Emergência Psiquiátrica: Contenção Mecânica

A Contenção Mecânica é usada para pacientes que apresentam quadro de inquietação e possível agitação psicomotora. É um procedimento muito usado na psiquiatria, com pacientes com alto risco de violência, mas também pode acarretar em outros setores, com pacientes em quadros psiquiátricos.

Finalidades

– Evitar danos à integridade física do cliente, dos profissionais e do patrimônio;

– Reduzir o risco de tração/retirada acidental de dispositivos invasivos, curativos e outros;

Permitir a realização de exames e procedimentos.

Responsáveis pela Execução

– Enfermeiro, médico, auxiliar e técnico de enfermagem.

Quando pode fazer este procedimento?

Temos uma publicação referente a quando pode ser realizado, se mediante prescrição médica ou de enfermagem, acessando o link abaixo:

Contenção Mecânica: Quando pode fazer?

Que Materiais posso estar utilizando como contensor?

Existe atualmente no mercado diversos dispositivos próprios para a contenção mecânica, a fim de ocasionar segurança e conforto ao paciente, portanto, quando não se tem estas tecnologias, o uso de lençóis e ataduras de crepe são empregadas como dispositivos temporários para a contenção mecânica.

Locais Apropriados e indicados para realizar a Contenção

– Mãos (Tipo Luvas): É indicado para impedir a movimentação dos dedos, mantendo a mão em posição confortável, sem prejudicar a circulação;

– Punhos e Tornozelos: É indicado para promover a contenção, Distribuindo a força de tração por toda a extensão da compressa, promovendo o conforto;

– Tórax e Ombros: É indicado para envolver o tórax posterior, assim evitando que o cliente se levante;

– Quadril: É indicado para prender e impedir a movimentação do quadril, assim evitando que o paciente levante;

 -Joelhos: É indicado para impedir a movimentação do joelho, assim evitando que o paciente levante.

Este tipo de procedimento é contraindicado:

– Em clientes calmos e colaborativos;

– Clientes agitados ou confusos responsivos aos manejos verbal ou medicamentoso;

– Clientes com restrições físicas na região a ser contida.

Alguns cuidados de Enfermagem

– Aplicar as contenções mecânicas, sem prescrição médica, em situações de urgência/emergência e/ou descritas em protocolo institucional (risco de auto e hetero agressão física; risco imediato de tração de dispositivos invasivos, risco de queda e outros), mediante insucesso na abordagem verbal e no manejo ambiental. Comunicar ao médico, logo após;

– Nunca aplicar a contenção mecânica por conveniência, punição, disciplina e coerção;

– Explicar a indicação da contenção mecânica ao cliente e/ou familiar, esclarecendo o caráter não punitivo;

– Proporcionar ao cliente um ambiente privativo;

– Manter a cabeceira da cama elevada de 30 – 45°;

– Colocar o cliente com a contenção mecânica o mais próximo do campo de visão da enfermagem;

– Aferir e registrar os sinais vitais antes e após a contenção mecânica, para monitorização;

– Conter o membro abaixo de um acesso intravascular periférico, para evitar a constrição e infiltração da solução que estiver sendo infundida;

– Manter as contenções limpas e secas;

– Evitar conter uma região que possui uma lesão instalada ou problemas circulatórios;

– Evitar imobilizar um cliente em decúbito ventral, pois dificulta os movimentos respiratórios, além de limitar o seu campo visual;

– Monitorar a pele e a circulação dos membros contidos a cada 30 minutos, atentando para a presença de hiperemia, lesão, edema, cianose, palidez cutânea, extremidades frias e alterações de sensibilidade. Nesses casos, soltar as contenções e reavaliar a medida de contenção;

– Soltar as contenções a cada 2 horas, com supervisão, para que o cliente possa se movimentar, virar e respirar profundamente;

– Administrar os medicamentos para o manejo da agitação psicomotora, conforme prescrição médica;

– Reavaliar o comportamento/nível de consciência do cliente e a eficácia do medicamento a cada 2 horas, para identificar a necessidade ou não da manutenção das contenções. Comunicar ao médico;

– Manter vigilância sobre os riscos psíquicos das contenções, tais como: agravamento da confusão mental, humilhação, perda da autoestima, da memória e da dignidade, sentimento de abandono, depressão, medo, raiva e indiferença;

– Envolver o cliente, conforme aumenta o seu autocontrole, no processo decisório para passar a uma forma menos restritiva de intervenção;

– Capacitar a equipe de enfermagem para atuar com habilidade e segurança na contenção física e mecânica do cliente agressivo, confuso e/ou com agitação psicomotora.

Referências:

1. Clínica Jorge Jaber;

2. POP Externo Hu UFSC

As Metas Internacionais da Segurança do Paciente

Segurança do Paciente

A segurança do paciente envolve todos os estudos, práticas e ações promovidos pelas instituições de saúde para diminuir ou eliminar os riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado em saúde.

O Ministério da Saúde desenvolve ações com vistas a promoção da segurança do paciente, por meio de medidas de educação e divulgação das boas práticas para profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes e com ações preventivas como a implementação das seis metas da OMS, preconizadas pela Joint Commisssion International (JCI).

Portanto, quais são as metas e a sua importância?

1. Meta 1 – Identificar corretamente o paciente

A identificação falha de pacientes pode levar à administração de medicamentos errados e até realização de cirurgias em paciente diferente. Utilizar estratégias para a identificação correta evita esse tipo de equívoco, como:

  • todo paciente deve utilizar pulseira com dois identificadores (nome, prontuário, data de nascimento, nome da mãe);
  • a pulseira deve ser checada antes de qualquer procedimento (medicamentos, hemotransfusão, coleta de exame);
  • o paciente deve fazer uma confirmação verbal do seu nome, se possível.

2. Meta 2 –  Melhorar a Comunicação entre os profissionais de saúde

A comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no cuidado deve ser clara e efetiva, para que não comprometa nenhuma etapa da assistência. Falhas na comunicação podem causar sérios danos ao paciente.

Ao fazer um relato verbal, escrito ou por telefone, o profissional precisa se certificar de que o outro o compreendeu e registrou a informação da forma certa. Os registros e a passagem de plantão devem ser de fácil leitura e compreensíveis.

3. Meta 3 – Melhorar a segurança do uso de medicações

As medicações de alta vigilância são aquelas relacionadas a um alto percentual de erros e com risco elevado de resultados adversos. Cada instituição define a sua lista de medicações de alta vigilância, que costumam incluir eletrólitos concentrados, insulina, heparina e drogas vasoativas (epinefrina).

Algumas formas de aumentar sua segurança são:

  • enviar medicação individualmente para o paciente com identificação de alta vigilância (etiqueta vermelha);
  • não deixar essas medicações com fácil acesso;
  • separar essas medicações daquelas comuns.

4. Meta 4 – As Cirurgias Seguras

A quarta meta de segurança visa garantir que as cirurgias sejam feitas no local correto, com o procedimento correto e no paciente correto. Comunicação ruim entre a equipe e imprecisões nos processos podem levar a enganos durante a realização da cirurgia.

Os passos para a cirurgia segura incluem:

  • educar os pacientes sobre a cirurgia que será feita e em qual local;
  • utilizar listas de verificações antes da indução anestésica, da incisão cirúrgica e do paciente deixar o centro cirúrgico.

5. Meta 5 – A Higienização das Mãos

Essa meta visa promover a prevenção e o controle de infecções no hospital, por meio, principalmente, da correta higienização das mãos, que é a medida primária essencial de prevenção.

O ensino e incentivo aos profissionais pode ser feito por cursos, cartazes e lembretes espalhados pelos setores do hospital. Outras formas de reduzir o risco de infecção são:

  • monitorar o uso de antibióticos;
  • implementar medidas para prevenção de infecção de corrente sanguínea pelo correto manuseio de cateteres venosos;
  • utilizar corretamente os isolamentos.

6. Meta 6 – Reduzir o risco de lesões e quedas

As quedas no ambiente hospitalar são responsáveis por diversos danos e lesões aos pacientes. Todos os pacientes devem ser avaliados quanto ao seu risco de queda e identificados de acordo, para que as medidas apropriadas possam ser tomadas para a prevenção.

No caso de maior risco de queda, é preciso garantir:

  • eliminação de obstáculos e objetos no chão;
  • presença constante de acompanhante;
  • ajuste de medicamentos que causam tontura ou fraqueza.

As metas internacionais de segurança do paciente devem ser adotadas por todos os estabelecimentos de saúde, para garantir uma assistência segura para pacientes e seus acompanhantes.

Fonte: Ministério da Saúde

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

Iatrogenia: Um problema que requer atenção

Iatrogenia

A palavra Iatrogenia provém do grego e se refere a qualquer alteração patológica provocada no paciente pela prática dos profissionais da saúde, seja ela certa ou errada, justificada ou não, mas pelo qual resultam consequências prejudiciais para a saúde do paciente.

Na medicina, os atos de iatrogenia que acometem são os efeitos adversos de medicamentos, a utilização indiscriminada de antibióticos (o que leva à resistência das bactérias), quimioterapias e radioterapias (queda capilar, anemia, náuseas, etc.), infecções, ou até o esquecimento de um material cirúrgico dentro do paciente, dentre outros.

As mais comuns iatrogenias acometidas pelos profissionais de enfermagem são relacionadas a medicamentos como: omissão de doses, administração em concentração incorreta, aplicação em horários e vias impróprios, administração de medicamentos em pacientes trocados, assim como aplicação de fármacos errados decorrentes de substituições indevidas ou de dúvidas na prescrição ou na interpretação da prescrição médica. Além desses podem ser acrescentados outros eventos iatrogênicos como infecções por processos invasivos como no uso de cateter e sondas.

Deve se notificar as iatrogenias e usar a educação continuada para atualizar o profissional e diminuir o número de erros, buscando melhorar a qualidade de serviço prestado.

Constata-se que a alta demanda de tarefas, ausência de reciclagem periódica, falta de funcionário e falta de orientação são fatores relacionados ao sistema como um todo que precisam ser reavaliados para a prevenção de ocorrências iatrogênicas. Há também que se rever a qualidade da prescrição médica, apontada como ilegível.

Apesar dos avanços técnico-científicos disponibilizados para o atendimento dos indivíduos doentes e o maior contingente de profissionais envolvidos, entre ele os enfermeiros, o problema encontra-se longe de ser solucionado e há muito para se publicar sobre o tema, considerando as controvérsias e as dificuldades de análises científicas sólidas.

Abrange, portanto, os danos materiais (uso de medicamentos, cirurgias desnecessárias, mutilações,etc.) e psicológicos (psicoiatrogenia – o comportamento, as atitudes, a palavra) causados ao paciente não só pelo médico como também por sua equipe (enfermagem, psicólogos, assistentes sociais,fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais).

Ocorrência iatrogênica é um evento indesejável, de natureza danosa ou prejudicial ao paciente, consequente ou não de falha do profissional e que compromete ou tem o potencial de comprometer a segurança do paciente.

As causas de falhas mais comuns estão na administração das doses das medicações aos pacientes, gerando eventos adversos evitáveis em menor grau, e erros graves interceptados ou não-interceptados, em maior grau. ainda que disponha dos melhores recursos tecnológicos diagnósticos e terapêuticos, passível de cometer iatrogenias.

É fundamental reconhecer a necessidade do constante aprendizado e reciclagem, a humildade e a consciência da susceptibilidade ao erro!

 

Eventos Adversos (EAs)

Eventos Adversos

Um dos assuntos que muitos não dão atenção, mas sendo de extrema importância, pois pode acarretar consequências graves e condutas administrativas sérias. O evento adverso é um acontecimento imprevisto que trouxer prejuízo ou danos ao paciente, visitante ou colaborador.

Tendo como exemplos:

  • Queda do leito;
  • Administração de medicamento errado ou dose errada;
  • Queda de visitante;
  • Agressão;
  • Lesão por pressão;
  • Acidente perfurocortante com colaboradores;

Pode ocorrer o evento quase adverso também. Mas o que é isso?

É um evento adverso que poderia ter acontecido se não fosse detectado antes.

Como por exemplo:

  • Ao administrar um medicamento detectar que o paciente estar com nome trocado na etiqueta de identificação;
  • Piso escorregadio que pode ocasionar uma queda;
  • Erro de identificação do paciente;

O que fazer caso ocorra um EA?

  • Proceder à notificação do caso;
  • Tranquilizar e orientar o cliente, no sentido de que o caso será acompanhado pelo serviço de saúde, até a alta do paciente, e que os eventos adversos são, em geral, de evolução benigna;
  • O cliente deverá ser encaminhado, se necessário, para tratamento específico do evento adverso apresentado, em ambulatório ou unidade de saúde de maior nível de complexidade;
  • Quando necessário, para a complementação do esquema vacinal com imunobiológicos especiais, a vacinação deve ser feita sob orientação de profissional de nível superior, enfermeira ou médico, e solicitada ao Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) de sua região.

Porque devo notificar?

Com os processos assistenciais cada vez mais complexos, o risco da ocorrência de erros, por parte do profissional de saúde, e de eventos adversos, vinculados a erro ou não, tornou-se um dos nossos maiores desafios. Desta forma, a busca pela cultura da segurança do paciente tem se mostrado necessidade crescente na instituição.

Qualquer profissional que atua na unidade deve notificar os eventos adversos ou quase eventos adversos. Preencher corretamente formulário.

Para que servem as notificações?

As informações recebidas pelo NOTIVISA servem para:

  • Subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) na identificação de reações adversas ou efeitos não-desejados dos produtos;
  • Aperfeiçoar o conhecimento sobre os efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados;
  • Promover ações de proteção à Saúde Pública por meio da regulação dos produtos comercializados no País.

É importante lembrar que nem toda notificação gera uma medida sanitária, seja ela regulatória ou não. Por isso é importante notificar sempre que houver suspeita de um incidente, evento adverso ou queixa técnica.

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Pulseira de Identificação

A identificação correta do paciente é muito importante para garantia da segurança do processo assistencial. Essa ação é o ponto de partida para a correta execução das diversas etapas de segurança na instituição. Em qualquer situação, mesmo naquelas em que o paciente não pode responder por si mesmo, isso garante o atendimento correto para a pessoa correta.

O resultado desse programa é monitorado por meio do indicador de tripla checagem, que consiste na verificação, por leitura eletrônica de barras, do medicamento correto conforme a prescrição médica, do paciente correto conforme a identificação e da identificação do profissional que realiza o cuidado. A tripla checagem pode ser utilizada, além de medicamentos, para controle de materiais e outros procedimentos.

A identificação acontece no momento da admissão (internação ou atendimento no Centro de Diagnósticos, ambulatórios e Pronto Atendimento), por meio de pulseira ou de uma etiqueta afixada na roupa. Todos os processos de segurança incluem verificação prévia das informações contidas na pulseira ou etiqueta.

O processo de identificação do paciente inclui duas informações distintas: nome completo e número de prontuário/atendimento, inseridos no formato de código de barras utilizado para identificação do paciente antes de cada ação assistencial. Isso garante que o cuidado seja realizado no indivíduo certo.

Para quê identificar o paciente?

A identificação correta do paciente deve ser realizada para evitar inúmeros erros e riscos para a segurança do paciente, como erros na administração de medicamentos, transfusão sanguínea, procedimentos realizados em pacientes errados ou até entrega de bebês às famílias erradas.

Como identificar o paciente?

Pulseira de identificação;
Prontuários;
Etiquetas de identificação nos impressos de solicitações de exame, nos tubos e recipientes da amostra coletada;
Placas de identificação no leito;
Prescrição médica, entre outros.

Em que situações deve ser realizado a identificação do paciente?

A identificação correta e confirmação dos dados de identificação do paciente deve ocorrer na admissão, transferência ou recebimento de pacientes de outra unidade ou instituição, antes do início de cuidados, de qualquer tratamento ou procedimento, da administração de medicamentos e soluções;

Deve ocorrer em todos os ambientes de cuidado à saúde, como:

Pronto Atendimento;
Laboratórios;
Atendimento domiciliar;
Ambulatórios, entre outros.

O que fazer para identificar corretamente o paciente?

Participação ativa de todos os profissionais em todas as fases do processo de identificação do paciente, inclusive explicando a importância e estimulando o paciente e familiar a participar também de todas as etapas do processo;

Utilizar, no mínimo, 2 identificadores para confirmação da identificação do paciente, por exemplo, nome completo e data de nascimento. Em pediatria, é indicado também a identificação com nome da mãe;

Padronização da identificação do paciente, como os dados a serem preenchidos, uso de cores para identificação de riscos, placas de leito;

Protocolo para identificar pacientes com identidade desconhecida, comatosos, confusos ou sob efeito de ação medicamentosa e até estratégias para distinguir pacientes com o mesmo nome;

Verificação rotineira da integridade das informações nos locais de identificação do paciente, por exemplo, na pulseira e placas de leito.

O que não fazer?

Nunca utilize idade, sexo, diagnóstico, número do leito ou do quarto para identificar o paciente.

Veja mais sobre A Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação em nosso canal YouTube:

 

Evitando Erros de Medicação: Medicamentos com Grafia e Som semelhantes

Erros de Medicação

Alguma vez você já ficou em dúvida sobre qual o nome do medicamento que está escrito na prescrição médica? Você tem certeza que o medicamento prescrito é realmente o que você está administrando?

Perceba como existe vários medicamentos com nomes parecidos, mas que muitas vezes tem efeito totalmente contrário.

Erros na escrita ou leitura dos produtos podem trazer sérios prejuízos ao paciente.

Toda e qualquer ação que se refere ao medicamento deve ser cautelosa, pois o erro poderá ser fatal. Mesmo os profissionais mais experientes estão sujeitos ao deslize. Uma das causas que pode provocar erros são os nomes dos medicamentos, por serem difíceis de entender, escrever e ler. Infelizmente, erros acontecem na prescrição, na dispensação e no próprio uso. A grande confusão pode acontecer com nomes parecidos. Alguns exemplos: haloperidol e alopurinol; prednisona e prednisolona; aminofilina e amoxicilina; clorpromazina, clomipramina e clorpropamida.

Para se evitar problemas, existe um registro oficial de nomes de substâncias usadas como medicamentos. A Denominação Comum Brasileira (DCB) é a forma correta de se escrever em português uma substância medicamentosa. Ela é derivada de outra lista oficial, a Denominação Comum Internacional ou International Nonproprietary Names elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segue uma tabela com alguma das medicações que mais causam confusão na hora da interpretação:

Alopurinol – Antigotoso Haloperidol – Neuroléptico
Cefuroxima – Cefalosporina 2ªGeração Cefotaxima – Cefalosporina 3ª Geração
Cefoxitina – Cefalosporina 2ªGeração Cefotaxima – Cefalosporina 3ª Geração
Ácido Fólico – Antianêmico Ácido Folínico – Antianêmico
Diamox – Diurético Diabinese – Agente Antidiabético
Celebrex – Inibidor da COX 2 Celexa – Antidepressivo
Quinina – Antimalárico Quinidina – Antiarrítmico
Eranz – Anticolinesterásico Invanz -Antimicrobiano Carbapenêmico
Vimblastina – Agente Antineoplásico Vincristinana – Agente Antineoplásico
Sulfadiazina -Antimicrobiano Sulfa  Sulfassalazina – Antimicrobiano Sulfa
Feldene – AINE sistêmico Teldane – Antihistamínico H1
Necamin – Antihelmintico Novamin – Antimicrobiano Aminoglicosídeo
Losec – Antiulceroso Lasix – Diurético
Retemic – Antiespasmódico Urinário Renitec – Anti-Hipertensivo
Vimblastina – Agente Antineoplásico  Vincristinana – Agente Antineoplásico
Salcep – Descongestionante nasal Cellcept – Imunossupressor
Oxapen – Antimicrobiano Penicilina Oxigen – Anti-Hipertensivo
Amiobal – Antiarrítmico Anlodibal – Anti-Hipertensivo
Floratil – Antidiarréico Foradil – Broncodilatador
Scaflan – AINE sistêmico Teflan – AINE sistêmico
Cetaz – Cefalosporina 3ª Geração Cemax – Cefalosporina 4ª Geração
Seloken – Anti-Hipertensivo Seroquel – Neuroléptico
Fortaz – Cefalosporina 3ª Geração For Gas – Antifisético
Dorless – Analgésico opióide (tramal) Dornot – Analgésico opióide(petidina)

Não administre nada em caso de dúvidas! Tire todas as dúvidas relacionadas aos fármacos que não correspondem conforme a prescrição médica com o Enfermeiro da unidade, com o médico responsável pelo paciente ou até mesmo ao farmacêutico disponível no hospital. Realize sempre a dupla checagem e leia a embalagem dos medicamentos!

Dez Passos para a Segurança do Paciente

É importante que os profissionais de enfermagem tenham sempre a mão e que consultem constantemente a cartilha Os Dez Passos para a Segurança do Paciente, desenvolvida pelo COREN em parceria com a Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP).

O material, elaborado no sentido de contemplar os principais pontos de impacto direto na prática assistencial de enfermagem, capazes de serem implementados em diversos ambientes de cuidado, está disponível no link aqui.

A cartilha traz detalhes sobre estes dez tópicos. Relembre:

1. Identificação do paciente;

2. Cuidado limpo e cuidado seguro – higienização das mãos;

3. Cateteres e sondas – conexões corretas;

4. Cirurgia segura;

5. Sangue e hemocomponentes – administração segura;

6. Paciente envolvido com sua própria segurança;

7. Comunicação efetiva;

8. Prevenção de queda;

9. Prevenção de lesão por pressão;

10. Segurança na utilização de tecnologia.

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