Colagenase

A Colagenase, é uma pomada à base de uma enzima chamada de proteolítica, a qual é indicada para o tratamento de lesões da pele em que é indicado o desbridamento (retirada de tecido desvitalizado) em feridas, úlceras e lesões necróticas (com tecido desvitalizado) em geral.

Promove o preparo do leito (área) da ferida através da limpeza enzimática das áreas lesadas, com uma cicatrização uniforme e de forma mais rápida.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Promove o desbridamento enzimático suave.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas com tecido desvitalizado.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Pacientes sensíveis às enzimas da fórmula;
  • Tecido de granulação.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • A cada 24 horas.

CONSIDERAÇÕES:

  • Promove desbridamento muito lento;
  • Aplicar gaze úmida com SF 0,9% sobre a colagenase;
  • Necessário proteger pele ao redor da ferida.

Placa de Carvão Ativado

A Placa de Carvão Ativado é uma cobertura estéril, composto por uma camada de carvão ativado impregnado com prata inserida em um sachê de não tecido, podendo ser associado com prata.

Composição:

Uma camada de tecido de carvão ativado impregnado com prata inserido em um envoltório de não tecido com borda selada em toda sua extensão.

BENEFÍCIO:

  • Absorção;
  • Controla o odor;
  • Reduz flora bacteriana pela ação da prata.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas infectadas com ou sem odor;
  • Feridas profundas com exsudação moderadas à abundante.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Feridas limpas;
  • Queimaduras;
  • Feridas pouco exsudativas, hemorrágicas ou com necrose de coagulação/escara.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • A saturação do tecido de carvão ativado acontece, em média, em 3 a 4 dias, podendo ficar no leito até 7 dias;
  • Estabelecer necessidade de troca do curativo secundário conforme avaliação do profissional que acompanha o cuidado.

CONSIDERAÇÕES:

Havendo aumento do intervalo de trocas, devido à diminuição do exsudato, deve-se suspender o uso dessa cobertura para evitar o ressecamento do leito da ferida.

CURIOSIDADE: Existem hoje, no mercado, curativos a base de carvão ativado que podem ser recortados de acordo com o tamanho da lesão.

Bota de Unna

A Bota de Unna consiste em uma bandagem impregnada com pasta à base de óxido de zinco, goma acácia, glicerol, óleo de rícino e água deionizada.

BENEFÍCIO:

  • Exerce força de contensão no membro acometido;
  • Aumenta o fluxo venoso nos membros inferiores;
  • Promove fibrinólise e aumenta a pressão intersticial local;
  • Mantém o meio úmido necessário à cicatrização.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Úlceras venosas de perna;
  • Edema linfático.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Úlceras artérias e mistas (arterial+venosa );
  • Em casos de celulite (inchaço e eritema na área da ferida) e processo inflamatório intenso, pois a compressão aumentará a dor no local;
  • Pacientes com diabetes mellitus, pois há risco de diminuição da perfusão sanguínea no membro acometido;
  • Pacientes com hipersensibilidade de á algum componente da fórmula.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Troca a cada 7 dias;
  • Em caso de desconforto, vazamento de exsudato, sinais clínicos de infecção, dormência e latejamento dos dedos ou em caso de quaisquer outras irritações locais deve-se retirar a bandagem imediatamente.

CONSIDERAÇÕES:

  • A Bota de Unna não pode ser cortada e aplicada sobre a lesão;
  • Para controle do exsudato sugere-se a realização de curativo secundário e uso da placa de carvão ativado;

IMPORTANTE:

  • Aplicar a bandagem ao longo da perna, iniciando no pé e terminando na altura do joelho;
  • Orientar elevação do membro e repouso (principalmente antes da aplicação) durante o dia, movimentação de inclinação do pé (frente e para trás), retirada da bota caso apareça efeitos adversos.

Alginato de Cálcio

O Alginato de Cálcio são placas compostas por fibras de ácido algínico (ácido gulurônico e ácido manurônico) extraído das algas marinhas marrons (Laminaria).

Contém também íons de cálcio e sódio, com camada externa de poliuretano e camada interna composta de gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica, e podem estar associados ao sódio e/ou à prata.

Apresenta-se em forma de placa, fita ou cordão estéreis.

BENEFÍCIO:

  • Absorve grande quantidade de exsudato;
  • Auxilia no desbridamento autolítico;
  • Promove hemostasia em lesões sangrantes.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas exsudativas moderadas a altas;
  • Feridas com ou sem sangramentos;
  • Áreas doadoras de enxerto;
  • Feridas cavitárias em geral;
  • Desbridamento de pequenas áreas de necrose de liquefação.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Não utilizar em feridas secas ou com pouco exsudato;
  • Prevenção de LP;
  • Grandes queimados;
  • Não utilizar sobre ossos e tendões.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Feridas infectadas: no máximo a cada 24 h;
  • Feridas limpas com sangramento: a cada 48h ou quando saturado;
  • Em outras situações a frequência das trocas deverá ser estabelecida de acordo com a avaliação do profissional que acompanha o cuidado.
  • Considerar saturação do curativo secundário e aderência da cobertura no leito da ferida

CONSIDERAÇÕES: Havendo aumento do intervalo de trocas, devido à diminuição do exsudato deve-se suspender o uso dessa cobertura para evitar o ressecamento do leito da ferida.

Óleo Ácido Graxo Essencial (AGE)

O óleo ácido graxo essencial (AGE) ou ácidos gordos essenciais são os ácidos graxos que não são produzidos bioquimicamente pelos seres humanos e devem ser adquiridos da dieta.

O termo “óleo ácido graxo essencial” refere-se aos ácidos graxos necessários aos processos biológicos e não à aqueles que funcionam como fonte de energia.

Este óleo vegetal é composto por ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cárpico, vitamina A, E e lecitina de soja.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Promove angiogênese;
  • Acelera o processo de granulação tecidual;
  • Forma película protetora na pele;
  • Auxilia o desbridamento autolítico;
  • Pode ser usado em qualquer fase de cicatrização.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Prevenção de LPP;
  • Feridas com tecido de granulação.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Pode ocorrer hipersensibilidade;
  • Feridas com necrose e /ou infecção.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Trocar no máximo a cada 24 h ou sempre que o curativo secundário estiver saturado.

CONSIDERAÇÕES:

  • O uso prolongado pode causar hipergranulação da ferida;
  • Pode ser associado a outras coberturas.