Papaína a 10%

A Papaína é uma enzima proteolítica proveniente do mamão, Carica papaya Linn., e é muito empregada na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica.

No Brasil, Lina Monetta foi a primeira autora a reportar cientificamente os resultados da utilização da papaína in natura, bem como diluída no tratamento de feridas.

No entanto, o uso da papaína já é consagrado na literatura internacional desde a década de 50.

BENEFÍCIO:

  • Promove desbridamento químico / enzimático;
  • Bactericida e bacteriostático.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Lesões com presença de granulação (concentração 2%);
  • Necrose de liquefação / esfacelo (4-6%);
  • Necrose de coagulação/escara (8-10%);
  • Feridas secas ou exsudativas;
  • Planas e/ou cavitárias;
  • Feridas infectadas.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Sensibilidade aos componentes do produto;
  • Pacientes alérgicos à látex não devem utilizar a papaína.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • A cada 24 horas, antes se o curativo secundário estiver saturado.

CONSIDERAÇÕES:

Os recipientes utilizados para diluição e armazenamento não devem ser metálicos, pois provocam oxidação e inativação da enzima.

Blood Stop

O Curativo adesivo antisséptico “Blood Stop” são utilizados em procedimentos pós punção, seja o procedimento intravenoso ou intramuscular, voltado para hospitais e laboratórios que prezam pela qualidade no momento da finalização dos exames laboratoriais.

Fácil e rápido de aplicar, ele substitui o algodão e o esparadrapo, além de resolver o problema do improviso na finalização de exames e aplicações de injeção, pois auxilia no controle de estoque e acaba com o desperdício de material.

Além disso, é o único com múltiplas camadas que permitem alta absorção do sangue. Apresenta formato circular e é composta por múltiplas camadas em não tecido de algodão e poliéster, com adesivo hipoalérgico que garante alta fixação e proteção segura do local aplicado.

Existem versões para adultos e pediatria (com ilustrações divertidas nas bandagens).

 

Hidropolímero

Hidropolímero é um curativo surgido na década de 1990, que faz parte, junto com as coberturas de hidrogel e alginato de cálcio dos modernos recursos disponíveis aos enfermeiros na prevenção e tratamento de feridas.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Favorece o debridamento autolítico;
  • Absorve grande quantidade de exsudato;
  • Reduz o trauma na troca do curativo.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Lâmina: feridas planas;
  • Espumas de preenchimento: Feridas cavitárias.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Feridas secas;
  • Queimaduras de terceiro grau;
  • Feridas com necrose de coagulação (escara).

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • A frequência das trocas deverá ser estabelecida de acordo com a avaliação do profissional que acompanha o cuidado.

CONSIDERAÇÕES:

  • Podem ter formulações associadas com antimicrobianos ou anti-inflamatórios;
  • Podem ser ou não recortáveis.

Curativo para Traqueostomia


Hoje em dia existem tecnologias à favor aos cuidados com o paciente traqueostomizado, obtendo coberturas para curativos essenciais ao cuidado tanto em âmbito hospitalar e domicilar, o que chamamos de “Curativos para Traqueostomia” à base de espuma de poliuretano e hidrocelular.

Vantagens

  • A estrutura exclusiva do curativo permite que o mesmo absorva grandes quantidades de secreção;
  • A secreção deve estar bem fluída para melhor absorção pelo curativo;
  • Previne a maceração e auxilia a manter as boas condições da pele na área periestomal;
  • Capacidade de permanecer no local por até 7 dias;
  • Minimiza a aderência tanto à pele periestomal quanto à cânula de traqueostomia, reduz o trauma ao paciente durante o uso e a troca;
  • A película externa de poliuretano do curativo age como barreira contra bactérias, prevenindo contaminação. É também uma barreira contra líquidos, o que evita extravazamento de secreções pela parte frontal do curativo;
  • O curativo proporciona aparência limpa e funcional que auxilia o paciente e seus cuidadores.

Algumas Observações e Cuidados de Enfermagem

  • O Curativo para Traqueostomias deve ser trocado antes que o curativo fique saturado.Isso ocorrerá quando for observada uma mancha escura sob a película externa, aproximadamente a 1 cm de distância da borda, quando o curativo secundário apresentar sinais de saturação (como aumento de volume) ou quando o curativo for retirado para trocas rotineiras;
  • Intervalo de Trocas: pode permanecer no local por até sete dias, dependendo da quantidade de exsudato, e durante o início do tratamento o curativo deve ser inspecionado regularmente, e a necessidade da frequência da troca deve ser avaliada pelo profissional da saúde responsável.

Desbridamento de Feridas

O desbridamento de feridas consiste na remoção do tecido não viável, detritos celulares, exsudado e todos os resíduos estranhos, de forma a minimizar a infecção da ferida e promover a sua cicatrização.

Este procedimento é executado regularmente em meio hospitalar e em ambulatório, mas casos de gravidade moderada a elevada são enviados para o hospital, para uma maior vigilância e acompanhamento.

É um procedimento de moderado a altamente invasivo, muitas vezes doloroso, sendo necessário recorrer a analgesia eficaz, embora nem todos os casos necessitam.

Devendo ser executado por enfermeiros capacitados, o familiar de referência e/ ou prestador de cuidados pode estar presente a quando da execução deste procedimento, a menos que a sua presença interfira com a prestação de cuidados adequados ou a pedido do utente.

A presença de tecido necrótico, detritos celulares, exsudato e outros resíduos podem atrasar o processo de cicatrização da ferida, uma vez que promovem a proliferação bacteriana e causam inflamação crónica do tecido recém-formado.

São utilizadas uma ou várias técnicas de desbridamento na limpeza da ferida e remoção de resíduos a fim de impulsionar a cicatrização.

O que é essencial conhecer do desbridamento, antes do procedimento?

  • Avaliar o que o utente/ prestador de cuidados/ familiar de referência sabe sobre o desbridamento;
  • Fornecer informações sobre o desbridamento da ferida e abordar as questões/ problemas;
  • O utente pode sentir dor significativa durante e após o procedimento, bem como ansiedade antecipatória relacionada com experiência prévia de desbridamento doloroso;
  • Se o utente comunica verbalmente, questioná-lo acerca da dor (5º Sinal Vital) vivida durante o procedimento;
  • A dor deve ser avaliada através da escala numérica referenciada Circular Normativa nº 09/DGCG;
  • A analgesia ou anestesia deve ser aplicada para controle da dor.  Se o utente referir ansiedade em relação ao procedimento, ensinar exercícios de respiração profunda abdominal e outras técnicas de redução do stress, conforme necessário;
  • Se o utente se apresentar não comunicativo, não devemos assumir à partida que este não vai sentir dor. Se existe forte potencial para dor, administrar analgésico prescrito de forma adequada antes do procedimento;
  • Monitorizar a linguagem corporal (comunicação não-verbal) e caso necessário os sinais vitais durante o procedimento para despiste de dor;
  • Registar no processo do utente todas as informações anteriormente referenciadas;
  • Explicar o procedimento ao utente/ prestador de cuidados/ familiar de referência;
  • Obter o seu consentimento informado;
  • Em termos de material necessário, este varia consoante o tipo de desbridamento que se irá executar, mas de uma forma geral utiliza-se: Luvas estéreis; Analgésico prescrito; Apósitos para o desbridamento; Instrumentos para o desbridamento cortante; Material de penso diverso;
  • Realizar lavagem das mãos e calçar luvas, para assim reduzir o risco de infecção da ferida. No desbridamento cortante é utilizada a técnica asséptica cirúrgica, sendo nos restantes utilizada a técnica asséptica médica (técnica limpa).

Técnicas de Desbridamento

Desbridamento Autolítico

O desbridamento autolítico é um processo natural que pode ser promovido através do uso de produtos que têm por base o princípio da terapia em ambiente húmido, sendo que surge da conjunção de três fatores: hidratação do leito da ferida, fibrinólise e a ação de enzimas endógenas sobre os tecidos desvitalizados.

Este tipo de desbridamento é seletivo, atraumático, não requer habilidades técnicas muito específicas e geralmente é bem tolerado pelos utentes.

Contudo é o método de desbridamento mais lento, não devendo assim ser utilizado quando se necessita de um desbridamento urgente. Todo o tipo de material de penso que promova o ambiente úmido é um excelente veículo de promoção de desbridamento autolítico, salientando-se os hidrogeles, hidrocolóides, espumas, filmes transparentes ou alginatos de cálcio.

Estes criam um ambiente úmido no interface da ferida, que estimula a atividade das enzimas proteolíticas endógenas dentro da ferida, liquefazendo e separando o tecido necrótico do tecido saudável.

Desbridamento Enzimático

Este método de desbridamento passa fundamentalmente pela aplicação tópica de enzimas proteolíticas ou exógenas no leito da ferida, como a Colagenase, Fibrinolisina ou Papaína-Ureia.

Os agentes Enzimáticos podem ser usados como método principal de desbridamento, especialmente quando não é possível o desbridamento cortante, bem como em combinação com outros métodos de desbridamento (desbridamento cortante conservador e desbridamento autolítico).

A colagenase é a única preparação enzimática tópica existente no mercado português, apresentando-se na forma galênica de pomada que, contém colagenase clostridiopeptidase A, parafina líquida e vaselina branca.

Trata-se de uma enzima derivada do Histolyticum do Clostridium que, quando aplicada, trabalha seletivamente do “fundo para o topo”, quebrando as fibras de colagênio que unem o tecido não viável ao leito da ferida.

A colagenase está indicada no desbridamento de tecido necrosado e desvitalizado, devendo ser aplicada em tecido húmido, uma vez que a enzima requer humidade para exercer a sua atividade biológica pretendida, podendo esta humidade ser obtida através do exsudado da própria ferida10, 21.

É seletiva pois funciona apenas em tecido inviável e não é prejudicial ao tecido de granulação.

Trata-se de uma escolha segura e eficaz no desbridamento da ferida, sendo que os efeitos secundários tendem a ser suaves e transitórios.

Procedimento:

  • Limpar a ferida com NaCl 0.9%;
  • Por vezes há necessidade de efetuar alguns cortes, com bisturi, de forma a permitir a penetração do produto;
  • Aplicar uma camada fina de pomada no tecido necrosado;
  • Ter em conta que determinados ions metálicos (por ex. prata) inativam a atividade biológica da colagenase;
  • Vigiar e proteger a pele perilesional, uma vez que a colagenase potencia a resposta inflamatória o que leva a um aumento da produção de exsudado;
  • Utilizar um apósito secundário que mantenha um ambiente úmido, para o agente enzimático exercer a sua atividade;
  • A aplicação diária da colagenase pode ser mudada para cada 48 horas;
  • A aplicação deve ser interrompida quando o desbridamento é conseguido e o tecido de granulação se encontra bem definido.

Desbridamento Cortante

O desbridamento cortante, surge como uma opção eficaz, rápida com boa relação custo-eficácia.

É considerada como prática de referência para o desbridamento de feridas (“gold standard”), pela maioria dos peritos na área no entanto há falta de evidência (nomeadamente dados de estudos experimentais) que comprovem a sua vantagem sobre os outros métodos.

Quem efetua o desbridamento cortante deve possuir competências para lidar com eventuais complicações, e conhecimento da anatomia da região, principalmente no que respeita à proximidade de estruturas vasculares, nervosas ou tendinosas.

O desbridamento cirúrgico, consiste na remoção de tecido morto, juntamente com uma margem de tecido saudável, de forma a torná-la numa ferida efetivamente limpa. Só pode ser efetuado por Cirurgiões.

Por seu lado o desbridamento cortante conservador, consiste na remoção de tecido morto com bisturi ou tesoura esterilizados, acima do nível do tecido viável, cuidadosamente, camada por camada: Não tem por objetivo a remoção de todo o tecido necrótico numa só sessão, devendo ser complementado com outros métodos.

  • Suspender na presença de dor ou sangramento, indicadores de tecido viável;
  • Deve ser realizado em local tranquilo, com boa iluminação, onde existam condições para realização de técnica asséptica e atendimento para possíveis complicações;
  • Pode ser realizado por Médico ou Enfermeiro;
  • Associado a taxas de cicatrização elevadas;
  • Indicado em necrose aderente ou tecidos desvitalizados. Pode e deve ser usado em feridas infectadas;
  • É fundamental uma documentação rigorosa das características e evolução das feridas;

Precauções:

  • Membros inferiores com presença de isquemia;
  • Doentes anticoagulados;
  • Feridas em regiões com tendões;

Contra-Indicações:

  • Doentes com dedos isquêmicos/mumificados;
  • Necrose estável dos calcâneos (sem rubor, drenagem ou flutuação na área adjacente);
  • Perturbações de coagulação;
  • Feridas malignas/oncológicas;
  • Áreas próximas de: Estruturas vasculares, próteses, fístulas para diálise;
  • No caso de hemorragia, fazer compressão local e aplicar penso hemostático (ex: alginato de cálcio).

Técnicas para desbridamento cortante conservador

Cover: Utiliza-se uma lâmina de bisturi para descolamento dos bordos do tecido necrótico. Após o descolamento completo dos bordos e melhor visão do comprometimento tecidular, inicia-se a retirada da área comprometida separando-a do tecido integro, até que toda a necrose saia em forma de uma tampa.

Slice: Com uma lâmina de bisturi remove-se em “fatias” a necrose que se apresenta na ferida de forma desordenada.

O Desbridamento Cortante Conservador Parcial, consiste em cortes paralelos e perpendiculares com o bisturi (técnica “square”).

Têm por objetivo potenciar a ação do desbridamento enzimático e autolítico. Com uma lâmina de bisturi faz-se pequenos quadrados no tecido necrótico. Usada para facilitar a penetração de substâncias desbridantes.

Desbridamento Biológico

As larvas foram utilizadas durante muitos séculos para promover a cicatrização de feridas, removendo o tecido necrótico e infectado a partir da superfície das feridas.

As larvas segregam enzimas proteolíticas que com segurança removem o tecido necrosado/ infectado, e desinfetam a ferida.

A terapia de desbridamento larvar (TDL), tem como vantagem ser eficaz e indolor, mas pode levar de 15-30 minutos para uma aplicação segura.

Modo de aplicação da TDL:

  • Fornecer informações sobre o TDL na ferida, abordar as questões/ preocupações;
  • Obter o consentimento informado do utente;
  • Limpar a ferida com soro fisiológico para remover detritos residuais;
  • Executar proteção da pele perilesional, produtos à base de óxido de zinco ou penso hidrocolóide;
  • Aplicar larvas estéreis por meio de BIOBAG® (BioFOAM®) ou diretamente no leito da ferida (permanecer até 72h);
  • Executar penso secundário como forma de fixação da TDL;
  • Proporcionar sempre que possível analgesia 30 minutos antes do procedimento ou mudança de penso, uma vez que pode ser doloroso.

Desbridamento Mecânico

A abordagem do desbridamento mecânico pode ser efetuada segundo o método compressa úmida/ compressa seca, método hidroterapia (“whirlpool”) e método de irrigação da ferida (lavagem pulsátil).

O método de compressa úmida/ compressa seca quanto ao modo de aplicação:

  • Aplicar compressa seca no leito da ferida;
  • Umidificar (embeber) a compressa com NaCl 0,9%;
  • Colocar compressa seca em cima da compressa umidificada;
  • Remover compressa quando esta estiver seca.
  • Este método tem a vantagem de usar materiais mais baratos (por exemplo, compressas e soro fisiológico), mas é não seletivo, ou seja, remove tecidos viáveis e inviáveis, podendo causar dor ao utente e hemorragia na ferida.

Alguns especialistas recomendam este método somente para as feridas infectadas e não passíveis de outro método.

A hidroterapia (“whirlpool”) é um tipo de desbridamento mecânico em que o utente é colocado numa banheira de hidromassagem por 10-20 minutos. A ação de agitação da água amacia e solta os detritos da ferida.

Este procedimento é geralmente executado por fisioterapeutas. As desvantagens deste método é que requer equipamento caro, pode aumentar o risco de infecção devido à contaminação da água em turbilhão por outros utentes e pode traumatizar o leito da ferida ou macerar o tecido viável.

O desbridamento por lavagem pulsátil é executado utilizando a combinação da irrigação e sucção.

A lavagem pulsátil promove um desbridamento efetivo, mas necessita de equipamentos especializados caros, muitas vezes causa desconforto e pode levar à condução das bactérias aos tecidos profundos da ferida.

Desbridamento Quimico Independentemente da sua concentração, as soluções de hipoclorito, como a Solução de Dakin, tem efeitos nocivos nas células envolvidas no processo de cicatrização de feridas:

  • Tóxico para a circulação capilar do tecido de granulação;
  • Retarda a angiogénese;
  • Danifica tecido saudável subjacente e circundante;
  • Interfere com função dos fibroblastos e com a síntese do colagênio;
  • Outros exames, tratamentos ou procedimentos podem ser necessários antes e depois do desbridamento da ferida toma do analgésico (PO) deve ser efetuada 30 minutos antes de um procedimento de desbridamento potencialmente doloroso, a anestesia geral pode ser necessária para o desbridamento cirúrgico;
  • Os analgésicos podem ser prescritos para controlar a dor pós desbridamento;
  • Se a ferida apresenta sinais de infecção clínicos de infecção, realizar zaragatoa/ biópsia para identificação do agente patogênico ( de acordo com prescrição médica ou protocolo de serviço), para posteriormente ser medicado com antibiótico adequado.

ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS

O aparecimento de febre, inflamação, material purulento na ferida entre outros sinais, sugere infecção localizada, que pode evoluir para septicemia e possivelmente a morte se não for adequadamente tratada.

Informar o médico caso estes aspectos estejam presentes. Na aplicação de produtos, por exemplo a colagenase, a pele ficar irritante ao redor da ferida, deve-se aplicar produtos barreira como forma de prevenção.

O exsudado liberado pela ferida é prejudicial a pele peri-lesional. Por isso, deve protegê-la com cremes barreiras e com material adequado à quantidade de exsudado liberado.

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Hidrogel

O Hidrogel é indicado para o tratamento de feridas secas, pouco úmidas e de média exsudação, com presença de tecido inviável (necrose e esfacelo) e também para o estímulo da granulação e da epitelização através do meio úmido. Pode ser aplicado em feridas de qualquer etiologia, infectadas ou não, podendo estar associado ao alginato.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Promove o desbridamento autolítico.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas secas ou pouco exsudativas;
  • Tecidos desvitalizados em feridas abertas;
  • Áreas doadoras de pele;
  • Queimaduras de 1º e 2º graus;
  • Desbridamento leve de necrose de liquefação (esfacelo) e de necrose de coagulação (escara).

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Feridas com exsudato em média ou grande quantidade;
  • Pele íntegra;
  • Queimaduras de terceiro grau;
  • Sensibilidade aos componentes do produto.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Troca em até 48 horas;
  • Feridas infectadas: no máximo a cada 24 horas.

CONSIDERAÇÕES:

  • Macera as bordas da lesão e a pele adjacente.

Campo Fenestrado: Para que serve?

Os campos cirúrgicos fenestrados são materiais essenciais durante a execução de procedimentos invasivos, de acordo com as suas particularidades vantajosas e a capacidade de criar uma barreira estéril com baixa liberação de particulados.

Produzidos com material confiável, de alta qualidade e desempenho, os campos cirúrgicos fenestrados são desenvolvidos para melhor atender às necessidades apresentadas por um ambiente cirúrgico, que demanda o máximo de segurança e de assepsia.

Indicação

Os campos cirúrgicos fenestrados apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente, medida imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico, os campos cirúrgicos fenestrados são produtos de excelente procedência e disponibilizados de modo que não só preservem a integridade do paciente, como também agreguem na qualidade das atividades desempenhadas pelos cirurgiões responsáveis.

Esterilizados com óxido de etileno e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica, os campos cirúrgicos fenestrados possuem também uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Responsáveis por criar uma barreira microbiana para proteção do paciente e isolar o campo cirúrgico, os campos cirúrgicos fenestrados possuem uma fenestra central de 10 cm, apresentam baixo desprendimento de partículas, alta repelência a fluidos, além de serem mais resistentes, maleáveis e confortáveis.

Produzidos com o não tecido respirável, os campos cirúrgicos fenestrados são atóxicos e hipoalergênicos, isentos de látex em sua composição, além de não propagarem chamas – características fundamentais e que garantem a integridade dos pacientes e a satisfação dos profissionais que utilizam este modelo de campo cirúrgico em suas atividades.

Hidrofibra

A Hidrofibra (Aquacel) é um curativo altamente absorvente para feridas com baixa a moderada exsudação, que proporciona um ambiente úmido facilitador do processo de granulação.

Este curativo é mais aderente devido a presença de uma camada de hidropolímero com capacidade de expansão e manutenção da adesão do curativo a lesão.

Apresentação

Apresentação em placa ou fita. Pode estar associado à prata.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Favorece o desbridamento autolítico;
  • Absorve grande quantidade de exsudato;
  • Reduz a dor e o trauma no momento da troca;

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas com moderada a grande quantidade de exsudato;
  • Feridas infectadas ou com risco de infecção;
  • Úlceras vasculares, diabéticas e LPP;
  • Queimaduras de espessura parcial (2ª grau);

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Feridas secas;
  • Sensibilidade aos componentes do produto.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Feridas limpas: até 7 dias;
  • Feridas infectadas: no máximo 3 dias;
  • Com prata: remover somente por vazamento, sangramento excessivo, dor ou em no máximo 7 dias.

CONSIDERAÇÕES:

  • Manter borda de no mínimo 1 a 2 cm em todos os lados;
  • Pode ser recortado;
  • Não deve ser associado com produtos à base de óleo.

Para que serve o Gel Condutor?



Se você já foi um paciente, e precisou fazer um exame de ultrassonografia por exemplo, já devem ter utilizado em você um gel, para manusear o aparelho sob a localidade de um órgão que necessita ser visualizado.

Mas, é só para isso que é usado?

A Finalidade

O Gel Condutor foi desenvolvido para realização do contato entre o meio condutor e a pele. Ele auxilia a acoplar adequadamente eletrodos e cabeçotes e ainda realizar a condução da energia aplicada a qualquer aparelho que necessite de um meio de contato. É indicado para procedimentos médicos, fisioterápicos e estéticos.

A Indicação

Não somente para exames de imagem como a ultrassonografia, mas também é um “must-have” nos carrinhos de emergência (Sim! o Gel pode ser utilizado para conduzir a energia das pás do Cardioversor e os eletrodos do ECG do aparelho quando estes ocasionam certo tipo de interferência no traçado), quando um eletrocardiógrafo também de vez em quando dá algumas interferências, que não necessariamente seja o paciente, o gel aplicado nas pontas dos fios dos eletrodos expande um pouco mais o campo de visualização do aparelho na hora de registrar no papel.

Nos Bisturis elétricos, o gel condutor tem um grande papel no auxílio das cirurgias, pode ser encontrado também sob forma de placa, pois sem o uso deste, pode provocar queimaduras de primeiro, segundo e até terceiro graus.

Nos eletrocautérios a corrente elétrica corta o tecido humano vaporizando a água da região. E  a corrente entra no organismo do paciente através do bisturi e sai por uma placa de metal (sendo posteriormente adicionado o gel condutor) ou borracha condutora com o gel colada junto ao corpo.

As queimaduras acontecem quando a placa é mal colocada ou posicionada em local errado, além dos casos de defeito do próprio equipamento.

Deve ser colocada a placa do bisturi elétrico em contato com a pele do cliente, esta placa serve como um fio terra, evitando descarga elétrica no cliente, utilizando-se um gel condutor na placa, geralmente localizada nas panturrilhas ou região escapular.

Na Estética e na Fisioterapia o Gel Condutor é um grande aliado na Eletroterapia.

Na Eletroterapia são usados aparelhos que realizam estímulos elétricos de baixa intensidade para aperfeiçoar a circulação, o metabolismo, a nutrição, e a oxigenação da pele, promovendo a produção de colágeno e elastina, e mantendo o equilíbrio e a manutenção da pele, e também funciona como um verdadeiro analgésico em dores intensas, provocadas ou não por problemas ortopédicos e musculares e com isso, o gel ajuda a conduzir melhor a energia elétrica para esta técnica.

Alguns cuidados com o uso do gel

  • Não colocar em contato com os olhos, caso ocorra de lavar com água em abundância por pelo menos 10 minutos;
  • Após o procedimento, oferecer ao paciente um papel ou lenço para a remoção do gel, ou se o mesmo não consiga por si próprio, auxiliá-lo;
  • Mantenha em lugar fresco;
  • Evite locais úmidos, quentes;
  • Mantenha longe de locais com calor excessivo.

Veja também:

Realizando o Exame de Eletrocardiograma (ECG)

 

Referências:

  1. Blog Carci Oficial;
  2. Pérolas Estética;



Hidrocoloide

Um Curativo hidrocolóide é indicado para o tratamento de feridas com leve ou moderada exsudação, como úlceras de perna (venosas, arteriais e mistas), úlceras diabéticas e por pressão.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Promove desbridamento autolítico;
  • Reduz o risco de infecção, pois atua como barreira térmica, microbiana e mecânica;
  • Reduz atrito.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Prevenção ou tratamento de LPP não infectadas;
  • Feridas abertas e planas com pouca a moderada exsudação;
  • Feridas cirúrgicas limpas;
  • Barreira protetora de área perilesional e para efluentes de estomas;
  • O pó pode ser utilizado em dermatites úmidas.

 

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Feridas muito exsudativas;
  • Feridas infectadas;
  • Feridas cavitárias;
  • Região sacra em caso de incontinência fecal e urinária;
  • Indivíduos sensíveis aos componentes do produto.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Trocar no máximo a cada 7 dias, sempre que houver saturação da cobertura ou o curativo descolar.

CONSIDERAÇÕES:

  • Pode causar maceração da área perilesional quando ultrapassar o prazo de troca (a cobertura tem baixa absorção);
  • Fixar 1 a 2 cm da borda, diminuindo assim a área de extravasamento de exsudato.