Que Medicamento é Esse?: Metoclopramida

O cloridrato de metoclopramida, mais conhecido pelo nome comercial Plasil® ou Primperan®, é um fármaco que age estimulando o esvaziamento do estômago, o que o torna útil nos casos de refluxo gastroesofágico, nos paciente com quadro de náuseas e vômitos e nos diabéticos com gastroparesia (esvaziamento lento do estômago).

Como Funciona?

A ação da metoclopramida está relacionada ao bloqueio dos receptores da dopamina no sistema nervoso central e no trato gastrointestinal, de forma semelhante ao que faz a bromoprida (Digesan®). De fato, a bromoprida e a metoclopramida são substâncias quase idênticas, partilhando o mesmo mecanismo de ação e os efeitos colaterais.

O bloqueio dos receptores da dopamina aumenta a força e a amplitude das contrações do estômago e do intestino delgado, além de relaxar o esfíncter pilórico, facilitando o esvaziamento gástrico e o acelerando o trânsito intestinal, combatendo, assim, as náuseas e vômitos.

A metoclopramida é, portanto, um medicamento antiemético (que impede os vômitos) e um procinético (que acelera o esvaziamento do estômago).

Os Efeitos Colaterais

Em geral, a incidência de reações adversas está relacionada com a dose e a duração do uso da metoclopramida. Os dois efeitos colaterais mais relevantes da metoclopramida são a depressão do sistema nervoso central e os sintomas extrapiramidais.

Depressão do sistema nervoso

Sonolência, fadiga, sensação de esgotamento, tontura e confusão mental podem ocorrer com a dosagem terapêutica ou supraterapêutica. Esses efeitos são autolimitados e geralmente desaparecem dentro de 24 horas após a descontinuação do medicamento.

Os sintomas da depressão do sistema nervoso central normalmente surgem nos primeiros 5 dias de uso, mas podem aparecer logo no primeiro dia.

Fatores de risco:

  • Idade acima de 65 anos.
  • Uso simultâneo de outro medicamento com ação depressora do SNC.
  • Insuficiência renal crônica.

Sintomas extrapiramidais

Sintomas extrapiramidais são reações de distonia dos músculos que surgem nas primeiras 24 a 48 horas de uso do medicamento. O risco dessas reações é mais elevado em doses a partir de 30 a 40 mg por dia e em pacientes com menos de 30 anos de idade.

Cerca de 0,2% (1 em 500) dos pacientes apresentam sintomas extrapiramidais com o uso da metoclopramida.

Os sintomas podem incluir movimentos involuntários dos membros, contrações dos músculos da face, torcicolo, protrusão da língua, alterações da fala e trismo (contratura dolorosa da musculatura da mandíbula). O quadro tende a ter reversão completa após suspensão do medicamento.

Outra manifestação neurológica possível é a acatisia (inquietação motora), que se manifesta como sentimentos de ansiedade, agitação, insônia e incapacidade de ficar quieto ou parado. A acatisia é geralmente reversível com a descontinuação do medicamento ou redução da dose.

Sintomas de parkinsonismo, como bradicinesia (lentificação de reflexos e movimentos do corpo), tremores, rigidez muscular e perda da expressão facial, podem surgir após cursos mais longos de tratamento, principalmente em idosos. Os sintomas parkinsonianos geralmente remitem dentro de 2 a 3 meses após a descontinuação da metoclopramida.

Fatores de risco para sintomas extrapiramidais com uso da metoclopramida incluem:

  • Uso de doses superiores às recomendadas.
  • Uso prolongado (maior que 12 semanas).
  • Idade abaixo de 30 anos ou acima de 60.
  • Mulheres.
  • Insuficiência renal.
  • Diabetes mellitus.
  • Uso concomitante de outros medicamentos que podem causar sintomas extrapiramidais (por exemplo, antipsicóticos).
  • Uso concomitante de inibidores fortes do CYP2D6 (por exemplo, fluoxetina, paroxetina, bupropiona).

Outros sintomas adversos

  • Dor de cabeça.
  • Tontura.
  • Galactorreia (secreção de leite pelas mamas).
  • Ginecomastia (aumento do volume das mamas em homens).
  • Retenção de líquido.
  • Erupções cutâneas, incluindo urticária.
  • Diarreia.
  • Incontinência urinária.
  • Hipertensão arterial.
  • Depressão.
  • Síndrome Neuroléptica Maligna.
  • Atraso menstrual.
  • Impotência.

Quando é Contraindicado?

A metoclopramida não deve ser utilizada nos seguintes casos:

  • Sempre que a estimulação da motilidade gastrointestinal possa ser perigosa, como por exemplo, na presença de hemorragia gastrointestinal, obstrução mecânica ou perfuração intestinal.
  • Pacientes com feocromocitoma, pois o medicamento pode causar crise hipertensiva, provavelmente devido à liberação de catecolaminas do tumor.
  • Pacientes com antecedentes de alergia aos componentes da fórmula.
  • Pacientes epilépticos ou que estejam recebendo outros medicamentos que possam causar reações extrapiramidais.
  • Pacientes com história de discinesia tardia ou reação distônica à bromoprida ou metoclopramida.
  • Crianças menores de 1 ano de idade, devido ao risco aumentado da ocorrência de agitação, irritabilidade e convulsões.

Uso durante a gravidez e lactação

A bromoprida é um medicamento que apresenta graduação B na categoria de risco na gravidez. Isso significa que os estudos em animais não conseguiram demonstrar um risco para o feto, mas que não existem estudos adequados e bem controlados em humanos.

Como os estudos em animais nem sempre são preditivos da resposta humana, a metoclopramida deve ser usada durante a gravidez apenas se for claramente necessário e não houver outra opção disponível.

A metoclopramida é excretada pelo leite materno, não devendo, portanto, ser administrada em mulheres que estejam amamentando.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Atentar para infusão lenta da droga, visando a diminuir o risco de aparecimento de efeitos colaterais.
  • Deve-se administrar a medicação com um intervalo de pelo menos 6 horas, mesmo que ocorra vômito e rejeição da dose, para evitar a superdose.
  • Monitorar pacientes diabéticos pois com o uso desse medicamento juntamente com a insulina, a mesma pode começar a agir antes que os alimentos tenham saído do estômago e levar o paciente a uma hipoglicemia.
  • Seu uso é contraindicado para crianças menores de 1 ano.

Que Medicamento é Esse?: Alteplase

Alteplase é um fármaco utilizado pela medicina como trombolítico, sendo um ativador do plasminogênio tissular. É uma enzima que ajuda na dissolução de coágulos sanguíneos.

Como Funciona?

O Alteplase atua estimulando a dissolução de coágulos, restaurando o fluxo de sangue aos locais atingidos.

Os Efeitos Colaterais

  • Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia, como hematoma. Especificamente no tratamento do acidente vascular cerebral isquêmico agudo (derrame): hemorragia intracraniana, como hemorragia cerebral e subaracnoidea (sangramentos dentro ou ao redor do cérebro), hematoma cerebral e intracraniano, acidente vascular hemorrágico (derrame com sangramento) e transformação hemorrágica de acidente vascular cerebral (sangramento em um derrame que não envolvia sangramento);
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia do trato respiratório, como hemorragia faríngea (na garganta); hemorragia gastrintestinal (sangramento do aparelho digestivo), como hemorragia gástrica (no estômago), hemorragia de úlcera gástrica (úlcera do estômago), hemorragia retal (parte final do intestino), hematêmese (vômito de sangue), melena (fezes com sangue), hemorragia bucal (da boca), sangramento gengival (na gengiva), equimose  mancha roxa na pele); hemorragia urogenital, como hematúria (sangue na urina). hemorragia do trato urinário; hemorragia no local da injeção, hemorragia no local da punção, como hemorragia e hematoma no local do cateter. Especificamente no tratamento do infarto agudo do miocárdio e embolia pulmonar maciça: hemorragia intracraniana, como hemorragia cerebral e subaracnoidea, hematoma cerebral e intracraniano, acidente vascular hemorrágico, transformação hemorrágica de acidente vascular cerebral.
  • Reações incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemoptise (escarro com sangue), epistaxe (sangramento nasal), hipotensão (queda da pressão). Especificamente no tratamento do infarto agudo do miocárdio: arritmias após retorno da circulação no coração (batimentos cardíacos desordenados, como arritmias, extrassístole, fibrilação atrial, bloqueio atrioventricular de primeiro grau a total, bradicardia, taquicardia, arritmia ventricular, fibrilação ventricular, taquicardia ventricular), que ocorrem próximo ao tratamento com ACTILYSE.
  • Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações anafilactoides (alérgicas, que geralmente são leves, mas podem causar risco de vida em casos isolados), podem aparecer como rash (vermelhidão), urticaria (coceira), broncoespasmo (constrição dos brônquios), edema angioneurótico (inchaço da língua, lábios e garganta), hipotensão (queda da pressão arterial), choque (queda abrupta e acentuada da pressão arterial) ou qualquer outro sintoma associado com hipersensibilidade (alergia); hemorragia ocular, hemorragia pericárdica (sangramento ao redor do coração), n o s pulmões e retroperitoneal (na região posterior do abdome, como hematoma retroperitoneal), embolia (formação de coágulos nos vasos sanguíneos, que pode levar às correspondentes consequências nos órgãos envolvidos), náuseas.
  • Reações com frequência desconhecida: sangramento no fígado, vômitos, febre, embolia gordurosa (migração de porções de gordura dentro dos vasos sanguíneos) e transfusão.

Quando é Contraindicado?

  • pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo alteplase, à gentamicina (resíduo do processo de fabricação) ou a qualquer componente da fórmula;
  • casos em que houver alto risco de hemorragia, tais como:
    • distúrbio hemorrágico significativo no momento ou nos últimos 6 meses, diátese hemorrágica conhecida;
    • pacientes recebendo tratamento anticoagulante oral efetivo (por exemplo, varfarina sódica; INR > 1,3 – vide 5.
  • qualquer histórico de danos ao sistema nervoso central (por exemplo, neoplasia, aneurisma, cirurgia intracraniana ou espinhal);
  • histórico, evidência ou suspeita de hemorragia intracraniana, incluindo hemorragia subaracnoidea;
  • hipertensão arterial grave não controlada;
  • cirurgia de grande porte ou traumatismo grave nos últimos 10 dias (inclusive traumatismo associado ao infarto agudo do miocárdio), traumatismos recentes na cabeça ou crânio;
  • ressuscitação cardiopulmonar prolongada ou traumática (> 2 minutos), parto nos últimos 10 dias, punção recente de um vaso sanguíneo não compressível (por exemplo, na veia jugular ou subclávia);
  • hepatopatias graves, incluindo insuficiência hepática, cirrose, hipertensão portal (varizes esofágicas) e hepatite ativa;
  • endocardite bacteriana, pericardite;
  • pancreatite aguda;
  • doença ulcerativa gastrintestinal relatada nos últimos 3 meses;
  • aneurisma arterial, malformações arteriais/venosas;
  • neoplasia com alto risco de sangramento.
  • Nos casos de infarto agudo do miocárdio e embolia pulmonar maciça, é contraindicado também:
    • acidente vascular cerebral hemorrágico ou acidente vascular cerebral de origem desconhecida a qualquer hora;
    • acidente vascular cerebral isquêmico ou ataque isquêmico transitório (AIT) nos 6 meses anteriores, exceto acidente vascular cerebral isquêmico agudo corrente nas últimas 4,5 horas.
  • Nos casos de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, é contraindicado também:
    • aparecimento dos sintomas da isquemia há mais de 4,5 horas antes do início da infusão ou momento do aparecimento dos sintomas desconhecido;
    • sintomas do acidente vascular cerebral isquêmico agudo que estejam melhorando rapidamente ou que sejam apenas leves, antes do início da infusão;
    • acidente vascular cerebral grave demonstrado clinicamente (p. ex. NIHSS > 25) e/ou por técnicas de imagem apropriadas;
    • crise convulsiva no início do acidente vascular cerebral;
    • histórico de acidente vascular cerebral prévio ou traumatismo craniano grave nos últimos 3 meses;
    • combinação de acidente vascular cerebral anterior e diabetes mellitus;
    • administração de heparina dentro de 48 horas antes do acidente vascular cerebral, com aumento do tempo de ativação parcial de tromboplastina (TTPa);
    • contagem de plaquetas menor que 100.000/mm3;
    • pressão sistólica > 185 mmHg, pressão diastólica > 110 mmHg ou necessidade de terapêutica agressiva (medicação intravenosa) para reduzir a pressão arterial a esses limites;
    • glicemia < 50 mg/dL ou > 400 mg/dL.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Alteplase não deve ser administrado concomitantemente com outras drogas, através do mesmo frasco de infusão, ou através do mesmo acesso venoso (nem mesmo com a heparina);
  • Evitar o uso de cateteres rígidos;
  • Não se devem administrar doses superiores a 100 mg de Alteplase;
  • Evitar injeções intramusculares durante o tratamento com Alteplase;
  • Evitar manipulações desnecessárias do paciente.

Que Medicamento é Esse?: Furosemida

A furosemida é um diurético, indicada nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, inchaço devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais e edema devido a queimaduras.

Como Funciona?

A furosemida apresenta efeito diurético e anti-hipertensivo, e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios metabólico e nutricional

  • Excreção aumentada de sódio e cloreto e consequentemente de água.
  • Excreção aumentada de outros eletrólitos, em particular potássio, cálcio e magnésio.

Distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalose metabólica.

  • Desidratação e hipovolemia, especialmente em pacientes idosos.
  • Aumento transitório dos níveis de creatinina e de uréia sanguíneas.
  • Aumento nos níveis séricos de colesterol e triglicérides.
  • Aumentos no nível sérico de ácido úrico e ataques de gota.
  • Diminuição da tolerância à glicose; diabetes mellitus latente pode se manifestar.

Distúrbios Vasculares

  • Hipotensão incluindo hipotensão ortostática.
  • Tendência à trombose.
  • Vasculite.

Distúrbios renal e urinário

  • Retenção aguda da urina em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário.
  • Nefrite intersticial.
  • Nefrocalcinose/nefrolitíase em crianças prematuras.

Distúrbios Gastrintestinais

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios hepato-biliares

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios auditivos e labirinto

  • Alterações na audição e tinido, embora geralmente de caráter transitório, particularmente em pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (por exemplo: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida intravenosa for administrada rapidamente.

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

  • Coceira, urticária, outras reações como rash ou erupções bolhosas, eritema multiforme,penfigóide bolhoso, dermatite esfoliativa, púrpura, fotossensibilidade.​

Distúrbios do sistema imune

  • Reações anafilácticas ou anafilactóides graves (por exemplo, com choque).​
  • Distúrbios do sistema nervoso.
  • Parestesia.
  • Encefalopatia hepática em pacientes com insuficiência hepatocelular.​

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

  • Trombocitopenia. leucopenia, agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica.
  • Eosinofilia.
  • Hemoconcentração.

Distúrbios congênito e genético/familiar

  • Risco aumentado de persistência do ducto arterioso patente quando furosemida for administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida.​

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Febre.

Quando é Contraindicado?

A furosemida não deve ser usada em pacientes com:

  • insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação de urina);
  • pré-coma e coma hepático associado com encefalopatia do fígado;
  • hipopotassemia severa (diminuição importante do nível de potássio no sangue);
  • hiponatremia grave (diminuição importante do nível de sódio no sangue);
  • desidratação ou hipovolemia, com ou sem queda da pressão sanguínea;
  • alergia à furosemida, às sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

A furosemida não deve ser utilizada por mulheres amamentando.

A furosemida não deve ser utilizada por lactantes.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Realizar balanço hídrico e peso diariamente em pacientes internados.
  • Avaliar no exame físico: hidratação da pele, sinais de astenia e cãibras musculares (hipocalemia).
  • Se o paciente apresentar sintomas de hipopotassemia orientar que faça a ingestão de alimentos ricos em potássio como a banana.
  • Monitorar cuidadosamente pacientes que apresente obstruções no trato urinário ou problemas no esvaziamento da bexiga.
  • Verificar a pressão arterial do paciente durante o tratamento com furosemida pois a mesma pode causar hipotensão.
  • Grávidas não devem tomar essa medicação.
  • Pacientes idosos e crianças devem ser monitorados cuidadosamente.
  • Informar ao paciente que esse medicamento pode influenciar na capacidade de dirigir e operar máquinas pois pode ocorrer queda da pressão sanguínea.

Que Medicamento é Esse?: Metildopa

O Metildopa ou L-alfa-metildopa é um pró-fármaco anti-hipertensivo usado especialmente para hipertensão gestacional e pré-eclampsia. É um agonista alfa-adrenérgico selectivo para alfa2.

Como Funciona?

Metildopa é um medicamento que pertence a um grupo de fármacos chamado agentes simpatolíticos de ação central. Metildopa age diminuindo os impulsos do sistema nervoso central que aumentam a pressão arterial. A redução máxima da pressão arterial ocorre de quatro a seis horas após tomar o medicamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais comuns são sedação e sonolência, geralmente transitórias.

Observa-se com frequência menor, efeitos adversos ocasionados pelo bloqueio dos nervos simpáticos, tais como: vertigens, náuseas, fraqueza, cefaléia, bradicardia, congestão nasal e diarréia.

Outros efeitos mais raros: boca seca, diminuição da libido nos homens, depressão física, pesadelo, lactação em ambos os sexos e depressão da função hepática, ocorrendo febre, mal-estar e icterícia (anemia hemolítica reversível).

Foram relatados alguns casos de síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, granulocitopenia ou trombocitopenia.

Quando é Contraindicado?

Pacientes portadores de: hepatopatias ativas (hepatite aguda e cirrose ativa), anemia hemolítica e aqueles que apresentaram distúrbios hepáticos durante ou após tratamento com Metildopa.

É também contra-indicada em pacientes com sensibilidade comprovada ao medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica.
  • Orientar ao paciente a não interromper o uso do produto abruptamente.
  • Orientar ao paciente que, antes de doar ou receber sangue, é necessário realizar testes de Coombs, direto e indireto.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado com cirurgias ou tratamentos de emergência, inclusive dentários.
  • Orientar ao paciente quanto ao cuidado ao se levantar, quando estiver deitado ou sentado.
  • Orientar ao paciente que para melhorar a secura da boca usar gomas ou chicletes sem açúcar.
  • pode ser necessário o controle do peso e da ingestão de sal.
  • suspender a medicação se ocorrer: anemia hemolítica com teste de Coombs positivo; febre, testes anormais de função do fígado ou icterícia (cor amarelada nos olhos ou pele).
  • se ocorrer queda de pressão ao mudar de posição, recomenda-se redução das doses.
  • checar periodicamente: a pressão arterial; exame de sangue antes de iniciar o tratamento para ter um guia se ocorrer anemia hemolítica; teste de Coombs (antes de iniciar o tratamento e 6 e 12 meses após); função do fígado (antes do tratamento e durante as primeiras 6 a 12 semanas e também sempre que ocorrer febre inexplicável); se ocorrerem sintomas que lembrem lupus realizar testes específicos.

 

Que Medicamento é Esse?: Bromoprida

A Bromoprida, princípio ativo de Bromoprida aumenta o tônus e amplitude das contrações gástricas e relaxa o esfíncter pilórico resultando no esvaziamento gástrico e aumento do trânsito intestinal.

Como Funciona?

A Bromoprida é uma substância que atua no estômago e na primeira porção do intestino, chamada duodeno, levando ao seu relaxamento, o que facilita o esvaziamento gástrico e melhora o trânsito intestinal, evitando o surgimento de sintomas como enjoos e vômitos.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns incluem inquietação, sonolência, cansaço, insônia, dor de cabeça, tontura, náusea, vermelhidão e coceira na pele, diarreia ou prisão de ventre.

Pode também ocorrer o aumento do tamanho das mamas e liberação de leite, nos homens, ou produção de leite fora do período de amamentação, nas mulheres.

Quando é Contraindicado?

Não se deve usar em grávidas ou durante amamentação e em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.

Caso exista histórico de epilepsia, perfuração do intestino, úlcera gástrica ou feocromocitoma não se deve tomar este medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.
  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.
  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos
  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico
  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento
  • As reações extrapiramidais (inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, enquanto que movimentos anormais ou perturbados são comuns em idosos sob tratamentos prolongados. Informar ao médico qualquer um desses sintomas.
  • A bromoprida é excretada pelo leite materno. Por isso, não deve ser administrada a mulheres grávidas ou que amamentam, a menos que, a juízo do médico os benefícios potenciais para o paciente superem os possíveis riscos para o feto ou recém- nascido.
  • A bromoprida não deve ser administrada a pacientes com história prévia de depressão, a menos que os benefícios esperados superem os possíveis riscos.
  • A bromoprida pode aumentar os níveis séricos de prolactina, o que pode ser contra- indicado em pacientes com câncer de seio.
  • A injeção endovenosa de bromoprida deve ser feita lentamente, durante 1 a 2 minutos, para evitar o aparecimento de ansiedade e agitação, seguidos de sonolência.
  • Os pacientes deverão ser advertidos sobre atuações em atividades que requerem alerta mental durante poucas horas após a administração da droga.
  • Considerando- se que a excreção da bromoprida é principalmente renal, em pacientes com “clearance” de creatinina inferior a 40 ml/min, a terapêutica deve ser iniciada com a metade da dose recomendada. Dependendo da eficácia clínica e condições de segurança do paciente, a dose pode ser ajustada a critério médico.

Que Medicamento é Esse?: Cloridrato de Amiodarona

cloridrato de amiodarona é um antiarrítmico, com a finalidade de regularizar as alterações dos batimentos cardíacos (arritmias), o que pode ocorrer em alguns quadros clínicos.

Como Funciona?

Cloridrato de Amiodarona inibe a conversão periférica de tiroxina (T4) em triiodotiroxina (T3) e pode causar alterações bioquímicas isoladas (aumento do nível sérico de T4 livre, com leve redução ou mesmo nível normal de T3 livre), em pacientes clinicamente eutireoidianos (função normal da tireoide).

Os Efeitos Colaterais

Comprimido

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação desconhecida (frequência não conhecida).
Reação Adversa Frequência
Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático
Anemia hemolítica, anemia aplástica e trombocitopenia Muito raro
Neutropenia, agranulocitose Desconhecida
Distúrbios cardíacos
Bradicardia geralmente moderada e dose dependente Comum
Aparecimento ou piora da arritmia, seguida, às vezes, por parada cardíaca Incomum
Alterações da condução (bloqueio sinoatrial e atrio-ventricular de vários graus) Incomum
Bradicardia acentuada ou parada sinusal em pacientes com disfunção do nódulo sinusal e/ou em pacientes idosos Muito raro
Torsade de pointes Desconhecida
Lesões, envenenamento e complicações processuais
Disfunção primária do enxerto após transplante cardíaco Desconhecida
Distúrbios endócrinos
Hipotireoidismo Comum
Hipertireoidismo, algumas vezes fatal Comum
Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH) Muito raro
Distúrbios oftálmicos
Microdepósitos na córnea, geralmente limitados à área subpupilar. Eles podem ser associados com a percepção de halos coloridos, sob luz intensa ou de visão turva. Os microdepósitos na córnea consistem em depósitos de complexos lipídicos e são reversíveis algum tempo após a suspensão do tratamento Muito comum
Neuropatia ótica / neurite, que pode progredir para a cegueira Muito raro
Distúrbios gastrintestinais
Distúrbios gastrintestinais benignos (náuseas, vômitos, disgeusia) podem ocorrer em decorrência da dose de ataque e desaparecem com a redução da dose Muito comum
Pancreatite/pancreatite aguda, boca seca, constipação Desconhecida
Distúrbios gerais
Granuloma, incluindo granuloma de medula óssea Desconhecida
Distúrbios hepato-biliares
Aumento isolado das transaminases séricas, que são normalmente moderados (1,5 a 3 vezes o valor normal) no início da terapia. Os níveis podem retornar ao normal com redução da dose ou mesmo espontaneamente Muito comum
Distúrbios hepáticos agudos com aumento das transaminases séricas e/ou icterícia, incluindo insuficiência hepática, que às vezes pode ser fatal Comum
Doença hepática crônica (pseudo hepatite alcoólica, cirrose), às vezes fatal Muito raro
Distúrbios do sistema imunológico
Edema angioneurótico (Edema de Quincke). Reações anafiláticas/anafilactoides incluindo choque Desconhecida
Aumento do nível sérico de creatinina Muito raro
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Diminuição do apetite Desconhecida
Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo
Síndrome lúpus-like Desconhecida
Distúrbios do sistema nervoso
Tremor extra-piramidal, pesadelos e distúrbios do sono Comum
Neuropatia periférica sensorimotor e/ou miopatia são geralmente reversíveis com a descontinuação do tratamento Incomum
Ataxia cerebelar, hipertensão intracraniana benigna (pseudo tumor cerebral), cefaleia Muito raro
Parkinsonismo, parosmia Desconhecida
Distúrbios psiquiátricos
Estado confusional/delírio, alucinação Desconhecida
Distúrbios mamários e do sistema reprodutivo
Epididimites, disfunção erétil Muito raro
Diminuição da libido Desconhecida
Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino
Toxicidade pulmonar (pneumonite alveolar/ intersticial ou fibrose, pleurite, bronquiolite obliterante com pneumonia em organização) às vezes fatal Comum
Hemorragia pulmonar Desconhecida
Broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória severa, especialmente em pacientes asmáticos. Síndrome de angústia respiratória aguda do adulto, algumas vezes fatal, geralmente no período pós-cirúrgico imediato (possível interação com elevadas concentrações de oxigênio) Muito raro
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Fotossensibilidade Muito comum
Pigmentação grisácea ou azulada da pele no caso de utilização prolongada ou de altas doses diárias. Com a interrupção do tratamento essa pigmentação desaparece lentamente Comum
Eritema durante o uso de radioterapia, “rash” cutâneos, normalmente inespecíficos, dermatite esfoliativa, alopecia Muito raro
Eczema, urticária, reações cutâneas severas às vezes fatais incluindo necrólise epidérmica tóxica/síndrome de Stevens-Johnson, dermatite bolhosa e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos Desconhecida
Distúrbios vasculares
Vasculite Muito raro

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Injetável

As seguintes definições de frequência são usadas:

  • Muito comum (≥10%);
  • Comum (≥ 1 e < 10%);
  • Incomum (≥ 0,1 e < 1%);
  • Raro (≥ 0,01 e < 0,1%);
  • Muito raro (<0,01%);
  • Frequência desconhecida (não pode ser estimada pelos dados disponíveis).
Reação Adversa Frequência
Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático
Neutropenia, agranulocitose Desconhecida
Distúrbios cardíacos
Bradicardia geralmente moderada Comum
Aparecimento ou piora da arritmia, seguida, às vezes, por parada cardíaca Muito raro
Bradicardia acentuada, parada sinusal que pode determinar a descontinuidade do tratamento com Cloridrato de Amiodarona, principalmente nos pacientes com disfunção do nódulo sinusal e em pacientes idosos Muito raro
Torsade de pointes Desconhecida
Distúrbios endócrinos
Hipotireoidismo Desconhecida
Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH) Muito raro
Distúrbios oftálmicos
Neuropatia ótica / neurite, que pode progredir para a cegueira Desconhecida
Distúrbios gastrintestinais
Náusea Muito comum
Pancreatite/pancreatite aguda Desconhecida
Distúrbios gerais e condições no local da administração
Reações no local da aplicação, tais como: dor, eritema, edema, necrose, extravasamento, infiltração, inflamação, endurecimento, tromboflebite, flebite, celulite, infecção e modificação na pigmentação Comum
Distúrbios hepato-biliares
Aumento isolado das transaminases séricas, que são normalmente moderados (1,5 a 3 vezes o valor normal) no início da terapia. Os níveis podem retornar ao normal com redução da dose ou mesmo espontaneamente Muito raro
Distúrbios hepáticos agudos com aumento das transaminases séricas e/ou icterícia, incluindo insuficiência hepática, que às vezes pode ser fatal Muito raro
Distúrbios do sistema imunológico
Choque anafilático Muito raro
Edema angioneurótico (Edema de Quincke) Desconhecida
Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo
Dor nas costas Desconhecida
Distúrbios do sistema nervoso
Hipertensão intracraniana benigna (pseudo tumor cerebral), cefaleia Muito raro
Distúrbios psiquiátricos
Estado confusional/delírio, alucinação Desconhecida
Distúrbios mamários e do sistema reprodutivo
Diminuição da libido Desconhecida
Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino
Pneumonite intersticial ou fibrose, às vezes fatal, complicações respiratórias severas (síndrome de angústia respiratória aguda no adulto) às vezes fatais Muito raro
Broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória severa, especialmente em pacientes asmáticos Muito raro
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Transpiração Muito raro
Eczema, urticária, reações cutâneas severas às vezes fatais incluindo necrólise epidérmica tóxica/síndrome de Stevens-Johnson, dermatite bolhosa e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos Desconhecida
Distúrbios vasculares
Queda da pressão sanguínea, geralmente moderada e transitória. Foram relatados casos de hipotensão severa ou colapso após administração de superdose ou injeção muito rápida Comum
Rubor quente Muito raro

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Quando é Contraindicado?

Comprimido

Cloridrato de Amiodarona é contraindicado nos seguintes casos:

  • Hipersensibilidade conhecida ao iodo, à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes:

  • Com bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial e doença do nó sinusal (risco de parada sinusal), distúrbios severos de condução atrioventricular, a menos que o paciente esteja com um marcapasso implantado;
  • Que fazem uso de associação com medicamentos que possam induzir torsade de pointes;
  • Com disfunção da tireoide;
  • Grávidas, exceto em circunstâncias excepcionais;
  • Lactantes.

Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Todas estas contraindicações listadas não se aplicam quando a amiodarona é utilizada na sala de emergência em casos de fibrilação ventricular resistente a ressuscitação cardiopulmonar por choque (desfibrilador).

Injetável

O cloridrato de amiodarona é contraindicado nos seguintes casos:

  • Hipersensibilidade conhecida ao iodo, à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes:

  • Com bradicardia sinusal, bloqueio sino-atrial e doença do nó sinusal (risco de parada sinusal), distúrbios severos de condução atrioventricular, a menos que o paciente esteja com um marcapasso implantado;
  • Com distúrbios de condução bi ou tri-fasciculares, a menos que o paciente tenha um marcapasso implantado ou esteja em uma unidade assistencial especial e amiodarona seja administrada com retaguarda de marcapasso de demanda;
  • Com hipotensão arterial severa, colapso circulatório;
  • Com hipotensão, insuficiência respiratória severa, miocardiopatia ou insuficiência cardíaca (possível agravamento);
  • Que fazem uso de associação com medicamentos que possam induzir torsade de pointes;
  • Com doença tireoidiana;
  • Gestação, exceto em circunstâncias excepcionais;
  • Lactação.

Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Todas estas contraindicações listadas não se aplicam quando a amiodarona é utilizada na sala de emergência em casos de fibrilação ventricular resistente a ressuscitação cardiopulmonar por choque (desfibrilador).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Nos casos de administração por via endovenosa, diluir em solução fisiológica 0,9% ou em solução glicosada 5%.
  • Orientar o paciente a não deixar o leito, devido ao risco de tontura.

Que Medicamento é Esse?: Sacarato de Hidróxido Férrico

Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) é indicado para o tratamento de distúrbios de absorção gastrointestinal ou impossibilidade de se utilizar a ferroterapia por via oral nos casos de intolerância às preparações orais de ferro em doenças inflamatórias gastrointestinais, que poderiam ser agravadas pela ferroterapia oral e nos casos em que a falta de resposta a ferroterapia seja suspeita de falta de adesão ao tratamento.

Como Funciona?

O ferro trivalente do complexo coloidal de Sacarato de Hidróxido Férrico, presente no Sacarato de Hidróxido Férrico, combina-se, sem alteração de valência, com a transferrina. Parte dele forma ferro de depósito (ferritina) e outra parte destina-se à gênese da hemoglobina, de mioglobina e de enzimas contendo ferro.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios do sistema nervoso central

Reações comuns (> 1/100 e < 1/10)

Deturpação temporária do paladar (em particular, gosto metálico).

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Dor de cabeça, tontura.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Parestesia, síncope, perda de consciência, sensação de queimação.

Distúrbios cardiovasculares

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Hipotensão e colapso, taquicardia e palpitações.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Hipertensão.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Broncoespasmo, dispneia.

Distúrbios gastrointestinais

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Prurido, urticária, rash, exantema e eritema.

Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conectivo e ósseos

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Câimbras musculares, mialgia.

Distúrbios gerais e no local da administração

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Febre, calafrios, rubor, dor e aperto no peito, flebite superficial, queimação e inchaço.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Artralgia, edema periférico, fadiga, astenia, mal estar, sensação de calor, edema.

Distúrbios do sistema imune

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Reações anafilactoides.

Quando é Contraindicado?

Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) é contraindicado para pacientes com evidência de sobrecarga de ferro, com hipersensibilidade conhecida ao ferro, complexos de ferro ou qualquer excipiente e com anemia não causada por deficiência de ferro.

A segurança e eficácia de Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) não foram estabelecidas em pacientes pediátricos.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Cuidados de Enfermagem

  • Somente deve ser administrado quando a indicação da ferroterapia tiver sido confirmada por meio de investigação apropriada com exames laboratoriais (por ex. ferro sérico, ferritina sérica e/ou hemoglobina e/ou hematócrito e/ou contagem de eritrócitos e/ou hematimetria;
  • A administração parenteral de preparados de ferro pode causar reações alérgicas ou anafiláticas, que podem ser potencialmente letais. Deve haver disponibilidade de suporte para ressuscitacão cardiopulmonar e tratamento antialérqico;
  • Reações de hipersensibilidade também foram relatadas após doses anteriores sem eventos de qualquer complexo de ferro parenteral, incluindo sacarato de hidroxido ferrico. Cada paciente deve ser observado para efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada aplicação deste medicamento;
  • Administrar o produto com cuidado em pacientes com histórico de asma, eczema, outras alergias ou reações alérgicas por outros preparados parenterais de ferro, uma vez que tais pacientes apresentam risco acentuado de apresentar reação alérgica;
  • Deve ser administrado com cuidado a pacientes com disfunção hepática;
  • Deve-se ter cuidado especial na administração do produto em pacientes que sofram de infecções agudas ou crônicas. É recomendado que a administração deste medicamento seja interrompida em pacientes com bacteremia. Em pacientes com infecção crônica, uma avaliação de risco/benefício deve ser realizada.
  • Deve-se evitar o extravasamento paravenoso, pois o extravasamento deste medicamento no local da injeção pode causar dor, inflamação e manchas na pele;
  • A estabilidade de sistemas coloidais é limitada. Por isso, particularmente nos casos de armazenagem inadequada, há possibilidade de formação de sedimentos nas ampolas do preparado.

Que Medicamento é Esse?: Fumarato de Formoterol Di-Hidratado + Budesonida

O Fumarato de Formoterol DiHidratado + Budesonida, conhecido popularmente como “Alenia”, está indicado no tratamento regular de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada a grave, com sintomas frequentes e história de exacerbações.

Como Funciona?

É utilizado na manutenção regular do tratamento, com um broncodilatador de ação rápida separado para emergência. Os pacientes devem ser aconselhados a ter seu broncodilatador de ação rápida separado e disponível para uso em casos de emergência.

Os Efeitos Colaterais

Frequência Sistema Reação
Comum (≥1/100 e <1/10) Distúrbios cardíacos Palpitações
Infecções e infestações Candidíase na orofaringe
Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia, tremor
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Leve irritação na garganta, tosse e rouquidão
Incomum (≥1/1.000 a <1/100) Distúrbios cardíacos Taquicardia
Distúrbios gastrointestinais Náusea
Distúrbios músculo-esqueléticos e do tecido conjuntivo Cãibras musculares
Distúrbios do sistema nervoso Tontura
Distúrbios psiquiátricos Agitação, ansiedade, nervosismo e perturbações do sono
Rara (≥1/10.000 a <1/1.000) Distúrbios cardíacos Arritmias cardíacas, por exemplo, fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístole
Distúrbios do sistema imune Reações de hipersensibilidade imediatas e tardias, por exemplo, dermatite, exantema, urticária, prurido, angioedema e reação anafilática
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Broncoespasmo
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Equimose
Muito Rara (< 1/10.000) Distúrbios cardíacos Angina pectoris
Distúrbios endócrinos Sinais ou sintomas de efeitos glicocorticosteroides sistêmicos, por exemplo, hipofunção da glândula supra-renal
Distúrbios metabólicos e nutricionais Hiperglicemia
Distúrbios psiquiátricos Depressão e alterações do comportamento

Quando é Contraindicado?

Hipersensibilidade à budesonida ou ao formoterol.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Deve instruir o paciente a usar o medicamento exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento médico;
  • Informe ao paciente sobre as reações adversas que pode ocasionar;
  • Recomende ao paciente que mantenha a higiene oral rigorosamente e enxague imediatamente a boca com água para que evite irritação na mucosa.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Gadotérico

O Ácido Gadotérico, também conhecido como Dotarem, é destinado ao uso em diagnóstico e indicado para exames por IRM (Imagem por Ressonância Magnética):

  • Doenças cerebrais e espinais;
  • Doenças da coluna vertebral;
  • E outras patologias de todo o corpo (incluindo angiografia).

Como Funciona?

A injeção intravenosa de Ácido Gadotérico é distribuída principalmente no fluido extracelular do organismo. Não se liga à albumina, nem atravessa a barreira hematoencefálica íntegra. Em pacientes com função renal normal, a meia vida no plasma é em torno de 90 minutos.

Os Efeitos Colaterais

Classificação por sistemas e órgãos Frequência Reação adversa
Disturbios do sistema imunológico Pouco frequentes Hipersensibilidade, choque anafilático, reação anafilática
Distúrbios psiquiátricos Muito raros Agitação, ansiedade
Disturbios do sistema nervoso Muito frequentes Parestesia, dor de cabeça
Raros Disgeusia
Muito raros Coma, convulsões, síncope, pré-síncope, tonturas, parosmia, tremor
Distúrbios oculares Muito raros Conjuntivite, hiperemia ocular, visão turva, aumento do lacrimejamento, edema palpebral
Cardiopatias Muito raros Parada cardíaca, bradicardia, taquicardia, arritmias, palpitações
Disturbios vasculares Muito raros Hipotensão, hipertensão, vasodilatação, palidez
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos Muito raros Parada respiratória, edema pulmonar, broncoespasmo, laringoespasmo, edema faríngeo, dispnéia, congestão nasal, espirros,tosse, gargante seca
Disturbios gastrointestinais Frequentes Náuseas, vômitos
Muito raros Diarreia, dor abdominal, hipersecreção salivar
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Freqüente Prurido, eritema, prurido
Raros Urticária, hiperidrose
Muito raras Eczema, angioedema (angioedema)
Frequência desconhecida Fibrose sistêmica nefrogênica
Músculo-esquelético e sistêmica Muito raros Contrações musculares, fraqueza muscular, dores nas costas
Disturbios gerais e alterações no local da injeção Frequente Dor, sensação de calor e sensação de frio no local da injeção
Muito raros Mal-estar, dores no peito, febre, arrepios, edema de face, fadiga, desconforto no local de injeção, a reação no local da injeção, inchaço no local da injeção, o extravasamento no ponto de injeção, inflamação no ponto de injeção com extravasamento, necrose no ponto de injeção com extravasamento, flebite superficial
Investigações clínicas Muito raros Diminuição da saturação de Oxigênio
Sangue e sistema linfático Hemólise
Distúrbios psiquiátricos Confusão mental
Distúrbios oculares Cegueira transitória, dor nos olhos
Distúrbios do ouvido e do labirinto Zumbido, dor de ouvido
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Asma
Doenças gastrointestinais Boca seca
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Dermatite bolhosa
Distúrbios renais e urinários Incontinência urinária, necrose tubular renal, insuficiência renal aguda
Investigações clínicas Extensão eletrocardiograma PR, aumento de ferro sérico, aumento da bilirrubina, aumento da ferritina sérica, testando alterações da função hepática

Quando é Contraindicado?

Em caso de antecedentes de alergia ao ácido gadotérico ou a meios de contraste com gadolínio e meglumina.

Contraindicações ligadas à Imagem por Ressonância Magnética:

  • Pacientes portadores de marcapasso;
  • Pacientes portadores de clipe vascular.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Administrar somente por via intravenosa;
  • O ácido gadotérico não deve ser injetado por via subaracnoidea (ou epidural);
  • Qualquer que seja a dose existe o risco de hipersensibilidade;
  • Todos os meios de contraste para RM podem provocar reações de hipersensibilidade mais ou menos intensas e até potencialmente mortais. Estas reações de hipersensibilidade são de natureza alérgica (se chamam reações anafiláticas quando são graves) ou não alérgica. Podem ser imediatas (menos de 60 minutos) ou retardadas (até 7 dias). As reações anafiláticas são imediatas e podem provocar a morte. São independentes da dose, podem se desencadear quando o produto é administrado pela primeira vez e são com frequência imprevisíveis;
  • Existe um risco de hipersensibilidade independentemente da dose injetada;
  • O risco de reação grave obriga a ter acesso imediato aos meios necessários para a reanimação de urgência;
  • Os pacientes que já têm apresentado uma reação durante a administração prévia de um meio de contraste para RM a base de gadolínio apresentam um risco superior de nova reação em caso de readministração do mesmo produto ou de outro e, por tanto, se consideram pacientes de risco;
  • A injeção de ácido gadotérico pode piorar os sintomas de uma asma existente. Em pacientes que apresentam uma asma não controlada por tratamento, a decisão de administrar ácido gadotérico deve ser tomada após realizar uma avaliação a fundo da relação risco/benefício;
  • Tal como se observa com os meios de contraste iodados, as reações de hipersensibilidade podem ser mais graves em pacientes tratados com betabloqueadores, especialmente se são asmáticos. Estes pacientes podem ser resistentes ao tratamento habitual das reações de hipersensibilidade com betaestimulantes.

Que Medicamento é Esse?: Buprenorfina

Buprenorfina é um analgésico opioide, indicado no tratamento de dor moderada a forte intensidade (quando é necessário terapia contínua com opioide para obter analgesia adequada).

Como Funciona?

buprenorfina é um agonista parcial de receptor µ-opioide. A buprenorfina produz efeitos semelhantes aos da morfina, incluindo euforia e dependência física, porém a magnitude destes efeitos é menor quando comparado aos efeitos observados com doses semelhantes de agonistas puros.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios do Sistema Imunológico

  • Incomum: reações alérgicas (incluindo inchaço orofaríngeo e da língua)
  • Rara: respostas anafiláticas
  • Distúrbios Metabólico e Nutricional
  • Comum: anorexia
  • Rara: desidratação

Distúrbios Psiquiátricos

  • Comum: confusão, depressão, insônia, nervosismo, ansiedade
  • Incomum: labilidade emocional, agitação, humor eufórico, alucinação, diminuição da libido, pesadelos, agressão
  • Rara: distúrbio psicótico
  • Não conhecida: despersonalização

Distúrbios do Sistema Nervoso

  • Muito comum: tontura, cefaleia, sonolência
  • Comum: tremor
  • Incomum: comprometimento da concentração, coordenação anormal, disartria, disgeusia, hipoestesia, comprometimento da memória, enxaqueca, síncope, parestesiaNão conhecida: convulsões

Distúrbios Oculares

  • Incomum: olho seco, visão embaçada
  • Rara: miose

Distúrbios do ouvido e labirinto

  • Incomum: tinido e vertigem

Distúrbios cardíacos

  • Incomum: palpitações, taquicardia
  • Rara: angina pectoris

Distúrbios vasculares

  • Incomum: vermelhidão, hipertensão, hipotensão
  • Rara: vasodilatação, hipotensão ortostática

Distúrbios respiratório, torácico e mediastinal

  • Comum: dispneia
  • Incomum: tosse, soluços, sibilos
  • Rara: insuficiência respiratória, depressão respiratória, asma agravada, hiperventilação, rinite

Distúrbios gastrintestinais

  • Muito comum: constipação, náusea, vômito
  • Comum: dor abdominal, diarreia, dispepsia, boca seca
  • Incomum: flatulência
  • Rara: disfagia, íleo paralítico.
  • Não conhecida: diverticulite

Distúrbios hepatobiliares

  • Desconhecida: cólica biliar

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

  • Muito comum: prurido
  • Comum: eritema, sudorese
  • Incomum: pele seca, urticária, dermatite de contato**
  • Rara: edema facial

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

  • Incomum: espasmos musculares, mialgia

Distúrbios renal e urinário

  • Incomum: incontinência urinária, retenção urinária, hesitação urinária

Distúrbios do sistema reprodutivo e mamário

  • Rara: disfunção sexual

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Muito comum: reação no local da aplicação*
  • Comum: condições de astenia (incluindo fraqueza muscular), edema periférico
  • Incomum: edema, pirexia, tremores, síndrome de retirada, dermatite no local da aplicação**, dor no peito
  • Rara: sintomas tipo gripe
  • Não conhecida: síndrome de retirada neonatal

Laboratoriais

  • Incomum: aumento da alanina aminotransferase, diminuição de peso

Lesões, envenenamento e complicações do processo

  • Incomum: lesão acidental (incluindo queda)

* Inclui: eritema no local da aplicação, edema no local da aplicação, prurido no local da aplicação, erupção no local da aplicação

** Em alguns casos, reações alérgicas locais tardias ocorreram com sinais evidentes de inflamação. Nesses casos, o
tratamento com Buprenorfina deve ser interrompido.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Quando é Contraindicado?

Buprenorfina é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à buprenorfina ou a qualquer um dos excipientes.

Buprenorfina é contraindicado a pacientes com função respiratória gravemente comprometida ou a pacientes que recebem concomitantemente inibidores não-seletivos da monoamina oxidase (IMAOs) ou dentro de 14 dias da parada do tratamento com IMAOs não-seletivos.

Buprenorfina não deve ser utilizado em pacientes com miastenia gravis e delirium tremens.

Cuidados de Enfermagem

  • O tratamento deve ser efetuado sobre supervisão de um médico com experiência no tratamento da dependência/vício em opiaceos.
  • O sistema transdermico deve ser substituído após 72 horas (3 dias) no máximo.
  • Deve ser aplicado sobre a pele não irritada, limpa, numa superfície lisa, sem pelos e sem cicatrizes grandes.
  • Os locais preferenciais na parte superior do corpo são: parte superior das costas ou peito abaixo das clavículas. Quaisquer pelos devem ser cortados com uma tesoura (não raspados).
  • Se for necessário limpar o local da aplicação, o mesmo deve ser feito com água, não devendo ser utilizado sabão ou qualquer outro produto de limpeza.
  • Deve ser evitado o uso de preparações cutâneas que possam afetar a adesão do sistema transdermico à área escolhida para aplicação. A pele deve estar completamente seca antes da aplicação.
  • Deve ser aplicado imediatamente após ser retirado do sachê.
  • Deve ser utilizado continuamente até 3 dias.
  • Após a remoção do sistema transdermico anterior, um novo sistema transdermico deve ser aplicado numa zona diferente da pele.
  • Deve decorrer pelo menos uma semana até que um novo sistema transdermico seja aplicado na mesma zona da pele.