Bonequinha para Higiene Oral: Como montar?

A Higienização Oral de um paciente é fundamental para seu tratamento contínuo. Pois proporciona prevenção de infecções endógenas e nosocomiais. É recomendável a todos os tipos de pacientes:

  • Tanto quando pacientes conscientes, torporosos quanto a inconscientes.

Mas, se o paciente não obter material pessoal de higiene, como escovas de dentes e creme dental, ou há desfalque de materiais de higiene oral hospitalar, ou o familiar não possui condições de adquirir materiais para a higiene oral (escova dental, escova de aspiração, antissépticos bucais), a enfermagem pode entrar com outro recurso ou alternativa.

Há diversos métodos alternativos para a realização da higiene oral no paciente, mas existe um método simples e comum de se realizar: A Bonequinha para Higiene oral.

A Bonequinha para higiene oral tem esse nome pois tem uma semelhança a pequenos bonecos, devido o formato oval que a gaze se forma quando junta com uma espátula/abaixador de língua.

Podemos improvisar com uma espátula/abaixador de língua com uma gaze III fios não estéril envolvida, embebida com solução de antisséptico bucal como por exemplo, o gluconato de clorexidina.

Como Monto uma Bonequinha?

1. Reservo um pedaço de fita crepe ou esparadrapo, para prender a base na espátula;
2. Reservo uma espátula ou abaixador de língua para o uso;
3. Disponho de duas ou três gazes para prender na espátula (quanto mais gaze, mais macio a bonequinha fica, a fim de evitar lesionar a mucosa oral do paciente), e a gaze não precisa ser estéril, mas limpa;
4. Separo as gazes que irei utilizar;
5. Coloco a espátula centralizada a gaze;

6. Dobro a ponta maior na parte de cima, em direção da espátula, para dentro;
7. Em seguida faço a segunda e a terceira dobra das pontas menores superiores da gaze, para dentro em direção da espátula;


8. Envolvendo uma ponta da espátula, seguro as pontas dobradas, e coloco a fita crepe ou esparadrapo em direção da base da espátula com a gaze;
9. Certifico sempre se a gaze está bem fixada a espátula, antes de utilizar;
10. Posso estar fazendo quantas bonequinhas necessárias para uma boa higienização bucal.

Em que pacientes posso utilizar a Bonequinha?

  • Pacientes intubados;
  • Pacientes acamados (Âmbito domiciliar e hospitalar);
  • Pacientes com dificuldade de realizarem a higienização sozinhas.

Veja também:

Gluconato de Clorexidina

Assepsia Vs Antissepsia: Entenda as diferenças!

Escova Higiênica Aspirativa

Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar

Gastrostomia: Tipos e Cuidados de Enfermagem

Gastrostomia (GTT) e jejunostomia (JJT) são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício criado artificialmente na altura do estômago (gastrostomia) ou na altura do jejuno (jejunostomia), objetivando uma comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdômen.

Este orifício cria uma ligação direta do meio interno com o meio externo do paciente.

A cirurgia é realizada em pacientes que perderam, temporária ou definitivamente, a capacidade de deglutir os alimentos, tanto em conseqüência de lesões cerebrais graves quanto em transtornos do trato gastrointestinal superior.

Na literatura são descritas, atualmente, três técnicas de gastrostomia: gastrostomia percutânea por fluoroscopia, gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) e gastrostomia cirúrgica.

Gastrostomia Cirúrgica

O procedimento cirúrgico é feito por meio de uma laparotomia no estômago, sendo que, o cateter é colocado na área avascular entre a pequena e a grande curvatura, sendo a bolsa e o cateter fixados por sutura. Externamente, o cateter irá se localizar na altura do hipocôndrio esquerdo.

Gastrostomia Endoscópica Percutânea

É realizada por meio de uma incisão no abdômen e inserção da cânula com a introdução de um fio não absorvível por intermédio da cânula, enquanto o outro médico observa pelo endoscópio que foi passado no trato gastrointestinal superior, usa o laço desse aparelho para segurar o final da sutura e guiá-lo através da boca do paciente.

Os Tipos de Gastrostomia

Gastrostomias Operatórias Temporárias

Tipo Stamm

Dentre as gastrostomias operatórias a de Stamm é a mais utilizada, bem-sucedida, simples rápida e fácil.

Apresenta fechamento espontâneo dois a três dias após a retirada do cateter. De modo geral não causa grandes deformidades no estômago, mantendo, portanto, preservados os contornos anatômicos e o volume gástrico, não interferindo nas operações gástricas ou abdominais subsequentes. O procedimento é realizado com o paciente em decúbito dorsal, através de pequena incisão mediana supra umbilical.

Outras como transversa e subcostal esquerda também podem ser utilizadas. O local da gastrostomia corresponde a superfície anterior do estômago, próximo a grande curvatura, entre o corpo e o antro gástrico.

Introduz-se, então, o cateter através de uma pequena abertura previamente realizada no corpo do estômago, dentro de uma sutura em bolsa (fio inabsorvível 2-0 ou 3-0). Após a confirmação da posição adequada do cateter, através da aspiração de conteúdo gástrico, amarra-se a sutura e faz-se mais outras duas ou três, de forma que, a sutura posterior promova a invaginação da anterior, formando, assim, o trajeto seroso.

A partir daí, faz-se uma contra-abertura, situada cerca de 3 a 5 cm da laparotomia, para exteriorização do cateter. Após a exteriorização do cateter, realiza-se a fixação (gastropexia) apropriada da parede gástrica anterior ao peritônio parietal adjacente ao orifício da contra-abertura.

Essa fixação é feita por quatro pontos simples (norte, sul, leste, oeste), tentando assim, evitar extravasamento de secreção gástrica na cavidade peritoneal. Finalmente, fixa-se o cateter à pele e fecha-se a laparotomia por planos.

Tipo Witzel

É uma modificação da técnica de Stamm, constituindo na construção de um trajeto seroso mais longo. A posição do paciente e a via de acesso à cavidade abdominal é a mesma da técnica anterior. O cateter é introduzido no lume gástrico e fixado por somente uma sutura em bolsa.

A partir daí, deita-se o cateter sobre a parede gástrica seguindo o eixo longitudinal do estômago e, a parede anterior é pregueada sobre o cateter através de uma sutura seromuscular com 4 a 8 cm de extensão. Exterioriza-se o cateter por contra-abertura, fixa-se a parede gástrica anterior ao peritôneo parietal como na técnica de Stamm e fecha-se a laparotomia por planos.

Embora idealizada para reduzir o extravasamento que ocorria na técnica de Stamm, a técnica de Witzel não trouxe vantagem satisfatória, ao contrário, sendo referido até maior propensão ao extravasamento em torno do cateter. Alem disso, apresenta o tempo operatório mais longo e maior deformação gástrica.

Gastrostomias Operatórias Permanentes

As gastrostomias permanentes apresentam grandes desvantagens, tais como, a operação ser mais delicada e trabalhosa, além disso, o tubo gástrico é construído por procedimentos que causam maior deformidade gástrica, redução do volume e maior riscos de complicações pós-operatórias.

Em virtude dessas complicações e do aprimoramento de novas técnicas, as gastrostomias permanentes são raramente indicadas.

Sendo assim, as técnicas serão apenas citadas:

  • Gastrostomia tipo Depage Janeway;
  • Gastrostomia tipo Beck-Carrel-Jianu;
  • Gastrostomia tipo Patton;
  • Gastrostomia tipo Spivack-Watsuji.

Gastrostomia Endoscópica Percutânea (GEP)

A GEP quando comparada com a gastrostomia operatória apresenta algumas vantagens:

  1. rapidez de execução,
  2. menor tempo de hospitalização,
  3. menor custo,
  4. evita a laparotomia
  5. dispensa anestesia geral na maioria dos pacientes.

As Indicações e contra-indicações

As indicações da GEP são as mesmas de qualquer técnica de gastrostomia, porém, ela se destaca por ser o método de eleição para alimentação enteral prolongada.

Além das contra-indicações comuns a qualquer técnica de gastrostomia a GEP possui algumas contra-indicações especificas absolutas (impossibilidade de realizar a endoscopia, incapacidade de realizar a aposição do estômago na parede abdominal devido a interposição de vísceras intra-abdominais (fígado, baço)) e relativas (pacientes aidéticos e cancerosos, obstrução da faringe e esôfago, presença de fístula gástrica ou duodenal, CA de estômago, hipertensão portal com varizes de esôfago, refluxo gastro-esofágico severo e úlcera gastro-entérica).

Complicações

As complicações da GEP estão relacionadas ao procedimento endoscópico (pneumonia de aspiração, perfuração e laceração do esôfago) e à técnica percutânea (infecção no local da saída do cateter, hemorragia no local da gastrostomia, lesão da parede posterior do estômago, peritonite, fístula cólica e gastrocólica e lesão de órgãos adjacentes).

Método de Tração

Paciente em decúbito dorsal e sedado, faz-se a anti-sepsia da parede anterior do abdome com PVPI degermante.

Inicia-se então o procedimento endoscópico, fazendo primeiramente os exames do lume esofágico, gástrico e duodenal em busca de anormalidades que contra-indiquem a técnica. Uma vez o endoscópio situado no lume gástrico faz-se a distensão do estômago através da insuflação de ar.

Direciona-se, então, a luz do endoscópio para a parede anterior do estômago. Com a redução da iluminação do centro cirúrgico a luz do aparelho pode ser vista através das paredes gástrica e abdominal. O melhor local de gastrostomia é o ponto de transiluminação máxima, definido pela observação de uma imagem luminosa circular nítida.

Essa imagem já fornece indícios da inexistência de vísceras abdominais interpostas entre o estômago e a parede anterior do abdome. Porém, para aumentar a segurança na escolha do local da gastrostomia realiza-se também a palpação do abdome com apenas um dedo, sendo que, a observação endoscópica da denteação na parede anterior do estômago é também indicativa de adequada aposição da parede gástrica na abdominal.

Com o local escolhido, realiza-se a infiltração da pele com anestésico local e, faz-se uma incisão de cerca de 0,5 a 1,0 cm de comprimento. A seguir, introduz-se uma agulha com cânula de plástico até o interior do estômago.

Retira-se a agulha e introduz um fio de náilon pela cânula que vai ser preso pelo endoscópio e puxado através do esôfago e da boca juntamente com o aparelho de endoscopia. A extremidade do fio que sai pela boca é amarrada firmemente ao tubo de gastrostomia, o qual é deslocado até o interior do estômago, por tração da extremidade oposta do fio, que sai pelo local da punção na parede abdominal. Quando o tubo atinge a cânula de plástico, observa-se uma leve resistência.

A partir daí o endoscópio é reintroduzido e, sob orientação do endoscopista, o tubo de gastrostomia é colocado na posição adequada. Após a confirmação da posição correta do tubo e ausência de hemorragia o endoscópio é retirado.

O tubo de gastrostomia apresenta um anel de silicone a poucos centímetros da sua extremidade distal, o qual serve para orientação e fixação do tubo na parede gástrica.

Para evitar a reintrodução do endoscópio, indica-se a colocação de quatro marcas de tinta de um centímetro de intervalo na extremidade distal do tubo, acima do anel de silicone. Essas marcas serviriam para orientação do posicionamento adequado do anel na parede gástrica.

A seguir, através de um fixador externo, o tubo gástrico é mantido sob leve tração, assegurando a aposição da parede gástrica à parede abdominal até que ocorra a formação de aderências firmes.

Método de Introdução

O procedimento é idêntico ao método de tração quanto ao preparo do paciente, o procedimento endoscópico, a escolha do local da gastrostomia, a técnica de punção percutânea do estômago e a introdução do fio guia no lume gástrico. A partir daí, retira-se à cânula de plástico e mantém-se o fio guia no local.

Após a dilatação do trajeto da pele até o lume gástrico com um dilatador cônico, o tubo de gastrostomia é introduzido, com o auxilio do fio guia e o seu posicionamento é confirmado pelo endoscópio. Insufla-se o balão do tubo gástrico e traciona-o contra a parede abdominal para que ocorra a aposição das paredes. O endoscópio é retirado e o tubo de gastrostomia é mantido sob leve tensão, mediante fixador externo.

A grande vantagem do método de introdução em relação ao de tração é a ausência de contaminação oral do cateter gástrico, evitando a contaminação do trajeto cutâneo durante a inserção. Porém, como desvantagem, tem sido referido o deslocamento do estômago durante o processo de dilatação do trajeto ou de inserção do tubo gástrico, com potencial para o extravasamento intraperitonial do conteúdo gástrico.

Além disso, tem-se observado maior incidência de fístulas no local da punção com desenvolvimento de peritonite generalizada ou de abscessos intra-abdominais. Enfim, recomenda-se o uso da técnica de tração por ser mais segura.

Gastrostomia Radiológica Percutânea (GRP)

Inicialmente, faz-se o cateterismo nasogástrico para dilatação gástrica com cerca de 500 a 1000 mL de ar. Pode ser necessário ultra-sonografia para excluir a interposição de vísceras entre o estômago e a parede abdominal.

Com o paciente em decúbito dorsal, procede-se a assepsia e anti-sepsia da parede abdominal e o local da punção é infiltrado com anestésico local. Após pequena incisão no local da anestesia, introduz-se um trocarte através da parede abdominal até o lume gástrico.

Com o auxílio do trocarte o tubo de gastrostomia é introduzido e a sua posição correta é confirmada por instilação de meio de contraste no interior do estômago. A seguir o balão é insuflado e o trocarte é retirado. Esse tipo de gastrostomia torna-se necessária à presença do aparelho de fluoroscopia na sala de operação.

Na prática essa técnica de gastrostomia é pouco utilizada, sendo considerada como alternativa para pacientes com obstrução do esôfago ou com outras contra-indicações de gastroscopia ou de GEP.

Gastrostomia Laparoscópica

Esse tipo de gastrostomia segue os mesmos princípios da gastrostomia operatória sendo que o único fator que mudou foi a via de acesso a cavidade abdominal. É a técnica de escolha para pacientes com contra-indicações da GEP.

As vantagens do procedimento laparoscópico incluem a visualização intra-abdominal direta, a redução do tempo operatório, recuperação mais rápida, melhor resultado estético e menor incidência de complicações consequentes à incisão abdominal.

Além disso outra grande vantagem é o fato de em pacientes com refluxo gastroesofágico grave, o procedimento anti-refluxo pode ser realizado concomitante à gastrostomia.

Quem realiza a troca dos Dispositivos da Gastrostomia?

São realizadas através de uma cirurgia, porém as trocas dos dispositivos de GASTROSTOMIAS podem ser realizados no ambiente domiciliar, pelo profissional Enfermeiro capacitado e treinado. As JEJUNOSTOMIAS apenas no Hospital pelo médico. São trocadas em média a cada seis meses ou quando apresentam problema, seja com o dispositivo ou com o orifício no paciente.

Tipos de Dispositivos (Sondas) para Gastrostomia/Jejunostomia

Tipo Botão

Um botão gástrico é uma sonda de silicone transparente que se coloca através da pele do abdómen até ao estômago. Serve para alimentar a criança, dar a medicação e descomprimir o estômago.

É um dispositivo desenhado para maior conforto e mobilidade do doente. Existem diferentes tamanhos que se adaptam ao doente à medida que este vai crescendo. Antes de colocar o botão gástrico, deve-se colocar uma gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), que será mais tarde substituída pelo botão.

Embora o sistema não seja exatamente o mesmo, tem a mesma função. A PEG não é uma técnica definitiva, mas sim transitória.

O botão gástrico é composto por três partes:

  • A porção extragástrica, na qual se encontra a válvula para encher o balão e o orifício no qual se conectam as sondas de alimentação e a medicação com uma tampa para encerrar;
  • A porção intraparietal, que é o canal que conecta a parte externa do botão com o balão interno;
  • A porção intragástrica, na qual se encontra o balão e a saída da alimentação.

Tipo Balão

A Sonda Tipo Balão é constituída por um tubo de silicone que apresenta em sua ponta distal um balão de silicone para fixação interna e um dispositivo em forma de disco para fixação externa.

Indicada para administração de alimentação e/ou medicação através de uma fístula gástrica estabelecida.

Ela é composta por:

  • Sonda com Linha Radiopaca (permite a visualização radiográfica);
  • Ponta aberta;
  • Dois orifícios laterais;
  • Anel de fixação a 01 cm da pele;
  • Graduada a cada cm em toda extensão;
  • Vias com tampa que asseguram o fechamento da sonda;
  • Acompanha extensão em PVC de 20 cm;
  • 100% Silicone (Grau Medico).

Sonda Tipo Gastro-Jejunal

A Sonda tipo Gastro-Jejunal é indicada para nutrição jejunal e descompressão gástrica concomitante (duplo lúmen), fabricada em silicone grau médico, em seu comprimento apresenta listra radiopaca. Marcas de centímetros estão descritas ao longo do tubo. Internamente fixada por balão de silicone inflável e externamente por anel de segurança em silicone. Entradas individuais para alimentação e descompressão. Alça para endoscópio na extremidade distal.

É composta:

  • Fabricada em silicone médico hospitalar;
  • Possui anel de fixação externa SECUR-LOK;
  • Conector universal para passagem de alimentação jejunal;
  • Porta para descompressão gástrica;
  • Portas de saída gástricas e jejunais múltiplas;
  • Contrapeso em tungstênio na porção jejunal;
  • Ponta distal afunilada;
  • Faixa radiopaca.

Sonda Tipo PEG

A Sonda tipo PEG  é um método simples e seguro para administração de nutrição enteral prolongada em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, incapazes de receber aporte nutricional suficiente por via oral.

É composta por:

  • Silicone grau médico;
  • Suporte interno desenvolvido para reduzir acidentes com retiradas não intencionais;
  • Conexão universal para alimentação;
  • Adaptador 90° para completo conforto do paciente;
  • Linha radiopaca ao longo do tubo;
  • Suporte interno radiopaco.

Os Cuidados de Enfermagem

Cuidados com o Botton: Cuidados do estoma

  • Limpar diariamente a zona ao redor do botão com água tépida, sabão, esponja ou gaze, com movimentos circulares de dentro para fora;
  • Secar cuidadosamente a zona. Pode ser útil usar um bastão de algodão;
  • Comprovar que a zona ao redor do botão não está vermelha ou inflamada. Se detectar alguma complicação, comunicar ao médico;

Cuidados com o botão

Utilização diária do botão:

  • Dar a volta inteira ao botão cuidadosamente uma vez ao dia;
  • Comprovar que o tampão de segurança está bem cerrado sempre que não se utilize;
  • Recomenda-se verificar o volume de água que há dentro do balão uma vez por mês. Para isso, conectar uma seringa à válvula do balão, aspirando a água que está dentro. Se a quantidade for inferior à que se colocou no dia de mudança, encher a seringa com a quantidade de água destilada que falta e introduzir de novo no balão;
  • A válvula do balão deve manter-se bem limpa par que funcione corretamente;
  • Utilização esporádica do botão, porque o doente alimenta-se habitualmente pela boca.

Comprovar semanalmente que o botão não está obstruído:

  • Aspirar por uma extensão o conteúdo gástrico, confirmando assim a sua correta colocação. o Introduzir depois um pequeno volume de água para que permaneça limpo.

Cuidados com as extensões de alimentação

O botão leva dois tipos de extensões para alimentar e dar a medicação ao doente:

  • Uma mais grossa para os triturados;
  • Outra mais fina para os líquidos e para a medicação;
  • Limpeza externa: é necessário limpar todos os dias com água tépida e sabão neutro;
  • Limpeza interna: depois de cada alimentação, passar água pelas extensões lentamente, até que não fiquem restos de alimento na extensão.

Administrando a Dieta

Recomenda-se que o doente esteja sentado durante a alimentação (mínimo com inclinação de 45º), é conveniente manter esta posição uma hora após a alimentação.

  • Em caso de não ser possível sentar o doente, dar a alimentação mais devagar.
  • A administração dos alimentos com seringa não deve ser rápida, o médico ou enfermeira devem informar sobre o volume e o ritmo a dar.
  • Conectar a extensão do balão fazendo coincidir a faixa preta do balão e girar uma volta da extensão.
  • A alimentação deve ser administrada à temperatura ambiente. Se estava no frigorífico, deve ser retirada uma hora antes, mas não aquecer os alimentos.
  • Limpar bem todo o material externo utilizando água e sabão.

Administrando Medicamentos

Limpar a sonda com água antes e depois de dar a medicação:

  • Os comprimidos podem ser administrados se forem triturados até serem transformados em pó fino e dissolvidos em 5 a 10 ml de água.
  • Administrar primeiro as fórmulas líquidas e deixar as densas para o final.
  • Nunca misturar na seringa vários medicamentos.
  • Os comprimidos de libertação lenta não se podem triturar. Em caso de serem receitados, pedir ao médico que receite um medicamento alternativo.

Cuidados Gerais com a Gastrostomia e Jejunostomia

  • Higienizar as mãos com água e sabão antes e depois da manipulação;
  • Higienizar de 02 a 03 vezes ao dia ou quando houver necessidade, sempre ao redor do orifício com água e sabão, secando posteriormente cuidadosamente;
  • Trocar a gaze que protege a pele ao redor orifício (orifício é onde o dispositivo entra na pele);
  • Não utilizar óleos ao redor do orifício, pois pode facilitar a saída do dispositivo;
  • Manter cabeceira elevada sempre no momento que estiver administrando alimentação, água ou medicação, para não provocar enjoos e vômitos;
  • Após o término da administração, deixar o paciente nesta posição por aproximadamente 40 minutos;
  • Em caso de enjoos e vômitos suspender a administração e relatar à equipe;
  • Após a administração de alimentação e medicação realizar uma lavagem com 20 ml de água em jato utilizando a seringa;
  • Em caso de dificuldade na passagem da alimentação ou medicação, utilizar água em jato com o auxílio de uma seringa, antes de administração da alimentação ou medicação;
  • Observar o orifício, em caso de vermelhidão, escoriações (pele ralada) e sangramentos avisar a equipe;
  • Observar presença de Granuloma no orifício (Granuloma é uma inflamação do tecido no nosso organismo);
  • Em caso de escape do dispositivo de Gastrostomia do orifício, realizar higiene com água fria, manter o paciente deitado de barriga para cima e solicitar o serviço de urgência.

Saiu acidentalmente o Botão Gástrico, em casa! O que fazer?

  • Se saiu com o balão cheio: esvazia-lo e introduzi-lo pelo estoma e volta a enche-lo com a mesma quantidade do início e ir ao Hospital.
  • Se saiu por ruptura do balão, voltar a introduzi-lo e ir ao Hospital;
  • Se não se consegue introduzir o balão, ir rapidamente ao Hospital, para evitar que o estoma se feche;
  • Existem no mercado sondas de substituição.

Referências:

  1. Cartilha “ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO COM O PACIENTE NO AMBIENTE DOMICILIAR” do Ministério da Saúde;
  2. BVS Atenção Primária em Saúde

Compadre e Comadre: Dispositivos Urinários

Compadre (Pagagaio, Urinol), e Comadre (Penico), são alguns dos nomes mais curiosos para estes dispositivos urinários hospitalares, considerados como artigos não críticos.

São úteis tanto quanto em ambiente hospitalar e domiciliar para auxiliar uma pessoa debilitada a realizar suas necessidades, no próprio leito.

O Compadre é um dispositivo urinário masculino, tendo como função de coletar urina, sendo produzido em diversos tipos de materiais, como inox, plástico.

A Comadre também é um dispositivo urinário, mais indicado para pacientes femininas, tendo também como função de coletar urina, mas também pode ser utilizado para coletar fezes, sendo também um dispositivo que pode ser utilizado aos pacientes masculinos, produzido em material inox ou plástico.

Quem é Responsável pela Oferta ao paciente e ao Auxílio na Instalação?

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Procedimento de Enfermagem

Antes de mais nada, sempre lavar muito bem as mãos e fazer o uso de luvas durante o procedimento (é muito importante para evitar infecções).

Instalação da Comadre com auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.
  6. Higienizar a Comadre.

Sem Auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Instalação do Compadre com auxílio do paciente:

  1. Colocar o compadre na melhor posição;
  2. O órgão masculino deverá ser introduzido no compadre;
  3. Deixar o papel ou lenço a seu alcance ou da pessoa que for utilizar;
  4. Leve ao banheiro e descarte todo o conteúdo no vaso sanitário, avaliando o aspecto e a quantidade da urina para posterior anotação de enfermagem;
  5. Higienizar o Compadre.

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

De quem é a Responsabilidade da Higienização destes Dispositivos?

Ao falar em responsáveis por essa limpeza, surge uma das principais dúvidas sobre este assunto. Enfermeiros, técnicos de enfermagem ou profissionais do serviço de limpeza devem executar a higienização?

De acordo com diversos documentos emitidos pelos CORENS, surge um exemplo da ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 006/2016 do COREN de São Paulo, onde determina que:

“Assim, consideramos que o processo de limpeza e desinfecção seja criterioso, precedido de capacitação e previsto no protocolo institucional com as atribuições dos membros da equipe, tanto da Enfermagem quanto da Limpeza.”

Portanto, este procedimento pode ser realizado por qualquer profissional que tenha a prévia capacitação, porém deve haver no protocolo organizacional a metodologia de higienização necessária, a especificação de quem será este profissional e o detalhamento de suas responsabilidades.

Clique no link para entender o processo de higienização e desinfecção destes dispositivos através de um POP elaborado pelo Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. ( POP Rotina de Limpeza e Desinfecção Comadres e Compadres ).

Veja também:

Quaternário de Amônia

Desinfecção de Artigos Hospitalares

 

Referências:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.
  2. Orientação Fundamentada COREN-SP Nº 006/2016.

Irrigação Vesical Contínua: Como contabilizo?

A Irrigação Vesical Contínua é um procedimento comum quando o paciente passa por um procedimento cirúrgico como por exemplo, a ressecção endoscópica da próstata ou RTU da próstata, para tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HBP), e também outros fatores que podem levar o paciente a ter resíduos no sistema urinário que demandam a lavagem contínua.

Portanto, para que este procedimento seja eficaz, deve ser controlado através de um impresso de balanço (controle de entrada e saída para a irrigação e diurese), que geralmente é uma folha a parte que deve permanecer juntamente com o prontuário do paciente.

São infundido bolsas de Soro Fisiológico 0,9% (geralmente de 1000ml) através do cateter vesical Folley de 3 vias, em um horário pré-estabelecido pelo impresso, e drenado no mesmo instante através do sistema fechado de coleta de urina, que é acoplado na sonda.

A Infusão do Soro

Dependendo de como é realizado através de Protocolos Operacionais Padrão (POP) estabelecido em cada Instituição, a irrigação pode ser feita com equipo gravitacional ou em bomba de infusão. Em desvantagem do equipo gravitacional, o controle é ineficaz do gotejamento para uma infusão mais precisa dos horários.

A irrigação vesical com soro fisiológico deve entrar e sair da bexiga livremente e sem dor. Todavia, se isto não ocorrer, algo está errado, por isso o controle rigoroso de entrada e saída deve ser feito, para que caso haja obstruções, deve ser tomado conduta o quanto antes.

O Tempo de Infusão para o Controle

Tudo dependerá de como é estabelecido em sua instituição. Algumas instituições estabelecem critérios de controle de 1/1 hora, outras em 2/2 horas.

Como eu contabilizo essa irrigação?

Vamos a um Exemplo:

Sr. João está em P.O.I de RTU de Próstata, e precisa receber a irrigação vesical contínua. Você assume essa admissão às 7:30 da manhã, e a bolsa coletora do mesmo ainda está limpa, sem débito nenhum, mas já com a sonda de 3 vias instalada, pronta para começar a irrigação.

Você inicia o protocolo de irrigação contínua às 8 horas da manhã, e deve contabilizar a partir daí, a entrada da quantidade de soro neste horário e a saída, de 2 em 2 horas. A irrigação foi instalada com controle pela Bomba de Infusão Contínua. 

Às 19 horas você passa o plantão com a Irrigação Vesical Contínua ainda sendo realizada, sendo assumida pelo colega do plantão noturno.

Veja a tabela abaixo, de como o controle da irrigação foi realizada durante o plantão de 24 horas:

Horário Instalado (ml) Desprezado (ml) de 2 em 2 horas Diurese Aspecto
08h 1000 1100 + 100 HE
10h 1000 1300 + 300 HE
12h 1000 1150 + 150 HE
14h 1000 1450 + 450 AE
16h 1000 800 – 200  
18h 1000 1000 0  
20h 1000 1100 + 100 AE
22h 1000 1400 + 400 AC
24h 1000 750 – 250  
TOTAL 24 HORAS 1.500 ml  

* Legenda da tabela: HE (Hematúrico), AE (Amarelo Escuro), AC (Amarelo Claro) / Podendo também acrescentar como aspecto: PI (Piúria), presença de sedimentos ou grumos.

Lembrando que:

Valores considerados negativos como no exemplo, significam que o paciente reteu a quantidade de soro infundido, e por algum motivo (coágulos, grumos), assim impedindo a contabilização eficaz.

Valores considerados zerados como no exemplo, pode significar ausência de diurese, ou retenção pelos mesmos motivos citados acima.

Portanto, ambas situações não são calculadas no controle final das 24 horas.

Valores considerados positivos significam diurese presente, além do volume que foi infundido (1000ml), obteve mais o débito da diurese do paciente, o que deve ser separado o valor aproximado da diurese do paciente.

E assim somam-se os valores da diurese, contabilizando o total dentro das 24 horas que o paciente obteve através da irrigação vesical contínua.

Deve Considerar:

O controle da irrigação deve ser feita criteriosamente desde o começo, pois havendo erros de cálculos como a infusão precoce ou atrasada de um soro pode atrapalhar o andamento do controle. Deve-se considerar a margem de erros, durante o processo da irrigação, o que pode acontecer é obter valores não fidedignos.

Anotar sempre o aspecto da diurese quando desprezado, ou no impresso próprio ou através de relatórios de enfermagem.

A troca do frasco de SF 0,9 deve ser feita antes do término do frasco anterior, para evitar obstrução de sonda.

A diurese deve ser desprezada da bolsa coletora quando o volume estiver com 2/3 da capacidade total e ao término de frasco de SF 0,9%, considerando a necessidade de fazer o balanço entre o volume infundido e drenado.

Deve-se atentar para sinais de obstrução como distensão abdominal, dor, e não drenagem na bolsa coletora. Comunicar ao médico, realizar medidas para desobstrução e registrar o ocorrido.

Em prescrição médica de retirada da irrigação (caso não haja mais necessidade clínica para a continuação do procedimento), o procedimento deve ser estéril, e após a assepsia da conexão deve ser colocada uma tampa para oclusão da terceira via da sonda (urostop).

O equipo de soro deve ser trocado de acordo com as recomendações do CCIH, a cada 72h.

Não esquece de ler mais sobre, aqui!

A Irrigação Vesical Contínua: O que é?

Referências:

  1. PARECER COREN/GO Nº 012/CTAP/2019
  2. PRADO, Marta Lenise do et al (Org.). Fundamentos para o cuidado profissional de enfermagem. 3. ed. Florianópolis: Ufsc, 2013. 548 p. Revisada e ampliada.
  3. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. Hospital São Paulo. Procedimento operacional padrão: Irrigação vesical contínua. Disponível em: https://www.hospitalsaopaulo.org.br/sites/manuais/arquivos/2014/POP_irrigacao_vesical_continua.pdf 

Segurança do Paciente: Rotulando um Medicamento Endovenoso (EV)

O processo de administração de medicamentos é propenso a erros e são diversas as razões para a ocorrência desse evento adverso, podendo ocorrer em qualquer fase do sistema de medicação e envolver qualquer um dos inúmeros medicamentos disponíveis, inclusive aqueles classificados como de alta vigilância (MAV).

A Rotulagem de um Medicamento Endovenoso Contínuo ou Intermitente faz parte da Administração Segura de Medicamentos, e cada Instituição deve prover de um padrão estabelecido pela equipe de enfermagem responsável.

Informações Importantes em um Rótulo de Medicamento Endovenoso (Bolsas)

  • Nome Completo do Paciente (Evitar Abreviaturas);
  • Data de Nascimento;
  • Data do Preparo;
  • Quarto, Leito ou Box onde se encontra o paciente;
  • Setor Alojado;
  • Associação (Composição dos Medicamentos diluídos);
  • Volume (total a ser administrado);
  • Vazão (valor em ML/H, gotas/min ou MCGTS/MIN;
  • Início da Infusão;
  • Término da Infusão;
  • Tempo total a ser infundido (aprazamento);
  • Nome completo do profissional e carimbo.

O que DEVE sempre fazer:

  • Conferir os dados do paciente juntamente com o prontuário médico e a pulseira de identificação do paciente;
  • Caso haja dois pacientes com nome e nome composto/sobrenome parecidos, conferir juntamente com o paciente, pedindo para repetir o nome completo e a data de nascimento, antes de administrar quaisquer medicamentos;
  • Ler a prescrição cuidadosamente;
  • Identifique o medicamento pelo rótulo, nunca pela aparência;
  • Leia o rotulo três vezes antes de administrar no paciente;
  • Orientar ao paciente sobre que medicamento que o mesmo está recebendo;
  • Relatar a administração, se houve recusa, ou algum efeito indesejado no paciente

O que JAMAIS deve fazer:

  • NUNCA administre um medicamento sem o seu devido rótulo de identificação!
  • NUNCA administre quaisquer medicamentos com DÚVIDAS!
  • NUNCA administre um medicamento sem antes de realizar checagem com prontuário médico e a pulseira do paciente, e em casos de medicamentos de alta vigilância, com a dupla checagem!
  • NUNCA administrar medicamento preparado por outra pessoa!
  • EVITAR distrações durante o preparo do medicamento!

Referências:

O que é Sítio de Inserção?

Os Cateteres Venosos Centrais são inseridos de maneira percutânea, e os Cateteres Venosos Periféricos são inseridos em veias dos membros superiores, sendo assim, todo o local ao redor da veia que foi selecionada para uma punção, é denominada de Sítio de Inserção.

A Escolha do Sítio de Inserção

No caso de um AVP

A escolha do sítio é um dos mais importantes aspectos. Considerar o calibre e localização da veia, tipo e duração do tratamento IV. Deve-se iniciar a punção sempre da extremidade distal para a proximal (menor calibre para o maior). As veias mais apropriadas são as do dorso da mão, cefálica, basílica e veias medianas.

No caso de um CVC

  Do ponto de vista prático, esta é a ordem de escolha:

1ª opção subclávia | 2ª opção – jugular | 3ª opção  femural | 4ª opção – dissecção venosa.

O Fator de Risco

Os fatores de risco para os sítios de inserção dos cateteres são o tempo de permanência do dispositivo, a condição de limpeza, a manipulação asséptica inadequada, e o extravasamento de medicamento subcutâneo, onde se inicia o processo de colonização bacteriana local, o que pode iniciar um processo de sinais flogísticos.

Deve sempre ser avaliado diariamente o sítio de inserção, sendo indicado o uso de curativos transparentes estéreis para uma melhor avaliação do sítio, para que possar tomar condutas antes tornarem as complicações mais sérias.

Quanto mais tempo a permanência de um dispositivo no sítio de inserção, mais chances de uma infecção iniciar.

Os Cuidados de Enfermagem

Para realizar a manutenção do sítio de inserção, é considerado:

  • Realizar técnica adequada;
  • Evitar contaminação da pele e dos dispositivos;
  • Trocar o curativo sempre que úmido e/ou sujo;
  • Não utilizar antibiótico tópico ou sistêmico como profilaxia;
  • Em cada troca de curativo utilizar antissepsia com PVP-I ou clorexidina alcoólica;
  • Desinfectar conexões com álcool 70% quando forem usadas;
  • Trocar torneirinhas, polifix e equipo a cada 72h;
  • Utilizar equipo próprio para NPP, hemoderivados e lípides.

Veja também:

Prevenção e Controle de Infecção: Qual é a Rotina da Troca de Dispositivos em sua Instituição?

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Conheça as Criaturas dos Cateteres Venosos Centrais

Cateteres Flexíveis: Fluxos de Infusão

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateteres Flexíveis

Referências:

  1. Institute of Healthcare Improvement – Campanha 5 Milhões de Vidas – https://www.ihi.org/IHI/Programs/Campaign/
  2. Biblioteca COFEN

Curiosidades sobre o Sorcal®

O Poliestirenossulfonato de Cálcio, mais popularmente conhecido como Sorcal,  é um medicamento para tratamento hiperpotassemia em casos de insuficiência renal.

As suas Características

O Sorcal® é uma resina que funciona trocando o cálcio presente em sua composição pelo potássio do organismo, ele age no intestino grosso liberando parcialmente o cálcio e recebendo o potássio que, então, é eliminado juntamente com as fezes.

Sendo um pó fino arenoso, resinado, bege amarronzado, com odor não detectável (inodoro).

Cuidado com as Sondas Enterais! (Riscos de Obstrução)

Por ser um medicamento que pode ser diluído em água para ser administrado por via retal ou por via oral/via enteral, deve-se ter todo o cuidado para a administrá-lo por vias de Sondas, pois o índice de obstrução com este medicamento é alto, se não tomar devidas cautelas!

É indicado uma quantidade de água que varia de 20 a 100 ml, durante os intervalos da administração do medicamento por via de sonda enteral, dependendo da dose. A suspensão pode também ser preparada  adicionando-se 3 a 4 ml de líquido por grama de resina. O sorbitol pode ser administrado, a fim de evitar  constipação.

A resina não deve ser administrada em sucos de frutas que tenham um alto conteúdo de potássio.

Deve-se lavar bem a sonda após o término de administração deste medicamento, a fim de evitar a obstrução! Por se tratar de uma resina, após um período os restos do medicamento que “grudam” na sonda podem endurecer, virando literalmente um “cimento”, e assim sendo mais difícil a sua desobstrução.

Administração por Via Retal

Adultos, incluindo idosos

Em casos onde vômitos tornem a administração oral difícil, Sorcal pode ser administrado por via retal na forma de suspensão de 30 g de resina em veículo aquoso (p. ex. 200 ml de metilcelulose a 1% ou 100 ml de sorbitol); como enema de retenção, diariamente. Cada dose é administrada  como suspensão aquecida (à temperatura corporal). A suspensão deve ser levemente agitada durante a administração.

    • Nos estágios iniciais, a administração por via retal associada à via oral pode ajudar a diminuir mais rapidamente  os níveis séricos de potássio. Inicialmente se ambas as vias forem usadas, provavelmente será desnecessário continuar a administração retal após a resina oral ter atingido o reto.
    • Se possível, o enema deve ser retido pelo menos por 9 horas, e então seguido por um enema de lavagem.
    • Após um enema de lavagem inicial, uma sonda de borracha macia de tamanho grande (French 28) é inserida via retal por cerca de 20 cm, com a extremidade atingindo o sigmoide e fixada nessa posição.
    • A resina é então suspensa em  quantidade apropriada de veículo aquoso à temperatura corporal e introduzida por gravidade, enquanto as partículas são mantidas em suspensão por agitação.
    • A suspensão é lavada com 50 a 100 ml de líquido, seguido do clampeamento da sonda, mantendo-a no local. Se ocorrer refluxo, os quadris devem ser elevados com travesseiros ou o paciente deve ficar temporariamente em posição genupeitoral.
    • Pode-se utilizar uma suspensão um pouco mais densa; entretanto, deve-se evitar formação da pasta, que reduzirá a superfície de troca, sendo inefetiva se depositada na ampola retal.
    • A suspensão deve ser mantida no cólon sigmoide por várias horas, se possível. Então, o cólon é lavado com solução que não contém cálcio, à temperatura corporal, a fim de remover a resina. Dois litros de solução para lavagem podem ser necessários. O retorno é drenado constantemente através de uma conexão em Y.

Crianças

Quando recusada por boca, ou em caso de vômito, a resina pode ser administrada por via retal, usando uma dose no mínimo igual à que deveria ser administrada por via oral, diluída na mesma proporção descrita para adultos.

    • A intensidade e duração da terapia dependem da severidade e persistência da hiperpotassemia (concentração alta e maior que normal de potássio no sangue circulante).
    • Sorcal não deve ser aquecido, pois suas propriedades de troca podem ser alteradas. A suspensão da droga deve ser preparada no momento do uso e não deve ser guardada.

Referências:

  1. Laboratório Pfizer

Manta Térmica: Prevenção da HIPOTERMIA

A hipotermia é definida como a temperatura corporal central menor que 36ºC e representa uma das complicações mais comuns durante o procedimento anestésico cirúrgico, incidente que atinge aproximadamente 70% dos pacientes.

Ocorre devido a abolição das respostas comportamentais após a indução anestésica, aumento da exposição do paciente ao meio ambiente (salas refrigeradas), inibição da termorregulação central induzida pelos anestésicos, redistribuição interna do calor, aberturas da cavidade torácica ou abdominal e infusão de soluções frias.

Uma boa parte dos pacientes em POI podem ficar internados para a recuperação em uma UTI, em temperatura ambiente amena, o que também pode prejudicar no controle térmico.

A Manta Térmica é indicado para a prevenção e tratamento da hipotermia em pacientes cirúrgicos, pós- cirúrgicos, pacientes na área de espera pré-operatória, gestante com calafrios durante anestesia epidural devido à hipotermia, ou qualquer paciente que sinta desconforto em qualquer área do ambiente frio das Unidades de Terapia Intensiva.

As Principais Indicações de uso da Manta Térmica

  • Indicado o uso em recém-nascidos e crianças submetidas às cirurgias, pois são mais suscetíveis à hipotermia;
  • Uso indicado em pacientes queimados, devido o alto risco de hipotermia;
  • Prevenção da hipotermia em pacientes idosos, devido o reduzido percentual de gordura ou massa muscular;
  • Diminui efeitos negativos da hipotermia em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, resultando na redução de incidência de infecções de feridas cirúrgicas e tempo de recuperação pós-anestésica;
  • Uso indicado para pacientes com baixo peso corporal em cirurgias gerais, devido o risco de hipotermia;
  • Pacientes politraumáticos graves são indicados à prevenção da hipotermia, devido o risco associado a sangramento;
  • Infusão de grandes volumes de cristalóides, colóides ou derivados sanguíneos é indicado o uso de manta térmica para prevenir hipotermia;
  • Uso indicado para prevenir hipotermia irreversível e coagulopatia hipotérmica por transfusão sanguínea de infusão rápida;
  • Quando o paciente apresenta hipotermia no pré-operatório, o uso da manta térmica é indicado para prevenir hipotermia intra-operatória;
  • Em ambientes cirúrgicos com baixas temperaturas;
  • O uso da manta térmica para prevenir a hipotermia, reduz o tempo de recuperação do paciente e, consequentemente, seu tempo de hospitalização;
  • Sistema de micro temperatura controlada;
  • Fluxo de ar ativo em circuito paralelo de corrente de ar por convecção garantindo distribuição uniforme e contínua de ar quente no corpo do paciente.

Cuidados de Enfermagem

  • Posicionar a unidade de aquecimento próximo ao paciente e conectar a uma tomada apropriada;
  • Colocar a Manta térmica sobre o paciente com o lado perfurado próximo à pele;
  • Conectar a mangueira de ar à manta térmica, segurar o bocal da mangueira de ar com uma mão e pressionar a presilha do bocal com o polegar. Segurar a aba superior da entrada da manta com a outra mão, deslocar o bocal para a abertura e soltar a presilha do bocal;
  • Ligar;
  • Selecionar a temperatura e fluxo de ar apropriado;
  • Se o acesso ao tórax for desejado, romper cuidadosamente a área da fenda central;
  • Se for desejado acesso ao pé, romper cuidadosamente abrindo as áreas de fenda localizadas ao longo da borda abaixo da entrada da manta;
  • Monitorar continuamente a temperatura do paciente enquanto o sistema de aquecimento estiver ligado;
  • Não utilizar a manta térmica próximo a anestésicos inflamáveis, devido possível perigo de explosão;
  • Evitar contato com laser ou eletrodo eletrocirúrgico ativo com o material da manta, pois pode ocorrer combustão rápida;
  • Todas as feridas do paciente devem ser cobertas durante a utilização da manta térmica;
  • Não aplicar calor diretamente a feridas abertas;
  • Cautela ou interrupção do uso em pacientes durante cirurgias vasculares quando uma artéria que leve a uma extremidade for fechada;
  • Não aplicar a manta térmica a membros isquêmicos;
  • Utilizar com cautela e monitorar cuidadosamente ao utilizar em pacientes com doença vascular periférica severa;
  • Se ocorrer hipotensão, considerar reduzir a temperatura do ar ou desligar a unidade de aquecimento;
  • Se ocorrer algum mau funcionamento na unidade de aquecimento, esta deve ser desligada e notificada a ocorrência ao serviço de assistência técnica;
  • Garantir que o paciente esteja seco;
  • Monitorar continuamente a temperatura do paciente e regularmente os sinais vitais. Reduzir a temperatura do ar ou interromper a terapia quando a nomotermia for atingida.

Referência:

  1. Pagnocca ML, Tai EJ, Dwan JL. Controle de temperatura em intervenção cirúrgica abdominal convencional: comparação entre os métodos de aquecimento por condução e condução associada à convecção. Rev Bras Anestesiol. 2009;59(1):55-66.
  2. Panossian C, Simões CM, Milani WRO, Baranauskas MB, Margarido CB. O uso da manta térmica no intraoperatório de pacientes submetidos à prostatectomia radical está relacionado com a diminuição do tempo de recuperação pósanestésica. Rev Bras Anestesiol. 2008;58(3):220-6.

O que é “Priming” em um Cateter?

O Termo “Priming” é comumente utilizado entre profissionais que manuseiam diariamente diversos tipos de cateteres. Provém do inglês, que em português claro, define-se como uma “preparação ou preenchimento” de uma linha, onde é a quantidade de fluido necessário para limpar o cateter, desde aos lúmens até a ponta distal do mesmo.

Esse volume é importante para manter o cateter com permeabilidade, e livre de grumos, bolhas de ar, restos de medicamentos e até coágulos, para garantir que todos os medicamentos sejam administrados pelo cateter para que cheguem até o paciente por completo, em vez de passar apenas parcialmente.

Cada cateter comporta um volume adequado e é impresso geralmente no próprio cateter, e é importante obedecer o volume pré estabelecido pelo fabricante para que tenha uma funcionalidade capacitada aos lúmens.

Este tipo de processo é muito comum quando salinizamos e heparinizamos os cateteres, para uma precaução de função do cateter.

Priming em Equipos

O Priming também é comum quando preenchemos equipos com soluções medicamentosas, com a mesma função de retirar ar, para que seja preparado para infundir ao paciente.

Priming em Dialisadores (Hemodiálise)

Este termo também é muito comum quando é preenchido os dialisadores com soluções, heparina, para determinação do volume interno das fibras do dialisador.

 

O Transporte de Paciente

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Passo 4

Você sabia que o transporte de pacientes dentro do hospital pode ser uma fonte importante de eventos adversos, principalmente para pacientes críticos?

Nesses casos, não importa se a transferência é temporária (para a realização de um exame) ou de longo prazo (para uma nova unidade). Há riscos de traumas, complicações hemodinâmicas e de vias aéreas e outras alterações fisiológicas causadas por falhas de monitoramento, equipamentos e de comunicação entre setores.

Por isso, os benefícios da movimentação do paciente devem ser maiores do que o potencial para danos. “Nenhum paciente deve ser transportado para exames ou procedimentos com pouca possibilidade de alterar a conduta”, escrevem os autores de uma revisão sobre gerenciamento de riscos no transporte intra-hospitalar.

Quais são os Riscos?

Os problemas mais comuns variam entre diferentes levantamentos, e não há consenso sobre qual seria o principal tipo de evento decorrente. Chamam a atenção os eventos adversos relacionados às vias respiratórias. Um levantamento francês, publicado em 2013 sobre a incidência de danos no transporte, sugere que 17,6% dos eventos adversos envolvem equipamentos respiratórios, 8,8% dessaturação de oxigênio e 0,4% extubação acidental. Ventilação manual aparece como um fator de risco.

As complicações hemodinâmicas também são um fator de preocupação, devido a riscos de taquicardia, hipotensão e outras alterações. De acordo com o estudo francês, a incidência de problemas hemodinâmicos é de 5%. Ataques cardíacos são raros, mas em razão da gravidade, devem ser levados em consideração.

Um risco que não costuma ser elencado com frequência é o de infecções, Mas uma pesquisa feita com mais de 6 mil pacientes em ventilação mecânica sugere que a movimentação aumentou em 1,4 vezes o risco de pneumonia.

Classificação de Tipos de Transporte

Há um exemplo de protocolo assistencial do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), disponível online, podendo ser uma boa ferramenta para orientar o planejamento e cuidados necessários.

O documento orienta classificar o tipo de transporte de acordo com as condições clínicas do paciente e, a partir disso, definir as necessidades de monitoramento e de equipe.

Experiências sugerem que equipes especializadas e treinadas em transporte hospitalar conseguem evitar eventos adversos com maior frequência.

Transporte de baixo risco – pacientes estáveis, sem alterações críticas nas últimas 48 horas e que não sejam dependentes de oxigenoterapia
Equipe – Técnico/auxiliar de enfermagem.

Transporte de médico risco  pacientes estáveis, sem alterações críticas nas últimas 24 horas, porém que necessitam de monitoração hemodinâmica ou oxigenoterapia
Equipe – (1) Técnico/Auxiliar de enfermagem e (1) Enfermeiro ou (1) Médico.

Transporte de alto risco – paciente em uso de droga vasoativa e/ou assistência ventilatória mecânica
Equipe – (1) Técnico/Auxiliar de enfermagem, (1) Enfermeiro, (1) Médico e (1) Fisioterapeuta, mediante avaliação das condições respiratórias.

Segundo o protocolo, no transporte de médio e alto risco, os pacientes devem ter os seguintes parâmetros monitorados: frequência cardíaca, saturação de oxigênio, e se necessário, pressão arterial sistêmica.

A publicação do HC-UFTM também traz um roteiro de checagem para uso no transporte intra-hospitalar, que pode ser usado para orientar os procedimentos. Pesquisas sugerem que checklists são muito eficazes em ambientes de alta complexidade, como são as unidades de terapia intensiva dos hospitais. O protocolo completo desenvolvido pelo HC-UFTM está disponível para download neste link.

O que posso fazer para reduzir estes riscos nos Eventos Adversos?

ANTES

– Dedicação exclusiva da equipe ao transporte
– Estabilização do paciente
– Verificação dos equipamentos necessários
– Coleta de dados do paciente
– Conexão do paciente ao monitoramento e controle dos parâmetros
– Reavaliação de sinais vitais, cateteres e drenos
– Uso de maca segura, em posição confortável
– Planejamento da rota: fácil e curta
– Comunicação do departamento de saída com o de destino para definir tempo de chegada

DURANTE

– Elevadores devem ser reservados para evitar aglomeração e atrasos
– Deve haver meio de comunicação com o setor de destino
– Verificação constante das condições do paciente e dos parâmetros dos equipamentos
– Possibilidade de intervenção imediata, caso necessário

DEPOIS

– Admissão do paciente no departamento de destino
– Reavaliação das condições do paciente e dos equipamentos
– Conexão do paciente a novos dispositivos de controle, caso haja transferência da maca
– Relato atualizado para a equipe de monitoramento
– A equipe de transporte só deixa a área quando a nova estiver totalmente preparada
– Registro e documentação de todos os incidentes


Referências:

  1. Intrahospital transport policies: The contribution of the nurse / Health Science Journal
  2. Knight, P. H., Maheshwari, N., Hussain, J., Scholl, M., Hughes, M., Papadimos, T. J., Guo, W. A., Cipolla, J., Stawicki, S. P., … Latchana, N. (2015). Complications during intrahospital transport of critically ill patients: Focus on risk identification and prevention. International Journal of Critical Illness and Injury Science, 5(4), 256-64.
  3. Parmentier-Decrucq E, Poissy J, Favory R, Nseir S, Onimus T, Guerry MJ, et al. Adverse events during intrahospital transport of critically ill patients: Incidence and risk factors. Ann Intensive Care. 2013;3:10.
  4. Schwebel C, Clec’h C, Magne S, Minet C, Garrouste-Orgeas M, Bonadona A, et al. OUTCOMEREA Study Group. Safety of intrahospital transport in ventilated critically ill patients: A multicenter cohort study*. Crit Care Med. 2013;41:1919–28
  5. Veiga C, V et al. Adverse events during intrahospital transport of critically ill patients in a large hospital. Rev Bras Ter Intensiva. 2019
  6. Gimenez, F., de Camargo, W., Gomes, A., Nihei, T. S., Andrade, M., Valverde, M., Campos, L., Grion, D. C., Festti, J., … Grion, C. (2017). Analysis of Adverse Events during Intrahospital Transportation of Critically Ill Patients. Critical care research and practice, 2017, 6847124.
  7. Warren J, Fromm RE Jr, Orr RA, Rotello LC, Horst HM; American College of Critical Care Medicine. Guidelines for the inter- and intrahospital transport of critically ill patients. Crit Care Med. 2004 Jan;32(1):256-62.
  8. Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – Ministério da Educação. Protocolo Assistencial Multiprofissional: Transporte intra-hospitalar de clientes – Uberaba: HCUFTM/Ebserh, 2017. 20 p.

Veja também:

Eventos Adversos (EAs)