Mesa de Mayo: Para que serve?


A Mesa de Mayo às vezes chamada de mesa cirúrgica, é uma mesa auxiliar localizada dentro da sala de cirurgia, e em setores de assistência na qual estão dispostos todos os instrumentos cirúrgicos necessários à um procedimento.

Geralmente, o material com o qual a mesa Mayo é construída é aço inoxidável e tem uma superfície plana e uma perna com rodas para que possa ser facilmente movida conforme necessário.

Por que esse nome, Mayo?

A mesa cirúrgica foi inventada pelos irmãos William Mayo e Charles Mayo, filhos do médico William Worrall Mayo, fundador da prestigiosa Mayo Clinic em Minnesota, Estados Unidos.

Os dois irmãos, ambos cirurgiões, substituíram a Clínica Mayo do pai e introduziram várias inovações no campo da cirurgia, sendo a mesa de mayo cirúrgica uma delas.

A Real Finalidade da Mesa de Mayo

É utilizada para colocar todos os instrumentos cirúrgicos de que o cirurgião precisará imediatamente para realizar uma procedimento. Tendo como objetivo ter todo o material cirúrgico em mãos para dar continuidade aos horários específicos da intervenção de acordo com as manobras do cirurgião. Dessa forma, o instrumentador não perde tempo procurando o material que o cirurgião solicita durante a cirurgia.

Em setores assistenciais (enfermarias, UTIs, ambulatórios), a Mesa de Mayo serve para auxiliar procedimentos corriqueiros de enfermagem, como sondagens, cateterismos, até procedimentos julgados pequenos, como traqueostomia, drenagem torácica.

Existem Mesas de Mayos que podem ser utilizados para as refeições, já que se encaixam no leito hospitalar, proporcionando conforto ao paciente.

Onde as Mesas de Mayo são colocadas, durante um procedimento cirúrgico?

Durante a cirurgia, são utilizadas mais duas mesas além da mesa de Mayo: a mesa de rins(mesa de riñón ou mesa circular) e a mesa de instrumentos cirúrgicos.

A localização da mesa do instrumental cirúrgico é de extrema importância para o correto desenvolvimento da cirurgia. Deve ser colocado em um local que permita ao instrumentador visualizar os movimentos e indicações do cirurgião a todo momento.

O instrumentador deve acompanhar o desenvolvimento da cirurgia em todos os momentos e se antecipar às necessidades do cirurgião e de sua equipe, que geralmente se posicionam do lado direito para realizar as intervenções.

A mesa de Mayo, por conter os instrumentos de que o cirurgião vai precisar imediatamente, é colocada sobre o paciente sem entrar em contato com ele, graças ao seu único pé que fica de um lado da mesa.

Como é montado a Mesa de Mayo?

Existem duas técnicas para montar a mesa instrumental de Mayo . Antes de prosseguir, o instrumentador deve usar uma capote e luvas estéreis. Em uma delas, ele usa uma longo campo duplo de tecido, semelhante às usadas em travesseiros, e sobre ela é colocada uma bandeja esterilizada.

A outra opção é colocar uma bandeja que já está dentro da tampa. Para isso, retrai-se da tampa, que vem com uma grande dobra por onde são inseridas as mãos que devem segurar a bandeja, e desliza-a junto à tampa até cobrir a mesa.

Como os instrumentos cirúrgicos são preparados na mesa?

O instrumentador é responsável pela disposição dos instrumentos na mesa auxiliar cirúrgica, devendo fazê-lo levando em consideração a ordem em que serão necessários e os tempos de operação. Para fazer isso, execute uma divisão da tabela de mayo.

  • Metade posterior: nesta parte da mesa, coloque os instrumentos necessários para corte, hemostasia, tração e sutura.
  • Metade anterior: nesta parte, coloque os instrumentos necessários para dissecção e separação.

Afastadores: Instrumento de Exposição


Os afastadores constituem os instrumentos de exposição, uma vez que são utilizados para afastar os tecidos e, consequentemente, expor ao cirurgião os órgãos ou os planos anatômicos do paciente.

Tipos de Afastadores

Afastadores Dinâmicos

Instrumentos nas quais exigem força manual contínua, sendo utilizado para afastar a pele e os músculos superficiais.

  • Afastador de Farabeuf: Usado para afastamento de pele, subcutâneo e músculos em plano superficial;
  • Afastador de Doyen: Utilizado no afastamento para cavidade abdominal.

Afastadores Auto-Estáticos

Por si só conseguem manter as estruturas separadas e imóveis,sendo utilizado em cirurgias neurológicas para o afastamento do couro cabeludo. Em cirurgias que envolvem a coluna, serve para afastar os músculos superficiais.

  • Afastador de Gelpi: Utilizado para afastar tecidos em diversos tipos de cirurgia;
  • Afastador de Balfour: Utilizado para afastar os tecidos moles na região abdominal;
  • Afastador de Finochietto: Utilizado para abrir espaços intercostais.

 

Pinça Cheron

A Pinça Cheron além de ser utilizada para prender compressas de gaze para a assepsia da pele do paciente, tem como finalidade a sua utilização para exames em cavidades estreitas como o endocérvice, retirada de pólipos e exames ginecológicos (colposcopia, biópsias e coleta de material para o exame preventivo do câncer de colo de útero).

Geralmente é encontrado em dois tipos: As Descartáveis (Material Plástico) e Reutilizáveis (Aço Inox).

Características

  • Possui sistema de trava com 4 níveis de travamento;
  • Cabo longo que facilita o alcance em áreas de difícil acesso;
  • Discreto desvio caudal da extremidade proximal e ponta semi aguda;
  • Ponta com serrilha.

 

Lâminas de Bisturis: Tipos e Indicações

A Lâmina de Bisturi trata-se de um instrumento cirúrgico em forma de faca, de lâmina com punho e que fora projetado para fazer cortes em tecidos macios.

As lâminas classificam-se segundo o tamanho do encaixe do cabo, seu formato e aplicabilidade.

Os Tipos de Lâminas (Para cabos número 3 e 3L)

Lâmina nº10

É reta na parte superior e convexa na borda cortante. É utilizada para incisões em pele e músculos.

Lâmina nº11

Possui forma triangular e ponta bastante afiada, sendo utilizada em pequenas incisões e na drenagem de abscessos.

Lâmina nº12

Tem ponta curva cortante na face côncava; é utilizada em procedimentos mucogengivais.

Lâmina nº15

Possui formato pontiagudo em sua extremidade e superfície curva cortante; é utilizada em incisões delicadas em pele, músculos e periósteo.

Para Cabos número 4 e 4L

Lâmina nº20 ao 22

São de tamanho crescente, semelhantes à lâmina 10.

Lâmina nº23

Possui ponta cortante , pontiaguda em formato de folha.

Veja também:

Fios de Suturas: Tipos e Indicações

Fios de Suturas: Tipos e Indicações

Uma sutura, conhecida popularmente como pontos cirúrgicos, é um tipo de ligação usada por cirurgiões, para manter unido pele, músculos, vasos sanguíneos e outros tecidos do corpo humano, após terem sido seccionados por um ferimento ou após uma cirurgia nos ossos, os fios usados na cirurgia ou no local do ferimento, o que podemos chamar de Síntese Cirúrgica.

A Síntese Cirúrgica

Tem como função a aposição das bordas do ferimento, facilitando a cicatrização e o processo de restauração.

Para tanto é necessário o uso de materiais como os fios de sutura, sua agulhas etc. Entende-se por síntese o conjunto de manobras manuais e instrumentais, destinadas a unir os tecidos separados, restituindo sua continuidade anatômica e funcional.

O Diâmetro das Agulhas

O diâmetro das agulhas é um fator importante a ser considerado deve ser comprida o suficiente para abranger os dois lados da incisão:

  • Diâmetro muito grande resulta em maior trauma tecidual;
  • As agulhas que tiverem proporção entre o diâmetro e comprimento superior a 1:8, tendem a quebrar ou entortar facilmente;
  • Formato varia de acordo com o tecido a ser suturado.

Fio de Sutura Ideal

Não existe um material de sutura ideal, porém alguns dos que existem disponíveis possuem excelentes propriedades:

  • Ser confortável ao usar;
  • Ter boa segurança nos nós;
  • Adequada resistência tênsil;
  • Baixa reação tecidual;
  • Não provocar reações alérgicas;
  • Não ser carcinogênico;
  • Não ser eletrolítico.
  • Não provocar nem manter infecção;
  • Deve manter a tensão de estiramento até servir ao seu propósito, mantendo as bordas das feridas aproximadas pelo menos até a fase de proliferação;
  • Ser resistente ao meio no qual atua;
  • Se for absorvível, ter seu tempo de absorção previsível;
  • Se for inabsorvível, que seja encapsulado sem complicações;
  • Não ser capilar e sim monofilamentar;
  • Baixo custo.

Fios de Sutura Absorvíveis

Os fios de sutura absorvíveis vão perdendo gradualmente sua resistência até serem hidrolisados ou fagocitados e são utilizados para suturas invasivas.

São eles:

De Origem Orgânico ou Natural

  •  Categute simples
    • Tempo de absorção: 7 – 10 dias;
    • Reação com o tecido: Grande;
    • Uso: Ligar vasos hemorrágicos, anastomoses intestinais e fechamento de plano subcutâneo;
    • Características: Sintético, trançado e maior incidência de infecções.
  • Categute cromado
    • Tempo de absorção: 21 – 28 dias;
    • Reação com o tecido: Grande;
    • Uso: Igual ao simples;
    • Características: Obtido de intestino de boi ou carneiro e tratado com cromo.

De Origem Sintética

  • Ácido poligalático (Vycril)
    • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
    • Reação com o tecido: Mínima;
    • Uso: Fechar aponeuroses e subcutâneo;
    • Características: Fio sintético, trançado e maior chance de infecções.
  •  Polidiaxona (PDS)
    • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
    • Reação com o tecido: Mínima;
    • Uso: Anastomoses intestinais e urológicas; os mais calibrosos podem ser utilizados em aponeuroses. Uso permitido em presença de infecção;
    • Características: Monofilamentar, incolor ou violeta e de difícil manejo pela rigidez.

Fios de Sutura Inabsorvíveis

Os fios de sutura não absorvíveis se mantém no tecido onde foram colocados e são utilizados para suturas externas.

De Origem Orgânico ou Natural

  • Seda
    • Mantém tensão por aproximadamente 1 ano;
    • Reação com o tecido: Baixa;
    • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
    • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.
  • Algodão
    • De 6 meses a 2 anos, mantendo boa tensão;
    • Reação com o tecido: Baixa;
    • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
    • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.

De Origem Sintética

  • Nylon
    • Degradação em 2 anos aproximadamente;
    • Reação com o tecido: Mínima;
    • Uso: Suturas dérmicas;
    • Características: Mono ou polifilamentar. Pode ser preto, verde ou branco.
  • Polipropileno (Prolene)
    • Mantém-se por tempo indefinido, mantém tensão por anos;
    • Reação com o tecido: Mínima;
    • Uso: Intradérmico, fáscia e microvascular;
    • Características: Monofilamentar. Pode ser utilizado em contaminação ou infecção. Incolor ou azul.

Diâmetro dos Fios de Sutura

O diâmetro do fio é determinado em milímetros e expresso em zeros. Quanto menor o calibre do fio, maior o número de zeros.

Menor calibre: n° 12-0 (diâmetro de 0,001 a 0,01 mm).

Maior calibre: n° 3 (diâmetro de 0,60 a 0,80 mm).

Ordem dos Diâmetros

12-0, 11-0, 10-0, 9-0, 8-0, 7-0, 6-0, 5-0, 4-0, 3-0, 2-0, 0, 1, 2, 3.

Usam-se fios mais finos em tecidos mais delicados e em locais sem tensão e fios mais grossos em tecidos mais grosseiros ou em tecidos com mais tensão.

Eis alguns exemplos dos fios com diâmetros mais utilizados:

  • Fio 6-0: Mais fino. Utilizado em face e áreas com importância estética;
  • Fio 5-0: Utilizado em suturas da mão e dedos;
  • Fio 4-0: Utilizados para reparo de extremidades proximais e tronco;
  • Fio 3-0: Fio de grande calibre, utilizado para planta do pé e escalpo;
  • Fio 2-0: Couro cabeludo.

Acrescentando, os fios de sutura finos 6-0 a 4-0 são indicados para uso em cirurgias plásticas, microcirurgias, reconstruções de estruturas finas, suturas de pele e cirurgias vasculares.

Já os fios de sutura intermediários, entre 3-0 a 1-0 são usados em cirurgias abdominais e ginecológicas. Fios grossos, de 1 a 3, são utilizados em cirurgias abdominais ou torácicas sobre regiões de grande tensão, músculos, entre outros.

Referências

  1. GOFFI, Fabio Schmidt, 1922 -Técnica Cirúrgica -Bases Anatômicas, Fisiopatológicas e Técnicas da Cirurgia – 4 ed. 2001.
  2. HOCHBERG J., MEYER K. M., MARION M. D. Suture choice and methods of skin closure. Surg. Clin. N. Am. 89; 627 a 641, 2009.
  3. MAGALHÃES, Helio Pereira de, 1938 -Técnica cirúrgica e cirurgia experimental/ Helio Pereira de Magalhães. São Paulo: Sarvier, 1996.
  4. SARDENBERG T., MULLER S. S. , SILVARES P. R. A., MENDONÇA A. B., MORAES R. R. L. Avaliação das propriedades mecânicas e dimensões de fios de sutura utilizados em cirurgias ortopédicas. Acta. Ortop. Bras. 11 (2), Abr./Jun., 2003.

Pinça Carretel (Ou de Ordenha)

Pinça Carretel

Instrumentação Cirúrgica

O que é?

É  uma atividade de enfermagem, não sendo entretanto, ato privativo da mesma, e que o profissional de enfermagem, atuando como instrumentador cirúrgico, por força de lei, subordina-se exclusivamente, ao responsável técnico pela unidade. (Resolução nº 214/1998 do COFEN).

Tipos de Cirurgia

1.Diagnósticos : No caso de biópsia ou de uma laparotomia

2.Curativas: Remover tumoração ou removido um apêndice inflamado

3.Reparadora : Múltiplos ferimentos que precisam ser reparadoras.

4.Reconstrutora :No caso de mamoplastia ou plástica de face.

5.Paliativa : Quando precisa ser aliviada alguma dor que envolva procedimento cirúrgico.

Ex: Tubo de Gastronomia é inserido para acompanhar a capacidade de deglutir alimentos.

TEMPOS CIRÚRGICOS OU OPERATÓRIOS

São procedimentos ou manobras consecutivas realizadas pelo cirurgião, desde o início até o término da cirurgia. De um modo geral as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro tempos básicos.
1 ) DIÉRESE
2) HEMOSTASIA
3) CIRURGIA PROPRIAMENTE DITA
4) SÍNTESE
Obs: Algumas vezes apenas um tempo cirúrgico pode estar presente, como por exemplo, na abertura de um abscesso ou na sutura de um corte ocasionado acidentalmente.

1) Diérese : (Dividir, cortar, separar) Separação dos planos anatômicos ou tecidos para possibilitar a abordagem de um órgão ou região (cavitária ou superfície), é o rompimento da continuidade dos tecidos.

Pode ser classificada em:

-Mecânica (instrumentos cortantes)
– Física (recursos especiais)

Mecânica pode ser:

-Punção – Drenar coleções de líquidos ou coletar fragmentos de tecidos, (agulhas, trocaters)
– Secção – Dividir ou cortar tecidos com uso de material cortante (bisturi, tesouras, lâminas) = Segmentação de tecidos
– Divulsão – Afastamento dos tecidos nos planos anatômicos sem cortá-los (afastadores, tesouras com ponta romba)
– Curetagem – Raspagem da superfície do órgão (cureta)
– Dilatação – Processo para se aumentar o diâmetro de estruturas físicas anatômicas (dilatadores específicos)
– Descolamento – Separação dos tecidos de um espaço anatômico (pinças descoladoras, descoladores específicos)

Física pode ser:

– Térmica – Realizada com uso do calor, cuja fonte é a energia elétrica (bisturi elétrico)
– Crioterapia – Resfriamento brusco e intenso da área a ser realizada a cirurgia (nitrogênio líquido)
-Laser – realiza-se por meio de um feixe de radiação, ondas luminosas de raios infravermelhos concentrados e de alta potência. Há vários sistemas laser, mas, o mais utilizado na cirurgia é o laser de CO2, que pode ser facilmente absorvido pela água existente no tecido humano.

2) HEMOSTASIA: (hemo=sangue; stasis=deter) – Processo pelo qual se previne, detém ou impede o sangramento. Pode ser feito por meio de:

– Pinçamento de vasos
– Ligadura de vasos
-Eletrocoagulação
-Compressão
-Hemostasia prévia, preventiva ou pré-operatória:
Medicamentosa = baseada nos exames laboratoriais
Cirúrgica = interromper em caráter provisório o fluxo de sangue para a ferida cirúrgica para prevenir ou diminuir a perda sanguínea (garrote pneumático, faixa de smarch)
– Hemostasia temporária – Feita durante a intervenção cirúrgica para deter ou impedir temporariamente o fluxo de sangue no local da cirurgia (compressão por instrumentais – pinças, aplicação de medicações, uso de hemostáticos)
– Hemostasia definitiva – Obliteração do vaso sanguíneo em caráter permanente (sutura, bisturi – eletrocoagulação, laqueadura, uso de hemostáticos)

3) Cirurgia propriamente dita ou Exérese – Tempo cirúrgico fundamental, onde efetivamente é realizado o tratamento cirúrgico – momento em que o cirurgião realiza a intervenção cirúrgica no órgão ou tecido desejado, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da intercorrência, reconstituindo a área, procurando deixá-la da forma mais fisiológica possível.

4) Síntese cirúrgica (junção, união) – aproximar ou coaptar bordas de uma lesão, com a finalidade de estabelecer a contigüidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos. O resultado da síntese será mais fisiológico quanto mais anatômica for a dierese (separação). Pode ser classificada em:

I) Cruenta : Coaptação, aproximação, união dos tecidos realizada por meio de sutura permanente ou removível. São utilizados instrumentos apropriados : agulhas de sutura, fios de sutura etc…
II) Incruenta : Aproximação dos tecidos, a união das bordas, é feita por meio de gesso, adesivo ou atadura.
III) Imediata : Coaptação ou união das bordas da incisão é feita imediatamente após o término da cirurgia.
IV) Mediata : Aproximação dos tecidos, das bordas é feita após algum tempo de incisão ( algum tempo depois da lesão).
V) Completa : Coaptação, aproximação, união dos tecidos é feita em toda a dimensão/extensão da incisão cirúrgica.
VI) Incompleta : Aproximação dos tecidos não ocorre em toda a extensão da lesão, mantem-se uma pequena abertura para a colocação de um dreno.

O processo mais comum de síntese é a sutura que pode ser:
– Temporária – quando há necessidade de remover os fios cirúrgicos da ferida após fechamento ou aderência dos bordos desta.
– Definitiva ou permanente – quando os fios cirúrgicos não precisam ser removidos, pois, permanecem encapsulados no interior dos tecidos.

 

Classificação do Instrumental Cirúrgico:

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Intrumentos de Diérese
O Bisturi é um instrumento pérfuro-cortante, utilizado para perfurar e cortar. O de lâmina fixa (fig 21.1) caiu em completo desuso. O de lâmina móvel (fig 21.2)emprega lâminas descartáveis que são trocadas sempre que necessário.
As tesouras são classificadas quanto à forma das lâminas. A tesoura reta (fig 21.3) é usada para sítense, como corte de fios e não para diérese. A tesoura curva(fig 21.4) é um instrumento de diérese amplamente usada, especialmente em dissecções, porém é mais traumática que o bisturi, assim deve ser evitada em tecidos delicados.
Instrumentos de Hemostasia
As pinças hemostáticas curvas (pinça Kelly curva) são mais versáteis e seu fomato facilita o pinçamento e ligadura de vasos com menor risco d lesão nos tecidos adjacentes.
As pinças hemostáticas retas (pinça Kelly reta) além de serem usadas na hemostasia, também são utilizadas para o pinçamento de fios cirúrgicos.
pinça mixter facilita o reparo e a ligadura de vasos de acesso mais difícil, como nas cavidades.
 As pinças intestinais permitem maior aderência às alças intestinais que são delicadas e lisas, sem lesá-las e sem deixar escapar seu conteúdo.
pinça De Bakey é comumente usada em cirurgia vascular periférica.
Intrumentos de Sítense
porta-agulha de Hegar é empunhado (manuseado) como as pinças hemostáticas e as tesouras.
porta-agulha de Mathieu é empunhado (manuseado) com toda a mão envolvendo sua haste.
Intrumentos de Preensão
pinça de Backaus é usada para prender campos os cirúrgicos e outros instrumentos.
pinça anatômica (fig 21.36) é um instrumento delicado utilizado para segurar tecidos delicados no ato da dissecção. A pinça dente-de-rato (fig 21.37) é utilizada para segurar a pele e os dentes evitam que a pele escape da pinça.
pinça de Allis é usada para preensão de vários tecidos, principalmente os delicados e escorregadios.
pinça de Durval (fig 21.39) e a pinça de coração (fig 21.40) são usadas para preensão de vísceras.
pinça de Pozzi é usada para segurar o colo ou corpo uterino.
pinça de Desjardins é utilizada, em especial, na preensão da vesícula biliar.
 
Instrumentos Auxiliares
O Afastador de Farabeuf (fig 21.43) e o Afastador de Volkmann (fig 21.44) são utilizados em pequenas aberturas ou como auxiliares de grande laparotomias.
Os afastadores de Doyen são úteis na exposição do campo operatório e necessita de tração manual constante.

Funções do instrumentador

  • conferir os materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico;
  • paramentar-se, de acordo com técnica asséptica, cerca de 15 minutos antes do início da cirurgia;
  • conhecer os instrumentos cirúrgicos por seus nomes e colocá-los sobre a mesa, de acordo com sua utilização nos tempos cirúrgicos;
  • preparar agulhas e fios adequados a cada tempo; auxiliar cirurgião e assistentes na paramentação;
  • auxiliar na colocação dos campos operatórios;
  • prever e solicitar material complementar ao circulante de sala;
  • responsabilizar-se pela assepsia, limpeza e acomodação ordenada e metódica dos instrumentais, desde o início até o fim da operação;
  • entregar o instrumento com presteza, de acordo com sinal manual ou pedido verbal da equipe;
  • sincronizar tempos e ações manuais com o cirurgião e o assistente;
  • desprezar o material contaminado;
  • observar e controlar para que nenhum material permaneça no campo operatório;
  • auxiliar no curativo e no encaminhamento do paciente à devida unidade;
  • conferir o material após o uso;
  • retirar o material da SO e encaminhá-lo à CME.

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Projeto de Lei 642/2007: Dispõe sobre a regulamentação da profissão do instrumentador Estabelece que o exercício da profissão é privativo daqueles que tenham concluído curso de Instrumentação Cirúrgica, ministrado no Brasil, por escola oficial ou reconhecida pelo governo federal; ou no exterior, desde que o diploma seja revalidado no Brasil. Também podem exercer a atividade aqueles que já atuam na Profissão há pelo menos dois anos, contados da data em que a lei entrar em vigor.

Conselho Federal de Enfermagem (COFEN – Resolução 214/98) * Instrumentação Cirúrgica → atividade de enfermagem, não sendo ato privativo do enfermeiro * Profissional de enfermagem, atuando como instrumentador cirúrgico, subordina-se diretamente ao enfermeiro da unidade (COREN – SP).

Cuidados Pré-Operatórios :

Cuidados realizados antes da cirurgia antes da cirurgia, o paciente deve ser internado com antecedência.

1.Observar o estado do paciente , se tem secreção , se está com tosse , ou sinal de infecção, no caso de contactar o enfermeiro ou o Médico;

2.Pedir ao paciente que deixe de fumar nos dias anteriores da cirurgia , explicar o efeito que causa nas vias respiratórias , é possível de infecção;

3.Observar o surgimento de febre ou qualquer alteração dos sinais vitais

4.Orientar o paciente a realizar exercícios respiratórios para aumentar a ventilação , isso ajudanos cuidados pós-cirúrgicos, após recuperar da anestesia.

5.Coletar e encaminhar exames laboratoriais

6.Acompanhar o paciente quando forem fazer exames tais como Radiografia ou Eletrocardiogramas;

7.Observar a atitude do paciente , no caso de estar abatido, ou em estado de agitação informar ao Enfermeiro ou ao Médico;

8.Orientar o acompanhante ,isso contribui para que fique mais tranqüilo e relaxado

9.Anotar no prontuário qualquer anormalidade

Cuidados Pré-Operatórios Imediatos:

São os cuidados realizados doze horas de antecedência da Cirurgia

1.Jejum por doze horas antes cirurgia , o cartaz ,deverá ser colocado visível indicando o jejum;

2.Banho na noite anterior , ou pela manhã

3.Clister na noite anterior

4.Ministrar medicamento Pré- Operatório

5.Colher amostra de sangue e urina para controlar evolução dos procedimentos cirúrgicos realizados no paciente

6.Retirar próteses não fixas , óculos ,jóias , adornos ,guardando-os de maneira adequada e indicando a localização dos pacientes e de seus familiares

7.Caso o paciente use lente , orientar limpeza , caso não traga orientar limpeza com S.F ,indicando qual corresponde ao olho D e E;

8.Necessidade Espiritual devemos atender conforme o pedido do paciente

9.Preparo da pele com tricomia do local a ser operado e limpeza com antiséptico em região definida;

Tricotomia

1.Material :

Aparelhos descartáveis, água morna com sabão esponja, a região ser depilada toalha para secar, e toalha grande para evitar que se molhe a cama;

Primeiramente ensaboar a região e em seguida passar o aparelho no sentido contrário do pelo, pelôs longos, corta-se primeiramente com a tesoura.

Verificar arranhão na pele

Limpeza com anti-séptica em geral iodo , deixar agire depois agir e depois cobrir com campo estéril

14.Transoperatórios :

Durante a cirurgia os membros da Equipe que já se escovaram deverão manusear apenas os objetos esterilizados

A pele do paciente deverá ser meticulosamente limpa , o restante do corpo deverá ser coberta por lençóis estéries e permanece estéries ;

Os artigos estéries não utilizados devem ser descartados ou reesterelizados