Campos Cirúrgicos Estéreis: A sua finalidade

O campo cirúrgico é um dos materiais mais importantes na cirurgia, pois é através dele que conseguimos garantir que não haja nenhuma contaminação durante as cirurgias odontológicas ou que haja infecções no paciente.

O campo operatório demarca a área onde a cirurgia será realizada e onde instrumentos estéril poderão ficar apoiados. O campo cirúrgico limita a área em que o cirurgião irá atuar e mantém a região operatória isolada.

Tipos de Campos Cirúrgicos

Campo cirúrgico descartável

O campo cirúrgico descartável é geralmente confeccionado em não tecido SMS – 100% polipropileno grau médico. Ele evita a contaminação, respingos de sangue e/ou fluídos corpóreos em pacientes e superfícies, além de demarcar a área de cirurgia em pacientes.

Esse tipo de campo está disponível em diversos tamanhos em pacotes com 10, 50, 100 unidades ou na opção individual já estéril. Se a opção do cirurgião for comprar um campo não estéril ele deverá ser esterilizado em autoclave antes do procedimento cirúrgico.

Por se tratar ser um material não reutilizável ele só poderá ser utilizado em uma única cirurgia, e deve ser descartado da maneira correta logo após o ato cirúrgico.

Campo cirúrgico de tecido

Os campos cirúrgicos também podem ser feitos de algodão. Como os que encontramos em hospitais. Dessa forma é importante estar atento às recordações da vigilância sanitária .

É importante ressaltar que esse tipo de material tem uma vida útil, ou seja, número de ciclos de esterilização que podem sofrer para que a malha do tecido não se danifique.

Campo cirúrgico fenestrado

Os campos cirúrgicos fenestrados são aqueles que apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente. Essa fenestra ou abertura é imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Eles também são confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico. Podem ser esterilizados com óxido de etileno ou autoclave e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica.

Esses campos também possuem uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Campo cirúrgico estéril

Os campos cirúrgicos descartáveis podem ser comprados estéril ou não. Quando eles veem esterilizados já estão prontos para o uso. Quando não são estéreis terão que ser autoclavados antes do procedimento cirúrgico.

Os campos estéreis geralmente são mais caros do que os não estéril.

Os Principais Objetivos da Aparamentação e dos Campos Cirúrgicos

  • Controle da infecção de sítio cirúrgico (ISC);
  • Controle da infecção hospitalar (IH);
  • Segurança do paciente;
  • Segurança da equipe cirúrgica (Risco Ocupacional);
  • Qualidade da assistência prestada ao paciente no ambiente cirúrgico.

Referência:

  1. https://www.esterili-med.com.br

Cateterismo Cardíaco

O Cateterismo Cardíaco – também conhecido como Cinecoronariografia ou Angiografia Coronária ou Estudo Hemodinâmico – é um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco.

Especialmente quando está sendo programada uma intervenção (angioplastia, por exemplo) – ou em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção.

Como é realizado o exame?

O cateterismo cardíaco é realizado por meio da inserção de cateteres nos vasos sanguíneos das pernas ou dos braços que são guiados até o coração por um equipamento especial de raios-X.

Durante o exame são realizadas injeções de contraste iodado pelo cateter, o que possibilita a visualização das artérias coronárias, das câmaras e valvas cardíacas. Todo o exame envolve a aquisição e geração de imagens que são posteriormente disponibilizadas, em filme e fotos, para o paciente.

Quando se indica o cateterismo cardíaco?

​Na necessidade de avaliar ou confirmar a presença de doença arterial coronária (DAC), doenças das valvas cardíacas, do músculo cardíaco, dos vasos pulmonares ou da artéria aorta. Para determinar a necessidade de tratamento cirúrgico (angioplastia coronária, cirurgia cardíaca ou correção de cardiopatias congênitas).

Pode ser realizado no paciente hospitalizado ou proveniente da residência.

Qual é o preparo para a realização do cateterismo?

No caso de pacientes ambulatoriais – provenientes da residência (que não estão internados), no ato do agendamento do exame serão coletadas informações e fornecidas as instruções necessárias para o preparo.

Se o paciente já tiver apresentado algum tipo de alergia ao ter realizado previamente um exame que utilizou contraste, deve entrar em contato com o médico que solicitou o exame ou com o Setor de Intervenção Cardiovascular para receber as orientações necessárias.

Se o paciente estiver em uso de anticoagulantes (Marevan, Coumadin ou Marcoumar) ou de antidiabéticos orais (Metformina – medicamento usado para tratamento de diabetes: Glifage ou Glucoformin) deverá conversar com o médico que solicitou o exame ou com o Setor de Intervenção Cardiovascular, pois há necessidade de suspensão temporária ou ajustes nessas medicações para a realização do exame.

É necessário jejum de 4 horas para a realização do procedimento. É recomendável trazer os exames realizados nos últimos seis meses como, por exemplo: teste de esforço, cintilografia miocárdica, cateterismo ou angioplastia, relatórios de cirurgia cardíaca e resultados de exames laboratoriais.

Onde é realizado o cateterismo cardíaco e como é o procedimento?

O exame será realizado no Laboratório de Hemodinâmica do Setor de Cardiologia Intervencionista.  Será fornecida uma roupa especial para o paciente. Os pertences poderão ser guardados no armário ou deixados com familiares. O paciente será conduzido por um profissional do setor à sala de exames, onde permanecerá deitado por aproximadamente 30 minutos.

Será fornecido um Termo de Consentimento que deverá ser assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, estabelecendo a conformidade e a autorização para a realização do procedimento.

Antes do exame, profissionais do Laboratório de Hemodinâmica confirmarão o nome do paciente e farão perguntas sobre as medicações em uso (especialmente diuréticos, anticoagulantes, aspirina e metformina), além de doenças prévias e reações alérgicas em exames anteriores.

Uma veia será puncionada no braço do paciente, para a infusão de soro e medicações durante e após o procedimento. Eletrodos (adesivos plásticos) serão colados em seu tórax para a monitorização do ritmo cardíaco durante o procedimento.

Quando da punção da artéria (seja no braço ou na virilha), é instalado um introdutor, por onde o cateter será introduzido. O paciente poderá ver as imagens do coração na tela de vídeo durante todo o exame, mas deverá permanecer deitado com os braços estendidos nos locais determinados.

Finalizado o procedimento, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista decidirão em conjunto a melhor estratégia de tratamento, incluindo a necessidade de se realizar exames diagnósticos adicionais (Ultrassonografia Intracoronária e Avaliação da Reserva Fracionada de Fluxo Coronariano).

Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista poderão decidir por tratamento intervencionista imediato (Angioplastia Coronária) ou programar o tratamento para os dias subsequentes.

Quem realiza o procedimento?

Médicos cardiologistas treinados, especificamente em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

Cuidados de Enfermagem após o cateterismo cardíaco

  • Os cateteres são removidos e o introdutor é retirado por profissionais do Laboratório de Hemodinâmica. A seguir é realizada compressão manual – de 15 a 20 minutos – ou o fechamento por dispositivos hemostáticos (como “plug” de colágeno ou sutura).
  • A seguir é realizado curativo compressivo local. No caso do exame ser realizado pelo braço, será realizado somente fechamento e curativo local. O curativo será checado periodicamente, para averiguar a presença de sangramento local.
  • O repouso após o cateterismo será realizado na unidade de recuperação, onde o paciente terá suas frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial checadas constantemente por, pelo menos, 2 horas.
  • O tempo mínimo de repouso absoluto será de 4 a 6 horas. A cabeceira do leito não poderá ser erguida a mais que 30º. Não tente se levantar do leito durante esse período.
  • A administração de soro e líquidos por via oral, após o exame, será realizada para facilitar a retirada do contraste do organismo.
  • Por ocasião da liberação do paciente para sua residência, será obrigatório o acompanhamento de familiar ou responsável.

A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.

O procedimento, muitas vezes, demora menos de 30 minutos. No entanto, o processo de preparo e repouso deverá ser considerado. É sugerido que o paciente planeje dispor de 5 a 9 horas do seu dia para a realização do exame.

Quais são os riscos?

​É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%).

Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Cirurgia Segura: Time Out

O TIME OUT é uma prática baseada em evidências que visa a prevenção de cirurgias, procedimentos e exames invasivos errados, no paciente errado e/ou no local errado.

O TIME OUT deve ser feito na sala em que a cirurgia, procedimento ou exame invasivo será realizado, antes do seu início.

Neste momento, o enfermeiro confere com o médico e com o anestesista, em voz alta, determinados itens de verificação.

Itens de Verificação

  • Paciente certo: checagem da identificação do paciente quanto ao nome completo e número do prontuário;
  • Procedimento certo: checagem no prontuário do procedimento agendado;
  • Local certo: local da cirurgia demarcado de acordo com o procedimento agendado;
  • Equipamentos, materiais e medicamentos certos em sala, conforme estabelecido pela equipe médica;
  • Documentação certa: anamnese, exame físico, avaliação pré-anestésica e consentimentos preenchidos; exames complementares relevantes para o procedimento em sala.

Lembre-se:
Para assegurar o sucesso do TIME OUT, os pacientes devem ser encaminhados ao Bloco Cirúrgico ou à sala de exame ou procedimento com a documentação certa preenchida previamente, no consultório ou na unidade de internação.

Documentação Certa
  • Anamnese e exame físico;
  • Demarcação do sítio cirúrgico;
  • Avaliação pré-anestésica;
  • Consentimentos cirúrgico;
  • Consentimento anestésico;
  • Exames complementares e imagens relevantes para a cirurgia, exame ou procedimento. ​

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Craniotomia

A craniotomia é uma cirurgia de grande porte na qual o cirurgião utiliza vários instrumentos para visualizar o cérebro e realizar o procedimento de forma segura. O cirurgião realiza uma pequena incisão no crânio para chegar ao tumor.

O cirurgião pode usar imagens de ressonância magnética, tomografia computadorizada ou ultrassom para localizar o tumor e seus limites.

O cirurgião pode remover o tumor de várias maneiras, dependendo de sua consistência e da quantidade de vasos sanguíneos. A remoção pode ser apenas com o bisturi, com dispositivos de sucção simples ou com dispositivos de vácuo.

Nesta técnica, o cirurgião remove o máximo possível do tumor, sem afetar o tecido saudável ou causar qualquer lesão ao paciente. Durante o procedimento o cirurgião pode usar diferentes técnicas para diminuir o risco de remover partes vitais do cérebro, como:

  1. Estimulação cortical intraoperatória (mapeamento cortical). Nessa abordagem, o cirurgião estimula eletricamente partes do cérebro dentro e ao redor do tumor durante a cirurgia e monitora sua resposta. O uso desta técnica, conhecida como estimulação cortical intraoperatória, reduz o risco da remoção de partes vitais do cérebro.
  2. Ressonância magnética funcional. Esse exame de imagem pode ser feito antes da cirurgia para localizar uma função específica do cérebro. As informações obtidas são usadas para identificar e preservar a região durante o procedimento cirúrgico.
  3. Cirurgia guiada por fluorescência. Para alguns tipos de tumores, como glioblastomas, pode ser administrado um corante fluorescente especial antes da cirurgia, que é absorvido pelo tumor permitindo uma melhor identificação do tumor do tecido cerebral normal.
  4. Técnicas mais recentes. Novos tipos de ressonância magnética, bem como outras técnicas, podem ser úteis em algumas situações.

Drenagem

Após o procedimento pode ser colocado um dreno o que permite a drenagem do excesso do líquido cefalorraquidiano (LCR) do crânio. Outros drenos podem ser colocados para permitir que o sangue acumulado após a cirurgia também sejam drenados.

Esses drenos são geralmente removidos após alguns dias. Posteriormente são realizados exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para confirmar quanto do tumor foi removido.

O tempo de recuperação no hospital é geralmente de 4 a 6 dias, embora isso dependa do tamanho e da localização do tumor, do estado geral de saúde do paciente e da indicação de outros tratamentos.

Cirurgia para aumentar o fluxo do LCR

O bloqueio do fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR) por um tumor pode aumentar a pressão dentro do crânio causando sintomas como, dores de cabeça, náuseas e sonolência.

Para drenar o excesso do LCR e diminuir a pressão, o neurocirurgião pode inserir um cateter de silicone (derivação ventriculoperitoneal). Uma extremidade do cateter é colocada em um ventrículo (área preenchida com LCR) e a outra extremidade no abdome.

O fluxo do LCR é controlado por uma válvula colocada ao longo desse cateter. Este cateter pode ser temporário ou permanente.

Cirurgia para colocação de cateter de acesso ventricular

A cirurgia também pode ser usada para inserir um cateter de acesso ventricular, como um reservatório de Ommaya, para administrar a quimioterapia diretamente no LCR. Uma pequena incisão é feita no couro cabeludo e um pequeno orifício é feito no crânio.

Um tubo flexível é inserido até que a extremidade aberta do tubo esteja em um ventrículo, onde atinge o LCR. A outra extremidade, que tem o reservatório em forma de cúpula, fica logo debaixo do couro cabeludo.

Após o procedimento a quimioterapia é administrada com auxílio de uma agulha fina diretamente no reservatório.

Riscos e Complicações

Como em todos os procedimentos cirúrgicos a cirurgia do cérebro pode apresentar riscos e complicações potenciais, como sangramento, infecção ou reações à anestesia.

Uma das principais preocupações após a cirurgia é o inchaço no cérebro. Corticosteroides são normalmente administrados por vários dias após a cirurgia para ajudar a diminuir esse risco.

A cirurgia no cérebro depende muito da localização do tumor. Visão, audição, olfato, fala, equilíbrio, força e coordenação motora, pensamento e memória podem ser afetados.

Os efeitos colaterais podem aparecer tardiamente e podem, também, ser confundidos com sintomas do tumor.

Alguns Cuidados

Depois da realização da craniotomia é necessário a pessoa ficar em observação na UTI, e depois é encaminhada para o quarto do hospital, em que poderá ficar internada em média 7 dias para receber antibióticos na veia, para evitar infecções, e remédios para aliviar a dor, como o paracetamol, por exemplo.

Durante o período em que a pessoa está internada no hospital são feitos vários exames para testar a função do cérebro e verificar se a cirurgia causou alguma sequela, como dificuldade para enxergar ou movimentar alguma parte do corpo.

Depois da alta hospitalar, é importante manter curativo no local aonde foi feita a cirurgia, tomando cuidados para manter o corte sempre limpo e seco, sendo importante proteger o curativo durante o banho. O médico poderá solicitar o retorno no consultório nos primeiros dias, para verificar a cicatrização e retirar os pontos.

Referências:

  1. FALEIRO, Rodrigo M.; MARTINS, Luanna R. V. Craniotomia descompressiva: indicações e técnicas. Rev Med Minas Gerais. vol.24, n.4. 509-514, 2014
  2. American Cancer Society

Abdominoplastia e os Cuidados de Enfermagem

A abdominoplastia, também conhecida como demolipectomia, é um procedimento cirúrgico estético que objetiva remover gordura e pele em excesso da região abdominal, habitualmente por motivos estéticos.

Parede Abdominal

A parede abdominal é composta por diversas camadas responsáveis por envolver e proteger as estruturas situadas na cavidade abdominal.

Logo abaixo da pele encontra-se o tecido subcutâneo, formado especialmente por tecido adiposo e, mais profundamente, encontram-se três camadas superpostas de tecido muscular, responsáveis pela contração abdominal com compressão das estruturas profundas viscerais.

De todas as partes do organismo, o tecido subcutâneo do abdômen, na maior parte das vezes, é o local onde a gordura mais se acumula.

Indicações

O procedimento de abdominoplastia é indicado em casos de envelhecimento, excesso de pele devido à grande perda de peso ou então resultante de gestações. Dependendo do tipo de problema ocorrido, pode ser necessária a correção das paredes musculares profundas do abdômen, ou apenas os da superfície, na região do subcutâneo.

O Procedimento

Anteriormente à realização da abdominoplastia, são solicitados alguns exames de rotina, como exames de sangue (coagulograma, hemograma, glicose, função renal e proteínas), de urina e eletrocardiograma.

Normalmente, aplica-se anestesia geral nesse tipo de cirurgia, mas também pode ser peridural ou similar. Realiza-se uma incisão horizontalmente acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se lateralmente em maior ou menor extensão, variando de acordo com o volume do abdômen a ser corrigido.

Por conseguinte, desloca-se amplamente a parede anterior e lateral do abdômen, possibilitando uma visualização da parede muscular, bem como as correções necessárias.

Após corrigido os defeitos, tanto das paredes profundas quanto superficiais, é feito o fechamento da parede e reposicionamento da cicatriz umbilical em sua posição natural. Subsequentemente, o paciente é colocado na cama com o corpo semi-flexionado para evitar a tração dos tecidos remodelados.

No geral, a hospitalização para este tipo de procedimento gira em torno de 2 a 3 dias.

Complicações

As complicações são raras, mas podem ocorrer, como: infecções, hematomas, seroma, problemas na cicatrização e trombose.

Cuidados de Enfermagem

Durante as primeiras 48h do pós-operatório é normal o paciente apresentar dor que é controlada por meio do uso de anti-inflamatórios e analgésicos.

Durantes os primeiros 15 dias após a cirurgia, deve-se evitar realizar esforço físico, devido ao risco de ruptura das suturas feitas na musculatura.

O paciente retorna à sua rotina normal gradativamente, sendo que a cicatriz final irá depender basicamente da cicatrização individual.

Outros cuidados:

  • Orientar o paciente em procedimentos pré e pós-operatórios;
  • Participar ou colaborar em tratamentos que visem a correção de distúrbios congênitos ou adquiridos;
  • Avaliar a assistência de enfermagem aos clientes em todas etapas dos procedimentos fornecendo suporte técnico educativo adequado a sua equipe;
  • Realizar atividades gerenciais e administrativas, estando a par de todos os acontecimentos;
  • Assegurar ambiente adequado ao cliente e sua família, atendendo-os de forma humanizada e respeitosa durante a continuidade do tratamento;
  • Promover a educação do cliente e da equipe sobre aspectos relativos a prevenção e recuperação de problemas de ordem estética;
  • Manter responsabilidade técnica e de supervisão a instituição assistida;
  • Aplicar condutas terapêuticas, recuperação e ou reabilitação;
  • Documentar os procedimentos em todas as suas etapas, por registro escrito e fotográfico;
  • Atuar em equipe de forma cooperativa, dentre outras atribuições;
  • Cuidados circulatórios, como a insuficiência venosa;
  • Controle da dor;
  • Cuidado com sondas e drenos;
  • Monitorar sinais vitais (SSVV);
  • Cuidados com o local de incisão;
  • Usar orientação antecipada para preparar o paciente para mudanças previsíveis na imagem corporal.

Referências:

  1. http://www.portalcirurgiaplastica.com.br/abdominoplastia/
  2. http://abdominoplastiamed.com/
  3. http://www.zamarian.com.br/html/corpo/abdominoplastia/abdomen.html
  4. ORTOLAN, M. Enfermagem estética: ações e atos do enfermeiro do processo de cuidar. 2007. Trabalho de conclusão de curso-Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007
  5. PARK, A. Importância da SAE na efetivação de uma assistência de enfermagem de qualidade. Anaisdo v SEPE e v Jornada de Iniciação Científica.vol.v, RS, 2015
  6. PERSKI, R. Sistema agroflorestais em pequenas propriedades no município de hulha negra. URCAMP. Bagé/RS, 2004. Disponivel em: https://scholar.google.com.br 
  7. PETRY et al.Cirurgia plástica estética: experiências sobre (re) construções corporais e implicações para enfermagem. Revista rene.RS.2015 mar-abr; p.185-93. Disponivel em: http://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista. 
  8. REMIZOSKI, J. ROCHA, M. VALL, J. Dificuldades da implantação da sistematização da assistência de enfermagem – SAE: Uma revista teórica. Caderno da escola de saúde, Curitiba, 03: 1-14, 2010. Disponivel em:http://revistas.facbrasil.edu.br 
  9. SALDANHA et al. Fatores preditivos para complicações em procedimentos de cirurgia plástica – sugere escores de segurança. Revista brasileira de cirurgia plastica, 2014,Sao Paulo,v. 29, n. 1
  10. SBCP, A idade deve ser um fator para a realização de cirurgia plástica, Sociedade Brasileira de cirurgia plástica, São Paulo. 2014 Disponivel em: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/a idade deve ser um fator para realização de cirurgia plástica
  11. SERRA et al. Assistência de enfermagem no pós-operatório imediato: estudo transversal.Revista brasileira de enfermagem. Ceara, mar:2015,14(2):161-7. Disponivel: http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/5082. 
  12. SILVA, A. MORAES, M. Incidência de dor no pós-operatório de cirurgia estética. Revista Dor.SP.2010; p.136-139.
  13. SILVA, R. SANTOS, M. Sistematização da assistência de enfermagem como uma estratégia para autonomia do enfermeiro. Revista nursing. Salvador, JanNov;2009;12 (136): 435-442. Disponivel em:http://ba.corens.portalcofen.gov.br/wpcontent/uploads/2013/03/sistematização da assistência de enfermagem como uma estratégia para autonomia do enfermeiro.

Gastroplastia em Y de Roux

A cirurgia bariátrica (gastroplastia) mais realizada no Brasil e no mundo atualmente é o Bypass Gástrico em Y de Roux ou Cirurgia de Fobi-Capella. É uma cirurgia que reduz o tamanho do estômago dividindo-o em dois, sendo assim, a parte maior é separada e não recebe mais alimentos.

Já a parte menor, que tem cerca de 30 ml é ligada diretamente a uma parte do intestino. Como o trajeto do alimento é reduzido, sua absorção também diminui. Como a parte do estômago que recebe o alimento fica bem menor, o paciente tem a sensação de saciedade mais cedo.

Efetividade

É uma das técnicas que apresenta melhor efetividade, porque a perda de peso é controlada podendo chegar a 40% do peso inicial. Nos 30 dias seguintes da cirurgia bariátrica, o paciente deve só se alimentar com líquidos. Só depois que os alimentos sólidos são introduzidos à dieta, sempre com orientação do cirurgião bariátrico e de um nutricionista.

O bom resultado da cirurgia bariátrica se dá através de um conjunto de fatores, entre eles: atividade física, redução da ingestão de calorias devido a menor capacidade do estômago e alterações anatômicas que, por exemplo, ocasiona uma alteração hormonal que auxilia na redução de apetite do paciente.

Como é feito?

O estômago é diminuído através de grampeamentos, sem retirar nenhuma parte do estômago nem do intestino – é apenas um desvio – reduzindo o espaço para o alimento e desviando o intestino inicial, o que acarreta alterações hormonais que dão saciedade e diminuem a fome.

Esses dois fatores juntos, a menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade, além das mudanças de hábitos de vida orientadas pela equipe multidisciplinar, levam ao emagrecimento e controlam as doenças associadas, como a hipertensão arterial e o diabetes.

Pode ser realizada por videolaparoscopia ou aberta (por corte), podendo ser com anel ou sem anel. O anel de Silastic pode ser colocado, mas não é obrigatório e pode até ser contraindicado em algumas situações.

Alguns cuidados

  • Ingestão correta de líquidos, para que não ocorra desidratação ou formação de cálculo renal, o consumo de comidas muito calóricas pode ocasionar tonturas e diarreias e por isso deve ser evitado;
  • A reposição oral de vitaminas também deve ser feita, já que ocorre a alteração no caminho do alimento e a absorção de nutrientes pode estar diminuída;
  • Orientar o paciente a monitorar sinais de desconforto respiratório, febre e acúmulo de secreções;
  • Enfatizar a importância de não ingerir líquidos 15 minutos antes de cada refeição e até 90 minutos depois, para evitar desconforto gástrico, pois beber e comer juntos aumenta a distensão gástrica, o que resulta em sensação de estofamento e até vômitos. Reforçar que a ingestão de líquidos que, além de evitar a desidratação, auxilia na
    perda de peso, deve ser feita gradativamente de acordo com a capacidade gástrica;
  • Avaliar débito urinário no sistema de drenagem fechada ou o desejo do paciente e a distensão vesical;
  • Auscultar o abdome para determinar a presença e a localização dos ruídos hidroaéreos; Monitorizar presença de íleo paralítico (os ruídos hidroaéreos deverão retornar em média de 6 a 12 h após a cirurgia), flatulência, distensão abdominal;
  • Orientar o paciente a comunicar desconforto em região supra púbica;
  • Registrar a coloração, o odor, a consistência, a quantidade e a frequência das evacuações;
  • Verificar presença, aspecto, características e frequência de eliminações intestinais;
  • Observar e anotar eliminações e outras perdas como: diurese, vômitos, débitos de drenos, ingestão hídrica;
  • Medir diariamente o débito do dreno de Blake; – Comunicar à equipe médica para tomar as condutas necessárias, como a necessidade de sondagem vesical de alívio;
  • Reforçar que a atividade física é muito importante para os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, pois a perda de peso será mais rápida;
  • Orientar o paciente para que evite esforços físicos excessivos nos primeiros 90 dias. Caminhadas leves, de curta distância (pela manhã, próximo ao almoço e à tarde), poderão ser feitas conforme a resistência, progredindo lentamente, aumentando 01 minuto por dia;
  • Motivar e estimular a participação do paciente nas atividades de autocuidado;
  • Estimular o paciente a participar de atividades de lazer logo que possível;
  • Explicar a importância das estratégias para manter o sono eficaz.

Referências:

  1. BARTH, M. M ; JEFERSON, C. E. Cuidados de enfermagem pós-operatória de pacientes com bypass gástrico. American Journal of Critical Care, v.15, n. 4, jun., 2006. 
  2. FONTES, Helio Augusto. Gastroplastia – O que é essa cirurgia, como é feita, resultados. Disponível em: < http://www.copacabanarunners.net/gastroplastia.html&gt; .
  3. MOREIRA, Rosa Aparecida Nogueira et al. Diagnósticos de enfermagem, fatores relacionados e de risco no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 47, n. 1, p. 168-175, 2013.
  4. NEGRÃO, Renata de Jesus da Silva. Cirurgia bariátrica: revisão sistemática e cuidados de enfermagem no pós-operatório. 2006. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
    NIBI, Fabiana Aparecida. Cuidados intensivos no pós-operatório imediato de cirurgia bariátrica. Revista Uninga. Maringa: PR. 2014.

A Anestesia Geral e suas fases

A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove eliminação da dor, daí o nome anestesia, paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. A anestesia geral faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada de anestesia nas cirurgias complexas e de grande porte.

Fases: Como é feito?

A anestesia geral possui cinco fases: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação e emergência.

A fase de pré-medicação é feita para que o paciente chegue ao ato cirúrgico calmo e relaxado. Normalmente é administrado um ansiolítico (calmante) de curta duração, como o midazolam, deixando o paciente já com um grau leve de sedação. Deste modo, ele entra na sala de operação sob menos estresse.

A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente. Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido.

O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada. Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opioide (da família da morfina) como o Fentanil.

Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva. Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida.

O paciente, então, precisa ser intubado e acoplado a ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções.

Em algumas cirurgias mais rápidas, ou que não abordem o tórax ou o abdômen, pode não ser necessária intubação, ficando o paciente apenas com uma máscara de oxigênio.

No início da fase de manutenção as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nesta fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa. Na maioria dos casos a via inalatória é preferida.

Os anestésicos são administrados através do tubo orotraqueal na forma de gás junto com o oxigênio, sendo absorvidos pelos alvéolos do pulmão, passando rapidamente para a corrente sanguínea. Alguns exemplos de anestésicos inalatórios são o óxido nitroso e os anestésico halogenados como o halotano, sevoflurano e desflurano, drogas administradas continuamente durante todo o procedimento cirúrgico.

A profundidade da anestesia depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo. Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos.

Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais.

Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando o final da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico, ou seja, entra na fase de emergência. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas.

Nesta fase de recuperação, novamente analgésicos opióides são administrados para que o paciente não acorde da anestesia com dores no local onde foi abordado.

Conforme os anestésicos inalatórios vão sendo eliminados da circulação sanguínea, o paciente começa a recuperar a consciência, passando a ser capaz de voltar a respirar por conta própria. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado.

Neste momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu nesta fase de recuperação devido aos efeitos amnésicos das drogas.

Riscos

Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis. Na maioria dos casos, as complicações são derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesões ou falência de órgãos vitais.

Só como exemplo, um trabalho canadense de 1997, apenas com cirurgias odontológicas com anestesia geral, ou seja, cirurgias de baixo risco realizadas em pacientes saudáveis, detectou uma taxa de mortalidade de apenas 1,4 a cada 1 milhão de procedimentos. Isto prova que a anestesia em si é muito segura.

Também há de se destacar que a anestesia geral é um procedimento complexo, devendo ser feita somente por profissionais qualificados e em ambientes com ampla estrutura para tal, no caso, um centro cirúrgico hospitalar.

Recomendações

Quem irá se submeter à anestesia geral deve realizar os exames pré-operatórios exigidos pelo cirurgião, além de passar por avaliação com um médico anestesiologista para checar se possui alergia aos fármacos utilizados. No dia da cirurgia, o jejum de 8 horas é solicitado para evitar que resíduos de alimentos entrem nas vias respiratórias (broncoaspiração).

Fatores que aumentam o risco da anestesia geral

Antes de qualquer cirurgia, um anestesista irá consultá-lo para avaliar o seu risco cirúrgico. Além do reconhecimento prévio de doenças graves que podem complicar o ato cirúrgico, é importante para o anestesista saber algumas informações pessoais do paciente que possam aumentar o risco da anestesia, tais como:

  • História prévia de reação anafilática;
  • Alergias alimentares ou a drogas;
  • Uso frequente de bebidas alcoólicas;
  • Uso de drogas, principalmente cocaína
  • Uso de medicamentos controlados ou não;
  • História de tabagismo;
  • Apneia do sono;
  • Obesidade.

Veja também:

Anestesia

Referências:

  1. Conselho Federal de Medicina (CFM);
  2. Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA);
  3. Clínica Médica Integrada de Anestesiologistas (CMIA).

Mapa Cirúrgico: Para que serve?

Um mapa cirúrgico nada mais é do que um relatório que apresenta, separadamente, cada profissional, cada cirurgia com suas respectivas datas, os dados do paciente, o procedimento a ser realizado, materiais e medicamentos utilizados, observações e o total de cirurgias por dia e por profissional.

De acordo com a configuração da janela inicial de parâmetros, deve-se definir as informações mediante com o intervalo desejado e se os dados serão separados por Médico ou por Sala Cirúrgica. Para que seja possível a emissão deste relatório, é preciso que existam movimentações na rotina.

Como funciona?

As reservas cirúrgicas são agendadas nos horários disponíveis das salas do centro cirúrgico e do profissional médico. Para que o agendamento seja possível, deve haver harmonia entre o setor, plano, médico e procedimento.

Essa rotina vai permitir um maior controle da marcação das cirurgias de forma segura e com a garantia da integridade das informações. Todo atendimento do centro cirúrgico será bem organizado, considerando toda a programação da agenda do hospital.

Dessa maneira, para que a rotina seja efetuada corretamente, é necessário que os horários de uso das salas e da disponibilidade do médico já tenham sido gerados, seguindo a disponibilidade cirúrgica.

Preparação da Sala Cirúrgica

A montagem da sala cirúrgica é uma atividade primordial e de responsabilidade da equipe de Enfermagem do Centro Cirúrgico. Toda a organização e o planejamento nesta atividade envolve o conhecimento do mapa cirúrgico, a dinâmica das cirurgias, os instrumentos utilizados e sua interface junto à Central de Material e Esterilização (CME).

O mapa cirúrgico irá possibilitar que a equipe saiba o nome e idade do paciente, o procedimento que será realizado, os integrantes da equipe médica, o horário, o tipo de convênio e outras observações de destaque que cada serviço dispõe no mapa.

A partir dessas informações, a sala deve estar preparada com os equipamentos básicos que a compõem e os materiais/instrumentais cirúrgicos necessários que serão usados em cada procedimento específico.

A montagem da sala cirúrgica inclui a disponibilização de insumos básicos como:

  • luvas estéreis;
  • luvas de procedimentos;
  • agulhas;
  • seringas;
  • equipos;
  • escovas para degermação;
  • micropore e esparadrapo;
  • soluções antissépticas;
  • soros;
  • fios cirúrgicos;
  • manopla;
  • cubas;
  • recipientes para anatomopatológico;
  • compressas estéreis;
  • lap e aventais estéreis;
  • por fim, instrumentais e dispositivos médicos específicos de acordo com cada cirurgia;
  • Além de toda a montagem, após o término de cada cirurgia, é necessário que a sala seja organizada novamente, seguindo o mapa cirúrgico, para o próximo procedimento, executando ações como a limpeza e descontaminação da sala, pensando na segurança do paciente.

Benefícios do Mapa Cirúrgico

  • Organização e mais facilidade de realizar tarefas;
  • Mais rapidez na hora de preparar as salas cirúrgicas, identificar novos procedimentos e como lidar com as individualidades de cada paciente;
  • Identificação prévia dos riscos existentes no ambiente hospitalar e quais são os riscos que podem expor a equipe e o paciente;
  • Conscientização sobre o uso adequados das medidas e dos equipamentos de proteção coletiva e individual;
  • Redução de gastos com acidentes e doenças, medicação, indenização, substituição de profissionais e danos a qualquer tipo de paciente;
  • Facilitação da gestão de saúde e segurança na cirurgia, com o aumento da segurança interna e externa;
  • Melhor clima organizacional, maior produtividade e chances de resultados assertivos.

Referência:

  1. FERREIRA, Maria de Jesus Veríssimo et al.. CONSTRUÇÃO DE UM MAPA CIRÚRGICO: FERRAMENTA DE QUALIDADE NA SEGURANÇA DO PACIENTE.. In: Anais da 15ª Jornada Norte Nordeste de Centro Cirúrgico e Central e Esterilização. Anais…Fortaleza(CE) Ponta Mar Hotel, 2019. Disponível em: <https//www.even3.com.br/anais/15jnnccce/129310-CONSTRUCAO-DE-UM-MAPA-CIRURGICO–FERRAMENTA-DE-QUALIDADE-NA-SEGURANCA-DO-PACIENTE>. 

Amigdalectomia

A Amigdalectomia ou Tonsilectomia é o procedimento realizado para a remoção das amígdalas.

Pode ser realizada como procedimento isolado, ou combinada a outros procedimentos como a retirada da adenoide (adenoidectomia), a cauterização de cornetos ou a colocação de tubos de ventilação.

Ao contrário do que você possa imaginar, a retirada das amígdalas não causa queda na imunidade, já que existem outros componentes do nosso corpo responsáveis pelo fortalecimento do sistema imunológico.

Indicações

  • mais de sete episódios de dor ou inflamação da garganta por ano;
  • mais de cinco episódios de dor ou inflamação da garganta por ano, durante dois anos consecutivos;
  • três episódios de dor ou inchaço da garganta ao ano durante três anos seguidos;
  • aumento no tamanho das amígdalas.

É importante destacar que o procedimento também possui contra-indicações. Pacientes que estão com alterações dos fatores de coagulação e processos inflamatórios ou infecciosos ativos nas vias aéreas superiores, ou sofrem com anemias moderadas e graves não devem se submeter à cirurgia sem a correção prévia do problema.

Como é realizado?

A amigdalectomia é um procedimento considerado bastante rápido e simples. Para retirar as amígdalas, o cirurgião responsável insere uma espécie de pinça pela própria boca do paciente e realiza uma pequena incisão na borda anterior da amígdala para removê-la por completo.

Após a retirada, o cirurgião utiliza eletrocautério e pontos para controlar possíveis sangramentos na região. Os pontos caem espontaneamente cerca de uma semana após o procedimento, não sendo necessário retirá-los em consultório. A cirurgia é realizada sob anestesia geral, possui duração média entre 30 minutos e 1 hora e é considerada bastante simples e segura.

Cuidados Pós Cirúrgicos

  • Alimentação: após a cirurgia, engolir pode ser bem incômodo e, por isso, a alimentação deve ser restrita. Nos três primeiros dias, os alimentos devem ser líquidos, pastosos e frios. Uma boa opção, principalmente para as crianças, é tomar sorvetes e sucos gelados, por exemplo;
  • Repouso: na primeira semana, o paciente deve ficar em repouso, evitando qualquer tipo de esforço. Atividades físicas só estão liberadas cerca de 30 dias após o procedimento, podendo variar para mais ou para menos dependendo da recomendação médica para cada caso;
  • Higienização bucal: a escovação da parte posterior da garganta deve ser realizada com muito cuidado, a fim de evitar que a escova de dente entre em contato com a região em processo de cicatrização. Bochechos e gargarejos devem ser evitados durante a primeira semana pós-cirurgia.

Além disso, vale ressaltar que infecções e dores de garganta são comuns nos primeiros dias após a cirurgia. Nesses casos, o médico pode orientar o paciente a fazer uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controlar os sintomas.

Referências:

  1. CDO (Centro de Diagnóstico Otorrinolaringológico)

Cirurgia Transesfenoidal

A Cirurgia Transesfenoidal é a técnica cirúrgica mais comum para retirar os tumores pituitários. Este procedimento é realizado através do seio esfenoidal.

Para esta abordagem, o neurocirurgião faz uma pequena incisão ao longo do septo nasal ou sob o lábio superior.

Utilização de Técnicas

A técnica mais recente é a utilização de um endoscópio, um cateter de fibra ótica com uma lente pequena na extremidade. Nesta abordagem, não é necessária a incisão abaixo do lábio superior ou na parte anterior do septo, porque o endoscópio permite ao cirurgião ver também através da pequena incisão feita na parte posterior do septo nasal, por onde passam os instrumentos para alcançar a glândula pituitária e retirar o tumor.

A utilização desta técnica é limitada pela posição do tumor e pela forma do osso esfenoide.

Vantagens

A abordagem transesfenoidal tem muitas vantagens. Nenhuma parte do cérebro é tocada durante o procedimento, portanto, a possibilidade de dano ao cérebro é muito baixa.

Também não há nenhuma cicatriz visível, mas é difícil a remoção de grandes tumores, e as taxas de cura são altas.

Se o tumor é grande ou se desenvolveu nas estruturas vizinhas, as possibilidades de cura são mais baixas e as chances de lesões no cérebro, nervos e vasos sanguíneos são maiores.

Possíveis Complicações

A cirurgia da glândula pituitária é um procedimento importante, e os cirurgiões são muito cuidadosos para tentar limitar quaisquer problemas durante ou após o procedimento.

Complicações durante ou após a cirurgia, como hemorragias, infecções ou reações à anestesia são raros, mas podem ocorrer. A maioria dos pacientes que fazem a cirurgia transesfenoidal sentirá dor de cabeça e congestionamento nasal por até uma ou duas semanas após a cirurgia.

Se a cirurgia provocar danos às grandes artérias, ao tecido cerebral próximo ou aos nervos próximos da hipófise, em casos raros pode resultar em dano cerebral, acidente vascular cerebral ou cegueira.

Diabetes insipidus pode ocorrer logo após a cirurgia, mas geralmente melhora por conta própria dentro de 1 a 2 semanas após a cirurgia. Se for persistente, pode ser tratada com spray nasal de desmopressina.

Danos ao resto da glândula pituitária podem provocar outros sintomas por falta de hormônios. Isso é raro após a cirurgia de pequenos tumores, mas pode ser inevitável no caso de alguns macrotumores maiores. Se os níveis de hormônios pituitários estiverem baixos após a cirurgia, podem ser tratados com medicamentos para substituir a falta de produção.

Referências:

  1. American Cancer Society