Tire suas dúvidas conosco!

Deixamos a comunidade focada de uma maneira melhor e mais centralizada, focando as principais dúvidas enviada pelos nossos seguidores em um só lugar.

Perguntas frequentes, sobre diversos temas na Enfermagem, você pode encontrar aqui nesta seção!

As principais perguntas frequentes que recebemos:

Geral

 

“Dripping” é a forma de administrar um medicamento muito forte ou irritante de Forma suave e lenta.

A própria palavra já demonstra seu contexto “dripping”, ou seja, “gotejamento”.

Então, não passa da Forma de administração de solução intravenosa através de um equipo com gotejador, se não houver uma bomba infusora para calcular a quantidade de administração do medicamento, aprendendo então a realizar o cálculo da solução por tempo de gotejamento.

Exemplos de Drippings mais utilizados em UTI:

  • Solução de Dormonid;
  • Solução de Fentanil;
  • Solução de Reposição de Cloreto de Potássio;
  • Solução de Noradrenalina;
  • Solução de Nipride;
  • Solução de Tridil;
  • Solução de Dobutamina;
  • Entre outros.
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Além de que a inalação muitas vezes são prescritas como o SORO FISIOLÓGICO à 0,9%, alguns estudos dizem, que a indicação melhor seria uma inalação eficaz (para casos que se utilizam as composições juntas de berotec e atrovent, ou até o clenil), água destilada é a melhor indicada pra fazer uma inalação por alguns motivos:

  • O soro fisiológico cristaliza por ter salina (cloreto de sódio ) e também se for feita várias vezes ao dia pode elevar a pressão arterial,ainda mais de quem já é tem doenças como hipertensão arterial sistêmica, por exemplo!
  • E os alvéolos pulmonares, que são responsáveis pela hematose (troca gasosa), são revestidos por uma substância, que não pode ser comprometida de jeito nenhum, pois isso poderia causar inúmeras complicações.Por isso nenhum tipo de tratamento aspirativo pode conter substâncias que comprometam essa “camada” ou os alvéolos.
    Não que o soro fisiológico representa algum risco, mas ele contém 0,9% de sal (Na+Cl-) em sua composição, o que pode acabar afetando essa substância.
    Se o médico prescreve um inalação somente como o uso do soro fisiológico, seja ela para fluidificar as secreções, sempre tente ao menos, perguntar se o paciente é hipertenso, caso resultado positivo, pergunte ao médico sobre o método alternativo de fluidificação utilizando a água destilada.
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Pode e não pode.

Por que?

Vamos lá!

Não devemos administrar medicamentos considerados ”do nosso cotidiano” nas artérias, e sim nas veias, por vários motivos:

  • Primeiro, porque as veias localizam-se mais superficialmente no corpo, sob a pele, enquanto as artérias situam-se mais internamente;
  • Segundo, porque a parede das veias é mais fina, permitindo a penetração da agulha de injeção muito mais facilmente do que as artérias.

    Além disso, as artérias contraem-se ritmicamente e poderiam ser lesadas se perfuradas com agulhas.

    Mas há uma via específica para um momento específico: A Via Intra-Arterial (IA)!

    Esta somente é utilizada para infusão de drogas antineoplásicas e destina-se ao tratamento de tumores localizados, geralmente inoperáveis, de fígado, membros, cabeça e pescoço, cólon, reto, cérebro, pâncreas, bexiga, cérvix uterino, mama, melanoma e sarcomas.

    Permite infusão do quimioterápico em concentração mais alta próximo ao leito tumoral, o que pode tornar o tratamento mais efetivo e, possivelmente, menos tóxico em nível sistêmico. É utilizada com mais frequência nos casos de tumores de fígado primários ou metastáticos provenientes de carcinoma gastrointestinal (colorretal principalmente), mama e pulmão.

    Tá, mas porque estes quimioterápicos são injetados na artéria e não nas veias como qualquer medicamento comum?

    Porque o quimioterápico que é injetado na artéria para nutrir o tumor, e portanto é injetado em altas doses junto ele, evitando a circulação pelo corpo, este medicamento.

    Assim, altas concentrações de agentes antineoplásicos na área de infusão tumoral, além do tempo prolongado de exposição às mesmas, propiciam melhores resultados em relação à administração sistêmica das mesmas drogas e com menos efeitos colaterais.

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A documentação do paciente (prontuário) e os demais documentos inerentes ao processo de cuidados enfermagem (livros de ocorrência, relatórios, etc.) constituem a finalização do processo de cuidar do paciente: trazem maior visibilidade a profissão, permitem o planejamento da assistência, refletem a produtividade da equipe, permitem que sejam feitas estatísticas de atendimento, servem de fonte de consulta para inspeção da auditoria de enfermagem, são provas cabais da jornada de trabalho, e ainda, poderão servir para a defesa ou incriminação de profissionais de saúde.

O Decreto 94.406 /87 que regulamenta a Lei do Exercício dos Profissionais de Enfermagem-LEPE prevê as Anotações de Enfermagem nos Artigos 11, Inciso II e 14, Inciso II.

A Resolução Cofen 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem e dá outras providências. O artigo 6°, da referida Resolução, diz que:

Art.6° “A execução do processo de enfermagem deve ser registrada formalmente”.

A Resolução Cofen 564/2017, que aprovou o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, incluiu artigos sobre Anotações de Enfermagem, dentre os quais cabe especificar:

CAPÍTULO II – DOS DEVERES

Art. 35 Apor nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional.

  • 2º Quando se tratar de prontuário eletrônico, a assinatura deverá ser certificada, conforme legislação vigente.

Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e segurança do paciente.

Art. 36 Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras.

Art. 37 Documentar formalmente as etapas do processo de Enfermagem, em consonância com sua competência legal.

Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e segurança do paciente.

  CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.

Portanto, nas anotações de enfermagem, seja na evolução, na prescrição, em relatórios ou qualquer documento utilizado quando no exercício profissional, constitui responsabilidade e dever do profissional, apor o número e a categoria de inscrição, conjuntamente a sua assinatura.

A Resolução Cofen nº. 545/2017, dispõe Anotação de Enfermagem e mudança nas siglas das categorias profissionais. Segundo a norma a anotação do número de inscrição dos profissionais de Enfermagem é feita com a sigla do Coren, acompanhada da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional, seguida do número de inscrição, separados todos os elementos por hífen. As siglas foram definidas como se segue:

  1. a) ENF, para Enfermeiro;
  2. b) OBST, para Obstetriz.
  3. c) TE, para Técnico de Enfermagem;
  4. d) AE, para Auxiliar de Enfermagem, e
  5. e) PAR, para Parteira.

O documento define que a anotação do número de autorização é feita com a sigla AUT seguida da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional e do número da autorização, separadas as siglas por barra e o número por hífen.

E ainda, o Art. 5º prevê a obrigatoriedade de aposição do carimbo em todo e qualquer trabalho profissional de Enfermagem.

A Resolução Cofen 429/ 2012, que dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente, e em outros documentos próprios da Enfermagem, independente do meio de suporte- Tradicional ou Eletrônico. O artigo 1°, assevera que:

Art.1° É responsabilidade e dever dos profissionais de enfermagem registrar, no prontuário do paciente e em outros documentos próprios da área, seja em meio de suporte tradicional (papel) ou eletrônico, as informações inerentes ao processo de cuidar e ao gerenciamento de processos de trabalho, necessários para assegurar a continuidade e a qualidade da assistência.

             Assim, diante da ampla legislação sobre o registro e anotações das atividades de enfermagem, ocorrências e intercorrências, os referidos registros se fazem necessários em qualquer área da assistência de enfermagem. Atentando-se para o fato de que os registros dos atendimentos e/ou cuidados de enfermagem, devem ser realizados no prontuário, folha de evolução ou folha de atendimento do paciente e que as ocorrências e intercorrências referentes a equipe, devem ser registrados no livro de relatório de enfermagem, acessível e privativo da equipe de enfermagem.

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A Resolução Cofen nº 450/2013, publicada em dezembro, estabelece as competências da equipe de Enfermagem em relação ao procedimento de Sondagem Vesical (introdução de cateter estéril, através da uretra até a bexiga, para drenar a urina).

Segundo o Parecer Normativo, aprovado pela Resolução, a inserção de cateter vesical é função privativa do Enfermeiro, em função dos seus conhecimentos científicos e do caráter invasivo do procedimento, que envolve riscos ao paciente, como infecções do trato urinário e trauma uretral ou vesical.

Desta forma, a sondagem vesical não pode ser delegada ao profissional de nível médio, é um ato privativo do Enfermeiro.

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A Resolução Cofen 543/2017, atualiza e estabelece parâmetros para o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nos serviços/locais em que são realizadas atividades de enfermagem.

De acordo com a norma o referencial mínimo para o quadro de profissionais de enfermagem, para as 24 horas de cada unidade de internação (UI), deve considerar o Sistema de Classificação do Paciente, as horas de assistência de enfermagem, a distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem e a proporção profissional/paciente.

O documento estabelece ainda que a distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem, definidos pelo cálculo, deve observar e a classificação do paciente e a proporção mínima, sendo:

1)    Para cuidado mínimo e intermediário: 33% são enfermeiros (mínimo de seis) e os demais auxiliares e/ou técnicos de enfermagem;

2)    Para cuidado de alta dependência: 36% são enfermeiros e os demais técnicos e/ou auxiliares de enfermagem;

3)    Para cuidado semi-intensivo: 42% são enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem;

4)    Para cuidado intensivo: 52% são enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem.

Esclarecemos que o dimensionamento considera a Lei do Exercício Profissional, Lei 7.498/86, que em seu artigo 15 determina: “As atividades dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, referidas nos artigos 12 e 13, quando exercidas em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob orientação e supervisão do Enfermeiro”.

Ressaltamos que não há uma tabela fixa do quantitativo de leitos por profissionais, compete ao Enfermeiro responsável pela equipe de enfermagem efetuar o cálculo e encaminhar à sua Gerência/Direção para conhecimento e providências, de modo a garantir a assistência livre de riscos.

Destacamos ainda que há disponível no site do Cofen uma ferramenta que facilita o cálculo do dimensionamento, recomendamos o acesso através do link http://www.cofen.gov.br/aviso-e-dimensionamento.

Caso tenha dificuldade na realização do cálculo, recomendamos entrar em contato com a fiscalização do Regional ou encaminhar o questionamento específico para esta ouvidoria.

A Resolução Cofen nº. 543/2017 encontra-se disponível na íntegra no site www.portalcofen.gov.br. Recomendamos leitura.

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Não! O Estágio é obrigatório! conforme lei vigente, na qual você pode consultar aqui.

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Na Lei 7.498/86 que dispõe da atuação dos profissionais de enfermagem, fica estabelecido que o técnico de enfermagem não pode atuar sem supervisão quanto atuar em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde.

Já o COFEN na resolução 0464/2014, indica que o técnico de enfermagem em atuação de Home Care tem de atuar sob a supervisão de um Enfermeiro.

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Pode sim, inclusive existem cursos de especialização nessa área.

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O AUTÔNOMO pode ser qualquer indivíduo, com ou sem qualificação profissional, desde que trabalhando por conta própria, o LIBERAL é sempre um profissional de nível universitário ou técnico, registrado em uma ordem ou conselho profissional, pagando contribuição anual, para poder exercer sua profissão.

Portanto, o técnico de enfermagem precisa sempre de um enfermeiro responsável técnico. Toda empresa que possua atividades de enfermagem, necessita de um enfermeiro RT.

Leia mais em: http://www.cofen.gov.br/parecer-no-182016ctas_47897.html

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Cuidados de Enfermagem

Para a administração de vacinas, não é recomendada a assepsia da pele do usuário no ambiente da unidade básica de saúde. Somente quando houver sujidade perceptível, a pele deve ser limpa utilizando-se água e sabão ou álcool a 70%, no caso de vacinação extramuros e em ambiente hospitalar.

Quando usar o álcool a 70% para limpeza da pele, friccione o algodão embebido por 30 segundos e, em seguida, espere mais 30 segundos para permitir a secagem da pele, deixando-a sem vestígios do produto, de modo a evitar qualquer interferência do álcool no procedimento.

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A recomendação de clampeamento intermitente do cateter prévio à remoção de sonda vesical de demora ou qualquer outro preparo, independentemente do tempo de permanência do dispositivo, apesar de muito comum na rotina dos serviços de saúde, não possui evidências científicas de benefício.

Pessoas que estão em uso de cateteres urinários devem ser avaliadas com frequência para a possibilidade de remoção* do dispositivo e retomada da micção espontânea, conduta que diminui o risco de infecções do trato urinário e de sequelas, como incontinência e retenção urinária.

Como também não há consenso sobre como fazer a remoção de SVD, considerando o cenário da Atenção Primária à Saúde (APS), sugere-se: Proceder com a remoção atraumática. Esvaziar completamente o balonete – conectar uma seringa com êmbolo retraído e deixar o líquido drenar espontaneamente, sem aspirar – ele pode conter de 10 a 20 mL de solução, nos casos de procedimentos endourológicos podem chegar a 30 a 60 mL. Tracionar a sonda lenta e gentilmente, havendo qualquer resistência, atentar para a possibilidade do balonete não ter sido esvaziado completamente (repetir o procedimento de esvaziamento do balonete). Permanecendo a resistência, encaminhar para serviço hospitalar de referência. Nos primeiros dias após a remoção, a micção espontânea pode causar ardência e a coloração pode estar ligeiramente tingida de sangue. Orientar sobre ingesta hídrica, mobilização (quando não houver restrições) e uma rotina de idas ao banheiro, a cada 4 a 6 horas, independentemente da vontade de urinar. A partir dessa rotina o acompanhamento deve ser de acordo com as queixas que a pessoa apresentar. Orientar sobre sinais de infecção (febre, dor abdominal, urina com mau cheiro, hematúria) e, na vigência dos mesmos, procurar o serviço de saúde imediatamente. *A decisão sobre remoção da sonda vesical de demora é uma conduta médica.

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Não é recomendado partir um comprimido pela incerteza da dose administrada.

Ainda assim, um comprimido pode ser partido ao meio em situações específicas, respeitando as informações do produto (bula), quando: * Não há a dose indicada na prática clínica; * A dose tem que ser ajustada ao peso do paciente; * Paciente for criança ou idoso; * O comprimido é sulcado, para tanto recomenda-se usar partidores e; * O medicamento possui baixa toxicidade. Quando necessária, é uma decisão que deverá ser compartilhada entre as equipes médica, de farmácia e de enfermagem. Os profissionais envolvidos no preparo e na administração do medicamento compartilham da responsabilidade do cuidado. Comprimidos que NÃO podem ser partidos: * Comprimidos revestidos; * Cápsulas, drágeas, pílulas; * Medicação com liberação controlada; * Comprimidos redondos e lisos; * Comprimidos pequenos ou não sulcados (dificuldade de se localizar o meio com exatidão); * Comprimidos espessos ou de formato irregular; * Comprimidos de liberação entérica e; * Comprimidos de liberação incerta após a partição.

Bibliografia Selecionada

1.Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução – RDC nº 135, de 29 de maio de 2003 (Republicada no D.O. de 12/08/2003). Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/legis/resolucoes/2003/135_03rdc.htm. 2.Conselho Regional de Enfermagem da Bahia. Parecer COREN – BA n. 011/2016. Disponível em: http://ba.corens.portalcofen.gov.br/parecer-coren-ba-n%E2%81%B0-0112016_27345.html
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Deve-se realizar assepsia da pele antes da aplicação de medicamentos injetáveis, independente da via (intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa), pois o procedimento minimiza os riscos de infecção local ou sistêmica. Essa é a recomendação de protocolos internacionais sobre segurança do paciente.

O procedimento de assepsia da pele deve ser realizado com álcool a 70%, friccionar o algodão embebido por 30 segundos e, em seguida, esperar mais 30 segundos para permitir a secagem da pele, deixando-a sem vestígios do produto, de modo a evitar qualquer interferência do álcool na aplicação. No entanto, no Brasil, não está indicada assepsia com álcool a 70% na administração de vacinas, para evitar possível interferência do álcool com o imunobiológico. Somente se houver sujidade perceptível, a pele deve ser limpa com água e sabão ou álcool a 70%, principalmente se vacinação ocorrer extramuros ou em ambiente hospitalar. Serviços de saúde possuem autonomia para criar protocolos próprios baseados na sua realidade local.

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Na literatura são descritas diferentes técnicas e orientações com relação ao tempo de permanência da sonda, podendo ter sua troca realizada semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente,  mas não há consenso1.  O guidelines da American Urological Association (AUA), dados de pesquisas utilizadas na construção do guidelines eram insuficientes para realizar recomendações sobre se a rotina de mudança do cateter (por exemplo, a cada 2-4 semanas) reduziria o risco de infecção de trato urinário ou bacteriúria assintomática associada ao cateterismo em pacientes com cateterismo de demora ou pacientes com cateterismo supra-púbico, mesmo em pacientes que experimentam repetida obstrução de cateter 3. O International Clinical Practice Guidelines from the Infectious Diseases Society of America recomenda a retirada das sondas vesicais de demora quando clinicamente indicado, embora condições específicas possam necessitar o uso prolongado de sondas vesicais de demora; essas situações incluem quando a anatomia do trato urinário inferior é alterada, enquanto se aguarda a reparação definitiva ou em casos de dificuldades de realizar o cateterismo intermitente/sondagem vesical de alívio. 4

Considerando as informações acima, embora existam indicações de que a sonda vesical de demora deva ser trocada, esta decisão deve ser baseada na discussão do caso entre a equipe que acompanha o paciente em questão, pois o planejamento dos cuidados deve ser individualizado e estar em acordo com as condições clínicas de cada paciente. Visto que a cateterização vesical de demora é inevitável, deve-se realizar ações para evitar ou prevenir a infecção, como: – o cateter deve ser trocado periodicamente; – assepsia absoluta durante a introdução do cateter; – sistema de drenagem fechado estéril, não devendo ser desconectado do cateter; – a bolsa coletora não deve ser levantada acima do nível da bexiga do paciente; – não permitir acumulo de urina no tubo, não torcendo ou dobrando; – a bolsa de drenagem não deve tocar o chão; – a bolsa coletora deve ser esvaziada no mínimo a cada 8 horas ou não deixar que encha, através da válvula de drenagem; – não contaminar a válvula de drenagem; – se houver irrigação a mesma não deve ser realizada rotineiramente; – sempre que manusear o cateter as mãos devem estar higienizadas; – o cateter deve ser higienizado 2 vezes ao dia; – o cateter deve ser fixado apropriadamente, para evitar movimentação, assim minimizando traumatismo e também deve ser usado tamanho correto de cateter 5. Corroborando ainda a Resolução n°0450/2013 do Conselho Federal de Enfermagem de que a inserção de cateter vesical é privativa do Enfermeiro, que deve imprimir rigor técnico-científico ao procedimento6. A cateterização prolongada leva à bacteriuria assintomática em mais de 90% dos pacientes, não sendo recomendado o seu tratamento, já que é pouco efetivo e há probabilidade de selecionar germes resistentes. A prevenção é o mais importante. Os antimicrobianos devem ser usados quando houver sintomas ou evidência de bacteremia 7. Ressalta-se que o tempo de permanência do cateter deve ser monitorado de acordo com as condições clínicas do paciente. O cateter não deve ser mantido no paciente sem indicação clínica criteriosa. Para garantir a integralidade a coordenação do cuidado é fundamental com a equipe elaborando um projeto terapêutico singular (PTS) para o paciente, levando em consideração a história clínica, os achados do exame físico, a meta do plano terapêutico e o contexto onde o cuidado será realizado.

Bibliografia Selecionada

  1. Mazzo A, et al.Cateterismo urinário: facilidades e dificuldades relacionadas à sua padronização. Texto contexto – enferm. [online].2011; 20 (2): 333-339. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072011000200016  [acessado em  22 ago. 2016].
  2. Lenz LL. Cateterismo vesical: cuidados, complicações e medidas preventivas. Arquivos Catarinenses de Medicina. 2006; 35 (1): 82-91. Disponível em: http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/361.pdf [acessado em 22 ago. 2016].
  3. American Urological Association. Catheter-associated Urinary Tract Infections: definitions and significance in the urologic patient. 2014. Disponível em: http://www.auanet.org/common/pdf/education/clinical-guidance/Catheter-Associated-Urinary-Tract-Infections-WhitePaper.pdf [acessado em 22 ago. 2016].
  4. Hooton TM et al. Diagnosis, Prevention, and Treatment of Catheter Associated Urinary Tract Infection in Adults: 2009 International Clinical Practice Guidelines from the Infectious Diseases Society of AmericaUrinary Catheter Guidelines • CID 2010: 50 (1 March)Disponível em: http://www.auanet.org/common/pdf/education/clinical-guidance/UTI-in-Adults.pdf [acessado em 22 ago. 2016].
  5. Brunner LS; Suddarth DS. Tratado de Enfermagem Médico-cirurgica. 8 ed. São Paulo: Guanabara Koogan. 1998. P. 980-983.
  6. Brasil. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução n°0450/2013. Normatiza o procedimento de Sondagem vesical no âmbito do Sistema Cofen / Conselhos Regionais de Enfermagem. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-04502013-4_23266.html [acessado em 21 ago. 2016].
  7. Barros E, Thomé F. Infecção Urinária em Adultos. In: Duncan, BB; Schmidt, MI, Giugliani ERJ et al. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária baseadas em evidências. 3 ed. Artmed. 2006. P. 1402 – 1408.
  8. Ambrose M, Bellak MW; Boucher MA et al. Doenças da Sintomatologia ao Plano de Alta. Vol 1. Guanabara Koogan. 421. 2005.
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Segundo o Manual do Ministério da Saúde, ao administrar a vacina via subcutânea, a orientação é aspirar e observar se não atingiu algum vaso sanguíneo. Caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina¹.

O tecido subcutâneo, ou hipoderme, é a camada mais interna da pele, que é constituído principalmente de tecido adiposo, podendo ser dotado por inúmeros capilares sanguíneos. A derme que se situa acima do tecido subcutâneo é composta por grande quantidade de vasos sanguíneos e linfáticos (2). Atentar para a relação entre o ângulo de aplicação e a escolha de agulha adequada, levando em consideração a quantidade de massa muscular do usuário a ser vacinado¹.

A via subcutânea é utilizada para a administração de soluções que necessitam ser absorvidas mais lentamente, assegurando uma ação contínua. Essas soluções não devem ser irritantes, devendo ser de fácil absorção. O volume máximo a ser introduzido por esta via é de 1,5ml¹. Os locais mais utilizados para injeções subcutâneas são as regiões do deltóide no terço proximal ou na face superior externa do braço, na face anterior da coxa ou na face anterior do antebraço¹. Vacinas contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola, substâncias como a insulina e adrenalina e alguns hormônios têm indicação específica desta via¹. Procedimentos para Administração¹:– lavar as mãos; – escolher o local da administração; – fazer a limpeza da pele, caso necessário (com álcool a 70% ou água e sabão); – pinçar o tecido do local da administração com os dedos indicador e polegar, mantendo a regiãofirme; – introduzir a agulha, com o bisel para cima, com rapidez e firmeza, e em ângulo de 30º (indivíduos magros), 45º (indivíduos normais) ou 60º (indivíduos obesos); – quando a agulha for de 10mm, a angulação para indivíduos obesos e normais será de 90º; – aspirar, observando se não atingiu algum vaso sanguíneo; caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina; – injetar o líquido lentamente; – retirar a seringa com a agulha com movimento único e firme; – fazer leve compressão no local com algodão seco; – lavar as mãos.

Para evitar atingir o músculo, deve-se comprimir o tecido adiposo, inserir a agulha com um ângulo de 45 ° e injetar a vacina para o tecido. Em geral, após a aplicação de uma vacina, qualquer sinal ou sintoma que ocorrer é imediatamente associado à vacinação. Esta relação que se estabelece entre o evento adverso e a vacinação é denominada ação temporal. Isto é, inicialmente, assume-se que o evento ocorreu por causa da vacinação ³. Os casos de abscesso geralmente encontram-se associados com infecção secundária e erros na técnica de aplicação. Estas reações são consequência da introdução da agulha e do conteúdo vacinal no tecido muscular. A hiperestesia se produz pela irritação dos terminais nervosos locais. O eritema se deve à vasodilatação reativa, que favorece a absorção4. O prurido e as pápulas urticariformes são consequências da liberação de histamina, serotonina e outras substâncias vasoativas. O enfartamento ganglionar revela a atividade das células retículo-endoteliais e dos macrófagos para eliminar os restos da vacina. Os abscessos ocorrem quando há a contaminação no local de inoculação e estão normalmente relacionados a erro de técnica (4). Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is) associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”) (4). Podemos evitar muitos dos eventos adversos pós-vacinação causados por técnica de aplicação inadequada. Para isso, é preciso ter atenção especial para estes pontos (4):- Lave as mãos, no mínimo, antes e após a aplicação da vacina. – A forma adequada de segurar a criança para uma imobilização segura. – O ângulo correto de aplicação que deve ser observado de acordo com a via de aplicação indicada.

Atributos APS – De um modo geral, as vacinas figuram entre os produtos biológicos mais seguros para o uso humano, proporcionando benefícios indiscutíveis à saúde pública. No entanto, como qualquer outro produto farmacêutico, elas não estão isentas de risco. Sabe-se que a ocorrência de alguns eventos adversos é esperada. A tarefa da vigilância epidemiológica dos eventos adversos pós-vacinação é realizar o monitoramento desses eventos de forma a permitir que os benefícios alcançados com a utilização das vacinas sejam sempre superiores a seus possíveis riscos. (4)

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De acordo com a ANVISA (1), há indicação de introduzir gel lubrificante estéril, de uso único, com ou sem anestésico, na uretra masculina, durante a técnica de inserção do cateter vesical (Grau da evidência A-III). Segundo Homenko (2), a recomendação é a utilização de substâncias hidrossolúveis, como a lidocaína geleia a 2%, na introdução do cateter.

Nos pacientes do sexo masculino, sugere-se a instilação uretral de 15 a 20 ml, enquanto que, nas pacientes do sexo feminino, esta lubrificação pode ser realizada diretamente no cateter urinário. A lubrificação do cateter é realizada com o intuito de evitar as complicações passíveis de ocorrer no ato da cateterização vesical: traumatismo uretral, dor e o falso trajeto (3-5). Deve ser feita em todos os casos, sobretudo nos homens, cuja uretra chega a ter um comprimento médio cinco vezes maior que a uretra feminina. Não foram encontradas menções a respeito de contra-indicações para seu uso.

Complementação – O cateterismo vesical é um procedimento clínico amplamente praticado e de grande valor para o diagnóstico e tratamento de vários processos patológicos. Tem como principais indicações a drenagem vesical por obstrução crônica, disfunção vesical (bexiga neurogênica), drenagem vesical após cirurgias urológicas e pélvicas, medida de diurese em pacientes graves, controle da higienização perineal e conforto de pacientes incontinentes de urina e comatosos (3). Durante muito tempo acreditou-se que a melhor forma de tratar pacientes com bexiga neurogênica ou pacientes que apresentavam incontinência urinária, seria a utilização de cateteres urinários de demora (2). Sabemos hoje que o cateterismo vesical intermitente beneficia uma série de pacientes com bexiga neurogênica, e é considerado como a melhor solução para o esvaziamento da bexiga nos pacientes com disfunção vesicoesfincteriana que apresentam grande capacidade funcional da bexiga e alta resistência uretral (2,6). Este método está indicado para eliminar a urina residual, ajudar a prevenir a infecção urinária, evitar a incontinência urinária e mesmo as lesões do trato urinário superior, além de diminuir a incidência de formação de cálculos vesicais e mimetizar o processo normal de micção (2). O cateterismo vesical constitui um meio importante de transporte da flora bacteriana uretral, para o interior da bexiga, sendo seu tempo de permanência um fator crucial para a colonização e infecção (bacteriana e fúngica) da via urinária (1,3). Sabe-se que o crescimento bacteriano inicia-se após a instalação do cateter, numa proporção de 5-10% ao dia, e estará presente em todos os pacientes ao final de quatro semanas (1). Portanto, tendo em vista a redução dos índices de infeccão do trato urinário nestes pacientes, imediatamente depois de cessados os motivos que indicaram o uso do dispositivo, a sonda deverá obrigatoriamente ser retirada (1,7). Quanto à técnica de inserção do cateter, seguem as recomendações da ANVISA (1):

  • Reunir o material para higiene íntima, luvas de procedimento e luvas de procedimento estéril, campo estéril, sonda vesical de calibre adequado, gel lubrificante*, antisséptico, bolsa coletora de urina**, seringa**, agulha** e água destilada**;
  • Higienizar as mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos;
  • Realizar a higiene íntima do paciente com água e sabonete líquido;
  • Retirar luvas de procedimento,  realizar higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos.
  • Montar campo estéril;
  • Organizar material estéril no campo (seringa, agulha, sonda, coletor urinário, gaze estéril);
  • Calçar luva de procedimento estéril;
  • Conectar sonda ao coletor de urina, testando o balonete** (sistema fechado com sistema de drenagem com válvula anti-refluxo);
  • Lubrificar a sonda com gel; lubrificante estéril (antes de iniciar a antissepsia);
  • Realizar a antissepsia da região perineal com solução padronizada;
  • Introduzir gel lubrificante na uretra em homens;
  • Lubrificar a ponta da sonda com gel lubrificante em mulheres;
  • Seguir técnica asséptica de inserção;
  • Observar drenagem de urina pelo cateter e/ou sistema coletor, que deverá ficar abaixo do nível da bexiga, sem contato com o chão; observar para manter o fluxo desobstruído;
  • Fixar corretamente o cateter no hipogástrio no sexo masculino e na raiz da coxa em mulheres (evitando traumas)**; e
  • Assegurar o registro em prontuário e no dispositivo para monitoramento de tempo de permanência e complicações.

*Gel lubrificante de uso único, com ou sem anestésico **Uso para cateter permanente

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Farmacologia

Os principais erros cometidos durante a administração de medicamentos psicotrópicos estão associados a distrações ambientais, conhecimento insuficiente sobre farmacologia, erros provenientes da interpretação da escrita da prescrição médica e prescrições incompletas, dificuldade para calcular a dosagem da medicação corretamente, e pressão relacionada ao trabalho. Associados a essas dificuldades o enfermeiro também pode ter dificuldades em relação a má adesão ao tratamento medicamentoso pelo paciente e as barreiras de comunicação culturais e linguísticas dos pacientes.

Os cuidados na administração de medicamentos psicotrópicos são os mesmos para qualquer administração de medicamentos independente de sua categoria farmacológica considerando os 9 acertos para a administração segura de medicamentos (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, hora certa, tempo certo, validade certa, abordagem certa, registro certo).

Além disso, é necessário avaliar a história clínica do paciente e realizar o exame físico rigoroso; avaliar os sinais vitais antes, durante e após a administração do medicamento e conhecer os efeitos adversos dos grupos de medicamentos mais utilizados na área da psiquiatria, quer sejam, psicotrópicos ou clínicos em geral comumente utilizados para potencializar seus efeitos, ou reduzir o risco de efeitos adversos.

Combater o erro na administração de medicamentos é uma responsabilidade predominantemente organizacional em vez de individual.

Bibliografia Selecionada

Hemingway, Seteve; McCann, Terence; Baxter, Hazel; Smith, George; Burgess-Dawson, Rebecca & Dewhirst, Kate. (2015). The perceptions of nurses towards barriers to the safe administration of medicines in mental health settings. International Journal of Nursing Practice. 21(6), 733–740, December 2015 Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ijn.12266/abstract
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Assistência Hemodinâmica ao paciente

 

As variáveis e métodos recomendados como componentes da Monitorização Hemodinâmica Básica são: freqüência cardíaca, diurese, ECG contínuo, SpO2, PAM não-invasiva, freqüência respiratória, temperatura, PVC e PAM invasiva. A utilização da monitorização com PAM invasiva deverá ser indicada de forma individualizada.

A monitorização de sinais vitais é indispensável durante o acompanhamento de pacientes graves. Entretanto, cabe ressaltar que a sensibilidade destas variáveis é limitada, sendo tanto maior quanto mais grave o paciente. Portanto, se a normalização dos sinais vitais não é sinônimo de estabilidade, por outro lado, sinais vitais anormais são um importante alerta de gravidade.

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Sim. A medida da PVC é um dos primeiros passos na avaliação da volemia e da função cardíaca de pacientes graves.

A PVC pode contribuir para avaliação e controle do estado do volume intravascular. Como tal análise relaciona retorno venoso com função ventricular, variações na complacência de um dos ventrículos ou na capacitância venosa podem provocar erros nesta correlação, como ocorre na disfunção diastólica, na ventilação mecânica e com o uso de drogas vasoativas. A avaliação da PVC como indicador de volemia deve ser realizada através da resposta à infusão de líquidos, de modo seriado. A ausência de aumentos na PVC de até 3 mmHg, após prova de volume padronizada, quase sempre é garantia de bom desempenho cardíaco e de espaço para reposição volêmica.

Apesar das limitações como método de avaliação da volemia, é o mais simples, pouco invasivo e disponível rapidamente à beira do leito. Valores extremos de PVC, isto é, muito baixos ou muito elevados, correspondem a hipovolemia e hipervolemia, respectivamente. Além disso, a PVC pode ser utilizada como um dos parâmetros de otimização hemodinâmica, como já demonstrado em pacientes sépticos graves.

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Não há contra-indicação à monitorização da PVC, mas sim ao acesso vascular central.

As contra-indicações são ao acesso vascular central: pacientes com síndromes obstrutivas da veia cava superior, trombose venosa profunda de membros superiores, infecção ou queimadura nos locais de acesso, bem como limitações anatômicas.

Entretanto, o acesso venoso central, na maioria dos pacientes graves, é factível e realizado sem dificuldades.

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