Sinal de Murphy

O Sinal de Murphy’ é presente no exame físico de um paciente. É indicativo de colecistite, quando o paciente suspende a inspiração por dor à compressão do rebordo costal direito(local onde se encontra a vesícula biliar).

O método para pesquisar a presença do sinal é o seguinte:

  • O examinador, à direita do paciente em decúbito dorsal, traça uma linha imaginária da Espinha Ilíaca Ântero-Superior Esquerda até o Rebordo Costal Direito que passe pelo umbigo, encontrando o ponto de cruzamento com a Linha Hemiclavicular Direita;
  • Colocando sua mão esquerda de modo que o polegar se insinue sob o rebordo costal direito ao nível da borda interna do músculo reto anterior – sobre o ponto imaginário anteriormente descrito, enquanto a face palmar da mão direita apóia-se sobre o flanco afetado;
  • Sem afrouxar a pressão exercida pela mão palpadora, manda-se o paciente inspirar profundamente;
  • Em caso de dor, o paciente interrompe o movimento respiratório e realiza um padrão respiratório do tipo Kussmaul, ao mesmo tempo em que reclama da palpação dolorosa.

Essa técnica foi descrito pelo médico americano John Benjamin Murphy, um destacado cirurgião abdominal e torácico do final do século XIX e início do século 20. Além deste sinal, há o botão Murphy, o gotejamento de Murphy, o teste de Murphy e até instrumentos cirúrgicos como o controle deslizante de Murphy-Lane, todos os epônimos do mesmo homem.

Doenças com sinal positivo de Murphy

O sinal de Murphy possui alta sensibilidade e importante fator preditivo negativo, mas a especificidade é baixa.

O que significa isto?

Isso significa que sua ausência praticamente exclui certas doenças, especialmente a inflamação da vesícula biliar, mas sua presença não se traduz necessariamente em colecistite aguda.

Entende-se que existem várias patologias capazes de gerar um sinal de Murphy positivo, entre as quais temos o seguinte:

Colecistite aguda

É a doença ligada ao sinal de Murphy por excelência. É a inflamação aguda da vesícula biliar, um pequeno órgão em forma de pera localizado abaixo do fígado que contém bile (daí seu nome), uma substância liberada no intestino delgado que desempenha funções digestivas.

A maioria dos casos está relacionada à presença de pedras no interior, mas não é a única causa de colecistite aguda. Algumas infecções e tumores locais podem causar inflamação da vesícula biliar, seja por espessamento reativo de suas paredes ou por obstrução dos ductos de saída da bílis.

A vesícula biliar inflamada é muito sensível ao toque, mas palpá-la através de manobras clínicas é complicada. Por isso, o Dr. Murphy levantou a ideia de “alcançá-lo” com mais facilidade, alterando sua localização e removendo os tecidos circundantes, o que é alcançado com profunda inspiração e deslocamento do fígado com as mãos.

Apendicite aguda

Embora raro, certos casos de apendicite aguda – especialmente quando encontrada na região infra-hepática – podem mostrar um sinal de Murphy positivo.

Essas confusões podem ser perigosas devido a um diagnóstico incorreto e a uma intervenção cirúrgica desnecessária ou tardia.

Hepatite viral

Alguns casos de hepatite viral, especialmente a hepatite A, podem ocorrer com um sinal de Murphy positivo. Esse achado deve-se ao fato de que a inflamação do fígado causada pela resposta imune ao vírus pode afetar a contiguidade da vesícula biliar, comportando-se como se fosse uma colecistite aguda.

Hepatomegalia

O aumento do volume hepático pode distender a cápsula de Glisson, uma camada fibrosa que cobre o fígado e causar dor durante o manuseio.

Embora possa ser confundido com um sinal de Murphy positivo, uma avaliação adequada determinará que as características da dor não são exatamente as mesmas e que existem diferenças discretas entre essas condições.

Outras patologias vesiculares

Perfuração, gangrena ou plastrão vesicular, que podem ser complicações de colecistite aguda, têm o sinal de Murphy entre seus achados clínicos.

No entanto, todas as entidades mencionadas acima são acompanhadas por um quadro clínico muito mais assustador, com um toque importante do estado geral e dos sintomas da sepse.

Fraturas de costelas

Algumas lesões costais, com inflamação da vasculonerviose e até fraturas, podem apresentar um sinal de Murphy positivo.

Não é incomum que lesões tóraco abdominais causem fraturas das costelas flutuantes, que devido à sua localização anatômica podem ser confundidas com patologias vesiculares.

Sinal de Murphy de ultrassom

Sendo o ultrassom atualmente um dos estudos mais utilizados para o diagnóstico de patologias abdominais, ficou comprovado que, durante a realização do mesmo, pode produzir uma reação muito semelhante ao sinal de Murphy gerado manualmente durante o exame físico.

A técnica cumpre os mesmos princípios fisiopatológicos. Ele busca despertar a dor característica, exercendo pressão sobre o hipocôndrio direito durante a inspiração, apenas que não é realizado com as mãos, mas com o transdutor do equipamento de ultrassom.

A resposta será exatamente a mesma: interrupção repentina da respiração e dor. Somente o médico de imagem está autorizado a escrever nos achados do estudo a presença de um sinal de ultra-som Murphy positivo, que servirá como uma excelente orientação para o cirurgião responsável pelo tratamento.

Referências

  1. Musana, Kenneth (2005). Sinal de Murphy.Clínica Médica e Pesquisa, 3 (3): 132.
  2. Salyer, Steven W. (2007). Emergências abdominais cirúrgicas agudas.Medicina de Emergência Essencial, capítulo 1, 1-36.
  3. Garfunkel, Lynn C. (2007). Colelitíase, colecistite e cistos de colédoco.Pediatric Clinical Advisor, segunda edição, 113-114.
  4. Motta Ramirez, Gaspar Alberto e Uscanga Carmona, Maria Celeste (2002). Pontos clínicos de Murphy, Mc Burney e Giordano: valor atual e sua correlação com a ultrassonografia.Annals of Radiology Mexico, 2: 409-416.
  5. Friedman, AC et al. (2011). Sonografia da colecistite aguda: sinal de Murphy ou lei de Murphy?Ultra-som em Medicina e Biologia, 37 (8): 87.
  6. Wikipedia. Sinal de Murphy. Recuperado de: en.wikipedia.org

Curiosidade: Por que o milho sai inteiro no cocô?

Já parou para reparar porque quando você ingere grãos como o Milho, ele praticamente sai inteirinho em suas fezes?

Primeiramente, isso pode significar que você não mastigou o milho devidamente, ou seja, acabou engolindo os grãos inteiros. Isso já seria um ótimo começo para explicar porque os grãos de milho saíram inteiros em suas fezes, mas ele não é o único fator a se levar em conta, mas não é só isso!

Isso também acontece porque o nosso corpo não produz uma enzima chamada CELULASE, que serviria para digerir a celulose presente em fibras vegetais. Esse é o principal motivo de vermos grãos como milho e ervilha, entre outros, presentes nas fezes!

É preciso lembrar que a camada externa de um grão de milho é composta principalmente de celulose, que é uma espécie de substância que não se decompõe facilmente mesmo quando devidamente mastigada pelos seres humanos. Por outro lado, parte interior do grão de milho pode ser mastigada muito facilmente.

Isso significa que o milho é ruim para a digestão?

Em grandes quantidades, sim. Por causa da alta quantidade de celulose presente nele, comê-lo demais pode até causar cólicas e gases.

Já em pequenas quantidades, no entanto, ele não sobrecarrega o sistema digestivo. De fato, ele contém luteína e zeaxantina, dois fitoquímicos que promovem uma visão saudável, além de suas fibras que servem de alimento para as boas bactérias no intestino. O milho também possui vitaminas do complexo B, ferro, proteínas e potássio, que são essenciais para o bom funcionamento do corpo.

Vale lembrar que não é apenas o milho que é difícil de ser digerido. Ocasionalmente, você pode ver fragmentos inteiros de outros alimentos no cocô, na maioria das vezes vegetais ricos em fibras, que normalmente não são quebradas e absorvida no trato digestivo.

Alimentos não digeridos nas fezes não costumam ser um problema, a menos que estejam acompanhados de diarreias frequentes, perda de peso ou outras alterações nos hábitos intestinais. Se você perceber esses sintomas, não deixe de consultar o seu médico.

Intussuscepção: A Invaginação Intestinal

A Intussuscepção representa a invaginação de um segmento intestinal sobre outro que, apesar de relativamente comum entre as crianças, raramente acomete os adultos.

Literalmente, uma parte do intestino se invagina (se dobra) por sobre outra seção do intestino, semelhante à maneira como as partes de um telescópio se retrai sobre a outra parte.

Nestes, a invaginação intestinal apresenta uma causa bem definida na maioria dos casos e seu quadro clínico costuma ser bastante variável, contudo, poucos deles são diagnosticados no período pré-operatório.

Os Sinais e Sintomas

Os primeiros sintomas podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos (por vezes, na cor verde, devido a bílis), cólica intermitente moderada a grave ou dor abdominal.

A dor é intermitente, não porque a intussuscepção se resolve temporariamente, mas porque o segmento do intestino transitoriamente para de contrair. Mais tarde, os sinais incluem sangramento retal, muitas vezes com fezes em forma de “geleia” (fezes misturadas com sangue e muco), e letargia.

O exame físico pode revelar uma massa em forma tubular ao palpar o abdômen.

A intussuscepção é a emergência mais comum entre crianças de seis meses a três anos de idade, é descrita como de início súbito, dor abdominal do tipo cólica seguida por vômitos, a palpação abdominal não indica peritonismo porém com algumas horas, torna-se perceptível, o palpamento revela um volume tubular e há eliminação de muco com sangue.

A febre e a leucocitose apresentam-se tardiamente e estão associadas a maior possibilidade de necrose intestinal, nessa situação, sinais de alarme como prostração intensa, desidratação e choque devem ser encontrados e a confirmação de diagnóstico e o tratamento devem ser acelerados.

Como é diagnosticado?

Um raio-x de abdômen pode ser indicado para verificar obstrução intestinal ou gás intraperitoneal livre.

A última constatação implica que a perfuração intestinal já ocorreu.

Algumas instituições utilizam enema de ar para o diagnóstico, e o mesmo procedimento pode ser utilizado para tratamento.

Esta condição é mais incidente em crianças!

A incidência é maior até os 2 anos de vida, mormente dos 6 meses aos primeiro ano de idade.

A Intussuscepção ocorre com mais frequência em meninos do que em meninas, com uma proporção de aproximadamente 3:1.

Em adultos, representa a causa de cerca de 1% das obstruções intestinais e é frequentemente associada com neoplasia, maligna ou outra forma.

Cuidados de Enfermagem

  • Jejum de 12hs, para preparo cirúrgico;
  • Atentar ao cuidado com pacientes pediátricos (mais de 4-8hs de jejum- hipoglicemia);
  • Tricotomia da cartilagem xifóide ao púbis;
  • Irrigação Intestinal: Planejamento e controle da dieta;
  • Controle Hídrico;
  • Cuidados com as ostomias;
  • Redução da ansiedade;
  • Observar e comunica o aparecimento de sonolência excessiva, inquietação, agressividade, ansiedade ou confusão, cianose central e falta de ar em repouso;
  • Monitorização da frequência respiratória, intensidade e atentar para a ausculta de sons respiratórios adventícios;
  • Monitorar aparecimento de sinais e sintomas de sangramento gastrointestinal, como náusea, hematêmese, enterorragia, hematócritos ou hemoglobina reduzidos, hipotensão e taquicardia;
  • Assegurar que o paciente receba cuidados de analgesia;
  • Investigar com o paciente fatores que aliviam ou pioram a dor;
  • Avaliar com o paciente e a equipe, a eficácia de medidas de controle da dor que tem sido utilizadas;
  • Supervisionar a pele observando calor, cor, pulsos, textura;
  • Examinar vermelhidão, calor;
  • Monitorar áreas de vermelhidão e ruptura da pele;
  • Monitorar infecção, principalmente em áreas edemaciadas;
  • Supervisão da pele;
  • Monitorar áreas de ruptura da pele;
  • Prestar apoio emocional;
  • Inserir paciente em grupos de apoio;
  • Prestar assistência na auto modificação;
  • Promover ensino sobre o processo da doença.

Referências:

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/intussuscepcao/

http://revistas.ung.br/index.php/saude/article/view/2649

Conheça as Principais Patologias do Cólon

Você sabe a finalidade do Cólon para o corpo humano?

Ele é responsável por realizar a fase final da digestão. Retira o quimo (alimento digerido) do intestino delgado para finalizar a absorção, mudando o estado líquido do quimo à sólido para convertê-lo em fezes.

Você sabia que o Cólon, também conhecido como “Intestino Grosso”, é um tubo largo e obviamente grosso, localizado no final do sistema digestivo, e que mede aproximadamente 1,5 metros?

Sua função principal é, então, o armazenamento dos rejeitos sólidos para posterior evacuação.

Quando as fezes não são evacuadas normalmente, o cólon continua absorvendo água, os rejeitos se tornam duros e surge a prisão de ventre.

Mas! Existem condições que não permitem que o cólon funcione corretamente. E, em alguns casos, essas mesmas condições podem resultar em um câncer de cólon.

Esse tipo de câncer é mais comum em pessoas mais velhas, de aproximadamente 50 anos, que apresentem fatores de risco e antecedentes familiares.

As Principais Patologias que afetam o Cólon

A Diverticulite

Diverticulite é uma inflamação caracterizada principalmente por bolsas e quistos pequenos e salientes da parede interna do intestino (divertículos) que ficam inflamados ou infectados.

A presença de divertículos no corpo é bastante comum, principalmente após os 40 anos de idade.

Colite Ulcerativa

É uma forma de doença inflamatória intestinal (DII) crônica não contagiosa, em que há inflamação e ulcerações no intestino grosso (cólon) e no reto em sua camada mais superficial, a mucosa.

Síndrome do Cólon Irritável

Algumas pessoas experimentam sensações frequentes de desconforto abdominal, cólicas, diarreia, obstipação (prisão de ventre) e aumento dos movimentos intestinais. Muitas delas são portadoras de um distúrbio de motilidade intestinal que recebe o nome de síndrome do cólon irritável.

Doença de Chron

Doença de Crohn é uma doença inflamatória crônica e séria do trato gastrointestinal. Ela afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.

Apendicite

É a inflamação do apêndice. Entre as possíveis complicações graves de uma rutura do apêndice estão a inflamação grave e dolorosa do revestimento interior do abdômen e sepse.

A apendicite é causada pelo bloqueio da cavidade do apêndice, geralmente por um aglomerado de fezes calcificadas.

Infecção Bacteriana

A gastroenterite bacteriana, ou infecção intestinal, acontece quando as bactérias causam uma infecção no intestino. Isso causa inflamação no estômago e nos intestinos.

infecção intestinal também pode apresentar sintomas como vômitos, cólicas abdominais severas e diarreia.

Câncer Colorretal

câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, isto é, no cólon ou em sua porção final, o reto.

Portanto, a principal forma de prevenção do câncer colorretal é o seu rastreamento por exames como colonoscopias, visando a detecção e retiradas dos pólipos antes de se degenerarem em câncer.

Pólipos

pólipo intestinal é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto).

Alguns são baixos e planos, outros são altos e se assemelham a um cogumelo, podendo aparecer em qualquer parte do intestino grosso.

Classificação de Forrest: Úlceras Pépticas Hemorrágicas

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma condição frequente no mundo todo. Esta complicação leva a internações hospitalares prolongadas e está associada à significativa morbidade e mortalidade, principalmente nos idosos.  As causas mais comuns de HDA são as não varicosas, sendo a úlcera péptica a mais frequente.

O manejo adequado do paciente e o uso de técnicas endoscópicas apropriadas melhoram o prognóstico e reduzem a taxa ressangramento, e portanto, foi criado uma classificação, chamada de Classificação de Forrest, sendo esta publicada pela primeira vez por J.A. Forrest et al. no Lancet em 1974.

Como funciona esta classificação?

Esta classificação divide as úlceras em sangramento ativo, sinais de sangramento recente e úlceras sem sinais de sangramento. Através dela é possível estimar o risco de ressangramento se a lesão não for tratada e avaliar a necessidade de tratamento endoscópico.


SANGRAMENTO
TIPO
DESCRIÇÃO

I – Ativo
Forrest IA
Em jato
Forrest IB
Em “babação”

II – Recente
Forrest IIA
Coto vascular visível
Forrest IIB
Coágulo recente
Forrest IIC
Fundo hematínico

III – Sem sangramento
Forrest III
Sem sinal de sangramento

A Indicação de Tratamento Endoscópico

  • Todas as úlceras com sangramento ativo devem ser tratadas (Forrest IA e IB);
  • Todas as úlceras com vaso visível, mesmo sem sangramento, devem ser tratadas (Forrest IIA);
  • O tratamento de úlceras com coágulos firmemente aderidos (Forrest IIB) que não são removidos após a lavagem vigorosa é controverso.  Se o coágulo é facilmente removido com a lavagem e evidencia um vaso visível abaixo ou sangramento ativo, deve ser tratado. Porém, se o coágulo é firme e de difícil remoção, a literatura não demonstra uma vantagem evidente no tratamento. Neste caso a conduta deve ser individualizada;
  • As lesões com manchas hematínicas planas (Forrest IIC) não necessitam tratamento endoscópico;
  • As úlceras de base fibrinosa limpa (Forrest III) não necessitam tratamento endoscópico.

Bolsa Ileal em “J”

Bolsa Ileal

A anastomose bolsa ileal-anal, ou bolsa ileal, ou bolsa ileal em “J”, é um procedimento cirúrgico que é utilizado para restaurar a continuidade gastrintestinal após a remoção cirúrgica do cólon e do reto.

Várias condições, incluindo estados inflamatórios, câncer ou infecção, pode exigir a remoção cirúrgica completa do cólon e do reto, no presente caso, a retocolite ulcerativa crônica de longa evolução.

O procedimento envolve a criação de um reservatório a partir do íleo terminal para substituir o reto removido. Duas ou mais alças intestinais são suturadas ou grampeadas em conjunto para formar um reservatório para fezes.

Este reservatório é então ligado ao ânus para reconstituição do fluxo fecal anal. A bolsa é rotineiramente protegida por uma ileostomia temporária para desviar temporariamente o caminho das fezes através da parede abdominal, sob a forma de uma ileostomia a montante. Após um período de recuperação, essa ileostomia é revertida (fechada) durante um processo separado.

Veja também:

A Anastomose

Colostomia: O que é?

Colostomia

O termo colostomia designa a união à parede abdominal anterior de uma porção do cólon, com o fim de permitir a evacuação de fezes e gases. Esta evacuação dá-se por um orifício chamado estoma.

Estoma é um tratamento cirúrgico que corrige distúrbios intestinais, é normalmente recomendado em pacientes que possuem parte do intestino bloqueado ou outra patologia que impeça a eliminação das fezes pelo reto.

Bolsas de Colostomia Descartáveis X Reutilizáveis: As Diferenças

A Bolsa descartável tem sua validade a cada limpeza da colostomia, pois não possui um mecanismo para a limpeza interna do mesmo, e a bolsa de Colostomia reutilizável, popularmente chamada de Bolsa de Karaya, possui uma saída para desprezar e limpar a bolsa internamente, tendo sua validade após instalada em até 7 dias.

Estomaterapia: Você Sabia?

Existe um profissional habilitado especialmente para este tipo de procedimento. Este é o
Enfermeiro Estomaterapeuta, ou seja, é uma área de especialização em enfermagem, reconhecida desde 1980, que é responsável pelo estudo e tratamento de feridas agudas e crônicas. Cabe à especialidade também à assistência a pacientes com estomias e incontinências, a orientar, com mais clareza, os cuidados a serem realizados com diversos tipos de ostomias, como por exemplo, a colostomia, ileostomia, urostomia, etc. em ambiente domiciliar.

Quais são os cuidados que devemos tomar com as bolsas reutilizáveis?

  • Esvaziar a bolsa (no mínimo uma vez por plantão e sempre que necessário), soltando apenas o clampe que a fecha na parte inferior;
  • Lavá-la com soro fisiológico a cada vez que se desprezar o conteúdo no vaso sanitário. O clamp poderá ser reutilizado nas trocas do mesmo paciente;
  • A troca da bolsa é recomendada entre 5 e 7 dias, ou quando necessário (se houver
    vazamentos, mau cheiro intenso, sujidades), a vermelhidão e dor do peristoma indica problemas de irritação da pele;
  • O depósito das fezes na bolsa coletora se inicia em torno de 72 horas após a intervenção cirúrgica;
  • A drenagem poderá ser contínua e constante, pois não há controle de retenção (esfíncter) dos dejetos ao redor do Estoma;
  • A bolsa coletora deve ser esvaziada a cada 4 ou 6 horas. Deve-se observar a quantidade de material drenado com constância e não permitir que seja preenchida além da sua metade;

O preenchimento além desse limite coloca em risco a integridade do Estoma, ocasionando lesões e grande risco de infecção.

Quais são os cuidados que devemos ter com o estoma?

  • A pele no Estoma deve permanecer rosa ou vermelho vívido e brilhante;
  • Observar a pele ao redor da bolsa coletora, bem como a fixação e seu aspecto. Se muito sujo ao redor da fixação, deve-se fazer a troca da bolsa coletora;
  • É no intestino que ocorre a maior parte da absorção de líquidos e eletrólitos dispersos oriundos da nutrição do paciente. É prudente observar a ingestão de líquidos e monitorar com exames laboratoriais específicos a absorção adequada de eletrólitos e a hidratação regular. Sintomas de desidratação como pele seca e cefaléia (dor de cabeça) intensa e recorrente devem ser informados;

Quais são os cuidados gerais de Enfermagem com a Colostomia?

  • Limpar a região da colostomia com soro fisiológico a 0,9%, em movimentos circulares;
  • Secar a área ao redor com gaze estéril;
  • Marcar na bolsa o círculo com um guia de corte, de acordo com o diâmetro da fístula, do dreno ou da ostomia;
  • Recortar o orifício marcado;
  • Observar para que o orifício não fique apertado demais garrotando a ostomia, ou grande demais facilitando o contato da secreção direta com a pele lesando-a;
  • Retirar o adesivo;
  • Retirar o protetor que recobre a face superior da placa;
  • Aplicar a placa com o aro sobre a região;
  • Adaptar a bolsa plástica à parte inferior do aro na placa, em posição cefalocaudal;
  • Exercer uma leve pressão à roda, a partir da parte inferior da bolsa plástica até que esteja segura, solicitando ao paciente que enrijeça a região;
  • Puxar suavemente a bolsa para baixo, para confirmar se ela se encontra devidamente encaixada.
  • Registrar no prontuário: característica do débito de colostomia, volume, odor, cor, etc…

Veja mais em nosso canal:

Hemorragia Digestiva

hemorragia digestiva

A Hemorragia digestiva é mais um sintoma de alguma doença do que uma doença por si mesma. Várias condições médicas podem ocasionar hemorragia. A maioria das causas de hemorragia digestiva está relacionada a condições que podem ser curadas ou controladas, como úlcera ou hemorróidas. Porém, algumas causas de hemorragia digestiva podem ser ameaça à vida.

A hemorragia digestiva é caracterizada por um sangramento em algum local do sistema digestivo. Ela pode ser classificada como hemorragia digestiva alta quando os locais do sangramento são acima do do ângulo de Treitz (Esôfago, o estômago e o duodeno) ou hemorragia digestiva baixa, quando o sangramento ocorre abaixo do ângulo de Treitz (intestino delgado, grosso ou reto).

Causas da hemorragia digestiva

Algumas das possíveis causas da hemorragia digestiva são:

Hemorragia digestiva alta:

  • Úlcera gástrica;
  • Úlcera duodenal;
  • Varizes esôfago-gástricas;
  • Câncer no esôfago, estômago ou duodeno;
  • Perfuração do esôfago, estômago ou duodeno.

Hemorragia digestiva baixa:

  • Hemorroida;
  • Fissura anal;
  • Pólipo intestinal;
  • Doença de Crohn;
  • Diverticulose;
  • Câncer no intestino;
  • Perfuração do intestino;
  • Endometriose intestinal.

Muito das vezes, para descobrir a causa da hemorragia, o médico poderá solicitar uma laparoscopia exploratória.

Sintomas da hemorragia digestiva

Os sintomas da hemorragia digestiva podem variar ligeiramente dependendo da região onde há o sangramento.

O sintomas da hemorragia digestiva alta podem ser:

  • Vômito com sangue ou coágulos de sangue (hematemese);
  • Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);

Já os sintomas da hemorragia digestiva baixa podem ser:

  • Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);
  • Sangue vermelho vivo nas fezes (enterorragia).

Quando se trata de uma hemorragia grave pode ainda haver os seguintes sintomas:

  • Tontura;
  • Suor frio;
  • Desmaio.

Entendendo as Terminologias relacionadas à Hemorragia Digestiva:

  • Hematêmese: é o vômito de sangue, que pode ser vermelho vivo ou com aspecto de pó de café. Não confundir a hematêmese com a hemoptise, uma expectoração de sangue que ocorre em problemas do sistema respiratório, frequentemente acompanhada de tosse e espuma.
  • Enterorragia: presença de sangue vivo nas fezes, em maiores quantidades do que nas hematoquezia.
  • Hematoquezia: presença de raias de sangue vermelho vivo nas fezes ou presença de sangue misturada as fezes (fezes castanho-avermelhadas).
  • Melena: eliminação de fezes negras, geralmente com odor fétido, que ocorre quando a hemorragia já é superior a 500 ml de sangue.

De uma forma geral, hematêmese e melena caracterizam um foco de sangramento alto (HDA), isto é, entre a faringe e o cólon direito (onde fica o ângulo de Treitz). Já a hematoquezia e enterorragia caracterizam quandro de HDB, isto é, um foco de sangramento localiza-se no intestino grosso, cólon, reto e sigmóide).

Cuidados de Enfermagem com o HDA ou HDB:

  • Reposição intravenosa de líquidos através de cateter de grosso calibre. Soluções cristalóides ou colóides de grande quantidade. Inclusão de dextrose e tiamina (se alcoólatra);
  • Providenciar amostra sanguínea: tipagem, reação cruzada, estudo da coagulação;
  • Notificar banco de sangue quanto à necessidade de: concentrado de hemácia, plasma fresco congelado, concentrado de plaquetas;
  • Identificar rapidamente sinais clínicos de choque hemorrágico: taquicardia, taquipnéia, depleção mínima 40%, pulsos finos, volume sanguíneo circulante, hipotensão, pele fria e pegajosa, obnubilação mental.

Sinais clínicos mais sutis:

  • Piloereção;
  • Perda de volume circulante 30 a 40%;
  • Pressão arterial baixa;
  • Enchimento capilar lento;
  • Oligúria;

OBS:

  • Instalação de cateter intra arterial para fornecer dados mais confiáveis da PA;
  • Baixa perfusão tissular durante o choque requer reposição volêmica mais agressiva;
  • Baixo débito cardíaco, o CO2 expirado está limitado pela baixa perfusão pulmonar, requer reposição volêmica para melhorar a perfusão pulmonar;Restabelecimento correto da volemia:

Hipervolemia – aumenta a pressão portal

Hipovolemia – restringe a perfusão hepática

CONTROLE DO SANGRAMENTO

  • Monitorização das pressões enchimento das câmaras cardíacas direita e esquerda;
  • Realizar SNG Resfriamento intragástrico – lavagem gástrica se prescrito;
  • Mensurar as perdas;
  • Controlar rigorosamente as infusões;
  • Monitorização dos gazes sanguíneos;
  • Administração adequada de O2;
  • Controle de PA;
  • Auxiliar durante a endoscopia digestiva alta – esclerose endoscópica;
  • Administrar medicação IV – vassopressina, somatostina atentando para os efeitos colaterais sob prescrição médica;
  • Realizar cuidados com balão de Sengstaken – Blackmore como:
    • Manter bem fixada na narina do paciente
    • Controlar volume e aspecto do débito
    • Monitorar a pressão dos balões com manometro, não deixando baixar a pressão
    • Trocar fixação, quando necessária
    • Avaliação neurologica
    • Jejum absoluto

Hemorragia

Veja também:

 

O Sistema Digestivo

 

Como funciona a Endoscopia?

Como funciona a Endoscopia?

Também chamado de Endoscopia Digestiva Alta, é inserido um tubo através da boca do paciente sedado, que vai avaliar as condições do esôfago, estômago e duodeno. O aparelho utilizado é o endoscópio, um longo tubo feito de plástico resistente e flexível, que possui um chip com câmera na ponta. As imagens captadas através do endoscópio oferecem ao médico que realiza o exame imagens reais da parte mais alta do tubo digestivo do paciente.

Como as imagens aparecem num monitor, elas podem ser gravadas e impressas, para serem encaminhadas a outros profissionais de saúde que acompanham a pessoa que está  sendo examinada.

Isso é essencial no caso de ser detectado algum problema durante o exame. A endoscopia  pode revelar problemas como:

• Gastrite;
• Tumores no aparelho digestivo;
• Úlceras;
• Sangramentos;
• Contaminação pela bactéria H. pylori, que pode causar gastrite e úlceras;
• Doença celíaca;
• Problemas no esôfago, como inflamações (esofagite);
• Refluxo;
• Estreitamento do esôfago.

Para a realização do exame, geralmente é ministrado um anestésico e sedativo na veia do paciente, além de um analgésico para a garganta.

Assim, graças à ação desses anestésicos, o paciente não lembra de nada durante o exame. Para que ele não feche a boca durante a passagem do endoscópio, é usado um pequeno suporte que a mantém aberta durante todo o procedimento.

Como se preparar para a endoscopia?

É necessário jejum absoluto de 8 horas antes do procedimento. O paciente pode beber uma pequena quantidade de água até quatro horas antes do exame.

Também é necessário que ele esteja acompanhado por alguém, por causa dos efeitos pós-exame e pós-anestesia. Após o exame, a pessoa fica em observação por até uma hora, para que cessem os efeitos da anestesia e para que sejam descartadas quaisquer complicações.

Medicamentos antiácidos e anticoagulantes também não devem ser tomados antes da Realização de uma endoscopia. Se você utiliza esses medicamentos, não deixe de informar ao médico. Mulheres grávidas devem evitar realizar o exame, não por causa da  inserção do endoscópio, que não causa males nem para a mãe nem para o bebê, mas por causa da anestesia.

Durante o exame, o médico pode retirar pedaços de tecidos do esôfago, estômago ou duodeno (parte inicial do intestino), para a realização de análises (biópsias).

Outros usos da endoscopia

A endoscopia também é usada como um meio de realizar procedimentos, como a inserção de um balão para inflar o estômago, evitando o excesso de alimentação de pacientes com obesidade mórbida, para a retirada de pólipos ou até para remover pequenos objetos engolidos por crianças. Também pode ser indicada para cauterizar úlceras que estejam sangrando, interrompendo a perda de sangue.

O procedimento é pouco invasivo, geralmente não requer que sejam realizados cortes e o  paciente apresenta rápida recuperação. Além disso, os seus riscos são bem menores que o de cirurgias. Portanto, a endoscopia é bastante utilizada não apenas como meio de diagnóstico, como também para sanar vários problemas do trato digestivo superior.

Como é a Assistência de Enfermagem na Endoscopia ?

A equipe de Enfermagem deve trabalhar com medidas que possam vir a aliviar a ansiedade e o estresse do paciente antes e durante a realização do exame que geralmente está presente. A monitorização dos sinais vitais deve ser cuidadosa atentando para sinais iniciais de arritmias cardíacas; a avaliação de sinais de perfurações e hemorragias durante a realização do exame também são fundamentais para o bom andamento do mesmo e para o bem-estar do paciente ao seu término.

Depois do exame a Enfermeira deve instruir sua equipe para que não administrem qualquer tipo de líquidos para este paciente até que o reflexo de vômito retorne; é importante também orientar os familiares ou acompanhantes do paciente quanto a este cuidado. Quanto ao desconforto existente da orofaringe após o exame, a equipe pode utilizar pastilhas que ajudam a aliviar, porém as condições físicas do paciente bem como o estado mental do mesmo devem permitir, evitando possível aspiração.

A equipe de Enfermagem deve avaliar também a presença de sangramento ativo de grande quantidade que se estiver presente a ingestão oral é cancelada e só então permitida novamente até que o sangramento estiver cessado. Se acaso o sangramento se intensificar, o paciente é preparado para outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos a fim de solucionar o problema.

 

Veja também:

Refluxo Gastroesofágico (RGE)

O Sistema Digestivo

Refluxo Gastroesofágico (RGE)

refluxogastroesofagico

O Refluxo gastroesofágico (RGE) é uma doença digestiva em que os ácidos presentes dentro do estômago voltam pelo esôfago ao invés de seguir o fluxo normal da digestão. Esse movimento é conhecido como refluxo e irrita os tecidos que revestem o esôfago, causando os sintomas típicos da RGE.

Na criança, ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer um refluxo gastroesofágico excessivo, levando à devolução da mamada, a engasgos, a choro excessivo, a sono interrompido e quando repetitivo, predispõe a infecções e distúrbios respiratórios.

É um evento muito frequente nos recém-nascidos devido:

  • Imaturidade do esfíncter inferior do esôfago (EEI). Pode ocorrer a hipotonia (8%) ou relaxamento transitório de mais de 35seg. (60 a 83%);
  • retardo do esvaziamento gástrico;
  • ao próprio ato de mamar que provoca grande ingestão de ar;
  • aumento do volume do estômago devido ao volume proporcionalmente grande de leite;

Causas

Quando uma pessoa come, a comida passa da garganta para o estômago através do esôfago. Uma vez que a comida está no estômago, um anel de fibras musculares impede que o alimento se mova para trás, em direção ao esôfago. Essas fibras musculares são chamadas de esfíncter esofágico inferior (EEI).

Se o esfíncter não fechar bem, tudo o que a pessoa comeu, bebeu e até mesmo o suco gástrico usado na digestão pode vazar de volta para o esôfago. Isso é chamado de refluxo gastroesofágico. Esse refluxo pode causar irritação na parede do esôfago, gerando os sintomas característicos da doença do refluxo gastroesofágico.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco, pois aumentam as chances de uma pessoa apresentar a doença do refluxo gastroesofágico:

  • Obesidade;

  • Gravidez;
  • Hérnia de Hiato, em que parte do estômago se move acima do diafragma;
  • Tabagismo;
  • Ressecamento bucal;
  • Asma;
  • Diabetes;
  • Atraso no esvaziamento do estômago;
  • Esclerodermia e outros distúrbios do tecido conjuntivo;
  • Síndrome de Zollinger-Ellison, em que o estômago produz mais ácido clorídrico que o normal;

A alimentação também está diretamente relacionada à ocorrência da doença. Chocolate, pimenta, frituras, café e bebidas alcóolicas estão entre os itens que, se consumidos em excesso, podem contribuir para o refluxo.

Sintomas de Doença do refluxo gastroesofágico

Alguns sintomas são característicos da doença de refluxo gastroesofágico. Veja:

  • Azia;
  • Dor no peito;
  • Dificuldade para engolir;
  • Tosse seca;
  • Rouquidão
  • Dor de garganta;
  • Regurgitação e refluxo de suco gástrico;
  • Inchaço na garganta;
  • Náusea após refeições;

Uma pessoa diagnosticada com RGE pode ter a sensação de que o alimento pode ter ficado preso na garganta e pode sentir os sinais da doença aumentar ao se curvar, inclinar para a frente, ficar deitado ou comer. Os sintomas também costumam ser piores à noite e podem ser aliviados com antiácidos.

Qual a melhor posição recomendada (em casos de lactentes)?

Há algumas controvérsias, como:

  • Decúbito Dorsal (Barriga para cima): diminui o risco de morte súbita Campanha da Pastoral da Criança;

  • Decúbito Lateral Direito: favorece o esvaziamento gástrico;
  • Decúbito Lateral Esquerdo: associado à diminuição do índice de refluxo quando comparado às demais posições, conforme demonstrado em alguns estudos;
  • Consenso: Decúbito Ventral NÃO é recomendado devido à associação com a morte súbita do lactente, embora no passado tenha sido a posição mais recomendada e estudada.

Cuidados de Enfermagem em Especial com Crianças com RGE

  • Orientar aos pais quanto a normalidade da regurgitação nos primeiros meses;
  • Proporcionar alimentação fracionada (volumes pequenos, várias vezes ao dia);
  • Manter a cabeceira elevada a 30º;
  • Manter a criança ereta no período pós-prandial por 30min. Crianças maiores recomenda-se que não se deitem nem fiquem sentadas por muito tempo após às refeições;
  • Evitar alimentos que diminuam o tônus do EEI ou aumentem a acidez gástrica, como por exemplo alimentos gordurosos, condimentos diversos, frutas cítricas, chocolate, chá, café, refrigerantes e hortaliças cruas, tomates;
  • Locar a criança para eructar durante e após cada mamada;
  • Evitar manobras que aumentem a pressão intra-abdominal, por exemplo, abraçá-la pelo abdome durante a troca de fraldas, bem como não utilizem cintos apertados em crianças maiores;
  • Observar alterações no padrão respiratório;
  • Verificar o peso diário (se hospitalizada);

Cuidados de Enfermagem em Adultos com RGE

  • Elevação de 15 cm da cabeceira da cama;
  • Moderar a ingestão dos seguintes alimentos na dependência da correlação com sintomas: cítricos, café, bebidas alcoólicas e ou gasosas, menta, hortelã, tomate, chocolate;
  • Cuidados especiais com medicamentos potencialmente “de risco” (que podem piorar o quadro clinico): anticolinérgicos, teofilina, bloqueadores dos canais de cálcio, alendronato;
  • Evitar deitar-se nas duas horas posteriores às refeições;
  • Evitar refeições copiosas;
  • Suspensão do fumo;
  • Redução do peso corporal em obesos;

Veja também:

Como funciona a Endoscopia?

O Sistema Digestivo