Que Medicamento é Esse?: Paracetamol + Fosfato de codeína

O Paracetamol + Fosfato de Codeína, conhecido popularmente como “Codex”, é um forte analgésico  indicado para aliviar dores moderadas a intensas, como em casos de entorses, luxações, contusões, distensões, fraturas, alívio de dor no pós-operatório, pós-extração dentária, neuralgia, lombalgia, dores de origem articular e condições semelhantes.

Como Funciona?

O Codex tem na sua composição duas substâncias com ação analgésica, a codeína e o paracetamol.

A codeína é um medicamento analgésico que age nos receptores μ-opiáceos predominantemente através do seu metabólito ativo morfina. A codeína também se liga fracamente aos receptores κ, que mediam a analgesia, miose e sedação. Os principais efeitos da codeína são no sistema nervoso central.

O paracetamol é um analgésico e antipirético, que produz a analgesia pela elevação do limiar da dor e antipirese através da ação no centro hipotalâmico regulador do calor.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso de Codex são prisão de ventre, boca seca, náuseas, vômitos, tonturas, sonolência e suor excessivo.

Quando é Contraindicado?

O Codex não deve ser utilizado em pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.

Também não deve ser usado para o tratamento da dor pós-operatória em crianças que foram submetidas a tonsilectomia ou adenoidectomia.

Além disso, também não deve ser usado em pessoas que metabolizem a codeína muito rapidamente, em grávidas ou mulheres que estejam a amamentar.

Não deve ser usado em menores de 12 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionados ao uso da medicação.
  • A medicação deve ser usada com cautela em gestantes e lactantes.
  • Recomenda-se cautela também em casos de asma, bronquite, anorexia, IAM, ICC e durante o trabalho de parto. Os pacientes idosos devem receber doses baixas e em intervalos maiores.
  • Recomende ao paciente o aumento da ingestão de líquidos e de alimentos ricos em fibras, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca.
  • Pode causar tontura e sonolência.
  • Recomende o paciente que evite o uso de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC.

Que Medicamento é Esse?: Succinilcolina

Succinilcolina é um relaxante muscular acetilcolina (derivado); bloqueador neuromuscular despolarizante; colinérgico.

Como Funciona?

Succinilcolina produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado.

As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas: parada cardíaca, hipertermia maligna, arritmia, bradicardia, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), hipertensão (aumento da pressão arterial), hipotensão (diminuição da pressão arterial), hipercalemia, depressão respiratória prolongada ou apneia, aumento da pressão intraocular, fasciculação muscular, rigidez maxilar, dor muscular pós-operatória, rabdomiólise com possível falência renal aguda, mioglobinúria (eliminação da proteína mioglobina na urina), salivação excessiva e rash (vermelhidão na pele).

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, toxicidade por digitalis ou pacientes tratados recentemente por medicamentos da classe dos digitálicos (por exemplo: digoxina e digitoxina), doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca.

O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho).
  • Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2° e 8°C) por 24 horas.
  • Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
  • Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
  • Guarde-o em sua embalagem original.
  • Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
  • O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.
  • Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência.
  • Atentar a sinais vitais após a indução.
  • Atentar a parâmetros ventilatórios.

Que Medicamento é Esse?: Acetilcisteína

A acetilcisteína é indicada para o tratamento de afecções respiratórias caracterizadas por hipersecreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações, bronquite tabágica, enfisema pulmonar, broncopneumonia, abscessos pulmonares, fechamento dos brônquios, fibrose cística e outros.

Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como Funciona?

A acetilcisteína é um medicamento que fluidifica as secreções produzidas nos pulmões, tornando mais fácil a sua eliminação.

Os Efeitos Colaterais

O uso de acetilcisteína pode ser seguido ocasionalmente de reações de hipersensibilidade.

Foram descritas reações tais como náusea, vômito, diarréia e irritação gastrointestinal.

Quando é Contraindicado?

Este remédio é contra-indicado para pessoas alérgicas à acetilcisteína ou outros componentes da formulação.

Além disso, também não deve ser administrado a pessoas com úlcera gastroduodenal, grávidas e lactantes.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A administração de acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume.
  • Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas de drenagem de secreção.
  • Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos.
  • Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.
  • O paciente que utiliza acetilcisteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.
  • A acetilcisteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para tratamento a longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que os sintomas de intolerância podem ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).
  • Devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.
  • O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de risco- benefício. O risco para a criança amamentada não deve ser excluído.
  • Pacientes com problemas hereditários de intolerância à frutose, má absorção da glicose-galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase não devem tomar este medicamento.
  •  Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientes diabéticos.
  • Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: contém sódio.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Valproico

ácido valproico ou valproato de sódio é um anticonvulsivante e estabilizador do humor que age aumentando os níveis do GABA no cérebro, um tipo de neurotransmissor responsável por diminuir a atividade dos neurônios, e que quando tem seus níveis baixos pode causar convulsões, transtorno bipolar ou enxaqueca.

Como Funciona?

O Depakene possui como substância ativa o Valproato de sódio, que é convertido em ácido valpróico, e este, por sua vez, transforma-se no íon valproato quando chega no trato intestinal.

Apesar de sua ação ainda não ser totalmente conhecida, a atividade do Depakene parece estar relacionada ao aumento dos níveis do ácido gama-aminobutírico no cérebro.

Em alguns casos, o tratamento com este medicamento pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de tratamento. Em outros casos, é preciso de um período maior de tempo para que ele faça efeito.

Os Efeitos Colaterais

O medicamento é considerado bem tolerado, com a maioria dos efeitos colaterais considerados leves ou moderados. Segundo a bula do medicamento, os efeitos foram relatados por um número menor ou igual a 5% dos pacientes tratados com Depakene, e podem variar entre:

  • dor de cabeça
  • fraqueza
  • febre
  • enjoo
  • vômito
  • dor abdominal
  • diarreia
  • perda do apetite
  • indigestão
  • constipação
  • sonolência
  • tremor
  • tontura
  • visão dupla
  • falta de coordenação dos movimentos
  • movimentos involuntários e rápidos do globo ocular
  • labilidade emocional
  • alteração no pensamento
  • perda da memória
  • síndrome gripal
  • infecção respiratória
  • bronquite
  • rinite
  • queda de cabelo
  • perda de peso

Quando é Contraindicado?

Apesar de ser considerado um medicamento seguro, o Depakene possui algumas contraindicações tais como:

  • Crianças menores de 10 anos
  • Pessoas com um condição conhecida como hipersensibilidade ao valproato de sódio ou a outros componentes da fórmula
  • Pacientes portadores da Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita da condição
  • Doenças no fígado, ou disfunções significativas
  • Pessoas com distúrbios do ciclo da ureia, condição rara que pode culminar em acúmulo de amônia no sangue
  • Pacientes com o distúrbio genético raro Porfiria, que afeta a hemoglobina do sangue.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente a não deixar o leito sem auxílio da enfermagem, devido ao risco de perturbação dos movimentos.
  • Orientar familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta.
  • Orientar sobre o risco de dirigir e operar máquinas, devido à sonolência.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico está indicado para:

  • O alívio sintomático de dores de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite;
  • o alívio sintomático da dor e da febre nos resfriados ou gripes.

Como Funciona?

Este medicamento contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, que pertence ao grupo de substâncias antiinflamatórias não-esteroides, com propriedades anti-inflamatória (atua na inflamação), analgésica (atua na dor) e antitérmica (atua na febre). O ácido acetilsalicílico inibe a formação de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, propiciando alívio da dor.

Os Efeitos Colaterais

Como qualquer medicamento, o ácido acetilsalicílico pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • Efeitos comuns: dor de estômago e sangramento leve (micro-hemorragias);
  • Efeitos ocasionais: náuseasvômitos e diarreia;
  • Casos raros: podem ocorrer sangramentos e úlceras do estômago, reações alérgicas em que aparece dificuldade para respirar e reações na pele, principalmente em pacientes asmáticos e anemia após uso prolongado, devido ao sangramento oculto no estômago ou intestino;
  • Casos isolados: podem ocorrer alterações da função do fígado e dos rins, queda do nível de açúcar no sangue e reações cutâneas graves. Doses baixas de ácido acetilsalicílico reduzem a excreção de ácido úrico e isso pode desencadear ataque de gota em pacientes susceptíveis.

O uso prolongado pode causar distúrbios do sistema nervoso central, como dores de cabeçatonturas, zumbidos, alterações da visão, ou anemia devido à deficiência de ferro.

Se ocorrer qualquer uma dessas reações indesejáveis ou ao primeiro sinal de alergia, você deve parar de tomar ácido acetilsalicílico. Informe o médico, que decidirá quais medidas devem ser adotadas.

Se notar fezes pretas, informe o médico imediatamente, pois é sinal de séria hemorragia no estômago.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

O ácido acetilsalicílico não deve ser utilizado nas seguintes situações:

  • se for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a salicilatos ou a qualquer dos ingredientes do medicamento, se não tiver certeza de ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico;
  • asma brônquica;
  • se tiver tendência para sangramentos;
  • se tiver úlceras no estômago ou no intestino;
  • se já tiver tido crise de asma induzida pela administração de salicilatos ou outras substâncias semelhantes;
  • se estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana;
  • se tiver alteração grave da função dos rins;
  • se tiver alteração grave da função do fígado;
  • se tiver alteração grave da função do coração;
  • se estiver no último trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Administrar por via oral.
  • Observar sinais de superdosagem.
  • Orientar o paciente sobre risco de hemorragia.

Nos casos de superdosagem, o paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, sangramento oculto, rash cutâneo e hematomas.

Que Medicamento é Esse?: Hidrocortisona

A Hidrocortisona, que pertence a um grupo de medicamentos denominados esteroides, ajudam a reduzir a vermelhidão, o inchaço e a irritação da pele.

É indicado para o tratamento tópico de dermatites, e também indicado para o alívio das manifestações inflamatórias e pruriginosas em dermatoses sensíveis aos corticosteroides.

Como Funciona?

Os corticosteroides tópicos atuam como agentes antiinflamatórios por meio de múltiplos mecanismos para inibir reações alérgicas de fase tardia, incluindo a diminuição na densidade de mastócitos, a diminuição na quimiotaxia e na ativação de eosinófilos, a diminuição na produção de citocinas por linfócitos, monócitos, mastócitos e eosinófilos e a inibição do metabolismo do ácido araquidônico.

Os Efeitos Colaterais

  • Sensação de ardência, prurido, irritação, secura, foliculite, hipertricose, erupção acneiforme e hipopigmentação;
  • Maceração da pele, infecção secundária, atrofia da pele, estria e miliária.

Quando é Contraindicado?

  • Infecções cutâneas não tratadas;
  • Acne vulgar;
  • Rosácea;
  • Prurido sem inflamação.
  • O produto não deve ser usado na presença de tuberculose cutânea e na maioria das infecções cutâneas viróticas, incluindo varicela e herpes;
  • Pessoas hipersensíveis à hidrocortisona e aos outros componentes da fórmula não devem usar este produto.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A hidrocortisona deve ser utilizada com cautela em pacientes com um histórico de hipersensibilidade local a corticosteroides ou a qualquer um dos excipientes na preparação. Reações locais de hipersensibilidade podem se assemelhar aos sintomas da condição em tratamento;
  • Manifestações de hipercortisolismo (síndrome de Cushing) e supressão reversível do eixo hipotálamo‐ pituitária‐adrenal (HPA), levando à insuficiência glicocorticosteroide, podem ocorrer em alguns indivíduos, como resultado da absorção sistêmica aumentada de corticosteroides tópicos.
  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico;
  • O tempo de infusão recomendado é de 30 segundos para 100 mg ou 10 minutos para 500 mg;
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Ascórbico

Este medicamento é indicado em todos os estados em que há deficiência ou aumento das necessidades de vitamina C no organismo. Destinado ao tratamento da deficiência de ácido ascórbico (escorbuto) seja de forma profilática ou curativa.

Como Funciona?

O ácido ascórbico ou vitamina C possui função importante relacionada à produção de colágeno e outros constituintes orgânicos da matriz intercelular de diversos tecidos, como os dentes, ossos e endotélio capilar.

Favorecendo a produção de colágeno, o ácido ascórbico atua no tratamento do escorbuto, doença que está associada a um defeito na produção dessa proteína. O escorbuto caracteriza-se pela não cicatrização das feridas, por defeitos na formação dos dentes e na ruptura dos capilares.

Os Efeitos Colaterais

O uso constante e em doses maiores do que a recomendada do ácido ascórbico por injeção intravenosa pode favorecer o aparecimento de cálculos de oxalato de cálcio no trato urinário.

A administração rápida do medicamento por injeção intravenosa pode provocar tontura ou desmaio.

Doses altas causam diarreia, rubor facial, cefaleiadisúrianáuseavômito e cólicas estomacais, podendo também causar anemia hemolítica quando há deficiência da glicose-6- fosfato desidrogenase e aumentar a absorção de ferro nos pacientes com anemia sideroblásticahemocromatose ou talassemia.

O uso prolongado de doses elevadas de ácido ascórbico pode causar escorbuto de rebote e cálculos renais em pacientes com pré-disposição.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento não deve ser usado caso tenha alergia ao ácido ascórbico ou a qualquer outro componente do medicamento. Também é contraindicado para pacientes com algumas dessas doenças: Diabetes mellitushemocromatoseanemia sideroblásticatalassemia, oxalose, história pregressa de cálculos renais e anemia falciforme.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Verificar o prazo de validade;
  • Não utilizá-lo se o recipiente estiver violado e/ou se a solução apresentar turvação;
  • descartar imediatamente o volume não usado, após a abertura da ampola.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Fólico

O Ácido Fólico é um medicamento é indicado como suplemento nutricional contra anemia e preventivo de malformações no sistema nervoso fetal.

Como Funciona?

Este medicamento age como um suplemento de ácido fólico, que é uma vitamina do complexo B, usado como suplemento nutricional e contra anemia para suprir as necessidades em pacientes como gestantes ou pacientes com anemias causadas pela carência dessas substâncias.

É importante no desenvolvimento do sistema nervoso fetal. Ao ser absorvido, após cerca de 60 a 90 minutos o ácido fólico já inicia a sua ação farmacológica.

Os Efeitos Colaterais

  • Gastrintestinais: náuseas (enjoo), distensão abdominal (aumento do volume da barriga), alteração do paladar (gosto amargo na boca), flatulência (gases).
  • Sistema Nervoso Central: irritabilidade e alterações do sono;
  • Sistema Imunológico: reações de hipersensibilidade (alergia), com quadros de urticária, rash cutâneo, prurido (coceira) e eritema (vermelhidão na pele).
  • Reações raras: existem relatos na literatura de que doses de 15 mg ou mais possam produzir alterações no Sistema Nervoso Central, decorrentes do aumento na síntese de aminas cerebrais além de eventuais distúrbios gastrintestinais. Doses elevadas (acima de 15 mg/dia) podem comprometer a absorção intestinal do zinco e levar a uma precipitação de cristais de ácido fólico nos rins. Com doses elevadas, ocorre coloração amarelada na urina, que não requer atenção médica.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado em pacientes que apresentarem histórico de hipersensibilidade (alergia) conhecida ao ácido fólico, à lactose ou a qualquer outro componente da fórmula do produto.

Contraindicado para pacientes com anemia perniciosa, pois o ácido fólico pode mascarar os sintomas da anemia perniciosa (carência da vitamina B12).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Ácido Fólico deve ser ingerido com água ou um pouco de líquido.
  • O tratamento da deficiência de Ácido Fólico deve ser acompanhado por uma dieta de suplementação alimentar equilibrada.
  • A dose recomendada é de 1 comprimido ao dia, ou a critério médico.

Que Medicamento é Esse?: Metoclopramida

O cloridrato de metoclopramida, mais conhecido pelo nome comercial Plasil® ou Primperan®, é um fármaco que age estimulando o esvaziamento do estômago, o que o torna útil nos casos de refluxo gastroesofágico, nos paciente com quadro de náuseas e vômitos e nos diabéticos com gastroparesia (esvaziamento lento do estômago).

Como Funciona?

A ação da metoclopramida está relacionada ao bloqueio dos receptores da dopamina no sistema nervoso central e no trato gastrointestinal, de forma semelhante ao que faz a bromoprida (Digesan®). De fato, a bromoprida e a metoclopramida são substâncias quase idênticas, partilhando o mesmo mecanismo de ação e os efeitos colaterais.

O bloqueio dos receptores da dopamina aumenta a força e a amplitude das contrações do estômago e do intestino delgado, além de relaxar o esfíncter pilórico, facilitando o esvaziamento gástrico e o acelerando o trânsito intestinal, combatendo, assim, as náuseas e vômitos.

A metoclopramida é, portanto, um medicamento antiemético (que impede os vômitos) e um procinético (que acelera o esvaziamento do estômago).

Os Efeitos Colaterais

Em geral, a incidência de reações adversas está relacionada com a dose e a duração do uso da metoclopramida. Os dois efeitos colaterais mais relevantes da metoclopramida são a depressão do sistema nervoso central e os sintomas extrapiramidais.

Depressão do sistema nervoso

Sonolência, fadiga, sensação de esgotamento, tontura e confusão mental podem ocorrer com a dosagem terapêutica ou supraterapêutica. Esses efeitos são autolimitados e geralmente desaparecem dentro de 24 horas após a descontinuação do medicamento.

Os sintomas da depressão do sistema nervoso central normalmente surgem nos primeiros 5 dias de uso, mas podem aparecer logo no primeiro dia.

Fatores de risco:

  • Idade acima de 65 anos.
  • Uso simultâneo de outro medicamento com ação depressora do SNC.
  • Insuficiência renal crônica.

Sintomas extrapiramidais

Sintomas extrapiramidais são reações de distonia dos músculos que surgem nas primeiras 24 a 48 horas de uso do medicamento. O risco dessas reações é mais elevado em doses a partir de 30 a 40 mg por dia e em pacientes com menos de 30 anos de idade.

Cerca de 0,2% (1 em 500) dos pacientes apresentam sintomas extrapiramidais com o uso da metoclopramida.

Os sintomas podem incluir movimentos involuntários dos membros, contrações dos músculos da face, torcicolo, protrusão da língua, alterações da fala e trismo (contratura dolorosa da musculatura da mandíbula). O quadro tende a ter reversão completa após suspensão do medicamento.

Outra manifestação neurológica possível é a acatisia (inquietação motora), que se manifesta como sentimentos de ansiedade, agitação, insônia e incapacidade de ficar quieto ou parado. A acatisia é geralmente reversível com a descontinuação do medicamento ou redução da dose.

Sintomas de parkinsonismo, como bradicinesia (lentificação de reflexos e movimentos do corpo), tremores, rigidez muscular e perda da expressão facial, podem surgir após cursos mais longos de tratamento, principalmente em idosos. Os sintomas parkinsonianos geralmente remitem dentro de 2 a 3 meses após a descontinuação da metoclopramida.

Fatores de risco para sintomas extrapiramidais com uso da metoclopramida incluem:

  • Uso de doses superiores às recomendadas.
  • Uso prolongado (maior que 12 semanas).
  • Idade abaixo de 30 anos ou acima de 60.
  • Mulheres.
  • Insuficiência renal.
  • Diabetes mellitus.
  • Uso concomitante de outros medicamentos que podem causar sintomas extrapiramidais (por exemplo, antipsicóticos).
  • Uso concomitante de inibidores fortes do CYP2D6 (por exemplo, fluoxetina, paroxetina, bupropiona).

Outros sintomas adversos

  • Dor de cabeça.
  • Tontura.
  • Galactorreia (secreção de leite pelas mamas).
  • Ginecomastia (aumento do volume das mamas em homens).
  • Retenção de líquido.
  • Erupções cutâneas, incluindo urticária.
  • Diarreia.
  • Incontinência urinária.
  • Hipertensão arterial.
  • Depressão.
  • Síndrome Neuroléptica Maligna.
  • Atraso menstrual.
  • Impotência.

Quando é Contraindicado?

A metoclopramida não deve ser utilizada nos seguintes casos:

  • Sempre que a estimulação da motilidade gastrointestinal possa ser perigosa, como por exemplo, na presença de hemorragia gastrointestinal, obstrução mecânica ou perfuração intestinal.
  • Pacientes com feocromocitoma, pois o medicamento pode causar crise hipertensiva, provavelmente devido à liberação de catecolaminas do tumor.
  • Pacientes com antecedentes de alergia aos componentes da fórmula.
  • Pacientes epilépticos ou que estejam recebendo outros medicamentos que possam causar reações extrapiramidais.
  • Pacientes com história de discinesia tardia ou reação distônica à bromoprida ou metoclopramida.
  • Crianças menores de 1 ano de idade, devido ao risco aumentado da ocorrência de agitação, irritabilidade e convulsões.

Uso durante a gravidez e lactação

A bromoprida é um medicamento que apresenta graduação B na categoria de risco na gravidez. Isso significa que os estudos em animais não conseguiram demonstrar um risco para o feto, mas que não existem estudos adequados e bem controlados em humanos.

Como os estudos em animais nem sempre são preditivos da resposta humana, a metoclopramida deve ser usada durante a gravidez apenas se for claramente necessário e não houver outra opção disponível.

A metoclopramida é excretada pelo leite materno, não devendo, portanto, ser administrada em mulheres que estejam amamentando.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Atentar para infusão lenta da droga, visando a diminuir o risco de aparecimento de efeitos colaterais.
  • Deve-se administrar a medicação com um intervalo de pelo menos 6 horas, mesmo que ocorra vômito e rejeição da dose, para evitar a superdose.
  • Monitorar pacientes diabéticos pois com o uso desse medicamento juntamente com a insulina, a mesma pode começar a agir antes que os alimentos tenham saído do estômago e levar o paciente a uma hipoglicemia.
  • Seu uso é contraindicado para crianças menores de 1 ano.

Que Medicamento é Esse?: Alteplase

Alteplase é um fármaco utilizado pela medicina como trombolítico, sendo um ativador do plasminogênio tissular. É uma enzima que ajuda na dissolução de coágulos sanguíneos.

Como Funciona?

O Alteplase atua estimulando a dissolução de coágulos, restaurando o fluxo de sangue aos locais atingidos.

Os Efeitos Colaterais

  • Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia, como hematoma. Especificamente no tratamento do acidente vascular cerebral isquêmico agudo (derrame): hemorragia intracraniana, como hemorragia cerebral e subaracnoidea (sangramentos dentro ou ao redor do cérebro), hematoma cerebral e intracraniano, acidente vascular hemorrágico (derrame com sangramento) e transformação hemorrágica de acidente vascular cerebral (sangramento em um derrame que não envolvia sangramento);
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia do trato respiratório, como hemorragia faríngea (na garganta); hemorragia gastrintestinal (sangramento do aparelho digestivo), como hemorragia gástrica (no estômago), hemorragia de úlcera gástrica (úlcera do estômago), hemorragia retal (parte final do intestino), hematêmese (vômito de sangue), melena (fezes com sangue), hemorragia bucal (da boca), sangramento gengival (na gengiva), equimose  mancha roxa na pele); hemorragia urogenital, como hematúria (sangue na urina). hemorragia do trato urinário; hemorragia no local da injeção, hemorragia no local da punção, como hemorragia e hematoma no local do cateter. Especificamente no tratamento do infarto agudo do miocárdio e embolia pulmonar maciça: hemorragia intracraniana, como hemorragia cerebral e subaracnoidea, hematoma cerebral e intracraniano, acidente vascular hemorrágico, transformação hemorrágica de acidente vascular cerebral.
  • Reações incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemoptise (escarro com sangue), epistaxe (sangramento nasal), hipotensão (queda da pressão). Especificamente no tratamento do infarto agudo do miocárdio: arritmias após retorno da circulação no coração (batimentos cardíacos desordenados, como arritmias, extrassístole, fibrilação atrial, bloqueio atrioventricular de primeiro grau a total, bradicardia, taquicardia, arritmia ventricular, fibrilação ventricular, taquicardia ventricular), que ocorrem próximo ao tratamento com ACTILYSE.
  • Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações anafilactoides (alérgicas, que geralmente são leves, mas podem causar risco de vida em casos isolados), podem aparecer como rash (vermelhidão), urticaria (coceira), broncoespasmo (constrição dos brônquios), edema angioneurótico (inchaço da língua, lábios e garganta), hipotensão (queda da pressão arterial), choque (queda abrupta e acentuada da pressão arterial) ou qualquer outro sintoma associado com hipersensibilidade (alergia); hemorragia ocular, hemorragia pericárdica (sangramento ao redor do coração), n o s pulmões e retroperitoneal (na região posterior do abdome, como hematoma retroperitoneal), embolia (formação de coágulos nos vasos sanguíneos, que pode levar às correspondentes consequências nos órgãos envolvidos), náuseas.
  • Reações com frequência desconhecida: sangramento no fígado, vômitos, febre, embolia gordurosa (migração de porções de gordura dentro dos vasos sanguíneos) e transfusão.

Quando é Contraindicado?

  • pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo alteplase, à gentamicina (resíduo do processo de fabricação) ou a qualquer componente da fórmula;
  • casos em que houver alto risco de hemorragia, tais como:
    • distúrbio hemorrágico significativo no momento ou nos últimos 6 meses, diátese hemorrágica conhecida;
    • pacientes recebendo tratamento anticoagulante oral efetivo (por exemplo, varfarina sódica; INR > 1,3 – vide 5.
  • qualquer histórico de danos ao sistema nervoso central (por exemplo, neoplasia, aneurisma, cirurgia intracraniana ou espinhal);
  • histórico, evidência ou suspeita de hemorragia intracraniana, incluindo hemorragia subaracnoidea;
  • hipertensão arterial grave não controlada;
  • cirurgia de grande porte ou traumatismo grave nos últimos 10 dias (inclusive traumatismo associado ao infarto agudo do miocárdio), traumatismos recentes na cabeça ou crânio;
  • ressuscitação cardiopulmonar prolongada ou traumática (> 2 minutos), parto nos últimos 10 dias, punção recente de um vaso sanguíneo não compressível (por exemplo, na veia jugular ou subclávia);
  • hepatopatias graves, incluindo insuficiência hepática, cirrose, hipertensão portal (varizes esofágicas) e hepatite ativa;
  • endocardite bacteriana, pericardite;
  • pancreatite aguda;
  • doença ulcerativa gastrintestinal relatada nos últimos 3 meses;
  • aneurisma arterial, malformações arteriais/venosas;
  • neoplasia com alto risco de sangramento.
  • Nos casos de infarto agudo do miocárdio e embolia pulmonar maciça, é contraindicado também:
    • acidente vascular cerebral hemorrágico ou acidente vascular cerebral de origem desconhecida a qualquer hora;
    • acidente vascular cerebral isquêmico ou ataque isquêmico transitório (AIT) nos 6 meses anteriores, exceto acidente vascular cerebral isquêmico agudo corrente nas últimas 4,5 horas.
  • Nos casos de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, é contraindicado também:
    • aparecimento dos sintomas da isquemia há mais de 4,5 horas antes do início da infusão ou momento do aparecimento dos sintomas desconhecido;
    • sintomas do acidente vascular cerebral isquêmico agudo que estejam melhorando rapidamente ou que sejam apenas leves, antes do início da infusão;
    • acidente vascular cerebral grave demonstrado clinicamente (p. ex. NIHSS > 25) e/ou por técnicas de imagem apropriadas;
    • crise convulsiva no início do acidente vascular cerebral;
    • histórico de acidente vascular cerebral prévio ou traumatismo craniano grave nos últimos 3 meses;
    • combinação de acidente vascular cerebral anterior e diabetes mellitus;
    • administração de heparina dentro de 48 horas antes do acidente vascular cerebral, com aumento do tempo de ativação parcial de tromboplastina (TTPa);
    • contagem de plaquetas menor que 100.000/mm3;
    • pressão sistólica > 185 mmHg, pressão diastólica > 110 mmHg ou necessidade de terapêutica agressiva (medicação intravenosa) para reduzir a pressão arterial a esses limites;
    • glicemia < 50 mg/dL ou > 400 mg/dL.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Alteplase não deve ser administrado concomitantemente com outras drogas, através do mesmo frasco de infusão, ou através do mesmo acesso venoso (nem mesmo com a heparina);
  • Evitar o uso de cateteres rígidos;
  • Não se devem administrar doses superiores a 100 mg de Alteplase;
  • Evitar injeções intramusculares durante o tratamento com Alteplase;
  • Evitar manipulações desnecessárias do paciente.