Métodos Contraceptivos: tipos, funcionamento e o papel da enfermagem na orientação e no cuidado

Os métodos contraceptivos fazem parte da saúde sexual e reprodutiva e são fundamentais para o planejamento familiar. Eles permitem que indivíduos e casais decidam se desejam ter filhos, quando desejam e em quais condições. Além de prevenir a gravidez não planejada, alguns métodos também ajudam a prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ou a tratar determinadas condições ginecológicas.

Para estudantes e profissionais de enfermagem, compreender os diferentes métodos contraceptivos, seus mecanismos de ação, eficácia, indicações e contraindicações é essencial. A enfermagem tem papel importante na orientação do paciente, na educação em saúde e no acompanhamento do uso correto desses métodos.

Esta publicação apresenta uma visão completa e didática sobre todos os principais métodos contraceptivos utilizados atualmente.

O que são métodos contraceptivos?

Os métodos contraceptivos são estratégias utilizadas para evitar a gravidez. Eles atuam de diferentes maneiras, como impedir a ovulação, dificultar a passagem dos espermatozoides, impedir a fecundação ou evitar a implantação do embrião no útero.

A escolha do método ideal depende de diversos fatores, incluindo idade, estado de saúde, frequência de relações sexuais, desejo de fertilidade futura, facilidade de acesso ao método e preferências pessoais.

Classificação dos métodos contraceptivos

De maneira geral, os métodos contraceptivos podem ser classificados em cinco grandes grupos:

  • métodos comportamentais ou naturais;
  • métodos de barreira;
  • métodos hormonais;
  • dispositivos intrauterinos;
  • métodos definitivos (cirúrgicos).

Cada um desses grupos apresenta características específicas, vantagens, limitações e diferentes níveis de eficácia.

Métodos contraceptivos naturais ou comportamentais

Os métodos naturais baseiam-se na observação do ciclo menstrual da mulher e na identificação do período fértil. Durante esse período, o casal evita relações sexuais ou utiliza outro método de proteção. Um dos mais conhecidos é o método do calendário ou tabelinha. Ele consiste em calcular os dias férteis com base na duração do ciclo menstrual.

Outro método é o da observação do muco cervical, conhecido como método de Billings. Durante o período fértil, o muco vaginal torna-se mais transparente, elástico e abundante. Também existe o método da temperatura basal, que envolve a medição diária da temperatura corporal ao acordar. Pequenas variações podem indicar a ovulação.

Embora esses métodos não envolvam medicamentos ou dispositivos, eles apresentam maior taxa de falha quando comparados a outros métodos contraceptivos.

Métodos de barreira

Os métodos de barreira impedem fisicamente que os espermatozoides alcancem o óvulo.

Preservativo masculino

O preservativo masculino é um dos métodos mais utilizados no mundo. Ele é uma capa fina de látex ou poliuretano que recobre o pênis durante a relação sexual. Além de prevenir a gravidez, ele é o único método que também protege contra infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis, gonorreia e clamídia.

Preservativo feminino

O preservativo feminino é um dispositivo de poliuretano que é inserido na vagina antes da relação sexual. Ele funciona como uma barreira física, impedindo o contato direto entre espermatozoides e o colo do útero.

Diafragma

O diafragma é uma estrutura flexível em forma de cúpula que é colocada dentro da vagina, cobrindo o colo do útero. Ele costuma ser utilizado em associação com espermicidas para aumentar a eficácia.

Métodos hormonais

Os métodos hormonais utilizam hormônios sintéticos semelhantes aos hormônios naturais femininos. Eles atuam principalmente impedindo a ovulação, alterando o muco cervical e modificando o endométrio.

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais conhecidos. Ela pode ser combinada (estrogênio e progesterona) ou conter apenas progesterona. Quando usada corretamente, apresenta alta eficácia na prevenção da gravidez.

Injeção anticoncepcional

As injeções hormonais podem ser mensais ou trimestrais. Elas liberam hormônios que impedem a ovulação e tornam o muco cervical mais espesso.

Implante subdérmico

O implante contraceptivo é um pequeno bastão colocado sob a pele do braço. Ele libera progesterona lentamente e pode durar até três anos.

Adesivo anticoncepcional

O adesivo transdérmico é colocado sobre a pele e libera hormônios que são absorvidos pela corrente sanguínea.

Anel vaginal

O anel vaginal é inserido dentro da vagina e libera hormônios de forma contínua durante aproximadamente três semanas.

Dispositivos intrauterinos (DIU)

Os dispositivos intrauterinos são pequenos dispositivos colocados dentro do útero por profissionais treinados.

DIU de cobre

O DIU de cobre não contém hormônios. Ele libera íons de cobre que criam um ambiente hostil para os espermatozoides, dificultando a fecundação. Pode permanecer no útero por até dez anos.

DIU hormonal

O DIU hormonal libera pequenas quantidades de progesterona dentro do útero. Isso espessa o muco cervical, reduz o crescimento do endométrio e pode diminuir o fluxo menstrual. Sua duração varia entre três e cinco anos, dependendo do modelo.

Métodos contraceptivos de emergência

A contracepção de emergência é utilizada após uma relação sexual desprotegida ou quando há falha do método contraceptivo. A principal forma é a pílula do dia seguinte, que deve ser tomada preferencialmente nas primeiras 24 horas após a relação, embora possa ser eficaz até 72 horas ou mais, dependendo do tipo.

Também é possível utilizar o DIU de cobre como método de emergência em até cinco dias após a relação.

Métodos contraceptivos definitivos

Os métodos definitivos são cirurgias realizadas para impedir permanentemente a fertilidade.

Laqueadura tubária

A laqueadura consiste na interrupção das trompas uterinas, impedindo que o óvulo encontre os espermatozoides.

Vasectomia

A vasectomia é realizada no homem e consiste na interrupção dos canais deferentes, impedindo que os espermatozoides sejam liberados durante a ejaculação. Ambos os métodos são considerados permanentes e indicados para pessoas que têm certeza de que não desejam mais filhos.

Eficácia dos métodos contraceptivos

A eficácia de um método contraceptivo depende de dois fatores principais: o tipo de método e o uso correto. Métodos de longa duração, como DIU e implantes, apresentam taxas de falha muito baixas. Já métodos comportamentais apresentam taxas maiores de falha. O preservativo, quando utilizado corretamente em todas as relações, apresenta boa eficácia e ainda oferece proteção contra ISTs.

Cuidados de enfermagem na orientação sobre métodos contraceptivos

A enfermagem tem papel fundamental na educação em saúde e no planejamento familiar. Durante as consultas de enfermagem, é importante avaliar o histórico de saúde do paciente, idade, condições clínicas, uso de medicamentos e preferências pessoais.

A orientação deve ser clara, respeitando aspectos culturais e individuais, e sempre enfatizando o uso correto do método escolhido. Também é importante reforçar que apenas o preservativo oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. A enfermagem pode atuar ainda na inserção de dispositivos intrauterinos, no acompanhamento do uso de métodos hormonais e na identificação precoce de efeitos adversos.

Outro cuidado essencial é promover o acesso à informação e incentivar decisões informadas e conscientes sobre a saúde reprodutiva.

Assistência de Enfermagem e o Índice de Pearl

Para discutir eficácia com o paciente, o estudante de enfermagem deve conhecer o Índice de Pearl, que calcula o número de falhas de um método em 100 mulheres durante um ano de uso. A fórmula é:

Quanto menor o Índice de Pearl, mais seguro é o método.

Cuidados de Enfermagem na Consulta de Planejamento Familiar:

  • Anamnese detalhada: Identificar fatores de risco cardiovascular, hábitos de vida e histórico familiar.
  • Exame físico: Aferição da pressão arterial (crucial para métodos hormonais) e exame de mamas.
  • Educação em saúde: Explicar os efeitos colaterais comuns, como escape (spotting), náuseas ou sensibilidade mamária, para evitar que a paciente abandone o método por medo.
  • Aconselhamento sobre ISTs: Reforçar que apenas a camisinha previne infecções, independentemente do método anticoncepcional usado.
  • Registro e seguimento: Agendar retornos para avaliar a adaptação e a satisfação do paciente com a escolha.

Os métodos contraceptivos são ferramentas fundamentais para o planejamento familiar e para a promoção da saúde sexual e reprodutiva. Cada método possui características próprias, vantagens e limitações, e a escolha deve ser individualizada.

A enfermagem desempenha um papel central nesse processo, oferecendo orientação qualificada, acompanhamento contínuo e apoio na tomada de decisões.

Conhecer profundamente os diferentes métodos contraceptivos permite que o profissional de enfermagem contribua de forma efetiva para a prevenção da gravidez não planejada e para a promoção da saúde.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção básica: saúde sexual e saúde reprodutiva. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/. 
  2. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Manual de Anticoncepção. São Paulo: FEBRASGO, 2021. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/. 
  3. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Critérios médicos de elegibilidade para uso de métodos anticoncepcionais. 5. ed. Genebra: OMS, 2015. Disponível em: https://www.who.int/pt/publications/i/item/9789241549158. 
  4. TAMEZ, Eloísa A.; SILVA, Maria Jones P. Enfermagem na Assistência à Saúde Reprodutiva. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
  5. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Family planning: a global handbook for providers. Geneva: WHO, 2022. Disponível em: https://www.who.int 
  6. FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de anticoncepção. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br
  7. HOFFMAN, B. L. et al. Williams Ginecologia. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021.

Câncer de Mama: Saiba Reconhecer os Sinais

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 08/10/2026.

O câncer de mama não começa necessariamente com um caroço fácil de perceber. Alterações no mamilo, na pele, no formato da mama ou até um aumento progressivo do volume podem ser os primeiros sinais. Para a enfermagem, reconhecer essas mudanças e orientar o encaminhamento correto é tão importante quanto conhecer os exames e tratamentos.

O que é o câncer de mama?

Câncer de mama é um grupo heterogêneo de tumores originados principalmente nas células dos ductos ou lóbulos mamários. O comportamento varia conforme o tipo histológico e as características biológicas do tumor, por isso dois cânceres de mama podem ter evolução e tratamento bastante diferentes.

A doença também pode ocorrer em homens, embora seja rara e represente cerca de 1% dos casos. Quando identificada em estágio inicial e tratada adequadamente, apresenta maior possibilidade de controle e melhores resultados.

Principais fatores de risco

A idade é um dos fatores mais importantes, especialmente após os 50 anos. Também estão associados ao aumento do risco fatores hormonais e reprodutivos, excesso de peso, inatividade física, consumo de álcool, determinadas exposições à radiação ionizante e histórico familiar ou genético.

Mutações hereditárias, principalmente em BRCA1 e BRCA2, podem aumentar bastante o risco, mas representam apenas uma parcela dos casos. Ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer, assim como sua ausência não elimina completamente a possibilidade da doença.

Sinais que merecem investigação

O sinal clássico é um nódulo endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho, mas a apresentação pode ser diferente. Também merecem avaliação:

  • saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente sanguinolenta;
  • retração recente da pele ou do mamilo;
  • pele com aspecto de casca de laranja;
  • aumento progressivo da mama;
  • alteração persistente da pele que não responde ao tratamento;
  • nódulo endurecido na axila ou em outras cadeias linfonodais;
  • alteração persistente no formato da mama.

Dor isolada não é o sinal mais característico, e a ausência de dor não deve tranquilizar diante de uma alteração suspeita.

Na prática, uma paciente pode procurar a unidade por perceber apenas que um mamilo ficou retraído recentemente. Mesmo sem um nódulo palpável, essa mudança merece ser registrada e encaminhada para investigação. O detalhe importante é não esperar aparecer uma massa para considerar o quadro suspeito.

Rastreamento e diagnóstico precoce

É importante separar duas situações. Rastreamento é realizado em pessoas sem sinais ou sintomas, enquanto diagnóstico precoce envolve investigar rapidamente quem apresenta alterações suspeitas.

No Brasil, a recomendação atual do Ministério da Saúde/INCA para rastreamento populacional é mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos que desejarem realizar mamografia de rotina podem ter acesso ao exame mediante decisão compartilhada com profissional de saúde, considerando benefícios e possíveis danos, como falso-positivo, exames adicionais, sobrediagnóstico e sobretratamento.

Essa recomendação é diferente da investigação de uma mulher que apresenta nódulo, retração, secreção suspeita ou outra alteração. Nesse caso, não se deve simplesmente aguardar a idade do rastreamento: a paciente sintomática precisa de avaliação diagnóstica em tempo oportuno.

E o autoexame?

A orientação atual não deve transformar o autoexame mensal em um método obrigatório de rastreamento. A recomendação é estimular a pessoa a conhecer suas próprias mamas e procurar avaliação diante de uma mudança persistente ou suspeita.

Um cenário frequente é a paciente perceber durante o banho que determinada região está diferente do habitual. O papel da enfermagem não é dizer imediatamente que aquilo é câncer ou que “não é nada”, mas acolher, avaliar o relato, registrar a alteração e orientar a investigação adequada.

Mamografia, ultrassom e biópsia

A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento populacional. A ultrassonografia pode complementar a avaliação em situações específicas, especialmente quando existe uma alteração clínica que precisa ser caracterizada ou quando indicada pelo contexto do exame.

Quando há suspeita, a confirmação diagnóstica depende da avaliação anatomopatológica de material obtido por biópsia. O BI-RADS ajuda a padronizar a interpretação dos exames de imagem e orientar a conduta, mas uma categoria suspeita não equivale, por si só, a diagnóstico confirmado de câncer.

O tratamento é individualizado

Não existe um único tratamento para todos os cânceres de mama. A escolha depende do estágio, tamanho e características do tumor, comprometimento linfonodal, receptores hormonais, expressão de HER2, condições clínicas e outros fatores.

Podem fazer parte do tratamento cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, utilizadas isoladamente ou em combinação. Em alguns tumores e situações específicas, outras estratégias sistêmicas podem ser indicadas. A cirurgia pode ser conservadora ou envolver mastectomia, e a avaliação axilar é definida conforme o caso.

O tratamento também pode ocorrer antes da cirurgia, chamado neoadjuvante, ou depois dela, como tratamento adjuvante. Em doença metastática, o objetivo terapêutico pode priorizar controle da doença, prolongamento da sobrevida e qualidade de vida.

Durante uma internação após cirurgia mamária, por exemplo, não basta observar apenas a ferida. Dor, débito e aspecto do dreno, mobilidade do membro superior, sinais de infecção e condições emocionais fazem parte da avaliação de enfermagem e podem interferir diretamente na recuperação.

Cuidados de enfermagem

A assistência acompanha toda a linha de cuidado:

  • acolher e investigar relatos de alterações mamárias;
  • realizar e registrar avaliação conforme competência profissional e protocolo;
  • orientar sobre exames e encaminhamentos;
  • acompanhar biópsias e procedimentos diagnósticos;
  • monitorar ferida operatória, dor, drenos e sinais de complicação;
  • observar efeitos adversos relacionados ao tratamento sistêmico;
  • orientar cuidados durante radioterapia conforme protocolo da equipe;
  • acompanhar mobilidade do membro superior e sinais sugestivos de linfedema;
  • oferecer suporte emocional e respeitar imagem corporal, sexualidade e preferências da pessoa;
  • registrar adequadamente as informações e favorecer a continuidade do cuidado.

A assistência deve ser individualizada e multiprofissional, incluindo também cuidados paliativos quando indicados. O PCDT nacional atualizado estabelece parâmetros para diagnóstico, tratamento e organização da assistência no SUS.

O que realmente precisa ser lembrado

Para a enfermagem, quatro pontos fazem diferença: reconhecer alterações suspeitas, não confundir rastreamento com investigação diagnóstica, conhecer a recomendação atual de mamografia e entender que o tratamento depende das características de cada tumor.

O câncer de mama não deve ser abordado apenas durante o Outubro Rosa. A detecção oportuna, o encaminhamento adequado e o cuidado contínuo fazem parte da assistência durante todo o ano.

Resumo para salvar

Câncer de Mama: Saiba Reconhecer os Sinais

  • Reconheça os principais sinais de alerta
  • Diferencie rastreamento de diagnóstico precoce
  • Conheça a recomendação atual de mamografia
  • Entenda o papel da enfermagem no cuidado

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 17, de 25 de novembro de 2024: aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. PCDT do Câncer de Mama — Ministério da Saúde
  2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2025. Rio de Janeiro: INCA, 2025. Publicação do INCA — Dados e Números 2025
  3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Câncer de mama: versão para profissionais de saúde.https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/Saes/2024/poc0017_05_12_2024.html Rio de Janeiro: INCA. Atualizado em 2025. INCA — Câncer de mama para profissionais de saúde
  4. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Sinais e sintomas do câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA, 2025. INCA — Sinais e sintomas
  5. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Tratamento do câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA, 2025. INCA — Tratamento
  6. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Breast cancer. Geneva: WHO. WHO — Breast cancer

BI-RADS: Entenda Cada Categoria

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 08/10/2026.

Um resultado BI-RADS 4 não significa que a paciente tem câncer. Esse é um dos erros mais comuns ao interpretar um laudo de mama. O BI-RADS é uma classificação de achados de imagem que estima o grau de suspeição e orienta a próxima conduta; o diagnóstico de câncer depende da avaliação clínica e, quando indicada, da análise do tecido.

Para que serve o BI-RADS?

O Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS) foi criado pelo American College of Radiology para padronizar a linguagem dos exames das mamas e organizar a avaliação final e a recomendação de manejo.

A classificação pode ser utilizada em mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética e mamografia contrastada. A versão mais atual, BI-RADS v2025, trouxe atualizações de terminologia, tecnologia e critérios de documentação, mantendo a finalidade de tornar os laudos mais uniformes e clinicamente úteis.

BI-RADS 0 a 6: o que significa?

Categoria Significado Conduta geral
0 Incompleto Necessita avaliação adicional e/ou comparação com exames anteriores
1 Negativo Rastreamento de rotina
2 Achado benigno Rastreamento de rotina
3 Provavelmente benigno Acompanhamento por imagem em curto intervalo
4 Suspeito Diagnóstico tecidual deve ser considerado
5 Altamente sugestivo de malignidade Diagnóstico tecidual indicado
6 Câncer já comprovado por biópsia Conduta oncológica apropriada

Essas categorias não devem ser interpretadas isoladamente como “tem câncer” ou “não tem câncer”. O BI-RADS 4, por exemplo, possui ampla faixa de probabilidade de malignidade e pode ser subdividido em 4A, 4B e 4C. No BI-RADS mamográfico, 4A corresponde a >2% a 10%, 4B a >10% a 50% e 4C a >50% e <95% de probabilidade de malignidade. A categoria 5 corresponde a ≥95%.

O que realmente acontece em cada categoria

BI-RADS 0 — avaliação incompleta: o exame ainda não permite uma conclusão final. Pode ser necessário realizar incidências mamográficas adicionais, ultrassonografia ou comparar exames anteriores.

BI-RADS 1 — negativo: não foi identificado achado suspeito.

BI-RADS 2 — benigno: existe um achado caracteristicamente benigno, como determinadas calcificações ou cistos simples, mas ele deve ser reconhecido no laudo. A categoria 2 não significa “exame absolutamente sem nenhuma alteração”; significa que o achado descrito é benigno.

BI-RADS 3 — provavelmente benigno: o risco de malignidade é superior a 0%, porém não ultrapassa 2%. Por isso, a estratégia habitual é o acompanhamento por imagem em intervalo curto, frequentemente começando em seis meses, em vez de partir diretamente para biópsia.

BI-RADS 4 — suspeito: há alteração suficiente para justificar investigação com diagnóstico tecidual. A categoria possui três subcategorias porque o grau de suspeição pode variar bastante.

BI-RADS 5 — altamente sugestivo de malignidade: o achado apresenta probabilidade de câncer igual ou superior a 95%, sendo indicada investigação tecidual e condução apropriada.

BI-RADS 6 — malignidade comprovada por biópsia: aqui a classificação não está afirmando que a imagem “descobriu” o câncer. Trata-se de uma lesão cuja malignidade já foi estabelecida por biópsia.

O BI-RADS não substitui a biópsia

Esse ponto é fundamental para quem trabalha na assistência. A imagem pode indicar probabilidade de malignidade, mas não determina sozinha o diagnóstico histológico.

Um cenário comum é receber uma paciente bastante ansiosa após encontrar “BI-RADS 4” no laudo. A equipe precisa explicar com cuidado que a categoria indica necessidade de investigação, não que o câncer já esteja confirmado. A definição dependerá da avaliação médica e, quando indicada, da biópsia.

Também vale lembrar que um BI-RADS baixo não elimina automaticamente a necessidade de avaliação clínica. Uma queixa persistente, alteração palpável ou mudança clínica deve ser correlacionada com os exames e com a avaliação profissional.

O que influencia a classificação?

A categoria é determinada principalmente pelos achados de imagem e seus descritores, que podem incluir características de massas, margens, forma, orientação, calcificações, distorção arquitetural, vascularização e outros elementos conforme o método utilizado.

Densidade mamária também é descrita nos exames, mas não significa, por si só, que a mulher tenha um BI-RADS maior. Da mesma forma, idade, histórico familiar e outros fatores de risco são importantes para a avaliação global da paciente, porém não devem ser confundidos com os critérios de classificação do achado de imagem. O BI-RADS padroniza principalmente a interpretação e a comunicação dos achados radiológicos.

Em uma situação prática, duas pacientes podem apresentar uma lesão com aparência semelhante no ultrassom e receber a mesma categoria BI-RADS, mas ter condutas individualizadas por causa de sintomas, histórico clínico ou exames anteriores. É justamente por isso que o número do BI-RADS não deve ser analisado fora do contexto.

Cuidados de enfermagem

Na enfermagem, o mais importante é evitar interpretações precipitadas e garantir continuidade do cuidado.

  • Confira qual exame foi realizado e qual categoria BI-RADS foi atribuída.
  • Observe a recomendação descrita no laudo.
  • Oriente a paciente a levar exames anteriores quando solicitados para comparação.
  • Evite afirmar que BI-RADS 4 ou 5 significa câncer confirmado.
  • Observe se há indicação de investigação complementar, biópsia ou acompanhamento.
  • Registre orientações, encaminhamentos e intercorrências conforme rotina institucional.

Quando o laudo informa BI-RADS 0, por exemplo, não significa necessariamente que apareceu uma alteração maligna. Significa que a avaliação está incompleta e que ainda são necessárias informações para chegar a uma categoria final.

Um número não conta toda a história

O BI-RADS funciona melhor quando o profissional entende o que aquele número está tentando comunicar. 0 pede complementação; 1 e 2 apontam para achados negativos ou benignos; 3 exige vigilância; 4 e 5 indicam investigação tecidual; 6 representa malignidade já comprovada.

Para a enfermagem, compreender essa diferença evita tanto alarmismo desnecessário quanto a falsa sensação de segurança diante de um resultado que exige acompanhamento.

Resumo para salvar

BI-RADS: Entenda Cada Categoria

  • BI-RADS padroniza a avaliação dos exames das mamas
  • BI-RADS 0 indica avaliação ainda incompleta
  • BI-RADS 3 geralmente exige acompanhamento por imagem
  • BI-RADS 4 e 5 indicam investigação tecidual

Referências:

  1. AMERICAN COLLEGE OF RADIOLOGY. ACR BI-RADS® v2025 Manual. Reston, VA: American College of Radiology, 2025. ACR BI-RADS v2025
  2. AMERICAN COLLEGE OF RADIOLOGY. ACR BI-RADS® Atlas: Mammography Reporting. Reston, VA: American College of Radiology. ACR BI-RADS — Mammography
  3. AMERICAN COLLEGE OF RADIOLOGY. Reporting: Breast Ultrasound. Reston, VA: American College of Radiology, 2026. ACR — Breast Ultrasound Reporting
  4. AMERICAN COLLEGE OF RADIOLOGY. BI-RADS® v2025 Is Your Definitive Guide to Breast Imaging. ACR Bulletin, 2026. ACR Bulletin — BI-RADS v2025
  5. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Posicionamento do INCA sobre faixa etária para rastreamento do câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA, 2025. INCA — Rastreamento do câncer de mama

Baby Blues vs. Depressão Pós-Parto: Entendendo as Diferenças

Baby Blues e Depressão Pós-Parto são duas condições que podem afetar mulheres no período pós-parto, mas possuem características e gravidade distintas. É importante saber diferenciá-las para buscar o tratamento adequado.

Baby Blues

  • Ocorrência: Muito comum, afetando cerca de 80% das novas mães.
  • Sintomas: Tristeza, irritabilidade, choro fácil, ansiedade, dificuldade para dormir e alterações de humor.
  • Duração: Geralmente dura poucos dias ou até duas semanas após o parto.
  • Intensidade: Os sintomas são menos intensos e costumam alternar com momentos de alegria e prazer.
  • Causas: Flutuações hormonais, cansaço, mudanças na rotina e a adaptação à nova realidade.
  • Tratamento: Não requer tratamento específico, pois costuma desaparecer espontaneamente. O apoio da família e amigos, descanso e uma boa alimentação podem ajudar a aliviar os sintomas.

Depressão Pós-Parto

  • Ocorrência: Menos comum que o baby blues, mas ainda assim significativa.
  • Sintomas: Sentimentos intensos e persistentes de tristeza, angústia, desesperança, perda de interesse pelas atividades cotidianas, dificuldade em se conectar com o bebê, alterações no apetite e no sono, pensamentos de inutilidade e culpa, e até mesmo ideias suicidas.
  • Duração: Pode durar semanas, meses ou até anos, se não tratada.
  • Intensidade: Os sintomas são mais intensos e duradouros, interferindo significativamente na vida da mãe e do bebê.
  • Causas: Complexas e multifatoriais, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais.
  • Tratamento: Requer acompanhamento médico e psicológico, podendo incluir psicoterapia, medicação e grupos de apoio.

É importante ressaltar que:

  • Não se sinta culpada: Muitas mulheres passam por essas experiências e não é sinal de fraqueza buscar ajuda.
  • Procure ajuda: Se os sintomas persistirem ou se tornarem muito intensos, converse com seu médico ou profissional de saúde mental.
  • Cuide de si mesma: Descanse, alimente-se bem, pratique atividades que te dão prazer e peça ajuda para cuidar do bebê quando necessário.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem para mulheres com Baby Blues e Depressão Pós-Parto são fundamentais para promover o bem-estar físico e emocional da puérpera e de seu bebê. O enfermeiro desempenha um papel crucial na identificação precoce dos sintomas, no estabelecimento de um vínculo de confiança com a paciente e na orientação sobre os cuidados necessários.

Baby Blues

  • Identificação: O enfermeiro deve estar atento aos sinais e sintomas característicos do Baby Blues, como tristeza, irritabilidade, choro fácil, dificuldade para dormir e alterações de humor.
  • Orientação: É importante orientar a puérpera sobre a natureza transitória do Baby Blues e que esses sintomas são comuns após o parto.
  • Apoio emocional: Oferecer um ambiente acolhedor e seguro para que a mulher possa expressar seus sentimentos e dúvidas.
  • Incentivo ao descanso: Enfatizar a importância do descanso e do sono adequados para a recuperação física e emocional.
  • Orientação sobre a amamentação: Oferecer suporte e informações sobre a amamentação, pois o aleitamento materno pode auxiliar na produção de hormônios que promovem o bem-estar.
  • Envolvimento da família: Incentivar a participação da família no cuidado com a mãe e o bebê, proporcionando momentos de descanso e apoio emocional.

Depressão Pós-Parto

  • Identificação precoce: O enfermeiro deve estar atento aos sinais de alerta da Depressão Pós-Parto, como tristeza intensa e persistente, perda de interesse pelas atividades cotidianas, alterações no apetite e no sono, pensamentos de inutilidade e culpa.
  • Comunicação: Estabelecer uma comunicação aberta e empática com a paciente, demonstrando interesse e preocupação com seu bem-estar.
  • Avaliação: Realizar uma avaliação completa da saúde física e mental da puérpera, incluindo a coleta de dados sobre a história obstétrica, antecedentes familiares de transtornos mentais e sintomas atuais.
  • Encaminhamento: Encaminhar a paciente para avaliação psiquiátrica e acompanhamento psicológico, quando necessário.
  • Educação: Oferecer informações sobre a depressão pós-parto, as opções de tratamento e a importância do tratamento adequado.
  • Apoio à família: Envolver a família no processo de cuidado, orientando-os sobre como oferecer apoio à mãe e ao bebê.

Cuidados gerais para ambas as condições:

  • Monitoramento: Acompanhar regularmente a evolução clínica da paciente, observando qualquer alteração nos sintomas.
  • Promoção do autocuidado: Estimular a prática de atividades físicas leves, alimentação saudável e técnicas de relaxamento.
  • Grupos de apoio: Incentivar a participação em grupos de apoio para mães, onde elas podem compartilhar experiências e receber apoio de outras mulheres que passaram pela mesma situação.
  • Prevenção: Promover a saúde mental durante a gestação, identificando e tratando possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais no pós-parto.

É fundamental que o enfermeiro esteja atento aos sinais de alerta e ofereça um cuidado integral à mulher no período pós-parto, promovendo sua saúde física e mental e fortalecendo o vínculo materno-infantil.

Referências:

  1. Schmidt, E. B., Piccoloto, N. M., & Müller, M. C.. (2005). Depressão pós-parto: fatores de risco e repercussões no desenvolvimento infantil. Psico-usf, 10(1), 61–68. https://doi.org/10.1590/S1413-82712005000100008
  2. CAMPOS, Paula Azevedo; FÉRÉS-CARNEIRO, Terezinha. Sou mãe: e agora? Vivências do puerpério. Psicologia USP, São Paulo, v. 32, e200211, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0103-6564e200211.
  3. Bárbara Camila de Campos; Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues. Depressão pós-parto materna: crenças, práticas de cuidado e estimulação de bebês no primeiro ano de vida. Psico, vol.46 no.4 Porto Alegre dez. 2015. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2015.4.20802

As Fases Reprodutivas da mulher

As fases da mulher podem ser divididas de formas diferentes, conforme estudos, pesquisas e autores e especialistas. Mas existem quatro que são comumente abordadas:

  • Menarca;
  • Menacme: Idade fértil;
  • Climatério e menopausa;
  • Senilidade.

Menarca

A menarca, como mencionado antes, se refere à primeira menstruação da mulher, que acontece, geralmente, entre 10 e 15 anos. Esse período dá início ao período reprodutivo, que perdurará até os 50 anos, mais ou menos – quando ocorre a menopausa, assunto a ser abordado mais adiante no texto.

Você pode ler também sobre ciclo menstrual, para entender melhor.

A primeira fase da mulher é também o período que marca o fim da chamada puberdade, isto é, quando o organismo apresenta um amadurecimento sexual, com isso, a garota já torna-se capaz de engravidar.

Vale sempre reforçar que estamos falando de uma maturidade do corpo, e não emocional com relação o que é realmente passar por uma gravidez.

Primeira fase da mulher

Na menarca, o corpo da mulher passa por diversas modificações provenientes do início da produção de hormônios sexuais pelos ovários. O útero também evolui nessa fase, diminuindo o comprimento do colo, favorecendo o corpo uterino em si, além de termos também a chamada maturidade hipotalâmica, ou melhor, um amadurecimento do próprio sistema cerebral que controla os hormônios ovarianos.

Em outras palavras, estamos falando sobre a produção hormonal do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, que reflete numa integração entre comandos do cérebro e dos ovários na hora de liberar hormônios essenciais para o ciclo. A  reserva ovariana, ou seja, a quantidade de folículos (estruturas que liberam óvulos) presentes, não tem nada a ver com os hormônios.

Menacme: Idade fértil

A garota que passou pela menarca caminha, então, para a idade fértil. Entre as fases da mulher, essa é aquela em que consideramos uma plena maturidade do corpo, ou seja, de total aptidão para a reprodução – em condições de normalidade.

Nesse período, também conhecido como menacme, a mulher costuma ter entre 12 e 13 ciclos menstruais anuais, sendo 1 ou 2 anovulatório, isto é, em que a mulher não ovula. Isso é considerado normal, diferentemente dos casos de Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e outros que levam a frequentes alterações cíclicas.

Fase da mulher ideal para engravidar

A idade fértil, como o próprio nome diz, é o período propício para a mulher engravidar naturalmente. A tentante que conhece o próprio ciclo pode ser capaz de monitorar a ovulação e, assim, aumentar as chances de uma gravidez. Alguns dos sinais mais comuns de que a mulher está na fase ovulatória são:

  • Presença de muco vaginal (como se fosse uma clara de ovo);
  • Possível incômodo em um dos lados do abdômen, mais abaixo (altura do ovário);
  • Sensibilidade e dor nas mamas;
  • Aumento da libido e da energia para as atividades.

O ciclo menstrual regular é um grande aliado das mulheres que estão tentando engravidar. Mas nem toda mulher apresenta ou consegue reconhecer esses sintomas, e isso não significa que há algo de errado. Porém, caso ela observe que sua menstruação é irregular e esteja enfrentando algum problema de infertilidade, deverá fazer avaliação com o ginecologista.

Existem tratamentos bem específicos para cada caso, inclusive que promovem a estimulação ovariana.

Baixa reserva ovariana

A fertilidade feminina é muito afetada pelo envelhecimento. Isto é, por volta dos 35 anos, a mulher já apresenta chances bem reduzidas de engravidar. A partir dos 40 anos, a frequência de anovulação aumenta, uma vez que a reserva ovariana está se reduzindo mais e mais. Além disso, a qualidade dos óvulos restantes também piora. Portanto, a capacidade reprodutiva diminui consideravelmente.

Ainda que seja possível engravidar naturalmente após os 40 anos, é importante que as pacientes saibam que quanto mais tarde, mais difícil será. A medicina reprodutiva pode ajudar em muitos casos, inclusive no planejamento da gravidez, com o congelamento de óvulos.

Mas congelar gametas é algo que a mulher deve fazer o quanto antes, preferencialmente antes dos 35 anos, de forma a ter maior possibilidade de ficar grávida posteriormente.

Climatério e menopausa

O climatério é uma das fases reprodutivas da mulher caracterizado pelo começo do processo de transição entre o período reprodutivo e o “não reprodutivo”. Ele é muito confundido com a própria menopausa, um termo que se refere especificamente à última menstruação.

Em outras palavras, o climatério envolve o período de pré-menopausa, a menopausa e a pós-menopausa.

Nessa fase da mulher, os ciclos menstruais se tornam irregulares, existindo um aumento de intervalo, o que caracteriza uma disfunção menstrual progressiva. A ovulação é cada vez menos frequente.

Fim dos ciclos menstruais

Com o fim dos ciclos menstruais, então podemos dizer que a mulher chegou à menopausa.  A data da última menstruação caracteriza o fim da idade fértil, ou seja, do ciclo reprodutivo, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

A idade para o climatério varia conforme cada pessoa, mas a menopausa ocorre, geralmente, por volta dos 50 anos.

Senescência

Nessa fase da vida da mulher, entre 60 a 70 anos, podemos observar o hipoestrogenismo (níveis de estrogênios abaixo do esperado). É nesse período também que surgem os sintomas mais acentuados de:

  • Atrofia da genitália;
  • Bexiga instável;
  • Perda óssea;
  • Diminuição da capacidade cognitiva;
  • Perda da libido.

Vale ressaltar que, em todas as fases da mulher, inclusive na senilidade, é possível viver com saúde e bem-estar. Basta manter o acompanhamento médico adequado para cada idade.

Referências:

  1. SELBAC, Mariana Terezinha et al . Mudanças comportamentais e fisiológicas determinadas pelo ciclo biológico feminino: climatério à menopausa. Aletheia,  Canoas ,  v. 51, n. 1-2, p. 177-190, dez.  2018 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942018000100016&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  15  maio  2023.

Miomectomia

A miomectomia é o procedimento cirúrgico de remoção de miomas uterinos (ou leiomiomas), tumores benignos que podem se formar em diferentes locais do útero e provocar sintomas na mulher, embora a doença seja, na grande maioria dos casos, assintomática.

Classificação

  • Submucosos – aqueles que se desenvolvem dentro da cavidade uterina;
  • Intramurais – acometem o miométrio, a parede do útero;
  • Subserosos – formam-se na região mais externa do útero.

Indicação

Esse procedimento cirúrgico é indicado para o tratamento conservador dos miomas uterinos, mantendo-se o útero, preservando o órgão reprodutivo feminino. Sua indicação depende do tipo de mioma, da quantidade e das dimensões dos nódulos, assim como dos sintomas descritos pela paciente.

Dentro da cirurgia minimamente invasiva, a miomectomia por laparoscopia é, de modo geral, indicada para miomas intramurais e subserosos, enquanto a miomectomia histeroscópica é indicada para os miomas submucosos.

A miomectomia abdominal por laparotomia é indicada em casos muito específicos, mas atualmente é pouco utilizada, uma vez que a laparoscopia e a histeroscopia cirúrgica permitem a operação de praticamente todos os tipos de miomas.

A cirurgia robótica pode ser uma alternativa à miomectomia laparoscópica, entretanto sem benefícios adicionais para a paciente quando comparada às laparoscopias realizadas por cirurgiões capacitados.

Técnicas cirúrgicas para remoção dos miomas

Existem três técnicas cirúrgicas que possibilitam a retirada dos miomas:

  • Miomectomia por laparoscopia;
  • Miomectomia abdominal;
  • Miomectomia histeroscópica.

Miomectomia por laparoscopia

A laparoscopia é uma cirurgia endoscópica minimamente invasiva indicada para o tratamento de diversas condições e doenças, como determinados tipos de miomas.

Na laparoscopia, fazemos algumas pequenas incisões, geralmente com tamanho máximo de 1 cm no abdômen para introduzir uma microcâmera (laparoscópio) e outros instrumentos para a retirada dos miomas.

A laparoscopia é uma técnica cirúrgica avançada realizada sob anestesia geral que permite diversos tipos de intervenções sem grandes agressões ao corpo, com menores incisões, menor tempo de internação hospitalar e retomada mais rápida das atividades habituais.

Miomectomia abdominal

A miomectomia abdominal é realizada por laparotomia. Diferentemente da laparoscopia, na laparotomia é realizada uma incisão no abdômen da mulher e o cirurgião faz a intervenção direta nos miomas, sem o auxílio do sistema ótico utilizado na laparoscopia.

A miomectomia por laparotomia também é feita sob anestesia geral.

Miomectomia histeroscópica

A miomectomia histeroscópica também é uma cirurgia minimamente invasiva, na qual a câmera e o instrumento de trabalho são introduzidos no útero pela vagina após a dilatação do colo uterino.

Feita sob sedação, em ambiente hospitalar, distende-se a cavidade endometrial com soro fisiológico, o que permite o acesso e a visualização da cavidade uterina.

Prescinde de cicatrizes, permitindo uma recuperação rápida das pacientes, exigindo uma internação rápida.

Está indicada para o tratamento dos miomas submucosos.

Cuidados no Pós-operatório

A laparoscopia e a histeroscopia são procedimentos menos invasivos. Assim sendo, a mulher recebe alta precoce, geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento, e necessitando manter repouso menor quando comparado com a laparotomia, geralmente retornando às suas atividades profissionais em 10 dias e às atividades físicas após 30 dias.

Referência:

  1. Womens.es

 

Câncer de Mama: Sinais Que Não Devem Esperar

Câncer de Mama

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 12/10/2026.

Uma alteração na mama que persiste merece investigação, mesmo quando não causa dor. Reconhecer os sinais suspeitos e encaminhar a pessoa para avaliação sem demora pode favorecer o diagnóstico precoce e ampliar as possibilidades de tratamento.

Principais sinais e sintomas

O sinal mais conhecido é o nódulo mamário, que pode ser endurecido, fixo ou apresentar crescimento progressivo. Também merecem atenção a retração da pele ou do mamilo, o aspecto de casca de laranja, o aumento de volume de uma mama, feridas persistentes na pele, secreção espontânea pelo mamilo — especialmente unilateral ou com sangue — e nódulos nas axilas ou na região acima da clavícula. A presença desses sinais não confirma câncer, mas exige avaliação profissional.

Imagine uma paciente que procura a unidade de saúde porque percebeu um nódulo há algumas semanas, mas adiou a consulta por não sentir dor. Durante o acolhimento, a enfermagem deve registrar a queixa e o tempo de evolução e facilitar o encaminhamento para investigação, sem tranquilizar a paciente apenas pela ausência de dor.

Fatores de risco e prevenção

A idade é um dos principais fatores de risco. Histórico familiar, alterações genéticas hereditárias, exposição hormonal ao longo da vida, consumo de bebidas alcoólicas, excesso de gordura corporal e inatividade física também podem influenciar o risco. Ainda assim, muitas pessoas diagnosticadas não apresentam histórico familiar conhecido, portanto a ausência de casos na família não elimina a possibilidade da doença.

A prática regular de atividade física, a manutenção de um peso saudável, a redução do consumo de álcool e a amamentação, quando possível, são medidas associadas à redução do risco. Não existe, porém, uma estratégia capaz de prevenir todos os casos.

Autoexame e mamografia: entenda a diferença

O autoexame mensal com uma sequência rígida de movimentos não é recomendado como método isolado de rastreamento, pois não demonstrou reduzir a mortalidade por câncer de mama. A orientação atual é conhecer o aspecto habitual das próprias mamas e procurar atendimento se surgir uma alteração nova, sem esperar a próxima data de exame.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde atualizada em 2025 prioriza a mamografia de rastreamento a cada dois anos para pessoas de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas. Pessoas entre 40 e 49 anos ou acima de 74 anos que desejem realizar o exame podem discutir riscos e benefícios com um profissional de saúde. Quem apresenta sinais suspeitos precisa de investigação diagnóstica, independentemente da idade ou da data da última mamografia.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação pode incluir avaliação clínica, mamografia diagnóstica, ultrassonografia e outros exames conforme a necessidade. Quando há suspeita, a biópsia permite analisar o tecido e confirmar ou afastar o diagnóstico. A conduta é definida a partir dos resultados, das características do tumor e das condições clínicas da pessoa.

Por exemplo, se uma paciente relata secreção espontânea e unilateral pelo mamilo, a equipe deve registrar as características do achado e encaminhá-la para avaliação, mesmo que não haja um nódulo palpável. A investigação não deve depender exclusivamente do autoexame ou de uma mamografia anterior sem alterações.

Tratamento do câncer de mama

O tratamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e de características biológicas, como a presença de receptores hormonais e HER2. Pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapias-alvo, de forma isolada ou combinada. A escolha é individualizada pela equipe especializada, considerando também as preferências e as condições clínicas da pessoa.

Cuidados de enfermagem

A enfermagem participa da educação em saúde, do acolhimento, da identificação de sinais suspeitos e da orientação para continuidade da investigação. É importante registrar as alterações relatadas, esclarecer dúvidas sobre os exames e evitar que o medo, a desinformação ou a falsa segurança pela ausência de dor atrasem a procura por atendimento.

Durante o tratamento, a equipe também pode apoiar o manejo dos efeitos adversos, os cuidados com a ferida operatória, a prevenção de complicações e o suporte emocional, respeitando a individualidade e a autonomia da pessoa atendida.

Resumo para salvar

Câncer de Mama: Sinais Que Não Devem Esperar

  • Nódulo, retração e secreção espontânea exigem avaliação
  • A ausência de dor não exclui câncer
  • A mamografia de rastreamento segue a faixa etária recomendada
  • Alterações suspeitas precisam de investigação sem demora

Referências

  1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de mama: versão para profissionais de saúde. Rio de Janeiro: INCA, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-profissionais-de-saude.
  2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Sinais e sintomas do câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-profissionais-de-saude/sinais-e-sintomas.
  3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Posicionamento oficial sobre faixa etária recomendada para mamografia de rastreio. Rio de Janeiro: INCA, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2025/posicionamento-oficial-do-instituto-nacional-de-cancer-inca-sobre-faixa-etaria-recomendada-para-mamografia-de-rastreio.
  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Breast cancer. Geneva: WHO, 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/breast-cancer. 

Mastite e os cuidados de Enfermagem

Mastite é o nome dado a uma inflamação aguda que ocorre nas glândulas mamárias, que pode ou não evoluir para uma infecção.

Nas mulheres, essa inflamação geralmente se dá na fase do puerpério (período pós-parto), mas pode ocorrer em qualquer fase durante o período da amamentação. Essa inflamação é causada pela ação de vários microrganismos, sendo o Staphylococcus aureus o agente infeccioso em 50% dos casos.

Geralmente a mastite é acompanhada por fatores como ingurgitamento mamário (extração insuficiente de leite pelo bebê), obstrução dos ductos mamários, estresse, fadiga e fissura nos mamilos. Muitos especialistas acreditam que a forma errada com que a mãe segura o bebê no momento da amamentação seja a causa dos ferimentos nos mamilos e ingurgitamento mamário. Uma vez feridos, os mamilos se tornam uma porta de entrada para os microrganismos que podem causar a mastite.

Os sintomas da mastite são: regiões da mama endurecidas, vermelhidão, sensibilidade, dor e inchaço das mamas, seguidos por febre, calafrios, mal-estar, prostração e astenia.

Dependendo do grau da infecção, o médico especialista irá prescrever o tratamento mais adequado. Geralmente há a prescrição de massagens locais para estimular a produção de ocitocina e facilitar a fluidificação do leite. Seguida às massagens, a mãe deverá fazer a ordenha, ingerir muito líquido e manter repouso. Em alguns casos o médico pode prescrever o uso de antitérmicos, analgésicos e antibióticos compatíveis com a amamentação.

Os médicos recomendam que a mãe não pare de amamentar durante a mastite, mesmo se fizer o uso de algum medicamento prescrito. A presença de toxinas dos medicamentos no leite é mínima e não interfere na saúde do bebê. A interrupção das mamadas durante o tratamento pode levar à formação de abcessos, causando problemas psicofisiológicos para a mãe e para o bebê.

A melhor forma de evitar esse tipo de inflamação é segurar o bebê da maneira correta, para que ele consiga sugar maior quantidade de leite sem causar ferimentos nos mamilos, nem ingurgitamento mamário.

Sinais e Sintomas

  • Dor e sensação de febre no peito durante a amamentação (geralmente essa infecção só afeta um seio);
  • Desconforto ou dor na mama;
  • Inchaço do seio;
  • Sensação de febre no seio;
  • Vermelhidão na área afetada (com frequência em formado de meia-lua);
  • Sensação de cansaço ou fadiga;
  • Febre e calafrios.

Cuidados de Enfermagem

Materiais necessários:

  • Bomba para ordenha se necessário;
  • Compressas.
  1. Orientar a mãe a amamentar com maior frequência, iniciar o aleitamento pela mama afetada;
  2. Orientar a boa “pega” do bebê;
  3. Massagear o seio durante a amamentação, da área bloqueada em direção ao mamilo;
  4. Se haver alguma impossibilidade de amamentar, orientar ordenha manual ou utilizar a bomba para ordenha;
  5. Orientar nutrição e hidratação adequadas;
  6. Orientar o companheiro ou acompanhante quanto a importância de um período adequado de descanso da mãe;
  7. Oferecer suporte emocional;
  8. Aplicação de calor local, antes da amamentação, seja por banho morno ou compressas;
  9. Aplicação de compressas frias, após a amamentação ou ordenha, para aliviar a dor e o edema mamário;
  10. Antibioticoterapia e analgesia conforme prescrição médica.

Algumas observações:

  • A produção de leite pode estar afetada na mama comprometida, com diminuição do volume secretado durante vários dias;
  • O sabor do leite materno costuma alterar-se, tornando-se mais salgado, o que pode ocasionar rejeição do leite pela criança. Orienta-se a manutenção da amamentação, já que o esvaziamento adequado da mama, preferencialmente por intermédio de sucção pelo bebê, é o componente mais importante do tratamento;
  • Medidas de prevenção da mastite são as mesmas do ingurgitamento mamário, do bloqueio de ductos lactíferos e das fissuras, bem como seu manejo precoce antes de complicações mais graves.

Referências:

  1. ACADEMY OS BREASTFEEDING PROTOCOL COMITTEE (ABM). Clinical protocol: Mastitis. Breastfeeding Medicine, USA, v.3, n.3, p.177-180, 2014. In: VIDUEDO, A.F.S. Mastite lactacional: registro em evidências. Ribeirão Preto, 2014, p. 29.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria sw Atebção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2011. v.4.: il. – ( Série A. Normas e Manuais Técnicas).
  3. __________. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança : aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. 184 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica ; n. 23. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf.

O Aleitamento Materno e seus tipos

Aleitamento Materno

O leite materno é importante para o crescimento e desenvolvimento da criança, trazendo benefícios para a vida toda.

O aleitamento materno possibilita a formação de uma ligação afetiva entre mãe-filho, através do contato físico, o que facilita a união entre eles. A criança pode começar a mamar logo após o nascimento ainda na sala de parto, só trazendo vantagens para a mãe e recém-nascido.

 

O leite materno é livre de impurezas, fresco, disponível na temperatura ideal e facilmente digerido pela criança.Nas primeiras 72 horas após o parto as mamas produzem um leite que é chamado de colostro, é amarelado e grosso, sai em pequenas quantidades. É o que a criança necessita nos primeiros dias de vida, pois contém nutrientes necessários para ela nesta fase.

O colostro também é considerado a primeira vacina do bebê, pois contém anticorpos maternos que vão ajudá-lo a não contrair infecções como sarampo, entre outras, que nesta fase seriam fatais para ele. Também é rico em substâncias que favorecem o crescimento, estimulam o desenvolvimento do intestino do bebê, preparando-o para digerir e absorver o leite maduro, e impedem a absorção de proteínas não digeridas. O colostro é laxativo e auxilia a eliminação do mecônio (primeiras fezes do recém-nascido).

Em uma ou duas semanas, o leite aumenta em quantidade e muda sua aparência e composição. Este é o leite maduro que contém todos os nutrientes necessários para a criança crescer. Ele parece mais ralo que o leite de vaca, o que pode levar a pensar que o leite é fraco. Mas esta aparência aguada é normal, por que ele fornece água suficiente para a criança.

A composição do leite maduro muda durante a mamada. No começo, parece acizentado e aguado, sendo rico em proteína, vitaminas, minerais e água. No fim, parece mais branco do que no começo e contém mais gordura, que vai fornecer energia. A criança necessita tanto do leite do começo quanto do final para poder crescer e desenvolver-se bem. É importante deixar que o bebê pare de mamar espontaneamente, pois se interrompermos a amamentação, podemos fazer com que a criança não receba quantidade suficiente do leite energético.

O aleitamento materno deve ser exclusivo, em livre demanda, até os seis meses de vida, pois o leite fornece tudo que a criança precisa neste período.

Os Tipos de Aleitamento Materno

– Aleitamento materno exclusivo – somente LM, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos (gotas ou xaropes – vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos);
– Aleitamento materno predominante – além do LM, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões) e sucos de frutas;
– Aleitamento materno complementado – além do LM, qualquer alimento sólido ou semi-sólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber, além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar;
– Aleitamento materno misto ou parcial – quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007a)

 

Algumas Recomendações da Amamentação pelo Ministério da Saúde

A Amamentação deve ser exclusiva nos 6 primeiros meses, sendo continuada até os 2 anos de idade ou mais.

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Regra de Naegele (Cálculo da Data Provável do Parto DPP)

Regra de Naegele

Regra de Naegele é uma forma padronizada de calcular a data provável do parto (DPP) de uma gestante, subtraindo três meses e adicionando sete dias à data da última menstruação (DUM) relatada pela mulher.

O resultado é aproximadamente 280 dias (40 semanas) após o último período menstrual. Outro método consiste em adicionar nove meses e 7 dias à data da última menstruação.

A regra de Naegele recebeu este nome por causa de Franz Karl Naegele (1778–1851), o obstetra alemão que a desenvolveu. Naegele nasceu em 17 de julho de 1778, em Düsseldorf, Alemanha. Em 1806, Naegele se tornou professor e diretor da maternidade de Heidelberg. Sua obra Lehrbuch der Geburtshilfe foi publicada pela primeira vez em 1830 para assistentes de parto e reeditada mais 14 vezes.

Esta regra estima a data provável do parto (DPP) a partir do primeiro dia do último período menstrual da mulher (data da última menstruação – DUM). Deve-se subtrair três meses e adicionar sete dias à DUM, ajustando o ano. O resultado é de aproximadamente 280 dias (40 semanas) após a DUM.

Exemplo:
O primeiro dia do período foi 5 de maio de 2009.
Menos três meses: 5 de fevereiro de 2009.
Mais sete dias: 12 de fevereiro.
Mais um ano: 12 de fevereiro de 2010.

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Regra de Naegele