Espessante Alimentar: Por que usar?

Um agente espessanteagente de espessamento, ou simplesmente espessante, é uma substância a qual pode aumentar a viscosidade de um líquido sem substancialmente alterar suas outras propriedades (em função disso, em algumas publicações, são chamados de “doadores de viscosidade”). Espessantes comestíveis são comumente usados para espessar molhos, sopas e pudins sem alterar seu sabor, e líquidos para pacientes com dificuldades de deglutição.

A deglutição é o ato de conduzir o alimento da cavidade oral em direção ao estômago, não permitindo entrada de material nas vias aéreas.  Além de sua importância na nutrição, a deglutição está relacionada com aspectos culturais e sociais. Em nossa cultura, comer é um ato prazeroso e social. Assim, alterações na deglutição podem causar déficits nutricionais e prejudicar a socialização do indivíduo.

Durante o processo da deglutição, podem ocorrer alterações no seu processo fisiológico ou alterações anatômicas, podendo ocasionar alguns sintomas que irão caracterizar a disfagia.

O que é a Disfagia?

As disfagias são alterações no processo da deglutição, caracterizadas por dificuldades da passagem do alimento da cavidade oral até o estômago. Quando ocorrem dificuldades ou perda das habilidades para deglutir, em geral há graves consequências que podem levar à desnutrição e até à morte, por comprometer a integridade das vias aéreas. Além dos danos metabólicos, a disfagia pode influenciar o estado emocional do paciente, causando estresse, depressão e isolamento social.

A textura, a consistência, a viscosidade, a adesividade, o grau de coesão, a firmeza e a densidade dos alimentos devem ser considerados na seleção da dieta oral antes de serem oferecidos aos pacientes. Deve-se iniciar a alimentação via oral com líquidos espessados, a fim de evitar ocorrência de refluxos.

Preparações líquidas são contra-indicadas no início da reintrodução da alimentação via oral, pois os líquidos, por serem de baixa viscosidade, podem favorecer o risco de aspiração. A substituição da terapia nutricional enteral ou a reintrodução da alimentação oral deve obedecer a um esquema de evolução de consistência dos alimentos que a compõem, determinada por uma avaliação fonoaudiológica.

O uso de espessante alimentar ajuda a aumentar a viscosidade de soluções, emulsões e suspensões, sendo uma estratégia utilizada pelos fonoaudiólogos na terapia da deglutição, visto que a viscosidade e consistência do bolo alimentar geram mudanças na fisiologia deste processo.

A deglutição do líquido, quando comparado a outras consistências, exige maior controle oral, aumentando o risco de aspiração laringotraqueal em algumas patologias. Nesses casos, o uso do espessante é essencial.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em Disfagia

  1. Posicionar o paciente de forma adequada: idealmente o paciente deve estar sentado com os pés apoiados no solo e cotovelos apoiados na mesa. Pacientes acamados devem estar com a cabeceira elevada;
  2. Verificar estado de consciência previamente durante as refeições;
  3. Incentivar o paciente a se alimentar sozinho desde que possível;
  4. Observar se paciente usa prótese dentária que deve estar bem fixada;
  5. Vincular paciente aos profissionais, mostrar-se disponível durante as refeições;
  6. Ambiente calmo, sem distrações ou movimentação constante. O paciente deve focar na deglutição;
  7. Sugerir líquidos espessos ou líquidos com espessante;
  8. Oferecer alimentos durante as refeições apenas quando estiver completa a deglutição, observar se há alimentos retidos na boca;
  9. Se o paciente se engasgar deve pedir que ele tussa com força;
  10. Em caso de engasgos totais ou parciais, manobras para desobstrução poderão ser realizadas (ex: Manobra de Heimlich);
  11. Adaptar a textura da dieta e consistência de líquidos conforme a capacidade de deglutição do paciente. Importante salientar que alimentos que exigem alguma forma de mastigação diminuem o risco de aspiração (ex: consistência de purê);
  12. Fletir o pescoço e rodar a cabeça para lado que foi afetado durante a deglutição, indicado para pacientes com comprometimento de alguns dos lados do corpo;
  13. Promover exercícios para fortalecimento da musculatura do pescoço indicado por fonoaudiólogos ou terapeutas ocupacionais;
  14. Diminuir o tamanho dos utensílios e adaptar utensílios (ex: colheres de sobremesa, pratos antiderrapantes);
  15. Assegurar que o paciente consiga cerrar os lábios após a introdução dos alimentos;
  16. Reforço verbal vindo do profissional sobre o processo de deglutição (ex: -Engula);
  17. Realizar higiene da cavidade oral sempre após as refeições;
  18. Evitar que paciente se deite pelo durante 30 minutos após as refeições;
  19. Promover adaptações em domicílio para melhora da deglutição durante as refeições;
  20. Treinar cuidadores e familiares envolvidos na assistência destes pacientes.

Referências

  1. Silva, LBC; Ikeda, CM. Cuidado nutricional na disfagia: uma alternativa para a maximização do estado nutricional. Rev Bras Nutr Clin 2009; v.24, n.3, p: 203-210. Anvisa
  2. Ozaki K Kagaya et al. The risk of penetration or aspiration during videofluoroscopic examination of swallowing varies depending on Food types. Tohoku J Exp Med. 2010; 220(1):41-6.
  3. NANDA- I (EUA). Diagnósticos de enfermagem NANDA-I: definição e classificação 2018-2020. [Internet]; 2018; 11. ed. – Porto Alegre: Artmed.
  4. Ministério da Saúde (BR). Manual de rotinas para atenção ao AVC. Secretaria de Atenção à Saúde. [Internet]; 2013; 
  5. World Gastroenterology Organisation (EUA). Disphagia. [Internet]; 2014;
  6. Domingos A, Verissímo D. Cuidados de Enfermagem à Pessoa com deglutição comprometida. Ordem dos Enfermeiros (Portugal). [Internet]; 2014.

Alergia Vs. Intolerância ao Leite: Quais são as diferenças?

Alergia ou Intolerância ao leite? 

Há grandes diferenças!

A alergia é uma reação do sistema de defesa do organismo às proteínas, proteínas dos alimentos, de ácaros, de pólen, de pelo de animais, etc. Portanto, a APLV é uma reação às proteínas do leite (ex: caseína, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina).

A intolerância é decorrente da dificuldade do organismo em digerir à lactose, açúcar do leite, devido à diminuição ou da ausência de lactase, enzima que a digere.

Lembrando que: A expressão “alergia à lactose” é errada e não existe, pois a alergia é uma reação à proteína e a lactose é um açúcar!

Quais são os Sintomas?

​Os sintomas da alergia podem ser gástricos como vômitos, cólicas, diarreia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo; dermatológicos (urticária, dermatite atópica de moderada a grave) e respiratórios (asma, chiado no peito e rinite).

A criança pode ter reação anafilática, baixo ganho de peso e crescimento. As reações podem ocorrer após a ingestão de leite de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva.

 Essa incapacidade ocorre em organismos que não produzem (ou produzem em quantidade insuficiente) uma enzima digestiva que se chama lactase e que é a responsável por decompor a lactose.

Quando a lactose não é absorvida, ela chega intacta ao intestino grosso, acumulando-se e sofrendo fermentação pelas bactérias que fabricam o ácido lático e os gases intestinais. Com isso, os pacientes passam a apresentar problemas como retenção hídrica e sintomas como diarreias e cólicas. Distensão abdominal, cólicas, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras também são relatadas pelos pacientes.

Como acontece?

Alguns pacientes apresentam intolerância à lactose por uma deficiência congênita, isso é, a pessoa já nasce sem condições de produzir a lactase. Em outros casos, há uma redução progressiva da produção de lactase que geralmente começa na adolescência e persiste até o final da vida, sendo essa a forma mais comum da doença. Uma terceira forma da patologia é aquela em que a deficiência da lactase é consequência de doenças intestinais como doença celíaca, doença de Crohn  e síndrome do intestino irritável. Nesses casos, a intolerância tende a desaparecer quando a doença de base é controlada.

Para fazer o diagnóstico, o médico gastroenterologista pode pedir exames como teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes. O tratamento geralmente é feito com medicamentos e dieta, suspendendo a ingestão de leite e derivados no início. Podem ser recomendados também suplementos com lactase e o consumo de leites modificados com baixo teor de lactose para manter a oferta de cálcio ao organismo.

Os Cuidados com os pacientes sob estas condições

Uma vez diagnosticada a intolerância, pode-se evitar os sintomas excluindo leite e derivados, além de produtos ou alimentos preparados com leite. Outra forma de evitar os sintomas é experimentar os suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis. O medicamento deve ser ingerido junto com os laticínios.

Além disso, é possível adicionar gotas de enzima lactase no leite comum para pré-digerir a lactose antes de beber. Vale lembrar que as gotas devem ser colocadas 24 horas antes do consumo, tempo necessário para digerir a lactose. Porém, fique atento, o não consumo de leite e derivados pode gerar falta de cálcio. E quem optar por eliminar os laticínios precisará de uma dieta especial para suprir a necessidade do mineral. Caso opte pelo corte de laticínios, é necessário consumir principalmente vegetais de cor verde-escura como brócolis, couve, agrião, mostarda, além de repolho, nabo e peixes de ossos moles como o salmão e sardinha, mariscos e camarão.

Fontes de cálcio: folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio.​

Alternativas alimentares

  • Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando os produtos com leite ou derivados.
  • Se a intolerância não for grave, o indivíduo não precisa excluir da dieta qualquer alimentos que contenha lactose.  Aos poucos a pessoa descobre quais alimentos lácteos ela pode ingerir sem sentir tantos sintomas.

Hoje já temos diversos produtos no mercado sem lactose como queijos, requeijão, iogurtes, leites, biscoitos, pães, bolos, entre outros. Outro substituto para o leite são as bebidas vegetais, entre elas o leite de arroz, leite de amêndoas e o leite de castanhas.

O uso de probióticos ou alimentos contendo probióticos, pode trazer benefícios para  os portadores de intolerância à lactose, já que estas bactérias iniciam a “quebra” da lactose, melhorando a digestão do alimento. Algumas cepas probióticas tem efeito favorável melhorando os sintomas de pacientes com intolerância à lactose secundária, como dor abdominal, diarreia e absorção da lactose. O ideal é a indicação por medico e/ou nutricionista para utilizar alguma dessas substâncias.

Fonte e Referência:

 

Os tipos de Dieta Enteral

Dieta Enteral

dieta enteral é a maneira de repor nutrientes que o organismo precisa quando o paciente está incapacitado ou com dificuldades de ingerir alimentos. Muito utilizada por pessoas em coma, desnutridas ou com doenças como câncer e Alzheimer, ela é administrada na forma líquida por meio de sonda enteral ou por via oral, dependendo da condição clínica.

Os nutrientes que compõem uma dieta enteral são os mesmos que o paciente obteria pelo consumo dos alimentos, como carboidratos, vitaminas, proteínas, gorduras, minerais e até mesmo água. Porém, existem tipos de nutrição diferentes, com produtos específicos para atender às necessidades particulares de cada um, dependendo do peso, altura, nível de autonomia e condição médica e estado nutricional.

Existe, por exemplo, a dieta enteral hipercalórica, que contém mais calorias, para atender principalmente os pacientes com desnutrição. Tem também produtos com maior nível de proteínas e gorduras, com alto teor de fibras, isentos de lactose, sem glúten, entre muitos outros.

TIPO DE DIETA

COMPOSIÇÃO

INDICAÇÃO

Normocalórica Dieta enteral completa com quantidades normais de calorias. Diversas patologias, tais como doenças neurológicas, cardiopatias, hipertensão, dislipidemias, anorexia nervosa, entre outras.
Hipercalórica Dieta enteral rica em calorias. Desnutrição, anorexia nervosa, neoplasias, cardiopatias, doenças neurológicas, geriatria, restrição hídrica, pré e pós-operatório.
Hiperprotéica Dieta enteral com altos níveis de proteínas. Pacientes com necessidades proteicas muito aumentadas, críticos em UTI, entre outras.
Com fibras Dieta enteral enriquecida com
alto teor de fibras.
Pacientes com necessidades de consumir mais fibras para regularização do trânsito intestinal e outras patologias.
Pediátricas Dieta enteral específica para crianças. Crianças com má absorção, intolerância a dietas poliméricas, risco de broncoaspiração, pacientes críticos, com função gastrintestinal comprometida, pré e pós-operatório, entre outros.

Alimentos e Medicamentos: A Interação

Alimentos e Medicamentos: A Interação

Você sabia que os Medicamentos e os Alimentos podem interagir entre si de forma benéfica ou indesejável?

Primeiramente, facilita a absorção ou diminuindo seus efeitos colaterais.

Por outro lado, pode impedir tal absorçãodiminuindo sua eficácia e comprometendo o tratamento de determinada enfermidade!

Podem ter implicações clínicas tanto no processo terapêutico como na manutenção do estado nutricional, cabendo à equipe de saúde repassar ao paciente todas as informações sobre esta relação, alertando para as associações negativas.

Estas interações são múltiplas, com mais de 300 descrições.

Todavia, poucas são clinicamente relevantes, daí a importância de o paciente ter conhecimento acerca de suas medicações, da sua necessidade de tomá-las e a forma correta de sua administração ao relacioná-las com os alimentos.

As Interações Entre Medicamentos-Alimentos mais comuns

Antiácidos: evite ingerir com alimentos, pois reduzem os efeitos. Tome uma hora depois de comer.

Antibióticos: reduzem a produção geral de vitamina B, B5 e K. Podem acelerar a passagem do alimento pelo intestino, diminuindo a disponibilidade para a absorção. Vegetais, grãos e cereais garantem a ingestão de todas as vitaminas.

Amoxicilina: alimentos apenas atrasam sua absorção.

Penicilina: alimentos reduzem sua absorção. Tome 1h antes ou 2h após as refeições.

Eritromicina: alimentos melhoram sua absorção. Suco de frutas e bebidas carbonatadas interferem na sua absorção. Tome com as refeições.

Tetraciclina: aderem cálcio e ferro, de modo que antibiótico e mineral não são absorvidos. Tome 2h antes ou após as refeições.

Suplemento de ferro: em pastilha ou líquido, o leite pode interferir na absorção. Deve ser tomado com água ou bebida ligeiramente ácida, como suco de fruta, que melhora a absorção.

Antifúngico (griseofulvina): melhor quando tomado com uma refeição gordurosa.

Anticonvulsivantes/antiepilépticos (fenobarbital, fenitoína e primidona): interferem no metabolismo da vitamina D e na absorção de cálcio.

Uma boa ingestão de vitamina D (em leite fortificado, gema de ovo, peixes gordos, luz solar), cálcio (laticínios, verduras, brócolis, conservas de peixe com ossos) e ácido fólico (frutas frescas, legumes, grãos) deve compensar esses efeitos. A fenitoína é melhor absorvida com alimentos ou leite.

Medicação da tireóide (levotiroxina): tome com o estômago vazio.

Drogas anti-inflamatórias não esteroidais: a aspirina (ácido acetilsalicílico) interfere no armazenamento de vitamina C e pode causar a perda de ferro através do sangramento digestivo.

Medica­­men­­tos antituberculose (isoniazida): interfere no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina). Uma dieta bem equilibrada, incluindo fontes de vitamina B6 como grãos, espinafre, batata doce e branca, banana, melancia e ameixas é indicada.

Corticosteróides (prednisona e hidrocortisona): pode promover a excreção de potássio e cálcio. Reduza a ingestão de sal e coma alimentos ricos em potássio (frutas e verduras frescas) e cálcio (laticínios com baixo teor de gordura) para neutralizar a perda desses minerais. Tome com alimentos, para diminuir problemas de estômago.

Laxante (óleo mineral): interfere na absorção de vitaminas solúveis em gordura, na primeira parte do intestino. Tenha uma dieta rica em vegetais e frutas para obter fibra e beba bastante água.

Contraceptivos orais: alteram os níveis de colesterol no sangue; aumentam a necessidade de ácido fólico e vitamina B6. Coma muitos vegetais e frutas, grãos e cereais, batatas e outras fontes de ácido fólico e vitamina B6. Tome-os com alimentos para evitar náuseas.

Nutrição Enteral: Sistemas Aberto e Fechado

A Terapia Nutricional Enteral (TNE) é um conjunto de procedimentos empregados para manutenção ou recuperação do estado nutricional por meio de Nutrição Enteral.

A Terapia Nutricional Enteral pode ser realizada por dois tipos de Sistemas: Aberto e Fechado. No Sistema Aberto, as dietas exigem manipulação e devem ser preparadas em local específico.

Já o sistema fechado não demanda áreas de preparo ou envase.

Quais são as diferenças entre Sistema Aberto e Fechado?

Ambos são eficazes e possuem propriedades nutricionais equivalentes. Porém, a diferença está na manipulação e administração das dietas, porque enquanto o  sistema aberto necessita apenas do produto para a dieta, do equipo e um frasco; o  fechado, além dos itens já citados, precisa do auxílio de uma bomba de infusão, que aumenta o custo do tratamento, requer energia elétrica para funcionar e treinamento para sua utilização e programação.

O Cuidado com o Armazenamento das Dietas

O armazenamento das dietas também é diferenciado. As embalagens Tetra Pak (como as de caixa de leite) do sistema aberto possuem tampa e podem ser conservadas dentro da geladeira em caso de fracionamento. Já o sistema fechado, requer um método contínuo para administrar a dieta, pois as bolsas, que justificam o  uso da bomba de infusão, não possuem estrutura para ficar em posição que impossibilite o vazamento do produto. No momento da abertura para utilização, o uso de facas e tesouras também aumenta o risco de contaminação do produto, no caso das bolsas, já que, em casa, estes materiais não são esterilizados de forma adequada como em hospitais, por exemplo.

Características da Manipulação

O sistema aberto caracteriza-se por ser produzido em uma área restrita e específica, onde nutrientes industrializados, em forma de pó ou líquido, são reconstituídos, misturados, envasados em frascos, para que se atinjam as composições desejadas, seguindo as boas práticas de manipulação.

O sistema fechado constitui-se de dietas líquidas, industrializadas, estéreis, acondicionadas em recipientes hermeticamente fechados e apropriados para conexão ao equipo de administração.

Desse modo, a nutrição enteral em sistema aberto requer manipulação prévia à sua administração, enquanto o fechado não demanda áreas de preparo ou envase.

Cuidados de Enfermagem com a Administração das Dietas Enterais

Quanto ao preparo da dieta para a Instalação ao paciente:

– Realizar a lavagem das mãos antes e depois do procedimento;
– Utilizar a aparamentação adequada (gorro, máscara, capote descartável, luvas de procedimento);
– Reservar e conferir a prescrição de EMTN/SNEP para confirmação do nome do paciente, Tipo de Dieta Enteral a ser Infundida, Volume Total a ser Infundido e a vazão ml/h (em casos para bomba de infusão) e gotejamento a ser infundido;
– Checar com a Dieta recebida simultaneamente com a prescrição da EMTN para a confirmação;
– Escrever em um rótulo próprio para os frascos de dieta enteral o nome completo do paciente, data de nascimento, número de atendimento, Unidade de Internação e leito, o nome completo da Dieta Enteral descrita na prescrição, o volume total a ser infundido, a vazão ou gotejamento, a hora a ser iniciado, a via de administração, a validade da dieta, o seu nome completo carimbado onde apresenta a inscrição do COREN, e o nome do médico onde realizou a prescrição de EMTN juntamente com sua inscrição de CRM (aplicável em algumas insituições);
– Separar em uma bandeja previamente limpa com solução asséptica própria, o frasco da dieta enteral e o equipo a ser utilizado, e uma seringa de 20ml;
– Realizar a assepsia do bocal do frasco da dieta com álcool 70%, e conectar o equipo ao bocal;
– Retirar o ar de dentro do equipo, até que a dieta preencha todo o equipo, tomando cuidado para não extravasar e reserve na bandeja;
– Leve a bandeja já com a dieta preparada para a Infusão até o leito do paciente, e confira em sua pulseira a identificação do mesmo, caso o paciente seja orientado, perguntar o nome completo do mesmo para a checagem correta do paciente;
– Oriente ao paciente, caso orientado, que estará instalando uma nova dieta enteral;
– Faça a assepsia local na entrada da SNE do paciente com álcool 70%;
– Em caso de bomba de infusão, instale o frasco no suporte de soro onde se encontra a bomba de infusão, e instale a parte siliconada do equipo no rolete da bomba;
– Instale a ponta do equipo ao local de entrada da SNE do paciente;
– Programe a bomba de infusão com os dados previamente descritos pela prescrição da EMTN (volume total, e a vazão ml/h);
– Inicie a infusão da dieta;
– Em caso de equipo gravitacional, utilizar os mesmos passos descritos acima, em diferença de realizar o gotejamento manual da dieta (sistema aberto);
– Anotar em relatório de enfermagem o horário que iniciou-se a dieta, o volume total a ser infundido e a vazão conforme prescrição, e em que via.

Quanto à troca de vazão de dieta enteral conforme prescrição da EMTN (Sistema Fechado em menos de 24 horas):

– Se a Dieta Enteral foi trocada previamente antes de completar 24 horas, e recebido a prescrição de EMTN com a mesma dieta enteral mas alterado pelo mesmo o valor do volume total e a infusão, realizar a alteração do rótulo da dieta enteral com os novos valores, e atualizar na bomba de infusão os novos valores (dependerá de cada POP das instituições);

Quanto à pausa de infusão de Dieta Enteral:

– Atentar se a Instituição adota o sistema de pausas (de 1 a 4 horas), para a adaptação do organismo do paciente, e seguir as instruções conforme seu Protocolo.

Quanto à administração de água filtrada nas pausas para água:

– Atentar aos horários de pausa para a infusão de água (intervalos) conforme a prescrição da EMTN/SNEP, sempre utilizando equipo próprio para a infusão de água, fazendo o mesmo processo de instalação conforme a dieta enteral (em caso de equipo gravitacional).

Quanto à checagem da prescrição da EMTN/SNEP:

– Sempre realizar a checagem dos horários que foram administrados as dietas e as águas, e fazer sempre a dupla checagem da instalação com a prescrição com o Enfermeiro da Unidade, sendo que ambos precisam assinar e carimbar a prescrição. Caso de não administração da dieta ou água, rodelar o horário, assinar e justificar no relatório a razão da não infusão.

 

Dietas Hospitalares

Dietas Hospitalares

A Dietoterapia visa à adequação do paciente em determinado momento e situação, para uma alimentação mais adequada.
Adaptação – dentro dos limites possíveis – ao paciente, e não o processo inverso. Nem sempre o permitido é o mais adequado, e a possibilidade de um paciente ingerir uma dieta normal, de livre escolha, não leva, ao fato de uma dieta “normal” ser a mais adequada no momento.

Na maior parte das vezes, as indicações ou proibições de determinados alimentos ou preparações se encontram mais ligados à patologia do que ao paciente que irá ingerir estes alimentos.

Dietoterapia de acordo com a consistência alimentar

– Dieta Hídrica

Fornece líquidos e eletrólitos via oral para prevenir a desidratação, minimizar o trabalho do trato gastrintestinal e a presença de resíduos no cólon.
Indicação para o uso: preparo e pós-operatório de cirurgias de trato gastrintestinal, após período de alimentação por via intravenosa, durante infecções graves e diarreia aguda, antes e depois de procedimento de diagnóstico,e como o uso dessa dieta naqueles pacientes apresentando disfagia com risco de branco aspiração. É indicada à progressão para uma dieta mais adequada logo que tolerada pelo paciente.

– Dieta Líquida

Fornece uma dieta oral que seja bem tolerada por pacientes que não podem ingerir alimentos sólidos. Garante o repouso gástrico.
Indicações de uso: após cirurgias da cabeça e pescoço, em doenças agudas e para aqueles pacientes incapazes de tolerar alimentos sólidos ou com dificuldade de mastigação e deglutição. É uma dieta de transição, e a progressão para alimentos sólidos deve ser completada tão rápido quanto possível. Pode ser administrada a pacientes diabéticos ou não.

– Dieta Leve

Indivíduos com problemas mecânicos na ingestão e digestão, com dificuldades de deglutição e mastigação; em determinados preparos de exames e cirurgias, pós-operatórios. É usada também como transição para a dieta branda e geral.
Indicações de uso: Indivíduos com problemas mecânicos de ingestão e digestão, que impeçam a utilização da dieta geral, havendo assim necessidade de abrandar os alimentos para melhorar a aceitação Usadas nos pré e pós-operatórios, distúrbios gastrintestinais, hipocloridria e preparo de alguns exames.

– Dieta Pastosa

Fornece uma dieta que possa ser mastigada e deglutida com pouco ou nenhum esforço.
Indicações de uso: pacientes com dificuldades na mastigação ou deglutição devido à inflamação, danos neurológicos, distúrbios neuromotores, retardo mental severo, doença esofágica, alterações anatômicas da boca ou esôfago, e uso depróteses dentárias. Não é indicada aqueles com risco de bronco aspiração.

– Dieta Branda

Pode ser adotada em alguns pós-operatórios para facilitar o trabalho digestivo. Contêm o mínimo possível de fibras que não foram abrandadas pela cocção, e uma quantidade moderada de resíduos. Esta dieta é usada como transição para a dieta geral.
Indicações de uso: Indivíduos com problemas mecânicos de ingestão e digestão, que impeçam a utilização da dieta geral, havendo assim necessidade de abrandar os alimentos para melhorar a aceitação. Utilizada no pós-cirúrgico, em enfermidades do esôfago, e para aqueles com dificuldade de mastigação ou deglutição, com uso de próteses dentárias, e na presença de gastrite e úlcera péptica.

– Dieta Livre

Mantém o estado nutricional de pacientes com ausência de alterações metabólicas significativas ao risco nutricional.
Indicações de uso: Para pacientes que não necessitam de restrição específica e que representam funções de mastigação e gastrintestinais preservadas.

Dietoterapia de acordo com o valor nutritivo

  • Dieta normal ou geral: usada quando o paciente pode receber qualquer tipo de alimento. É normal em calorias e nutrientes. Ex: dieta geral.
  • Dieta carente: apresenta taxa de nutrientes e calorias abaixo dos padrões normais. Seu prefixo é hipo. Ex: dieta hipocalórica.
  • Dieta excessiva: apresenta taxa de nutrientes e calorias acima dos padrões normais. Seu prefixo é hiper. Ex: dieta hiperprotéica.
  • Super alimentação: Usada para indivíduos desnutridos ou que necessitem de um considerável aumento no valor calórico da dieta.
  • Dietas com aumento parcial de nutrientes ou calorias: Usadas em casos específicos onde é necessário a elevação da taxa normal de nutrientes.
  • Dieta hiperprotéica: Com elevada taxa de proteínas, indicada em qualquer situação onde ocorra aumento das necessidades de proteínas. Ex: pós operatório, doenças infecciosas na convalescença.
  • Dieta hipercalórica: Dieta com valor calórico total acima de 3000 calorias diárias. É indicada nos casos de anorexia severa.
  • Dieta hiperglicídica ou hiperhidrocarbonada: Dieta com taxa elevada de glicídios ou carboidratos. É usada em situações que exijam taxas de glicídios abaixo dos padrões de normalidade.
  • Dietas com diminuição parcial de nutrientes e calorias: Usadas em casos específicos, cuja indicação seja diminuição da taxa normal de nutrientes ( proteínas, carboidratos e gorduras, sais minerais e etc ).
  • Dieta hipoprotéica: Dieta com taxa reduzida de proteínas, indicada para evitar progressão de lesões renais.
  • Dieta hipocalórica: Dieta com valor calórico total abaixo dos padrões de normalidade, indicada em obesidade e programas de redução de peso.
  • Dieta hipogordurosa ou hipolipídica: Dieta com taxa reduzida de gorduras. Usada em casos de hepatite, colecistite, pancreatite, colelitíase e etc.
  • Dieta hipossódica: Dieta com taxa reduzida de sódio, utilizada em casos de edema cardíaco e renal, hipertensão arterial, cirrose hepática acompanhada de ascite, toxemia gravídica.
  • Dietas com omissão de algum componente: São indicadas quando há necessidade de retirada total de algum componente do cardápio.
  • Dieta assódica: Dieta sem sódio, ou seja, sem sal. Geralmente utilizada em casos de hipertensos graves e doenças renais.

PAPEL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM DA DIETOTERAPIA

O técnico de enfermagem deve administrar a dieta aos pacientes impossibilitados de fazê-lo por si próprio. Após anotar no prontuário a aceitação alimentar do paciente.

Deverá também, na ausência do enfermeiro, notificar ao serviço de nutrição e dietética, as admissões e transferências, altas e óbitos de pacientes, bem como as alterações dietéticas prescritas pelo médico.

Nutrição Enteral (NE)

Nutrição Enteral

A nutrição enteral (NE) refere-se a todo e qualquer alimento com finalidades especiais, como ingestão controlada de nutrientes, isoladamente ou em associação, de composição definida ou estimada, exclusivamente elaborada e formulada para ser administrada por meio de sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente, visando substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, de acordo com as suas necessidades nutricionais, em ambiente hospitalar, domiciliar ou ambulatorial, objetivando a produção ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas do organismo.

Todos os indivíduos que estão com o trato gastrointestinal íntegro ou que se encontram com suas funções parcialmente preservadas, com redução do apetite ao ponto de não consumirem os nutrientes mínimo necessários para o funcionamento adequado do organismo, ou então, aqueles que estão impossibilitados de se alimentarem através da via oral, devem receber NE.

A NE é feita por meio de uma sonda que chega diretamente ao estômago ou intestino delgado e pode ter diferentes vias de acesso, como:

  • Nasogástrica;
  • Nasoentérica;
  • Faringostomia;
  • Gastrostomia;
  • Jejunostomia.

A forma de escolha da via de acesso fica na dependência de fatores como a duração prevista da NE, o nível de chances de aspiração ou deslocamento da sonda, a presença ou ausência de ingestão e absorção anormais, se há previsão ou não para uma intervenção cirúrgica e também viscosidade e volume da fórmula.

Embora sejam incomuns, complicações podem surgir, como:

  • Obstrução da sonda;
  • Saída ou migração acidental da sonda;
  • Lesões nasais, necrose ou surgimento de abscesso no septo nasal;
  • Esofagite, úlceras esofágicas e estenose;
  • Sinusite;-Rouquidão;
  • Ruptura de vasos no esôfago;
  • Fístula traqueoesofágica;
  • Complicações pulmonares.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • Lavagem das mãos antes e após o procedimento;
  • Limpeza com álcool e gaze nas junções da sonda e equipo antes de instalar a dieta;
  • Manter a sonda fixa na pele, com esparadrapo anti-alérgico;
  • Não tracionar a sonda enteral;
  • Observar a marcação ou numeração da sonda diariamente (para garantir que não saiu do lugar);
  • Fornecer a dieta sempre com cabeceira elevada (35 a 45 Graus) ou em posição de fowler;
  • Lavar a sonda com 20 ml de água filtrada após dietas ou medicações;
  • Após as dietas, manter paciente sentado ou com a cabeceira elevada por pelo menos 30 minutos ou a critério médico;
  • Diluir bem as medicações, antes de administrar;
  • Trocar o equipo da dieta 1 vez ao dia (em 24 horas).

Veja também:

A Nutrição Parenteral (NP)

Dietoterapia: Enteral e Parenteral

Nutrição enteral

O objetivo destas duas terapias (Nutrição parenteral e Nutrição enteral) é bastante semelhante. Melhorar ou manter o estado nutricional de pacientes que apresentam ou poderão apresentar desnutrição, em nível celular, manter ou melhorar a respiração celular da mitocôndria, melhorar o prognóstico da doença de base, minimizar complicações que a desnutrição possa causar.

Tudo acontecendo adequadamente, provavelmente, o paciente permanecerá menos tempo internado, disponibilizando mais rapidamente seu leito para outro paciente e assim diminuindo os custos do hospital.

A diferença básica entre as terapias de nutrição parenteral (NP) e enteral (NE) é o tipo de acesso, sendo a primeira através de acesso venoso e a segunda através de sondas ou oral.

Através desta diferença, as dietas possuem características distintas, isto é, a NP deve ser estéril e apirogênica, enquanto que a NE não precisa ser estéril e apirogênica. Possui uma contagem microbiana autorizada e conhecida além de não se permitir a presença de microrganismos patogênicos, como Salmonella sp, Escherichia coli, entre outros.

Esta diferença entre as duas terapias faz com que a NP seja considerada um medicamento venoso e, portanto, de responsabilidade do farmacêutico, sendo a NE considerada uma dieta e assim de responsabilidade do nutricionista.

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Enfermagem: Nutrição e Dietética

O nosso organismo pode ser comparado a uma máquina, assim como esta requer para o seu funcionamento, óleos e graxos, à nossa máquina humana exige o seu combustível o alimento.

Entretanto, este tem que ser de boa qualidade, variedade e fornecido em quantidades adequadas. Um pequeno descontrole nesses fatores é suficiente para que o organismo não funcione bem, ocasionando sérias perturbações.

Sem alimento não há vida, uma alimentação inadequada ou deficiente, traz inúmeros prejuízos a sua saúde.

NUTRIÇÃO

É a ciência que estuda as necessidades nutricionais de diferentes tipos de organismos, as transformações impostas aos alimentos pelo organismo com a finalidade de utilizar os nutrientes neles contidos como fonte de energia e substrato para a formação de tecido.

ALIMENTOS

È toda substância que introduzida no organismo, transformada e aproveitada, fornece material para o crescimento e a reparação dos tecidos, calor e energia para o trabalho.

NUTRIENTES

São compostos específicos encontrados nos alimentos, no solo e nos fertilizantes, e são importantes para o crescimento e sobrevivência dos seres vivos. Os nutrientes, de acordo com a natureza das funções que desempenham no organismo, são agrupados em diferentes categorias, a saber.

1.Reguladores: exercem função no controle ou no equilíbrio do metabolismo. Ex: vitaminas e sais minerais.

2.Energéticos: fornecem energia. Ex:carboidratos e gorduras.

É variável a quantidade destas substâncias nos diversos alimentos. Assim temos alimentos mais ricos que outros em proteínas, glicídios, lipídios, vitaminas, sais minerais e água.

A riqueza de um alimento em um destes fatores faz com que o mesmo seja fonte principal desse alimento.

PROTEÍNAS

São substâncias nitrogenadas e complexas, compostas por carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, constituídas de aminoácidos. Sua principal função é atuar na formação de tecidos orgânicos, no processo de renovação dos mesmos, e, principalmente no crescimento. Por isso são chamados de alimentos de construção.

São principais fontes de proteínas:

  • Alimentos de origem animal. Carnes em geral, peixe, leite e seus derivados, ovos.
  • Alimentos de origem vegetal, os melhores são as leguminosas como soja, lentilha, feijão, ervilha, amendoim, grão de bico.

A dieta pobre em proteínas é incapaz de promover o crescimento e manter uma vida.

A carência de proteínas leva ao crescimento retardado e menor desenvolvimento da musculatura, provocando defeitos na postura, ficando os indivíduos com ombros caídos, cabeça pendida para frente e os braços caídos ao longo do corpo.

Sintomas da falta de proteínas na alimentação:

  • Cansaço fácil
  • Palidez e desânimo
  • Falta de resistência contra doenças
  • Difícil cicatrização
  • Síndrome de Kwashiorkor

HIDRATOS DE CARBONO, CARBOHIDRATOS OU GLICÍDIOS

São substâncias, que introduzidas no nosso organismo, fornecem calor e energia. Por esse motivo são chamados de alimentos energéticos. Constitui a maior fonte de alimentos dos povos mundiais.

Os hidratos de carbono, depois de ingeridos, são absorvidos sob a forma de um açúcar simples, a glicose. A glicose é transformada e reservada no fígado. Conforme as necessidades do organismo, ele transforma parte da reserva em glicose novamente, a qual é quebrada, produzindo calor para a locomoção e trabalho muscular.

CLASSIFICAÇÃO

1.MONOSSACARÍDEOS: Aqueles que através do processo digestivo não podem ser desdobrados em unidades menores. Ex: glicose, frutose e lactose

2.DISSACARÍDEOS: Formados por dois monossacarídeos podem ser desdobrados em seus componentes. São os açucares: sacarose ( glicose + frutose); lactose ( glicose + galactose ); e maltose ( 2 unidades de glicose).

  1. POLISSACARÍDEOS: Carboidratos mais complexos compostos por grande número de monossacarídeos que podem ser desdobrados em seus componentes. São o amido e o glicogênio. Ex: batata, arroz, fubá, trigo.

As principais fontes de hidrato de carbono são:

  • Açúcar, mel, melado, rapadura
  • Cereais e suas farinhas: trigo, arroz, centeio, aveia, cevada e milho
  • Leguminosas: feijão, lentilha, soja, fava, amendoim
  • Os tubérculos: batata, batata doce, mandioca, inhame, cará

A falta de hidratos de carbono no organismo manifesta-se por sintomas de fraqueza, tremores, mãos frias, nervosismo, tonturas e desmaios.

O excesso de hidratos de carbono transforma-se em gordura provocando a obesidade.

GORDURAS E LIPÍDEOS

Os lipídeos são considerados nutrientes energéticos, devido ao elevado potencial calórico, fornecem calor e energia com o dobro de intensidade e ainda tem propriedades que conduzem as vitaminas lipossolúveis ( A, D, E K ).

Os organismos têm grande capacidade de armazenar gorduras e os principais depósitos são no tecido conjuntivo subcutâneo. Esta reserva funciona como isolante térmico, protegendo o organismo contra mudanças bruscas de temperatura do meio ambiente.

As fontes de gordura podem ser de origem animal e vegetal.

  • Origem animal: manteiga, creme de leite, banha de porco, toucinho, carnes gordas, gema de ovo. Etc.
  • Origem vegetal: óleos extraídos do milho, soja, semente de girassol, caroço do algodão, coco, nozes, castanhas, abacates, etc.

A carência de gorduras, nas crianças pode provocar o aparecimento de lesões na pele e em adultos, altera a quantidade de ácidos graxos essenciais no plasma sanguíneo.

O excesso de gordura causa:

  • Aumento do colesterol
  • Diarréia
  • Aumento do peso corpóreo
  • Fermentações que irritam as mucosas do aparelho digestivo, causando colites ou outras patologias.

VITAMINAS

As vitaminas são substâncias indispensáveis à vida em quantidades reduzidas.

As vitaminas são classificadas em:

  • Lipossolúveis: solúveis em gorduras ou solventes de gordura. São as vitaminas A, D, K e E.
  • Hidrossolúveis: solúveis em água. São as vitaminas do complexo B e a vitamina C.

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS

Vitamina A ( retinol )

Indispensável para a integridade da visão noturna, à formação dos tecidos epiteliais e da estrutura óssea.

São fontes de vitamina A: fígado, manteiga, gema, leite integral, creme de leite, vegetais pigmentados na forma de caroteno, principalmente na cenoura, mandioquinha, folhas verdes em geral e alguns frutos ( mamão e melão ).

A deficiência da vitamina A causa principalmente um distúrbio visual conhecido como cegueira noturna ( nictalopia ), que se caracteriza pela diferença de luminosidade. Deficiências mais severas e prolongadas podem causar ulcerações da córnea e cegueira total ( xeroftalmia ).

No tecido epitelial, a deficiência de vitamina A altera as células epiteliais da membranas da garganta e nariz.

Vitamina D ( calciferol )

É essencial para o desenvolvimento normal do ser humano. É importante para a formação de ossos e dentes, previne e cura o raquitismo.

É encontrada na luz solar, óleo de fígado de peixe, leite fortificado e ovos.

A carência de vitamina D, na infância, provoca o raquitismo, que se caracteriza por uma ossificação deficiente de mineralização durante a formação dos ossos mais longos.

Nos adultos, a deficiência de vitamina D causa a osteomalácia, por enfraquecimento dos ossos devido a uma desmineralização do mesmo, resultando em deformações ósseas, fraqueza e dificuldade de locomoção.

Vitamina E ( tocoferol )

É conhecida como a vitamina antiesterilidade. Seu modo de ação não se encontra bem esclarecido, existindo várias teorias para explicar sua atividade. Dentre elas destaca-se a teoria da função antioxidante lipídico ( previne a formação de produtos tóxicos e oxidação.

São boas fontes de vitamina E, gérmem de cereais, vísceras, músculos, ovos e leite.

A deficiência de vitamina E no homem é rara.

Vitamina k ( menadiona ou minaquona )

É conhecida como vitamina anti-hemorragia por ter sua principal ação no fenômeno de coagulação do sangue. É imprescindível na síntese de protombina no fígado.

As melhores fontes de vitamina K são folhas verdes das hortaliças ( espinafre, couve, repolho ), ervilha, soja, tomate e em alimentos de origem animal.

É comum o aparecimento de equimoses, epistaxes, hematúrias, hemorragias intestinais no pós-operatório.

A carência de vitamina K ocorre por falha na absorção pelo fígado, reduzindo a capacidade de coagulação sanguínea e aumentando a tendência a hemorragias.

VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

Vitaminas do complexo B

Fazem parte desse grupo, as vitaminas B1 ( tiamina ), B2 ( riboflavina ), B6 ( piridoxina ), B12 ( cianocobalamina ), niacina, folacina, ácido pantotênico, biotina entre outros fatores.

Vitamina B1 ( tiamina ) Interfere no metabolismo dos carboidratos, como integrante de uma enzima essencial a degradação da glicose e produção de energia. É absorvida no intestino delgado.

As principais fontes são: levedo de cerveja, vísceras grãos integrais de cereal.

A manifestação clinica da deficiência de tiamina é o beribéri. O beribéri pode apresentar, se em crianças, anormalidades cardíacas , afonia e pseudomeningite e em adultos polineurite que é a alteração dos nervos periféricos ou afetar o sistema nervoso central.

Vitamina B2 ( riboflavina )

É essencial para o crescimento e importante na conservação dos tecidos e na fisiologia ocular. As principais fontes são: leite, ovos, vísceras, queijos, vegetais folhosos, levedo de cerveja e integrais.

A carência de riboflavina manifesta-se por lesões na língua ( glossite ), lábios ( quilose ), nariz e olhos ( blefarite ), pois há impedimento da oxidação celular. A este conjunto de sintomas dá-se o nome de arriboflavinose.

Vitamina B6 ( piridoxina )

É indispensável em muitos processos químicos complexos, onde os nutrientes são metabolizados no organismo, principalmente no caso das proteínas.

As principais fontes de vitamina B6 são sementes de cereais, levedo de cerveja, sementes de girassol, carne, fígado e peixes.

Sua carência ocasiona problemas de pele, sistema nervoso central, lesões seborréicas nos olhos, nariz e boca acompanhadas de glossite e estomatite.

Vitamina B12 ( cianocobalamina )

Sua função mais importante é relativa a medula óssea, onde são formadas as hemácias.

As melhores fontes de vitamina B12 são: fígado, rim, coração, ostras, carnes em geral, peixe, ovos e leite.

A deficiência de vitamina B12 causa a chamada anemia perniciosa e profundas alterações ao sistema nervoso, que se caracterizam por uma desmineralização dos nervos.

Niacina ou ácido nicotínico

Atua no metabolismo energético, ou seja, na produção de energia, através dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Pode ser sintetizada pelo aminoácido triptofano.

As principais fontes são: fígado, carnes em geral, leguminosas e cereais. A carência provoca a pelagra que se caracteriza por: pele vermelha e áspera ( rosto e pescoço ), língua vermelha e lisa, estomatites, diarréias, anorexia, fadiga, alterações mentais e cefaléia.

Vitamina C ( ácido ascórbico )

A vitamina C é essencial para manutenção da integridade capilar e dos tecidos, ajuda a manter a defesa contra infecções e estimula a cicatrização e consolidação de fraturas, reduzindo a tendência a infecção.

As principais fontes de vitamina C são frutas cítricas, laranja, limão, tangerina, abacaxi, caju e vegetais ( pimentão e repolho ). A doença típica de falta de vitamina C é o escorbuto.

Os principais sintomas do escorbuto são: alterações nas gengivas ( hemorragias ), dores articulares, dificuldade de cicatrização, anemia, dificuldades respiratórias, diminuição da excreção urinária.

SAIS MINERAIS

Os minerais formam as cinzas dos materiais biológicos após completa oxigenação da matéria orgânica.

São sais inorgânicos indispensáveis como componentes estruturais e em muitos processos vitais.

Estão presentes nos tecidos duros ( ossos e dentes ) e também nos fluidos corporais e tecidos moles. Classificam-se em:

Macronutrientes: são indispensáveis a nutrição. São eles: cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro e magnésio.

Micronutrientes: ferro, zinco, selênio, manganês, cobre, iodo, e outros. No organismo são encontrados apenas traços desses minerais.

Cálcio e fósforo

O cálcio é essencial na formação de ossos e dentes, estando presente no organismo em grandes quantidades.

Uma pequena quantidade esta presente na circulação sanguínea e nos tecidos moles e são de vital importância para o metabolismo, controle cardíaco e exatabilidade de músculos e nervos, e a coagulação sanguínea.

O fósforo ocorre em todos os tecidos biológicos sob a forma de fosfato. Nos ossos e dentes, estão presentes 80% do fósforo contido no organismo, enquanto 10% encontram-se nos músculos e 10% no sistema nervoso. É essencial para a célula, participando ativamente no seu metabolismo e funções.

É importante a relação cálcio-fósforo na alimentação para a absorção dos dois. O excesso de um ou de outros no cardápio resulta em absorção pobre de ambos e em excreção aumentada de um ou de outro.

São fontes desses minerais: leite, queijos, coalhada, pescados e folhas verdes.

O fósforo é encontrado em maior quantidade nos alimentos de origem animal, como: carnes, vísceras, pescados, ovos e de origem vegetal as leguminosas, especialmente a soja.

A ausência de cálcio perturba a função condutora dos nervos e a contração muscular, além de causar descalcificação óssea e fraturas freqüentes, caries dentárias, atraso no crescimento, demora na coagulação sanguínea, nervosismo, irritabilidade, insônia.

Potássio

É indispensável ao crescimento e a vida, pois mantém o equilíbrio acido básico no organismo, a pressão osmótica e a irritabilidade dos nervos e músculos.

Suas fontes são: frutas, carnes, leite, cereais, verduras, legumes e etc.

Deficiências de potássio podem resultar em severas diarréias, mau funcionamento dos rins, e acidose diabética, manifestando-se por: fraqueza muscular, irritabilidade nervosa, irregularidade cardíaca e desequilíbrio mental.

Sódio

O sódio é o principal elemento encontrado nos fluidos extra celulares tendo função muito importante na regulação da osmolaridade ( pressão osmótica ), do pH e do equilíbrio eletrostático.

A principal fonte de sódio é o sal de cozinha ( cloreto de sódio NaCI ), também é encontrado nos elementos de origem animal, especialmente no leite e em ovos.

São raros os sinais de deficiência de sódio em indivíduos normais. Quando há transpiração excessiva, ocorre perdas significativas de sódio.

Cloro

É encontrado nos tecidos biológicos como íon de cloreto combinado com sódio ( cloreto de sódio ) e com potássio nas células. Participa juntamente com o potássio e o sódio no equilíbrio osmótico e ácido básico e conservação do tônus muscular.

A principal fonte é o sal de cozinha, mas também pode ser encontrado no leite, carne, ovos e mariscos.

A carência de cloro provoca desequilíbrio ácido básico dos líquidos orgânicos, como por exemplo, no vomito, diarréia ou sudorese intensa.

Ferro

Sua principal função é a de transportar e ceder oxigênio. Faz parte dos glóbulos vermelhos. O ferro não depositado pelo organismo deposita-se no fígado e no baço e quando necessário é liberado para formar mais glóbulos vermelhos.

O organismo necessita de mais ferro durante a gestação, o aleitamento e o crescimento, quando o consumo é maior. É no final da gestação que o feto recebe mais ferro do organismo materno.

São fontes de ferro: fígado, gema de ovo, rim, feijão, espinafre, frutas secas, tomate, cenoura, agrião, cereais integrais, brócolis e couve.

A deficiência ou falta de ferro na alimentação leva a anemia, pois não é possível a produção de glóbulos vermelhos.

São sintomas da anemia: palidez, desânimo, incapacidade de concentração e vertigens.

Iodo A função do iodo no organismo é a de participar da estrutura dos hormônios da tireóide. As principais fontes de iodo são: frutos do mar ( peixes, ostras, camarões, algas marinhas, lagosta ), sal bruto, cebola, alho e agrião.

A diminuição prolongada de iodo na dieta leva ao bócio, A deficiência grave de iodo na gestação pode levar ao cretinismo congênito ( hipotiroidismo infantil ).

Água

A água é o nutriente mais importante do nosso organismo. Nosso organismo é composto de 60% a 70% do peso corporal do adulto.

Faz parte de todos os líquidos e células do corpo e funciona na digestão, absorção, circulação e excreção.

Embora a água forneça calorias, é essencial para produção de energia, já que nenhuma célula funciona sem a presença de água. A água dos tecidos se origina de três fontes distintas:

  • Água liquida ingerida como bebida;
  • Água ingerida como constituinte dos alimentos;
  • Água de origem metabólica.

As vias pelas quais o organismo pode perder água são:

  • Pêra insensível através da pele e pulmões;
  • Excreção urinaria e intestinal;
  • Suor

A falta de água no organismo pode causar a desidratação, que é a perda de água, principalmente através do vomito e diarréia.

Seus sintomas são sede, náuseas, vômitos, corpo quente e seco, língua seca, perda de peso, confusão mental, delírio, abatimento e etc.

DIETOTERAPIA

Conceito

É o tratamento do paciente através da ingestão de alimentos ajustados as exigências especificas de cada caso, em relação aos componentes nutritivos, valor calórico, quantidade, apresentação e consistência dos alimentos na dieta.

É aplicada nas áreas das enfermidades agudas ou crônicas, transmissíveis ou não, na clinica cirúrgica e no preparo para exames.

Finalidade

  • Curar o paciente;
  • Prevenir as alterações da nutrição. Ex: pré e pós operatório;
  • Restabelecer as condições de nutrição quando se encontram alteradas.

DIETAS HOSPITALARES

  1. De acordo com o valor nutritivo
    • Dieta normal ou geral: usada quando o paciente pode receber qualquer tipo de alimento. É normal em calorias e nutrientes. Ex: dieta geral
    • Dieta carente: apresenta taxa de nutrientes e calorias abaixo dos padrões normais. Seu prefixo é hipo. Ex: dieta hipocalórica
    • Dieta excessiva: apresenta taxa de nutrientes e calorias acima dos padrões normais. Seu prefixo é hiper. Ex: dieta hiperprotéica
  1. Super alimentação: Usada para indivíduos desnutridos ou que necessitem de um considerável aumento no valor calórico da dieta.
  1. Dietas com aumento parcial de nutrientes ou calorias: Usadas em casos específicos onde é necessário a elevação da taxa normal de nutrientes.
  • Dieta hiperprotéica: Com elevada taxa de proteínas, indicada em qualquer situação onde ocorra aumento das necessidades de proteínas. Ex: pós operatório, doenças infecciosas na convalescença.
  • Dieta hipercalórica: Dieta com valor calórico total acima de 3000 calorias diárias. É indicada nos casos de anorexia severa.
  • Dieta hiperglicídica ou hiperhidrocarbonada: Dieta com taxa elevada de glicídios ou carboidratos. É usada em situações que exijam taxas de glicídios abaixo dos padrões de normalidade.
  1. dietas com diminuição parcial de nutrientes e calorias: Usadas em casos específicos, cuja indicação seja diminuição da taxa normal de nutrientes ( proteínas, carboidratos e gorduras, sais minerais e etc ).
  • Dieta hipoprotéica: Dieta com taxa reduzida de proteínas, indicada para evitar progressão de lesões renais.
  • Dieta hipocalórica: Dieta com valor calórico total abaixo dos padrões de normalidade, indicada em obesidade e programas de redução de peso.
  • Dieta hipogordurosa ou hipolipídica: Dieta com taxa reduzida de gorduras. Usada em casos de hepatite, colecistite, pancreatite, colelitíase e etc.
  • Dieta hipossódica: Dieta com taxa reduzida de sódio, utilizada em casos de edema cardíaco e renal, hipertensão arterial, cirrose hepática acompanhada de ascite, toxemia gravídica.
  1. Dietas com omissão de algum componente. São indicadas quando há necessidade de retirada total de algum componente do cardápio.
  • Dieta assódica: Dieta sem sódio, ou seja, sem sal. Geralmente utilizada em casos de hipertensos graves e doenças renais.
  1. De acordo com a consistência dos alimentos, as dietas hospitalares são:
  • Dieta hídrica: chá, água, caldo de legumes coado.
  • Dieta liquida: alimentos de consistência liquida normal em calorias e nutrientes, requerendo o mínimo de trabalho digestivo. Ex: chá, leite, café, sopas coadas, gelatinas, suco de frutas.
  • Dieta Leve: alimentos de consistência semi liquida e bem cozidos liquidificados e peneirados. É usado em pré e pós operatório, em situações em que se devem poupar o trabalho gastrointestinal, doenças infecciosas e febris, pacientes com dificuldade de mastigação e deglutição de alimentos sólidos.
  • Dieta pastosa: alimentos de consistência cremosa, minimizando assim o trabalho digestivo. É indicada nas doenças gastrointestinais, favorecendo assim os processos digestivos, no pos operatório em transição para uma dieta normal, para pacientes com dificuldades na mastigação e deglutição.
  • Dieta branda: é normal em calorias e nutrientes, com condimentação suave. São evitados alimentos que promovem, excessiva fermentação e também as frituras e alimentos crus. São indicadas em patologias do aparelho digestivo, em pos operatório na transição para dieta normal e para convalescentes pela facilidade de digestão.

NUTRIÇÃO ENTERAL

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O trato gastrointestinal tem a função de decompor as nutrientes pelo processo da digestão. O transito do alimento ocorre através do trato digestivo, passando pela boca, esôfago, estômago, intestinos e ânus.

É realizado por via nasogástrica ou nasoenteral, através de uma sonda que passa pelo nariz, estômago e vai até o duodeno e jejuno.

Esse método é empregado quando os pacientes apresentam: anorexia extrema, lesões na boca, esôfago, pacientes inconscientes, disfágicos, com reflexo gastesofágico e outros casos.

NUTRIÇÃO PARENTERAL

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É a alimentação ministrada ao pacientes utilizando outras vias de administração que não seja a do trato digestivo. Via endovenosa é a mais utilizada.

Quando a alimentação enteral é contra indicada, a alimentação parenteral se apresenta como um método rápido e controlado de repor líquidos e nutrientes no organismo. Ela é usada como medida de emergência ate que a alimentação oral possa ser restabelecida.

PAPEL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM DA DIETOTERAPIA.

O técnico de enfermagem deve administrar a dieta aos pacientes impossibilitados de fazê-lo por si próprio. Após anotar no prontuário a aceitação alimentar do paciente.

Deverá também, na ausência do enfermeiro, notificar ao serviço de nutrição e dietética, as admissões e transferências, altas e óbitos de pacientes, bem como as alterações dietéticas prescritas pelo médico.