Aquecer Fluídos Intravenosos no Micro-Ondas: Saiba por que não deve fazer isso!

O aquecimento de soluções intravenosas e subcutâneas pode ser fundamental para prevenir a hipotermia pós-operatória, já que a diminuição da temperatura corporal por líquidos frios pode ser significante quando grandes volumes de soluções parenterais são administrados.

A hipotermia é uma complicação comum na ressuscitação fluídica da hipovolemia dos pacientes. Os fluidos intravenosos (IV) quentes demonstraram ser um adjunto na reposição de volume para evitar esta complicação.

 O uso de fornos de micro-ondas para aquecer soluções cristaloides intravenosas, como a de cloreto de sódio a 0,9% (solução salina), teve início nos anos 1980.

Apesar de esse ser um método simples, rápido e amplamente disponível, a temperatura inicial não tem sido levada em conta no aquecimento das soluções.

A prática usual é colocar bolsas de 500 ml no forno de micro-ondas e aquecê-las durante 60 segundos à potência máxima; quando bolsas de 1.000 ml são usadas, o tempo é costumeiramente ajustado para 120 segundos.

Como a temperatura final dependerá da inicial, diferenças consideráveis poderão existir caso não sejam usados parâmetros mais precisos. Isso pode levar a soluções insuficientemente ou excessivamente aquecidas.

Uma prática muito comum é a estocagem de fluidos parenterais em depósitos onde a temperatura não é controlada. A temperatura desses fluidos tende a se equalizar com aquela do local onde são armazenados. Isso pode levar a diferenças significantes entre as temperaturas de soluções armazenadas no verão e no inverno.

Aquecer tais soluções com micro-ondas, usando sempre os mesmos ajustes, pode levar a temperaturas finais significativamente diferentes, já que as temperaturas iniciais são também bastante diversas.

O procedimento usual é ajustar os fornos de micro-ondas, de qualquer modelo ou potência, para a potência máxima e aquecer bolsas de 500 ml de solução salina durante um minuto, dobrando esse tempo para bolsas de 1.000 ml, sem considerar a temperatura inicial.

Não existem determinações legais na ANVISA/MS para o uso do forno de micro-ondas para aquecimento de soluções eletrolíticas. Nesse sentido, máquinas automáticas de aquecimento de fluidos intravenosos podem ser usadas, evitando a utilização de fornos de micro-ondas e de cálculos para seu uso, assim como microfissuras na embalagem, queimaduras, trombose venosa e hemólise geradas por superaquecimento.

Referências:

  1. Esnaola NF, Cole DJ. Perioperativenormothermiaduring major surgery: is it important? AdvSurg. 2011;45:249-63;
  2. Bagatini A, Nascimento L. Aquecimento de soluções cristalóides em forno de microondas: segurança e toxicidade. RevBrasAnestesiol. 1997; 47(3):237-44;
  3. Sieunarine K, White GH. Full thicknessburnandvenousthrombosisfollowingintravenousinfusionofmicrowaveheatedcrystalloidfluids. Burns 1996; 22: 658–69;
  4. Meyer et al. Estudo experimental do aquecimento adequado de solução cristaloide por micro-ondas e dedução de equação para seu cálculo. RevBrasCirPlást. 2012;27(4):518-22;

Medicamentos de Atenção Básica

Os medicamentos básicos ou essenciais são aqueles destinados à Atenção Primária à Saúde, satisfazendo as necessidades prioritárias de cuidados da saúde da população. Entre eles, destacamos analgésicos, antitérmicos, antibióticos e anti-inflamatórios.

Importante ressaltar que também seguem protocolos de condição de uso. Incluem-se os medicamentos controlados pela portaria 344, dispensados no NGA e Centro de Saúde I e medicamentos manipulados.

MEDICAMENTOS PARA ATENÇÃO BÁSICA (para dispensação aos pacientes)

TRATO ALIMENTAR E METABOLISMO

– Antiácidos e fármacos para o tratamento da úlcera péptica
HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO, 61,5 MG/ML, SUSPENSÃO ORAL FRASCO 150 ML
OMEPRAZOL 20 MG CÁPSULA
RANITIDINA 150 MG. COMPRIMIDO

– Agentes antiespasmódicos, anticolinérgicos e propulsivos
DIMETICONA 75MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL
HIOSCINA 10 MG COMPRIMIDO (ESCOPOLAMINA BUTILBROMETO)

– Antieméticos e antinauseantes
METOCLOPRAMIDA 10 MG COMPRIMIDO
METOCLOPRAMIDA 4MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL

– Laxativos
OLEO MINERAL PURO. FRASCO 100ML

– Fármacos utilizados em diabetes
GLIBENCLAMIDA 5 MG COMPRIMIDO
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML. FRS 10ML FRASCO (CASA DO DIABÉTICO)
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML. FRS 10ML FRASCO (CASA DO DIABÉTICO)
METFORMINA 850 MG COMPRIMIDO

– Vitaminas e Suplementos minerais
CARBONATO DE CALCIO 500MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARBONATO DE CÁLCIO 500MG + VITAMINA D 200 UI (MANIPULADO) CÁPSULA
CARBONATO DE CÁLCIO 500MG + VITAMINA D3 400 UI (MANIPULADO) CÁPSULA
MULTIVITAMINAS, ASSOCIADAS COM SAIS MINERAIS COMPRIMIDO
POLIVITAMINICO GOTAS. FRASCO 30ML
SAIS REIDRATACAO ORAL, ENVELOPE
TIAMINA. CLORIDRATO 300 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
VITAMINAS DO COMPLEXO B, B1,B2,B3,B5,B6 DRÁGEA

SANGUE E SISTEMA HEMATOPOÉTICO

– Agentes antitrombóticos
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 100 MG COMPRIMIDO
VARFARINA SODICA 5MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA)

– Preparações antianêmicas
ÁCIDO FÓLICO 5 MG COMPRIMIDO
SULFATO FERROSO 25 MG FE ELEMENTAR/ML FRASCO 30ML SOL ORAL
SULFATO FERROSO 40MG (FE ELEMENTAR). COMPRIMIDO

– Farmacoterapia para o sistema circulatório e linfático
MELILOTUS OFFICINALIS 26,7MG + CUMARINA 4MG (MANIPULADO) CÁPSULA
RUTINA 100MG + CASTANHA DA ÍNDIA 300MG (MANIPULADO) CÁPSULA
PENTOXIFILINA 400MG COMPRIMIDO (NGA)

SISTEMA CARDIOVASCULAR

– Terapia cardíaca
AMIODARONA. CLORIDRATO 200 MG COMPRIMIDO
DIGOXINA 0.25 MG COMPRIMIDO
ISOSSORBIDA, SAL DINITRATO, 10 MG, COMPRIMIDO
ISOSSORBIDA, SAL DINITRATO, 5 MG, COMPRIMIDO SUBLINGUAL

– Anti-hipertensivos
CLONIDINA. CLORIDRATO 0.10 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
METILDOPA 250MG (MANIPULADO) CÁPSULA
METILDOPA 500MG (MANIPULADO) CÁPSULA

– Diuréticos
ESPIRONOLACTONA 25MG COMPRIMIDO
FUROSEMIDA 40 MG COMPRIMIDO
HIDROCLOROTIAZIDA 25 MG COMPRIMIDO

– Agentes beta-bloqueadores
ATENOLOL 50MG COMPRIMIDO
CARVEDILOL 12,5MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 25MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 3,125MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 6,25MG (MANIPULADO) CÁPSULA
PROPRANOLOL 40 MG COMPRIMIDO

– Bloqueador de canal de cálcio
ANLODIPINA 5MG COMPRIMIDO
NIFEDIPINA 20 MG RETARD COMPRIMIDO
VERAPAMIL 80MG COMPRIMIDO

– Agentes que agem no sistema renina-angiotensina
CAPTOPRIL 25 MG COMPRIMIDO
ENALAPRIL 20 MG COMPRIMIDO
ENALAPRIL 5 MG COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 25 MG COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 50 MG COMPRIMIDO

– Agentes hipolipemiantes
SINVASTATINA 10MG, COMPRIMIDO
SINVASTATINA 20MG, COMPRIMIDO
SINVASTATINA 40MG, COMPRIMIDO

DERMATOLÓGICOS

– Antifúngicos de uso tópico
CLOTRIMAZOL, 10 MG/G, CREME BISNAGA 20 G
MICONAZOL. NITRATO 20MG/G CREME GINECOLÓGICO + APLICADOR

– Emolientes e protetores
ÓXIDO DE ZINCO, ASSOCIADO COM VITAMINA A + VITAMINA D, POMADA BISNAGA
45G

– Antibióticos e quimioterápicos para uso dermatológico
NEOMICINA, ASSOCIADA COM BACITRACINA, 5MG + 250UI/G, POMADA BISNAGA 10 G

– Corticosteroides, preparações dermatológicas
DEXAMETASONA. ACETATO 1MG/G. CREME TUBO 10G

SISTEMA GENITURINÁRIO E HORMÔNIO SEXUAIS

– Anti-infecciosos e antissépticos ginecológicos
METRONIDAZOL 500MG/5G GEL GINECOLÓGICO + APLICADOR

– Hormônios sexuais e moduladores do sistema genital
ETINILESTRADIOL 0.03MG + LEVONORGESTREL 0.15MG. CARTELA COM 21 COMPRIMIDOS
MEDROXIPROGESTERONA 150MG/ML. 1ML INJETÁVEL
NORETISTERONA 0.35MG. CARTELA COM 35 COMPRIMIDOS
NORETISTERONA (ENANTATO)+ESTRADIOL(VALERATO) 50MG+5MG/ML INJ., AMPOLA

– Farmacoterapia para a próstata
DOXAZOSINA 2MG COMPRIMIDO

PREPARAÇÕES HORMONAIS SISTÊMICAS, EXCLUINDO HORMÔNIOS SEXUAIS

– Corticoides de uso sistêmico
DEXAMETASONA. ELIXIR 0.5 MG/5ML
PREDNISONA 20 MG COMPRIMIDO
PREDNISONA 5MG COMPRIMIDO

– Terapia para tireoide
LEVOTIROXINA SODICA 100 MCG COMPRIMIDO
LEVOTIROXINA SODICA 25 MCG COMPRIMIDO
LEVOTIROXINA SODICA 50MCG COMPRIMIDO

AGENTES ANTI-INFECCIOSOS DE USO SISTÊMICO

– Antimicrobianos de uso sistêmico
AMOXICILINA 250MG/5ML. FRS 150ML SUSPENSÃO ORAL
AMOXICILINA 500 MG CÁPSULA
AZITROMICINA 200MG/ML SUSPENSÃO ORAL
AZITROMICINA 500MG COMPRIMIDOS
BENZILPENICILINA G. BENZAT. 1.200.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
BENZILPENICILINA G. BENZAT. 600.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
BENZILPENICILINA PROCAINA + POTASSICA 400.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
CEFALEXINA 250MG/5ML. FRASCO 60ML SUSPSÃO ORAL
CEFALEXINA 500 MG COMPRIMIDO/CÁPSULA
GENTAMICINA 40MG. 1ML INJ., AMPOLA
GENTAMICINA 80MG. 2ML INJ., AMPOLA
SULFAMETOXAZOL 200MG/5ML+TRIMETOPRIM 40MG/5ML. FRASCO 100ML SUSPENSÃO ORAL
SULFAMETOXAZOL 400MG + TRIMETOPRIM 80MG COMPRIMIDO

– Antimicótico de uso sistêmico
FLUCONAZOL 150MG CÁPSULA
NISTATINA 100.000 UI/ML. SOL. ORAL

– Antivirais de uso sistêmico
ACICLOVIR 200 MG COMPRIMIDO

SISTEMA MUSCULO-ESQUELÉTICO

– Produtos antirreumáticos e anti-inflamatórios
COLCHICINA 0.5 MG COMPRIMIDO
DICLOFENACO SODICO 50MG. COMPRIMIDO
IBUPROFENO 50MG/ML 30ML FRASCO

– Antigotosos
ALOPURINOL 100MG COMPRIMIDO
ALOPURINOL 300MG COMPRIMIDO

SISTEMA NERVOSO

– Analgésicos
DIPIRONA SODICA 500MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL
PARACETAMOL 200MG/ML. FRASCO 15ML SOL ORAL
PARACETAMOL 750MG COMPRIMIDO

– Antiepiléticos
ACIDO VALPROICO 250 MG/5ML. 100ML XAROPE (NGA/CSI)
ACIDO VALPROICO 250MG CÁPSULA/COMPRIMIDO (NGA/CSI)
ACIDO VALPROICO 500 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CARBAMAZEPINA 100MG/5ML SUSPENSÃO ORAL FRASCO 100ML (NGA/CSI)
CARBAMAZEPINA 200 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENITOINA 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENOBARBITAL 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENOBARBITAL 40MG/ML. FRASCO 20ML SOL. ORAL (NGA/CSI)

– Fármacos antiparkinsonianos
BIPERIDENO 2 MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)

– Antipsicóticos
CARBONATO DE LITIO 300MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA 4%. FRASCO. 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA. CLORIDRATO 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA. CLORIDRATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 1 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 2MG/ML FRASCO 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 5 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL DECANOATO 50MG/ML INJETÁVEL (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA 40MG/ML FRASCO 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA. MALEATO 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA. MALEATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

– Ansiolíticos, hipnóticos e sedativos
CLONAZEPAM 2 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLONAZEPAN 2.5MG/ML. FRASCO 20ML SOL. ORAL (NGA/CSI)
DIAZEPAM 5MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
DIAZEPAN 10 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
NITRAZEPAM 5 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

– Antidepressivos
AMITRIPTILINA 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLOMIPRAMINA. CLORIDRATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FLUOXETINA 20MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)
IMIPRAMINA 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

ANTIPARASITARIOS

– Antiprotozoários
METRONIDAZOL 200MG/5ML. SUSPENSÃO ORAL FRASCO 100ML
METRONIDAZOL 250 MG COMPRIMIDO

– Anti-helmínticos
MEBENDAZOL 100 MG COMPRIMIDO
MEBENDAZOL 20MG/ML. SUSPENSÃO ORAL, FRASCO 30ML

– Ectoparasiticidas – incluindo escabicidas
DELTAMETRINA, 0,2MG/ML SHAMPOO FRASCO 100 ML
PERMETRINA 5% LOÇÃO 60ML

SISTEMA RESPIRATÓRIO

– Preparações nasais
SOL FISIOLOGICA NASAL + CLORETO BENZALCONIO. FRASCO 30ML

– Antiasmáticos – fármacos para doenças obstrutivas das vias aéreas
AMINOFILINA 100 MG COMPRIMIDO
SALBUTAMOL SPRAY 100MCG/DOSE. 200 DOSES FRASCO

– Anti-histamínicos de uso sistêmico
DEXCLORFENIRAMINA. MALEATO 2MG/5ML. FRASCO 120ML XAROPE
LORATADINA 10MG COMPRIMIDO
PROMETAZINA 25MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

ÓRGÃOS DO SENTIDO

– Oftalmológicos
CLORANFENICOL + RETINOL + AMINOACIDOS + METIONINA. POMADA OFTÁLMICA TUBO 10G
TOBRAMICINA 3MG/ML. FRASCO CONTA-GOTAS COM 5ML DE SOLUÇÃO OFTÁLMICA

MEDICAMENTOS PARA USO NAS UNIDADES DE SAÚDE (Destinados apenas aos procedimentos internos)

ACIDO ACETICO DILUIDO (MANIPULADO)
ÁCIDO TRANEXÂMICO 250MG/5ML INJ., AMPOLA
ADENOSINA 3MG/ML 2ML INJ., AMPOLA
ADRENALINA 1:1000. 1ML INJ., AMPOLA
AGUA PARA INJECAO 10ML AMPOLA
AGUA PARA INJECAO 5 ML AMPOLA
ALCOOL BORICADO (MANIPULADO) FRASCO
AMINOFILINA 0.24G/10ML SOL. INJ., AMPOLA
AMIODARONA (HCL) 150MG/3ML. INJ., AMPOLA
ATROPINA 0.25 MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
ATROPINA 1%. 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
BICARBONATO SODIO 8.4% INJ., AMPOLA
BIPERIDENO. LACTATO 5MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
CETOPROFENO 100MG/ 2ML – IM, INJ., AMPOLA
CICLOPENTOLATO 10MG/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
CITRATO DE FENTANILA 50 MCG/ML INJETÁVEL – 2ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORETO DE SUXAMETONIO 100MG INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
CLORETO DE SUXAMETONIO 500MG INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
CLORHEXIDINA SOLUCAO 0.12% FRASCO (MANIPULADA)
CLORIDRATO DE HIDRALAZINA 20MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORIDRATO DE NALBUFINA 10MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORIDRATO DE NALOXONA 0,4MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORPROMAZINA 25 MG/5ML. INJ., AMPOLA
COLAGENASE+CLORANFENICOL. 30G POMADA TUBO
DESLANOSIDO 0.4 MG/ 2ML. INJ., AMPOLA
DEXAMETASONA.FOSF 4MG/ML; 2,5ML INJ., AMPOLA
DIAZEPAN 5MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
DICLOFENACO SODICO 25MG/ML. 3ML INJ., AMPOLA
DIMENIDRINATO 30 MG + CLORIDRATO DE PIRIDOXINA 50MG + GLICOSE 1000MG +
FRUTOSE 1000MG INJETÁVEL – EV – 10ML
DIMENIDRINATO 50MG + PIRIDOXINA 50MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
DIPIR. SODICA + HIOSCINA 5ML INJETAVEL , AMPOLA
DIPIRONA + ADIF. + PROMETAZINA AMP. 2ML INJ., AMPOLA
DIPIRONA SODICA + HIOSCINA. 20 ML SOL. ORAL FRASCO
DIPIRONA SODICA 500MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
DOPAMINA 50MG/10ML. INJ., AMPOLA
ENEMA (SOL. FOSFATO MONOSSODICO+DISSODICO). 130ML. FRASCO
ERGOMETRINA 0.2MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
FENILEFRINA 10% SOL. OFTÁLMICA, 5ML FRASCO
FENITOINA 50 MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
FENOBARBITAL 200MG/ML. INJ., AMPOLA
FENOTEROL. 5MG/ML. 20ML SOL. P/ INALACAO FRASCO
FITOMENADIONA 10MG INJ., AMPOLA
FLUMAZENIL, CLORID. 0,1MG/ML 5ML INJ., AMPOLA
FLUORESCEÍNA 10MG/ML SOL. OFTÁLMICA 5ML FRASCO
FUROSEMIDA 10MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
GLICOSE 25% 10ML INJ., AMPOLA
GLICOSE 50% 10ML INJ., AMPOLA
GLUCONATO DE CALCIO 10%. 10ML INJ., AMPOLA
HALOPERIDOL 5MG/ML 1ML INJ., AMPOLA
HEPARINA 5000UI 5ML INJ., AMPOLA
HIDROCLORIDRATO DE DOBUTAMINA 250MG/20ML INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
HIDROCORTIZONA. SUCCINATO 100MG. INJ., AMPOLA
HIDROCORTIZONA. SUCCINATO 500MG. INJ., AMPOLA
HIDROXIDO DE POTASSIO 10%. SOLUCAO AQUOSA (MANIPULADO) FRASCO
IPATROPIO. BROMETO 0.025%. 20ML SOLUCAO P/INALACAO FRASCO
LEVOMEPROMAZINA 5MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
LIDOCAINA 20MG/G GEL 30G TUBO
LIDOCAINA C/ VASOCONSTRITOR. FRASCO 20ML INJ., AMPOLA
LIDOCAINA S/ VASOCONTRITOR. 20ML INJ., AMPOLA
LOÇÃO OLEOSA CICATRIZANTE À BASE DE ÓLEO DE GIRASSOL, ÁCIDOS GRAXOS
ESSENCIAIS COM VITAMINAS A E E.
METOCLOPRAMIDA 5MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
MIDAZOLAN 5MG/ML. 3ML INJ., AMPOLA
MORFINA , SULFATO 1MG/ML INJETÁVEL – 2ML (RESTRITO AO SAMU/PRONTO SOCORRO)
PODOFILINA 25%. SOL OLEOSA (MANIPULADO) FRASCO
POTASSIO. CLORETO 10% 10ML INJ., AMPOLA
POTASSIO. CLORETO 19.1% 10ML INJ., AMPOLA
PROMETAZINA (HCL) 25MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
PROXIMETACAÍNA 0,05 MG/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
RANITIDINA (HCL) 25MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
SODIO. CLORETO 10% 10ML INJ., AMPOLA
SODIO. CLORETO 20% 10ML I INJ., AMPOLA
SOLUCAO DE LUGOL (MANIPULADO ) FRASCO
SOLUCAO DE SCHILLER (MANIPULADO) FRASCO
SOLUÇÃO GLICERINADA 12% ENEMA FRASCO
SORO DE MANITOL. FRASCO COM 250 ML
SORO FISIOLOGICO 0.9% . 100ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9% . 125ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9% 1.000 ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 250 ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 250 ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 500 ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 500 ML (INFUSÃO EV)
SORO GLICOFISIOLÓGICO 5%. 500 ML
SORO GLICOFISIOLÓGICO 5%.1.000 ML
SORO GLICOSADO 5%. 250 ML
SORO GLICOSADO 5%. 500ML
SORO RINGER C/ LACTATO. FRASCO COM 500 ML
SULFADIAZINA DE PRATA 1% 50G. TUBO
SULFADIAZINA DE PRATA 1% POTE 400G. POTE
TERBUTALINA, SULFATO 0,5MG/ML 1ML INJ., AMPOLA
TETRACAÍNA, CLORIDRATO + FENILEFRINA, 10ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
TRAMADOL 50MG/ML INJETÁVEL – 2ML INJ., AMPOLA (RESTRITO AO SAMU/PRONTO SOCORRO)
TROPICAMIDA 0,01 G/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
VITAMINA C 100MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
VITAMINAS DO COMPLEXO B.2ml INJ., AMPOLA

Medicamentos de Uso Restrito ao Serviço Especializado

ACIDO FOLINICO 15 MG COMPRIMIDO (CSI)
ALENDRONATO DE SÓDIO 10MG (NGA/CSI)
ALENDRONATO DE SÓDIO 70MG (NGA/CSI)
AMOXICILINA 400MG + CLAVULANATO DE POTÁSSIO 57MG/ML SUSPENSÃO FRASCO 70ML (NGA)
BUDESONIDA, AEROSSOL NASAL, 50MCG/DOSE, FRASCO COM VÁLVULA
DOSIFICADORA (NGA/CSI)
CIPROFLOXACINO, CLORIDRATO 500MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HIPROMELOSE 0,2% A 0,5% SOL. OFTÁLMICA, FRASCO (CENTRO OFTALMOLÓGICO)
LEVODOPA 250MG + CARBIDOPA 25MG (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 100MG + 25MG CÁPSULA (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 100MG + 25MG, COMPRIMIDOS
DISPERSÍVEIS (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 200MG + 50MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
METIMAZOL 10MG.(TIAMAZOL) COMPRIMIDO (CASA DO DIABÉTICO)
MINOXIDIL 10MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (RENAIS CRONICOS)
PROPILTIOURACIL 100MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (CASA DO DIABÉTICO)
SALMETEROL 25MCG + FLUTICASONA 125MCG SPRAY 120 DOSES (NGA)
SERTRALINA, CLORIDRATO 50MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)

Saúde Não Tem Preço!

Para ter acesso gratuito aos medicamentos, basta que o usuário apresente o CPF, um documento com foto e a receita médica válida (validade de 120 dias) em qualquer um dos estabelecimentos (farmácias e drogarias) credenciados no Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”. Segue a lista dos medicamentos do Programa:

Hipertensão:

CAPTOPRIL 25 MG, COMPRIMIDO
MALEATO DE ENALAPRIL 10 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE PROPRANOLOL 40 MG, COMPRIMIDO
ATENOLOL 25 MG, COMPRIMIDO
HIDROCLOROTIAZIDA 25 MG, COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 50 MG

Diabetes:

GLIBENCLAMIDA 5 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 500 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 850 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 500 MG, COMPRIMIDO DE AÇÃO PROLONGADA
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 10 ML
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 5 ML
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, REFIL 3ML (CARPULE)
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, REFIL 1,5ML (CARPULE)
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 10 ML
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 5 ML
INSULINA HUMANA REGULAR 100UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, REFIL 3ML (CARPULES)
INSULINA HUMANA REGULAR 100UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, REFIL 1,5ML (CARPULES)

Asma:

SULFATO DE SALBUTAMOL 5 MG/ML – SOLUÇÃO INALAÇÃO
SULFATO DE SALBUTAMOL 100 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
BROMETO DE IPRATRÓPIO 0,25 MG/ML – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, SOLUÇÃO PARA INALAÇÃO
BROMETO DE IPRATRÓPIO 0,02 MG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 50 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 200 MCG/CÁPSULA – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, CÁPSULAS INALANTES 1 (UMA) CÁPSULA
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 200 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 250 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO

Considerações sobre o “Saúde Não Tem Preço”

Caso o paciente esteja impossibilitado de comparecer à farmácia ou drogaria:

Fica dispensada a obrigatoriedade da presença física do paciente, titular da prescrição médica e/ou laudo/atestado médico, quando se enquadrar na seguinte condição: incapacidade nos termos dos art. 3º e 4º do Código Civil, desde que comprovado.

Nesse caso, a dispensação somente será realizada mediante a apresentação dos seguintes documentos:

a) do paciente, titular da receita, CPF, RG ou certidão de nascimento;

b) do representante legal, o qual assumirá, juntamente com o estabelecimento, as responsabilidades pela efetivação da transação: CPF e RG. Considera-se representante legal aquele que for:

a) declarado por sentença judicial;

b) portador de instrumento público de procuração que outorgue plenos poderes ou poderes específicos para aquisição de produto de higiene pessoal junto ao Programa; ou

c) portador de instrumento particular de procuração com reconhecimento de firma, que autorize a compra de produto de higiene pessoal junto ao Programa.

Em caso de menores de idade:
O menor de idade portador de CPF poderá adquirir seus medicamentos normalmente. Para menores de idade que não possuírem CPF, pode-se aceitar o CPF do pai ou da mãe, até providenciar um próprio. Neste caso, o responsável legal deverá apresentar identidade civil que comprove a dependência do menor de idade, titular da receita médica.

O elenco de referência estabelecido por esta Portaria é composto de medicamentos integrantes da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME-2014 9ª edição-2015).

Farmacologia: Agonista Vs Antagonista

Na farmacologiaagonista refere-se às ações ou estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva.

Agonista inverso causa uma ação oposta do agonista.

Os denominados antagonistas agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. O antagonismo pode diminuir ou anular o efeito do agonista.

Os medicamentos sem prescrição médica, se misturados podem ser perigosos, podendo os mesmos interagir entre si.

Exemplos: morfina, fenilefrina e isoproterenol, benzodiazepinas e barbitúricos agem como agonistas.

Classificação

Os antagonistas são classificados em:

  • parcial/total
  • reversível/irreversível
  • competitivo/alostérico

O antagonista parcial não anula totalmente o efeito de um agonista, sendo este mais utilizado, já o total atua somente no problema, não interferindo nas partes que estão funcionando. Em caso de intoxicação é aconselhável o antagonista total, pois protege melhor o organismo.

No antagonista reversível/irreversível, o agonista tem ao poder de reverter e o outro de inibir os efeitos do antagonista. Já o antagonista competitivo impede o agonista de se encaixar, competindo com o mesmo e o alostérico atua em receptores que tem o efeito diminuidor liberado pelo agonista.

O efeito de um antagonista sobre o agonista se torna inferior devido as constantes estimulações.

Exemplos: Betabloqueadores, bloqueadores musculares, antagonistas benzodiazepínicos, antagonista dos receptores opioides.

Referências:

  1. Leff P. The two-state model of receptor activation. Trends Pharmacol Sci 1995;16:8997. (Fornece a base teórica para a Equação 2.6; discute o tratamento quantitativo das interações fármacoreceptor.)
  2. Pratt WB, Taylor P, eds. Principles of drug action: the basis of pharmacology. 3rd ed. New York: Churchill Livingstone; 1990. (Contém uma discussão detalhada de farmacodinâmica.)

Permanganato de Potássio: Como calcular?

O permanganato de potássio possui propriedades antibacterianas, antifúngicas e cicatrizantes, sendo por isso muito usado em infecções e problemas de pele como eczema, aftas, dermatite, acne, candidiase vaginal, vulvovaginites, catapora, brotoeja, feridas e coceira causada por alergias.

Para se usufruir dos benefícios do permanganato de potássio é importante fazer a diluição correta, indicada pelo médico, e respeitar o número de aplicações, assim como o tempo de tratamento.

Como usar

Para usufruir dos benefícios do permanganato de potássio, ele deve ser usado corretamente. Assim, antes de o utilizar, deve-se diluir 1 comprimido de 100 mg em cerca de 1 a 4 litros de água natural ou morna, dependendo do problema que se pretende tratar, que vai conferir à água uma coloração violeta.

Caso se trate de uma primeira aplicação, deve-se testar antes numa pequena região da pele e verificar se ocorre alguma reação, que é sinal de que a pessoa é alérgica a esta substância, e nestes casos, a solução não deve ser usada.

Depois disto, a solução pode ser usada de várias formas:

1. Banho de permanganato de potássio

Para utilizar o permanganato de potássio, pode-se fazer um banho, permanecendo dentro da solução por cerca de 10 minutos, todos os dias, até que as feridas desapareçam completamente. Deve-se evitar ao máximo o contato com o rosto.

2. Banho de assento de permanganato de potássio

Para fazer um bom banho de assento, deve-se permanecer sentado dentro de uma bacia com a solução, durante alguns minutos. Também se pode utilizar o bidê ou uma banheira de imersão.

3. Compressa de permanganato de potássio

Uma boa forma de usar a solução de permanganato de potássio, principalmente em idosos e bebês, por ser mais difícil fazer o banho, é mergulhar uma compressa nesta solução e de seguida passar no corpo.

Cuidados a ter e possíveis riscos

O permanganato de potássio é de uso exclusivamente externo. Não deve ser ingerido nem usado perto da região ocular, devido à sua elevada toxicidade.

Além disso, também nunca deve ser usado sem ser diluído e o comprimido não deve entrar em contato com as mãos devido à sua ação corrosiva, podendo causar irritação, vermelhidão, dor, queimaduras e manchas.

Cálculo de Permanganato

Apresentação do medicamento

Na bula do medicamento, você irá encontrar descrito a sua concentração numa forma peculiar de escrita, como por exemplo, 1:20.000.

O que isto significa 1:20.000?

Significa dizer que 1 grama está para 20.000 ml, ou seja, 1 grama está para 20 litros (20.000 ml = 20 litros, pois 1 litro é igual a 1000 ml).

Veja:

  • 1:20.000 – Significa 1 grama em 20.000 ml;
  • 1:40.000 – Significa 1 grama em 40.000 ml;
  • 1:50.000 – Significa 1 grama em 50.000 ml.

Como as questões vão cobrar?

Geralmente as questões de cálculo de permanganato de potássio dão a concentração que deve ter a solução, por exemplo 1:50.000, e o medicamento disponível, geralmente 100 gramas. E em cima disso, é pedido para realizar o cálculo da quantidade em gramas, ou em fração de comprimido que deve ser diluído na quantidade prescrita.

Vamos resolver uma questão!

Questão 1

Foi prescrito 1 litro de solução de permanganato de potássio a uma concentração de 1:20.000, utilizando comprimidos de 100 mg. Para obter a solução prescrita, o profissional de enfermagem dissolver em 1 litro a quantidade de:

a) 25 mg (1/4 de comprimido);

b) 50 mg (1/2 de comprimido);

c) 100 mg (1 comprimido);

d) 150 mg (1 1/2 comprimidos);

e) 200 mg (2 comprimidos).

Antes de partirmos para a resolução, é muito importante retirar os dados do enunciado. Isto evita muitos erros.

Assim:

  • Prescrição: 1 litro de solução de permanganato de potássio numa concentração de 1:20.000;
  • Comprimidos disponíveis: 100 mg
  • Pergunta-se: Quantas mg do comprimido deve ser dissolvido em 1 litro para ter a concentração de 1:20.000?

Quando a concentração está numa proporção de 1:20.000, significa dizer que a concentração deve ser 1 grama para cada 20.000 ml.

Resolução

Para resolver a questão, basta montar regra de três simples considerando o seguinte raciocínio:

Se a concentração é de 1 grama para cada 20.000 ml, quanto será a concentração de 1 litro?

Não esqueça de realizar a conversão, pois o exercício quer a resposta em mg e em ml.

1 grama = 1000 mg

1 litro = 1000 ml

Reformulando a pergunta: Se a concentração é de 1000 mg para cada 20.000 ml, quanto será X mg para 1000 ml?

1000 mg ————————–20.000 ml

X mg ——————————-1000 ml

(multiplique cruzado)

20.000 . X = 1000 . 1000

20.000X = 1.000.000

X = 1.000.000 / 20.000

X = 50 mg

Basta utilizar 1/2 comprimido, ou seja 50 mg.

Resposta letra B.

Foi prescrito 1.000 ml de solução de permanganato de potássio na concentração de 1:40.000 ml com comprimidos de 100 mg. Para obter a solução prescrita, o profissional de enfermagem utilizar quantos comprimidos:

a) 1 comprimido;

b) 2 comprimidos;

c) 1/4 comprimido;

d) 1/2 comprimido;

Dados da questão:

  • Prescrição: 1 litro = 1000 ml de solução
  • Concentração prevista: 1:40.000 = 1 grama:40.000ml = 1000 mg:40.0000

Resolução (regra de três)

Se em 40.000 ml tenho 1000 mg, quantas gramas terei em 1000 ml?

40.000 ml——————–1000 mg

1000 ml————————X

(Multiplique cruzado)

40.000 . X =1000 . 1000

40.000X = 1.000.000

X = 1.000.000 / 40.000

X = 25 mg.

Se 100 mg é um comprimido inteiro, 25 mg é 1/4 de comprimido.

Resposta Letra C

Referência:

  1. MedicinaNET

Guia Online de Diluição de Medicamentos

Vale lembrar que a padronização vai variar muito de cada instituição (conforme POP), portanto cabe identificar a utilização do que é feito em seu setor!

Referências:

  1. uptodate/Usp
  2. ATB Sanford 2019 

Novos Anticoagulantes Orais (NOACs)

Os Novos Anticoagulantes Orais (New Oral Anticoagulants – NOACs), anticoagulantes orais diretos (Direct Oral Anticoagulants – DOACs) ou anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K (Non-vitamin K antagonist oral anticoagulants – NOACs), surgiram por causa das dificuldades para atingir anticoagulação ideal com tratamento com varfarina (por mais de meio século, a varfarina, um antagonista da vitamina K, foi o único anticoagulante oral disponível).

Sendo assim atribuídas ao seu início lento de ação, efeitos farmacológicos variáveis e numerosas interações com alimentos e medicamentos. Estas deficiências levaram ao desenvolvimento de novos anticoagulantes orais.

Podemos dividir estes fármacos em 2 grupos distintos consoante o seu mecanismo de ação: os inibidores do fator Xa e os inibidores do factor IIa (trombina).

Farmacocinética

Os novos anticoagulantes orais têm ação de início rápido e são administrados em doses fixas, sem necessidade de monitoramento laboratorial de rotina, como é o caso clássico dos antagonistas de vitamina K.

Além disso, tem meia-vida curta, o que facilita o manejo do paciente quando há necessidade de suspensão dessas drogas para realização de um procedimento diagnóstico ou cirúrgico. Por outro lado, a menor meia-vida gera maiores riscos quando se trata de esquecimento na tomada de uma dose que seja.

Propriedades farmacológicas dos NOACS aprovados no Brasil (2018)

Medicação

Inibição alvo

Pico de ação e Meia-vida

Antídoto

Dose e Posologia

Interação

Eliminação

Dabigatrana (Pradaxa®)

Trombina

1 – 3h e

12 – 17h

Idarucizumabe (Praxbind) 5g

150mg 2x

(110 mg 2x)*

Rifampicina

Quinidina

Amiodarona

80% Renal

20% Hepática

Rivaroxabana (Xarelto®)

FXa

2 – 4h e

7 – 13h

Em estudo

20 mg 1x

Cetoconazol

Ritonavir

Rifampicina

35% Renal

65% Hepática

Apixabana (Eliquis®)

FXa

1 – 3h e

9 – 14h

Em estudo

5 mg 2x

Cetoconazol

Ritonavir

Rifampicina

25% Renal

75% Hepática

Edoxabana (Lixiana®)

FXa

1 – 2 h e

10 – 14 h

Em estudo

60 mg 1x

(30 mg 1x)**

Ciclosporina

Cetoconazol

35% Renal

65% Hepática

*ClCr > 30 mg/dL. Para ClCr 15-30 mg/dL 75 mg 2x. Dose ajustada de 110 mg 2x para idosos ≥ 80 anos; FXa = Fator X ativado;
**ClCr 15 – 50 mg/dL ou Peso ≤ 60 kg ou inibidores da glicoproteína-P;

Referências:

  1. Shapiro S (2003) Treating thrombosis in the 21st century. N Engl J Med 349:1762-1764
  2. Pirmohamed M. Warfarin: almost 60 years old and still causing problems. British Journal of Clinical Pharmacology. 2006;62(5):509-511.
  3. Alexander J, Singh K (2005) Inhibition of factor Xa: a potential target for the development of new anticoagulants. Am J Cardiovasc Drugs 5:279-290.
  4. Nielsen P., Lane D.A., Rasmussen L.H., et al.(2015) Renal function and non-vitamin K oral anticoagulants in comparison with warfarin on safety and efficacy outcomes in atrial fibrillation patients: a systemic review and meta-regression analysis. Clin Res Cardiol 104:418–429.
  5. RP Giugliano, CT Ruff, E Braunwald, et al.Once-daily edoxaban versus warfarin in patients with atrial fibrillation N Engl J Med, 369 (2013), pp. 2093-2104
  6. CB Granger, JH Alexander, JJ McMurray, et al., the ARISTOTLE Committees and InvestigatorsApixaban versus warfarin in patients with atrial fibrillation
  7. MR Patel, KW Mahaffey, J Garg, et al., the ROCKET AF InvestigatorsRivaroxaban versus warfarin in nonvalvular atrial fibrillation. N Engl J Med, 365 (2011), pp. 883-891
  8. SJ Connolly, MD Ezekowitz, S Yusuf, et al., the RE-LY Steering Committee and InvestigatorsDabigatran versus warfarin in patients with atrial fibrillation. N Engl J Med, 361 (2009), pp. 1139-1151

Nitratos: Entenda sua função!

Os nitratos são vasodilatadores que relaxam ou dilatam os vasos sanguíneos, para reduzir a resistência. Isto reduz a pressão arterial e facilita o fluxo sanguíneo no corpo, melhorando os sintomas.

Farmacologia

O nitrato relaxa as células musculares lisas, como aquelas existentes nos vasos sanguíneos.

O efeito antianginoso é devido a dois mecanismos:

Os nitratos dilatam vasos colaterais que permitem maior quantidade de sangue passar pelo miocárdio. Também reduzem o trabalho cardíaco ao reduzir a tensão arterial periférica.

Logo eles aumentam o suprimento de oxigênio ao coração e diminuem as suas necessidades ao mesmo tempo.

Os Efeitos do Nitrato

  • Alívio imediato da dor causada pela angina.
  • Vasodilatação das coronárias e outros vasos (vasos do pênis – especialmente com sildenafila (Viagra)).
  • Relaxamento do esófago, brônquio, intestino e canais biliares (o seu músculo liso é igualmente sensível).

Quais são os Benefícios esperados?

Os nitratos reduzem a ocorrência e a intensidade da dor torácica (angina de peito) e por isso, são administrados para aliviar os sintomas. Outros vasodilatadores, como o Hidralazina e o Minoxidil, poderão ser usados para melhorar os sintomas como a falta de ar.

Os Efeitos Secundários

Os vasodilatadores poderão causar pressão arterial baixa, provocando tonturas ou sensação de desmaio ao sentar-se ou levantar-se muito rapidamente.

Outros efeitos secundários incluem dores de cabeça, rubor, palpitações e congestão nasal. As dores de cabeça são especialmente comuns nos vasodilatadores de ação prolongada, como os nitratos.

Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos são:

  • O nitrato encontrado em águas minerais é associado ao risco de duas doenças graves: a metamoglobinemia, conhecida como Síndrome do Bebê Azul e o Câncer Gástrico. O Instituto do Câncer e estudos da literatura médica alertam sobre ingestão de água proveniente de poços que contêm uma alta concentração de nitrato está relacionada com a incidência do Câncer de Estômago.
  • Hipotensão postural (devido à vasodilatação).
  • Dores de cabeça.
  • Perigo de choque por hipotensão se sildenafil e outros nitratos forem tomados pela mesma pessoa.

Indicações de Uso

  • No tratamento da angina pectoris estável e instável.
  • Tratamento de insuficiência cardiaca aguda.
  • Tratamento de insuficiência cardiaca crônica se IECAs não forem indicados.
  • O sildenafil é usado no tratamento da disfunção erétil (impotência) do homem.

Os nitratos só têm efeito em administrações limitadas. Se administrado continuamente desenvolve-se resistência aos seus efeitos. Eles são apenas usados para diminuir a dor quando ela surge na angina; ou antes do ato sexual (sildenafil).

Fármacos

  • Nitroglicerina (trinitrato de glicerilo, Nitromint®, Nitradisc®, Nitro-Dur®, Epinitril®, Plastranit®, Nitroderm-TTS®): este potente explosivo é utilizado como componente principal da dinamite, desenvolvida por Alfred Nobel. As suas ações farmacológicas não estão relacionadas diretamente com as suas propriedades explosivas porém o medicamento, foi descoberto a partir de pessoas que respiravam numa atmosfera impregnada desse composto químico e que levou, o cientista, a usar elementos dessa substância. Ela não é explosiva dentro do corpo humano (em solução aquosa).
  • Mononitrato de isossorbida (Imdur, Monopront®, Ismo retard®, Monoket®): duração maior.
  • Hidralazina (Apressolina®).
  • Minoxidil (Loniten®).
  • Nesiritida (Natrecor®)
  • Levosimendano(Simdax®).

Referências:

  1. Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul

Atropina Sublingual e a Sialorreia

A sialorreia é caracterizada pelo excesso de salivação ou pela incapacidade de conter a saliva na boca, causando efeitos negativos importantes na saúde e na qualidade de vida do indivíduo, pois afeta a higiene, a nutrição, o sono, a fala e pode gerar estigma.

Esse é um sintoma comum em doenças neurológicas, como a paralisia cerebral e em pacientes com sequelas decorrentes de acidente vascular cerebral.

Existem diversas formas de controle da sialorreia descritas na literatura, como terapia medicamentosa, aplicação de toxina botulínica, radioterapia e procedimentos cirúrgicos.

Contudo, algumas dessas abordagens podem não ser viáveis em alguns casos e o ideal é que se opte, sempre que possível, por formas de tratamento menos invasivas.

O uso da Atropina para o tratamento de Sialorreia Intensa

No Brasil, a atropina pode ser encontrada em duas formas farmacêuticas: como solução injetável, que tem como uma das indicações o uso como pré-anestésico para reduzir a produção de saliva, e na forma de colírio, que é utilizada em exames e tratamentos oftalmológicos.

Na prática clínica, há relatos de que o uso do colírio de atropina também ocorre de modo off-label por via sublingual, com o objetivo de controlar a sialorreia, pois promove a inibição local das secreções.

Os estudos disponíveis sobre a eficácia da atropina no tratamento da sialorreia são escassos e apresentam limitações importantes, sendo que muitas vezes não fica claro qual foi a forma farmacêutica da atropina avaliada no estudo.

Ainda assim, esses estudos fornecem evidências que podem ser úteis ao se considerar o uso sublingual da atropina no tratamento da sialorreia.

As evidências disponíveis até o momento não nos permitem afirmar que o uso da atropina por via sublingual é eficaz no tratamento da sialorreia.

Na maioria dos casos, o benefício da atropina na redução da saliva é temporário ou os efeitos adversos (boca excessivamente seca, constipação e retenção urinária) inviabilizam a continuidade do uso.

É importante ressaltar ainda que a utilização do colírio oftalmológico por via sublingual pode aumentar as chances de erros de medicação, como a administração por via incorreta e erros de dose.

Tendo em vista a escassez de tratamentos para a sialorreia, é importante considerar que alguns pacientes podem se beneficiar com o uso desse medicamento nessas condições, no entanto, é necessário que a relação entre potenciais riscos e benefícios dessa alternativa terapêutica seja avaliada individualmente, de maneira rigorosa e contínua.

Referências:

  1. Hall JE. Funções secretoras do trato alimentar. No Hall JE, ed. Guyton & Hall Textbook of Medical Physiology, 12ª ed. Filadélfia: SaundersElsevier; 2011. pp. 773-776
  2. Rius JM, Llobet LB, Soler EL, Farré M. Salivary Secretory Disorders, Inducing Drugs, and Clinical Management. Int J Med Sci. 2015; 12(10):811-824. Acesso 2020 julho 30. DOI:10.7150/ijms.12912
  3. De Simone GG, Eisenchlas JH, Junin M, Pereyra F, Brizuela R. Atropine drops for drooling: a randomized controlled trial. Palliative medicine. 2006;20(7):665-71.
  4. Scully C, Limeres J, Gleeson M, Tomás I, Diz P. Drooling. J Oral Pathol Med. 2009;38 (4): 321-7.
  5. Hyson HC, Johnson AM, Jog MS. Sublingual atropine for sialorrhea secondary to parkinsonism: a pilot study. Movement disorders: official journal of the Movement Disorder Society. 2002;17(6):1318-20.
  6. Atropion. Responsável técnico: Eliza Yukie Saito. São Paulo: Blau Farmacêutica S.A., 2018. Bula de medicamento.
  7. Atropina: colirio. Responsável técnico: Dra. Elizabeth Mesquita. São Paulo: Allergan Produtos Farmacêuticos Ltda, 1979. Bula de medicamento.
  8. Silva PC, Gomes MO, Dallarmi. Drug and off-label use. Visão Acadêmica, Curitiba, v.12, n.2, p. 65-73, Jul./Dez./2011. Acesso 2020 julho 30. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/acd.v12i2.25221
  9. Norderyd J , Graf J, Marcusson A , Nilsson K , Sjöstrand E, Steinwall G, Ärleskog E , Bågesund M. Sublingual administration of atropine eyedrops in children with excessive drooling – a pilot study. Int J Paediatr Dent. 2017; 27 (1): 22-29. Acesso 2020 agosto 14. DOI: https://doi.org/10.1111/ipd.12219
  10. Leung JG, Schak KM. Potential problems surrounding the use of sublingually administered ophthalmic atropine for sialorrhea. Schizophreniaresearch. 2017;185:202-3.

Soro Antiofídico: Como é produzido?

O Soro Antiofídico é utilizado como antídoto quando uma pessoa é picada por uma serpente. Dependendo do tipo de cobra que causou o acidente, existe um tipo de soro – afinal, são muitas espécies de cobras.

Porém, o processo de produção de cada soro é o mesmo, e a efetividade do produto também.

Como é produzido o soro antiofídico?

  1. O primeiro passo é extrair da serpente o veneno e transformá-lo em antígeno. Antígenos são substâncias capazes de fazer o sistema imunológico reagir, produzindo anticorpos.
  2. Os antígenos são aplicados em cavalos, em pequenas doses (que não prejudicam a saúde do animal), para provocar a produção de anticorpos. Dependendo do antígeno, será produzido um tipo de anticorpo específico contra cada veneno – se o antígeno tiver sido extraído de uma cobra coral, o anticorpo produzido combaterá o veneno da cobra coral.
  3. Quando se formam anticorpos suficientes no organismo do cavalo, o plasma (a parte do sangue onde ficam os anticorpos) é coletado.
  4. Após testes, o plasma é submetido a um processamento industrial, utilizando métodos físico-químicos, obtendo ao final os soros específicos. Os soros antiofídicos são envasados em frascos-ampola com 10 ml de solução líquida contendo anticorpos purificados.
  5. Nas diversas etapas de produção, os soros passam por testes de controle de qualidade, garantindo ao final produtos seguros e eficazes. Pronto! Está feito o soro antiofídico.

Os Tipos de Soros

  • Anticrotálico: Soro utilizado para o tratamento de acidentes com cobras cascavéis (gênero Crotalus);
  • Antibotrópico: Soro utilizado para o tratamento de acidentes com jararacas (gênero Bothrops);
  • Antielapídico: Soro utilizado para o tratamento de acidentes com serpentes da família das corais (gênero Micrurus);
  • Polivalente: Soro utilizado quando não se sabe a serpente que picou o paciente. Esse produto é feito com venenos de jararaca e cascavel.

Reações Adversas

Assim como qualquer medicamento, o soro antiofídico pode desencadear reações adversas após a aplicação. É comum o relato de coceira e vermelhidão na pele, vômitos, tosse e crise de asma.

Apesar de pouco frequente, pode ocorrer choque anafilático, a forma mais grave de reação de hipersensibilidade. Pode ocorrer também uma reação tardia conhecida como Doença do Soro, que surge de 5 a 24 dias após a administração do soro e desencadeia coceira, febre, aumento de gânglios, dores articulares e até mesmo comprometimento neurológico e renal.

O uso dos soros antiofídicos é a principal forma de evitar consequências graves em decorrência de picadas de serpentes.

Cuidados após a picada

Procure um médico caso sofra esse tipo de acidente. É importante também que nenhuma substância seja aplicada no local da picada, não sejam realizados torniquetes e cortes no local e o paciente mantenha-se calmo, hidratado e em repouso enquanto procura um hospital.

Atenção: Para evitar acidentes com serpentes, lembre-se sempre de usar botas ou perneiras quando estiver em locais que podem esconder esses animais e nunca colocar a mão embaixo de entulhos, dentro de tocas, buracos e cupinzeiros.

Referências:

  1. Instituto Butantã

Via Intravítrea

A Via ou Injeção Intravítrea, se faz quando a medicação é aplicada diretamente no vítreo (região interna e posterior do olho), para o tratamento de várias doenças vítreorretinianas e, em especial, no tratamento de doenças retinianas como Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Como funciona?

A injeção intravítrea é realizada em ambiente cirúrgico, obedecendo-se todos os princípios de antissepsia e assepsia, com anestesia tópica e uso de colírio de iodo, para a prevenção da rara porém muito grave complicação denominada endoftalmite (infecção intraocular disseminada).

Outras complicações, também raras, durante e após o procedimento são as hemorragias intraoculares e o descolamento de retina.

O paciente chega ao hospital ou clínica, entre 30 e 60 minutos de antecedência, para fazer a dilatação da pupila e a aplicação de colírio anestésico. Não é necessário usar a anestesia geral, apenas local (gel ou colírio). Em seguida, o médico realiza a aplicação, com procedimento rápido e indolor.

Dentro de poucos dias, a pessoa pode voltar às atividades cotidianas mais leves. Os exercícios físicos mais intensos devem ser praticados somente após uma semana contada a partir da data do procedimento. A única contraindicação para a realização da injeção intravítrea é a presença de infecção ocular, que deve ser tratada antes do procedimento.

Indicações da Via Intravítrea

  • Degeneração Macular relacionada à Idade (DMRI);
  • Retinopatia Diabética;
  • Membranas Neovasculares e edemas retinianos por outras etiologias, como oclusões vasculares;
  • Edema Macular Diabético;
  • Oclusão da veia da retina.

Tipos de Medicamentos que podem ser administrados

Existem 2 tipos principais de medicamentos que podem ser injetados: os antiangiogênicos (que impedem a formação de novos vasos ou neovasos) e os corticoides (anti-inflamatórios).

Também podem ser aplicados antibióticos, bactericidas e fungicidas, de acordo com o tipo de infecção.

Tanto os corticoides quanto os antiangiogênicos são aplicados para o controle de doenças que levam ao edema ou hemorragia da mácula (região central da retina). O procedimento dura poucos minutos.

Principal Cuidado Pós Operatório

Deve seguir com o uso de colírio antibiótico nos primeiros três dias, prescrito pelo médico, no qual reduzem significativamente o surgimento de complicações.

Referências:

  1. IOC