O que é “Lúmen” de um Cateter?

O termo Lúmen na medicina, denomina-se como uma via de acesso que pode ser administrado medicamentos, mensuração de PVC, hemoderivados, reposição volêmica, coleta de sangue , entre outros.

É praticamente um tubo, que conectado a um tubo central, é implantado sob a pele do paciente em uma via venosa de grosso calibre, podendo ser utilizado em situações como grandes cirurgias, emergências, terapia nutricional parenteral, entre outros.

O principal objetivo é de manter um acesso por longo período de tempo, para auxiliar a terapia medicamentosa do paciente.

Os diversos cateteres que pode conter de 01 a 05 lúmens são os Cateteres Venosos Centrais, Cateteres Venosos Centrais de Inserção Periférica (PICC), Cateteres para Hemodiálise Shilley, Permcaths, Portocaths, e até o Swan Ganz. 

Saídas Situadas em Diferentes pontos do Cateter

Geralmente, os Cateteres Venosos Centrais e o Swan Ganz podem possuir mais de duas saídas, ou pontas, situadas em distâncias pré-determinadas do coração.

A ponta distal do cateter das veias jugular e subclávia deverá estar na parte inferior da veia cava superior, enquanto que os cateteres femorais devem ser posicionados de modo a ponta do cateter encontrar-se dentro da veia cava inferior torácica.

Os únicos cateteres que não possuem estas diferenciações são o de Inserção Periférica (PICC), pois ele pode ser cortado com uma lâmina de bisturi após a mensuração da anatomia do paciente, sendo inserido com o tamanho adequado ao paciente, o que não necessitaria nesta situação os tipos de pontas diferenciadas, a de Shilley, Permcath e Portocath.

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Cateter Venoso Central (CVC)

Os Cateteres Venosos Centrais (CVC) são cateteres cuja ponta se localiza numa veia de grosso calibre. A inserção do cateter pode ser por punção de veia jugular, subclávia, axilar ou femoral. Tem por finalidade permitir uma terapia adequada em doentes que necessitem de intervenções terapêuticas complexas.

São geralmente necessitados em casos de Emergência, Unidade de cuidados intensivos, pós-operatórios-operatórios imediatos de cirurgias complexas, Patologias que requerem medidas terapêuticas prolongadas.

As principais indicações para a CVC

  • Hipovolemia Refratária;
  • Hipotensão Grave;
  • Medida de PVC;
  • Hemocomponentes;
  • Utilização de Drogas Vasoativas;
  • Acesso periférico difícil, quimioterapia, transplante de medula óssea, nutrição parenteral;

Existem cateteres de diversos lúmens (vias), sendo de uma em até três ou mais, se necessário, de acordo com a necessidade da situação.

Os Principais Fatores de Risco no uso do cateter

  • Maior tempo de permanência do dispositivo no paciente;
  • Maior manipulação do cateter;
  • Violação da técnica asséptica;
  • Execução e material inadequados na cobertura do local de inserção do cateter;
  • Tipo do cateter (número do lúmen e qualidade do material);
  • Infusão de líquidos contaminados;
  • Soluções contaminadas;
  • Mãos da equipe de saúde;
  • Técnica inadequada de manipulação;
  • Antissépticos contaminados.

Tempo de permanência

– Curta: cateteres produzidos em poliuretano ou PVC e não possuidores de barreira bacteriana, devem ficar implantados em um prazo máximo de 15 dias.

Longa: cateteres produzidos em silicone e possuidores de barreira bacteriana, não possuem prazo para sua retirada.

Atuação do Técnico de Enfermagem no procedimento

A preparação psicológica do doente é extremamente importante. O Técnico de enfermagem, sempre que possível, deve explicar ao doente o que é um CVC, a sua necessidade, e alguns aspectos sobre o procedimento de colocação. Após preparação do material, pode ser necessário efetuar a tricotomia da região onde irá ser colocado o CVC. A tricotomia deve efetuar-se antes do procedimento com tesoura ou máquina elétrica e nunca com lâmina, devido ao risco acrescido de colonização de pequenas escoriações acidentais.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Deve ser realizado em condições de assepsia e controle radiológico para verificação do posicionamento da ponta do cateter.

Algumas das Principais Complicações Pós Inserção do CVC

– Torácicas:

  • Pneumotórax;
  • Hemotórax;
  • Hidrotórax;
  • Enfisema subcutâneo

– Arteriais:

  • Laceração arterial;
  • Fístula artério-venosa;
  • Hematoma subcutâneo;

– Venosas:

  • Laceração venosa;
  • Hematoma subcutâneo;
  • Trombose venosa;
  • Embolia gasosa;

– Cardíacas:

  • Arritmias;
  • Perfuração cardíaca;

– Neurológicas:

  • Traumatismo do plexo;
  • Braquial;

– Mecânicas:

  • Migração do catéter;
  • Angulação do catéter;
  • Compressão do catéter;

– Outras

  • Infecção;
  • Obstrução;
  • Remoção Acidental;

Os cuidados de Enfermagem para o CVC

  • Lavar o cateter com 20ml de SF 0,9% após infusão de hemocomponentes ou de medicações;
  • Heparinizar o cateter quando seu próximo uso for ocorrer em um tempo superior a 24h e salinizar quando o tempo for inferior a 24h;
  • Trocar o equipo utilizado para administração de quimioterápicos antineoplásicos e soroterapia a cada 72h e o de hemocomponente a cada transfusão, exceto plaquetas que deve ser trocada ao final do volume total prescrito;
  • Trocar o curativo tradicional com gazes a cada 24h e na presença de umidade e sujidade ou sempre que for necessário;
  • Identificar os equipos em uso com a data e horário da instalação e assinatura do responsável;
  • Identificar e anotar a data, horário e assinatura do responsável pela punção e curativo do dispositivo de punção;
  • Anotar o número de punções realizadas, em um impresso próprio, para permitir controlar o tempo de uso do cateter;
  • Observar se há formação de hematoma local e administrar analgésico conforme queixas do cliente, no pós-operatório imediato da implantação do cateter;
  • O cateter pode ser usado logo após a sua implantação, na ausência de complicações operatórias. Nesse caso deve ser puncionado ainda sob efeito do anestésico, evitando a dor da punção;
  • Inspecionar e palpar o local de inserção do cateter, procurando detectar precocemente sinais de infecção;
  • Observar com rigor o aspecto das soluções a serem infundidas, quanto à presença de resíduos, corpos estranhos, precipitação, coloração e turvação;
  • Utilizar, preferencialmente, sistemas de infusão fechados em cateteres totalmente implantados.

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O Cateter Permcath: O que é?

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres Flexíveis

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateterismo Vesical de Demora

sonda vesical

Sonda vesical ou cateter urinário é um tubo de látex, poliuretano ou silicone inserido na uretra até a bexiga para coletar urina para exames ou para injetar substâncias no tratamento de uma cistite (bexiga inflamada). Conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013, o cateterismo passou a ser realizado por um enfermeiro.

As Pontas Distais

A utilização dos diversos cateteres com pontas distintas irá depender da patologia que o paciente apresenta, e também sua característica física. Algumas delas são inseridas somente em procedimento cirúrgico.

O Cateter ou Sonda de Foley

Existem vários tipos de cateter urinário, portanto, estamos abordando sobre o Cateter Foley ou também chamado de Sonda permanente.

A sonda é mantida no lugar por um balão inflado com água. É indicado para condições que afeta os nervos que controlam a bexiga como: espinha bífida, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral ou lesão medular. Também é indicada para doenças crônica debilitante ou terminais com perda de mobilidade ou consciência que impedem usar o banheiro ou um instrumento de coleta.

Esse tipo de cateterismo é muito utilizado a nível hospitalar, em uma gama de procedimentos, incluindo: Obtenção de urina asséptica para exames; esvaziamento da bexiga em pacientes com retenção urinária; preparação cirúrgica e pós-cirurgia; em pacientes com bexiga neurogênica.

Para que é indicado?

As razões pelas quais alguém pode não ser capaz de urinar por conta própria incluem:

  • Fluxo de urina bloqueado por cálculos renais, coágulos de sangue na urina ou hipertrofia da próstata;
  • Cirurgia da próstata;
  • Cirurgia na área genital, como um reparo de fratura de quadril ou remoção de câncer pélvico;
  • Lesão dos nervos da bexiga;
  • Lesão da medula espinal;
  • Condição que prejudica sua função mental, como a demência vascular;
  • Medicamentos que prejudicam a capacidade dos músculos da bexiga de contrair.

O Diâmetro do Cateter

Os diâmetros do cateter são dimensionados pela escala francesa do cateter (Fr), sendo que cada Fr equivale 0.33 mm. Os diâmetros existentes em um cateter urinário são 14Fr, 16Fr, 18Fr, 20Fr, 22Fr.

O clínico seleciona um tamanho grande o suficiente para permitir o fluxo livre de urina e para evitar vazamento de urina ao redor do cateter. Um tamanho maior é necessário quando a urina é espessa, sanguinolenta ou contém sedimentos. Cateteres maiores, no entanto, são mais propensos a danificar a uretra, tem maior risco de serem colonizados por bactérias e são mais difíceis de colocar.

As vias do Cateter

As sondas de duas vias possuem uma via para drenagem de diurese e outra para inflar o balonete. Nas sondas de três vias, a via restante é utilizada para irrigação da bexiga. Geralmente são utilizadas sondas calibrosas em pós-operatório de cirurgias urológicas, em casos de irrigação da bexiga, evitando dessa maneira coágulos indesejáveis.

Os Cateteres Urinários e suas complicações

– Agudas: Infecções urinárias sintomáticas associadas a curta permanência do cateter, podendo incluir quadros de hipertermia, pielonefrite aguda podendo o paciente evoluir para sepse e morte.

– Crônicas: urinárias sintomáticas associadas a longa permanência do cateter, incluindo obstrução do cateter, cálculos urinários, infecções peri urinárias localizadas, inflamações renais crônicas e após muitos anos, câncer de bexiga.

Cuidado com o Risco de Infecção!

A introdução de um cateter de permanência facilita o aporte de bactérias, levando a infecção do trato urinário.

Cuidados de Enfermagem no Procedimento de Introdução do Cateter Vesical de Demora

O Técnico de Enfermagem poderá auxiliar o Enfermeiro no procedimento da introdução do cateter, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– agulha de 40×20;
– Ampola de AD 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina estéril (sistema fechado);
– Sonda Foley com o tamanho pré estabelecido;
– Em homens : Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O Procedimento

– Colocar o paciente em posição (mulher: ginecológica; homem: pernas estendidas);
– Posicionar biombo e foco de luz s/n;
– Lavar as mãos;
– Abrir o pacote de sondagem (cateterismo vesical) em uma mesa auxiliar com um campo estéril se possível ou sobre o leito, no sentido diagonal, colocando uma das pontas sob a região glútea, tomando cuidado para não contaminar o a embalagem interior estéril;
– Colocar PVPI na cuba redonda, que contém as bolas de gaze;
– Abrir a sonda e o resto do material sobre o campo (gaze, agulha, seringa);
– Mulher: colocar xylocaína na gaze
– Abrir a ampola de água e oferecer à quem está passando o cateter;
– O Enfermeiro deve calçar as luvas;
– O mesmo irá testar o Cuff da sonda (fazer o balão inflar);
– O mesmo irá aspirar 10 ml de água destilada sem tocar na ampola;
– O mesmo deve lubrificar 5 cm da sonda;
– No caso de homens: O Enfermeiro deve preparar a seringa com 10 ml de  xilocaína gel;
– O mesmo deve conectar a sonda ao coletor;
– O mesmo deve fazer a antissepsia:
Em  mulheres:  duas bolas de gaze entre a vulva e os grandes lábios, duas bolas de gaze entre os pequenos lábios, uma bola de gaze no meato urinário;
Em homens: afastar o prepúcio e expor a glande, fazer  antissepsia em movimentos circular ou, do meato em direção a  glande , elevar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, injetar 10 ml de  xilocaína  gel no meato;
– O Enfermeiro irá realizar a introdução a sonda pré-conectada a um coletor de drenagem de sistema fechado, bem lubrificada por 5 cm a 7 cm no meato uretral, utilizando técnica asséptica estrita. Em caso de mulheres, se a urina não aparecer, verificar se a sonda não está na vagina. Se erroneamente posicionada, deixar a sonda na vagina como um marco indicando onde não inserir e introduzir outra sonda.
– Insuflar o balonete com água destilada (de acordo com os CC descritos na própria sonda), certificando-se de que a sonda está drenando adequadamente.
– Tracionar suavemente a sonda até sentir resistência.
– Fixar a sonda de demora, prendendo-a juntamente com o a bolsa de drenagem, na face interna da coxa em mulheres,  e em homens na região inguinal, supra púbica ou hipogástrica com esparadrapo do tipo antialérgico;
– Realizar a anotação da data inserida na bolsa coletora de urina;
– Secar a área e manter a paciente confortável;
– Lavar as mãos;
– Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar;
– Manter o ambiente da paciente em ordem.

Para a Retirada do Cateter Vesical de Demora

O que irá precisar:

– Saco de lixo para conteúdos infectantes; luva de procedimento; seringa de 20 ml.

O que fazer?

– Verificar a bolsa coletora (volume, cor, aspecto da urina);
– Calçar luvas de procedimento;
– Aspirar o soro fisiológico ou AD do CUFF ou balão (mesmo volume que foi colocado);
– Retirar a sonda;
– Desprezar no lixo.

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Cateter Duplo J

Cateter Duplo J

O Cateter Duplo J tem este nome por apresentar as duas extremidades em forma parecida com a letra J. O Duplo J apresenta furos em seu trajeto que permitem o escoamento da urina é utilizado com a finalidade de drenar a urina do rim em direção a bexiga. É colocado dentro do ureter em casos onde a drenagem de urina do rim para a bexiga está comprometida.

Os principais casos onde se usa o duplo J

  • Pós-operatórios de cirurgias urológicas no rim ou nos ureteres;
  • Compressões extrínsecas do ureter (tumor abdominal);
  • Cálculos obstruindo a drenagem de urina dos rins;
  • Lesões do ureter por trauma;
  • Estenose congênitas ou adquiridas do ureter.

Tempo de Permanência do Cateter

O cateter duplo J pode ficar no ureter por 3 a 9 meses dependendo do seu diâmetro. Na maioria dos casos, não é necessário ficar com o cateter durante tanto tempo. Quando o urologista indica o uso prolongado do duplo J, o ideal é que a cada 3 meses o cateter seja reavaliado para termos certeza que ele não está obstruído.

A retirada do cateter é um procedimento simples e feito por via endoscópica com um cistoscópio. Entra-se pela uretra com esse endoscópio e puxa-se o cateter para fora. Se não houver complicações como aderências ou deslocamentos do duplo J, a retirada é um procedimento rápido, e na maioria das vezes, indolor.

Cuidados Recomendados

Após a colocação do cateter duplo J é importante ter alguns cuidados para não agravar os incômodos que ele pode causar. Recomenda-se ingerir bastante líquido, evitar bebidas ácidas (refrigerantes, bebidas alcoólicas, café, suco de frutas cítricas), alimentos condimentados e apimentados.

Além dos cuidados com a alimentação, quem está com um cateter duplo J deve evitar atividades físicas intensas. Apesar de não ser propriamente proibido, o esforço físico pode agravar o desconforto e provocar pequenos sangramentos na urina.

Convém também não fazer força para urinar para não piorar a dor na coluna lombar, que pode ocorrer nos primeiros 3 dias após a colocação do cateter duplo J.

atividade sexual pode ser mantida normalmente, mas deve ser evitada se a pessoa estiver com um cateter duplo J com fio externo para a sua retirada, pois o cateter pode ser deslocado durante a relação.

Outra recomendação é tomar corretamente os medicamentos analgésicos e antibióticos prescritos pelo médico urologista.

O cateter duplo J pode causar uma série de sintomas, como aumento da frequência urinário, urgência urinária, dor ou ardência para urinar, incontinência urinária, presença de sangue na urina, esvaziamento incompleto da bexiga, desconforto pélvico e dor na região lombar.

Grande parte desses sintomas e incômodos é devida à irritação da bexiga causada pela extremidade do cateter.

Apesar de ser feito com um material flexível e não-alérgico, o cateter duplo J não deixa de ser um corpo estranho para o organismo. É comum ocorrer uma inflamação da mucosa da bexiga, que provoca sintomas semelhantes a uma cistite (infecção urinária na bexiga) e pequenos sangramentos observados na urina.

Outro incômodo frequente é a dor nas costas (lombar) causada pelo retorno da urina da bexiga para os rins.

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

A última coisa que você quer fazer é dizer ao seu paciente que você precisa re-puncioná-lo quando perde um acesso!

Por isso, foi lançado o BD Nexiva ™,  foi criado para minimizar os ferimentos causados por punção de agulhas e exposição a sangue durante a introdução!

Todos os dias, você corre o risco de estar exposto aos fluídos de sangue de seus pacientes, aumentando a probabilidade de contrair uma doença transmitida pelo sangue.

O BD criou um sistema fechado de cateter EV,  que foi projetado para minimizar a exposição ao sangue durante inserção, o que pode reduzir o potencial de contaminação e infecção, mantendo o sangue de onde é pertencente longe de você.

Também foi embutido uma plataforma de estabilização, que ajuda minimizar o movimento do cateter e desalojamento, o que pode facilitar a minimizar complicações e aumentar satisfação do paciente.

E boa notícia! O conjunto de extensor dupla via é capaz de suportar injeções de alta pressão (300 PSI) para exames com uso de contrastes!

Os Tamanhos Disponíveis

O BD Nexiva ™ foi disponibilizado em seguintes tamanhos:

CorTamanhoDescrição
Amarelo24G0.56 pol. (0.7 mm x 14 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Amarelo24G0.75 pol. (0.7 mm x 19 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Azul22G1.0 pol. (0.9 mm x 25 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa20G1.0 pol. (1.1 mm x 25 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa20G1.26 pol. (1.1 mm x 32 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa20G1.77 pol. (1.1 mm x 45 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Verde18G1.25 pol. (1.3 mm x 32 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Verde18G1.75 pol. (1.3 mm x 45 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™

Você sabia?

  • Com a tecnologia Instaflash Needle Technology™, permite fixação segura e diminui os riscos de deslocamentos acidentais!
  • Com a Tecnologia Vialon™, permite a visualização rápida do refluxo confirmando o sucesso da punção.
  • Com o sistema fechado “Tudo em Um”, diminui significativamente a exposição ao sangue durante a inserção e otimiza o tempo do profissional.
  • O conjunto de extensor Dupla Via de Alta Pressão é capaz de suportar injeções de alta pressão (300 PSI) para exames com uso de contrastes.
  • O mecanismo de segurança automático da agulha ajuda a protegê-lo de ferimentos causados por punção da agulha!
  • O cateter IV fechado BD Nexiva™ demonstrou reduzir a exposição a sangue em 98%

Em um estudo clínico de 2014, demonstrou-se que os cateteres BD Nexiva ™ teve uma baixa taxa de flebite e um tempo de permanência médio de 144 horas.

O Cateter Permcath: O que é?

Cateter Permcath




O Cateter de Permcath é um pouco diferente do Cateter de Shilley. Mesmo que ambos sejam para sua principal função, que é permitir a hemodiálise ao paciente, o cateter de Shilley é muito utilizado como procedimento temporário, outras vezes é um procedimento de transição para a fístula, e outras vezes, é definitivo.

O que é o Cateter Permcath?

O Nome Permcath já provém do significado vindo do inglês: “Perm” de permanência e “Cath” de cateter, onde o mesmo é de longa permanência, podendo ficar em até dois anos implantado em uma veia de grosso calibre central, geralmente através da veia jugular no pescoço.

Os Locais de Inserção

Pode também ser introduzido em outras veias como a subclávia, que fica no tórax embaixo da clavícula, ou na femoral, que fica na virilha, além de outros locais menos comuns.

Este cateter é colocado através de um túnel feito em microcirurgia com saída em um local diferente do que foi implantado, oferecendo mais conforto ao paciente e, mais importante, menor índice de infecções.

Para quem é indicado este tipo de cateter?

Geralmente é indicado em pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC), que necessitam realizar hemodiálise, que é o processo de filtração do sangue que substitui as funções dos rins; onde necessitam de um acesso venoso para o procedimento.

Os acessos mais utilizados são os cateteres, no caso o Permcath, e as fístulas arteriovenosas.

Mas qual é o acesso ideal para a Hemodiálise?

O ideal mesmo é a fístula arteriovenosa (FAV) autóloga, ou seja, confeccionada com a veia do próprio indivíduo, pois apresenta maior potência, menor índice de intervenções e menos infecção, se comparadas à FAV heteróloga (confeccionada com prótese), ao cateter tunelizado com cuff (permcath) e ao cateter não tunelizado (shilley).

As Complicações

O Permcath apresenta baixo índice de complicações; porém, mesmo sendo raras, podem ser importantes, portanto nunca se deve minimizar ao paciente tal procedimento.

As complicações do intra e do pós-operatório imediato do cateter consiste sobretudo em:

  • Punção arterial acidental;
  • Hematoma;
  • Embolia gasosa;
  • Pneumotórax;
  • Disfunção do cateter;
  • Perfuração de vasos, do átrio ou do ventrículo direito;
  • Lesão do ducto torácico quando a punção é realizada do lado esquerdo.

As complicações tardias consistem em:

  • Fratura do cateter;
  • Desconexão do cateter do reservatório;
  • Extravasamento de medicamentos;
  • Extrusão do reservatório e/ou necrose de pele que recobre o cateter;
  • Rotação do reservatório;
  • Tração inadvertida da extremidade do cateter;
  • Oclusão do cateter;
  • Trombose venosa profunda;
  • Infecção.

Como é feito o procedimento de inserção do cateter?

O implante do cateter de Permcath é feito no centro cirúrgico com a aplicação de anestesia local.

Utilizando aparelho de radioscopia digital, o procedimento é realizado de forma rápida e segura.

Geralmente o paciente recebe alta no mesmo dia e pode realizar hemodiálise pelo cateter assim que este é implantado.

Em alguns casos, o Permcath também pode ser utilizado para transplante de medula óssea.

Quem pode manipular os cateteres tipo Permcath dentro da Equipe de Enfermagem?

Conforme o Parecer Técnico Coren-PE nº 011/2016, onde é discutido sobre a legalidade da manipulação de acessos tipo cateter de permcath de pacientes em hemodiálise, especialmente os de difícil acesso venoso; eles esclarecem que:

“Diante do exposto, destacamos que fazem parte da manipulação dos cateteres do tipo Permcath; a heparinização, manutenção da fixação, curativo e prevenção de infecções. Que os mesmos, por serem longos, exigem um cuidado mais aprofundado, denotando exigência de competência técnica mais complexa que a manipulação dos cateteres menores. Outro item considerado é a complexidade do paciente. O que nos inclina a esclarecer que esta é uma atividade que deve ser realizada por Enfermeiro. Não devendo estes, delegar esta atividade aos profissionais de enfermagem de nível médio. Devem ainda estar aptos a realiza-la após comprovada qualificação e/ou experiência na manipulação dos mesmos.

Deve utilizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem para o cuidado aos pacientes, elaborar protocolos que descrevam detalhadamente o rito de manipulação, como rotinas de heparinização e troca de curativos. Por último, deve comunicar as autoridades competentes, quando houver déficit de profissionais e/ou profissionais desqualificados para a prática em tela”

Quanto ao curativo:

O primeiro curativo do sítio de inserção do cateter (óstio) deverá ser realizado após 24 horas da data de inserção ou antes caso haja presença visível de sangue decorrente da punção. O curativo deverá ser trocado, a seguir, a cada 48 horas ou sempre que o mesmo apresentar-se sujo, molhado ou soltando, respeitando a técnica asséptica, descrita a seguir:

  • Lavar as mãos com água e sabão neutro ou utilizar álcool gel (com a mesma técnica de fricção das mãos);
  • Caso utilize a técnica “no touch” (técnica onde se utiliza pinças de curativo, sem o contato direto das mãos no campo), a utilização de luvas estéreis é dispensável;
  • Retirar o curativo anterior e proceder à troca;
  • Calçar luvas estéreis e colocar o campo estéril;
  • Palpar túnel em direção ao óstio e inspecionar o óstio para avaliar hiperemia, dor , edema , secreção , sangramento , etc.;
  • Avaliar o óstio, buscando sinais de infecção como hiperemia, secreção (purulenta ou não), dor e calor;
  • Limpar o óstio com soro fisiológico com gaze estéril;
  • Fazer limpeza do óstio com gaze umedecida em clorexidina alcoólica;
  • Fazer 3 vezes a desinfecção de todo cateter com clorexidina alcoólica , sempre no sentido do óstio p/ as conexões;
  • Testar refluxo das duas vias do cateter c/ seringas 3ml e desprezar as  seringas c/ sangue;
  • Testar fluxo das duas vias com seringas contendo 15cc de SF 0, 9% fazer em “flush” rápido , seguido do clampeamento de cada via (técnica de salinização do cateter);
  • Atentar p/ posicionamento correto do “Clamp”;
  • Trocar soros e equipos e polifix a cada troca de curativo;
  • Fechar o curativo com gaze seca estéril e micropore, não esquecendo de datar o curativo. Caso utilize cobertura do tipo filme transparente estéril não há necessidade de manter gaze no óstio de inserção;
  • Trocar o curativo a cada 48h ou caso necessário;
  • Registrar o curativo em prontuário.

Obs.: Caso haja presença de secreção ou sangue no óstio, o curativo deve ser trocado diariamente até a ausência de sinais de infecção. O uso de máscara é dispensável. Recomenda-se não conversar durante o procedimento. É imprescindível o auxílio de um outro profissional para evitar a contaminação do material.

Quanto aos cuidados com os conectores:

  • Realizar desinfecção das conexões antes da manipulação do cateter realizando fricção com gaze umedecida em clorexidina alcoólica trocando-os a cada curativo;
  • Os dispositivos utilizados para a administração de sangue e derivados devem ser trocados a cada 12 horas e os utilizados para a administração de nutrição parenteral a cada 24 horas;
  • No caso de inserção de um novo cateter, todas as soluções e dispositivos de infusão devem ser trocados e jamais transferidos do antigo para o novo.

Veja Também:

Hemodiálise intensiva

Diálise Peritoneal (DP)

 




Cateteres Flexíveis




Os Cateteres Flexíveis, também conhecido como “Abocath, Jelco” são cateteres de curta permanência que servem para monitorar o paciente, administração de soroterapia medicamentosa, onde são constituídos por materiais cilíndricos, canulados e perfurantes.

Contudo, são destinados (exclusiva ou simultaneamente) a viabilizar a drenagem de elementos do tecido sanguíneo e/ ou infusão de soluções líquidas, na direção exterior corporal ou interior dos vasos, nos respectivos sentidos do fluxo.

Mas possuem uma extremidade destinada à perfuração e à penetração das estruturas corporais e outra, ao “plug adaptador”, para promover conexões com seringa(s) ou equipo(s).

Entretanto, muitos o conhecem pelos nomes comerciais “jelco, abocath”, mas vale lembrar que isto é somente um nome comercial, todavia que existem outros nomes para este tipo de cateter.

Conhecendo as Características do Cateter

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bísel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso.

Portanto, é confeccionado de polímero policloreto de vinila (Teflon® ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres que vão de 14G a 24G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão posteriormente.

As Indicações de Cada Cateter

Nº14: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, procedimentos de ressuscitação, sempre que se deve infundir grandes quantidades de líquidos. Portanto, a inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

16: Pré-adolescentes, adolescentes e adultos, mas também serve para administração de hemoderivados e hemocomponentes e outras infusões viscosas. Portando, a  Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

18: Crianças, adolescentes e adultos. Certamente é adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outros hemoderivados.

Nº 20: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a a maioria das infusões, portanto, é mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, contudo deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Eventualmente indicado em casos de inserção difícil, como pele resistente.

Nº22 e 24: RN’s, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor.

Portanto, é ideal para veias muito estreitas, todavia como exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.

Enfim, destacando que o cateter 24G é que a sua cânula é bem fina e pode ser utilizado em neonatos sem causar o rompimento do vaso.

Validade de Troca

Decerto é indicado consultar o Protocolo Operacional Padrão (POP) de sua instituição para averiguar o prazo de validade padronizado naquele âmbito hospitalar.

Contudo é recomendado em diversas literaturas para o prazo de troca, mesmo que não obtenha sinais flogísticos, ou flebite, em até 72 horas, sempre revezando o lugar a ser puncionado.

Veja também:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)




Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”




Os Cateteres Agulhados, ou popularmente conhecidos como “Scalp” ou “Butterfly” , são feitos de aço inoxidável biocompatível, não flexíveis que na qual dobram-se sob resistência, para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, pode ser usado para administração de medicamentos “In bolus” ou “flush” e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Os Tipos de Terapia Infusional

  • Bolus: tempo menor ou igual a 1 minuto;
  • Infusão rápida: realizada entre 1 e 30 minutos;
  • Infusão lenta: realizada entre 30 e 60 minutos;
  • Infusão contínua: tempo superior a 60 minutos, ininterruptamente;
  • Administração Intermitente: não contínua, de 6 em 6 horas.

Características Físicas dos Cateteres Agulhados

O Cateter Agulhado é composto pelos principais itens:

  • Protetor da agulha: Garante a integridade da agulha até o momento do uso;
  • Asas de empunhadura/fixação: Facilitam a “empunhadura” durante a punção e a estabilização do dispositivo durante o tempo de permanência na veia;
  • Tubo vinílico transparente, atóxico e apirogênico: Permite a visualização do refluxo sangüíneo e/ou medicamento infundido, reduzindo o contato com o sangue;
  • Conector fêmea Luer-Lok(TM) codificado por cores: Proporciona segura conexão com o equipo e permite a identificação do calibre de acordo com a cor do conector;
  • Paredes finas: Aumenta o fluxo interno.

Observação: Todo o dispositivo precisa ser preenchido com a solução que será utilizada no paciente, antes de administração!

Os Calibres dos Cateteres Agulhados e suas indicações

Os Cateteres Agulhados são classificados com números ímpares, lembrando que quanto menor o número, maior calibre é da agulha:

  • 19G: Indicado para veias de grande calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grande dosagens, coleta de sangue;
  • 21G e 23G: Indicado para veias de médio calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grandes e médias dosagens, in bolus ou flush e coleta de sangue;
  • 25G e 27G: Indicado para veias de pequeno calibre, ou seja, crianças ou neonatos, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos in bolus ou flush, de baixa dosagens.

Vantagens e Desvantagens

Sua Principal vantagem é de ter uma agulha de paredes finas, muito afiadas próprio para pequenos vasos, possibilitando a inserção difícil através da pele resistente.

A desvantagem é de ser um cateter não flexível, podendo lesionar o membro que foi puncionado se o paciente dobrar o mesmo, e podendo perfurar-se acidentalmente; e o estouro da veia que ali foi puncionado com a falta de cuidado do mesmo.

Indicações e Contra-Indicações

O Cateter Agulhado deve ser utilizado para administração imediata de medicação, onde não há necessidade de se manter o acesso no paciente.

Sua principal contra-indicação é de nunca usar com solução vesicante ou irritante.




Cateter Vesical de Alívio

Cateter Vesical de Alívio




A Sonda de Nelaton, também chamada de Cateter ou Sonda Vesical de Alívio, é um dispositivo muito utilizado em procedimento invasivo vesical que consiste em introduzir um cateter estéril através da uretra até a bexiga. Assim que esse cateter chega à bexiga, a urina é eliminada, causando alívio ao paciente. Feito o procedimento, o cateter é retirado e descartado.

Esse é um procedimento de alívio imediato, somente em casos de retenção urinária temporária. Quando há a necessidade de uma sonda permanente, é colocada a sonda vesical de demora, que permanece no paciente durante o tempo necessário, prescrito pelo médico ou enfermeiro.

O procedimento é bastante eficiente, mas é um pouco incômodo e pode causar micro lesões no canal urinário, podendo ocorrer ardência na hora que a urina voltar a sair naturalmente.

Por isso, a sonda vesical de alívio deve ser usada somente em último caso. Antes de usá-la, deve-se estimular o idoso a urinar sem a necessidade de um procedimento tão invasivo.

O procedimento é realizado somente pelo enfermeiro, em equipe de enfermagem, conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013. A forma de realizar o procedimento é bastante parecida com a sondagem vesical de demora, tendo as diferenças que não obtém um balão para ser preenchido com água destilada, e não tracionar a sonda pois não há o balão para que possa fixar, e a utilização de sacos coletores descartáveis e extensões para sondas de alívio, se precisar permanecer por um período de tempo. O técnico de enfermagem pode estar auxiliando neste procedimento, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita Microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina (sistema aberto e descartável);
– Extensão para Sondas;
– Sonda de Nelaton com o tamanho pré-estabelecido;
– Em homens: Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O uso do Cateter Vesical de Alívio para o Cateterismo Vesical Intermitente

O cateterismo vesical intermitente consiste na retirada da urina por meio da sonda de nelaton, diversas vezes por dia, e é um procedimento conhecido e corriqueiro nos hospitais, facilmente realizado por enfermeiros adequadamente treinados.

O cateterismo vesical intermitente deve ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia, na dependência do volume de urina produzido pelo paciente, em regime de antissepsia hospitalar. Após a adequada lubrificação da sonda e da uretra com Lidocaína gel, passa-se a sonda no paciente, drena-se toda a urina da bexiga e imediatamente retira-se a sonda descartando-a. Simples assim.

É de suma importância esclarecer alguns tópicos para os pacientes e seus familiares:

  • A sondagem intermitente causa muito menos infecção urinária do que a sonda de demora.
  • A passagem da sonda de nelaton várias vezes ao dia não machuca o paciente. Ainda que haja algum sangramento na passagem da sonda, o traumatismo é mínimo. A uretra (especialmente a masculina) apresenta finos vasos sanguíneos muito superficiais, que podem sangrar durante o cateterismo, mas isso não traz sequela para o paciente, mesmo que submetido a diversos cateterismos por dia, durante semanas.
  • O cateterismo intermitente facilita a retomada da micção espontânea porque devolve a atividade de enchimento e esvaziamento à bexiga. Sem essa atividade cíclica os reflexos miccionais desaparecem e o paciente não consegue coordenar a micção. É exatamente esse o motivo pelo qual um paciente que permaneceu sondado (com sonda de demora) por vários dias não consegue urinar quando se lhe retira a sonda.
  • Não se deve deixar o paciente ficar com a bexiga muito cheia. Quando isso acontece o músculo que existe na parede da bexiga (chamado Detrusor), responsável pela contração da bexiga ao urinar, perde o seu tônus e isso atrasa o processo de retomada da micção espontânea do paciente. É exatamente esse o motivo pelo qual devemos saber que, conceitualmente, o cateterismo intermitente não é um cateterismo “de alívio” e sim um cateterismo com periodicidade calculada para esvaziar a bexiga do paciente antes que ele entre na condição de “globo vesical”, como chamamos a condição em que a bexiga está cheia em demasia.
  • A retomada da micção espontânea muitas vezes se faz aos poucos. Em alguns pacientes esse é um processo rápido, principalmente quando o paciente já consegue sair do leito e caminhar. Para os pacientes acamados e pacientes com diminuição do nível de consciência, no entanto, pode ser um processo longo e demandar o cateterismo intermitente por vários dias, às vezes semanas.

Uma vez que inicie a retomada da micção espontânea o cateterismo intermitente deve ser realizado após o paciente urinar espontaneamente para retirar o resíduo de urina pós-miccional, que vai progressivamente se tornando menor, até que o paciente não necessite mais do auxílio da sonda.

Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, onde falamos um pouco sobre A Sonda Vesical de Alívio.

 




Swan-Ganz: Cateter de Artéria Pulmonar




O cateter de Swan-Ganz ou cateter de artéria pulmonar foi desenvolvido na década de 1960 e, em 1970, Jeremy Swan e Willian Ganz publicaram um trabalho que revolucionou a medicina intensiva, cateterizando a artéria pulmonar à beira leito de maneira segura com o mínimo de complicações possíveis.

Com ele, podemos obter dados como débito cardíaco e saturação venosa mista, que nos permitem cálculos de metabolismo tecidual, e das pressões das câmaras cardíacas direitas, pressão venosa central, pressão na artéria pulmonar e pressão capilar pulmonar, que nos permitem calcular a resistência vascular sistêmica e pulmonar, por exemplo.

O principal objetivo é auxiliar no diagnóstico das disfunções cardiovascular e cardiopulmonar, determinar a terapia necessária e avaliar a eficácia do tratamento.

Principais indicações

  • Insuficiência cardíaca aguda ocasionada pelo infarto agudo do miocárdio (IAM)
  • Insuficiência cardíaca congestiva refratária
  • Hipertensão pulmonar
  • Choque circulatório ou instabilidade hemodinâmica
  • Tromboembolismo pulmonar
  • Situações circulatórias complexas (ex.: reposição volêmica)
  • Síndrome do desconforto respiratório agudo
  • Sepse e síndrome da resposta inflamatória sistêmica
  • Intoxicação por drogas – overdose
  • Insuficiência renal aguda
  • Pancreatite necro-hemorrágica
  • Pacientes de alto risco intra e pós-operatório
  • Cirurgias de grande porte (ex.: cardiológicas, ortopédicas, vasculares)
  • Pacientes obstétricas de alto risco: cardiopatas e doença hipertensiva específica da gestação (pré-eclâmpsia)
  • Queimado grave
  • Politraumatismo
  • Processos dialíticos com complicações
  • Choques de qualquer natureza

Algumas contraindicações

  • Comprometimento neurológico extenso sem prognóstico
  • Neoplasias disseminadas
  • Sensibilidade reconhecida à heparina
  • Sepse recorrente ou estados de hipercoagulabilidade – formação de trombos
  • Alterações do ritmo cardíaco – bloqueio completo do ramo esquerdo, onde há risco de bloqueio atrioventricular total (BAVT); e outras síndromes como Wolff-Parkinson-White (via acessória de condução anômala) e anomalia de Ebstein (má formação da valva tricúspide), onde há risco de taquiarritmias
  • Falta de conhecimento, habilidade e preparo da equipe médica.

Quem instala o cateter?

Somente o médico habilitado e treinado para este tipo de procedimento.

Qual é o sítio de preferência para a inserção?

De preferência, o cateter deve ser passado pela veia jugular interna direita. O motivo é óbvio: o caminho para as câmaras direitas é mais linear, e as distâncias padrão do cateter nas câmaras cardíacas são medidas a partir da jugular direita. Como todos os acessos vasculares, preferencialmente a punção deve ser guiada por ultrassom. Como primeira alternativa, pode-se utilizar a veia subclávia.

Outros sítios podem ser utilizados, porém a inserção do cateter pode se tornar mais difícil, eventualmente necessitando de recursos como fluoroscopia para guiar o posicionamento do mesmo. Como de costume, podem trocar um cateter venoso central por um cateter de artéria pulmonar através de fio-guia, desde que seja possível manter a técnica asséptica. Caso haja um marca-passo em algum sítio venoso, preferencialmente escolhe-se o lado oposto para inserção do cateter.

Vias do Cateter

  • Via proximal (azul): seu orifício situa-se a 29 cm da extremidade distal. Permite a injeção de líquidos para as medidas hemodinâmicas e é utilizado também para a medida da pressão venosa central (PVC) e coleta de amostras de sangue para exame.
  • Via distal (amarela): seu orifício situa-se na ponta do cateter, permitindo a medida das pressões nas câmaras cardíacas direitas, pressão arterial pulmonar e pressão capilar pulmonar e coleta de sangue venoso misto, misto, na artéria pulmonar.
  • Via do balão (vermelha): situado a 1 cm do orifício distal, com capacidade para 1,5 ml, auxilia na migração do cateter pela flutuação dirigida pelo fluxo, permitindo o encunhamento do cateter e a medida da pressão capilar pulmonar, quando insuflado em um ramo da artéria pulmonar.
  • Termistor: consiste em dois finos fios isolados, estendendo-se pelo comprimento do cateter e finalizando em um termistor embutido na parede do cateter (a aproximadamente 6 cm da ponta do cateter), que mede continuamente a temperatura sanguínea na artéria pulmonar e o débito cardíaco por termodiluição.

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Complicações

Relacionadas à técnica – punção:

  • Punção inadvertida de artéria
  • Pneumotórax
  • Arritmias
  • Lesão do plexo braquial
  • Lesão transitória do nervo frênico
  • Embolia gasosa

Relacionadas à técnica – passagem:

  • Arritmias
  • Enovelamento
  • Danos aos sistemas valvares
  • Perfuração da artéria pulmonar

Relacionadas à permanência do cateter:

  • Infarto pulmonar
  • Trombose venosa
  • Endocardite

Algumas recomendações para evitar possíveis complicações (Knobel, 2009)

  • O cateter deverá ser removido entre 72 e 96 horas, para reduzir as chances de infecção
  • Manter a permeabilidade do cateter através do fluxo contínuo de solução heparinizada, mantendo a bolsa pressurizada com 300mmHg
  • As conexões dever estar ajustadas, prevenindo retorno sanguíneo pela extensão
  • Certificar-se do funcionamento adequado do sistema para lavagem do cateter
  • Monitorar frequentemente as extensões e conexões para verificar e eliminar presença de bolhas de ar
  • Trocar solução de heparina a cada 24 horas
  • Manter o paciente imóvel, se necessário usar sedação ou restrição
  • Toda manipulação do cateter dever ser com técnica estéril
  • Examinar cuidadosamente a radiografia de tórax após o procedimento, observando a presença de pneumotórax e a posição do cateter
  • Insuflar o balão gradualmente – parar de insuflar se não houver resistência
  • Não reutilizar cateteres indicados pelo fabricante como uso único
  • Paciente deve estar monitorado durante a inserção e manutenção do cateter a fim de detectar a ocorrência de arritmias
  • Não utilizar líquidos para insuflação do balão. Eles podem dificultar ou impedir a desinsuflação
  • Manipulação excessiva do cateter deve ser evitada
  • Nunca retirar o cateter com o balão insuflado

Intervenções de Enfermagem

  • Informar o paciente e família sobre o procedimento;
  • Preparar o material necessário;
  • Posicionar o paciente e preparar o local de inserção do cateter;
  • Auxiliar a equipe médica na passagem;
  • Acompanhar o trajeto do cateter – fluoroscopia, radiografia de tórax e monitorização;
  • Posicionar e calibrar o transdutor – para leituras corretas;
  • Fazer curativo no local de inserção – diariamente;
  • Identificar no monitor as curvas de pressão e seus valores normais;
  • Registrar todos os valores das curvas;
  • Fazer uma medida de pressão a cada 12 horas;
  • Antes das medições lavar o cateter com soro heparinizado através do sistema de flushing, nivelar e calibrar o transdutor;
  • Manter soro heparinizado em perfusão contínua da via distal e proximal;
  • Não irrigar o cateter quando em posição de cunha;
  • Utilizar técnica asséptica ao manipular o sistema e o cateter;
  • A seringa de insuflação deve estar sempre ligada a via entrada para o balão;
  • Trocar sistemas, conexões e soluções de acordo com protocolos definido no serviço;
  • Atentar para as queixas do paciente;
  • Para a retirada, preparar o material necessário e informar o paciente;
  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal;
  • Retirar cateter (com o balão desinsuflado) e fazer compressão adequada;
  • Fazer curativo no local.