Que Medicamento é Esse?: Buprenorfina

Buprenorfina é um analgésico opioide, indicado no tratamento de dor moderada a forte intensidade (quando é necessário terapia contínua com opioide para obter analgesia adequada).

Como Funciona?

buprenorfina é um agonista parcial de receptor µ-opioide. A buprenorfina produz efeitos semelhantes aos da morfina, incluindo euforia e dependência física, porém a magnitude destes efeitos é menor quando comparado aos efeitos observados com doses semelhantes de agonistas puros.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios do Sistema Imunológico

  • Incomum: reações alérgicas (incluindo inchaço orofaríngeo e da língua)
  • Rara: respostas anafiláticas
  • Distúrbios Metabólico e Nutricional
  • Comum: anorexia
  • Rara: desidratação

Distúrbios Psiquiátricos

  • Comum: confusão, depressão, insônia, nervosismo, ansiedade
  • Incomum: labilidade emocional, agitação, humor eufórico, alucinação, diminuição da libido, pesadelos, agressão
  • Rara: distúrbio psicótico
  • Não conhecida: despersonalização

Distúrbios do Sistema Nervoso

  • Muito comum: tontura, cefaleia, sonolência
  • Comum: tremor
  • Incomum: comprometimento da concentração, coordenação anormal, disartria, disgeusia, hipoestesia, comprometimento da memória, enxaqueca, síncope, parestesiaNão conhecida: convulsões

Distúrbios Oculares

  • Incomum: olho seco, visão embaçada
  • Rara: miose

Distúrbios do ouvido e labirinto

  • Incomum: tinido e vertigem

Distúrbios cardíacos

  • Incomum: palpitações, taquicardia
  • Rara: angina pectoris

Distúrbios vasculares

  • Incomum: vermelhidão, hipertensão, hipotensão
  • Rara: vasodilatação, hipotensão ortostática

Distúrbios respiratório, torácico e mediastinal

  • Comum: dispneia
  • Incomum: tosse, soluços, sibilos
  • Rara: insuficiência respiratória, depressão respiratória, asma agravada, hiperventilação, rinite

Distúrbios gastrintestinais

  • Muito comum: constipação, náusea, vômito
  • Comum: dor abdominal, diarreia, dispepsia, boca seca
  • Incomum: flatulência
  • Rara: disfagia, íleo paralítico.
  • Não conhecida: diverticulite

Distúrbios hepatobiliares

  • Desconhecida: cólica biliar

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

  • Muito comum: prurido
  • Comum: eritema, sudorese
  • Incomum: pele seca, urticária, dermatite de contato**
  • Rara: edema facial

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

  • Incomum: espasmos musculares, mialgia

Distúrbios renal e urinário

  • Incomum: incontinência urinária, retenção urinária, hesitação urinária

Distúrbios do sistema reprodutivo e mamário

  • Rara: disfunção sexual

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Muito comum: reação no local da aplicação*
  • Comum: condições de astenia (incluindo fraqueza muscular), edema periférico
  • Incomum: edema, pirexia, tremores, síndrome de retirada, dermatite no local da aplicação**, dor no peito
  • Rara: sintomas tipo gripe
  • Não conhecida: síndrome de retirada neonatal

Laboratoriais

  • Incomum: aumento da alanina aminotransferase, diminuição de peso

Lesões, envenenamento e complicações do processo

  • Incomum: lesão acidental (incluindo queda)

* Inclui: eritema no local da aplicação, edema no local da aplicação, prurido no local da aplicação, erupção no local da aplicação

** Em alguns casos, reações alérgicas locais tardias ocorreram com sinais evidentes de inflamação. Nesses casos, o
tratamento com Buprenorfina deve ser interrompido.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Quando é Contraindicado?

Buprenorfina é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à buprenorfina ou a qualquer um dos excipientes.

Buprenorfina é contraindicado a pacientes com função respiratória gravemente comprometida ou a pacientes que recebem concomitantemente inibidores não-seletivos da monoamina oxidase (IMAOs) ou dentro de 14 dias da parada do tratamento com IMAOs não-seletivos.

Buprenorfina não deve ser utilizado em pacientes com miastenia gravis e delirium tremens.

Cuidados de Enfermagem

  • O tratamento deve ser efetuado sobre supervisão de um médico com experiência no tratamento da dependência/vício em opiaceos.
  • O sistema transdermico deve ser substituído após 72 horas (3 dias) no máximo.
  • Deve ser aplicado sobre a pele não irritada, limpa, numa superfície lisa, sem pelos e sem cicatrizes grandes.
  • Os locais preferenciais na parte superior do corpo são: parte superior das costas ou peito abaixo das clavículas. Quaisquer pelos devem ser cortados com uma tesoura (não raspados).
  • Se for necessário limpar o local da aplicação, o mesmo deve ser feito com água, não devendo ser utilizado sabão ou qualquer outro produto de limpeza.
  • Deve ser evitado o uso de preparações cutâneas que possam afetar a adesão do sistema transdermico à área escolhida para aplicação. A pele deve estar completamente seca antes da aplicação.
  • Deve ser aplicado imediatamente após ser retirado do sachê.
  • Deve ser utilizado continuamente até 3 dias.
  • Após a remoção do sistema transdermico anterior, um novo sistema transdermico deve ser aplicado numa zona diferente da pele.
  • Deve decorrer pelo menos uma semana até que um novo sistema transdermico seja aplicado na mesma zona da pele.

Que Medicamento é Esse?: Fentanila

O fentanil, também conhecido por fentanila ou fentanyl, é um medicamento usado para aliviar a dor crônica, dor muito forte ou para ser usado como complemento de uma anestesia geral ou local ou no controle da dor no pós-operatório.

Como Funciona?

De rápida ação, curta duração e elevada potência (100 vezes maior do que a da morfina).

A duração de ação comum do efeito analgésico é de aproximadamente 30 minutos após dose única intravenosa (IV) de até 100 mcg. A profundidade da analgesia está relacionada à dose e pode ser ajustada de acordo com o nível da dor do procedimento cirúrgico.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea, vômitos.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo

Rigidez muscular (que também pode envolver os músculos torácicos).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Distúrbios do Sistema Nervoso

Sedação, tontura, discinesia (diminuição ou extinção dos movimentos voluntários).

Distúrbios Oculares

Distúrbios visuais.

Distúrbios Cardíacos

Bradicardia (batimento cardíaco lento), taquicardia (batimento cardíaco rápido), arritmia (batimento cardíaco irregular).

Distúrbios Vasculares

Hipotensão, hipertensão, dor na veia.

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Apneia (parada temporária da respiração), broncoespasmo, laringoespasmo.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo

Dermatite alérgica.

Lesão, Envenenamento e Complicações do Procedimento

Confusão pós-operatória, complicação neurológica anestésica.

Reações adversas ocorridas em <1% dos pacientes tratados com Fentanil® em estudos clínicos:

Distúrbios Psiquiátricos

Humor eufórico.

Distúrbios do Sistema Nervoso

Cefaleia.

Distúrbios Vasculares

Flutuação da pressão arterial, flebite (inflamação nas veias).

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Soluços, hiperventilação.

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Calafrios, hipotermia.

Lesão, Envenenamento e Complicações do Procedimento

Agitação pós operatória, complicação do procedimento, complicação das vias aéreas da anestesia.

Quando é Contraindicado?

Fentanil® é contraindicado em pacientes com intolerância a qualquer um de seus componentes ou a outros opioides.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico;
  • A administração deve ser lenta, devido ao risco de provocar hipotensão;
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais;
  • Pode causar bradicardia e depressão respiratória: Monitorar os sinais vitais constantemente através de monitorização cardíaca e oximetria de pulso.

Que Medicamento é Esse?: Nitrofurantoína

Nitrofurantoína é um agente antibacteriano indicado no tratamento de infecções do trato urinário, agudas e crônicas, tais como cistites, pielites, pielocistites e pielonefrites causadas por bactérias sensíveis à nitrofurantoína.

Como Funciona?

Ele interfere no sistema enzimático da bactéria e em sua formação, sendo assim, um bactericida.

Os Efeitos Colaterais

  • Cefaleia, náuseas, vômitos, diarreia, dor epigástrica, anorexia e pneumonia intersticial;
  • Polineuropatia induzida por drogas, anemia megaloblástica, leucopenia e flatulência;
  • Hipertensão intracraniana benigna, parestesias, fibrose pulmonar, necrose hepática, icterícia, dermatite alérgica, prurido, urticária, síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, eritema, reação anafilática, reação alérgica, anemia hemolítica, constipação, alopecia, sonolência, tontura, febre com calafrio, astenia, depressão, neurite óptica, transtorno psicótico, eritema multiforme (incluindo síndrome de Stevens-Johnson), cianose secundária a metahemoglobinemia anemia por deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

Quando é Contraindicado?

  • Anúria, oligúria ou insuficiência renal com depuração de creatinina abaixo de 60mL/minuto/1,73m2;
  • Pacientes com hipersensibilidade conhecida à Nitrofurantoína ou a qualquer componente da formulação ou com história prévia de doença hepática tóxica com colestase associada à Nitrofurantoína;
  • Pacientes com insuficiência renal com depuração de creatinina < 60mL/min/1,73 m2.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Em qualquer sinal de hemólise, é indicada a suspensão do tratamento, pois a anemia é reversível com a retirada do medicamento;
  • Neuropatia periférica poderá raramente ocorrer em pacientes portadores de diabetes mellitus, deficiência de vitaminas do complexo B, nefropatia, doença hepática, anemia e doenças debilitantes. A redução posológica ou a suspensão do medicamento geralmente promove a reversão desse quadro clínico;
  • Os pacientes devem ser periodicamente monitorados com testes bioquímicos para avaliação da função hepática e, se aparecerem anormalidades, o tratamento deve ser imediatamente interrompido e as medidas apropriadas deverão ser tomadas.

Que Medicamento é Esse?: Esmeron

O brometo de rocurônio é indicado para ser usado juntamente com a anestesia geral para facilitar a intubação traqueal em procedimentos de rotina e indução de sequência rápida de anestesia, bem como para relaxar a musculatura esquelética durante as intervenções cirúrgicas.

Também é indicado para pessoas internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para facilitar a intubação e a respiração artificial.

Como Funciona?

O brometo de rocurônio pertence ao grupo de substâncias chamadas relaxantes musculares, as quais são utilizadas durante cirurgias como parte da anestesia geral.

Quando você é operado, seus músculos precisam estar completamente relaxados. Isso facilita a tarefa do cirurgião.

Normalmente, os nervos enviam mensagens aos músculos por impulsos. O brometo de rocurônio age bloqueando esses impulsos, de modo que os músculos ficam relaxados.

Uma vez que os músculos que participam da respiração também se tornam relaxados, você precisará de ajuda para respirar (respiração artificial) durante e depois da cirurgia, até que possa respirar por si só.

Durante a cirurgia o efeito dos relaxantes musculares é constantemente verificado e, se necessário, é administrado mais medicamento. Ao final da cirurgia, permite-se que os efeitos de brometo de rocurônio sejam eliminados e você pode começar a respirar por si só.

Algumas vezes, administra-se outro medicamento para acelerar esse processo. O brometo de rocurônio pode, também, ser utilizado em Unidades de Terapia Intensiva para manter seus músculos relaxados.

Os Efeitos Colaterais

Assim como todos os medicamentos, o brometo de rocurônio pode causar reações adversas, embora nem todas as pessoas as apresentem.

As reações adversas incomuns ou raras (ocorrendo em 0,01% – 1% dos pacientes) observadas são:

  • Aumento da frequência cardíaca (taquicardia);
  • Diminuição da pressão sanguínea (hipotensão);
  • Aumento ou diminuição do efeito de brometo de rocurônio;
  • Dor no local da injeção;
  • Prolongamento do efeito relaxante muscular de brometo de rocurônio;

As reações adversas muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento) observadas são:

  • Reações de hipersensibilidade, como alterações na pressão sanguínea ou frequência cardíaca e choque como uma consequência de muito pouco sangue na circulação;
  • Tensão no tórax por contrações dos músculos da respiração (broncoespasmo);
  • Alterações da pele (por exemplo, inchaço, vermelhidão, erupções ou urticária);
  • Febre repentina com aumento da frequência cardíaca, respiração rápida e rigidez, dor e/ou fraqueza nos músculos;
  • Fraqueza muscular ou paralisia;
  • Disfunção muscular prolongada, normalmente observada quando brometo de rocurônio e corticosteroides (medicamentos anti-inflamatórios) são utilizados ao mesmo tempo na Unidade de Terapia Intensiva em pacientes criticamente debilitados (miopatia esteroide);

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado para uso por pessoa hipersensível (alérgica) ao rocurônio, ao íon brometo ou a qualquer outro componente da fórmula do medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Selecionar medicamentos seguros: antes de sua aquisição, avaliar o rótulo dos bloqueadores neuromusculares e adotar medidas de prevenção de trocas com medicamentos que apresentem aparência semelhante. Se possível, adquirir produtos com embalagem/rótulos que diminuam o risco de trocas.
  • Restringir o acesso e a disponibilidade: limitar o acesso a estes medicamentos, restringindo sua disponibilidade apenas a blocos cirúrgicos e unidades específicas que atendam pacientes sob ventilação mecânica. Uma exceção são os carrinhos de parada cardiorrespiratória que devem estar lacrados e ser abertos somente em casos de emergência.
  • Armazenar de forma segura: armazenar os bloqueadores neuromusculares em local separado do restante dos medicamentos utilizados nas unidades assistenciais. Se forem armazenados em gabinetes de dispensação automatizada, devem ser colocados em caixas diferenciadas.
  • Utilizar etiquetas de alerta: etiquetar os frascos, ampolas e seringas com o medicamento diluído com uma etiqueta de alerta que identifique, de forma diferenciada, estes medicamentos.
  • Incorporar alertas informatizados na prescrição e na dispensação: incluir alertas que informem sobre a necessidade dos pacientes estarem sob ventilação mecânica para uso dos bloqueadores neuromusculares.
  • Verificar a administração: realizar dupla checagem (duplo check) independente antes da administração dos bloqueadores neuromusculares, preferencialmente por meio de sistema de código de barras ou outro meio eletrônico. Quando o responsável pela administração for o anestesista, recomenda-se a leitura cuidadosa e checagem antes do preparo e administração.
  • Sensibilizar e informar os profissionais de saúde sobre os riscos relacionados ao uso incorreto dos bloqueadores neuromusculares, e divulgar as estratégias de prevenção dos erros de medicação durante os processos de prescrição, dispensação e administração.

Que Medicamento é Esse?: Fitomenadiona

A Fitomenadiona, filoquinona ou vitamina K₁ , é uma vitamina cetona policíclica aromática, solúvel em gordura que é estável ao ar e à umidade, mas decompõe-se na luz solar, indicado no tratamento de hemorragia ou risco de hemorragia como resultado de severa hipoprotrombinemia (deficiência ou diminuição de fatores de coagulação no sangue), de várias causas, incluindo sobredosagem (quantidade excessiva) de anticoagulantes do tipo cumarínicos, por exemplo.

Como Funciona?

É uma solução injetável de vitamina K1 sintética que é essencial para a formação dos chamados fatores de coagulação (protrombina, fatores VII, IX e X). A carência de vitamina K1 leva a um aumento de hemorragias (sangramentos).

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios do sistema imunológico

  • Muito raro (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
    • Reações anafilactoides (reação alérgica violenta que ocorre logo após o contato com uma substância ou medicamento).

Distúrbios gerais e condições do local de aplicação

  • Muito raro (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
    • Irritação venosa ou flebite (inflamação das veias).

Quando é Contraindicado?

Fitomenadiona é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a qualquer um dos constituintes do produto.

Não há contraindicação relativa às faixas etárias.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Sempre que possível Vita K deve ser administrado por via subcutânea (debaixo da pele) ou intramuscular. Quando a administração endovenosa é inevitável, a droga deve ser injetada vagarosamente, não excedendo 1 mg por minuto;
  • Proteger da luz o tempo todo;
  • Produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente em relação ao material particulado e descoloração, antes da administração, sempre que a solução e o recipiente permitirem;
  • Vita K pode ser diluído com cloreto de sódio 0,9% para injeção, dextrose 5% para injeção ou dextrose 5% e cloreto de sódio para injeção.;
  • Quando diluições são indicadas, a administração deve começar imediatamente após a mistura com o diluente, e porções não utilizadas da diluição devem ser descartadas, assim como o conteúdo não utilizado da ampola;
  • A Academia Americana de Pediatria recomenda a utilização de vitamina K1 em recém nascidos. Uma dose única intramuscular (IM) de Vita K de 0,5 a 1 mg, é recomendada dentro de 1 hora após o nascimento;
  • A administração empírica de vitamina K1 não deve substituir a avaliação laboratorial apropriada do mecanismo de coagulação. A resposta imediata (diminuição do tempo de protrombina em 2 a 4 horas) após a administração da vitamina K1 é o diagnóstico usual da doença hemorrágica do recém-nascido, a falha de resposta indica outro diagnóstico ou distúrbio na coagulação;
  • A dose de 1 mg de Vita K deve ser administrada por via subcutânea (SC) ou intramuscular (IM). Doses maiores podem ser necessárias, caso a mãe esteja utilizando anticoagulantes orais;
  • Embora a terapia com sangue total ou seus componentes possam ser indicados se o sangramento for excessivo, essa terapia não corrige a causa do distúrbio e Vita K deve ser administrado concomitantemente;
  • Reações severas, incluindo mortes, ocorreram durante e imediatamente após a administração parenteral de fitomenadiona. Normalmente essas reações severas assemelham-se à hipersensibilidade e anafilaxia (alergia), incluindo choque e parada cardíaca e/ou respiratória. Alguns pacientes apresentaram essas reações severas quando receberam a fitomenadiona pela primeira vez. A maioria desses eventos ocorreram após administração endovenosa, mesmo quando tomada a devida precaução de diluir a fitomenadiona e evitar a infusão rápida;Portanto, a via endovenosa deve ser restrita a situações onde outra via não é possível e o alto risco envolvido é justificável.
  • A fitomenadiona não neutraliza a ação anticoagulante da heparina;
  • A fitomenadiona não é um agente de coagulação, mas uma terapia extremamente cuidadosa com vitamina K1 pode restabelecer condições que originalmente permitam o fenômeno trombolítico (formação de coágulos). Deve ser mantida a menor dosagem possível e o tempo de protrombina deve ser verificado regularmente como indicação das condições clínicas.

Que Medicamento é Esse?: Cefalotina

O Keflin (Cefalotina) é um antibiótico indicado para o tratamento de infecção nos pulmões, infecção da pele e tecidos moles, infecção urinária, infecção do sangue, infecção gastrintestinal, infecção nas juntas e nos ossos e também no tratamento de meningite.

Além disso, também pode ser usado na prevenção de infecções durante a cirurgia.

Como Funciona?

O Keflin é um antibacteriano da classe das cefalosporinas, que em doses adequadas promove a destruição das bactérias.

O tempo para cura da infecção pode variar de dias a meses, dependendo do local e do tipo de bactéria causadora da infecção e das condições da pessoa.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são erupções na pele, urticária, febre, dor nas juntas e urticária, anafilaxia, eosinofilia, febre medicamentosa, dor, endurecimento do tecido e sensibilidade no local da injeção, elevação da temperatura, inflamação da veia com formação de coágulo de sangue, diarreia, náuseas e vomitose.

Além disso, também pode ocorrer dor na barriga e no estômago, diarreia aquosa podendo conter sangue e febre.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser usado em pessoas com histórico de reação alérgica a penicilinas ou derivados, penicilamina ou outras cefalosporinas. Além disso, este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas ou a amamentar, sem orientação médica.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Informe ao paciente sobre as reações adversas que o medicamento pode ocasionar, como rash cutâneo;
  • Antes de administrar deve ser avaliado os resultados da cultura e do antibiograma;
  • Durante a terapia deve monitorar a função renal, sinais e sintomas da flebite e da tromboflebite;
  • IM: A Administração não causa tanta dor como as outras cefalosporinas;
  • IV: Diluir (500mg em 2ml, 1G em 2,5ml) em água destilada ou soro fisiológico 0,9%, agitando bem até que se dissolva, infundir além de 3-5 minutos em veia de grosso calibre, pode ser administrada em 50-100ml alternando os locais de infusão em intervalos de 2 a 3 dias, a droga se mantém estável durante as 24 horas em temperatura ambiente ou 96 horas sob refrigeração.

Que Medicamento é Esse?: Haes-Steril

O Haes-Steril, conhecido como “Hidroxietilamido”, é destinado ao tratamento inicial com dose única para hipovolemia e choque (“ressuscitação com pequeno volume”).  A solução destina-se à reposição do volume de sangue e não deve ser usada como um substituto do sangue ou do plasma.

É indicado em situações em que se necessita terapia e profilaxia de hipovolemia e choque:

  • Intervenções cirúrgicas ou traumatológicas (choque hemorrágico e choque traumático);
  • Infecções (choque séptico);
  • Queimaduras (choque de queimados);
  • Hemodiluição normovolêmica aguda (auto-transfusão) em intervenções cirúrgicas;
  • Diluição terapêutica do sangue (hemodiluição): terapia de distúrbios circulatórios ontogênicos e placentários (hemodiluição isovolêmica e hipervolêmica).

Como Funciona?

O hidroxietilamido age como expansor plasmático. A pressão oncótica sanguínea é estabelecida primordialmente pela albumina plasmática. Uma vez que se perde certo volume de sangue, é necessário restabelecer a pressão oncótica natural através de substitutos funcionais da albumina.

O amido hidroxietílico representa um substituto muito eficiente a esta função da albumina. O grau de expansão do volume do plasma e a melhoria no estado hemodinâmico intravenoso dependem das condições do paciente. As moléculas de hidroxietilamido de menor peso são eliminadas rapidamente pela excreção renal.

Os Efeitos Colaterais

  • Hipotensão severa, edema pulmonar não cardíaco, edema laringeal, broncoespasmo, angioedema, dificuldade respiratória, taquipneia (batimentos cardíacos acelerados e falta de ar), febre, dor no peito, bradicardia (batimentos cardíacos lentos), taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), deficiência respiratória, frio, urticária, prurido (secreção), edema facial e periorbital, tosse, espirro, eritema multiforme e rash;
  • Cardiovascular: Sobrecarga circulatória, falha congestiva do coração e edema pulmonar;
  • Hematológicos: Sangramento intracraniano, sangramento e/ou anemia devido à hemodiluição.

Quando é Contraindicado?

  • Hipersensibilidade ao medicamento;
  • Distúrbios hemorrágicos graves;
  • Insuficiência cardíaca congestiva grave;
  • Aos pacientes alérgicos ao amido;
  • Alteração renal com oligúria (urina reduzida) ou anúria (urina ausente);
  • Estados de hiper-hidratação;
  • Doenças graves de coagulação ou sangramento;
  • Pacientes nefropatas;
  • Pacientes em risco aumentado de sangramento;
  • Pacientes graves que não suportam sobrecarga de volume;
  • Pacientes com maior risco de retenção hídrica;
  • Pacientes com sepse;
  • Coagulopatias severas;
  • Pacientes desidratados;
  • Pacientes com hemorragia cerebral ou intracraniana;
  • Pacientes com lesões por queimadura;
  • Hipercalemia grave (elevado teor de potássio no sangue);
  • Hipernatremia (elevado teor de sódio no sangue);
  • Hipercloremia (elevado teor de cloro no sangue);
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Pacientes transplantados;
  • Pacientes com disfunção hepática.

São consideradas contraindicações relativas:

  • O uso na fibrinogenia, onde este medicamento deve ser usado apenas em emergência que apresente risco de vida, até que se tenha sangue disponível para substituição;
  • O uso em início da gravidez deve ser restringido a casos de extrema necessidade, seguindo critério adotado a quaisquer medicações neste período;
  • Testes não revelam qualquer efeito embriotóxico outeratogênico;
  • O uso em crianças, uma vez que não existem dados com respeito a esta indicação.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Deve ser assegurado o suprimento suficiente de fluidos (2 a 3 litros de fluidos por dia);
  • É necessário um controle regular dos níveis séricos de eletrólitos e do balanço de fluídos;
  • A creatinina sérica deve ser monitorada no inicio da terapia;
  • É essencial o monitoramento diário do balanço de fluidos e dos valores de retenção renal com os valores limites de creatinina (1.2 – 2.0 mg/dl e 106 – 177 µmol/l, insuficiência renal compensatória);
  • Nas terapias com duração de vários dias mesmo naquelas com valores de creatinina sérica e resultados dos testes de urina normais, é essencial monitorar regularmente os valores de retenção renal;
  • Se na ocorrência de tratamento de longo prazo for excedido o limite de 2 mg/dl para creatinina no plasma, a infusão deverá ser imediatamente descontinuada.
  • Em casos de desidratação severa primeiramente deverá ser oferecida uma solução cristalóide (preferencialmente soluções eletrolíticas);
  • Devem ser dispensados cuidados particulares para pacientes com doenças hepáticas crônicas severas ou casos severos de doença de von Willebrand;
  • Tem sido descrito na literatura a correlação entre dose e frequência de prurido em pacientes com desordens otoneurológicas, como perda súbita de audição, zumbido ou trauma acústico;
  • Para terapias com HAES-Steril 10% é aconselhável reduzir a dosagem para 250 ml/dia no máximo. Isto reduzirá o risco de prurido como efeito colateral. Se ocorrer prurido, o tratamento deverá ser descontinuado. Deverá também ser garantido que o paciente estará recebendo quantidades adequadas de fluidos.

Que Medicamento é Esse?: Milrinona

O Lactato de Milrinona, também conhecido como Primacor é indicado para o tratamento intravenoso em curto prazo da insuficiência cardíaca congestiva severa (quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo), inclusive nos estados de baixo débito (quando o coração está tendo dificuldade de bombear sangue para o seu corpo) após cirurgia do coração.

Como Funciona?

O Milrinona pertence ao grupo de medicamentos chamados inibidores da fosfodiesterase, e funciona fazendo o músculo do seu coração contrair mais forte e tornando seus vasos sanguíneos mais dilatados. Isto significa que o sangue pode fluir mais facilmente melhorando assim a capacidade do seu coração bombear sangue.

Os Efeitos Colaterais

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado caso paciente seja alérgico à milrinona ou aos demais componentes da formulação.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser rompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance a melhora.
  • Informe ao paciente sobre o objetivo da administração deste medicamento, para que o mesmo possa compreender e colaborar com o tratamento.
  • Durante a terapia, avaliar as arritmias supraventriculares e ventriculares, monitorando a resposta clínica, balanço hídrico, eletrólitos, P.A, pulso e a resposta clínica, níveis de potássio.
  • IV: Infunda e, Soro Fisiológico 0,9% ou glicosado 5% para 100 mcg/ml, adicionando 180ml de diluente para 150mcg/ml, adicionando 113ml de diluente.

Que Medicamento é Esse?: Hepa-Merz

O Hepa-Merz é um medicamento hepatoprotetor, um aminoácido, indicado no tratamento de hiperamonemia produzida por doenças hepáticas agudas e crônicas, como por exemplo: cirrose hepática, esteatose hepática, hepatite, especialmente para a terapia de transtornos mentais incipientes (pré-coma) ou complicações neurológicas (encefalopatia hepática).

Como Funciona?

Age de forma favorável nas sequelas das hepatopatias agudas e crônicas, sendo especialmente eficaz nos casos de doenças hepáticas graves. L-ornitina-L-aspartato exerce sua ação nos ciclos metabólicos do fígado, particularmente no ciclo da ureia, diminuindo rapidamente os níveis sanguíneos elevados de amônia. A capacidade de detoxificação, particularmente do ciclo da ureia, é aumentado e o balanço energético é melhorado

Os Efeitos Colaterais

  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): transtornos gastrintestinais como náuseas (enjoo), dor de estômago, vômitos, flatulência (gases) e diarreia. Esses transtornos geralmente não requerem descontinuação do tratamento e desaparecem com a redução da dose.
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor nos membros (braços e pernas).

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência renal grave (diminuição da função dos rins).

Exclusivo Granulado

Não deve ser utilizado por pacientes que tenham alergia a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Via Endovenosa: Deve ser administrado em veia de grosso calibre;
  • Monitorar o gotejamento através de bomba de infusão;
  • VO: O Conteúdo de 1 envelope, 1/2 vezes ao dia, como as refeições, e bastante líquido.

Que Medicamento é Esse?: Remifentanila

O Cloridrato de Remifentanila, popularmente conhecido como “Ultiva”, é indicado como agente analgésico na indução e/ou manutenção da anestesia geral durante procedimentos cirúrgicos, entre eles a cirurgia cardíaca. É indicado também na continuação da analgesia durante o período pós-operatório imediato, sob estrito controle, e durante a transição para a analgesia de longa duração.

Também é indicado para promover analgesia e sedação em pacientes ventilados mecanicamente em unidade de terapia intensiva.

Como Funciona?

Ele apresenta como substância ativa a remifentanila, que pertence a um grupo de medicamentos chamados de agonistas opioides. Esses medicamentos são capazes de promover anestesia, assim como alívio da dor e sedação, durante as cirurgias. A remifentanila tem início de ação rápido, e seu efeito é curto.

Os Efeitos Colaterais

  • CARDIOVASCULAR: diminuição dos batimentos do coração; pressão baixa;
  • GASTRINTESTINAL: náusea; vômito;
  • MUSCULOESQUELÉTICO: rigidez muscular;
  • RESPIRATÓRIO: depressão respiratória;
  • SISTEMA NERVOSO CENTRAL: dor de cabeça; tremor; tontura.

Quando é Contraindicado?

Como a glicina é utilizada em sua formulação, não se deve administrar o Remifentanil por via epidural nem intratecal.

Também é contraindicado para pacientes com reconhecida hipersensibilidade a qualquer componente da formulação ou a outro análogo de fentanil.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Deve ser reconstituída com 2 ml de diluente cada frasco;
  • Monitorar: sinais vitais e oxigenação durante a administração;
  • Pacientes submetidos a cirurgias devem receber outro analgésico antes da interrupção da administração da Remifentanila, devido ao seu curto período de ação
  • A Remifentanila não deve ser utilizada isoladamente na indução de anestesia (risco elevado de apneia, rigidez muscular e taquicardia);
  • Atentar ao uso concomitante: Pode ter efeitos sinérgicos com anestésicos (ex: isoflurano, propofol, tiopental); midazolam.