Como Explicar um Procedimento ao Paciente

Como Explicar um Procedimento ao Paciente

Uma explicação mal compreendida pode gerar mais medo do que o próprio procedimento. Na enfermagem, comunicar bem significa ajudar o paciente a entender o que será feito, por que é necessário e o que ele poderá sentir, respeitando seu direito de perguntar e participar das decisões sobre o próprio cuidado. Essa comunicação deve ser clara, acessível e adequada às necessidades de cada pessoa, conforme o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, que prevê esclarecer a pessoa sobre direitos, riscos e benefícios e orientá-la sobre preparo e consequências dos procedimentos, respeitando o direito de recusa.

Explique sem complicar

Antes de iniciar, diga o nome do procedimento, sua finalidade e as etapas principais, usando palavras familiares e evitando termos técnicos sem explicação. Ao preparar uma punção venosa, por exemplo, você pode dizer: “Vou colocar um acesso na sua veia para administrar o medicamento. Você pode sentir uma picada rápida; se sentir dor forte ou perceber inchaço, me avise”. Assim, o paciente sabe o que esperar e quais sinais deve comunicar.

Também é importante observar as reações durante a conversa. Uma pessoa pode concordar com a cabeça sem ter compreendido as orientações, especialmente quando está ansiosa, com dor ou sob efeito de medicamentos. Em vez de perguntar apenas “Entendeu?”, peça que explique com suas próprias palavras o que foi combinado. Essa estratégia, conhecida como teach-back, ajuda a identificar dúvidas sem constranger o paciente e é recomendada pela Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ).

Respeito também faz parte da técnica

Imagine um paciente que começa a recuar quando a equipe se aproxima para realizar um curativo. Antes de continuar, explique o que será feito, pergunte o que está causando preocupação e dê espaço para que ele manifeste suas dúvidas. Se houver necessidade de adaptar a abordagem, isso deve ser discutido sempre que possível, respeitando a autonomia e o consentimento do paciente.

A explicação também precisa ser honesta: não prometa ausência de dor nem minimize riscos relevantes. Informe o que é esperado, quais desconfortos podem ocorrer e quando o paciente deve avisar a equipe. Para procedimentos que exigem consentimento formal, a conversa deve seguir as regras aplicáveis, sem substituir as etapas necessárias de consentimento informado.

Cuidados de enfermagem

Confirme se o paciente está em condições de receber as informações, adapte a linguagem, preserve a privacidade e ofereça oportunidade para perguntas. Utilize recursos visuais ou apoio de comunicação quando necessário e verifique a compreensão antes de começar. Registre informações relevantes conforme a rotina institucional e comunique à equipe dúvidas ou dificuldades que possam interferir na segurança do procedimento.

Resumo para salvar

Como Explicar um Procedimento ao Paciente

  • Explicar finalidade e etapas em linguagem simples
  • Informar sensações esperadas e sinais de alerta
  • Convidar o paciente a fazer perguntas
  • Confirmar a compreensão antes de iniciar

Referências:

  1. AGENCY FOR HEALTHCARE RESEARCH AND QUALITY (AHRQ). Use the Teach-Back Method: Tool 5. Rockville: AHRQ. Disponível em: https://www.ahrq.gov/health-literacy/improve/precautions/tool5.html.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 564/2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: Biblioteca Virtual do Cofen. 

Material Estéril: Confira Antes de Abrir

Material Estéril: Confira!

A esterilidade de um material pode ser comprometida antes mesmo de a embalagem ser aberta. Um pequeno rasgo, uma selagem danificada ou a presença de umidade já são motivos para interromper o uso e separar o produto. Por isso, a conferência deve fazer parte da rotina de enfermagem antes de qualquer procedimento invasivo, conforme as orientações de prevenção e controle de infecções da Anvisa.

Embalagem, validade e integridade

Antes de abrir, confira a validade, a integridade da embalagem, as condições de armazenamento e a identificação do produto. Observe se há furos, rasgos, umidade, sujidade, abertura da selagem ou qualquer alteração que comprometa a barreira estéril. Quando houver indicador químico, verifique se ele apresenta o resultado esperado, lembrando que sua mudança de cor, isoladamente, não garante a esterilidade do conteúdo.

Imagine que, durante a preparação para um curativo, seja encontrado um pequeno furo na embalagem de uma pinça estéril. Mesmo que o instrumento pareça limpo e esteja dentro da validade, ele não deve ser utilizado, pois a barreira pode ter sido comprometida. O material precisa ser substituído, e a ocorrência deve ser comunicada conforme o protocolo institucional. A Anvisa orienta que os produtos para saúde sejam processados, armazenados e disponibilizados em condições que preservem sua segurança.

Atenção ao abrir o material

A abertura também exige técnica: higienize as mãos, prepare uma superfície adequada e evite tocar na parte estéril com mãos, luvas ou objetos não estéreis. Durante a abertura de um pacote, por exemplo, se a borda interna encostar no uniforme ou em uma superfície não preparada, a área potencialmente contaminada não deve ser tratada como estéril. Nessa situação, interrompa o procedimento e substitua o material ou o campo comprometido.

Cuidados de enfermagem

Não utilize materiais com embalagem danificada, úmida, vencida ou com indicadores fora do padrão esperado. Se houver dúvida sobre a integridade ou a condição de esterilização, não improvise: segregue o produto e solicite substituição. Mantenha a técnica asséptica durante toda a abertura e o procedimento, conforme o protocolo da instituição.

Resumo para salvar

Material Estéril: Confira Antes de Abrir

  • Verificar validade e integridade da embalagem
  • Observar umidade, rasgos e selagem
  • Conferir indicadores conforme as instruções do produto
  • Manter técnica asséptica e substituir materiais comprometidos

Referências:

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF: Anvisa, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Decontamination and reprocessing of medical devices for health-care facilities. Geneva: WHO, 2016. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549851. 

Bomba de Infusão em Oclusão: O Que Fazer?

Bomba de infusão com alarme de oclusão e equipo dobrado

Um alarme de oclusão pode interromper a administração de um medicamento mesmo quando não há uma obstrução evidente. Antes de reiniciar a bomba, é preciso identificar a causa, porque a pressão pode estar aumentada por uma dobra no equipo, compressão do cateter, resistência no acesso venoso ou até pela posição do membro. Siga o manual do modelo da bomba: investigue o circuito e o acesso antes de retomar a infusão.

Onde procurar a causa

Comece verificando se o equipo está dobrado, comprimido sob o paciente ou preso em alguma parte do leito. Confira também as pinças, conexões e o trajeto da linha, seguindo as instruções do modelo da bomba. Em seguida, avalie o acesso venoso quanto a dor, edema, vermelhidão, endurecimento ou sinais de infiltração e extravasamento.

Por exemplo, um paciente mantém o braço flexionado e a bomba começa a alarmar durante a infusão. Ao observar o membro, a equipe identifica uma dobra no equipo junto à articulação. Mesmo após corrigir a posição, o acesso deve ser reavaliado e a infusão só deve ser retomada quando houver segurança para isso. Se o alarme persistir, não force a passagem da solução nem aumente a pressão para tentar vencê-lo.

Quando o alarme continua

Se o circuito estiver livre e o alarme persistir, considere problemas no cateter, no acesso vascular ou no próprio equipamento. Em medicamentos de alto risco, como vasopressores, a interrupção da infusão pode ter consequências clínicas importantes; por isso, o paciente deve ser monitorado e a equipe responsável comunicada rapidamente. Quando houver suspeita de extravasamento, interrompa a infusão e siga o protocolo específico do medicamento, sem lavar o acesso.

Outra situação que exige atenção ocorre quando o alarme desaparece após uma manipulação, mas retorna poucos minutos depois. Nesse caso, apenas silenciar ou reiniciar repetidamente a bomba pode atrasar a identificação do problema. A causa precisa ser investigada, e o equipamento deve ser retirado de uso e encaminhado para avaliação técnica se houver suspeita de falha.

Em caso de suspeita de falha, registre a ocorrência e notifique a queixa técnica pelo fluxo da instituição (tecnovigilância/Notivisa).

Cuidados de enfermagem

Não ignore o alarme nem desative os mecanismos de segurança. Verifique o paciente, o acesso e todo o circuito; não force a infusão nem lave uma linha possivelmente obstruída. Após resolver a causa, confirme a prescrição, a programação e a segurança do acesso antes de reiniciar. Registre a intercorrência e comunique a equipe quando houver atraso relevante, interrupção de medicamento crítico ou suspeita de falha do dispositivo.

Resumo para salvar

Bomba de Infusão em Oclusão: O Que Fazer?

  • Verificar equipo, pinças e conexões
  • Avaliar o acesso para dor e edema
  • Não forçar a infusão nem lavar linha obstruída
  • Monitorar o paciente e comunicar falhas persistentes

Referências:

  1. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion Pump Risk Reduction Strategies for Clinicians. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/infusion-pumps/infusion-pump-risk-reduction-strategies-clinicians.
  2. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion Pumps. Silver Spring: FDA. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/general-hospital-devices-and-supplies/infusion-pumps.
  3. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Notificações: Notivisa. Disponível em: Anvisa: Notificações. 

Mudança de Decúbito: O Que Observar?

Mudança de decúbito

Durante a mudança de decúbito, a pele não é a única coisa que merece atenção. A tolerância do paciente ao movimento, a estabilidade clínica e a posição de sondas, cateteres e drenos também precisam ser avaliadas, porque uma mobilização mal conduzida pode provocar desconforto, deslocamento de dispositivos ou piora clínica. As recomendações de prevenção de lesões por pressão reforçam a necessidade de combinar reposicionamento, avaliação da pele e análise individual do risco.

Avalie antes e depois do movimento

Antes de iniciar, observe o nível de consciência, a dor, a respiração, a pressão arterial e a presença de limitações de mobilidade. Durante a manobra, verifique se há esforço respiratório, palidez, tontura, expressão de dor ou alteração dos sinais vitais. A pele também deve ser inspecionada, principalmente em sacro, calcanhares, quadris, cotovelos e outras áreas submetidas à pressão, procurando vermelhidão persistente, bolhas, feridas ou mudanças de temperatura e consistência.

Em um paciente acamado que demonstra desconforto ao ser virado para o lado, por exemplo, a equipe precisa observar se a dor está relacionada ao movimento, à posição de um dispositivo ou a uma condição clínica que exige avaliação. A mudança não deve ser concluída mecanicamente sem considerar a resposta apresentada pelo paciente. As diretrizes do NICE recomendam que o reposicionamento seja individualizado conforme o risco e a condição clínica.

Atenção aos dispositivos e ao alinhamento

Antes de movimentar um paciente com oxigenoterapia, acesso venoso, sonda vesical ou dreno, confira a fixação e a folga dos tubos, evitando tração, dobras e desconexões. Após o reposicionamento, confirme se os dispositivos continuam funcionais e se o corpo está bem alinhado, com alívio da pressão nas proeminências ósseas. Na UTI, quando um paciente está em ventilação mecânica, é especialmente importante acompanhar a saturação, a adaptação ao ventilador e a segurança do tubo durante toda a manobra.

Também pode acontecer de, após a mudança, uma área avermelhada ficar visível no sacro ou no calcanhar. Nesse caso, a região deve ser reavaliada e registrada conforme o protocolo institucional, sem massagear a pele avermelhada, pois isso pode agravar a lesão. A prevenção exige inspeção sistemática, alívio de pressão e comunicação das alterações identificadas.

Cuidados de enfermagem

Realize a mudança com técnica segura e número adequado de profissionais, utilizando recursos de mobilização quando indicados. Respeite a tolerância clínica, mantenha o alinhamento corporal, proteja os dispositivos e registre a posição adotada, a condição da pele e eventuais intercorrências. A frequência do reposicionamento deve ser definida de acordo com o risco, a condição do paciente e o protocolo assistencial, e não aplicada de forma rígida para todos.

Resumo para salvar

Mudança de Decúbito: O Que Observar?

  • Avaliar estabilidade clínica e dor antes da manobra
  • Inspecionar pele e proeminências ósseas
  • Proteger sondas, cateteres e drenos durante o movimento
  • Registrar a tolerância e as alterações observadas

 

Pocket Enfermagem Ilustrada

 

Referências:

  1. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Pressure ulcers: prevention and management. London: NICE, 2014. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/cg179.
  2. NATIONAL PRESSURE INJURY ADVISORY PANEL; EUROPEAN PRESSURE ULCER ADVISORY PANEL; PAN PACIFIC PRESSURE INJURY ALLIANCE. Repositioning and Mobilization. In: HAESLER, Emily (ed.). Prevention and Treatment of Pressure Ulcers/Injuries: Clinical Practice Guideline. The International Guideline: Fourth Edition. 2026. Disponível em: International Guideline: Repositioning and Mobilization. 

Como Avaliar o Paciente Antes do Banho?

avaliação antes do banho

O banho no leito pode se tornar um momento de instabilidade clínica quando a condição do paciente não é avaliada antes do início. A mobilização, a mudança de posição e a exposição ao ambiente podem aumentar o desconforto e exigir esforço respiratório ou cardiovascular. Por isso, antes de separar os materiais, verifique se o paciente tem condições de tolerar o banho naquele momento. A avaliação deve considerar o estado clínico atual, não apenas a rotina prevista.

O que precisa ser verificado?

Antes do banho no leito, devem ser avaliados o nível de consciência, a capacidade de colaborar, a dor, a mobilidade e a condição da pele. Também devem ser observados os sinais vitais e, nos pacientes críticos, a saturação, o ritmo cardíaco, o suporte ventilatório e os dispositivos em uso. Quando houver instabilidade clínica, o banho deve ser reavaliado e, se necessário, adiado até que seja seguro realizá-lo.

Em um paciente internado na UTI, por exemplo, uma queda recente da pressão arterial ou o aumento da necessidade de oxigênio deve ser considerado antes de iniciar a mobilização. Mesmo que o banho esteja previsto para aquele horário, a equipe precisa avaliar se o procedimento poderá ser realizado sem agravar o quadro. Durante o cuidado, os parâmetros clínicos devem continuar sendo monitorados.

Segundo uma revisão sistemática, houve estudos em que a saturação venosa mista de oxigênio declinou consideravelmente durante o banho, restabelecendo-se cerca de 30 minutos depois, o que reforça a importância de monitorar o paciente antes, durante e após o procedimento.

A pele também precisa ser examinada

A avaliação deve incluir vermelhidão persistente, lesões, hematomas, edema, umidade excessiva e áreas dolorosas, especialmente nas regiões de pressão, como sacro, calcanhares e quadris. Se forem identificadas alterações, elas devem ser registradas e os cuidados preventivos ajustados. A mobilidade reduzida e a incapacidade de mudar de posição aumentam o risco de lesão por pressão.

Durante a avaliação de um paciente dependente para higiene, uma área avermelhada no sacro pode ser percebida antes mesmo de o banho começar. Esse achado deve ser comunicado e acompanhado, evitando fricção intensa e adotando medidas de alívio da pressão conforme o plano de cuidados.

Cuidados de enfermagem

Explique o procedimento e preserve a privacidade do paciente. Antes de mobilizá-lo, confirme se há dor, restrições de movimento, cateteres, drenos ou outros dispositivos que precisem ser protegidos. Organize os materiais, solicite ajuda quando necessária e interrompa o banho se houver piora clínica, desconforto importante ou alteração dos parâmetros monitorados.

O banho deve ser planejado conforme as condições do paciente naquele momento, e não apenas pela rotina do setor.

Resumo para salvar

Como Avaliar o Paciente Antes do Banho

  • Avalie estabilidade clínica e sinais vitais
  • Verifique consciência, dor e mobilidade
  • Observe a pele e as áreas de pressão
  • Proteja dispositivos e interrompa se houver piora clínica

Referências:

  1. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Pressure ulcers: prevention and management. London: NICE, 2014. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/cg179/chapter/Recommendations.
  2. LIMA, D. V. M.; LACERDA, R. A. Repercussões oxi-hemodinâmicas do banho no paciente em estado crítico adulto hospitalizado: revisão sistemática. Acta Paulista de Enfermagem, v. 23, n. 2, p. 278-285, 2010. Disponível em: SciELO.

Rebaixamento do Nível de Consciência: O Que Avaliar?

Rebaixamento de nível de consciência

A primeira avaliação é decisiva

Quando o nível de consciência é reduzido, a prioridade deve ser identificar riscos imediatos e reconhecer mudanças em relação ao estado habitual do paciente. A avaliação inicial deve seguir o ABCDE, com atenção à permeabilidade das vias aéreas, respiração, circulação e resposta neurológica. A glicemia capilar também deve ser verificada precocemente, pois a hipoglicemia pode provocar alteração da consciência e precisa ser reconhecida rapidamente.

O que precisa ser observado?

A Escala de Coma de Glasgow permite avaliar abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Os componentes devem ser registrados separadamente, junto à pontuação total, para que mudanças sejam identificadas durante a assistência. Também devem ser avaliadas as pupilas, a simetria dos movimentos, a fala, a orientação e a capacidade de obedecer a comandos.

Durante um plantão, por exemplo, um paciente que antes respondia espontaneamente pode começar a responder apenas quando chamado repetidamente. Essa mudança deve ser comunicada e investigada, mesmo que a pressão arterial ainda esteja dentro dos valores habituais. A comparação com avaliações anteriores pode ajudar a identificar uma deterioração que passaria despercebida se apenas os sinais vitais fossem considerados.

Investigue possíveis causas

O rebaixamento pode estar associado a hipoxemia, hipoglicemia, alterações metabólicas, infecções, acidente vascular cerebral, traumatismo craniano ou efeitos de medicamentos sedativos e opioides. Por isso, devem ser observados o padrão respiratório, a saturação, a pressão arterial, a temperatura, os medicamentos administrados e o momento em que a alteração começou.

Se um paciente fica progressivamente sonolento após receber um opioide, por exemplo, a frequência respiratória e a ventilação precisam ser avaliadas imediatamente. A alteração não deve ser atribuída automaticamente à medicação, pois outras causas graves podem coexistir. Diante de deterioração súbita, convulsão, déficit neurológico focal ou dificuldade para manter a via aérea, deve ser acionada a equipe de resposta rápida ou emergência, conforme o protocolo local.

Cuidados de enfermagem

Mantenha a segurança do paciente, avalie e sustente vias aéreas e respiração conforme a necessidade, monitore os sinais vitais e a glicemia e registre a Glasgow com seus componentes. A evolução neurológica deve ser acompanhada em intervalos definidos pela condição clínica e pelo protocolo institucional. A piora precisa ser comunicada sem demora, com horário de início, achados observados e medidas realizadas.

No rebaixamento do nível de consciência, a tendência da avaliação é tão importante quanto o valor encontrado naquele momento.

Resumo para salvar

Rebaixamento do Nível de Consciência

  • Avalie ABCDE e glicemia capilar precocemente
  • Registre Glasgow por resposta ocular verbal e motora
  • Observe pupilas e alterações neurológicas
  • Comunique imediatamente qualquer deterioração clínica

Referências:

  1. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Head injury: assessment and early management. London: NICE, 2023. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng232/chapter/recommendations.

Medicamento Precipitou: O Que Fazer?

Seringa com medicamento turvo e cristais, ilustrando precipitação em solução intravenosa

Identifique o problema antes de administrar

A precipitação pode aparecer como cristais, partículas, turvação ou alteração inesperada do aspecto da solução. Isso pode acontecer por incompatibilidade entre medicamentos, escolha inadequada do diluente, concentração incorreta ou condições de preparo e conservação. Em medicamentos injetáveis, especialmente intravenosos, essas alterações exigem atenção imediata.

O ISMP relata casos em que produtos com precipitado visível chegaram a ser administrados a pacientes e classifica essa prática como insegura. A administração de medicamentos incompatíveis é considerada um erro de medicação evitável, com potencial de causar dano ao paciente.

Em um estudo em UTI adulta de hospital universitário brasileiro, 68 de 100 prescrições analisadas apresentavam ao menos uma incompatibilidade entre medicamentos intravenosos, o que reforça a importância de conferir a compatibilidade antes de preparar e administrar.

O que fazer na hora?

Se o precipitado for identificado antes da administração, não administre a solução. Se a infusão já estiver em andamento, interrompa-a e avalie o paciente conforme o protocolo institucional. Não tente dissolver os cristais agitando a solução, aquecendo-a ou acrescentando diluente por conta própria. Separe o preparo, identifique o ocorrido e comunique o enfermeiro responsável e a farmácia clínica para investigação.

Imagine uma situação comum no preparo de medicamentos intravenosos: após a reconstituição, a solução inicialmente límpida fica turva ao ser transferida para a bolsa de infusão. A conduta segura é suspender o preparo e verificar o medicamento, o diluente, a concentração e a compatibilidade, em vez de presumir que a alteração seja normal. A orientação do ISMP é não administrar soluções nas quais se observe precipitação.

Se o medicamento já começou a correr, não basta trocar a bolsa sem avaliar o que aconteceu. É necessário verificar quanto foi administrado, observar o paciente e comunicar a equipe responsável. Em uma situação ilustrativa de plantão, a presença de partículas no equipo durante uma infusão deve levar à interrupção e à avaliação do sistema, pois o problema pode estar na solução ou em uma incompatibilidade ocorrida durante a administração. O descarte e a substituição do material devem seguir o protocolo institucional.

Cuidados de enfermagem

Antes de preparar medicamentos injetáveis, confira a diluição recomendada pelo fabricante e consulte uma fonte confiável de compatibilidade. Observe o aspecto da solução antes e durante a administração, respeite o tempo de estabilidade após o preparo e não misture medicamentos na mesma seringa ou bolsa sem confirmação de compatibilidade. Se houver suspeita de reação ou complicação, monitore o paciente, registre a ocorrência e siga o fluxo institucional de notificação.

Resumo para salvar

Medicamento Precipitou: O Que Fazer

  • Não administre solução com precipitado inesperado
  • Interrompa a infusão se a alteração surgir durante a administração
  • Confira diluente, concentração e compatibilidade
  • Comunique a equipe, avalie o paciente e registre a ocorrência

A regra é simples: diante de precipitação inesperada, não improvise. Interromper o processo e investigar a causa é uma medida de segurança do paciente.

Referências:

  1. INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES (ISMP). Two unsafe practices: Administration of a product with a precipitate and reuse of a saline flush syringe. ISMP Nurse Advise-ERR, Horsham, v. 15, n. 5, maio 2017. Disponível em: ISMP: Nurse Advise-ERR, maio 2017.
  2. MARSILIO, Naiane Roveda; SILVA, Daiandy da; BUENO, Denise. Incompatibilidades medicamentosas em centro de tratamento intensivo adulto de um hospital universitário. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 28, n. 2, p. 147-153, abr./jun. 2016. DOI: 10.5935/0103-507X.20160029. Disponível em: SciELO: Incompatibilidades medicamentosas em UTI adulto.

Paciente Retirou o Acesso Sozinho: E Agora?

Sacou AVP

Um acesso retirado pelo próprio paciente pode parecer uma ocorrência pequena no meio do plantão, até você perceber que junto com o cateter pode ter sido interrompida uma infusão, uma medicação importante ou até uma terapia contínua. A resposta precisa começar pela avaliação, não pela reposição imediata do acesso.

Primeiro, olhe para o paciente

Ao perceber que o paciente retirou o acesso venoso, avalie o local da punção, presença de sangramento, hematoma, edema, dor ou outras alterações. Faça compressão conforme necessário e observe também a condição clínica do paciente, principalmente se havia uma infusão em andamento.

A avaliação do sítio de inserção faz parte da segurança da terapia intravenosa, incluindo a observação de sinais como dor, eritema, edema e secreção. Em pacientes críticos, a inspeção precisa ser ainda mais frequente.

Em uma situação comum de plantão, o paciente retira o acesso enquanto está recebendo uma solução intravenosa e o equipo fica sobre o leito. Antes de simplesmente instalar outro cateter, é importante verificar se houve sangramento significativo, se a infusão foi interrompida e qual medicamento ou solução estava sendo administrado naquele momento.

O que estava correndo naquele acesso?

Essa é uma das perguntas mais importantes. Uma coisa é o paciente retirar um acesso que estava sem uso; outra é interromper uma infusão contínua, um antibiótico, uma droga vasoativa ou outro medicamento cuja interrupção possa trazer repercussões clínicas.

Se havia medicação em infusão, confira o horário, a solução, a dose ou velocidade programada e quanto tempo a administração ficou interrompida. A partir daí, comunique o enfermeiro e a equipe responsável para definir a necessidade de novo acesso e eventual ajuste da terapia. A Anvisa orienta que intercorrências relacionadas à terapia intravenosa sejam comunicadas e registradas adequadamente.

Em um paciente confuso ou agitado, por exemplo, pode acontecer de o acesso ser retirado durante uma tentativa de levantar do leito. Ao chegar ao quarto, a equipe encontra sangue no lençol e a bomba de infusão em alarme. Nesse momento, além de controlar o sangramento, é preciso avaliar o motivo da retirada e verificar se existe risco de nova tentativa de retirada de dispositivos.

A ocorrência também pede investigação

Se o paciente retirou o acesso por confusão, agitação, dor, desconforto ou dificuldade para compreender a finalidade do dispositivo, vale investigar o que favoreceu o evento. Um acesso bem fixado pode continuar sendo retirado se o paciente estiver desorientado ou tentando sair do leito.

A prevenção passa por identificar pacientes com maior risco de manipular dispositivos, manter comunicação adequada, posicionar linhas de maneira segura e seguir as medidas institucionais para prevenção de quedas e eventos relacionados a dispositivos. A literatura destaca que avaliação contínua e capacitação da equipe são importantes para reduzir complicações relacionadas aos cateteres.

Cuidados de enfermagem

Após a retirada acidental ou voluntária do acesso, a enfermagem deve:

  • Avaliar o local e controlar eventual sangramento.
  • Verificar se há dor, edema, hematoma ou outras alterações.
  • Identificar o que estava sendo infundido.
  • Avaliar a repercussão da interrupção da terapia.
  • Comunicar o enfermeiro e a equipe responsável conforme a situação.
  • Avaliar a necessidade de um novo acesso.
  • Investigar fatores que favoreceram a retirada.
  • Registrar a ocorrência e as condutas realizadas.

Também é importante evitar simplesmente escrever “paciente retirou acesso” e encerrar o registro. A anotação deve permitir entender o que aconteceu, quais condições foram encontradas e quais medidas foram tomadas. A documentação adequada contribui para a continuidade da assistência e para o rastreamento de eventos relacionados à terapia intravenosa.

Resumo para salvar

Paciente Retirou o Acesso Sozinho

  • Avalie o local e controle o sangramento
  • Confira qual terapia foi interrompida
  • Investigue por que o paciente retirou o acesso
  • Registre a ocorrência e as condutas realizadas

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC nº 45, de 12 de março de 2003: regulamento técnico de boas práticas de utilização das soluções parenterais. Brasília, DF: Anvisa, 2003. Disponível em: Anvisa.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Cateteres periféricos: novas recomendações da Anvisa garantem segurança na assistência. Brasília, DF: Cofen. Disponível em: Biblioteca Virtual de Enfermagem – Cofen.
  3. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Summary of Recommendations: Intravascular Catheter-Related Infection. Atlanta: CDC. Disponível em: CDC.
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Conhecimentos da enfermagem sobre Peripherally Inserted Central Catheters: complicações, medidas preventivas e indicações de retirada. Brasília, DF: Cofen, 2023. Disponível em: Biblioteca Virtual de Enfermagem – Cofen. 

Rebaixamento do Nível de Consciência: O Que Avaliar?

rebaixamento de nvel de consciencia

Um paciente que ficou sonolento de repente pode estar apresentando uma alteração neurológica importante, mas também pode estar diante de uma causa simples e reversível. Por isso, o primeiro erro é olhar apenas para a pontuação da Escala de Coma de Glasgow e esquecer de avaliar o paciente como um todo.

Comece pelo que pode matar primeiro

Diante de um rebaixamento agudo do nível de consciência, a avaliação inicial deve priorizar via aérea, respiração e circulação. Observe se o paciente mantém a via aérea protegida, apresenta padrão respiratório adequado, alteração de saturação, instabilidade hemodinâmica ou sinais de má perfusão. A glicemia capilar também merece atenção imediata, porque a hipoglicemia pode provocar alteração importante da consciência e é uma causa potencialmente reversível.

Em uma situação típica de plantão, um paciente que estava conversando normalmente passa a responder apenas quando chamado com insistência. Antes de concluir que houve uma piora neurológica, a equipe verifica sinais vitais e glicemia e encontra uma alteração importante da glicose. Esse tipo de checagem rápida pode mudar completamente a conduta inicial.

Glasgow ajuda, mas não conta toda a história

A Escala de Coma de Glasgow avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, permitindo acompanhar alterações do nível de consciência de maneira padronizada. O mais importante é registrar a resposta de cada componente, e não apenas escrever “Glasgow 10”, porque a composição da pontuação ajuda a identificar mudanças ao longo do tempo.

Além da Glasgow, observe pupilas, simetria e reatividade, força e movimentação dos membros, presença de convulsões, fala, comportamento e resposta a estímulos. Uma mudança súbita, principalmente quando acompanhada de déficit focal, alteração pupilar ou convulsão, exige avaliação imediata.

Procure a causa enquanto monitora

Medicamentos sedativos, opioides, alterações metabólicas, hipoxemia, hipercapnia, infecções, distúrbios eletrolíticos, intoxicações e eventos neurológicos estão entre as possibilidades que precisam ser consideradas. O contexto ajuda muito: um paciente que recebeu opioide recentemente será investigado de forma diferente daquele que apresentou alteração neurológica súbita sem explicação aparente.

Uma cena que acontece com frequência em ambiente hospitalar é o paciente ficar excessivamente sonolento após receber uma medicação e apresentar respiração mais lenta. Nesse momento, registrar apenas “paciente sonolento” não descreve adequadamente a situação. Frequência respiratória, saturação, nível de consciência, horário e medicamento administrado ajudam a equipe a reconhecer uma possível relação medicamentosa e agir rapidamente.

Mudança do padrão é um sinal importante

Nem sempre o que chama atenção é uma pontuação muito baixa. Uma redução progressiva da resposta, uma nova confusão, dificuldade para despertar ou mudança em relação ao estado neurológico habitual já merece investigação. Comparar o paciente com sua avaliação anterior é essencial, principalmente em UTI e em pacientes que já apresentam algum grau de alteração neurológica.

Se houver deterioração, mantenha monitorização, reavalie ABC, glicemia e parâmetros neurológicos, comunique imediatamente a equipe responsável e prepare o paciente para as medidas diagnósticas ou terapêuticas indicadas.

Cuidados de enfermagem

Na prática, diante de um rebaixamento do nível de consciência, a enfermagem deve avaliar:

  • nível de consciência e Glasgow, registrando seus componentes;
  • pupilas, resposta motora e alterações neurológicas novas;
  • via aérea, padrão respiratório e saturação;
  • pressão arterial, frequência cardíaca e perfusão;
  • glicemia capilar;
  • medicamentos administrados recentemente;
  • evolução em comparação com avaliações anteriores.

Mantenha a segurança do paciente, reduza o risco de queda e aspiração, mantenha monitorização adequada e comunique rapidamente qualquer deterioração. O registro deve ser objetivo e permitir comparar a evolução neurológica ao longo do tempo.

Resumo para salvar

Rebaixamento do Nível de Consciência

  • Avalie primeiro via aérea respiração e circulação
  • Verifique glicemia e sinais vitais
  • Avalie Glasgow pupilas e resposta motora
  • Compare com o estado neurológico anterior

Referências:

  1. MERCK MANUALS. Abordagem ao paciente com alteração da consciência. Disponível em: Manuais MSD.
  2. TEASDALE, Graham; MAAS, Andrew; LECKY, Fiona; MANLEY, Geoffrey; STOCCHETTI, Nino; MURRAY, Gordon. The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. The Lancet Neurology, v. 13, n. 8, p. 844-854, ago. 2014. DOI: 10.1016/S1474-4422(14)70120-6. Disponível em: PubMed: Glasgow Coma Scale at 40 years.
  3. PATTI, Laryssa; GUPTA, Mohit. Change in Mental Status. In: StatPearls (Internet). Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2023. Disponível em: NCBI Bookshelf: Change in Mental Status.
  4. AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS. Committee on Trauma. Advanced Trauma Life Support (ATLS): Student Course Manual. 10. ed. Chicago: American College of Surgeons, 2018. ISBN 978-0-9968262-3-5. Disponível em: American College of Surgeons: ATLS.

Paciente Recusou o Medicamento. E Agora?

paciente recusa

O medicamento está preparado, o horário chegou e o paciente simplesmente diz: “não vou tomar”. O problema não termina na recusa. É justamente nesse momento que começa uma etapa importante da assistência: entender o motivo, orientar e documentar o que aconteceu.

Recusar também precisa ser cuidado

A recusa do paciente deve ser respeitada quando ele possui capacidade para decidir, mas isso não significa apenas retirar o medicamento e seguir para o próximo leito. É necessário conversar, verificar se existe algum motivo específico, explicar de maneira compreensível a finalidade do medicamento e possíveis consequências da não administração, sem pressionar ou ameaçar o paciente.

O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem determina que o paciente seja orientado sobre benefícios, riscos e consequências da assistência, respeitando seu direito de recusa.

Uma situação prática bastante comum acontece quando o paciente recusa um antibiótico porque acredita que “esse remédio está fazendo mal ao estômago”. Em vez de simplesmente registrar “recusou”, a equipe conversa, identifica a queixa e comunica o enfermeiro para que a situação seja avaliada. Às vezes, o motivo da recusa revela um efeito adverso, uma dúvida ou até uma dificuldade que poderia ter passado despercebida.

O que deve ser registrado

A anotação precisa deixar claro que o medicamento não foi administrado porque houve recusa. Sempre que possível, registre o medicamento envolvido, horário, motivo relatado pelo paciente, orientações realizadas, resposta apresentada e profissionais comunicados, conforme rotina institucional.

Um registro como “paciente recusou medicação” pode ser insuficiente para demonstrar como a situação foi conduzida. O Cofen estabelece que as informações relacionadas ao cuidado sejam registradas de forma clara, objetiva, cronológica, completa e legível, contribuindo para a continuidade e segurança da assistência.

E se o paciente continuar recusando?

Se, depois dos esclarecimentos, o paciente mantiver a decisão, a recusa deve ser comunicada ao enfermeiro e aos demais profissionais responsáveis conforme a relevância clínica do medicamento e o protocolo do serviço. Uma dose perdida pode ter consequências diferentes dependendo do fármaco, da indicação e das condições do paciente.

Imagine, por exemplo, um paciente que recusa repetidamente uma medicação essencial e começa a apresentar alteração clínica. Nesse cenário, não basta continuar registrando as recusas: é necessário comunicar a equipe responsável e acompanhar a repercussão clínica. A recusa faz parte da história daquele cuidado e pode interferir diretamente na tomada de decisão.

Cuidados de enfermagem

Diante da recusa, a enfermagem deve:

  • Confirmar qual medicamento foi recusado.
  • Perguntar o motivo e esclarecer dúvidas.
  • Orientar sobre finalidade, benefícios e possíveis consequências da não administração.
  • Respeitar a decisão do paciente, quando aplicável.
  • Comunicar o enfermeiro e a equipe responsável conforme a situação.
  • Registrar a recusa e as condutas realizadas no prontuário.
  • Observar possíveis repercussões clínicas.

O mais importante é não administrar o medicamento contra a vontade do paciente simplesmente para conseguir cumprir a prescrição. A administração segura envolve também comunicação, autonomia, avaliação clínica e documentação adequada.

Resumo para salvar

Paciente Recusou o Medicamento

  • Respeite a decisão do paciente
  • Investigue e esclareça o motivo da recusa
  • Comunique a equipe conforme a situação
  • Registre a recusa e as condutas realizadas

Referências:

  1. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 564, de 6 de novembro de 2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: Cofen.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024: dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: Cofen.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 801, de 14 de janeiro de 2026. Brasília, DF: Cofen, 2026. Disponível em: Cofen.