4) – 10 ml – Ampola
Varfarina 5mg (MAREVAN®) – Comprimido
Vasopressina 20 UI/ml – 1ml (ENCRISE®) – Ampola

Para aprender mais sobre os medicamentos de alta vigilância e conhecer cada grupo, leia mais neste link:

http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/boletim_ISMP_32-Lista-atualizada.pdf

Saiba mais:

Vias de Administração de Medicamentos

Administração de Medicamentos

Via de administração é o caminho pelo qual uma droga é colocada em contato com o organismo. A via de administração é um constituinte muito importante para a taxa de eficiência da absorção do medicamento.

O método de administração dos medicamentos depende da rapidez com que se deseja a ação da droga, da natureza e quantidade da droga a ser administrada e das condições do paciente. As condições do paciente determinam, muitas vezes, a via de administração de certas drogas.

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Probióticos e Antibióticos

Probióticos e Antibióticos

Há mais de 100 trilhões de bactérias que vivem em seu corpo. Você tem mais bactérias do que células. Muitas dessas bactérias são úteis, ajudando na digestão, fortalecendo o sistema imunológico e manter as bactérias menos amigáveis ​​em dia. Quando bactérias nocivas causam doenças ou infecções, você pode usar um antibiótico para matar as bactérias. Infelizmente, algumas das bactérias probióticas benéficas também são destruídas. Tomar probióticos complementares durante o curso de antibióticos pode repor as bactérias boas e ajudar a reduzir alguns dos efeitos colaterais de tomar antibióticos, especialmente a diarreia.

O que são probióticos?

Do latim “pro” e “biota”, que significa “para a vida”, probióticos são definidos como microrganismos vivos administrados em quantidades adequadas, que conferem um efeito benéfico sobre a saúde do hospedeiro. Estas bactérias que vivem em colônias no trato gastrointestinal inferior e devem ser capazes de sobreviver a digestão para serem eficazes. Há mais de 1000 tipos de probióticos e cada um deles tem uma vantagem distinta. Os lactobacilos vivos podem ser usados como um dos exemplos mais populares e comuns de probióticos.

Antibióticos e seus efeitos colaterais

Você provavelmente já conhece bem os antibióticos, assim como seus efeitos colaterais. Eles são usados para matar vírus e bactérias que estão tomando conta de seu organismo e prejudicando sua saúde. O problema é que eles acabam causando efeitos secundários físicos, tais como gases, cãibras, flatulência e diarreia. De acordo com artigos científicos, uma em cada cinco pessoas param de usar os seus antibióticos antes do tratamento ser terminado por causa de diarreia. Para tratar a diarreia causada pelos antibióticos, você precisa de Saccharomyces boulardii, que um tipo de fungo benéfico e Lactobacillus rhamnosus GG, que é um tipo de bactéria. Tomar antibióticos também abre uma janela para patógenos que podem causar diarreia, porque os antibióticos matam as bactérias prejudiciais e benéficas sem discriminação. Tomar probióticos ajuda a combater esses patógenos, especialmente Clostridium difficile, que é a causa mais comum de diarreia associada ao uso de antibióticos.

Uso dos probióticos

Embora você possa tomar probióticos enquanto usa antibióticos, não o faça ao mesmo tempo. A recomendação é esperar pelo menos duas horas antes ou depois de tomar o antibiótico para consumir seu suplemento probiótico. Procure suplementos probióticos que contêm as bactérias específicas que você precisa e tenha pelo menos 1 bilhão de células vivas. Os probióticos são geralmente considerados seguros, mas verifique com um médico antes de adicionar qualquer tipo de suplemento para sua dieta.

Você pode comprar iogurtes e produtos enriquecidos com probióticos na próxima vez que for tomar um antibiótico, reduzindo assim os efeitos colaterais. Ou melhor ainda, você pode pedir ao médico a receita dos probióticos para uma melhor saúde. O que não pode acontecer é você tomá-los indiscriminadamente, pois eles em excesso podem causar os mesmos males das bactérias e vírus dos quais você queria se livrar.

Veja mais em:

farmacologia

A Terlipressina e a Hipertensão Portal (HP)

Terlipressina

A Hipertensão Portal (HP) tem como principal etiologia a doença hepática crônica, é o desenvolvimento da hipertensão portal , responsável pelas conseqüências, complicações clínicas e o prognóstico reservado da hepatopatia crônica. Na fisiopatologia da hipertensão portal observa-se a liberação de substâncias vasoativas com vasodilatação esplâncnica e conseqüentemente um aumento do fluxo sanguíneo para o Sistema portal.

A Terlipressina é um análogo sintético da vasopressina que age na diminuição da pressão sanguínea portal devido a vasoconstrição no território esplâncnico. Portanto a Terlipressina é indicada no tratamento das complicações resultantes da Hipertensão Portal presentes na forma mais severa da doença como:

  • Controle do sangramento por ruptura de varizes esofágicas.
  • Na Síndrome hepatorrenal, a terlipressina causa vasoconstrição na circulação esplâncnica, aumenta o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular.

Alguns Fatos:

• A hemorragia digestiva alta é responsável por 1 a 2% das internações hospitalares de urgência no Brasil.
• A mortalidade por HDA gira em torno de 10%. No entanto, pacientes com comorbidades tendem a apresentar níveis mais altos de mortalidade.
• Pacientes com IC complicada podem apresentar até 28,4% de mortalidade.
• Pacientes com sangramento por varizes esofágicas geralmente apresentam perdas sanguíneas de maior amplitude.

O que são Varizes Esofágicas?

As varizes esofágicas são vasos colaterais portossistêmicos, que se formam, preferencialmente na submucosa do esôfago inferior, embora possam ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo.

A freqüência das varizes esofágicas varia entre 30% e 70% dos pacientes cirróticos, e 9–36% dos pacientes apresentam varizes conhecidas como de “alto risco”. No momento do diagnóstico de cirrose, aproximadamente 30% dos pacientes cirróticos apresentam varizes esofágicas, alcançando 90% após uns 10 anos.

A presença de varizes gastroesofágicas (VEG) está correlacionada com a gravidade da doença hepática.   Cerca de 40% dos pacientes classificados como Child–Pugh A e 85% dos Child–Pugh C apresentam varizes. No entanto alguns pacientes podem apresentar varizes e hemorragia nas primeiras etapas da doença, apesar da ausência de cirrose.

Por esta razão, recomenda-se o rastreamento de VEG com exame endoscópico em todos os pacientes com diagnóstico de cirrose hepática. Os com Child A e sem varizes à endoscopia inicial devem fazer exame de controle a cada dois ou três anos; já nos Child B e C, controle endoscópico deve ser anual.

Os fatores de risco para sangramento de varizes incluem: disfunção hepática, ingestão contínua de álcool, varizes de grosso calibre e presença de sinais vermelhos nas varizes.

Fatores preditivos de sangramento

  • Localização das varizes: varizes esofágicas sangram com maior freqüência que as gástricas, porém quando ocorre sangramento por ruptura de varizes gástricas é de maior gravidade
  • Tamanho das varizes: quanto maior o calibre, maior o risco de sangramento
  • Aparência das varizes: tortuosas, presença de sinais vermelhos
  • Pressão intravaricosa: quando > 15,2 mmHg é um valor preditivo independente da primeira hemorragia
  • Fatores clínicos do paciente

Critérios clínicos de alto risco

  • Idade maior que 60 anos
  • Choque, instabilidade hemodinâmica, hipotensão postural
  • Comorbidades associadas (cardiorrespiratória, renal, hepática e coagulopatia)
  • Uso de medicações: anticoagulantes e AINES
  • Hematêmese volumosa
  • Enterorragia volumosa
  • Melena persistente
  • Hemorragia digestiva em pacientes internados
  • Ressangramento em pacientes já tratados endoscopicamente

O Acetato de Terlipressina: Qual é a sua função?

A Terlipressina (ou nome comercial Glyspressin) é um análogo de ação prolongada da vasopressina, associado à menor frequência de efeitos colaterais cardiovasculares por atuação preferencial nos receptores V1. Seu uso se associa à redução significante das pressões portal e intra varicosa e do fluxo da veia ázigos, com efeito prolongado por aproximadamente quatro horas. Em contraste com a vasopressina, terlipressina podem ser administrados como injeções intermitentes, em vez de infusão intravenosa contínua e tem um perfil de reações adversas mais seguro.

Após a administração por via intravenosa, a terlipressina é transformada por ação de enzimas no agente ativo lisina-vasopressina. O metabolismo da terlipressina resulta em uma liberação gradual da vasopressina, que por sua vez determina a diminuição do diâmetro (vasoconstrição) dos vasos sanguíneos que irrigam os órgãos abdominais (esplâncnicos), provocando aumento da resistência ao fluxo sanguíneo intestinal e reduzindo a pressão na veia porta (veia que drena o sangue do sistema digestivo), e por fim, diminui a hipertensão portal e induz vasoconstrição no território esplâncnico, levando à contração dos músculos esofágicos e à compressão das varizes esofágicas.

A terlipressina é muito utilizada no tratamento da hemorragia digestiva alta varicosa (HDAV) e na síndrome hepatorrenal (SHR) do tipo 1, pois mostrou-se eficaz na redução da mortalidade e melhora da função renal.

Cuidado com as Interações Medicamentosas!

Tenha cautela no uso de terlipressina associado a medicações que ocasionem bradicardia (propofol, fentanil) pois este efeito pode se tornar mais frequente e exigir suspensão da medicação. O uso concomitante de propofol e terlipressina deve ser evitado pelo risco de bradiarritmias. Na bula do glypressin (terlipressina) diz: “Interações medicamentosas: O tratamento concomitante com medicamentos que são conhecidos por reduzirem o batimento cardíaco (indutores de bradicardia) como por exemplo propofol e sufentanil poderão causar bradicardia severa.”

As Associações possíveis com a Terlipressina

A associação com Albumina (1 g/kg no primeiro dia seguido por 40 g/dia) proporciona resposta mais adequada ao tratamento de urgência da síndrome hepatorrenal SHR.

Quais são as Contra-indicações para o uso da Terlipressina?

  • Antecedentes de isquemia miocárdica, cerebral ou mesentérica, vasculite, ou arritmia cardíaca, devem ser considerados como contra-indicação ao tratamento com Terlipressina. Quando houver apenas suspeita, sem confirmação de isquemia, o paciente deve ter avaliação criteriosa dos riscos e benefícios do tratamento antes da sua indicação;
  • Uso de outras drogas vasoativas (Octreotide, Vasopressina, Noradrenalina, Dopamina) não deve ser permitido concomitantemente com a Terlipressina;
  • Pacientes com sinais de insuficiência cardíaca congestiva não devem ser tratados pelo risco de congestão pulmonar com o uso de altas doses de Albumina;
  • Gestação;
  • Choque séptico;
  • Hipersensibilidade à terlipressina ou a qualquer outro excipiente da fórmula;

Tendo em precauções com:

  • Hipertensão , Aterosclerose, Arritmias cardíacas.

Os Cuidados de Enfermagem com pacientes em uso de Terlipressina

Na Hemorragia varicosa o controle de Hb/Ht, bem como dados abaixo relatados para a A síndrome hepatorrenal (SHR).

Observação e Monitorização:

  • Pressão Arterial Sistêmica;
  • Balanço hídrico e débito urinário;
  • Potássio e sódio séricos;
  • Creatinina e bilirrubina séricos.

 

Reavaliação após 3 dias: Se houve melhora de pelo menos 30% nos níveis de creatinina, manter a dose até que caia abaixo de 1,5 mg/dl, por até mais 3 dias (à critério médico somente).

Se não houve melhora, aumentar freqüência para 1mg EV de 4/4 horas por mais 3 dias (à critério médico somente).

Reavaliação após 6 dias: Se houve melhora de pelo menos 30% nos níveis de creatinina, manter a dose até que caia abaixo de 1,5 mg/dl, por até mais 3 dias (à critério médico somente).

Se não houver qualquer melhora dos níveis de creatinina, o caso será reavaliado e será considerada a possibilidade de parar o tratamento por falha ou a tentativa de elevação da dose de Terlipressina para 2 mg de 6/6 horas à critério da equipe, com nova avaliação após o 9º dia, e até no máximo por 12 dias.

OBS.: a Terlipressina deverá ter sua dose reduzida ou ser suspensa em casos de efeitos adversos graves como arritmias ou isquemia cardíaca, mesentérica ou de pele.

Qual é o tempo de tratamento com a Terlipressina?

Na Hemorragia Digestiva: 5 dias;

Na Síndrome Hepatorrenal: no máximo 12 dias.

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Farmacologia

Seringas: Tipos e Indicações

Seringas

As seringas são equipamentos usados por profissionais da área da saúde para inserir substâncias líquidas por vias: intravenosa, intramuscular, intracardíaca, intratecal, subcutânea, intradérmica e intramuscular.

Contudo, sendo também muito utilizada para retirar sangue e etc,  trata-se de um dispositivo que antigamente era produzido em vidro, e hoje em dia com material plástico, sendo que esta primeira forma era bastante usual e pela dificuldade de esterilizar a seringa, ocasionando grandes problemas com contaminação, infecções cruzadas, foi descontinuada a sua fabricação, sendo assim a mais utilizada as seringas de uso único, de material plástico, e descartáveis.

Como é formado o corpo de uma seringa?

Os componentes básicos de uma seringa são:

  • bico:  É o local onde se conecta a agulha;
  • O êmbolo: É feito de material de borracha, cujo papel é de selar a medicação internamente, para que não vaze pelo corpo da seringa, e ao empurrar, a mesma auxilia a injetar a medicação;
  • O corpo: É o local que será preenchido pela medicação ou outro líquido;
  • A Haste: É onde puxamos para aspirar empurramos para injetar;
  • A empunhadura: É onde seguramos, para realizar a introdução da medicação.
  • As linhas de graduação: É formado por linhas, para auxilar na dosagem que é necessário para tais medicamentos.

Os tipos de bicos

Vocês sabiam que existem dois tipos de Bico no mercado?

Podemos encontrar seringas tipo Luer Lockluer slip que nada mais é seringas com pontas rosqueadas ou com pontas bicudas.

A Seringa de bico Luer Slip tem um design que permite o encaixe facilitado da agulha e promove durante a manipulação o encaixe em cateteres,  aplicações de vacina,  coleta de sangue, e até em cateteres periféricos, além de infusão de medicações líquidas e menos viscosas.

Diferente da Seringa de bico Luer Lock que apresenta em sua ponta uma rosca dupla dificultando desprendimento da agulha, proporcionando assim maior segurança durante a manipulação da agulha no corpo humano.

Especialmente quando é administrado medicamentos oleosos tanto em vias subcutâneas, quanto musculares ou intravenosas.

Com certeza a preferência pelo tipo de conexão a ser usada independentemente do procedimento, é individual para cada profissional ou pela instituição nos protocolos assistenciais sendo que poucos procedimentos são efetivos como só certos tipos de seringa.

Seringas

Que graduações as seringas têm e para que indicações elas têm?

As graduações das seringas são variadas podendo ser encontrada sob a forma de:

  • A seringa de 1ml:  Geralmente usada para insulina intradérmica e subcutânea, a seringa de 1ml é dividida em cem partes iguais que correspondem a 1 para 100 por 1 ml = 100 unidades internacionais;
  • A seringa de 3ml:  É geralmente usada para administração de soluções intramusculares, é graduada e dividida em milímetros cúbicos, que significa que 3ml foram divididos em partes iguais com graduação de identificação que correspondem a 3 por 30 que é igual a 0,1 ml ou seja,  essa seringa é dividida de 0,5 em 0,5 ml,  e cada 0,5 ml é dividido em 0,1 ml;
  • A seringa de 5ml: É geralmente usada para administração de soluções intramusculares,  é graduado é dividida em milímetros cúbicos,  que significa que 5ml foram divididos em partes iguais com graduação de identificação que correspondem a 5 por 25 que é igual a 0,2 ml ou seja, essa seringa é dividida de 1ml, cada 1 ml é dividido em 0,2 ml;
  • A seringa de 10ml:  É geralmente usada para administração de soluções endovenosas, é graduado é dividida em milímetros cúbicos,  que significa que 10ml foram divididos em partes iguais com graduação de identificação, divididos em 10 por 50 que é igual a 0,2 ml ou seja essa seringa dividida de 1 ml, e cada 1 ml é dividido em 0,2 ml;
  • A seringa de 20ml: É geralmente usada para administração de soluções endovenosas, é graduada e dividida em milímetros cúbicos, que significa que 20 ml foram divididos em partes iguais com graduação de identificação, uma seringa de 20 ml possui números inteiros, pois 20 por 20 é igual a 1 ml, ou seja essa seringa é dividida em 1ml;
  • A seringa de 60ml: É geralmente usada para aspiração e injeção de grandes volumes líquidos e soluções, e alimentação enteral, durante procedimentos médicos, a sua escala de graduação de 1 em 1 ml.

OBSERVAÇÃO!

Não se esqueça a cada 1 ml é igual a 1 centímetro cúbico que corresponde a 1 CC, sendo que a unidade é igual a 0,01 ml.

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A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Administração medicamentos

O processo da administração correta de um medicamento vai muito além de aplicar uma injeção no paciente. Por ser um processo longo e que envolve mais de um profissional de saúde, está passível de erros. Para minimizar as falhas, há um protocolo “Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos”, publicado pela Anvisa.

“O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos deverá ser aplicado em todos os estabelecimentos que prestam cuidados à saúde, em todos os níveis de complexidade, em que medicamentos sejam utilizados para profilaxia, exames diagnósticos, tratamento e medidas paliativas”, ressalta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

1 – Paciente Certo

Para certificar-se que a medicação será administrada no paciente certo, indica-se:

  • Usar dois identificadores (nome do paciente e data de nascimento).
  • Perguntar ao paciente seus dados e confirmar com a pulseira de identificação.
  • Verificar se o nome corresponde ao nome identificado no leito, nome identificado no prontuário e nome identificado na prescrição médica.
  • Evitar internar dois pacientes com nomes similares na mesma enfermaria.
  • Evitar que o mesmo funcionário seja responsável pela prestação da assistência de enfermagem a dois pacientes com nomes similares.

2 – Medicamento Certo

Neste momento, deve-se:

  • Conferir se o nome do medicamento que tem em mãos é o que está prescrito. Antes de administrar, deve-se conferir o nome do medicamento com a prescrição médica.
  • Averiguar alergias. Pacientes que tenham alergia a alguma medicação devem ser identificados com pulseira e aviso no prontuário. Se houver associação de medicamentos, deve-se certificar-se de que o paciente não é alérgico a nenhum dos componentes.

3 – Via Certa

Nesta etapa importante, é fundamental:

  • Verificar se a via de administração prescrita é a via tecnicamente recomendada para administrar determinado medicamento.
  • Verificar se o diluente (tipo e volume) foi prescrito. Controlar gotejamento seguindo a velocidade de infusão estabelecida.
  • Analisar se o medicamento tem compatibilidade com a via prescrita. Ver identificação da via na embalagem.
  • Avaliar a compatibilidade do medicamento com os produtos utilizados para sua administração (seringas, cateteres, sondas, equipos, e outros).
  • Esclarecer todas as dúvidas com a supervisão de enfermagem, prescritor ou farmacêutico previamente à administração do medicamento.

4 – Hora Certa

O medicamento deve ser administrado sempre na hora prescrita, evitando atrasos.

É preciso reforçar que:

  • A medicação deve ser preparada na hora da administração, de preferência à beira leito.
  • Em caso de medicações administradas após algum tempo do preparo devemos atentar para o período de estabilidade (como quimioterápicos) e também para a forma de armazenamento.
  • A antecipação ou o atraso da administração em relação ao horário predefinido somente poderá ser feito com o consentimento do enfermeiro e do prescritor.

5 – Dose Certa

É fundamental:

  • Conferir atentamente a dose prescrita para o medicamento. Doses escritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” devem receber atenção redobrada, conferindo as dúvidas com o prescritor sobre a dose desejada, pois podem redundar em doses 10 ou 100 vezes superiores à desejada.
  • Verificar a unidade de medida utilizada na prescrição, em caso de dúvida ou medidas imprecisas (colher de chá, colher de sopa, ampola), consultar o prescritor e solicitar a prescrição de uma unidade de medida do sistema métrico.
  • Conferir a velocidade de gotejamento. Realizar dupla checagem dos cálculos para o preparo e programação de bomba para administração de medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância.

6 – Registro correto da Administração do Medicamento

O registro da administração das medicações é um instrumento importante para garantir a segurança do paciente e a continuidade do tratamento. Lembre-se de registrar:

  • Na prescrição: o horário da administração do medicamento e cheque (novamente)
  • Na anotação de enfermagem: registre o medicamento administrado e justifique em casos de adiamentos, cancelamentos, desabastecimento, recusa do paciente e eventos adversos.

7 – Orientação Correta

Tanto o profissional quanto ao paciente são responsáveis pela orientação correta, pois o paciente é uma barreira para prevenir erros. Por isso, deve ser envolvido na segurança de sua assistência.

Deve-se informar o paciente sobre qual medicamento está sendo administrado (nome), para que “serve” (indicação), a dose e a frequência que será administrado.

8 – Forma Certa

A forma farmacêutica do medicamento também deve ser checada:

  • O medicamento a ser administrado possui a forma farmacêutica e via de administração prescrita.
  • Verifique se forma farmacêutica e a via de administração prescritas estão apropriadas à condição clínica do paciente (por exemplo, se o nível de consciência permite administração de medicação por via oral – V.O).

9 – Resposta Certa

Na última etapa, é preciso observar cuidadosamente o paciente. O objetivo é verificar se o medicamento teve o efeito desejado.

Então, registre tudo em prontuário e informe ao prescritor os efeitos diferentes (em intensidade e forma) do esperado para o medicamento.

E nunca desconsidere relatos do paciente ou da família.

Referências:

Formas Farmacêuticas: Medicações Sólidas, Semi-Sólidas e Especiais

Formas Farmacêuticas

As Formas Farmacêuticas são as diferentes formas físicas que os medicamentos podem ser apresentados, para possibilitar o seu uso pelo paciente.

POR QUE EXISTEM AS DIFERENTES FORMAS FARMACÊUTICAS?

• Para facilitar a administração.
• Garantir a precisão da dose.
• Proteger a substância durante o percurso pelo organismo.
• Garantir a presença no local de ação específico.
• Facilitar a ingestão da substância ativa.
• Proteger o medicamento, devido a restrições físico-químicas de substâncias ou princípio(s) ativo ( s) do medicamento (instáveis ou sensíveis á luz, temperatura ou umidade).

Em alguns casos, as formas farmacêuticas servem para facilitar a administração de medicamentos por pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais, como por exemplo formas líquidas orais ou sublinguais para pessoas com dificuldade de ingerir sólidos (cápsulas ou comprimidos), ou ainda visando potencializar a ação do medicamento e evitar contato com determinadas áreas ou frações do corpo (caso de medicamentos trans dérmicos, intra-venosos ou de supositórios).

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