Que Medicamento é Esse?: Hepa-Merz

O Hepa-Merz é um medicamento hepatoprotetor, um aminoácido, indicado no tratamento de hiperamonemia produzida por doenças hepáticas agudas e crônicas, como por exemplo: cirrose hepática, esteatose hepática, hepatite, especialmente para a terapia de transtornos mentais incipientes (pré-coma) ou complicações neurológicas (encefalopatia hepática).

Como Funciona?

Age de forma favorável nas sequelas das hepatopatias agudas e crônicas, sendo especialmente eficaz nos casos de doenças hepáticas graves. L-ornitina-L-aspartato exerce sua ação nos ciclos metabólicos do fígado, particularmente no ciclo da ureia, diminuindo rapidamente os níveis sanguíneos elevados de amônia. A capacidade de detoxificação, particularmente do ciclo da ureia, é aumentado e o balanço energético é melhorado

Os Efeitos Colaterais

  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): transtornos gastrintestinais como náuseas (enjoo), dor de estômago, vômitos, flatulência (gases) e diarreia. Esses transtornos geralmente não requerem descontinuação do tratamento e desaparecem com a redução da dose.
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor nos membros (braços e pernas).

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência renal grave (diminuição da função dos rins).

Exclusivo Granulado

Não deve ser utilizado por pacientes que tenham alergia a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Via Endovenosa: Deve ser administrado em veia de grosso calibre;
  • Monitorar o gotejamento através de bomba de infusão;
  • VO: O Conteúdo de 1 envelope, 1/2 vezes ao dia, como as refeições, e bastante líquido.

Que Medicamento é Esse?: Remifentanila

O Cloridrato de Remifentanila, popularmente conhecido como “Ultiva”, é indicado como agente analgésico na indução e/ou manutenção da anestesia geral durante procedimentos cirúrgicos, entre eles a cirurgia cardíaca. É indicado também na continuação da analgesia durante o período pós-operatório imediato, sob estrito controle, e durante a transição para a analgesia de longa duração.

Também é indicado para promover analgesia e sedação em pacientes ventilados mecanicamente em unidade de terapia intensiva.

Como Funciona?

Ele apresenta como substância ativa a remifentanila, que pertence a um grupo de medicamentos chamados de agonistas opioides. Esses medicamentos são capazes de promover anestesia, assim como alívio da dor e sedação, durante as cirurgias. A remifentanila tem início de ação rápido, e seu efeito é curto.

Os Efeitos Colaterais

  • CARDIOVASCULAR: diminuição dos batimentos do coração; pressão baixa;
  • GASTRINTESTINAL: náusea; vômito;
  • MUSCULOESQUELÉTICO: rigidez muscular;
  • RESPIRATÓRIO: depressão respiratória;
  • SISTEMA NERVOSO CENTRAL: dor de cabeça; tremor; tontura.

Quando é Contraindicado?

Como a glicina é utilizada em sua formulação, não se deve administrar o Remifentanil por via epidural nem intratecal.

Também é contraindicado para pacientes com reconhecida hipersensibilidade a qualquer componente da formulação ou a outro análogo de fentanil.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Deve ser reconstituída com 2 ml de diluente cada frasco;
  • Monitorar: sinais vitais e oxigenação durante a administração;
  • Pacientes submetidos a cirurgias devem receber outro analgésico antes da interrupção da administração da Remifentanila, devido ao seu curto período de ação
  • A Remifentanila não deve ser utilizada isoladamente na indução de anestesia (risco elevado de apneia, rigidez muscular e taquicardia);
  • Atentar ao uso concomitante: Pode ter efeitos sinérgicos com anestésicos (ex: isoflurano, propofol, tiopental); midazolam.

     

Que Medicamento é Esse?: Aminofilina

A Aminofilina é um fármaco utilizado pela medicina como broncodilatador, que deriva-se do teofilinato de etilenodiamina.

Como Funciona?

Aminofilina causa dilatação dos brônquios e dos vasos pulmonares através do relaxamento da musculatura lisa.

Dilata também as artérias coronárias e aumenta o débito cardíaco e a diurese.

Aminofilina exerce efeito estimulante sobre o SNC e a musculatura esquelética.

Os Efeitos Colaterais

  • Sistema imunológico: reações de hipersensibilidade;
  • Cardiovascular: taquicardia, palpitações, extrassístoles, hipotensão, arritmia atrial e ventricular, vasoconstrição periférica;
  • Nervoso central: dor de cabeça, insônia, confusão, irritabilidade, vertigem, hiperexcitabilidade reflexa, tremor, ansiedade, convulsão;
  • Distúrbios dos olhos: distúrbios visuais;
  • Sistema gastrintestinal: náusea, vômito, dor epigástrica, cólica abdominal, anorexia, diarreia, refluxo gastroesofágico, sangramento gastrintestinal, hematêmese;
  • Geniturinário: albuminúria, frequência urinária aumentada;
  • Sistema respiratório: taquipneia;
  • Outros: febre.

Quando é Contraindicado?

Está contraindicada em pacientes com gastrite ativa; úlcera péptica ativa ou história de úlcera péptica; hipersensibilidade conhecida à Aminofilina ou teofilina ou a qualquer outro componente da formulação.

Os Cuidados de Enfermagem

  • O paciente deverá receber hidratação adequada durante a terapia;
  • Recomende ao paciente que evite o tabagismo, a ingestão de cafeinados, ou uso de quaisquer outras drogas ou medicações sem o conhecimento médico durante a terapia;
  • Antes de administrar mantenha o diazepam prontamente disponível;
  • Durante a terapia monitore a frequência respiratória e cardíaca, possível desenvolvimento de reação adversa, resposta clínica, a tolerância e a função pulmonar.

Que Medicamento é Esse?: Tiocolquicósido

O Coltrax é um relaxante muscular que tem como princípio ativo o tiocolchicosídeo. Essa substância é indicada para o alivio a curto prazo e no tratamento de dores musculares da coluna, decorrentes de contraturas.

Como Funciona?

O tiocolchicosídeo, substância ativa de Coltrax, é uma substância derivada do enxofre, proveniente da colchicina, um alcaloide extraído de plantas. Atua no organismo como relaxante muscular, tanto em seres humanos como em animais. O tiocolchicosídeo promove uma perda gradual ou eliminação considerável da contração que leva a rigidez muscular, diminui a resistência do músculo e reduz ou elimina o aparecimento da contratura residual.

A sua ação relaxante muscular manifesta-se igualmente sobre os músculos dos órgãos internos do corpo – principalmente sobre o útero. Por outro lado, o tiocolchicosídeo não altera os movimentos voluntários, não provoca paralisia e, portanto, não apresenta risco sobre a musculatura e movimentos respiratórios.

Coltrax não tem ação no sistema cardiovascular.

Os Efeitos Colaterais

Os principais efeitos colaterais do Tiocolquicosido incluem urticária na pele, inchaço no local da injeçao, sonolência, diarreia, dor no estômago, náuseas, vômitos ou desmaio.

Quando é Contraindicado?

Coltrax é contraindicado em pacientes que apresentam alergia ao tiocolchicosídeo ou a qualquer componente da fórmula.

Coltrax não deve ser utilizado durante a gravidez e amamentação e aos pacientes que apresentam alergia conhecida à colchicina.

Coltrax não deve ser utilizado por mulheres em idade fértil (com potencial para engravidar) que não estejam utilizando métodos contraceptivos eficazes.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas durante todo o período da gestação ou por mulheres que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Este medicamento é contraindicado para menores de 16 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico. que o paciente alcance melhora.
  • No caso de gravidez (confirmada ou suspeita),ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Recomende que o paciente mude de posição que se levante da cama ou de cadeiras lentamente, para evitar hipotensão postural, durante a terapia e que, aos primeiros sinais de queda da PA (náusea, tontura, sudorese, sensação de debilidade), sente-se ou deite-se imediatamente até o desaparecimento desses sintomas. O paciente também deverá ser especialmente cuidadoso ao subir ou descer escadas, ao atravessar ruas e durante o banho. Consumo de álcool, permanência de pé durante longos períodos, prática de exercícios e temperaturas quentes também podem aumentar a hipotensão postural.
  • Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • VO: a medicação deverá ser administrada com um pouco de líquido pela manhã; quando for necessária uma ação mais rápida, use a forma IV.
  • IM ou IV: administre profundamente (IM) na glútea; administre lentamente (IV); ambas as vias de administração podem ser utilizadas simultânea ou  alternadamente, conforme prescrição médica.

Que Medicamento é Esse?: Meropenem

Meropenem

O Meropenem, popularmente conhecido como Meronem,  é indicado para o tratamento das seguintes infecções em adultos e crianças, causadas por uma única ou múltiplas bactérias sensíveis e como tratamento empírico antes da identificação do micro-organismo causador:

  • Infecções do trato respiratório inferior;
  • Infecções urinárias, incluindo infecções complicadas;
  • Infecções intra-abdominais;
  • Infecções ginecológicas, incluindo infecções pós-parto;
  • Infecções de pele e anexos;
  • Meningite (inflamação das membranas do cérebro ou da medula espinhal);
  • Septicemia (doença sistêmica causada pela propagação de micro-organismos e suas toxinas através do sangue);
  • Tratamento empírico, incluindo monoterapia inicial para infecções presumidamente bacterianas, em pacientes neutropênicos (com baixo número de neutrófilos no sangue);
  • Infecções polimicrobianas (causadas por vários micro-organismos): devido ao seu amplo espectro de atividade bactericida contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, aeróbias e anaeróbias, meropeném é eficaz para o tratamento de infecções polimicrobianas;
  • Fibrose cística: meropeném intravenoso tem sido utilizado eficazmente em pacientes com fibrose cística e infecções crônicas do trato respiratório inferior, tanto como monoterapia, quanto em associação com outros agentes antibacterianos.

Como Funciona?

O Meropenem é um antibiótico carbapenêmico para uso parenteral (administrado por via injetável), onde exerce sua ação bactericida através da interferência com a síntese da parede celular bacteriana.

A facilidade com que penetra nas células bacterianas, seu alto nível de estabilidade a maioria das serinas betalactamases e sua notável afinidade pelas múltiplas proteínas ligantes de penicilina (PBPs) explicam a potente atividade bactericida contra um amplo espectro de bactérias aeróbicas e anaeróbicas.

Os Efeitos Colaterais

Raramente podem ocorrer reações alérgicas, mas ocasionalmente podem ocorrer alterações no sangue.

Se há o aparecimento de reações desagradáveis tais como: náusea, vômito, diarreia, erupção cutânea, coceira, dor de cabeça, formigamento, inflamação no local da injeção e infecções por fungos na boca ou na vagina no paciente, informe ao médico imediatamente.

Quando é Contraindicado?

Meropenem é contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida ao meropeném ou a qualquer componente da formulação.

E não é recomendado para crianças com idade inferior a 3 meses.

Os Cuidados de Enfermagem

    • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento  não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
    • Anteriormente ao início do tratamento o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica), como também se tem ou já teve outros problemas de saúde e reação alérgica a qualquer medicamento.
    • A medicação não deve ser usada em crianças <3 meses nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo renal (maior risco de trombocitopenia e convulsões; se CCr < 50ml/min, recomenda-se reduzir a dose) e antecedentes de convulsões, lesões cerebrais ou meningites.
    • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de superinfecção (Iíngua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarréia ou fezes fétidas) e alergia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado.
    • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento da cirurgia.
    • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
    • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!

Que Medicamento é Esse?: Dipirona

Que Medicamento é Esse?: Dipirona

O Dipirona, é um antitérmico, indicado para aliviar a dor e para baixar a febre.

Como Funciona?

dipirona é um antitérmico e analgésico de origem não-narcótica que tem ação central e periférica combinadas. É usada para combater dor e febre. Em geral, os comprimidos produzem efeitos analgésicos e antipiréticos em 30 a 60 minutos – e eles duram aproximadamente 4 horas.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alergia com coceira, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço ou falta de ar, alterações no batimento cardíaco e nos valores do exame de sangue, podendo aparecer anemia.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em crianças com menos de 3 meses ou pesando menos de 5 kg, mulheres grávidas ou que estejam a amamentar e pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula.

Não deve ser usado caso exista alterações no funcionamento da medula óssea, problema respiratórios ou rinite alérgica, porfiria hepática e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A Medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observados geralmente em 30min. após a administração.
  • A medicação não deve ser usada em crianças < 3 meses de idade ou < 5kg de peso corporal nem a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes diabéticos não devem receber a forma solução oral porque contém açúcar.
  • Informe ao paciente (ou ao seu responsável) as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente desconforto respiratório, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura.
  • Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem o estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresentá-las independentemente da dose.
  • Durante a terapia, avalie: 1. os sinais vitais; 2. a função cardíaca (disrritmias, aumento da freqüência cardíaca, palpitações); 3. a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no caso de superdosagem; 4. a função respiratória (crises de asma principalmente em pacientes predispostos a tal condição; 5. as reações de hipersensibilidade, como: 5.1. choque e discrasias sangüíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais, embora bastante raras, sempre representam um quadro muito grave; 5.2. na pele (urticária), conjuntiva ou mucosa nasofaríngea as quais, muito raramente, progridem para reações cutâneas bolhosas, algumas vezes, até com de vida, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell); na presença de tais reações cutâneas, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; 6. rigorosamente os pacientes com história de reação de hipersensibilidade a outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir  de maior risco e apresentar efeitos colaterais intensos, até mesmo choque; nesse caso, suspenda imediatamente o tratamento e adote as providências médicas adequadas, como: 6.1. coloque o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres; 6.2. dilua 1ml de epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a seguir, uma dose alta de glicocorticóide; 6.3. conforme necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, albumina ou soluções eletrolíticas).
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • Endovenosa: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na mesma seringa.

Que Medicamento é Esse?: Enoxaparina Sódica

Enoxaparina Sódica

A Enoxaparina Sódica, também conhecida pelos seus nomes comerciais ClexaneEndocris, Enoxalow, Versa e Cutenox, é um fármaco do grupo dos anticoagulantes utilizado principalmente no tratamento de isquemias e infarto do miocárdio.

Além disso, este fármaco também pode ser usado na prevenção da formação de trombo na circulação extracorpórea durante a hemodiálise, e para profilaxia de TVP.

Como Funciona?

Ela diminui o risco de desenvolvimento de uma trombose Venosa Profunda e sua consequência mais grave, a embolia pulmonar. Também previne e trata estas duas patologias, evitando a sua progressão ou recorrência, além de tratar angina instável e o Infarto do Miocárdio.

A duração do tratamento com este fármaco pode variar de um indivíduo para o outro.

A máxima atividade anti-Xa (antitrombótica) média no sangue é observada 3 a 5 horas após a administração subcutânea.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são manifestações hemorrágicas, trombocitopenia, equimoses no local das injeções, manifestações alérgicas e elevação das transaminases.

Raramente podem ocorrer hematoma intra-espinhal após punção diagnóstica/anestésica, febre, náuseas, anemia hipocrômica e edema.

Quando é Contraindicado?

A Enoxaparina Sódica não deve ser usado em pessoas com hipersensibilidade à composição da mesma, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular e pessoas com hemorragias ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico recente.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia.
  • Recomenda-se cautela também nos casos de doenças hepática ou renal graves, retinopatia (hipertensiva ou diabética), hipertensão sem controle, história recente de doença ulcerativa, anestesia espinhal/epidural, história de distúrbio hemorrágico (congênito ou adquirido), malignidades, pacientes idosos (eliminação de enoxaparina prolongada) e extrema cautela nos casos de hipertensão severa sem controle, endocardite bacteriana, distúrbios hemorrágicos, sangramento/ulceração/patologia gastrointestinal, sangramento, ulceração gastrointestinal ativos, AVC hemorrágico, cirurgias recentes (SNC ou ocular) e história de trombocitopenia relacionada à heparina.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente quaisquer sintomas de sangramento ou equimose comuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende ao paciente o uso de escovas de dentes macias e de barbeador elétrico e que evite tomar medicações que contém ácido acetilsalicílico, para evitar o risco de sangramento.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia.
  • Durante a terapia, avalie: 1. freqüentemente (principalmente em pacientes com cateteres epidurais) os sinais e sintomas de lesão neurológica (dor na região lombar, deficiências sensoriais e motoras, insensibilidade ou fraqueza dos membros inferiores – alterações intestinais e/ou urinárias) e, diante qualquer uma destas ocorrências, comunique imediatamente ao médico; 2. sinais de sangramento ou hemorragia (sangramento das gengivas ou nasal, equimose incomum, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, diminuição do hematócrito ou da PA, sangue oculto nas fezes) ou sangramento da ferida cirúrgica e diante qualquer uma destas ocorrências, comunicar imediatamente ao médico; 3. evidências de trombose adicional ou aumento (os sintomas depender da área de envolvimento); 4. reações de hipersensibilidade (calafrios, febre, urticária) e, diante estas reações comunique imediatamente ao médico e monitore periodicamente, as contagens sanguíneas e de plaquetas e as fezes (sangue oculto); rigorosamente, os casos de trombocitopenia e, diante uma diminuição inesperada do hematócrito, avalie os locais com maior potencial hemorrágico (não requer monitorização especial dos tempos de coagulação (TTPa).
  • Exames laboratoriais: Pode causar  aumento nos níveis de TGO e TGP.
  • Superdosagem e Toxicidade: A superdosagem acidental, após administração IV, extracorporal ou SC pode causar complicações hemorrágicas; a absorção da enoxaparina, após administração por VO em doses altas, é pouco provável; os efeitos anticoagulantes podem ser, em grande parte, neutralizados pela administração IV lenta de protamina; a dose de protamina deve ser idêntica à dose da enoxaparina  administrada (1mg de protamina neutraliza o efeito anticoagulante de 1mg da enoxaparina); mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa não é completamente neutralizada (máximo ± 60%).
  • Interações medicamentosas: Atenção ao uso concomitante de outras drogas!
  • IM: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV, e nunca por via IM, devido ao risco de formação de hematoma!
  • SC: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV; a droga não deve ser misturada com outras infusões (heparinas não-fracionadas ou outras de baixo peso molecular); as heparinas de baixo peso molecular devem ser utilizadas individualmente, pois entre elas existem diferenças básicas quanto ao processo de produção, peso molecular, atividade específica, unidade e dosagem; a solução deve estar clara; não injete soluções que contenham partículas,  a seringa já está pronta para uso e, em seu interior, há uma pequena bolha de gás (inerte) que não de ser retirada.

Como Administrar este Medicamento?

A via de administração de Clexane varia dependendo da indicação do produto. Abaixo estão descritas as técnicas de injeção subcutânea e bolus intravenoso.

Técnica de injeção subcutânea de seringas preenchidas com sistema de segurança

Com o preparo do local para injeção:

  • O local recomendado para injeção é na gordura da parte inferior do abdômen, pelo menos 5 centímetros de distância do umbigo para fora e em ambos os lados, conforme ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • Antes da injeção, lave as mãos. Limpar (não esfregar) com álcool o local selecionado para injeção. Você deve selecionar um local diferente do abdômen inferior a cada aplicação!

O Preparo da Seringa antes da Injeção

Verifique se a seringa não está danificada e se o medicamento dentro está com uma solução límpida, sem partículas. Se a seringa estiver danificada ou o medicamento não for límpido, utilizar outra seringa.

A Administração da Injeção

  • Retire a capa protetora da agulha;
  • O segundo passo conforme a ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • A injeção deve ser administrada por subcutânea profunda, no tecido subcutâneo da parede abdominal com o paciente deitado ou sentado em posição confortável, alternando entre os
    lados esquerdo e direito a cada aplicação.

Enoxaparina Sódica

  • A agulha deve ser introduzida perpendicularmente na espessura de uma prega cutânea feita entre os dedos polegar e indicador. A prega deve ser mantida durante todo o período da injeção, e não esqueça, não esfregue o local da injeção após sua aplicação!

Enoxaparina Sódica

  • O Dispositivo de segurança é acionado automaticamente quando o êmbolo é pressionado até o final, deste modo protegendo completamente a agulha usada e sem causar desconforto ao paciente. Lembrando que a ativação do dispositivo só é possível se o êmbolo for completamente abaixado!

A Técnica de injeção intravenosa (bolus)

É indicado somente apenas para o tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) como elevação de segmento ST!

O Clexane deve ser administrado através de uma linha intravenosa e não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos. Para evitar a possibilidade de mistura do Clexane com outros medicamentos, o acesso intravenoso escolhido deve ser lavado com quantidade suficiente de solução salina ou solução dextrose antes e imediatamente após a administração do bolus intravenoso de Clexane para limpar o dispositivo de acesso do medicamento. O Clexane pode ser utilizado com segurança com solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água.

Bolus intravenoso inicial de 30 mg: utiliza-se uma seringa pré-enchida de Clexane graduada e despreza-se o excesso do volume, obtendo apenas 30 mg (0,3 mL) na seringa. Injeta-se, então, a dose de 30 mg diretamente na linha intravenosa.

Bolus adicional para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea quando a última dose subcutânea de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado: para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea, um bolus intravenoso adicional de 0,3 mg/kg deve ser administrado se a última dose subcutânea do Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado.

Para assegurar a precisão do pequeno volume a ser injetado, recomenda-se a diluição do medicamento para uma solução de 3 mg/ml.

Para obter uma solução a 3 mg/mlL utilizando uma seringa pré-enchida de 60 mg do Clexane, recomenda-se usar uma bolsa de infusão de 50 ml (contendo, por exemplo, solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água).

Com o auxílio de uma seringa, retira-se 30 ml da solução contida na bolsa e despreza-se este volume.

Aos 20 ml restantes na bolsa de infusão, injeta-se o conteúdo total de uma seringa pré-enchida graduada de 60 mg. E então, mistura-se gentilmente a solução final.

Retira-se com uma seringa o volume requerido da solução para administração na linha intravenosa. Recomenda-se que esta solução seja preparada imediatamente antes de sua utilização.

Após finalizada a diluição, o volume a ser injetado na linha intravenosa deve ser calculado utilizando-se a seguinte fórmula: [volume da solução diluída (ml) = peso do paciente (kg) x 0,1] ou
utilizando a tabela abaixo:

Volume de solução a 3 mg/mL
a ser injetado na linha intravenosa
Peso do Dose requerida Volume a ser injetado (mL)
paciente (0,3 mglkg) após ser diluído para a concen-
(kg) (mg) tração final de 3mg/ml
45 13,5 4,5
50 15 5
55 16,5 5,5
60 18 6
65 19,5 6,5
70 21   7  
75 22,5 7,5
80 24   8  
85 25,5   8,5  
90 27   9  
95 28,5   9,5  
100 30   10  

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

A Prometazina, conhecida como Fenergan®, é um anti-histamínico H1 pertencente ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono e pode interagir com receptor de sódio.

Como Funciona?

Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-histamínicos, os quais apresentam em comum a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina que é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica, principalmente na pele, nos vasos e nas mucosas (conjuntival, nasal, brônquica e intestinal).

Os efeitos clínicos de cloridrato de prometazina comprimidos são notados dentro de 20 minutos após a administração e geralmente duram de 4 a 6 horas, embora possam persistir até por 12 horas.

Os Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é sonolência, mas podem surgir outros efeitos como tontura, confusão mental, secura da boca, palpitações, queda de pressão, erupções na pele, náuseas e vômitos. Podem ocorrer alteração na contagem de leucócitos e hemácias e sintomas neurológicos.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos ou a qualquer componente da fórmula, assim como aos portadores ou com antecedentes de doenças sanguíneas causadas por outros fenotiazínicos, em pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretro prostáticos, e em pacientes com glaucoma.

A prometazina não deve ser utilizada em crianças menores de dois anos devido ao risco de depressão respiratória fatal.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária de 0 a 2 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomenda-se cautela nos casos de hipertensão, apneia do sono, epilepsia e depressão da medula óssea subjacente. A medicação tem sido usada de forma segura durante o trabalho de parto, mas recomenda-se evitar o uso crônico durante a gravidez.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor de garganta, urina escura, pele e olhos  amarelados, febre, tremor, rash e fraqueza, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição a fim de minimizar a hipotensão postural, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente o uso de protetores solares e roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Prevenção da cinetose: A medicação deverá ser administrada 30-60 min antes das viagens.
  • Interações Medicamentosas: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas.

Que Medicamento é Esse?: Ondansetrona

Ondansetrona

Ondansetrona, popularmente conhecida como Zofran,  é um antiemético para uso conjunto durante tratamento antineoplásico, e também indicado para prevenção e tratamento dos fenômenos eméticos do pós-operatório.

Como Funciona?

Certos tratamentos médicos, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, podem levar seu organismo a liberar serotonina, uma substância que provoca náuseas e vômitos. Este fármaco pertence a
um grupo de medicamentos chamados de antieméticos e bloqueia a ação dessa substância, evitando, portanto, que você sinta náuseas e vômitos decorrentes desses tratamentos.

Os Efeitos Colaterais

  • Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça.
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensações de calor ou rubor; prisão de ventre; reações no local da injeção, como dor, ardência, inchaço, vermelhidão e coceira.
  • Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): convulsão; movimento circular involuntário dos olhos, agitação e movimentos involuntários dos músculos; batimentos do coração irregulares; dor ou aperto no peito; diminuição dos batimentos do coração; pressão baixa; soluços; aumento nos testes funcionais do fígado (essas reações foram observadas em pacientes fazendo quimioterapia com cisplatina).
  • Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações alérgicas graves, que podem se apresentar como inchaço das pálpebras, face, lábios, boca ou língua; tontura predominantemente durante a administração intravenosa rápida, visão turva, predominantemente durante a administração intravenosa; batimentos cardíacos irregulares.
  • Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): cegueira passageira, predominantemente durante a administração intravenosa; erupções cutâneas disseminadas, com bolhas e descamação em grande parte da superfície corporal (necrólise epidérmica tóxica).

Quando é Contraindicado?

Este não deve ser usado caso você tenha alergia a ondansetrona ou a qualquer outro componente do medicamento, e não deve ser usado ao mesmo tempo que apomorfina, um medicamento
utilizado no tratamento da disfunção erétil.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada e exatamente conforme recomendado.
  • A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou lactação.
  • Informe ao paciente as reações adversas frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, diarreia, constipação ou dificuldade respiratória, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Interações medicamentosas: atenção ao uso concomitante de outras drogas.
  • IV: a droga deve ser armazenada em temperatura ambiente; dilua 2mg/ml em 50ml de soros glicosado 5% ou fisiológico 0,9% e infunda em 15min; após a diluição,  a solução se mantém estável durante 48h.

Que Medicamento é Esse?: Tirofibana

Que Medicamento é Esse?: Tirofibana

A Tirofibana, também conhecido como Cloridrato de Tirofibana ou pelo nome comercial Agrastat, é um fármaco antiplaquetário da classe dos inibidores da glicoproteína IIb/IIIa, ou seja, é um medicamento que inibe a agregação plaquetária.

Bastante utilizado em pacientes com angina instável ou infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST para prevenir a ocorrência de eventos cardíacos isquêmicos.

É também indicado para pacientes com síndromes coronárias isquêmicas submetidos à angioplastia coronária ou aterectomia para prevenir a ocorrência de complicações coronárias isquêmicas relacionadas ao fechamento abrupto da artéria coronária tratada, sendo também utilizada em conjunto com a heparina.

Como Funciona?

A tirofibana age prevenindo a agregação das plaquetas no sangue.

Quando as plaquetas aderem umas às outras elas podem formar coágulos sanguíneos, capazes de causar obstrução dos vasos sanguíneos que nutrem o coração, levando a um ataque cardíaco.

É uma medicação exclusiva para uso por via intravenosa.

Atenção! 

A administração da tirofibana é feita sempre por infusão intravenosa (IV) lenta, por um profissional de saúde, sob supervisão direta de um médico, e em ambiente adequado para tratamento de emergências. O medicamento promove uma inibição plaquetária maior que 90%, trinta minutos após sua infusão. As doses utilizadas, assim como os horários e intervalos de administração devem ser estabelecidos unicamente pelo médico.

Os Efeitos Colaterais

Quando usado concomitantemente com heparina e aspirina, o efeito colateral desfavorável mais comum é a ocorrência de sangramentos, geralmente de gravidade leve, de local conhecido, podendo também ocorrer hematúria, hematêmese e hemoptise.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente do produto, como a inibição da agregação plaquetária aumenta o risco de hemorragias, este medicamento é contraindicado para pacientes com hemorragia interna ativa, histórico de hemorragia intracraniana, neoplasia intracraniana, malformação arteriovenosa ou aneurisma e para pacientes que desenvolveram trombocitopenia após exposição ao mesmo.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico. A medicação deve ser usada em associação com heparina.
  • No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de insuficiência renal, contagem de plaquetas < 150.000 mm3 e pacientes idosos.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende que o paciente evite o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração, avalie: o histórico do paciente e, diante história de hemorragia intra-craniana ou aneurisma, o uso da medicação é contra-indicado; a função hematológica.
  • Durante a terapia, avalie: sinais e sintomas de sangramento (hematomas, hematúria, sangue em fezes), e evite: alguns procedimentos (administração de drogas por via IM, punção venosa, cateterismo, intubação) para prevenir sangramentos.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • IV: dilua em 500 ml de soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%; administre a droga com a heparina no mesmo cateter; não misture o tirofibana com outra droga; após a diluição, a solução se mantém estável durante 24h (25ºC); a solução não deve ser colocada no congelador.