Ceftriaxona com Cálcio: NÃO!

Nas Unidades de Terapia Intensiva, é comum encontrar pacientes recebendo drogas sejam vasoativas, sedativas intravenosas, reposições volêmicas como infusão primária, mas também haverá muitas vezes a infusão secundária de antibioticoterapia nestas vias de acesso.

Normalmente não é um problema com quando há algumas destas drogas sendo infundidas em mesma via de acesso, respeitando as interações medicamentosas entre elas.

Portanto, há certas ocasiões que o plantonista solicita a infundir Ringer Lactato, reposição de cálcio em certos casos, como reposição volêmica, e neste caso, é necessário se atentar muito quando o paciente está sob uso do antibiótico Ceftriaxona Sódica, o Rocefin!

Soluções que contenham cálcio (como gluconato de cálcio, Ringer Lactato, por exemplo), podem reagir simultaneamente com o antibiótico, formando partículas cristalinas que não são solúveis no sangue, podendo ocasionar riscos maiores como danos nos rins, pulmões e vesícula biliar!

Em pacientes neonatos o risco pode até ser de morte! Onde o risco de precipitação na rede venosa é maior e o risco de mortalidade é quase certa.

A ceftriaxona sódica, com seu nome comercial Rocefin, é um antibiótico semi-sintético, de largo espectro, para administração intravenosa.

É indicado para o tratamento de infecções respiratórias, urinárias, septicemia bacteriana, infecções dermatológicas e ósseas, doença inflamatória pélvica, gonorreia descomplicada, infecções intra-abdominais, otite média e alguns tipos de meningite. Também é usado na profilaxia antes de certas cirurgias.

Atente-se sempre ao uso concomitante deste antibiótico com outras soluções que possam conter cálcio!

Referência:

1. Roche. Rocefin (ceftriaxona sódica).
2. Lars Birgerson. Important prescribing information

Extensor Polifix Multivias

Hoje em dia são disponibilizados diversos dispositivos essenciais no auxílio à terapia medicamentosa por via intravenosa.

E uma delas, é o extensor intermediário de duas ou quatro vias para administração de medicações parenterais compatíveis, que podem substituir em algumas situações, as tradicionais dânulas (three-way).

Chamadas de Extensores Polifix, Multivias Ou Extensores Valvulados, elas podem aumentar e prolongar as vias de infusão a partir de um único acesso venoso, permitindo infusões simultâneas de medicações compatíveis a partir de um único acesso venoso, Facilitando a mobilidade do paciente.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • O Extensor é de uso único e descartado, deve-se respeitar o tempo de uso através de protocolos de troca de dispositivos preconizados nos hospitais;
  • O Extensor deve ser trocado antes do prazo caso haja sujidades como grumos de sangue, medicamentoso, que possam obstruir toda a extensão do cateter;
  • Ao vencimento do prazo do Extensor, deve-se trocar o cateter intravenoso periférico flexível, para evitar a disseminação de infecção na corrente sanguínea;
  • Deve-se guardar as tampas em um local limpo e livre de contaminação para posterior uso;
  • Não deixar as vias de acesso dos extensores que não estão sendo infundidas no momento SEM AS TAMPAS!;
  • Em Extensores valvulados, devem ser feitas antissepsias com álcool 70% friccionando-as 3 vezes em movimentos rotativos, também serve no caso dos extensores com saída luer distal fêmea;
  • Caso haja perda das tampas, providenciar tampas valvuladas, caso não há disponibilidade, deve descartar a o extensor realizando uma nova troca;
  • Atentar ao rosqueamento do extensor com a via de acesso dos equipos, para evitar a desconexão acidental de todo o sistema;
  • Ao término de uma infusão, deve-se salinizar toda a extensão e clampear o extensor para que evite extravasamento de fluídos.

Veja também:

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

O que é “Salinizar” um Cateter?

Torneira de 3 Vias: “Dânula” ou “Three-way”

Torneira de 3 Vias: “Dânula” ou “Three-way”

Popularmente chamado de “Torneirinha” ou “Torneira” de 3 vias, além da “Dânula” e também “Three-way”, é um dispositivo muito utilizado pela enfermagem para diversos tipos de propósitos.

Entre eles, muito utilizada para conexão de acesso intravenoso para monitoração invasiva de pressão e administração de líquido, fármacos e retirada de amostras, sendo desenvolvidas para a aplicação de medicamentos em terapias intra-venosas contínuas e intermitentes.

Nada mais que um duplicador de acesso venoso. Com este dispositivo, pode conectar e controlar o direcionamento do fluxo de soluções de 03 linhas distintas em suas extremidades fêmea e macho.

Eu posso reutilizá-los?

Não! Este dispositivo além de ser de uso único, sendo descartável após um período pré-determinado pelo fabricante ou por meio de protocolos operacionais padrões (POPs), ele é confeccionado de forma estéril, não podendo de forma alguma a sua re-utilização.

Como funciona seu Sistema?

Seu sistema é constituído por um volante giratório em forma de “T” com setas indicativas, onde as 3 setas indicam que a via é aberta para a infusão. Contudo quando a via está fechada, é direcionado onde não há uma seta indicativa, sendo então fechado a via desejada.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • A Torneira é de uso único e descartado, deve-se respeitar o tempo de uso através de protocolos de troca de dispositivos preconizados nos hospitais;
  • A Torneira deve ser trocada antes do prazo caso haja sujidades como grumos de sangue, medicamentoso, que possam obstruir toda a extensão do cateter;
  • Ao vencimento do prazo da Torneira, deve-se trocar TODAS as torneiras em conexão ao cateter, para evitar a disseminação de infecção na corrente sanguínea;
  • Deve-se guardar as tampas em um local limpo e livre de contaminação para posterior uso;
  • Não deixar as vias de acesso das torneiras que não estão sendo infundidas no momento SEM AS TAMPAS!;
  • Caso haja perda das tampas, providenciar tampas valvuladas, caso não há disponibilidade, deve descartar a torneira.
  • Atentar ao rosqueamento da torneira com a via de acesso e entre outras torneiras, para evitar a desconexão acidental de todo o sistema.

Prescrição Médica: O que é “Bolar” ou “Checar” ?

Você sabia?

Que o ato de “checar” um medicamento que foi utilizado em um horário aprazado, nas prescrições de enfermagem e médica, significa que a ação foi realizada, e o “bolar” ou “circular” significa que a ação prescrita não foi realizada?

É importante sempre realizar estas ações, independente da medicação que foi prescrita, seja ela com a frequência estabelecida pelo médico ou a critério médico!  E também é importante saber que em cima do sinal “checado” é indispensável a colocação do nome completo do profissional que realizou a ação, legível.

Lembrando que o ato de checar não dispensa a necessidade de anotar também! Sempre anote administrado item “tal número” conforme prescrição médica, por exemplo.

E se, após “bolar” um horário, é imprescindível anotar a justificativa de não realização do cuidado, para que seja documentado uma possível recusa do paciente, uma alteração e suspensão do medicamento pelo médico.

A cobrança das medicações é realizada através da prescrição do médico e checagem de horários pela enfermagem. A maioria dos convênios paga exatamente o que está prescrito pelo médico, ou seja, miligramas e principio ativo. Nas medicações parenterais além do medicamento são cobrados todos os componentes necessários para administração (seringa, agulhas, diluentes).

A prescrição médica realizada dentro das instituições hospitalares quando o paciente está internado, possui uma validade de 24 horas. O horário de início e término da prescrição é acordado entre o hospital e os médicos. A prescrição pode ser manual (feita a punho) ou eletrônica (sistema informatizado do prontuário).

Veja também:

O Aprazamento da Prescrição Médica

Medicamentos LASA: “Look Alike, Sound Alike”

Nomes de medicamentos com grafia ou som semelhantes podem gerar confusões e são causas comuns de erros nas diversas etapas do processo de utilização de medicamentos. Problemas podem surgir no armazenamento, na prescrição, na dispensação, na administração ou em outras etapas da cadeia de consumo.

Vários fatores aumentam esse risco de confusão e troca entre os nomes de medicamentos, destacando-se a semelhança na aparência da embalagem ou do rótulo, a baixa legibilidade de prescrições, a coincidência de formas farmacêuticas, doses e intervalos de administração e o desconhecimento de nomes de novos medicamentos lançados no mercado.

Uma medida simples, sem custos adicionais, poderia evitar a troca de mais da metade dos medicamentos cujos nomes são semelhantes, é aplicado o termo “look-alike-sound-alike, conhecidos pela abreviação LASA”.

A estratégia não é nenhuma novidade na verdade, é uma recomendação de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e a FDA, a agência do governo americano que regula medicamentos e alimentos. Mas é pouco colocada em prática.

No Brasil, para dificultar trocas e confusões, o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos sugere o emprego de letra maiúscula e negrito para destacar partes diferentes de nomes semelhantes.

Esta é uma técnica avaliada em vários contextos, de fácil adoção e baixo custo. Seu uso, entretanto, deve ser restrito a um número limitado de nomes de medicamentos a fim de garantir a sua efetividade.

Exemplo de aplicação do método

Nomes semelhantes clonidina X clozapina
Etapa 1 cloNIDINA X cloZAPINA
Etapa 2 cloNIDina X cloZAPina

Para a elaboração de uma lista de nomes de medicamentos com grafia ou som semelhantes, o ISMP Brasil consolidou listas institucionais utilizadas por hospitais brasileiros e as recomendações
publicadas pelo ISMP EUA, em parceria com a FDA e ISMP Espanha.

Você pode acessar a lista completa acessando este link.

Os Tipos de Banho em Pacientes Hospitalares

Nem sempre a higienização pode ser feita num chuveiro da forma tida como convencional.

Pessoas que tem algum tipo de limitação física, permanente ou momentânea, ou estão com algum problema de pele podem necessitar de diferentes tipos de banho.

Você conhece os quatro tipos de banhos mais comuns para os cuidados com os pacientes?

São os Tipos de Banho:

Banho de Aspersão

É o famoso banho de chuveiro, quando uma pessoa está com algum problema de saúde, mas não tem dificuldades para tomar banho de chuveiro a aspersão é a melhor técnica! Podendo ser com auxílio de um profissional ou sem, dependendo das condições que o paciente atualmente está.

Banho de Imersão

Trata-se do banho em banheira, pode ser mais confortável para pacientes que tem dificuldades em ficar em pé para o banho de aspersão. Feito principalmente nos primeiros banhos dos recém nascidos.

Banho de Ablução

Consiste num tipo de banho em que são jogadas porções pequenas de água sobre o corpo. Também chamado de banho parcial podendo ser no leito.

Banho no Leito

Procedimento realizado em pacientes que se encontram acamados e que necessitam de repouso absoluto. Feito principalmente em casos de pacientes graves, sedados, inconscientes, com alguma mobilidade física, idade avançada, cirurgia recente que necessita repouso absoluto no leito.

Dica Importante

Não esqueça de documentar em TEMPO REAL e se há lesões aparentes, alergias, se foi realizado uma massagem de conforto e também a troca de um curativo!

E o mais importante, que tipo de cobertura que você aplicou!

Quais orientações devem ser dadas aos pacientes Anticoagulados?

A principal complicação da anticoagulação é o sangramento, mas esse risco não deve ser avaliado isoladamente na decisão do tratamento, sendo importante considerar o potencial benefício da terapia anticoagulante na TEP.

E utilizá-lo requer uma série de cuidados. Entre o que uma pessoa que toma anticoagulante não pode fazer está ingerir alimentos que contenham vitamina K, pois o nutriente interfere no funcionamento de certos medicamentos.

O que deve ser orientado ao paciente?

Para começar, a anticoagulação do sangue deve ser constante e adequadamente monitorada devido aos efeitos do medicamento. Às vezes, é preciso fazer ajustes na dosagem, caso o cirurgião vascular considere necessário e de acordo com o que informar o exame realizado para determinar a tendência de coagulação do sangue.

Em pessoas que não realizam o controle correto, as principais reações ao uso de anticoagulante possíveis de ocorrer são as hemorragias e necroses na pele. Portanto, o que uma pessoa que toma anticoagulante não pode fazer, sob hipótese alguma, é deixar de lado o acompanhamento médico. Também é importante que:

  • Orientar ao paciente a evitar se machucar (exposição a atividades de risco);
  • Utilização de aparelhos como barbear e corte de cabelo elétrico, evitando navalhas;
  • Orientar a escovar os dentes com cuidado;
  • Não usar AAS sob nenhuma hipótese;
  • Limitar-se a número de picadas em um paciente como puncionar um acesso venoso periférico ou central;
  • Orientar ao paciente caso está sob cuidados de um odontologista, avisar ao mesmo que faz uso de anticoagulante;
  • Orientar ao paciente tomar as doses sempre no mesmo horário;
  • Orientar ao paciente jamais interromper o tratamento sem antes consultar o cirurgião vascular;
  • Orientar ao paciente sobre portar cartão de identificação de paciente anticoagulado;
  • Orientar ao paciente sobre evitar álcool, mudanças na dieta ou iniciar dietas de emagrecimento

O que deve observar, em possíveis complicações em um paciente anticoagulado?

Possíveis sinais podem aparecer, como:

  • Hematúria;
  • Sangramento gengival;
  • Enterorragias;
  • Edema em extremidades;

O que é “Salinizar” um Cateter?

O que é a Salinização?

É a prática de irrigação sob pressão positiva em períodos regulares dos dispositivos vasculares com solução salina.

Tem como objetivos manter a permeabilidade, garantir a infusão de todo o medicamento que possa ter ficado no sistema, evitar o retorno sanguíneo e prevenir complicações decorrentes da incompatibilidade de medicamentos e soluções.

As suas Indicações

  • Antes e após a cada administração de medicamentos;
  • Após a administração de sangue e derivados;
  • Quando converter de infusão continua para intermitente;
  • A cada 12 horas quando o dispositivo não for usado;

Você deve orientar ao paciente sobre o procedimento, solicitando sua cooperação!

Como fazer uma salinização?

  • Realizar a higienização das mãos;
  • Separar o material necessário: seringa (10 ml), agulha para aspiração (40×12), frasconetes de solução fisiológica a 0,9% de 10 ml, gaze umedecida com clorexidina alcoólica;
  • Aspirar a solução fisiológica a 0,9% na seringa de 10 ml;
  • Fazer a desinfecção da(s) via(s) com gaze umedecida com clorexidina alcoólica;
  • Aspirar o dispositivo para confirmar o fluxo do cateter;
  • Administrar um volume mínimo de ao menos 2 (duas) vezes o volume da capacidade do cateter (priming);
  • Cada lúmen deverá ser lavado independente do uso;
  • Fazer a desinfecção da via após o procedimento com gaze umedecida com clorexidina alcoólica;
  • Fechar as vias com oclusores (tampinhas) estéreis;
  • Desprezar o material utilizado em local apropriado.

Que riscos podem ocasionar?

  • Rompimento (fratura) do cateter;
  • Infiltração no tecido subjacente.

Alguns Cuidados Especiais:

  • Atentar para o volume final em 24h da solução de salinização para pacientes em restrição hídrica;
  • Para prevenção de danos no dispositivo o tamanho da seringa usada deverá estar de acordo com as recomendações, pois seringas com menos de 10 ml podem facilmente gerar pressões capazes de romper o cateter;
  • Aspirar o sangue com pressão no cateter, confirmar retorno de sangue para segurança da permeabilidade do dispositivo, antes de administrar medicamentos e soluções;
  • Se encontrar resistência no dispositivo ou ausência de refluxo de sangue quando aspirado, o “flushing” não deverá ser realizado!

Deve registrar:

  • Realizar o registro com informações referentes ao procedimento, volume de solução utilizada, avaliação de fluxo e refluxo sanguíneo, avaliação das condições gerais do paciente e relato do curativo.

Obstruiu a Sonda Enteral! Qual é o próximo passo?

Embora a obstrução da SNE seja uma prática comum no ambiente hospitalar, destaca-se que a melhor prática é evitar a obstrução!

Lembrando que os cuidados de enfermagem com a SNE para que evite este tipo de evento incluem a lavagem com flush de água antes da administração de medicamentos, devendo ser administrado um medicamento por vez, entre cada medicamento para evitar interação medicamentosa, e após a administração.

É importante que o flush de água seja realizado com no mínimo 30ml a cada 4 horas para garantir a limpeza do sistema.

O que posso fazer, caso isso aconteça?

Em caso de desobstrução da SNE não há consenso na literatura em relação a melhor opção de tratamento, encontra-se a possibilidade de utilização de água morna a 37ºC ou em temperatura ambiente, uso de bicarbonato e enzimas pancreáticas.

A utilização de seringas menores (1, 3, 5ml) facilitam muito mais a desobstrução, porque quanto menor a seringa, maior a pressão, sendo assim, um método que com a utilização da água morna em alta pressão possa ajudar na efetividade da desobstrução da mesma.

Um outro método alternativo, sendo mais como “paliativo”, é o método de “pressão positiva/negativa” utilizando a água morna ou ar, realizando movimentos com a seringa de “puxa e empurra”, sendo um método secundário que possa ajudar, pois com este tipo de movimento, o que estiver no caminho da sonda pode sofrer um “descolamento” das paredes da sonda, e assim, podendo desobstruir a mesma.

Nenhum destes métodos funcionou, e agora?

Se caso nenhum destas alternativas resolva o problema, deve notificar o enfermeiro responsável do seu setor, onde o mesmo avaliará as condições atuais da sonda, mesmo que o enfermeiro possa também tentar estes métodos e nenhuma delas funcionarem, deve-se sacar a sonda, e passar uma nova, sendo assim, entrando aos indicadores hospitalares como uma negativa, pelas perdas de sondas totais de uma instituição.

Não use o fio guia para a desobstrução!

O uso do fio guia esta prática não é recomendada, porque poderá causar perfuração e/ou lesar a mucosa digestiva!

“Ah, mas em âmbito domiciliar, já ouvi falar que a “Coca-Cola” serve para este tipo de situação!”

Não faça o uso de Coca-Cola, pela falta de evidência científica para tal!

Os Protocolos (POPs)

É fundamental que a instituição possua um protocolo de cuidados aos pacientes submetidos a terapia enteral elaborado em parceria com a EMTN, realize treinamentos contínuos com a equipe de enfermagem, e que os profissionais realizem sua prática baseada em evidências.

Lavagem da sonda SEMPRE! Antes, durante e depois de administrar os medicamentos!

É importante ressaltar os cuidados contínuos com a manutenção destas sondas, e com as diluições dos medicamentos por via da mesma, de no mínimo 10 ml de água filtrada para cada comprimido diluído, para que evite acoplar os resíduos dos comprimidos na parede da sonda.

Também vale ressaltar que há dietas enterais que são mais fibrosas, e facilita ainda mais a obstrução da mesma.

É importante sempre os intervalos para a água, pois além da hidratação ao paciente, ajuda a manter a sonda viável.

Não esqueça que há medicamentos que não podem ser macerados, por estes motivos e outros, como a efetividade da mesma que pode perder pelo suco gástrico.

Referência:

ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 091/2017

 

 

Sonda Nasogástrica e Sonda Nasoenteral: As diferenças na Nutrição Enteral

nasogástrica

Nem todo mundo consegue ingerir os alimentos pela boca. Nesse caso, uma opção é a nutrição enteral, que funciona com uma sonda implantada no estômago, no jejuno ou no duodeno. Em forma líquida ou em pó, a alimentação é feita nesse sistema para equilibrar nutrientes, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais da dieta.

Esse recurso é muito utilizado por pessoas que precisaram ser hospitalizadas e, após algum procedimento cirúrgico ou tratamento, não podem mais realizar a alimentação na forma convencional.

Para que não haja desequilíbrio orgânico, perda de peso ou infecções, a nutrição correta é fundamental. Por isso, a nutrição enteral é muito importante para manter o equilíbrio e garantir qualidade de vida aos pacientes.

É preciso saber diferenciar o uso dos dois tipos, para casos de drenagem de conteúdo gástrico, infusão de dietas enterais, e até aonde é realizada a sua locação.

Mudança da Resolução no Cofen

Antes, que o procedimento da passagem da sonda nasogástrica realizada por técnicos e auxiliares poderiam ser realizadas, tendo agora diante a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, A lavagem gástrica é um procedimento que visa preparar o aparelho digestivo para exames ou cirurgias, estancar hemorragias gástricas ou esofágicas usando líquidos gelados e remover do estômago conteúdo gástrico excessivo ou nocivo. Para a realização deste procedimento faz-se necessário inicialmente a passagem de uma sonda oro ou nasogástrica de grosso calibre.

Apesar do procedimento de sondagem aparentar ser relativamente simples, esta técnica demanda conhecimento cientifico e habilidade técnica na medida em que não está isento de riscos. As complicações mais comuns são decorrentes da introdução incorreta, do mau posicionamento da sonda, da retirada acidental, do tipo de fixação externa e do tempo de permanência da sonda e incluem escoriações, hiperemias, perfurações no sistema digestivo, infecções nas vias aéreas superiores e inferiores, náuseas, distensão abdominal e obstrução parcial ou total da sonda.

Dentro da equipe de enfermagem, compete ao enfermeiro a realização de procedimento de maior complexidade conforme o disposto na Lei 7498/863. Ainda em relação ao procedimento de sondagem, a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, em seu anexo, estabelece que compete ao enfermeiro estabelecer a via de nutrição enteral, mesma via adotada para o procedimento da lavagem gástrica, sendo assim, competindo ao técnico de enfermagem:

a) Auxiliar ao enfermeiro na execução do procedimento da sondagem oro/nasoenteral;
b) Promover cuidados gerais ao paciente de acordo com a prescrição de enfermagem ou protocolo pré-estabelecido;
c) Comunicar ao Enfermeiro qualquer intercorrência advinda do procedimento;
d) Proceder o registro das ações efetuadas, no prontuário do paciente, de forma clara, precisa e pontual;

Para saber mais sobre a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, acesse este link!

Veja mais em nosso canal Youtube:

Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Fixação de Sonda Naso Enteral/Gástrica

Sondagem Nasogástrica