Escala de Karnofsky

O Índice de Karnofsky, ou Escala/Performance de Karnofsky descreve os níveis crescentes de atividade e independência com valores que variam de 0 a 100.

Zero indica morte e 100, o nível normal de desempenho físico e aptidão para realizar atividades normais.

É o instrumento mais utilizado no prognóstico da terapia de câncer por tratar-se de medida do rendimento para classificação da habilidade de uma pessoa para desempenhar atividades, avaliando o progresso do paciente após um procedimento terapêutico e determinando sua capacidade para terapia.

Referências:

  1. CREMESP. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Cuidado Paliativo. São Paulo, 2008
  2. https://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/1241-Einstein%20v7n3p314-21_port.pdf

Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias.

No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

Por isso, os pacientes podem ter anemia e ficam sujeitos a infecções.

Os plasmócitos cancerosos também produzem uma proteína anormal, chamada de proteína monoclonal, que se acumula no sangue e na urina. As células doentes também podem afetar os ossos, causando dores e fraturas espontâneas.

Quais são os Fatores de Risco?

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter mieloma múltiplo.

Não se sabe ainda o que causa o mieloma múltiplo e, portanto, não existem formas de prevenção da doença. Valem, assim, as recomendações de uma vida saudável, com alimentação rica em verduras, legumes e frutas, pouca carne vermelha, não fumar, praticar exercícios regularmente e não abusar de álcool.

Idade: a maioria dos pacientes tem mais de 65 anos.

Sexo: os casos de mieloma múltiplo são um pouco mais frequentes em homens do que em mulheres.

Como é diagnosticado?

No caso do mieloma múltiplo, exames específicos de sangue e de urina são usados tanto para diagnóstico, como para estadiamento e acompanhamento do tratamento.

Eles avaliam níveis de cálcio e alterações nas proteínas monoclonais produzidas pelos plasmócitos doentes no sangue e na urina. A punção de medula também deve ser pedida e, como o mieloma múltiplo pode causar tumores nos ossos ou nos tecidos moles ao redor deles, uma biópsia desses tumores também pode ser necessária.

A avaliação por exames por imagem também integra a lista de procedimentos para diagnóstico desse tipo de câncer, entre eles raios X, densitometria óssea, ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) e tomografia.

ESTADIAMENTO

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se, ou quanto, ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos próximos ou distantes (metástase). O estadiamento do mieloma múltiplo utiliza o Sistema de Estadiamento Internacional Revisado (RISS), que se baseia na quantidade de albumina, de microglobulina beta-2 e de uma enzima chamada lactato dehidrogenase (LDH) no sangue e de citogenética, um exame que identifica defeitos nos cromossomos. Nessa classificação, o mieloma múltiplo tem três estágios, do inicial (I) ao mais avançado (III):

Estágio I:

  • Microglobulina beta-2
  • Albumina ≥ 3.5 g/dL
  • LDH
  • Citogenética

Estágio II: fora dos critérios dos estágios I e III

Estágio III:

  • Microglobulina beta-2 ≥ 5.5 mg/L
  • LDH elevado e/ou
  • Citogenética de alto risco

Como é tratado?

Algumas vezes, o paciente de mieloma múltiplo é apenas acompanhado, sem fazer tratamento. Os tratamentos disponíveis atualmente não curam a doença, mas permitem que o paciente tenha saúde e qualidade de vida por longos períodos. Além disso, há várias pesquisas em andamento em busca de medicamentos mais eficazes e específicos para o tratamento do mieloma múltiplo.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, entre eles se o paciente tem sintomas ou não, sua idade e se ele é portador de outras doenças, como diabetes ou problemas cardíacos.

Entre as opções terapêuticas estão a quimioterapia e a quimioterapia seguida de transplante de medula. Imunomoduladores, como a talidomida, também podem fazer parte da terapia, bem como anticorpos monoclonais, medicamentos que funcionam como um míssil teleguiado tendo como alvo uma proteína específica presente na superfície da célula.

A radioterapia é usada em pacientes com mieloma múltiplo que têm dor nos ossos ou que tiveram ossos danificados pela doença.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Orientar sobre higiene das mãos;
  • Controle dos sinais vitais;
  • Observar sinais de infecção;
  • Monitorar resultados de exames laboratoriais;
  • Implementar cuidados com administração de medicamentos;
  • Avaliar intensidade da dor e realizar balanço hídrico.

Referência:

  1. MSD Manuals

Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer ou carcinoma de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

O que é a Próstata?

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

Taxas de Incidência

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de Risco

  • A idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.
  • Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
  • Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.
  • Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio) arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas estão associadas ao câncer de próstata.

Os Sinais e Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

A Detecção Precoce

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar melhor chance de tratamento.

A detecção pode ser feita por meio da investigação, com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. No caso do câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos. Portanto, o INCA não recomenda a realização de exames de rotina com essa finalidade. Caso os homens busquem ativamente o rastreamento desse tipo de tumor, o Instituto recomenda, ainda, que eles sejam esclarecidos sobre os riscos envolvidos e sobre a possível ausência de benefícios desses exames feitos como rotina.

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados no tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

Como é diagnosticado?

O câncer da próstata pode ser identificado com a combinação de dois exames:

  • Dosagem de PSA: exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico
  • Toque retal: como a glândula fica em frente ao reto, o exame permite ao médico palpar a próstata e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos (possível estágio inicial da doença). O toque é feito com o dedo protegido por luva lubrificada. É rápido e indolor, apesar de alguns homens relatarem incômodo e terem enorme resistência em realizar o exame.

Na maioria dos homens, o nível de PSA costuma permanecer abaixo de 4 ng/ml. Alguns pacientes com nível normal de PSA podem ter um tumor maligno, que pode até ser mais agressivo, por isso esse exame, feito de forma isolada, não pode ser a única forma de diagnóstico.

Nenhum dos dois exames têm 100% de precisão. Por isso, podem ser necessários exames complementares.

A biópsia é o único procedimento capaz de confirmar o câncer. A retirada de amostras de tecido da glândula para análise é feita com auxílio da ultrassonografia. Pode haver desconforto e presença de sangue na urina ou no sêmen nos dias seguintes ao procedimento, e há risco de infecção, o que é resolvido com o uso de antibióticos.

Outros exames de imagem também podem ser solicitados, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (para verificar se os ossos foram atingidos).

Como é tratado?

Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos.

Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

Atuação do profissional de enfermagem no câncer da próstata

A Enfermagem atua no cuidado integral e contínuo nestes pacientes, este precisa tomar decisões e avaliar as intervenções que foram aplicadas e de modo organizado o mesmo tem o método da SAE ( Sistematização da Assistência de Enfermagem) para seu auxilio sendo que as suas ultimas etapas (implementação de cuidados e avaliação dos resultados óbitos), além de métodos terapêuticos alternativos e condutas da equipe multidisciplinar de modo que o profissional possa ampliar os conhecimentos sobre este agravo.

Diante do enfrentamento de qualquer neoplasia, a equipe de enfermagem deve agir para evitar o pessimismo angustiante que geralmente se instala no convívio familiar com a vitima. Nos cuidados paliativos na oncologia, o objetivo da assistência compreende na promoção da qualidade de vida e do conforto dos pacientes e da família que enfrentam juntos a enfermidade, atuando na prevenção e alivio dos sintomas e apoiando as necessidades psicossociais, emocionais e espirituais do enfermo e acompanhante.

Para ter segurança nos cuidados prestados a estes pacientes, o profissional deve buscar evidencias de intervenções já realizadas, avaliando de forma criteriosa os resultados obtidos pelos cuidados prestados em pacientes oncológicos prostáticos. Estar sempre a disposição para manter o paciente e familiar informado sobre a patologia e medicação utilizada, além de se atentar as necessidades biopsicossociais e espirituais do paciente, que também pode ser físicas devido a melhoria da estrutura física para acomodar e proporcionar melhor estadia e conforto para o cliente e acompanhante, ouvir suas aflições e sempre buscar estimular o acompanhante a permanecer ao lado do enfermo, são ações que se tornam impreteríveis no exercício da profissão de enfermagem e traz uma gratificação imensurável dos internos.

Referência:

  1. INCA
  2. ARAÚJO et al, As Representações Sociais de Homens sobre o Câncer de Próstata, São Paulo, 2013.
  3. DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos. 2.ed. São Paulo : Atheneu,2009, pág.146
  4. MILIORINI Juliana Padial; FERNANDES Marina Viana; DECESARO Maria das Neves;
  5. MARCON, Sonia Silva familiar no contexto hospitalar, PR, 2012 disponível em : https://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/603/pdf.

Metástase: O que é?

A Metástase é a implantação de um foco tumoral à distância do tumor original, decorrente da disseminação do câncer para outros órgãos.

O aparecimento de metástases ocorre  quando as células cancerígenas se desprendem do tumor primário e entram na corrente sanguínea ou no sistema linfático, podendo circular pelo organismo e se estabelecer em outro órgão.

Ao espalhar-se pelo corpo e formar um foco do tumor em outro órgão, longe do sítio primário ou local de origem da doença, esse novo tumor é chamado de metastático.

Por exemplo, uma paciente diagnosticada com câncer de mama (sítio primário) que algum tempo depois descobre um nódulo de pulmão, deve ter este nódulo investigado para que se conheça sua origem.

Se a biópsia mostrar células compatíveis com câncer de origem mamária (e para determinar a origem são usadas diversas técnicas de análise), estamos lidando com um câncer metastático e não um câncer originário do pulmão. Este nódulo canceroso metastático no pulmão é constituído por células cancerosas da mama.

Para onde o câncer pode se espalhar?

Para qualquer parte do corpo. As células cancerígenas que se desprendem do tumor primário viajam pelo sangue ou pelos por exemplo, nos pulmões, ossos, fígado, cérebro, entre outros.
  • Via corrente sanguínea: nesse caso, a célula cancerígena pode viajar para qualquer lugar do corpo, criando um tumor secundário (metástase);
  • Via corrente linfática: a metástase ocorre nas ínguas regionais, ou seja, nos locais que estão próximos ao tumor primário;
  • Por invasão direta: o tumor primário invade um órgão vizinho pelo seu tamanho.

Os Tipos de Metástase

Metástase por câncer de mama

A metástase recorrente do câncer de mama costuma se espalhar ao fígado, pulmões e ossos.

Metástase por câncer de pulmão

Já a metástase por câncer de pulmão pode acometer ainda os ossos, fígado, pleura (membrana que recobre os pulmões) e o cérebro.

Metástase por câncer de bexiga

A metástase recorrente de câncer de bexiga costuma se espalhar por linfonodos retroperitoneais (região da barriga), fígado e pulmões.

Metástase por câncer de rim

Quanto o tumor primário é resultado do câncer de rim, a metástase costuma afetar o fígado e pulmões.

Metástase por câncer colorretal

A metástase que tem o câncer colorretal como primários pode acometer linfonodos regionais (no intestino) e fígado.

Metástase por melanoma

Quem sofre de melanoma pode ter uma metástase que afeta pulmões, cérebro e fígado.

Metástase por câncer de ovário

A metástase por câncer de ovário pode se espalhar pelo peritônio (película que reveste órgãos intestinais), fígado e pulmões.

Metástase por câncer de pâncreas

Quem tem câncer de pâncreas: pode desenvolver uma metástase que atacará o fígado.

Metástase por câncer de próstata

Homens que têm câncer de próstata têm maiores riscos de desenvolver metástase nos ossos.

Metástase por câncer de estômago

Quem tem câncer de estômago pode ter uma metástase que se espalha aos linfonodos regionais, fígado e pulmões.

Metástase por câncer de tireoide

Se você tem câncer de tireoide, saiba que a metástase pode acometer seus ossos e fígado.

Metástase por câncer no útero

Mulheres que apresentam câncer no útero podem desenvolver metástase que acomete linfonodos regionais, fígado e peritônio.

O que pode causar a Metástase?

Independentemente do local onde as metástases são identificadas, as causas são sempre as mesmas: O crescimento desordenado, desorientado e sem fatores de controle de qualquer tipo de tumor (primário).

Tudo depende, portanto, da capacidade de cada tumor se infiltrar/espalhar para outros órgãos do corpo.

Fatores de Risco

O principal fator de risco para desenvolver uma metástase é ter um câncer em outro local. O estágio do tumor primário, assim como seu tratamento, é que determinam as chances de desenvolver o secundário (a metástase).

O perigo está em deixar tumores crescerem sem perceber ou não fazer o acompanhamento e tratamento adequados.

É importante lembrar, ainda, que cada tipo de câncer tem predisposição a desenvolver determinadas metástases em regiões do corpo.

Sintomas de Metástase

Os sintomas da metástase podem ser bastante variados:

Metástase nos ossos

  • Dores
  • Fraturas

Metástase no fígado

  • Indisposição
  • Dor abdominal
  • Icterícia

Metástase nos pulmões

  • Tosse
  • Falta de ar
  • Fadiga

Metástase no cérebro

  • Dor de cabeça
  • Déficit motor

Metástase sem sintomas

Muitas vezes, a metástase pode ser assintomática e se manifesta de forma silenciosa, dependendo da localização e do seu tamanho em cada órgão.

Exemplo disso é quando ela atinge uma pequena parte da periferia do fígado, passando despercebida.

Diagnósticos

Diagnóstico de metástase no fígado

  • Ultrassonografia do abdome superior
  • Tomografia computadorizada com contraste de abdome
  • Ressonância magnética

Diagnóstico de metástase nos ossos

  • Cntilografia óssea
  • PET-CT
  • Tomografias de coluna e arcos costais
  • Ressonâncias magnéticas

Diagnóstico de metástase nos pulmões

  • Radiografia (raio-X)
  • Tomografia computadorizada de tórax

Diagnóstico de metástase no cérebro

  • Tomografia computadorizada com contraste iodado
  • Ressonância magnética cerebral

Biópsia

A biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecido da área afetada, também pode ser necessária para confirmar o diagnóstico de metástase.

Os Tratamentos

Metástase no fígado

  • Quimioterapia

Metástase nos ossos

  • Quimioterapia
  • Hormonioterapia
  • Radioterapia
  • Uso de bifosfonatos

Essas são formas para interromper o processo de perda óssea, ou seja, atuar na recalcificação do osso, buscando reduzir a dor e diminuir as possíveis fraturas.

Metástase no cérebro

  • Radioterapia

Entre os vasos sanguíneos do cérebro há a barreira hematoencefálica (BHE), que impede que drogas quimioterápicas cheguem ao cérebro. Por isso, neste caso o tratamento mais indicado é a radioterapia.

Metástase nos pulmões

  • Quimioterapia

Cirurgias para Metástase

A cirurgia indicada para a retirada das lesões metastáticas é chamada de metastasectomia, que visa proteger o paciente das complicações causadas por elas.

“Mas não é tão frequente que as metástases sejam operadas – isso acontece apenas em situações muito específicas”, afirma Felipe Moraes.

“Em casos de metástase no fígado, pode ser feita a hepatectomia. Já nas ósseas, caso ocorram fraturas, é possível fazer a retirada do osso e colocar uma prótese, por exemplo. No pulmão, pode ser indicada a toracotomia; enquanto, no cérebro, cranioterapia com resseção da metástase”.

Cirurgias

  • Metástase no fígado: hepatectomia
  • Metástase nos ossos: retirada do osso e colocação de prótese
  • Metástase no pulmão: toracotomia
  • Metástase no cérebro: cranioterapia

Referência:

  1.  American Cancer Society

Mola Hidatiforme

A Mola hidatiforme é um distúrbio da gravidez em que a placenta e o feto não se desenvolvem adequadamente. As células do embrião formam sacos de líquidos. Também pode ser chamado de tumor trofoblástico gestacional.

Podendo ser classificada como:

  • Total: Toda placenta e embrião se desenvolvem anormalmente;
  • Parcial: Apenas parte da placenta e embrião se desenvolvem anormalmente.

 

Por que ocasiona esse distúrbio?

É causado por um desequilíbrio genético que pode ocorrer quando um óvulo é fecundado por dois espermatozoides ou quando o óvulo não tinha material genético suficiente.

É um tumor usualmente benigno invulgar que se desenvolve a partir de tecido placentário em fases precoces de uma gravidez em que o embrião não se desenvolve normalmente.

A mola hidatiforme, se assemelha a um punhado de pequenos bagos de uva, é causada por uma degeneração das vilosidades coriônicas (projeções minúsculas e irregulares penetrando no útero no período de fixação).

Em 2-3% dos casos, penetra excessivamente e sem controle, tornando-se um tumor maligno, que passa a classificar-se como coriocarcinoma.

Os Sinais e Sintomas

  • Perdas sanguíneas vaginais indolores;
  • Enjoos e vômitos matinais excessivos;
  • Pressão sanguínea elevada;
  • Arritmia cardíaca;
  • Proteinúria (proteínas na urina);
  • Desconforto na pélvis.

 

Como é diagnosticado?

O sangramento no quarto ou quinto mês indica a complicação, e o útero e ovários costumam estar visivelmente maiores que o esperado para esse mês. Os tumores hidatiformes são visíveis numa ecografia ou ultrassom.

As análises de sangue e de urina detectam níveis excessivos de gonadotrofina coriônica humana produzidas pelo tumor. Pode estar associado a sintomas de hipertireoidismo.

Como é tratado?

O tumor pode ser removido quer por sucção do conteúdo do útero, quer por raspagem, podendo ser necessário, por vezes, recorrer ao tratamento por quimioterapia para eliminação total do tumor.

O mais importante é que, assim que for diagnosticada a Doença Trofoblástica Gestacional, a mulher procure um centro de referencia, onde lá terá um tratamento especializado e a cura.

Referências

  1.  Artigos HYDATID n. (a.) e MOLAR, n.6 no Oxford English Dictionary online. (https://dictionary.oed.com/
    )
  2.  https://www.nhs.uk/conditions/molar-pregnancy/Pages/Introduction.aspx
  3.  https://www.webmd.com/baby/tc/molar-pregnancy-topic-overview
  4.  Ganong WF, McPhee SJ, Lingappa VR (2005). Pathophysiology of Disease: An Introduction to Clinical Medicine (Lange). McGraw-Hill Medical. p. 639. ISBN 0-07-144159-X.
  5.  https://www.webmd.com/baby/tc/molar-pregnancy-topic-overview?page=2
  6. Gerulath AH et al. Gestational Trophoblastic Disease. SOGC Clinical Practice Guidelines 2002; 114.
  7. American College of Obstetricians and Gynecologistas. Diagnosis and Teatment of Gestational Trophoblastic Disease. ACOG Practice Bulletin 2004; 53.