Que Medicamento é Esse?: Lokelma

Lokelma é indicado para o tratamento da hipercalemia (nível elevado de potássio no sangue) em pacientes adultos.

Como Funciona?

Ele age capturando o potássio em troca de hidrogênio e sódio ao longo de todo o trato gastrointestinal, reduzindo a concentração de potássio livre no trato gastrointestinal e, desta forma, diminuindo os níveis de potássio no sangue e aumentando a eliminação de potássio nas fezes para resolver a hipercalemia.

Lokelma reduz as concentrações de potássio no sangue em apenas 1 hora após ingestão e as concentrações de potássio no sangue continuam diminuindo durante o período de tratamento de 48 horas.

Os Efeitos Colaterais

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue), constipação e eventos relacionados a inchaço (inclui retenção de líquidos, edema generalizado, hipervolemia (aumento do volume do sangue), inchaço localizado, inchaço, inchaço periférico e inchaço periférico).

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Quando é Contraindicado?

Não deve utilizar este medicamento se tiver alergia ao ciclossilicato de zircônio sódico hidratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar o apetite e o padrão alimentar.
  • Obter informações sobre medicamentos atuais e uso de substâncias.

Intervenções:

1. Monitoramento

  • Monitorizar regularmente os sinais vitais, peso e IMC.
  • Avaliar o apetite e o padrão alimentar.
  • Verificar a adesão à medicação.
  • Monitorizar os efeitos adversos, como náuseas, vômitos e tonturas.

2. Educação do Paciente

  • Educar o paciente sobre a Lokelma, incluindo mecanismo de ação e efeitos colaterais.
  • Instruir o paciente sobre a importância da adesão à medicação.
  • Fornecer estratégias para gerenciar o apetite e promover hábitos alimentares saudáveis.
  • Orientar sobre possíveis interações medicamentosas.

3. Gerenciamento de Efeitos Colaterais

  • Administrar medicamentos antieméticos para náuseas e vômitos.
  • Recomendar pequenas refeições frequentes para minimizar o desconforto gastrointestinal.
  • Aconselhar sobre hidratação adequada para reduzir tonturas.

4. Monitoramento Cardiovascular

  • Monitorizar a pressão arterial e a frequência cardíaca regularmente.
  • Ficar atento a sinais de taquicardia e hipertensão.
  • Relatar quaisquer alterações cardiovasculares ao médico.

5. Monitoramento Renal

  • Obter exames de creatinina e uréia regularmente.
  • Monitorar a função renal em pacientes com doença renal subjacente.

6. Monitoramento Hepático

  • Obter exames de função hepática regularmente.
  • Monitorar a função hepática em pacientes com doença hepática subjacente.

7. Apoio Psicológico

  • Apoiar os pacientes com perda de peso e desafios alimentares.
  • Fornecer aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida e estratégias de enfrentamento.

8. Colaboração Interdisciplinar

  • Colaborar com médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde para fornecer cuidados abrangentes.
  • Encaminhar os pacientes para consultas especializadas quando necessário.

Observações:

  • A Lokelma está contraindicada em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, insuficiência renal grave ou doença hepática grave.
  • O uso de Lokelma deve ser interrompido imediatamente se houver suspeita de toxicidade hepática.
  • Os pacientes devem ser orientados a relatar quaisquer novos ou agravantes sintomas gastrointestinais ou cardiovasculares.

Que Medicamento é Esse?: Complexo B

As vitaminas do complexo B exercem várias funções no organismo, como a produção de energia, a manutenção da saúde do sistema nervoso, da pele, dos cabelos e do intestino. Elas também são fundamentais na prevenção de anemia e para evitar a baixa do sistema imunológico.

Como Funciona?

As vitaminas do complexo B são um grupo de vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água), que, geralmente, atuam como coenzimas (substância necessária ao funcionamento de certas enzimas). Essas vitaminas, assim como as outras existentes, devem ser incluídas em nossa dieta, e sua carência pode causar problemas de saúde.

As vitaminas do complexo B apresentam uma numeração e um nome específico. São elas: vitamina B1 (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), vitamina B3 (niacina), vitamina B5 (ácido pantotênico), vitamina B6 (piridoxina), vitamina B7 (biotina), vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12 (cobalamina).

Os Efeitos Colaterais

Diarréia, desordem da condução cardíaca, tontura, olhos secos, peles secas, piora de úlcera péptica (lesão no estômago ou duodeno), desmaios, hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), prurido na pele (coceira na pele), hiperuricemia (altos níveis de ácido úrico no sangue), mialgia (dor muscular), vômito e náusea.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com antecedentes de alergia a quaisquer constituintes da fórmula ou/e às vitaminas do Complexo B. O Complexo B não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas (falta de vitaminas específicas).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Não administrar a vitamina B6 com a levodopa, a não ser que ela esteja associada a um inibidor da descarboxilase.
  • Administrar com cuidado em casos de úlcera péptica.
  • Não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas grave.
  • Categoria C: não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.
  • Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Que Medicamento é Esse?: Pregabalina

Pregabalina é indicado para adultos:

  • Tratamento da dor neuropática (dor devido à lesão e/ou mau funcionamento dos nervos e/ou do sistema nervoso) em adultos;
  • Como terapia adjunta das crises epiléticas parciais (convulsões), com ou sem generalização secundária em adultos;
  • Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada em adultos;
  • Controle de fibromialgia (doença caracterizada por dor crônica em várias partes do corpo, cansaço e alterações do sono) em adultos.

Como Funciona?

Pregabalina age regulando a transmissão de mensagens excitatórias entre as células nervosas. O início da ação do medicamento é, geralmente, percebido cerca de uma semana após o início do tratamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais frequentemente notificadas foram tontura e sonolência; em geral, elas foram de intensidade leve a moderada e estão listadas abaixo.

Reação Muito Comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça*.

Reação Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): nasofaringite (inflamação da faringe ou garganta), aumento do apetite, euforia, confusão, irritabilidade, depressão, desorientação, insônia (dificuldade para dormir), diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), ataxia (dificuldade em coordenar os movimentos), coordenação anormal, tremores, disartria (alteração da fala), amnésia (perda de memória), dificuldade de memória, distúrbios de atenção, parestesia (formigamentos), hipoestesia (diminuição da sensibilidade), sedação (diminuição do nível de vigília ou alerta), transtorno de equilíbrio, letargia (lentidão), visão turva, diplopia (visão dupla), vertigem, vômitos, constipação (intestino preso), flatulência (excesso de gases), distensão abdominal, boca seca, espasmo muscular (contração involuntária dos músculos), artralgia (dor nas articulações), dor lombar, dor nos membros, espasmo cervical, edema periférico (inchaço de extremidades), edema (inchaço), marcha (caminhada) anormal, quedas, sensação de embriaguez, sensação anormal, cansaço, aumento de peso, náusea* (enjoo), diarreia*.

Reação Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos), anorexia (apetite diminuído), hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue), alucinações, inquietação, agitação, humor deprimido, humor elevado, mudanças de humor, despersonalização (mudança na forma como a pessoa percebe a si mesma), sonhos anormais, dificuldade de encontrar palavras, aumento da libido (aumento do desejo sexual), anorgasmia (incapacidade de ter orgasmos), síncope (desmaio), mioclonia (contração muscular), hiperatividade (agitação) psicomotora, discinesia, hipotensão postural (diminuição da pressão arterial ao levantar), tremor de intenção (tremor que ocorre ao movimento), nistagmo (movimento anormal dos olhos), transtornos cognitivos (dificuldade de compreensão), transtornos de fala, hiporreflexia (reflexos enfraquecidos), hiperestesia (aumento da sensibilidade), sensação de queimação, perda da visão periférica, alteração visual, inchaço ocular, deficiência no campo visual, redução da acuidade visual, dor ocular, astenopia (cansaço visual), fotopsia (sensação de ver luzes e cores cintilantes), olhos secos, aumento do lacrimejamento, irritação ocular, hiperacusia (aumento da audição), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), bloqueio atrioventricular de primeiro grau (tipo de arritmia cardíaca), bradicardia sinusal (diminuição dos batimentos cardíacos) hipotensão arterial (pressão baixa), hipertensão arterial (pressão alta), ondas de calor, rubores (vermelhidões), frio nas extremidades, dispneia (falta de ar), epistaxe (sangramento nasal), tosse, congestão nasal, rinite, ronco, refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago), hipersecreção salivar, hipoestesia oral (diminuição da sensibilidade na boca), erupções cutâneas papulares (pequenas elevações na pele), urticária (alergia na pele), sudorese (transpiração), inchaço articular, mialgia (dor muscular), espasmo muscular, dor cervical, rigidez muscular, incontinência urinária (dificuldade em controlar a urina), disúria (dificuldade e dor para urinar), disfunção erétil (dificuldade para enrijecer o pênis), disfunção sexual, retardo na ejaculação, dismenorreia, edema (inchaço) generalizado, aperto no peito, dor, pirexia (febre), sede, calafrio, astenia (fraqueza), aumento das enzimas: alanina aminotransferase, creatina fosfoquinase sanguínea e aspartato aminotransferase, elevação da glicose sanguínea, diminuição da contagem de plaquetas, diminuição do potássio sanguíneo, diminuição de peso, hipersensibilidade*, perda de consciência*, prejuízo psíquico*, inchaço da face*, coceira*, mal-estar*, agressividade*.

Reação Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): crise de pânico, desinibição, apatia (ausência de emoção), estupor, parosmia (distúrbio do olfato), hipocinesia (movimento diminuído), ageusia (falta de paladar), disgrafia (dificuldade em escrever), oscilopsia (visão oscilante), percepção visual de profundidade alterada, midríase (pupila dilatada), estrabismo, brilho visual, taquicardia sinusal, arritmia (irregularidade do batimento cardíaco) sinusal, aperto na garganta, secura nasal, ascite (acúmulo de líquido no abdome), pancreatite (inflamação no pâncreas), disfagia (dificuldade na deglutição), suor frio, rabdomiólise (destruição de células dos músculos), insuficiência renal (diminuição das funções dos rins), oligúria (diminuição do volume de urina), dor mamária (dor na mama), amenorreia (ausência de menstruação), secreção mamária, ginecomastia (aumento da mama, geralmente sexo masculino), diminuição de leucócitos (glóbulos brancos), elevação da creatinina sanguínea, angioedema* (reação alérgica que cursa com inchaço), reação alérgica*, ceratite* (inflamação na córnea), insuficiência cardíaca congestiva* (alteração na capacidade do coração em bombear o sangue, edema pulmonar* (retenção de líquidos no pulmão), edema (inchaço) de língua*, retenção urinária* (dificuldade em urinar), ginecomastia* (aumento da mama), ideação suicida* (pensamento ou ideia de se matar).

*Reações relatadas no período pós-comercialização.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

Pregabalina não deve ser utilizado se você tem hipersensibilidade (alergia) conhecida à pregabalina ou a qualquer componente da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

Antes da administração:

  • Histórico: Verificar histórico médico do paciente, incluindo alergias, doenças preexistentes (insuficiência renal, diabetes, doenças cardíacas, etc.) e histórico de abuso de drogas ou álcool.
  • Interações medicamentosas: Investigar a utilização de outros medicamentos, incluindo antidepressivos, benzodiazepínicos, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, diuréticos, etc.
  • Gravidez e amamentação: Informar o paciente sobre os riscos da pregabalina durante a gravidez e amamentação.
  • Função renal: Monitorar a função renal do paciente, ajustando a dose conforme necessário.
  • Avaliação do estado mental: Avaliar o estado mental do paciente, observando sinais de confusão, sedação ou depressão.
  • Educação: Instruir o paciente sobre a importância de seguir a posologia e os horários da medicação, e sobre os possíveis efeitos colaterais.
  • Monitoramento da pressão arterial: A pregabalina pode causar hipotensão, sendo necessário monitorar a pressão arterial.

Durante a administração:

  • Administração: Administrar a pregabalina por via oral, com ou sem alimentos.
  • Monitorização dos efeitos colaterais: Observar e documentar os efeitos colaterais, como sonolência, tontura, ganho de peso, edema periférico, fadiga, visão turva, boca seca, constipação, etc.
  • Monitorização do estado mental: Avaliar o estado mental do paciente, observando sinais de confusão, sedação ou depressão.
  • Monitorização da função renal: Monitorar a função renal do paciente, ajustando a dose conforme necessário.
  • Prevenção de quedas: A pregabalina pode causar tontura e aumentar o risco de quedas. Aconselhar o paciente a ter cuidado ao se levantar e a evitar atividades que requerem atenção.
  • Interações medicamentosas: Observar possíveis interações com outros medicamentos.

Após a administração:

  • Monitorização dos efeitos colaterais: Continuar a monitorizar os efeitos colaterais e documentá-los.
  • Avaliação da resposta ao tratamento: Avaliar a eficácia do tratamento e ajustar a dose conforme necessário.
  • Educação: Continuar a educar o paciente sobre a importância de seguir a posologia e os horários da medicação, e sobre os possíveis efeitos colaterais.
  • Seguir as recomendações médicas: Recomendar o acompanhamento regular com o médico para monitorização do tratamento.
  • Prevenção de dependência: A pregabalina pode causar dependência. Informar o paciente sobre os riscos e fornecer suporte para interromper o uso do medicamento, se necessário.

Outras informações importantes:

  • A pregabalina pode ser viciante. É importante seguir as instruções do médico e não aumentar a dose ou interromper o uso do medicamento sem orientação médica.
  • Não conduzir veículos ou operar máquinas até saber como o medicamento afeta você.
  • A pregabalina pode causar sonolência. É importante evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
  • Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a menos que esteja perto da hora da próxima dose. Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida.
  • Se você tiver alguma dúvida ou preocupação, fale com o seu médico ou enfermeiro.

Que Medicamento é Esse?: Cianocobalamina

Cianocobalamina ou Vitamina B12 desempenha um papel importante na formação das células vermelhas do sangue, também é elemento chave para desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso.

Com a ausência dessa vitamina em nosso organismo a mielina que recobre os nervos, como uma “capa” protetora, sofre um desgaste que recebe o nome de desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro.

Como Funciona?

A vitamina B12 é hidrossolúvel e ajuda a manter o metabolismo do sistema nervoso e as células vermelhas do sangue saudáveis. Ela também reduz o risco de danos no DNA e previne pode ser boa para os músculos. Este nutriente ainda previne a anemia perniciosa, também conhecida como anemia megaloblástica.

Os Efeitos Colaterais

  • Dermatológico: coceira na pele.
  • Gastrintestinal: diarreia.

Quando é Contraindicado?

Hipersensibilidade à vitamina B12. Doença de Leber, pois têm-se produzido casos de atrofia do nervo ótico imediatamente após a administração, pois as concentrações de vitamina B12, neste caso, já são bastante elevadas.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atenção quanto:
    • pode ter sua ação diminuída por: ácido aminosalicílico; álcool; cloranfenicol; colchicina (quando se usa a Vitamina B12 injetável).
    • pode prolongar a ação de depressão da pressão sanguínea de: nitroprussiato de sódio.
    • Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica durante o tratamento.

Que Medicamento é Esse?: Voluven

O Voluven® é indicado para o tratamento e a prevenção de hipovolemia (diminuição do volume do plasma sanguíneo) e choque, pois apresenta reposição de volume efetiva de 100% e meia-vida plasmática (tempo necessário para a eliminação de metade da quantidade original da substância) de aproximadamente 6 horas.

As situações em que há necessidade de terapia e prevenção de hipovolemia e choque são:

  • Primeiros socorros em acidentes;
  • Intervenções cirúrgicas ou traumatológicas;
  • Tratamento clínico generalizado;
  • Terapia intensiva;
  • Hemodiluição normovolêmica aguda (auto-transfusão) em intervenções cirúrgicas.

Além disso, o Voluven® também é indicado para hemodiluição utilizada em distúrbios circulatórios ontogênicos (proveniente de transformação biológica sofrida pelo indivíduo) e plaquetários.

Como Funciona?

Voluven® age como expansor e/ou repositor do volume plasmático, restabelecendo a pressão oncótica sanguínea (pressão osmótica gerada pelas proteínas presentes no sangue), a qual é primordialmente estabelecida pela albumina.

Os Efeitos Colaterais

O hidroxietilamido pode raramente levar a reações anafiláticas / anafilactoides (hipersensibilidade, sintomas moderados similares a gripe, bradicardia, taquicardia, broncoespamos, edema pulmonar nãocardíaco). Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade, a infusão deve ser descontinuada imediatamente e tratamento médico adequado de emergência deve ser iniciado. Quando usado em altas doses, o hidroxietilamido pode causar distúrbios de coagulação sem causar hemorragia clínica. Contudo, o médico deve estar atento à possibilidade de se prolongar o tempo de sangramento nestes casos.

A administração prolongada de altas doses de hidroxietilamido pode causar prurido (coceira), que é um efeito indesejável conhecido dos hidroxietilamidos. A coceira pode não aparecer até semanas após a última infusão e pode persistir por meses.

A concentração dos níveis séricos de amilase pode aumentar durante a administração de hidroxietilamido e pode interferir no diagnóstico de pancreatite. A amilase elevada se deve à formação de um complexo enzima-substrato de amilase e hidroxietilamido que retarda a eliminação e não deve ser considerado diagnóstico de pancreatite.

Em altas doses, os efeitos de diluição podem resultar em uma diluição dos componentes sanguíneos, tais como fatores de coagulação e outras proteínas plasmáticas e em diminuição do hematócrito.

As reações podem ser classificadas em:

Categoria Frequência
Muito comum ≥ 10%
Comum ≥ 1% e < 10%
Incomum ≥ 0,1% e < 1%
Raro ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito raro < 0,01%
Desconhecida Não pode ser estimada pelos dados disponíveis
Evento Adverso Frequência
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático Distúrbios de coagulação além dos efeitos de diluição Rara (em altas doses)
Distúrbios do sistema imune Reações anafiláticas / anafilactoides Rara
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Prurido Comum (dose dependente)
Investigações Aumento da amilase sérica Comum (dose dependente)
Diminuição do hematócrito Comum (dose dependente)
Diminuição das proteínas plasmáticas Comum (dose dependente)

Quando é Contraindicado?

Voluven® é contraindicado em casos de:

  • sepse;
  • doença hepática grave;
  • na necessidade de hiper-hidratação;
  • pacientes que não suportariam sobrecarga de volume ou em maior risco de retenção hídrica, dentre eles, pacientes com insuficiência renal com oligúria ou anúria não relacionadas à hipovolemia, cardiopatas e pneumopatas
  • pacientes em diálise;
  • pacientes com distúrbios hidro-eletrolíticos que favoreçam a retenção hídrica como hipernatremia grave ou hipercloremia grave;
  • pacientes em risco aumentado de apresentarem sangramento clinicamente importante, incluindo san-
  • gramento intracraniano;
  • pacientes com distúrbios de coagulação ou sangramento pré-existentes;
  • hipersensibilidade conhecida a amidos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Parâmetros de monitoramento: Hemoglobina, parâmetros de coagulação, função renal, função hepática, débito urinário e equilíbrio ácido-base.
  • A interrupção precoce do tratamento pode gerar instabilidade hemodinâmica no paciente.
  • Voluven® não deve ser utilizado como veículo de drogas.
  • A solução somente deve ter uso intravenoso e individualizado.
  • A dosagem deve ser determinada por um médico e é dependente da idade, do peso, das condições clínicas do paciente e das determinações em laboratório. A dosagem recomendada deve ser obedecida, pois a hemodiluição exagerada pode acarretar em reações indesejáveis.
  • Antes de serem administradas, as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução, fissuras e quaisquer violações na embalagem primária.
  • A Solução é acondicionada em frascos em SISTEMA FECHADO para administração intravenosa usando equipo estéril.
  • Atenção: não usar embalagens primárias em conexões em série. Tal procedimento pode causar embolia gasosa devido ao ar residual aspirado da primeira embalagem antes que a administração de fluido da segunda embalagem seja completada.
  • Verificar se existem vazamentos mínimos comprimindo a embalagem primária com firmeza. Se for observado vazamento de solução descartar a embalagem, pois a sua esterilidade pode estar comprometida.
  • No preparo e administração das Soluções Parenterais (SP), devem ser seguidas as recomendações da Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde quanto a: desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização das mãos, uso de EPIs e desinfecção de ampolas, frascos, pontos de adição dos medicamentos e conexões das linhas de infusão.
    • Fazer a assepsia da embalagem primária utilizando álcool a 70%;
    • Identificar e remover o lacre do sítio de conexão do equipo. No caso dos frascos, este sítio está protegido pelo lacre de maior diâmetro (figura 1);
    • Conectar o equipo de infusão da solução. Consultar as instruções de uso do equipo;
    • Suspender a embalagem pela alça de sustentação;
    • Administrar a solução, por gotejamento contínuo, conforme prescrição médica.

Que Medicamento é Esse?: Dexmedetomidina

O Cloridrato de Dexmedetomidina é um agonista alfa-2 adrenérgico relativamente seletivo indicado para sedação em pacientes (com e sem ventilação mecânica) durante o tratamento intensivo (na Unidade de Terapia Intensiva, salas de cirurgia ou para procedimentos diagnósticos).

Como Funciona?

O Cloridrato de Dexmedetomidina promove sedação (indução de um estado calmo) sem diminuição da frequência respiratória. Durante esse estado os pacientes podem ser despertados e são cooperativos. O inicio de ação deste medicamento ocorre em até 6 minutos e a meia vida (tempo necessário para que a quantidade da substância administrada na corrente sanguínea se reduza à metade) de eliminação é de cerca de 2 horas.

Os Efeitos Colaterais

Em geral, os eventos indesejáveis mais frequentemente observados, emergentes do tratamento foram hipotensão, hipertensão, bradicardia, febre, vômitos, hipoxemia (níveis baixos de oxigênio no sangue), taquicardia(rapidez excessiva no funcionamento do coração), anemia, boca seca e náusea.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Cloridrato de dexmedetomidina deve apenas ser utilizado por profissionais treinados no cuidado de pacientes que necessitam de tratamento intensivo ou em sala de operação. Devido aos conhecidos efeitos farmacológicos de Cloridrato de dexmedetomidina os pacientes devem ser monitorados continuamente enquanto estiverem recebendo Cloridrato de dexmedetomidina.
  • pode apresentar efeito aditivo com: anestésicos; agonista opioide; sedativo; hipnótico; vasodilatador.
  • Deve haver cautela quando utilizar Cloridrato de dexmedetomidina em pacientes com bloqueio cardíaco avançado e/ou disfunção ventricular grave. Uma vez que Cloridrato de dexmedetomidina diminui as atividades do sistema nervoso simpático (resposta do corpo em situações estressantes), hipotensão e/ou bradicardia podem ser esperadas por serem mais pronunciados em pacientes com hipovolemia (quando há pouco líquido dentro dos vasos sanguíneos), diabetes mellitus ou hipertensão (pressão arterial alta) crônica e em pacientes idosos.
  • Cloridrato de Dexmedetomidina pode induzir hipertermia que pode ser resistente aos métodos tradicionais de resfriamento. Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser descontinuado e a hipertermia deve ser tratada com medidas clínicas convencionais.

Que Medicamento é Esse?: Levotiroxina

A Levotiroxina é indicado pelo médico para a reposição ou suplementação hormonal em doenças relacionadas com a glândula tireoide (nos casos em que o organismo não está produzindo ou produz hormônios tireoidianos em quantidade insuficiente), tais como: hipotireoidismo (diminuição da produção dos hormônios tireoidianos), tratamento ou prevenção de bócios (aumento do volume ou presença de nódulos na tireoide), tireoidite (inflamação da glândula) e também nas situações onde a glândula precisa ser retirada, como por exemplo, na presença de tumores ou outras alterações que assim o exigem.

Este medicamento pode ser utilizado, também, como agente diagnóstico, por exemplo, nos casos em que o médico precisa avaliar o funcionamento da tireoide ou a produção de hormônios relacionados à tireoide.

Como Funciona?

A tiroxina normalmente é produzida no organismo pela glândula tireoide. Ele age regularizando ou suprindo a quantidade deste hormônio no organismo, nas situações em que a glândula tireoide não está apresentando um funcionamento adequado ou nas situações em que há necessidade de retirada parcial ou total da glândula tireoide por cirurgia.

O início da ação da levotiroxina varia em função da gravidade da doença.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alteração dos batimentos cardíacos, dor no peito, nervosismo, dor de cabeça, insônia, cansaço, fraqueza muscular, cãibras, intolerância ao calor, suor excessivo, febre, perda de peso, alterações menstruais, diarreia ou vômito.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em caso de alergia a qualquer componente da fórmula, infarto do coração recente, histórico de níveis de hormônio tireoide elevados, insuficiência da glândula suprarrenal e hipertireoidismo não tratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar os sinais vitais, especialmente a pressão arterial e a frequência cardíaca, pois a levotiroxina pode causar efeitos colaterais cardiovasculares, como taquicardia, arritmias, angina e infarto .
  • Orientar sobre as interações medicamentosas da levotiroxina, que podem reduzir sua absorção ou potencializar seus efeitos. Alguns exemplos são: antiácidos, suplementos de ferro ou cálcio, omeprazol, pantoprazol, anticoagulantes e anticonvulsivantes .
  • Avaliar a adesão ao tratamento e a resposta clínica, observando se há melhora dos sintomas do hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, pele seca, queda de cabelo, constipação e depressão.
  • Educar o paciente sobre a importância de manter uma alimentação saudável e equilibrada, rica em iodo, selênio e vitaminas, que são essenciais para o funcionamento da tireoide.
  • Incentivar a prática de atividade física regular, que ajuda a controlar o peso, o colesterol e o humor.

Que Medicamento é Esse?: Bissulfato de Clopidogrel

Clopidogrel, comercialmente conhecido como Plavix, é indicado para prevenir infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou outras doenças causadas pela obstrução dos vasos sanguíneos, em adultos.

Como Funciona?

Bissulfato de clopidogrel é um composto que age no sangue evitando que ocorra a formação de coágulos no sangue.

Assim, Bissulfato de clopidogrel pode ser usado para prevenir a ocorrência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico, também conhecido por derrame, ou outras doenças causadas pela obstrução dos vasos sanguíneos.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais de Bissulfato de clopidogrel podem incluir dor abdominal, azia, falta de apetite, dor no estômago, prisão de ventre, diarreia, alterações da pele ou hemorragia.

Quando é Contraindicado?

Bissulfato de clopidogrel está contraindicado para pacientes com pacientes com úlcera péptica ou hemorragia intracraniana e para pacientes com alergia a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Como qualquer outro medicamento com ação antiplaquetária, clopidogrel deve ser utilizado com cautela em pacientes que se encontram sob risco aumentado de sangramento decorrente de trauma, cirurgia (inclusive dentária) ou doenças (como úlcera péptica ou qualquer outra doença capaz de causar sangramento), e em pacientes que estejam recebendo tratamento com ácido acetilsalicílico, heparina, inibidores da glicoproteína IIb/IIIa, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs). Se o paciente for submetido a uma cirurgia programada e não for desejável o efeito antiplaquetário, clopidogrel deve ser descontinuado 5 a 7 dias antes da cirurgia.
  • O clopidogrel prolonga o tempo de sangramento e deve ser usado com cautela caso o paciente tenha lesões com propensão a sangrar (particularmente gastrintestinal e intraocular). Os medicamentos que podem induzir lesões gastrintestinais (como ácido acetilsalicílico – AAS e anti-inflamatórios não esteroidais – AINEs) devem ser usados com cautela se você estiver tomando clopidogrel.
  • É possível que demore mais que o usual para parar o sangramento quando o paciente tomar clopidogrel sozinho ou em combinação com AAS. O profissional deve relatar qualquer sangramento incomum (local ou duração) ao médico. O paciente deve informar aos médicos e dentistas que está tomando clopidogrel antes que qualquer cirurgia seja marcada e antes de tomar qualquer outro medicamento.

Que Medicamento é Esse?: Omeprazol

O Omeprazol é indicado no tratamento de casos em que ocorra uma produção excessiva de ácido no estômago, como úlceras no estômago e intestinos, refluxo gastresofágico ou doença de Zollinger-Ellison, e no tratamento de úlceras associadas a infecções causadas pela bactéria Helycobacter pylori, em adultos e crianças.

Além disso, também é indicado no tratamento da dispepsia e pode ser utilizado para prevenir sangramento do trato gastrintestinal superior em pacientes gravemente doentes.

Como Funciona?

Omeprazol é um composto que atua no organismo inibindo uma enzima localizada na parede do estômago, diminuindo assim a quantidade de ácido produzida. Deste modo, Omeprazol pode ser utilizado no tratamento de casos ou doenças onde ocorra uma produção excessiva de ácido no estômago.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais de Omeprazol​ mais comuns podem incluir dor de cabeça, diarreia, prisão de ventre, dor abdominal, náusea, gases, vômito, refluxo, infecção respiratória, tontura, erupção na pele, fraqueza excessiva, dor nas costas ou tosse.

Quando é Contraindicado?

Omeprazol está contraindicado para pacientes com alergia a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Omeprazol não deve ser administrado em crianças, gestantes ou lactantes.
  • Recomendar ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia com omeprazol.
  • Omeprazol deve ser administrado de preferência em jejum, pois as células parietais possuem maior número de bombas de prótons em repouso.
  • Comunicar ao médico quaisquer distúrbios do trato gastrointestinal (TGI) durante a terapia com omeprazol.
  • Orientar o paciente sobre os possíveis efeitos colaterais de omeprazol. Vide a sessão “efeitos colaterais”.
  • Monitorar com maior frequência, pacientes idosos sob o uso de omeprazol, pois a eliminação / metabolismo do medicamento estará reduzido e sua biodisponibilidade aumentada.

Que Medicamento é Esse?: Filgrastim

O filgrastim, também conhecido pelos nomes comerciais Granulokine e Neupogen, é um fármaco capaz de amenizar e evitar a leucopenia, um dos efeitos agressivos da quimioterapia.

Como Funciona?

O filgrastim é um estimulante do sangue que auxilia a produção de células brancas sanguíneas, o que irá ajudar a prevenir infecções durante o tratamento do câncer (quimioterapia).

O filgrastim aumenta consideravelmente o número de células brancas chamadas neutrófilos no sangue periférico 24 horas após sua administração.

Os Efeitos Colaterais

  • Reações alérgicas: coceira ou urticária, inchaço na face ou mãos, inchaço ou formigamento da boca ou garganta, aperto no peito, dificuldade para respirar.
  • Língua ou unhas azuis.
  • Alteração na quantidade ou frequência que você urina.
  • Dor no peito.
  • Batimentos cardíacos rápidos, lentos ou irregulares.
  • Febre.
  • Atordoamento ou desmaio.
  • Dor no lado esquerdo ou ombro ou sensação de sentir-se cheio.
  • Urina vermelha ou marrom-escura.
  • Respiração lenta ou curta ou tosse com sangue.
  • Dor no estômago.
  • Inchaço nas mãos, tornozelos ou pés.
  • Sangramentos incomuns, machucados ou fraqueza.
  • Amarelamento da pele ou do branco dos olhos.
  • Dor nos ossos, articulações ou músculos.
  • Queda de cabelo.
  • Dor de cabeça.
  • Náusea, vômito.
  • Dor, vermelhidão, coceira, queimação, inchaço ou caroço embaixo da sua pela no lugar da aplicação.
  • Rash cutâneo ou coceira.

Quando é Contraindicado?

O filgrastim não deve ser administrado em pacientes com alergia ao filgrastim, a proteínas derivadas da E. coli e/ou a qualquer outro componente do medicamento.

Não deve ser administrado em pacientes portadores de neutropenia congênita grave (Síndrome de Kostman) que apresentam anomalias citogenéticas.

Não deve administrado 24 horas (1 dia) antes ou após a quimioterapia ou radioterapia.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Conservar sob refrigeração (entre 2 e 8°C). Não congelar.
  • Não reutilizar o frasco-ampola após retirar a dose a ser administrada. Desprezar o resto do produto.
  • Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
  • Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
  • O material diluído, assim como todo medicamento de uso parenteral, deve ser inspecionado e revisado antes da aplicação, principalmente quanto à presença de partículas. Siga a orientação do médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.