Cirurgia Segura: Time Out

O TIME OUT é uma prática baseada em evidências que visa a prevenção de cirurgias, procedimentos e exames invasivos errados, no paciente errado e/ou no local errado.

O TIME OUT deve ser feito na sala em que a cirurgia, procedimento ou exame invasivo será realizado, antes do seu início.

Neste momento, o enfermeiro confere com o médico e com o anestesista, em voz alta, determinados itens de verificação.

Itens de Verificação

  • Paciente certo: checagem da identificação do paciente quanto ao nome completo e número do prontuário;
  • Procedimento certo: checagem no prontuário do procedimento agendado;
  • Local certo: local da cirurgia demarcado de acordo com o procedimento agendado;
  • Equipamentos, materiais e medicamentos certos em sala, conforme estabelecido pela equipe médica;
  • Documentação certa: anamnese, exame físico, avaliação pré-anestésica e consentimentos preenchidos; exames complementares relevantes para o procedimento em sala.

Lembre-se:
Para assegurar o sucesso do TIME OUT, os pacientes devem ser encaminhados ao Bloco Cirúrgico ou à sala de exame ou procedimento com a documentação certa preenchida previamente, no consultório ou na unidade de internação.

Documentação Certa
  • Anamnese e exame físico;
  • Demarcação do sítio cirúrgico;
  • Avaliação pré-anestésica;
  • Consentimentos cirúrgico;
  • Consentimento anestésico;
  • Exames complementares e imagens relevantes para a cirurgia, exame ou procedimento. ​

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Regra dos 30 Minutos: Administração de Medicamentos no horário adequado

Na assistência hospitalar, atrasos ou omissões de doses podem ocorrer em todas as etapas do processo de utilização de medicamentos. Eles estão entre os erros de medicação mais notificados.

Embora sejam ocorrências que aparentam ter gravidade potencial reduzida, elas são importantes, seja pela sua elevada frequência ou por colocar pacientes em situações de risco.

Além disso, quando envolvem alguns medicamentos ou condições de saúde críticas, erros desse tipo podem evoluir com danos graves ou fatais como, por exemplo, a omissão ou atraso na administração de antimicrobianos em pacientes com sepse ou de anticoagulantes em pacientes com embolia pulmonar ou infarto agudo do miocárdio.

Erros por atrasos

Os erros por atraso ou omissão de doses de um medicamento podem estar relacionados a diversas situações, tais como:

  • ausência de conciliação medicamentosa envolvendo falhas ou mesmo ausência de avaliação dos medicamentos em uso pelo paciente;
  • não prescrição de medicamentos necessários ao paciente em situações específicas, como a necessidade de substituir, interromper ou reiniciar um medicamento no pré ou pós-operatório;
  • erros na transcrição e atrasos na validação da prescrição; indisponibilidade do medicamento prescrito na instituição ou sistema de saúde;
  • transferência do paciente para outras unidades; ausência do paciente no leito devido à realização de procedimentos ou exames no mesmo horário da administração do medicamento;
  • alta hospitalar sem informações adequadas sobre o tratamento.

Além disso, uma situação comum que pode provocar esses erros é o dimensionamento inadequado da equipe de enfermagem, fazendo com que os profissionais tenham um número excessivo de pacientes para cuidar, o que pode contribuir para limitar e prejudicar a qualidade da assistência.

A criação da “Regra dos 30 minutos”

Até 2008, para que os hospitais dos Estados Unidos recebessem os pagamentos devidos, o Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS) orientava os auditores hospitalares a verificar se os medicamentos eram administrados em até 30 minutos antes ou após o horário aprazado.

Essa orientação ficou conhecida como “Regra dos 30 minutos” e se aplicava todos os medicamentos, sem diferenciação entre medicamentos de tempo crítico ou aqueles considerados menos complexos, como suplementos vitamínicos diários.

A Dificuldade de execução

No entanto, em uma pesquisa realizada com 18 mil enfermeiros, os autores observaram que as mudanças ocorridas nos métodos de administração de medicamentos, a complexidade dos cuidados, o número de medicamentos prescritos por paciente e o número de pacientes por enfermeiro tornavam a “Regra dos 30 minutos” de difícil execução.

Muitos enfermeiros relataram, nessa pesquisa, que a grande pressão para administrar medicamentos conforme a regra favorecia a ocorrência de erros. Assim, a “Regra dos 30 minutos” passou a ser considerada insegura, exceto quando a administração dentro deste intervalo de tempo se fazia essencial sob a perspectiva clínica.

A definição e a atualização

Para definir o horário de administração de um medicamento deve-se considerar a complexidade da indicação para a qual foi prescrito, a situação clínica, as necessidades do paciente que o recebe, bem como as características químicas e farmacológicas específicas do medicamento.

Suas propriedades químicas, mecanismo de ação e indicação terapêutica determinam como ele deve ser administrado, se é necessário respeitar o horário exato da prescrição, ou se é possível administrá-lo dentro de uma janela de tempo segura em torno do horário em que foi prescrito sem comprometer a segurança do paciente e o efeito terapêutico desejado, e qual a extensão dessa janela de tempo caso ela seja adequada.

Com base nessa realidade, a “Regra dos 30 minutos” foi atualizada e hoje são utilizadas as seguintes definições:

Medicamentos Programados

Incluem aqueles cujas doses devem ser administradas de acordo com um ciclo de frequência padrão e repetidas (ex.: uma, duas, três ou quatro vezes ao dia; diariamente; semanalmente; mensalmente). Eles podem ser programados conforme um tempo crítico ou não crítico.

Medicamentos programados de tempo crítico

São aqueles cujo aprazamento da administração no horário prescrito deve ser seguido rigorosamente. A administração desses medicamentos fora do intervalo de 30 minutos, antes ou depois do horário prescrito, pode causar danos ao paciente.

Medicamentos programados de tempo não crítico

São aqueles cuja antecipação ou atraso na administração, desde que respeitado um intervalo específico de 1 ou 2 horas, não apresentam potencial de causar danos ao paciente.

Os medicamentos programados NÃO INCLUEM:

  • doses que devem ser administradas imediatamente;
  • primeira dose ou dose de ataque;
  • doses únicas;
  • doses com horário predefinido (ex.: antimicrobiano profilático administrado em um dado tempo antes da primeira incisão cirúrgica);
  • medicamentos administrados para preparo do paciente para realização de algum procedimento (ex.: sedação pré-procedimento);
  • medicamentos de uso concomitante ou sequencial (ex.: medicamentos administrados antes da quimioterapia e medicamentos quimioterápicos; n-acetilcisteína e contraste iodado);
  • medicamentos administrados em horários específicos para garantir “pico” de concentração plasmática ou níveis séricos adequados;
  • medicamentos administrados conforme a condição clínica do paciente (ex.: conforme pressão arterial ou glicemia) ou prescritos “se necessário”;
  • medicamentos utilizados em estudos clínicos ou farmacocinéticos.

Orientações para administração de medicamentos programados

É recomendado que as instituições:

  • desenvolver uma lista dos medicamentos programados de ‘tempo crítico’, específica para o perfil da instituição, incluindo aqueles que são críticos em função de indicação ou diagnóstico específicos;
  • estabelecer diretrizes que facilitem a revisão da prescrição, a dispensação e administração de medicamentos de tempo crítico. Os registros realizados nessas etapas devem alertar às equipes que esses medicamentos requerem especial atenção para o cumprimento do horário aprazado, conforme as orientações vigentes para medicamentos programados de tempo crítico;
  • definir prazos específicos para administração de primeiras doses e doses de ataque para medicamentos, como antimicrobianos, anticoagulantes, antiepiléticos, entre outros, em que a situação clínica ou o diagnóstico é crítico.
Tipos de Medicamentos Programados Orientações para a administração no horário adequado
Medicamentos programados de tempo crítico
Devem constar em listagem individualizada definida pela instituição e incluir pelo menos os itens descritos a seguir.
• Medicamentos em esquema de administração mais frequente do que a cada 4 horas.
Opioides de horário fixo utilizados para manejo de dor crônica ou em cuidados paliativos (flutuações no intervalo de administração podem ocasionar crise de dor desnecessária).
Imunossupressores utilizados para prevenção da rejeição de transplantes de órgãos ou tratamento da miastenia grave.
• Medicamentos que devem ser administrados respeitando-se um intervalo de tempo em relação a outros medicamentos para prevenção de interação medicamentosa (ex.: antiácidos e fluoroquinolonas).
• Medicamentos que necessitam ser administrados dentro de um período específico em relação às refeições (ex.: bolus de insulinas de correção; alendronato).
• Medicamentos considerados de tempo crítico quando usados para uma indicação ou diagnóstico específico.
 

 

 

 

Administrar na hora exata indicada ou dentro de 30 minutos antes ou após o horário aprazado.

Medicamentos programados de tempo não crítico
Medicamentos de administração diária, semanal e mensal Administrar dentro de 2 horas antes ou após o horário aprazado
Medicamentos prescritos com frequência maior do que uma vez ao dia, mas menor do que seis vezes ao dia (a cada 4 horas). Administrar dentro de 1 hora antes ou após o horário aprazado.

Referências:

  1. Institute for Safe Medication Practices Canada. Aggregate Analysis of Dose Omission Incidents Reported as Causing Harm. ISMP Canada Safety Bulletin [Internet]. 2013 Mar 27; 13(2):1-7. Disponível em: https://www.ismp-canada.org/ download/safetyBulletins/2013/ISMPCSB2013-02_Dose_Omission_Incidents.pdf
  2. National Patient Safety Agency (NPSA). Safety in Doses – Improving the use of medicines in the NHS. National Reporting and Learning Service [Internet]. 2007. Disponível em: http://www.nrls.npsa.nhs.uk/EasySiteWeb/getresource.axd?AssetID=61626&type=full&
  3. Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos. Prevención de errores por omisión o retraso de la medicación. Boletín Recomendaciones para la prevención de errores de medicación [Internet]. 2015 Dez; (41). Disponível em: http://www.ismp-espana.org/ficheros/Bolet%C3%ADn%2041%20%28Diciembre%202015%29.pdf
  4. National Patient Safety Agency (NPSA). Rapid Response Report NPSA/2010/RRR009: Reducing harm from omitted and delayed medicines in hospital. National Reporting and Learning Service [Internet]. 2010 Fev 24. Disponível em: http://www.nrls.npsa.nhs.uk/resources/type/alerts/?entryid45=66720
  5. Stokowski LA. Timely Medication Administration Guidelines for Nurses: Fewer Wrong-Time Errors? Medscape: Medscape Nurses [Internet]. 2012 Out 16. 07]. Disponível em: http://www.medscape.com/viewarticle/772501_3
  6. Institute for Safe Medication Practices. Guidelines for timely medication administration Response to the CMS “30-minute rule”. Acute Care ISMP Medication Safety Alert! [Internet]. 2011 Jan 13. Disponível em: http://www.ismp.org/Newsletters/acutecare/articles/20110113.asp
  7. Centers for Medicare & Medicaid Services. State Operations Manual – Appendix A – Survey Protocol, Regulations and Interpretive Guidelines for Hospitals [Internet]. 2007 Maio 30. Disponível em: https://www.cms.gov/Regulations-andGuidance/Guidance/Manuals/downloads/som107ap_a_hospitals.pdf
  8. Institute for Safe Medication Practices. Timely Administration of Scheduled Medications. ISMP Acute Care Guidelines [Internet]. 2011. Disponível em: http://www.ismp.org/tools/guidelines/acutecare/tasm.pdf
  9. Oliveira RC, Camargo AEB, Cassiani SHB. Estratégias para prevenção de erros na medicação no setor de emergência. Rev Bras Enferm. 2005 Ago; 58(4):399-404.

Como Descartar Medicamentos Corretamente?

Fazer o descarte de medicamentos vencidos ou de medicamentos que sobraram de algum tratamento feito jogando-os no lixo comum ou no esgoto doméstico não é uma boa solução.

Isso porque os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar algumas substâncias dos medicamentos, que acabam contaminando o meio ambiente, podendo, assim causar danos aos seres vivos que nele habitam.

Então, que destino dar aos medicamentos?

Existem muitos locais que aceitam remédios e seringas descartados pela população.

Medicamentos Controlados

Farmácias de Manipulação:

Deixar os medicamentos que serão inutilizados dentro de armário com chave e aguardar inspeção programada. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a farmácia deve arquivar por dois anos.

Drogarias e distribuidoras:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima. Após protocolo da solicitação, a drogaria irá aguardar inspeção que será realizada pela Supervisão de Saúde local.

Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a drogaria deve arquivar por dois anos.

Indústrias de medicamentos:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para medicamentosindustriais@prefeitura.sp.gov.br.

Após protocolo da solicitação, o estabelecimento deverá aguardar inspeção local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que o estabelecimento deve arquivar por dois anos.

Laboratórios:

As substâncias, padrões analíticos e amostras de medicamentos controlados pela Port. 344/98 a serem inutilizados deverão ser segregados. Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima.

Após protocolo da solicitação, o laboratório deverá aguardar inspeção sanitária no local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pelo estabelecimento deverá entrar em contato com a empresa que realiza a retirada dos resíduos e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda com a coleta e sua incineração. A empresa emitirá comprovante de retirada dessas substâncias, cuja cópia deverá ser apresentada à equipe inspetora e original arquivada por dois anos.

Descarte de Medicamentos e Frascos:

Muitas farmácias fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos, assim como várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) e supermercados.

Descarte de Bulas e Caixas:

As caixas de papel, também chamadas de embalagem secundária, assim como as bulas, não têm contato direto com o medicamento. Portanto, não são tóxicas ao meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Mas é importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, também chamadas de embalagens primárias (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte nos postos de coleta.

Estes não devem ser descartados juntamente com o lixo orgânico, devido aos danos que podem causar ao meio ambiente.

Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes e só devem ser descartados nos postos de coleta.

Lembramos que os medicamentos, enquanto utilizados e dentro de seu prazo de validade, devem ser armazenados em suas caixas (embalagens secundárias).

Descarte de medicamentos que ainda não estão vencidos, mas não estão mais em uso:

Acumular muitos medicamentos em casa não é um bom hábito. Quando há sobras, o melhor a fazer é descartá-las nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada.

Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. Nunca tome medicamentos que mudaram de cor, textura ou cheiro.

Referências:

  1. https://www.pastoraldacrianca.org.br/meio-ambiente/descarte-de-medicamentos;
  2. http://www.ufrgs.br/boletimcimrs/descarteboletim.pdf;
  3. Roché.;
  4. Prefeitura de São Paulo

Evento Sentinela

O Evento Sentinela trata-se de um evento grave indesejável que ocorre em uma Instituição Hospitalar Selada e resulta em comprometimento do atendimento ao paciente internado ou ambulatorial ou aos seus acompanhantes com ou sem sequelas.

Ainda que de definição imprecisa, são eventos que por sua natureza possam comprometer a imagem do hospital ou sua credibilidade e por esta razão é mandatório que o Hospital faça comunicação por escrito imediatamente após o ocorrido com descrição em detalhes do fato e providências adotadas para evitar sua repetição; caso o Hospital não faça a comunicação e o evento venha a ser divulgado pela imprensa o selo será automaticamente retirado.

Na dúvida, o Hospital é aconselhado a fazer a comunicação. Estas comunicações são de natureza sigilosa estando a sua manipulação sujeita aos ditames do código de conduta ao qual estão submetidos todos os participantes do Programa CQH. São exemplos de possíveis eventos sentinela:

  • Criança retirada do hospital sem autorização dos pais (por exemplo roubo de criança em maternidade ou na pediatria);
  • Parto em banheiro com parturiente atendida pelo hospital;
  • Óbito evitável ocorrido dentro do hospital no transcurso de atendimento ambulatorial ou em regime de internação;
  • Cirurgia realizada em membro ou parte do corpo indevida;
  • Queda de leito ou de mesa cirúrgica com comprometimento grave para o paciente;
  • Quebra na segurança do hospital que permita ataques à integridade física de paciente internado;
  • Surtos incontrolados de infecção hospitalar com comprometimento grave aos pacientes internados;
  • Encaminhamento indevido com repercussão para a segurança do paciente;
  • Objetos esquecidos em cavidades após cirurgia;
  • Outros de igual gravidade ou natureza similar.

Evento Adverso e Sentinela são a mesma coisa?

Há uma verdadeira Torre de Babel em relação às definições. Em algumas situações podem ser até sinônimos. O esforço da OMS tem sido de organizar a taxonomia.

De um modo geral, o evento adverso é um incidente com dano ao paciente causado pelo cuidado e o evento sentinela é um incidente grave, seja pelo dano, seja pelo risco do dano, ou mesmo pelo desgaste da imagem institucional, que merece ser investigado através de um método mais robusto coma análise de causa raiz.

Referência:

  1. Compromisso com a Qualidade Hospitalar

Veja mais:

Extremidades Distais de Equipos: Nutricional Vs Medicamentoso

Foram feitos diversas modificações quanto a segurança da terapia nutricional, sendo adaptado cores padronizadas para equipos de dieta enteral, extremidades proximais e distais destes equipos e também quanto ao calibre em FR destes, adequando-os para não serem permitidas as instalações em dispositivos endovenosos, o que foi um marco problemático anos atrás, quanto a administração em via errada.

Entenda as novas Características

Para infusão da Terapia Nutricional Enteral, através de bombas, alguns equipos sofreram algumas modificações nos últimos anos. A primeira modificação foi quanto à coloração alterada do incolor para o lilás (seja em toda sua extensão, quanto nas extremidades) ou azul, adotada no mercado nacional, seguida da retirada do filtro no conta-gotas.

Adoção de presilhas mais precisas no controle do gotejamento e, também, mais recentemente, as pontas no formato em cruz, para extremidade distal (que se conecta ao frasco da dieta) e, na ponta proximal, o formato em cone ou “árvore de natal”, procurando adequar-se aos diferentes acessos enterais e impedir o uso nos cateteres intravenosos.

A mudança na configuração da saída dos frascos das dietas enterais e da extremidade distal dos equipos de administração da dieta enteral foram outras alterações exibidas por algumas indústrias farmacêuticas.

A ponta dos equipos de administração anteriormente se caracterizava pelo formato pontiagudo e, no modelo atual, o formato é em “cruz”. Este formato em cruz foi elaborado a fim de impedir a conexão com os equipos intravenosos tradicionais (pontiagudos).

Estas mudanças contribuíram para a identificação e reconhecimento dos materiais relacionados à TNE, procurando impedir o uso acidental como via de acesso intravenoso.

Além das alterações nas diferentes partes do sistema da dieta enteral, iniciativas concretas para minimizar os riscos de conexão acidental surgiram a partir de 2011 com os primeiros padrões recomendados pela Organização Internacional de Padronização (ISO 80369-1).

Estes incluíam a elaboração de conectores de pequeno calibre (com diâmetro menor do que 8,5 mm) para dispositivos respiratórios, enterais, pressão arterial não invasiva, sistema neuro-axiais, urológicos e conectores intravasculares, cujas características deveriam ser: de material rígido ou semirrígido, não conectável com luer ou pontos sem conexão e testado em várias situações de risco.

Os conectores são peças ou dispositivos que unem duas peças, distintas ou não, se ajustando ao frasco da dieta enteral, ao equipo, à seringa e à sonda enteral. A reconfiguração do conector para o sistema da dieta enteral objetivou garantir a incompatibilidade com outros dispositivos de infusão, defendido e recomendado por grupos de especialistas.

Em 2015, as normas foram direcionadas para o conector do sistema de dieta enteral (ISO 80369-3) e uma das mais importantes foi registrado como conector ENFit®.Este é configurado como um conector em “parafuso”, que confere segurança a todos os dispositivos da TNE22. Sua aplicação estendeu-se, também, para seringas e acesso enteral em todos os Estados Unidos, sendo regulamentado pelo FDA.

Cabe destacar que, além dos aspectos relacionados à modificação e reconfiguração dos dispositivos, o educativo é essencial para a segurança do paciente na administração da TNE e para equipe multidisciplinar.

Referências:

  1. Pedreira MLG, Harada MJCS. Enfermagem dia a dia: segurança do paciente. São Caetano do Sul: Yendis; 2009. 214p;
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária e Unidade de Tecnovigilância. Alertas de Tecnovigilância;
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Relatórios dos Estados- Eventos Adversos. [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017;

Segurança do Paciente: Rotulando um Medicamento Endovenoso (EV)

O processo de administração de medicamentos é propenso a erros e são diversas as razões para a ocorrência desse evento adverso, podendo ocorrer em qualquer fase do sistema de medicação e envolver qualquer um dos inúmeros medicamentos disponíveis, inclusive aqueles classificados como de alta vigilância (MAV).

A Rotulagem de um Medicamento Endovenoso Contínuo ou Intermitente faz parte da Administração Segura de Medicamentos, e cada Instituição deve prover de um padrão estabelecido pela equipe de enfermagem responsável.

Informações Importantes em um Rótulo de Medicamento Endovenoso (Bolsas)

  • Nome Completo do Paciente (Evitar Abreviaturas);
  • Data de Nascimento;
  • Data do Preparo;
  • Quarto, Leito ou Box onde se encontra o paciente;
  • Setor Alojado;
  • Associação (Composição dos Medicamentos diluídos);
  • Volume (total a ser administrado);
  • Vazão (valor em ML/H, gotas/min ou MCGTS/MIN;
  • Início da Infusão;
  • Término da Infusão;
  • Tempo total a ser infundido (aprazamento);
  • Nome completo do profissional e carimbo.

O que DEVE sempre fazer:

  • Conferir os dados do paciente juntamente com o prontuário médico e a pulseira de identificação do paciente;
  • Caso haja dois pacientes com nome e nome composto/sobrenome parecidos, conferir juntamente com o paciente, pedindo para repetir o nome completo e a data de nascimento, antes de administrar quaisquer medicamentos;
  • Ler a prescrição cuidadosamente;
  • Identifique o medicamento pelo rótulo, nunca pela aparência;
  • Leia o rotulo três vezes antes de administrar no paciente;
  • Orientar ao paciente sobre que medicamento que o mesmo está recebendo;
  • Relatar a administração, se houve recusa, ou algum efeito indesejado no paciente

O que JAMAIS deve fazer:

  • NUNCA administre um medicamento sem o seu devido rótulo de identificação!
  • NUNCA administre quaisquer medicamentos com DÚVIDAS!
  • NUNCA administre um medicamento sem antes de realizar checagem com prontuário médico e a pulseira do paciente, e em casos de medicamentos de alta vigilância, com a dupla checagem!
  • NUNCA administrar medicamento preparado por outra pessoa!
  • EVITAR distrações durante o preparo do medicamento!

Referências:

Metodologia SBAR na transição do cuidado

Erros na troca de informação e na transferência de pacientes estão entre os mais comuns e de maiores consequências para os pacientes no contexto da assistência a saúde.

E o SBAR (da sigla original em inglês para Situation, Background, Assesment, e Recommendation) é uma ferramenta utilizada para melhorar estas trocas de informações, estruturando a comunicação entre a equipe multidisciplinar.

Tendo como objetivo garantir que as informações sejam eficientemente comunicadas entre a equipe multidisciplinar nas transferências internas.

A História por trás do SBAR

O SBAR foi inicialmente desenvolvido pelos militares, especificamente para submarinos nucleares. Em seguida, foi usado na indústria da aviação, que adotou um modelo semelhante antes de ser colocado em uso em cuidados de saúde.

Foi introduzido para equipes de resposta rápida (RRT) no Kaiser Permanente em Colorado em 2002, para investigar a segurança do paciente.

O objetivo principal foi o de aliviar os problemas de comunicação traçados das diferenças nos estilos de comunicação entre profissionais de saúde.

O SBAR mais tarde foi adotado por muitas outras organizações de saúde. Ele está entre os sistemas de entrega mnemônicos mais populares em uso.

É agora amplamente recomendado em comunicação de saúde.

Por exemplo, o Royal College of Physicians de Londres, Reino Unido, recomenda o uso de SBAR durante a entrega de cuidados entre as equipes médicas durante o tratamento de pacientes que estão gravemente doentes ou em risco.

O Novo Parecer Coren emitido quanto ao preenchimento do SBAR

Foi atualizado recentemente mediante ao parecer técnico 002/2020, onde é questionado quanto se a ferramenta de transferência SBAR pode ser preenchida por auxiliares e técnicos de enfermagem.

E mediante conclusão, determina-se que, “que cabe ao enfermeiro organizar e descrever as informações da ferramenta SBAR na transferência do paciente e transição de cuidados, mediante treinamento e qualificação, de acordo com protocolo institucional.”

Exemplo de uso do SBAR

Este é um exemplo direto que mostra como a comunicação SBAR é usado em um ambiente hospitalar envolvendo a comunicação entre dois enfermeiros para avaliar de forma eficaz e diagnosticar o paciente e corrigir o problema. Este exemplo é entre uma enfermeira pré-operatória a enfermeira sala de operações.

Situação: . “Maria, eu vou estar enviando a senhora Machado em poucos minutos para a cirurgia de seu tornozelo fraturado eu quero que você saiba o que está acontecendo com ela. Estou preocupado com o seu estado emocional .. também alertaram Dr. Anestesiologista e Dr cirurgião sobre a minha preocupação, mas eles concordaram em ir em frente com a cirurgia porque ela precisa deste procedimento para sua melhora.”

Antecedentes: “Ela estava em um acidente de carro na sexta-feira, e seu marido faleceu, seus filhos estão todos na casa funerária fazer arranjos para seu enterro. Ela fez alguns comentários sobre não querer viver. Seus sinais vitais estão estáveis, mas administramos alguns sedativos”.

Avaliação: “Eu acho que o seu estado emocional está em um período muito difícil, especialmente durante a indução e despertar da anestesia.”

Recomendação: “Eu sugiro que você avaliá-la o mais rápido possível e permanecer com ela durante a indução e emergência da anestesia.”

Referências:

  1. Denham, CR; Angood, P; Berwick, D; Ligante, L; Clancy, CM; Corrigan, JM; Hunt, D (Dezembro de 2009). “Chasing zero: pode realidade atender a retórica?”. Jornal da segurança do paciente . 5 (4): 216-22. doi :10,1097 / PTS.0b013e3181c1b470 . PMID  22130214 .
  2. ALVES, M.; MELO, C.L. Transferência de cuidado na perspectiva de profissionais de enfermagem de um pronto-socorro. REME Rev Min Enferm. 2019;23:e-1194. Disponível em <https://www.reme.org.br/artigo/detalhes/1337&gt;.
  3. Parecer Técnico 002/2020.

Emergência Psiquiátrica: Contenção Mecânica

A Contenção Mecânica é usada para pacientes que apresentam quadro de inquietação e possível agitação psicomotora. É um procedimento muito usado na psiquiatria, com pacientes com alto risco de violência, mas também pode acarretar em outros setores, com pacientes em quadros psiquiátricos.

Finalidades

– Evitar danos à integridade física do cliente, dos profissionais e do patrimônio;

– Reduzir o risco de tração/retirada acidental de dispositivos invasivos, curativos e outros;

Permitir a realização de exames e procedimentos.

Responsáveis pela Execução

– Enfermeiro, médico, auxiliar e técnico de enfermagem.

Quando pode fazer este procedimento?

Temos uma publicação referente a quando pode ser realizado, se mediante prescrição médica ou de enfermagem, acessando o link abaixo:

Contenção Mecânica: Quando pode fazer?

Que Materiais posso estar utilizando como contensor?

Existe atualmente no mercado diversos dispositivos próprios para a contenção mecânica, a fim de ocasionar segurança e conforto ao paciente, portanto, quando não se tem estas tecnologias, o uso de lençóis e ataduras de crepe são empregadas como dispositivos temporários para a contenção mecânica.

Locais Apropriados e indicados para realizar a Contenção

– Mãos (Tipo Luvas): É indicado para impedir a movimentação dos dedos, mantendo a mão em posição confortável, sem prejudicar a circulação;

– Punhos e Tornozelos: É indicado para promover a contenção, Distribuindo a força de tração por toda a extensão da compressa, promovendo o conforto;

– Tórax e Ombros: É indicado para envolver o tórax posterior, assim evitando que o cliente se levante;

– Quadril: É indicado para prender e impedir a movimentação do quadril, assim evitando que o paciente levante;

 -Joelhos: É indicado para impedir a movimentação do joelho, assim evitando que o paciente levante.

Este tipo de procedimento é contraindicado:

– Em clientes calmos e colaborativos;

– Clientes agitados ou confusos responsivos aos manejos verbal ou medicamentoso;

– Clientes com restrições físicas na região a ser contida.

Alguns cuidados de Enfermagem

– Aplicar as contenções mecânicas, sem prescrição médica, em situações de urgência/emergência e/ou descritas em protocolo institucional (risco de auto e hetero agressão física; risco imediato de tração de dispositivos invasivos, risco de queda e outros), mediante insucesso na abordagem verbal e no manejo ambiental. Comunicar ao médico, logo após;

– Nunca aplicar a contenção mecânica por conveniência, punição, disciplina e coerção;

– Explicar a indicação da contenção mecânica ao cliente e/ou familiar, esclarecendo o caráter não punitivo;

– Proporcionar ao cliente um ambiente privativo;

– Manter a cabeceira da cama elevada de 30 – 45°;

– Colocar o cliente com a contenção mecânica o mais próximo do campo de visão da enfermagem;

– Aferir e registrar os sinais vitais antes e após a contenção mecânica, para monitorização;

– Conter o membro abaixo de um acesso intravascular periférico, para evitar a constrição e infiltração da solução que estiver sendo infundida;

– Manter as contenções limpas e secas;

– Evitar conter uma região que possui uma lesão instalada ou problemas circulatórios;

– Evitar imobilizar um cliente em decúbito ventral, pois dificulta os movimentos respiratórios, além de limitar o seu campo visual;

– Monitorar a pele e a circulação dos membros contidos a cada 30 minutos, atentando para a presença de hiperemia, lesão, edema, cianose, palidez cutânea, extremidades frias e alterações de sensibilidade. Nesses casos, soltar as contenções e reavaliar a medida de contenção;

– Soltar as contenções a cada 2 horas, com supervisão, para que o cliente possa se movimentar, virar e respirar profundamente;

– Administrar os medicamentos para o manejo da agitação psicomotora, conforme prescrição médica;

– Reavaliar o comportamento/nível de consciência do cliente e a eficácia do medicamento a cada 2 horas, para identificar a necessidade ou não da manutenção das contenções. Comunicar ao médico;

– Manter vigilância sobre os riscos psíquicos das contenções, tais como: agravamento da confusão mental, humilhação, perda da autoestima, da memória e da dignidade, sentimento de abandono, depressão, medo, raiva e indiferença;

– Envolver o cliente, conforme aumenta o seu autocontrole, no processo decisório para passar a uma forma menos restritiva de intervenção;

– Capacitar a equipe de enfermagem para atuar com habilidade e segurança na contenção física e mecânica do cliente agressivo, confuso e/ou com agitação psicomotora.

Referências:

1. Clínica Jorge Jaber;

2. POP Externo Hu UFSC

As Metas Internacionais da Segurança do Paciente

Segurança do Paciente

A segurança do paciente envolve todos os estudos, práticas e ações promovidos pelas instituições de saúde para diminuir ou eliminar os riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado em saúde.

O Ministério da Saúde desenvolve ações com vistas a promoção da segurança do paciente, por meio de medidas de educação e divulgação das boas práticas para profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes e com ações preventivas como a implementação das seis metas da OMS, preconizadas pela Joint Commisssion International (JCI).

Portanto, quais são as metas e a sua importância?

1. Meta 1 – Identificar corretamente o paciente

A identificação falha de pacientes pode levar à administração de medicamentos errados e até realização de cirurgias em paciente diferente. Utilizar estratégias para a identificação correta evita esse tipo de equívoco, como:

  • todo paciente deve utilizar pulseira com dois identificadores (nome, prontuário, data de nascimento, nome da mãe);
  • a pulseira deve ser checada antes de qualquer procedimento (medicamentos, hemotransfusão, coleta de exame);
  • o paciente deve fazer uma confirmação verbal do seu nome, se possível.

2. Meta 2 –  Melhorar a Comunicação entre os profissionais de saúde

A comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no cuidado deve ser clara e efetiva, para que não comprometa nenhuma etapa da assistência. Falhas na comunicação podem causar sérios danos ao paciente.

Ao fazer um relato verbal, escrito ou por telefone, o profissional precisa se certificar de que o outro o compreendeu e registrou a informação da forma certa. Os registros e a passagem de plantão devem ser de fácil leitura e compreensíveis.

3. Meta 3 – Melhorar a segurança do uso de medicações

As medicações de alta vigilância são aquelas relacionadas a um alto percentual de erros e com risco elevado de resultados adversos. Cada instituição define a sua lista de medicações de alta vigilância, que costumam incluir eletrólitos concentrados, insulina, heparina e drogas vasoativas (epinefrina).

Algumas formas de aumentar sua segurança são:

  • enviar medicação individualmente para o paciente com identificação de alta vigilância (etiqueta vermelha);
  • não deixar essas medicações com fácil acesso;
  • separar essas medicações daquelas comuns.

4. Meta 4 – As Cirurgias Seguras

A quarta meta de segurança visa garantir que as cirurgias sejam feitas no local correto, com o procedimento correto e no paciente correto. Comunicação ruim entre a equipe e imprecisões nos processos podem levar a enganos durante a realização da cirurgia.

Os passos para a cirurgia segura incluem:

  • educar os pacientes sobre a cirurgia que será feita e em qual local;
  • utilizar listas de verificações antes da indução anestésica, da incisão cirúrgica e do paciente deixar o centro cirúrgico.

5. Meta 5 – A Higienização das Mãos

Essa meta visa promover a prevenção e o controle de infecções no hospital, por meio, principalmente, da correta higienização das mãos, que é a medida primária essencial de prevenção.

O ensino e incentivo aos profissionais pode ser feito por cursos, cartazes e lembretes espalhados pelos setores do hospital. Outras formas de reduzir o risco de infecção são:

  • monitorar o uso de antibióticos;
  • implementar medidas para prevenção de infecção de corrente sanguínea pelo correto manuseio de cateteres venosos;
  • utilizar corretamente os isolamentos.

6. Meta 6 – Reduzir o risco de lesões e quedas

As quedas no ambiente hospitalar são responsáveis por diversos danos e lesões aos pacientes. Todos os pacientes devem ser avaliados quanto ao seu risco de queda e identificados de acordo, para que as medidas apropriadas possam ser tomadas para a prevenção.

No caso de maior risco de queda, é preciso garantir:

  • eliminação de obstáculos e objetos no chão;
  • presença constante de acompanhante;
  • ajuste de medicamentos que causam tontura ou fraqueza.

As metas internacionais de segurança do paciente devem ser adotadas por todos os estabelecimentos de saúde, para garantir uma assistência segura para pacientes e seus acompanhantes.

Fonte: Ministério da Saúde

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

Iatrogenia: Um problema que requer atenção

Iatrogenia

A palavra Iatrogenia provém do grego e se refere a qualquer alteração patológica provocada no paciente pela prática dos profissionais da saúde, seja ela certa ou errada, justificada ou não, mas pelo qual resultam consequências prejudiciais para a saúde do paciente.

Na medicina, os atos de iatrogenia que acometem são os efeitos adversos de medicamentos, a utilização indiscriminada de antibióticos (o que leva à resistência das bactérias), quimioterapias e radioterapias (queda capilar, anemia, náuseas, etc.), infecções, ou até o esquecimento de um material cirúrgico dentro do paciente, dentre outros.

As mais comuns iatrogenias acometidas pelos profissionais de enfermagem são relacionadas a medicamentos como: omissão de doses, administração em concentração incorreta, aplicação em horários e vias impróprios, administração de medicamentos em pacientes trocados, assim como aplicação de fármacos errados decorrentes de substituições indevidas ou de dúvidas na prescrição ou na interpretação da prescrição médica. Além desses podem ser acrescentados outros eventos iatrogênicos como infecções por processos invasivos como no uso de cateter e sondas.

Deve se notificar as iatrogenias e usar a educação continuada para atualizar o profissional e diminuir o número de erros, buscando melhorar a qualidade de serviço prestado.

Constata-se que a alta demanda de tarefas, ausência de reciclagem periódica, falta de funcionário e falta de orientação são fatores relacionados ao sistema como um todo que precisam ser reavaliados para a prevenção de ocorrências iatrogênicas. Há também que se rever a qualidade da prescrição médica, apontada como ilegível.

Apesar dos avanços técnico-científicos disponibilizados para o atendimento dos indivíduos doentes e o maior contingente de profissionais envolvidos, entre ele os enfermeiros, o problema encontra-se longe de ser solucionado e há muito para se publicar sobre o tema, considerando as controvérsias e as dificuldades de análises científicas sólidas.

Abrange, portanto, os danos materiais (uso de medicamentos, cirurgias desnecessárias, mutilações,etc.) e psicológicos (psicoiatrogenia – o comportamento, as atitudes, a palavra) causados ao paciente não só pelo médico como também por sua equipe (enfermagem, psicólogos, assistentes sociais,fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais).

Ocorrência iatrogênica é um evento indesejável, de natureza danosa ou prejudicial ao paciente, consequente ou não de falha do profissional e que compromete ou tem o potencial de comprometer a segurança do paciente.

As causas de falhas mais comuns estão na administração das doses das medicações aos pacientes, gerando eventos adversos evitáveis em menor grau, e erros graves interceptados ou não-interceptados, em maior grau. ainda que disponha dos melhores recursos tecnológicos diagnósticos e terapêuticos, passível de cometer iatrogenias.

É fundamental reconhecer a necessidade do constante aprendizado e reciclagem, a humildade e a consciência da susceptibilidade ao erro!