Descrições Subjetivas e Objetivas na anotação de Enfermagem

Subjetivas e Objetivas

As diferenças sutis entre as descrições subjetivas e objetivas parecem ser simples de começo. Mas quando você mergulha mais sobre este assunto em um estudo de caso na enfermagem, você irá se encontrar pensando que isto era muito fácil!

Na verdade, isto é muito moleza! Nós que tornamos as coisas mais complicadas, tentando raciocinar sobre tudo ao mesmo tempo.

No relatório/anotação de enfermagem, é muito importante descrever as queixas e sinais que o paciente nos relata. E nelas podem ser divididas estas duas descrições, sendo de origem Subjetiva e Objetiva, no complexo da avaliação primária.

Descrição Subjetiva

É aqui que muitos se confundem. As descrições subjetivas são colhidas através do que o paciente lhe descreve sem que você possa utilizar seus 5 sentidos para mensurar.

Vou explicar de uma maneira mais fácil:

Se o paciente lhe diz que ele teve diarreia durante dois dias seguidos, isto é uma descrição subjetiva, ou seja, você não pode confirmar a informação de outra maneira, a não ser que o tenha confiança no que o paciente mesmo lhe disse.

A dor é subjetiva porque o paciente está te contando como a dor é.

“Ah, mas eu poderia utilizar a escala de dor e tornar isto uma descrição objetiva, porque eu posso perguntar ao paciente para pontuar a sua dor, sendo assim, um ato mensurável.”

Não caia neste pensamento! Sabe por que?

Pergunte a si mesmo, o paciente me respondeu esta informação ou eu mesmo pude observar e medir esta informação sozinho?

– É alguma coisa que eu possa observar utilizando meus cinco sentidos?
– O paciente me disse esta informação e eu posso verificar?

Descrição Objetiva

Este tipo de descrição podemos obter usando nossos sentidos e com auxílio de dispositivos. É um ato de medir e observar.

Vejamos um exemplo, que é a temperatura, um exemplo perfeito para uma descrição objetiva. A temperatura de uma pessoa pode ser obtida através do termômetro.

Outros exemplos de descrições objetivas:

– Batimentos Cardíacos e pulsação;
– Pressão Sanguínea;
– Respiração;
– Feridas e sangramentos aparentes;
– Descrição de deambulação.

Tipos e Preparação de Leitos

Tipos de Leitos

Os principais objetivos de um leito organizado, é proporcionar repouso, conforto, segurança e bem estar ao paciente, economizar tempo e energia da equipe de enfermagem, e manter a unidade com aspecto agradável.

Definições

  • Cama aberta Quando esta ocupada por paciente;
  • Cama fechada – Quando o leito esta vago;
  • Cama de operado – Quando esta aguardando o retorno do paciente do centro cirúrgico;
  • Preparo da cama aberta;

Material

  • 01 travesseiro;
  • 02 lençóis;
  • 01 cobertor (se necessário);
  • 01 fronha;
  • 01 lençol para móvel (se necessário);
  • 01 rolo para costas (se necessário);
  • 01 forro/impermeável (se necessário);
  • Camisola ou pijama;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Colocar a roupa na mesa de cabeceira.
03 – Explicar o que se vai fazer ao paciente e/ou acompanhante.
04 – Colocar o hamper próximo a porta do quarto.
05 – Desprender a roupa do leito, do lado do paciente e depois vir e ir soltando do outro lado.
06 – Colocar o travesseiro sem fronha na mesa de cabeceira.
07 – Colocar o paciente em decúbito lateral.
08 – Enrolar o móvel e lençol de baixo separadamente, ate o meio da cama e sob o corpo do paciente.
09 – Substituir o lençol de baixo, e o móvel, pela roupa limpa.
10 – Virar o paciente para o lado pronto, nunca o expondo.
11 – Passar para o lado oposto;
12 – Retirar a roupa usada, e descartar no hamper, retirar as luvas, e esticar os lençóis limpos, prendendo-os e fazendo os cantos;
13 – Colocar a fronha no travesseiro, acomodando o paciente;

Obs.: Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

Preparo da cama fechada

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 – Estender o lençol superior e fazer uma meia dobra na cabeceira.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Preparo da cama de operado.

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 Estender o lençol superior e fazer um rolinho de forma que fique no canto da cama.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Lembrando que:

  • O leito dever ser trocado quantas vezes forem necessárias durante o plantão;
  • O leito dever ser preparado de acordo com a suas finalidades;
  • Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

O leito é um fator importante na obtenção de repouso e conforto!

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Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

A hipertensão arterial é umas doenças mais comuns da humanidade, acometendo cerca de 20% da população adulta e mais de 50% dos idosos. Pelo fato de ser um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, e por ser uma doença que não provoca sintomas na maioria dos casos, a hipertensão recebeu a alcunha de “assassino silencioso”.

Como habitualmente não há sintomas, a correta aferição da pressão arterial é a forma mais segura de saber como andam os níveis de pressão arterial de um indivíduo. Apesar de ser um procedimento simples, frequentemente, a medição da pressão arterial costuma ser feita de forma incorreta, inclusive por médicos!

O preparo antes da Aferição

Um dos erros mais comuns na hora de medir a pressão arterial é achar que não é preciso preparo algum antes da pressão ser aferida. Situações simples e triviais, tais como ter fumado ou ter feito algum esforço físico logo antes da aferição dos valores, podem provocar elevações artificiais da pressão arterial, levando à uma interpretação errada do grau de hipertensão do paciente.

Outro erro comum é medir a pressão arterial mais de uma vez seguida, sem dar pelo menos 1 minutos de intervalo entre cada aferição!

As diretrizes internacionais da hipertensão sugerem:

  • Os pacientes devem estar sentados e calmos por pelo menos 5 minutos antes da aferição;
  • Os pacientes devem abster-se de fazer esforço físico,  fumar ou ingerir cafeína durante os 30 minutos que precedem a medição;
  • Não se deve medir a pressão arterial se o paciente estiver com vontade de urinar;
  • A medição correta da pressão arterial requer o uso de uma braçadeira adequada à circunferência do braço do paciente. Pacientes obesos podem precisar de um aparelho com uma braçadeira maior. Pacientes com grandes braços, com mais de 45 centímetros de circunferência podem exigir que a pressão arterial seja medida no antebraço, e não no braço, como é habitual. Outra opção é usar um aparelho com braçadeira grande, feito para medir a pressão na coxa. Esse tamanho de braçadeira, porém, não costuma ser tão fácil de achar.

Qualquer uma das situações acima pode levar à medicação de dados incorretos, superestimando o valor da pressão arterial. Uma braçadeira pequena em relação à circunferência do braço, por exemplo, pode provocar leituras erradas, dando valores até 30/10 mmHg acima do correto (ex: um paciente com pressão de 130/80 mmHg pode apresentar valores de até 160/90 mmHg, se ele for obeso e a braçadeira for pequena). A parte da braçadeira que infla deve cobrir, pelo menos, 40% da circunferência do braço.

O oposto também é real. Pacientes pequenos e com braços muito finos precisa de uma braçadeira menor, caso contrário os seus valores da pressão arterial podem ficar subestimados.

Como aferir?

Existem dois tipos de esfigmomanômetros, chamados popularmente de aparelho de pressão: manual e automático.

a. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão manual

Ao contrário dos atuais aparelhos automáticos e digitais, que podem ser manuseados pelo próprio paciente,  o clássico esfigmomanômetro manual requer que outra pessoa meça a pressão do paciente. Isso costuma ser um problema, principalmente quando se trata de idosos que moram sozinhos ou apenas com uma outra pessoa idosa. Na verdade, qualquer pessoa pode medir a pressão arterial de alguém, porém, um mínimo de treinamento é necessário para que o procedimento seja feito de forma correta.

Para medir a pressão arterial com um esfigmomanômetro comum, os passos a seguir são os seguintes:

  • O paciente deve ser colocado sentado, com ambos os pés  encostando no chão e com as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira.
  • Os braços devem ficar esticados, apoiados em uma mesa, mais ou menos na mesma altura do coração.
  • Coloque a braçadeira ao redor do braço do paciente (de preferência o esquerdo), ficando a mesma cerca de 2 cm acima da fossa cubital (dobra do braço).
  • Palpe a artéria braquial logo abaixo da fossa cubital e ponha o diafragma do estetoscópio em cima desta.
  • Com o estetoscópio ao ouvido, comece a inflar a braçadeira.
  • A partir de um certo momento, você começará a ouvir a pulsação da artéria. Continue inflando até o som do pulso desparecer.
  • Comece a esvaziar a braçadeira de forma bem lenta. Quando o som do pulso reaparecer, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão sistólica, chamada popularmente de pressão máxima.
  • Continue desinsuflando a braçadeira. Quando o som do pulso desaparecer de vez, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão diastólica, chamada popularmente de pressão mínima.

A pressão arterial pode ser diferente em cada um dos braços. Valores de até 10 mmHg de diferença são considerados normais. Da mesma forma, ao longo do dia, os valores tendem a se alterar. A pressão costuma estar mais baixa logo ao acordar e mais alta ao final do dia. Por isso, o ideal é sempre medir a pressão arterial no mesmo braço e mais ou menos na mesma hora do dia para que os valores possam ser comparáveis.

b. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão automático

Os aparelhos de pressão automáticos e digitais ganharam popularidade no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Sua grande vantagem é permitir que o paciente possa medir a própria pressão arterial várias vezes por dia sem necessitar da ajuda de outras pessoas.

O procedimento torna-se muito mais simples, pois basta o paciente assumir a posição adequada, colocar o aparelho em volta do braço e dar a ordem para ele medir a pressão. Em questão de segundos, o resultado aparecerá no monitor.

Apesar de ser muito prático, os aparelhos digitais, se não forem de boa qualidade, podem fornecer resultados não muito confiáveis. Antes de comprar um aparelho digital para medir a pressão, certifique-se que o mesmo tem o selo do INMETRO e foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualmente, apenas alguns modelos das marcas Bioland, G-Tech e Geratherm possuem ambos os selos. Procure sempre pela lista de aparelhos certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Qual é o melhor local para medir a pressão arterial?

O local mais indicado para se aferir a pressão arterial, seja com o parelho manual ou digital, é o braço. Não há preferência pelo braço esquerdo ou direito. Como a pressão em um dos braços costuma ser ligeiramente diferente do outro, apenas para questões de futura comparação, o ideal é aferir a pressão sempre no mesmo braço.

Muitos aparelhos digitais são feitos para medir a pressão arterial no punho. A medição no punho não é tão confiável quanto a do braço, pois a posição do mesmo durante a aferição é capaz de alterar os resultados. Para que a aferição seja correta, o punho deve estar apoiado em uma mesa na mesma altura do coração. Se o braço estiver para cima ou para baixo, os resultados não serão válidos.

Existem também no mercado aparelhos automáticos que medem a pressão no dedo. Esses aparelhos não são confiáveis, pois a pressão arterial nas extremidades do membro superior é diferente do resto do corpo.

Como já referido, o antebraço é uma opção para pacientes obesos, não devendo ser a primeira opção caso o paciente tenha um braço com circunferência menor que 40 cm.

Em casos extraordinários, a pressão arterial pode ser aferida na coxa ou na panturrilha, mas geralmente isso só é necessários em pacientes que apresentem algum impedimento nos membros superiores.

É proibido o uso do Aparelho de Pressão com Mercúrio!

A partir de 1º de janeiro de 2019 ficou proibida a fabricação, importação e comercialização de aparelhos de pressão que utilizem mercúrio. O uso desses equipamentos também está proibido em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos, conforme resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Essa nova determinação cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, acordo internacional firmado na cidade de Minamata, no Japão, em 2013, que debateu os riscos do uso do mercúrio à saúde e ao meio ambiente.

Aicmofobia (Medo de agulhas)!

O que é Aicmofobia ?

A aicmofobia é um medo extremo de procedimentos médicos envolvendo injeções ou agulhas hipodérmicas.

As crianças têm medo de agulhas porque não estão acostumadas com a sensação de sua pele ser picada por algo pontiagudo. Quando a maioria das pessoas atinge a idade adulta, elas podem tolerar agulhas com muito mais facilidade.

Mas para alguns, o medo de agulhas permanece com eles até a idade adulta. Às vezes, esse medo pode ser extremamente intenso.

O que faz com que as pessoas desenvolvam a aicmofobia?

Os médicos não sabem exatamente porque algumas pessoas desenvolvem fobias e outras não. Certos fatores que levam ao desenvolvimento dessa fobia incluem:

  • experiências negativas da vida ou traumas anteriores causados ​​por um objeto ou situação específica
  • parentes que tiveram fobias (o que pode estar sugerindo comportamento genético ou aprendido)
  • mudanças na química do cérebro
  • fobias da infância que surgiram aos 10 anos
  • um temperamento sensível, inibitivo ou negativo
  • aprendendo sobre informações ou experiências negativas

No caso da aicmofobia, certos aspectos das agulhas geralmente causam fobia. Isso pode incluir:

  • desmaios ou tontura grave como resultado de uma reação reflexa vasovagal quando picada por uma agulha;
  • memórias ruins e ansiedade, como lembranças de injeções dolorosas, que podem ser desencadeadas pela visão de uma agulha;
  • medos relacionados medicamente ou hipocondria;
  • sensibilidade à dor, que tende a ser genética e causa alta ansiedade, pressão arterial ou frequência cardíaca durante procedimentos médicos envolvendo uma agulha;
  • medo de contenção, que pode ser confundido com aicmofobia porque muitas pessoas que recebem injeções são contidas;

Quais são os sintomas da aicmofobia?

Os sintomas da aicmofobia podem interferir muito na qualidade de vida de uma pessoa. Esses sintomas podem ser tão intensos que podem ser debilitantes. Os sintomas estão presentes quando uma pessoa vê agulhas ou é informada de que terá que passar por um procedimento que envolve agulhas. Os sintomas incluem:

  • tontura;
  • desmaio;
  • ansiedade;
  • insônia;
  • ataques de pânico;
  • pressão alta;
  • ritmo cardíaco de corrida;
  • sentindo-se emocionalmente ou fisicamente violento;
  • evitar ou fugir dos cuidados médicos;

Como é diagnosticada a aicmofobia?

Um medo extremo de agulhas pode interferir com a capacidade do seu médico para tratá-lo. Por isso, é importante ter essa fobia tratada.

O seu médico irá primeiro excluir qualquer doença física através da realização de um exame médico. Em seguida, eles podem recomendar que você consulte um especialista em saúde mental. O especialista fará perguntas sobre seus históricos de saúde mental e física. Eles também pedirão que você descreva seus sintomas.

Um diagnóstico de aicmofobia geralmente é feito se o medo de agulhas interferir em alguma parte da sua vida.

Quais são as complicações da aicmofobia?

A aicmofobia pode resultar em episódios estressantes que podem ou não envolver ataques de pânico. Pode também levar a um atraso no tratamento médico necessário. Isso pode prejudicá-lo se você tiver uma condição crônica ou tiver uma emergência médica.

O objetivo do tratamento para a aicmofobia é abordar a causa subjacente da sua fobia. Então o seu tratamento pode ser diferente do de outra pessoa.

A maioria das pessoas com aicmofobia recomenda algum tipo de psicoterapia como tratamento. Isso pode incluir:

Terapia cognitivo-comportamental (TCC). Isso envolve explorar seu medo de agulhas em sessões de terapia e técnicas de aprendizado para lidar com isso. Seu terapeuta o ajudará a aprender maneiras diferentes de pensar sobre seus medos e como eles afetam você. No final, você deve se afastar sentindo uma confiança ou domínio sobre seus pensamentos e sentimentos.

Terapia exposta. Isso é semelhante à TCC, pois se concentra em mudar sua resposta mental e física ao medo de agulhas. Seu terapeuta irá expô-lo a agulhas e os pensamentos relacionados que eles desencadeiam. Por exemplo, seu terapeuta pode primeiro mostrar fotos de uma agulha. Em seguida, você pode ficar ao lado de uma agulha, segurar uma agulha e, em seguida, talvez imagine ser injetado com uma agulha.

A medicação é necessária quando uma pessoa está tão estressada que não é receptiva à psicoterapia. Ansiedade e medicamentos sedativos podem relaxar seu corpo e cérebro o suficiente para reduzir seus sintomas. Medicamentos também podem ser usados ​​durante um exame de sangue ou vacinação, se isso ajudar a reduzir o estresse.

Qual é a perspectiva da aicmofobia?

A chave para gerenciar sua aicmofobia é abordar suas causas subjacentes. Depois de identificar o que o deixa com medo de agulhas, é importante manter seu plano de tratamento. Você pode nunca superar seu medo de agulhas, mas pelo menos você pode aprender a viver com ele.

A Roupa Privativa

Roupa Privativa

A Roupa Privativa é um Equipamento de Proteção Individual (EPI), e faz parte da norma regulamentadora do Ministério do trabalho, a NR 32, tendo em pauta os seguintes itens:

 32.10.19 O empregador deve fornecer, sem ônus para o empregado, vestimenta de trabalho adequada aos riscos ocupacionais em condições de conforto, bem como responsabilizar-se por sua higienização.

32.10.20 Antes de sair do ambiente de trabalho, após o seu turno laboral, os trabalhadores devem retirar suas vestimentas e os equipamentos de proteção individual, que possam estar contaminados por agentes biológicos e colocá-los em locais para este fim destinados.

Porém, se utilizados de forma inadequada pode ser um veículo de transmissão de microrganismos potencialmente patogênicos, influenciando na distribuição dos mesmos em diferentes ambientes.

Segundo citado na NR 32,  o profissional deve depositar seus EPI em locais próprios antes de sair do ambiente de trabalho, pois, essa segurança não é efetiva apenas pelo uso desses equipamentos, mas também pela forma que são utilizados, sua descontaminação e rotina de troca. É significativa a quantidade de microrganismos encontrados nos uniformes dos profissionais de saúde e essa quantidade pode aumentar durante o período de trabalho. Os agentes patogênicos encontrados nessas vestimentas podem ser advindos dos pacientes, correndo o risco de em seguida serem disseminados no ambiente, contaminando outros indivíduos e comprometendo a recuperação dos mesmos.

O risco é ainda maior quando essa contaminação ocorre em ambientes como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que são setores destinados ao acolhimento de pacientes com perfil clínico grave e que necessitam de acompanhamento e atenção contínua para o monitoramento do seu desempenho durante a internação. Estas unidades são consideradas áreas críticas, tanto pelo estado clínico dos pacientes internados, quanto pelo risco desses desenvolverem Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Mas o que são as IRAS?

As IRAS são definidas como qualquer tipo de infecção que acomete o indivíduo em ambiente hospitalar e estão entre a maior causa de morbimortalidade em pessoas que se encontram em estado clínico agravado e que se submetem a procedimentos clínicos invasivos, além da sepse e microrganismos multirresistentes, entre outros fatores de risco que podem levar ao óbito, sendo consideradas, portanto, um relevante problema de saúde pública.

Dentre os agentes causadores dessas IRAS está presente o grupo dos Staphylococcus sp., esses microrganismos estão presentes na microbiota da pele e podem ser facilmente disseminados. O risco dessa disseminação em ambientes críticos é preocupante devido à grande capacidade que esse microrganismo possui de desenvolver resistência à maioria dos antibióticos.

O grande número de infecções hospitalares adquiridas anualmente gera um custo financeiro significativo. Em meio às prováveis fontes dessas infecções encontram-se os equipamentos de saúde, dentre os quais estão presentes os uniformes privativos, que apresentam uma contaminação de 60%, incluindo bactérias resistentes a diferentes drogas.

Quais são os benefícios com o uso da Roupa Privativa?

A utilização de uniformes privativos para as UTIs é de fundamental importância para a proteção dos colaboradores do setor, bem como a manutenção das boas práticas para cuidados aos pacientes na intenção de evitar IRAS. E para proteção pessoal também do colaborador, a fim de evitar que se contamine com fluídos, secreções e outros itens que podem prejudicar o uso de sua roupa pessoal.

Não somente a Roupa Privativa, mas outros itens também podem levar a contaminação!

Devemos também nos preocupar não somente com a troca constante destas roupas privativas, mas também como a lavagem de gorros/toucas não descartáveis (de tecido), e a limpeza constante dos sapatos ocupacionais, o lavagem constante dos jalecos, que se armazenados em outros locais com sujidade acoplada nestes itens, podendo contaminar um ambiente totalmente livre de microrganismos.

Porém, a contaminação de jalecos, roupas privativas, gorros, sapatos, uniformes é praticamente inevitável em ambiente hospitalar, podendo ser um dos fatores que levam a infecções, considerando que estes são um potencial reservatório de microrganismos, o que leva a hipótese de que os uniformes analisados neste estudo possam estar colaborando para a disseminação de agentes possivelmente patogênicos.

A contaminação dos uniformes utilizados para a assistência à saúde aumenta de forma progressiva de acordo com o tempo de uso e atividades desenvolvidas no período de utilização dos mesmos.

Os Microrganismos

Diferentes microrganismos são encontrados nas amostras dos uniformes privativos, porém, enfatizou-se o Staphylococcus aureus por sua importância epidemiológica nas IRAS, sendo estes referidos como um dos microrganismos que mais estão associados às infecções primárias da corrente sanguínea. Um fator importante sobre esse microrganismo é sua capacidade de adquirir resistência a diferentes antibióticos, tais como a oxacilina e vancomicina.

REFERÊNCIA:

VALADARES, Bruno Dos Santos et al. Contaminação de Uniformes Privativos Utilizados por Profissionais que Atuam nas
Unidades de Terapia Intensiva. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, jan. 2017. ISSN 2238-3360. 

Veja também:

 

O Terror dos Hospitais: Os Microrganismos Resistentes e seu tempo de sobrevida no ambiente

Acinetobacter

Pseudomonas

Caracterização do Pulso

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Conceitos de Enfermagem

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A Enfermagem desempenha um papel vital na saúde e nas organizações médicas. Eles prestam cuidados diretos aos pacientes com necessidade em hospitais, centros comunitários, consultórios médicos, asilos e escolas. O trabalho de um profissional da enfermagem exige uma natureza bondosa, mas acima de tudo, deve respeitar um código de conduta profissional. O código de conduta […]

UTI e CTI: As Diferenças

Muitas pessoas pensam que CTI e UTI são a mesma coisa, no entanto, existem algumas diferenças sutis entre as duas.

O CTI (Centro de Terapia Intensiva) não abriga casos especializados em uma patologia específica, mas sim todos os pacientes que precisam de acompanhamento intensivo. Geralmente encontrada em hospitais de porte menor, mas que contém a mesma estrutura interna de uma UTI, com a aparelhagem e a equipe multidisciplinar.

A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é destinada a casos específicos, como a UTI neonatal, UTI Pediátrica, UTI Adulto, UTI cardiológica, UTI Neurológica, UTI para queimados, UTI Pós operatório, etc, e é geralmente encontrada em hospitais de grande porte.

A partir de outro ponto de vista, o CTI também pode ser, assim como o próprio nome indica, um centro que engloba várias unidades diferentes, como a UTI e a Unidade Semi-Intensiva, destinada para os casos menos graves.

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O Perigo dos Pombos para a sua Saúde

Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios. Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, […]