Equipo transfusional: tudo sobre seu uso na hemoterapia e os cuidados de enfermagem

A transfusão sanguínea é um procedimento extremamente importante dentro da assistência hospitalar. Ela pode salvar vidas em situações como hemorragias, anemias graves, cirurgias e diversas doenças hematológicas. Porém, para que a transfusão aconteça com segurança, vários cuidados precisam ser seguidos — e um dos itens fundamentais nesse processo é o equipo transfusional.

Embora muitas pessoas o confundam com um equipo comum de infusão, o equipo utilizado em hemoterapia possui características específicas, desenvolvidas justamente para garantir segurança durante a administração de hemocomponentes.

Nesta publicação, vamos entender o que é o equipo transfusional, suas funções, tipos, indicações, cuidados de enfermagem e principais riscos relacionados ao uso inadequado.

O que é o equipo transfusional?

O equipo transfusional é um dispositivo utilizado para administrar sangue e hemocomponentes ao paciente de forma segura. Ele possui características específicas que o diferenciam de um equipo convencional.

A Engenharia por Trás do Equipo de Sangue

O grande diferencial do equipo transfusional é a presença do filtro de partículas. O sangue armazenado, especialmente quando passa pelo processo de conservação, pode conter pequenos agregados de plaquetas, leucócitos e restos celulares. Se esses agregados fossem injetados diretamente na circulação do paciente, poderiam causar microembolias. O filtro, geralmente com poros de 170 a 200 micras, tem a função precisa de reter esses resíduos, permitindo apenas a passagem dos componentes que o paciente realmente precisa.

Além do filtro, esse equipo possui uma câmara gotejadora específica e um material de tubulação que evita a hemólise, que é a quebra das células sanguíneas durante o fluxo. É importante lembrar que o sangue é um meio viscoso e rico em proteínas, e qualquer estresse mecânico excessivo, como forçar uma pressão muito alta em um acesso venoso muito fino, pode danificar essas células antes mesmo de elas entrarem no organismo do paciente.

Diferença entre equipo comum e equipo transfusional

Essa é uma dúvida muito frequente entre estudantes.

Equipo comum

Utilizado para:

  • soluções intravenosas;
  • medicamentos;
  • hidratação venosa.

Não possui filtro específico para hemocomponentes.

Equipo transfusional

Desenvolvido exclusivamente para hemoterapia.

Possui:

  • filtro próprio;
  • maior segurança na infusão de sangue;
  • compatibilidade com hemocomponentes.

O que são hemocomponentes?

Hemocomponentes são partes separadas do sangue total.

Os principais são:

Cada um possui indicações específicas.

O Processo de Instalação: Segurança é a Prioridade

A instalação do equipo no sistema de transfusão deve ser um exemplo de técnica asséptica e conferência rigorosa. O enfermeiro deve realizar a checagem dupla, verificando não só a compatibilidade do tipo sanguíneo, mas também a integridade da bolsa de sangue, a data de validade e o nome correto do paciente.

Ao conectar o equipo à bolsa de sangue, o preenchimento da câmara gotejadora deve ser feito de forma cuidadosa. A orientação técnica é preencher a câmara até cobrir completamente o filtro.

Se o filtro não estiver submerso, ele não conseguirá realizar a filtração correta e o ar pode ser introduzido no sistema, aumentando o risco de embolia gasosa. Uma vez preenchido, o fluxo deve ser iniciado lentamente, observando os primeiros quinze minutos com atenção máxima, pois é nesse período que a maioria das reações transfusionais graves se manifesta.

Cuidados de Enfermagem e Monitorização

A nossa responsabilidade não acaba quando o sangue começa a correr. Pelo contrário, é nesse momento que a nossa vigilância clínica precisa estar aguçada.

Observação de Sinais Vitais

O protocolo padrão exige a aferição dos sinais vitais antes, durante e após a transfusão. Alterações bruscas na temperatura corporal, como febre, ou o surgimento de taquicardia e hipotensão, são sinais de alerta para reações transfusionais imediatas. Se qualquer sintoma atípico aparecer, a transfusão deve ser suspensa imediatamente e o equipo, juntamente com a bolsa de sangue, deve ser encaminhado para o setor de hemoterapia para investigação.

Compatibilidade de Infusão

Um erro comum e perigoso é tentar administrar medicamentos através do mesmo equipo que está transfundindo sangue. Jamais faça isso. O sangue deve ser infundido preferencialmente em acesso isolado ou, na impossibilidade, em via separada, evitando qualquer mistura com soros glicosados ou soluções salinas hipertônicas, que podem levar à coagulação ou à hemólise do sangue transfundido. A via correta é o soro fisiológico 0,9%, que é a única solução compatível para ser utilizada em paralelo.

Gestão do Tempo

A transfusão possui um limite de tempo, geralmente de até quatro horas para cada bolsa. Passado esse período, o sangue perde suas propriedades e o risco de contaminação bacteriana aumenta drasticamente. O enfermeiro deve organizar o fluxo de trabalho para que a infusão seja feita dentro desse intervalo, garantindo a eficácia do tratamento e a segurança do beneficiário do cuidado.

Cuidados após a transfusão

Reavaliar sinais vitais

Monitorar possíveis reações tardias.

Registrar corretamente

Documentar:

  • horário;
  • tipo de hemocomponente;
  • volume administrado;
  • intercorrências.

Descarte adequado do equipo transfusional

Após uso, o equipo deve ser descartado conforme normas de biossegurança. Por ter contato com sangue, é considerado material potencialmente contaminado.

Reações transfusionais: por que a enfermagem precisa conhecer?

As reações transfusionais podem variar de leves a graves.

Entre as principais estão:

  • reação febril não hemolítica;
  • reação alérgica;
  • hemólise aguda;
  • sobrecarga circulatória;
  • TRALI (lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão).

O reconhecimento precoce é fundamental.

O que fazer em caso de reação transfusional?

De forma geral, deve-se:

  • interromper imediatamente a transfusão;
  • manter acesso venoso;
  • comunicar equipe médica;
  • monitorar sinais vitais;
  • seguir protocolo institucional.

Curiosidades sobre o equipo transfusional

O filtro é obrigatório

O uso do filtro faz parte dos protocolos de segurança transfusional.

O sangue não pode “correr lentamente por horas”

A transfusão prolongada aumenta risco de proliferação bacteriana e degradação celular.

A enfermagem é peça central da hemoterapia

Grande parte da segurança transfusional depende da observação da equipe de enfermagem.

Importância da segurança transfusional

A transfusão sanguínea salva vidas, mas também envolve riscos importantes. Por isso, cada etapa deve ser realizada com extrema atenção. A utilização correta do equipo transfusional faz parte desse processo de segurança.

Como estudantes, é comum nos sentirmos intimidados pela complexidade da transfusão. Porém, quando dominamos o funcionamento do equipo, conhecemos os riscos e seguimos os protocolos de checagem, transformamos um procedimento de alto risco em uma prática segura e rotineira.

O seu olhar atento, desde a montagem do equipo até a observação do paciente após o término da infusão, é o que garante que o objetivo da transfusão — a restauração da saúde e da vida — seja plenamente alcançado.

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Manual de Procedimentos Hemoterápicos. Brasília: Anvisa, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br
  2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de Hemoterapia: Fundamentos para a prática transfusional. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  3. POTTER, Patricia A.; PERRY, Anne G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA (SBHH). Diretrizes sobre Transfusão de Sangue. São Paulo: SBHH, 2024. Disponível em: https://www.abhh.org.br/
  5. Fundação Pró-Sangue. Informações sobre transfusão sanguínea e hemocomponentes.
  6. SMELTZER, Suzanne; BARE, Brenda. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
  7. POTTER, Patricia; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier.

Equipo de Medicamentos: A Finalidade

Um equipo de medicamentos é um dispositivo utilizado para administrar medicamentos ou fluidos diretamente na corrente sanguínea de um paciente.

Ele é frequentemente usado em ambientes clínicos, como hospitais, casas de repouso e veículos de serviços médicos de emergência.

Finalidades do Equipo

Os equipos podem ser usados para várias finalidades, incluindo:

  • Administração de medicamentos: O equipo permite que os profissionais de saúde administrem medicamentos diretamente na corrente sanguínea do paciente. Isso é especialmente útil quando a administração oral não é possível ou quando a ação rápida do medicamento é necessária.
  • Hidratação: Os equipos também são usados para administrar fluidos intravenosos, como soluções salinas, para manter o paciente hidratado.
  • Nutrição parenteral: Em casos em que o paciente não pode receber nutrição oral, os equipos podem ser usados para administrar nutrientes diretamente na corrente sanguínea.
  • Transfusões de sangue: Os equipos são frequentemente usados para transfundir sangue ou componentes sanguíneos, como hemácias ou plaquetas.
  • Administração de quimioterapia: Pacientes com câncer frequentemente recebem quimioterapia por meio de equipos intravenosos.

As Partes do Equipo

O equipo consiste em um tubo flexível com uma ponta que se conecta ao recipiente da solução e outra ponta que se conecta a uma agulha ou cateter inserido na veia do paciente.

O fluxo da solução é controlado por uma pinça que regula o número de gotas por minuto. Na câmara de gotejamento, é possível controlar o número de gotas por minuto desejado.

O respiro de ar do equipo de medicamentos é um componente importante nos sistemas de infusão utilizados em hospitais e clínicas. Tendo como características o filtro bacteriológico, assegura que todo o ar admitido no interior do sistema seja filtrado.

O filtro de partículas do equipo de medicamentos serve para reter e eliminar as partículas sólidas que podem estar presentes na solução parenteral, evitando que elas entrem na corrente sanguínea do paciente e causem complicações.

O filtro pode ser de diferentes tamanhos e materiais, dependendo do tipo de solução e da via de administração.

O Conector Luer Slip/Lock permite que conecte a solução do medicamento no acesso venoso do paciente.

O equipo permite uma infusão precisa e rápida dos líquidos, evitando complicações e efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de equipos, dependendo do tipo de solução, da via de administração e da necessidade do paciente.

Alguns exemplos são: equipo de macrogotas, equipo de microgotas, equipo bureta, equipo para nutrição enteral, equipo para bomba de infusão, equipo fotossensível e equipo para hemocomponentes.

Cuidados de Enfermagem (Como utilizar?)

  1. Avaliar as condições da embalagem e prazo de validade;
  2. Abrir a embalagem conforme técnica asséptica;
  3. Retirar a tampa protetora da ponta perfurocortante e conectar ao soro;
  4. Retirar a tampa protetora do conector macho e conectar ao escalpe ou coletor (previamente introduzido no paciente de forma asséptica);
  5. Caso seja necessário introduza medicação pelo injetor lateral.

OBS: NÃO UTILIZAR O EQUIPO CASO OS PROTETORES DA PONTA PERFURANTE E DO CONECTOR MACHO ESTEJAM DESCONECTADOS.

Referências:

  1. Hospitalar Distribuidora

Bomba de Infusão: Infusão Primária e Secundária

A infusão primária e secundária em uma bomba de infusão permite a utilização de um único equipo para infusão de dois medicamentos ou sistema enteral em uma única conexão, sem a necessidade de utilizar mais de 1 equipo em duas conexões diferentes.

No caso do equipo de sistema enteral possui 2 entradas (ponta cruz para administração de dieta) e ponta lancetada (para administração de água de intervalo), e de medicamento as duas entradas são em pontas lancetadas para instalação de bolsas de soro, e ambas possuem conexão em “Y” para interligar na mesma saída para infusão.

A infusão primária sempre será a infusão contínua, e a secundária a infusão “BOLUS”, sem que haja necessidade de desconexão do equipo.

Referências:

  1. Baxter;
  2. Samtronic;
  3. BBraun

As Cores de Equipos

Os Equipos são dispositivos muito utilizados em âmbito hospitalar para infusão de medicamentos e hemocomponentes em geral, e dietas.

Mas existe características muito marcante nestes equipos, que são as cores da extensão, e em alguns casos, as pontas distais e proximais destes.

As Cores dos Equipos

  • Equipos de Cores Roxas: São identificados com esta cor para infusão de dieta enteral (seja em sistema fechado ou aberto), além de que nestes equipos em específico possuem sua ponta proximal também de cor roxa e de formato ponta cruz e sua ponta distal escalonado (para utilização somente de frascos de dieta e para encaixe de sonda enteral/gastrostomia/jejunostomia, não podendo ser utilizado para medicamentos);
  • Equipos de Cores Azul: São identificados com esta cor para infusão de água enteral para intervalo (frasco de sistema aberto), e em alguns casos, para infusão de dieta enteral de sistema aberto;
  • Equipos de Cores Brancas: São identificados com esta cor para infusão de medicamentos comuns, e também de hemocomponentes;
  • Equipos de Cores Laranjas: São identificados com esta cor para infusão de medicamentos caracterizados como fotossensíveis.

Veja também:

Os Tipos de Equipos Hospitalares

O Equipo Bureta

Intervalo para troca de equipos: Saiba quais são!

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Equipo PVC Free

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Os Tipos de Equipos Hospitalares

Os equipos são insumos indispensáveis em um hospital, principalmente porque é com eles que as bombas de seringa e infusão funcionam 100% e com excelência.

Quais são os Tipos de Equipos?

Equipo Macro e Microgotas

Devem apresentar, na porção proximal, um adaptador na forma pontiaguda para conexão nos frascos e bolsas de solução, uma câmara gotejadora flexível e transparente.

A diferença entre elas é que formato maior do equipo macrogota dá o formato da gota em sua estrutura normal em que 20 gotas equivalem a 1ml. Já o formato do equipo microgota tem estrutura menor e mais fina para que o gotejamento seja gradativamente menor em que 60 gotas equivalem a 1ml.

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo para Bomba de Infusão

O equipo para bombas de infusão possui sistema de silicone em seu centro para controlar a infusão rigorosamente por ml/h.

O Equipo Bomba de Infusão

Equipo para Nutrição Enteral

Os equipos para dieta/nutrição enteral são identificados de cores azuis ou roxas, possui ponta cruz para conexão do frasco de dieta e ponta escalonada para conexão das sondas enterais ou em gtt/jjt.

Equipo de Nutrição Enteral

Equipo Fotossensível

Os equipos fotossensíveis são identificados de cor âmbar ou laranja (para aqueles medicamentos que são sensíveis à luz).

Equipo Fotossensível

Equipo Bureta

O equipo Bureta é utilizado para administrar medicações em pequenos volumes e que necessitem de um rigoroso controle de seu volume.

O Equipo Bureta

Equipo Dial-a-flow

O equipo dial-a-flow ou controlador de fluxo surgiu como uma alternativa essencial para substituir a falta da bomba infusora.

Equipo Dial a Flow

Equipos com injetor lateral

Os equipos com injetor lateral são confeccionados com material autosselável, isento de látex para o uso exclusivo com seringas e adaptador tipo luer lock, na sua porção distal como medida de segurança para evitar a desconexão acidental.

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Equipo PVC Free

Os equipos PVC FREE são isentos de PVC, para utilização de medicamentos que são incompatíveis com PVC.

Equipo PVC Free

Equipo PVC Free

O PVC (cloreto de polivinila) em específico, é um tipo de plástico muito utilizado nos produtos médico-hospitalares, e devido à sua problemática com a incompatibilidade de medicamentos, há uma tendência crescente em buscar alternativas ao PVC para estes insumos e outros produtos.

É necessário a utilização de equipos livres de PVC (PVC FREE) para a infusão destes medicamentos, juntamente com uma bolsa também livre de PVC para infusão destes tais medicamentos, a fim de evitar a alteração e a inativação dos agentes farmacológicos dos medicamentos em específico.

Confeccionado por massa de silicone atóxica de composição, dureza , comprimento, diâmetro interno e externo definidos e controlados.
Veja também:

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Extremidades Distais de Equipos: Nutricional Vs Medicamentoso

Foram feitos diversas modificações quanto a segurança da terapia nutricional, sendo adaptado cores padronizadas para equipos de dieta enteral, extremidades proximais e distais destes equipos e também quanto ao calibre em FR destes, adequando-os para não serem permitidas as instalações em dispositivos endovenosos, o que foi um marco problemático anos atrás, quanto a administração em via errada.

Entenda as novas Características

Para infusão da Terapia Nutricional Enteral, através de bombas, alguns equipos sofreram algumas modificações nos últimos anos. A primeira modificação foi quanto à coloração alterada do incolor para o lilás (seja em toda sua extensão, quanto nas extremidades) ou azul, adotada no mercado nacional, seguida da retirada do filtro no conta-gotas.

Adoção de presilhas mais precisas no controle do gotejamento e, também, mais recentemente, as pontas no formato em cruz, para extremidade distal (que se conecta ao frasco da dieta) e, na ponta proximal, o formato em cone ou “árvore de natal”, procurando adequar-se aos diferentes acessos enterais e impedir o uso nos cateteres intravenosos.

A mudança na configuração da saída dos frascos das dietas enterais e da extremidade distal dos equipos de administração da dieta enteral foram outras alterações exibidas por algumas indústrias farmacêuticas.

A ponta dos equipos de administração anteriormente se caracterizava pelo formato pontiagudo e, no modelo atual, o formato é em “cruz”. Este formato em cruz foi elaborado a fim de impedir a conexão com os equipos intravenosos tradicionais (pontiagudos).

Estas mudanças contribuíram para a identificação e reconhecimento dos materiais relacionados à TNE, procurando impedir o uso acidental como via de acesso intravenoso.

Além das alterações nas diferentes partes do sistema da dieta enteral, iniciativas concretas para minimizar os riscos de conexão acidental surgiram a partir de 2011 com os primeiros padrões recomendados pela Organização Internacional de Padronização (ISO 80369-1).

Estes incluíam a elaboração de conectores de pequeno calibre (com diâmetro menor do que 8,5 mm) para dispositivos respiratórios, enterais, pressão arterial não invasiva, sistema neuro-axiais, urológicos e conectores intravasculares, cujas características deveriam ser: de material rígido ou semirrígido, não conectável com luer ou pontos sem conexão e testado em várias situações de risco.

Os conectores são peças ou dispositivos que unem duas peças, distintas ou não, se ajustando ao frasco da dieta enteral, ao equipo, à seringa e à sonda enteral. A reconfiguração do conector para o sistema da dieta enteral objetivou garantir a incompatibilidade com outros dispositivos de infusão, defendido e recomendado por grupos de especialistas.

Em 2015, as normas foram direcionadas para o conector do sistema de dieta enteral (ISO 80369-3) e uma das mais importantes foi registrado como conector ENFit®.Este é configurado como um conector em “parafuso”, que confere segurança a todos os dispositivos da TNE22. Sua aplicação estendeu-se, também, para seringas e acesso enteral em todos os Estados Unidos, sendo regulamentado pelo FDA.

Cabe destacar que, além dos aspectos relacionados à modificação e reconfiguração dos dispositivos, o educativo é essencial para a segurança do paciente na administração da TNE e para equipe multidisciplinar.

Referências:

  1. Pedreira MLG, Harada MJCS. Enfermagem dia a dia: segurança do paciente. São Caetano do Sul: Yendis; 2009. 214p;
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária e Unidade de Tecnovigilância. Alertas de Tecnovigilância;
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Relatórios dos Estados- Eventos Adversos. [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017;

O Equipo Bomba de Infusão

O Equipo Bomba de Infusão

Em resumo, o que é a Bomba de infusão?

A bomba de infusão é um dispositivo médico que fornece fluidos, tais como nutrientes e medicamentos no corpo de um paciente em quantidades controladas.

Também podem ser utilizadas na residência de pacientes que precisam de cuidados especiais (home care). Podem ser fornecidas substâncias como insulina ou outros hormônios, antibióticos, medicamentos controlados como drogas vasoativas, sedo analgesias, medicamentos quimioterápicos e analgésicos.

Muitas vezes a administração de medicamentos, seja no ambiente hospitalar ou mesmo nos cuidados domiciliares “home care”, requer um controle rigoroso e maior precisão, nestes casos a utilização da bomba de infusão é imprescindível. Mas não somente medicação requer o uso da bomba de infusão também pacientes com necessidades nutricionais específicas.

Portanto a bomba de infusão deve ser considerada essencial na estruturação de um serviço de saúde que ofereça uma solução completa ao paciente.

O que é o Equipo de Bomba de Infusão?

É nada mais que um equipo de soro padrão, porém com um sistema de silicone em seu centro, para bombear e controlar os líquidos a serem infundidos para dentro do corpo. Normalmente o material utilizado é o silicone, que proporciona maior precisão e durabilidade (até 48 horas). Também são equipos especiais as que utilizam métodos como as membranas flexíveis acopladas a válvulas de esferas ou laminares que só permitem o fluxo unidirecional.

O fluxo neste caso é pulsátil e também controlado por motores de precisão. Alguns modelos carregam seu próprio suprimento de energia e líquido, como por exemplo as normalmente usadas para dosagens contínuas de insulina ou anestésicos.

Um acionador mecânico provoca um deslocamento do líquido no interior do tubo por ação peristáltica. Este mecanismo pode ser classificado de rotativo ou linear.

Quais são os Tipos de Equipos para Bomba de Infusão?

Existem diversos tipos de equipos específicos para a bomba de infusão: Desde para dieta enteral, medicamentos controlados (sendo eles fotossensíveis ou não), com bureta acoplada, podendo variar os tipos destes equipos com os diversos fabricantes diferentes. É necessário um treinamento prévio para o manuseio destes equipos e bombas de infusão, de preferência com alguém responsável pelo próprio fabricante.

Qual é a validade destes equipos?

É necessário consultar o POP da instituição, para averiguar o tempo de uso de um equipo de bomba de infusão padronizada naquele hospital. Pode variar entre 48 a 96 horas.

Que cuidados devemos tomar com estes equipos?

– Sempre atentar a instalação correta do silicone ao rolete, para que evite o retorno da medicação à câmara do equipo e assim não sendo infundido corretamente;

– Evitar que utilize medicações com ações farmacológicas diferentes no mesmo equipo, para evitar uma interação medicamentosa e a perda da eficácia daquela medicação;

– Não utilizar equipos próprios para nutrição enteral com medicações de uso endovenoso;

– O equipo de Nutrição parenteral deve ser sempre descartado após 24 horas de infusão juntamente com a bolsa de NPP;

– Ao término de uma infusão de medicamento com aquele equipo, se o mesmo ainda estiver na validade, sempre retirar do acesso venoso do paciente, tomando o cuidado de não contaminar a ponta do equipo, sempre resguardando com a sua tampa original;

– Sempre datar a instalação daquele equipo para o controle de validade;

– Retirar todo o ar do equipo antes da instalação do mesmo na bomba de infusão, pois há bombas de infusão muito sensíveis a bolhas, e assim dificulta a leitura e o andamento daquele medicamento;

– Evitar que molhe o equipo ou de espirrar quaisquer medicações próxima ao sistema de silicone, pois se cristalizar o equipo pode dificultar a leitura do mesmo na bomba de infusão;

– Atentar a instalação correta do silicone ou ao dispositivo próprio na bomba de infusão, pois há bombas que não irão funcionar corretamente se estiverem mal posicionadas.

– Evitar dobra e pinçamento do equipo, no caso de transporte do paciente, para que evite o mal fluxo da medicação pela bomba de infusão e assim não alarmando constantemente, utilizando sempre de um suporte próprio para a maca, assim ficando ao nível acima do paciente.

 

Veja também:

Entendendo a Bomba de Infusão

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Equipo de Nutrição Enteral

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta é um dispositivo utilizado para administrar medicações em pequenos volumes e que necessitem de um rigoroso controle de seu volume com exatidão.

A administração de medicações em bureta é um método para controle de volume que permite fornecer um volume de líquido relativamente pequeno e em quantidades exatas, no caso da neonatologia, pediatria e em clínicas para adultos, onde são usadas várias medicações que requerem re-diluição, como por exemplo:

-Amicacina;
-Aminofilina;
-Gentamicina;
-Penicilina;
-Clindamicina, entre outras.

É indicada para para crianças acima de 2.500 kg, sem clínica de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva) ou insuficiência renal aguda, pois nesta técnica, a cada medicação, introduz-se no mínimo 10 ml de solução para re-diluir o medicamento e 10 ml para lavar a bureta ou equipo.

A re-diluição destas medicações podem ser feitas com soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado a 5%, de acordo com a prescrição médica.

No caso da re-diluição de medicamentos na qual é utilizada em Neonatologia e Pediatria, apresentam prescrições médicas com doses que são calculadas por meio do peso ou superfície corporal da criança. Re-diluir consiste em diluir o medicamento dentro do padrão de costume, avaliar quanto contém em cada ml, aspirar 1 ml e re-diluir em 9 ml de água destilada, quantas vezes forem necessárias para que possamos aspirar a dose prescrita com exatidão.

PROCEDIMENTO E MATERIAL PARA O PREPARO DA MEDICAÇÃO DILUÍDA EM BURETA

– Higienizar as mãos;
– Separar o material necessário: Soro e/ou ampolas de soluções de acordo com a prescrição médica;
-Seringa para aspirar as soluções prescritas: avalie o volume de medicação para determinar a seringa;
-agulhas 40/12 para aspirar a medicação;
-Algodão e álcool;
-Equipo bureta (micro gotas).

PREPARANDO A MEDICAÇÃO NA BURETA

– Retire o equipo da Embalagem;

-Feche a pinça rolete;

-Abra o soro no local indicado, após ter feito a desinfecção com álcool a 70%;

-Retire a capa protetora da ponteira da conexão da câmara do equipo;

-Conectar a ponteira do equipo no soro, com técnica asséptica para que não ocorra contaminação;

-Retire o ar da extensão do equipo, drenando o soro pelo equipo;

-Identifique o soro com com o rótulo contendo as informações necessárias (do paciente e da medicação);

-Identifique o equipo de soro com data, para que ocorra a sua troca de acordo com o protocolo da instituição;

-Colocar o soro no suporte devidamente identificado;

-Preencha a bureta com soro;

-Faça desinfecção com álcool a 70% no orifício de silicone da bureta;

-Injete o medicamento, posicionando a agulha na parede interna da bureta;

-Complete o volume de diluente prescrito;

-Comunique ao paciente e/ou ao seu responsável se presente, o que será realizado;

-Conecte o equipo no dispositivo venoso;

-Calcule quantas micro gotas serão administradas por minuto;

-Inicie a infusão da solução prescrita;

-Lave as mãos;

– Realize a checagem da medicação na prescrição médica e a anotação de enfermagem do procedimento;

 

OBSERVAÇÕES DE ENFERMAGEM

 

-O equipo e bureta devem ser lavados após cada medicação para evitar precipitação da droga, devido interação medicamentosa;

-Comunicar e registrar as possíveis reações adversas;

-Toda medicação deve ser administrada em SG5% ou SF0,9% puro; sendo exclusivo para este fim e trocado a cada 24hs;

-O tempo de infusão influenciará sua toxicidade, observe o tempo preconizado para cada medicação;

-Avaliar o quadro clínico do paciente, idade, medicamento prescrito e respeitar as especificações do fabricante;

-Importante ter o conhecimento de regras básicas para calcular o gotejamento da medicação.

Veja também!

Equipo Fotossensível

Equipo de Nutrição Enteral

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças


O Equipo Bureta

 

Equipo Fotossensível

Equipo Fotossensível

O Equipo Fotossensível tem por sua finalidade proteger certos fármacos que necessitem cuidados específicos, como a sensibilidade da luz, que podem perder suas características medicamentosas se ficarem expostas à luz, como certos antibióticos, drogas vasoativas e medicações quimioterápicas.

Muito utilizado em setores fechados como UTI, Centro Cirúrgicos, sendo de extrema importância o conhecimento do técnico de enfermagem quanto às medicações que possuem as características próprias para a utilização deste tipo de equipo. Os Equipos fotossensíveis podem ser encontrados em forma de equipo gravitacional (em macro ou microgotas), em equipos graduados (buretas), e equipos para bomba de infusão.

Todo equipo fotossensível vêm com a capa plástica protetora, que reveste o medicamento contra à luz. É expressamente indicado que o técnico de enfermagem rotule a medicação como também rotular a capa que reveste a medicação, para evitar manipulação excessiva do fármaco.

 

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Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Dial a Flow