Clostridium Difficile

Clostridium difficile

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Acinetobacter

acinetobacter

O ambiente hospitalar é inevitavelmente um grande reservatório de patógenos virulentos e oportunistas, de modo que as infecções hospitalares podem ser adquiridas não apenas por pacientes, que apresentam maior susceptibilidade, mas também, embora menos freqüentemente, por visitantes e funcionários do próprio hospital.

A importância do Acinetobacter tem aumentado nos últimos anos devido à sua grande capacidade em adquirir mecanismos de resistência às diferentes classes de antibióticos e à sua grande aptidão em sobreviver e se adaptar a condições adversas. Todos estes fatores tornam-no responsável por uma morbilidade e mortalidade elevada, especialmente, nos doentes críticos.

O gênero Acinetobacter consiste num bacilo gram-negativo, ubiquitário, aeróbio estrito, não fermentador, pouco exigente, imóvel, catalase positiva e oxidase negativa. Estão descritas cerca de 31 espécies genômicas: Acinetobacter calcoaceticus, A. baumannii, A. haemolyticus, A. junii, A. johnsonii, A. lwoffii, A. radioresistens e outras espécies não denominadas, e todos podem causar infecção nos seres humanos. O Acinetobacter Baumannii é encontrado em 80% dos casos, segundo estudos.

Apesar da preferência das bactérias Gram – por ambientes úmidos, Acinetobacter sp pode sobreviver em locais secos, como chão, colchões, mesas, luvas, termômetros, fluxômetros, travesseiros e materiais de fórmica, como prontuários, por até 13 dias.

Acinetobacter baumannii pode ter alto grau de hidrofobicidade, com capacidade de aderir a plásticos, inclusive superfícies de cateteres, tubos endotraqueais e outros materiais desse tipo.

Acinetobacter sp também pode ser encontrado em fontes úmidas no ambiente hospitalar, tais como válvulas e circuitos de ventiladores mecânicos, umidificadores e leite humano proveniente de bancos de leite.

Variedade de Doenças promovida pelo Acineto

O Acinetobacter pode causar uma grande variedade de doenças como: pneumonia,sepse, infecções de pele e feridas infectadas, e os sintomas variam de acordo com o local da infecção, e podendo colonizar pacientes sadios e pacientes com traqueostomia e feridas abertas. Outras espécies do gênero Acinetobacter podem também estar envolvidos em infecções: A. johnsonii, A. lwiffii e A. radioresistens habitam a pele humana, são comensais na orofaringe e vagina. A. lwoffii está associado à meningite; A. ursingii a infecções na corrente sanguínea de pacientes hospitalizados; A. junii, embora raramente, causa infecção ocular e bacteriemia, particularmente em pacientes pediátricos; A. schindleri já foi isolado de várias amostras humanas como secreção vaginal, cervical, garganta, nariz, ouvido, conjuntiva e urina, mas a maioria sem significado clínico.

Pacientes de Alto risco: Os mais prejudicados

– Pacientes com alterações no sistema imunológico;
– Pacientes com enfermidades pulmonares crônicas e diabéticos;
– Paciente  hospitalizados sob situações críticas, em ventilação mecânica;
– Pacientes que apresentam feridas abertas e que possuem dispositivos invasivos;

Métodos de Prevenção

Como o Acinetobacter vive na pele e pode sobreviver vários dias , devemos tomar devidos cuidados com a higienização das mãos para evitar a proliferação destas bactérias,  cuidados nos procedimentos invasivos como a utilização correta dos materiais assépticos e estéreis, evitando a contaminação em campos estéreis, e principalmente com isolamento de contato adequado, e cuidados na manipulação e higienização com todos os materiais usados pelo paciente, assim, a fim de evitar a disseminar a contaminação cruzada.

Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC)

KPC

A superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é uma bactéria restrita ao ambientes hospitalar, que tem a capacidade de inibir a ação dos antibióticos carbapenêmicos, dificultando ou reduzindo as opções terapêuticas disponíveis. Em 2016 foram registrados diferentes casos de contaminação pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) em hospitais brasileiros.

A bactéria KPC, a“superbactéria”, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos no ano 2000, depois de ter sofrido uma mutação genética, gerando uma resistência a vários antibióticos (carbapenêmicos, especialmente) e a grande capacidade de tornar resistentes outras bactérias. A bactéria KPC pode ser encontrada na água, em fezes, no solo, em vegetais, cereais e frutas. O contágio ocorre em ambiente hospitalar, pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

O que é a bactéria KPC?

KPC não é o nome da bactéria, mas de uma enzima produzida por ela, que é capaz de inativar os antibióticos mais potentes disponíveis para o tratamento de infecções graves, principalmente aquelas adquiridas no ambiente hospitalar.

Ela é chamada de superbactéria? Por quê?

As superbactérias só são assim denominadas quando produzem uma enzima tão potente capaz de inativar a eficácia de outros antibióticos, limitando, assim, as possíveis opções para o tratamento de infecções graves.

A KPC é uma mutação?

Não se trata de uma mutação. Ninguém sabe ao certo como a primeira dessas bactérias surgiu, mas acredita-se que o uso dos antibióticos do tipo carbapenens, de uso comum, favoreceu sua aparição, mas ninguém sabe a origem do gene, nem como isto ocorreu exatamente.

Qual a velocidade de reprodução dessa bactéria?

As bactérias do mesmo tipo das KPC, geralmente se multiplicam muito rápido, duplicando de número a cada 20 minutos.

Quais são os sintomas ocasionados pela bactéria KPC?

Os principais sintomas causados pela bactéria KPC são: febre com hipotermia; taquicardia e piora do quadro respiratório. Nos casos mais graves hipotensão; inchaço e até falência múltipla dor órgãos. Em relação ao local de infecção, a bactéria pode KPC pode causar pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário e infecção da corrente sanguínea.

Qualquer pessoa pode ser infectada pela KPC? Há grupo de risco?

As pessoas que estão hospitalizadas, ou em contato com ambiente hospitalar têm maiores riscos. Porém, pacientes hospitalizados em UTI’s com doenças debilitantes como câncer ou com transplante, e que receberam antibióticos apresentam maior risco de ser contaminado com a bactéria.

Como ocorre a transmissão entre as pessoas?

A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a outra pessoa, ou por contato indireto, por meio do uso de um objeto comum, por exemplo. Assim, é bom evitar tocar superfícies de hospitais, como camas, portas e paredes. Para evitar a maior proliferação, não tome antibióticos por conta própria e siga as orientações médicas. Caso precise entrar em contato com pacientes, lave bem as mãos antes e depois.

A KPC está espalhada nas ruas ou em qualquer ambiente?

Até o momento, as bactérias produtoras de KPC foram observadas somente em pacientes hospitalizados ou que estiveram no ambiente hospitalar. No ambiente, provavelmente esta bactéria teria menos chance de sobreviver quando “competisse” com outras, pois não criou ainda resistência.

Quais são os maiores riscos?

O maior risco reside na não detecção da superbactéria, o que pode ocorrer com frequência por ser um organismo ainda desconhecido, causando eventual tratamento inadequado do paciente, o que aumenta as chances de morte do paciente.

Como é feito o diagnóstico?

Existem testes especiais feitos caso o paciente apresente sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo. O médico irá solicitar exames urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico. Por outro lado, se quero saber se um paciente está contaminado com a bactéria porque está ao lado de um paciente infectado por esta bactéria ou colonizado (que tem a bactéria no organismo, mas não apresenta infecção), é solicitado a realização de outro exame, o swab retal (introdução de um “cotonete”), para que seja avaliado se há o crescimento desta bactéria.

Quais procedimentos devem ser adotados se houver o diagnóstico positivo?

Independentemente de o paciente estar infectado ou colonizado no ambiente hospitalar, ele será isolado em um quarto, as visitas serão restringidas, os profissionais da área saúde que o atenderem usarão medidas de barreira como avental e luvas que deverão ser desprezados antes de saírem do quarto do paciente. Se possível, estes profissionais não deverão prestar atendimento a pacientes não infectados ou colonizados, para não contaminá-los também.

Como é o tratamento?

A maioria das amostras de KPC encontradas até agora são sensíveis aos antibióticos como aminoglicosídeos, polimixinas e tigeciclinas. Porém, existe o risco de a bactéria desenvolver resistência a estas drogas, ou de o gene ser adquirido por uma espécie bacteriana que é naturalmente resistente à tigeciclina ou às polimixinas.

Os hospitais devem fazer exames específicos nas pessoas em geral?

Não, uma vez que não existem casos de infecção fora dos quadros de risco descritos no país.

Como posso me prevenir?

A lavagem das mãos, com sabão ou álcool gel, é a medida mais simples, mais barata e mais eficaz no controle da disseminação de das bactérias. Além disso, os profissionais de saúde devem manter todo o protocolo de medidas preventivas.

Pseudomonas

pseudomonas

Bactérias Pseudomonas são as bactérias do gênero Pseudomonas de gama proteobactérias. Este tipo de bactérias é frequentemente infeccioso e tem muitas características em comum com outras bactérias patogénicas. Elas ocorrem muito vulgarmente em água e em alguns tipos de sementes de plantas e, por esta razão, foram observadas muito cedo na história da microbiologia . O nome Pseudomonas significa literalmente “falsa unidade”.

Bactérias Pseudomonas são de forma cilíndrica, como muitas outras estirpes bacterianas, e são Gram-negativas. Isto significa que, quando coradas com uma certa de corante vermelho-violeta de acordo com o protocolo de coloração de Gram, não reter a cor do corante depois de ser lavado. Este fato dá pistas importantes sobre a estrutura da parede celular da bactéria Pseudomonas. Isso mostra que ele é resistente a alguns tipos de antibióticos, fato que está provando ser cada vez mais relevante.

Pseudomonas Aeruginosa

É o principal patógeno humano do grupo, podendo causar infecções oportunistas especialmente em pacientes imunocomprometidos, como vítimas de queimaduras, pacientes com câncer ou fibrose cística. Crescem facilmente mesmo em condições desfavoráveis aos outros microrganismos e possuem resistência intrínseca e adquirida aos antimicrobianos mais comuns, sendo causa freqüente de infecções nosocomiais.

É uma bactéria invasiva e toxigênica. O conhecimento das características da P. aeruginosa e de seus mecanismos de patogênese é muito importante para os profissionais de saúde.

Quem recebe esta infecção?

Pessoas no hospital pode obter esta infecção. Nos hospitais, a bactéria pode se espalhar através de equipamentos médicos, soluções de limpeza, e outros equipamentos. Eles podem até se espalhar através dos alimentos. Quando eles se espalharam para os pacientes que são fracos por causa da doença, cirurgia ou tratamento, podem causar infecções muito graves. Por exemplo, a pseudomonas é uma das principais causas de pneumonia em pacientes que estão em máquinas de respiração.

Vítimas de queimaduras e pessoas com perfurações podem ter infecções pseudomonas perigosos do sangue , osso, ou do trato urinário. A bactéria também pode entrar no corpo através de IV agulhas ou cateteres.

Estas bactérias, como ambientes úmidos, como banheiras de hidromassagem e piscinas piscinas, onde eles podem causar uma pele erupção ou ouvido de nadador.

Pessoas que usam lentes de contato pode levar a sério olho infecção se a bactéria entrar em suas soluções para lentes de contato. Isso pode acontecer se você não for cuidadoso sobre como manter suas lentes de contato e equipamentos estéreis.

Quais são os sintomas?

Os sintomas dependem da localização da infecção. Se está em uma ferida, pode haver exsudato verde-azulado ou em torno da área, obtendo um odor típico.  Quando as infecções são em outras partes do corpo, você pode ter uma febre e sensação de cansaço.

Como é uma infecção tratada?

Os antibióticos são o tratamento principal.  Pode ser difícil encontrar o antibiótico certo, porque as bactérias são resistentes a muitos destes medicamentos.

Em alguns casos, a cirurgia é utilizada para remover o tecido infectado.

Como você pode evitar ficar ou espalhar a infecção?

Como as bactérias mais resistentes a antibióticos podem desenvolver, os hospitais estão tomando cuidado extra para a prática de controle de infecção. Isso inclui freqüente lavagem das mãos e isolar pacientes que estão infectados.

Aqui estão alguns outros passos que você pode tomar para se proteger:

Boas práticas de higiene:

Mantenha as mãos limpas, lavando-as com frequência e bem. Lavar as mãos é a melhor maneira de evitar os germes se espalhando. Você pode usar sabão e água corrente limpa ou um desinfetante para as mãos à base de álcool.

Mantenha cortes e arranhões limpos e cobertos com uma bandagem. Evite o contato com feridas ou curativos de outras pessoas.

Não compartilhe objetos pessoais, como toalhas ou lâminas de barbear.

Seja inteligente sobre antibióticos:

Sabemos que os antibióticos podem ajudar quando uma infecção é causada por bactérias. Mas eles não podem curar infecções provocadas por um vírus. Sempre pergunte ao médico se os antibióticos são o melhor tratamento.

Sempre tomar todo o seu antibiótico como prescrito. Usando apenas uma parte do medicamento pode fazer com que as bactérias resistentes aos antibióticos, para se desenvolver.

Não guarde todos os antibióticos. E não use os que foram prescritos para outra pessoa.

Se você estiver no hospital, lembre aos médicos e equipe de enfermagem para lavar as mãos antes de tocar em você.

Se você tiver uma infecção por pseudomonas, você pode manter a propagação da bactéria:

Cubra o ferimento com curativos limpos e secos. Siga as instruções do médico sobre como cuidar de seu ferimento.

Mantenha as mãos limpas. Você, sua família e outras pessoas com quem você está em contato próximo devem lavar as mãos com frequência, especialmente depois de trocar um curativo ou tocar em uma ferida.

Não compartilhar toalhas, panos, lâminas de barbear, roupas ou outros itens que possam ter tido contato com a ferida ou uma bandagem. Lave as folhas, toalhas e roupas com água morna e detergente, e seque-as em um secador quente, se possível.

Manter o ambiente limpo, usando um desinfetante para limpar todas as superfícies você tocar muitas vezes (como bancadas, maçanetas e interruptores de luz).

CUIDADOS COM O PACIENTE COLONIZADO

Reforçar as orientações sobre higienização das mãos, reconhecida como a principal medida para reduzir a disseminação de patógenos no ambiente hospitalar. As recomendações da OMS para a higienização das mãos englobam cinco indicações, sendo justificadas pelos riscos de transmissão de micro-organismos.

– Para a maior parte dos pacientes colonizados/infectados por MR devem ser adotadas precauções de contato e mantido o uso de máscara cirúrgica na situação de possibilidade de respingos, assim como os demais EPIs recomendados para manter precauções padrão.

– Manter o paciente em quarto privativo, quando não for possível, deve-se providenciar uma Área Isolada ou Coorte conforme recomendação do manual de Prevenção de Transmissão de Agentes Infecciosos no Ambiente Hospitalar.

– Colocar na porta do quarto ou em local próximo ao leito do paciente a Ficha com Instrução para as Precauções Anti-infecciosas a serem adotadas e também a placa de identificação de MR na cabeceira do leito;

– Materiais e equipamentos para aferir sinais vitais (termômetros, estetoscópio e esfigmomanômetro) devem ser de uso exclusivo do paciente, devendo realizar a desinfecção com álcool a 70% diariamente. Após a alta do paciente devem ser:

1 – Antes do contato com o paciente;
2 – Antes da realização de procedimento asséptico;
3 – Após a exposição a fluídos corpóreos;
4 – Após contato com o paciente;
5 – Após contato com o ambiente próximo ao paciente;

Para a maior parte dos pacientes colonizados/infectados por MR devem ser adotadas precauções de contato e mantido o uso de máscara cirúrgica na situação de possibilidade de respingos, assim como os demais EPIs recomendados para manter precauções padrão.

– Manter o paciente em quarto privativo, quando não for possível, deve-se providenciar uma Área Isolada ou Coorte conforme recomendação do manual de Prevenção de Transmissão de Agentes Infecciosos no Ambiente Hospitalar.

– Colocar na porta do quarto ou em local próximo ao leito do paciente a Ficha com Instrução para as Precauções Anti-infecciosas a serem adotadas e também a placa de identificação de MR na cabeceira do leito.

– Materiais e equipamentos para aferir sinais vitais (termômetros, estetoscópio e esfigmomanômetro) devem ser de uso exclusivo do paciente, devendo realizar a desinfecção com álcool a 70% diariamente. Após a alta do paciente devem ser submetidos à rigorosa limpeza e desinfecção, inclusive encaminhar a braçadeira esfigmomanômetro de tecido para a lavanderia.

– Não fazer estoque de materiais (pacotes gazes, compressas, esparadrapos, fitas,…) no quarto do paciente, pois os mesmos no final de isolamento devem ser desprezados quando alta, transferencia externa e óbito. Nos casos de transferências internas (ex. UTIs p/ enfermarias) encaminhar com o paciente.

– Manter a disponibilidade dos EPIs recomendados (luvas de procedimento, avental descartável e máscara), para serem dispostos próximo à enfermaria do paciente, se possível utilizando uma mesa auxiliar, garantindo acondicionamento adequado dos mesmos.

– Manter a disponibilidade de sabão com Clorhexidine para higienização das mãos nas pias próximas ao local de alojamento do paciente com MR.

– Orientar o paciente, seus acompanhantes e os profissionais do setor sobre as precauções necessárias.

– Escalar profissional da equipe de enfermagem exclusivo para atender especificamente este paciente, quando possível.

– Orientar os profissionais das áreas de apoio, que realizam atendimento na área de internação do paciente, sobre a necessidade de utilizar as precauções recomendadas e garantir a rigorosidade na higienização das mãos.

Primeiros Socorros: Proteção contra Doenças Infecciosas

Doenças Infecciosas

Doenças infecciosas ou contagiosas são aquelas que podem passar de uma pessoa para outra ou serem transmitidas de um animal ou do meio ambiente para uma pessoa.

Todos os fluidos corporais devem ser considerados infecciosos, incluindo saliva, sangue, secreções vaginais, sêmen, líquido amniótico (que envolve o feto no útero) e todos os outros fluidos corporais.

As infecções podem ser adquiridas e disseminadas pelo contato físico com sangue e outros fluidos corporais. As vítimas podem transmitir doenças infecciosas se apresentarem qualquer uma das seguintes condições:
1. Erupções ou lesões na pele
2. Ferimentos abertos
3. Diarreia
4. Vômitos
5. Tosse ou espirros
6. Ferimentos que drenam secreções
7. Sudorese intensa
8. Dor abdominal
9. Dor de cabeça com torcicolo (suspeitar de meningite)
10. Pele ou olhos amarelados (suspeitar de hepatite)

Para proteção, é necessária a realização de alguns cuidados. Seguindo as diretrizes, promoveremos a prevenção do contato com sangue, fluidos corporais, secreções, feridas, gotículas de saliva e mordidas.

1. Devemos nos certificar que seus calendários vacinais estejam atualizados;
são elas: BCG (contra tuberculose), hepatite B, DTP + Hib (contra difteria, tétano, coqueluche e meningite), VOP (contra poliomielite – paralisia infantil), VORH (contra diarréia), febre amarela e SRC (contra sarampo, rubéola e caxumba).
2. Preconiza-se o uso de luvas de látex descartáveis sempre que entrar em
contato com uma vítima. Não devemos usar luvas que estejam descoloridas, frágeis,
furadas ou rasgadas.

3. Se houver extravasamento de algum fluido corporal da vítima, devemos limpá-Ia e lavá-Ia com água corrente e sabão.

4. Retirar pelo avesso uma das luvas contaminadas; segurar o lado de dentro da segunda luva com a mão oposta, evitando tocar a superfície contaminada.

5. Lavar abundantemente as mãos com água e sabão assim que concluir o atendimento, mesmo se estiver usando luvas.

6. Evitar tocar na boca, nariz, olhos ou itens pessoais (como pente, chaves do carro ou alimentos) antes de lavar as mãos.

7. Caso o socorrista apresente qualquer ferimento, é importante cobri-la antes do atendimento com roupa de proteção.

8. Se possível, utilizar uma máscara de bolso (insuflador descartável) ao
aplicar respiração boca a boca.

9. Se houver risco significativo de contato com fluidos corporais, devem-se
utilizar roupas de proteção adicional descartáveis, como máscara facial, óculos de
proteção e avental.

10. Relatar todos os incidentes de exposição a fluidos corporais.