Focos de Ausculta Cardíacos

Ausculta Cardíaca

Os Focos de Ausculta Cardíacos na Enfermagem fazem parte do Exame Físico feitos pelo Enfermeiro, nas quais eles utilizam técnicas de inspeção, palpação, percussão e ausculta, verificando a localização do coração e na inspeção eles conseguem identificar através dos focos as bulhas, o ritmo e frequência; juntamente as possíveis alterações que ocasionam as patologias.

Para entender o funcionamento das valvas e os focos, é necessário entender da fisiologia e compreender que o ciclo cardíaco é de fundamental importância para saber as repercussões hemodinâmicas e clínicas de um paciente.

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Glicemia Pós-Prandial: Aquele sono após uma refeição!

Glicemia

Quem nunca sentiu aquele sono tão gostoso após ter feito uma grande refeição, principalmente após o almoço?

Isso tem nome! E é conhecido como Glicemia Pós-Prandial ou popularmente “Sono Pós Prandial”.

Como acontece?

Primeiro, devemos entender que o sangue conduz o oxigênio para o organismo e que o cérebro precisa de muito oxigênio para funcionar. Contudo, após comermos, o sangue aumenta a quantidade do nutriente enviada ao aparelho digestivo e, por consequência, diminui a oferta para o cérebro, o que força a diminuição da sua atividade.

Em palavras mais técnicas, quando começa a digestão, o estômago captura água e gás carbônico no organismo para formar o ácido carbônico.

Esse ácido reage com outro, o ácido clorídrico, e forma o suco gástrico, que digere os alimentos. Da reação entre os ácidos, sobra uma substância chamada bicarbonato, que é absorvida pelo sangue e o torna menos ácido.

Quando o sangue alcalinizado irriga o sistema nervoso central, provoca a diminuição da atividade das regiões responsáveis pela vigília e pela contração muscular, causando aquele sono descontrolável após uma refeição bem feita.

Além disso, durante a digestão uma quantidade maior de sangue se dirige para o estômago e os intestinos para ajudar no processo. O sistema nervoso central passa, então, a ser menos irrigado e, portanto, diminui sua atividade porque dispõe de menos oxigênio.

A própria produção do suco gástrico que faz parte do processo de digestão dos alimentos acaba gerando uma grande quantidade de bicarbonato de sódio, substância que causa no sangue o que se chama de alcalose metabólica, conhecida como maré alcalina pós-prandial (pós-refeições).

Esse processo também faz com que o cérebro diminua a atividade de alerta. Outro fator é que durante as refeições, principalmente as ricas em açúcares de fácil absorção (como os doces e as farinhas), a concentração de glicose sobe no sangue, o que leva a diminuir ainda mais o estado de alerta do cérebro.

Isso é normal?

A maioria dos animais sente sono após as refeições, principalmente aquelas mais pesadas, ou seja, essa reação é normal do organismo. Ele afirma ainda que um cochilo após as refeições é sempre bem vindo, pois 15 ou 20 minutos de sono podem ajudar a pessoa a recuperar as energias.

Contudo, que há um certo minuto de que o cochilo depois do almoço ajuda a memória. A memória é fixada nas fazes profundas do sono que só ocorrem após pelo menos uma hora dormindo. Na verdade, isso pode não ocorrer mesmo em um sono de longa duração.

Os Níveis Normais Vs. Níveis Pós Prandial

As concentrações de glicemia em jejum (8 a 10h) variam geralmente entre 70 e 110 mg/dl (5 a 6mmol/L). Após um refeição rica em carboidratos (ex.: pão, arroz, batata, milho, mandioca…) a glicemia sobe até chegar a um máximo, em uma pessoa saudável, de 140mg/dl. Depois segue diminuindo por 2 a 3h até voltar aos valores de prévios. A absorção de carboidratos continua por mais de 5 a 6h.

Como são interpretados os Sons de KorotKoff?

Korotkoff

A cada segundo, ao redor do mundo, alguém mede a pressão arterial (PA) sistólica e diastólica através do método auscultatório de Korotkoff

Quem era o Korotkoff?

Nikolai Sergeevich Korotkoff (1874-1920), um jovem cirurgião do exército russo, trabalhando em condições precárias sobas dificuldades de diversas guerras, fez sua incrível façanha usando o bracelete de Riva-Rocci e um estetoscópio pediátrico.

Korotkoff não era um pesquisador da PA e sua principal preocupação, como cirurgião de guerra, era saber se o suprimento de sangue colateral não havia diminuído, de modo a resolver se uma artéria ferida podia ser firmemente ligada quando uma amputação era provável.

Ele sabia que o início do pulso palpável era a PA sistólica e raciocinou que o momento de desaparecimento do som sinalizava o início do fluxo laminar e, por conseguinte, do relaxamento da parede arterial.

Ele então propôs que a PA diastólica podia ser estimada através do desaparecimento de todos os sons.

Entendendo melhor. Como ele definiu este método?

O método auscultatório é o procedimento mais comum para verificar as medidas da PA. Esse método utiliza um estetoscópio e um aparelho denominado esfigmomanômetro, composto por um manguito inflável de braço conectado a um marcador aneróide (ponteiro).

A medida ocorre através da oclusão arterial pela inflação do manguito, correlacionando a ausculta dos batimentos cardíacos com o valor registrado na coluna de mercúrio ou pelo ponteiro. Os sons ouvidos durante o procedimento de medida são denominados ruídos de Korotkoff, sendo classificados em cinco fases:

Fases dos sons de Korotkoff Característica e significado
Fase 1 Primeira aparição de ruídos rítmicos, de forma clara e repetitiva, coincidindo aproximadamente com a identificação do pulso palpável. Corresponde ao valor da pressão sistólica.
Fase 2 Os ruídos são mais leves e longos, com a qualidade de um murmúrio intermitente.
Fase 3 Os ruídos tornam-se novamente firmes e altos.
Fase 4 Ruídos abafados, pouco distintos e leves, pode corresponder ao valor da pressão diastólica, para casos de pacientes com histórico prévio de doenças de base que podem afetar o valor da pressão arterial final.
Fase 5 O som desaparece completamente, indica o valor da pressão diastólica.

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