O que é a Lock Terapia?

A maioria dos pacientes em terapia dialítica que fazem a infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter (ICSRC) são tratados ambulatoriamente, com bons resultados.

Hospitalização só é necessária em caso de sepse severa e infecção a distância.

A maioria das infecções destes pacientes são causadas por Staphylococci coagulase negativo ou S. aureus, portanto a seleção do antimicrobiano deverá considerar drogas que possam ser administradas após cada sessão de hemodiálise (vancomicina, ceftazidima, cefazolina) ou antimicrobianos que não são dialisados (ceftriaxone).

A Lock Terapia, Terapia de Bloqueio ou “Antibiotic Lock Theraphy” é um procedimento onde a droga escolhida é combinada com heparina e instilada dentro de cada lúmen do cateter ao final da sessão de diálise.

Em detalhes, é usada em conjunto com terapia sistêmica, e consiste em instilar altas concentrações do antimicrobiano desejado (de acordo com o microorganismo envolvido) no lúmen do dispositivo.

Indicações da Terapia

Está indicado para pacientes com ICSRC envolvendo cateteres de longa permanência que não tenham sinais de infecção em seu sítio de inserção ou túnel, para os quais a manutenção do cateter é o objetivo.

  • Paciente com estabilidade clínica e hemodinâmica;
  • (Infecção Primária de Corrente Sanguínea-) IPCS-CVC por Staphylococcus Coagulase Negativa (SCN), Bacilos Gram Negativos (BGN) ou Enterococcus sp sensíveis a vancomicina.

Como a maioria das infecções de cateter de longa permanência ou totalmente implantável são intraluminais, a erradicação do agente infeccioso pode ser feita com o preenchimento da luz do dispositivo por solução com doses supraterapêuticas do antimicrobiano, retendo-a por horas ou dias.

Tempo de Terapia

A duração da terapia varia de 3 a 30 dias entre os estudos, porém a maioria dos autores advoga um período de 2 semanas de utilização.

Alguns Cuidados

  • Idealmente deve ser preparado por farmacêutico imediatamente antes da sua administração, ou, na impossibilidade desse profissional, uma enfermeira;
  • Na hora da administração, retirar a solução antiga de lock antes de infundir a nova;
  • Coletar hemoculturas de controle nos momentos de troca da lock terapia antimicrobiana → se em qualquer momento durante o tratamento a hemocultura voltar a positivar ou permanecer positiva, considera-se falha terapêutica e programa-se a retirada do cateter;
  • Devem ser monitorados quanto a sua evolução clínica e novas hemoculturas;
  • A lock terapia deve ser suspensa e o cateter retirado se houver descompensação clínica (evolução para infecção sistêmica apesar do tratamento) ou evidência de persistência da infecção (hemoculturas persistentemente positivas).

Referências:

  1. Mermel LA, Farr BM, Sherertz RJ, et al. Guidelines for the management of intravascular catheter-related infections. Clin Infect Dis 2001; 32:1249–72.
  2. Field MJ, Lohr KN, eds. Institute of Medicine Committee to Advise the Public Health Service on Clinical Practice Guidelines. Clinical practice guidelines: directions for a new program. Washington, DC: National Academy Press, 1990.

A Cultura da Ponta do Cateter: Infecções Relacionadas

A Infecções relacionadas a cateteres são clinicamente importantes e devem ser diagnosticadas rapidamente. Geralmente estão associadas com eritemas, inflamação, pus e em algumas situações febre.

Veja mais sobre os Sinais Flogísticos:

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Quando estes sinais são identificados, o cateter é removido do paciente e encaminhado sua ponta para análise laboratorial.

Os cuidados de Enfermagem quanto ao processo de cultura:

Em geral:

Enviar a ponta do cateter para cultura somente se houver sinal de infecção (inflamação no sítio de inserção, febre, sinais de sepse ou bacteremia documentada sem foco de infecção aparente).

  • Se houver evidência de pus e infecção do tecido local, limpar a superfície da pele e coletar o pus do tecido profundo utilizando seringa e agulha;
  • O frasco deve ser identificado corretamente;
  • O coletor deve conferir os dados do paciente ao receber a amostra e anotar na etiqueta o horário da coleta;
  • Anotar na etiqueta se o cateter retirado era de nutrição parenteral, pois nestes casos é importante pesquisar Malassezia furfur (fungo).

PROCEDIMENTO DE COLETA

Os mesmos cuidados de desinfecção utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada.

  • Limpar a pele com álcool 70% antes de remover o cateter;
  • Utilizando técnicas assépticas, segurar a porção exposta do cateter e remover cuidadosamente o cateter do paciente com um instrumento estéril (evitar o contato com a pele);
  • Segurar a porção distal sobre um recipiente estéril e cortar aproximadamente 5cm da ponta (marca no cateter) com tesoura estéril ou lâmina de bisturi, deixando-a cair dentro do recipiente estéril;
  • Após a coleta, anotar na etiqueta o horário da coleta.

Coleta e transporte:

  • O envio deve ser realizado a temperatura ambiente (20 a 25ºC) em até 1 hora após a coleta.

Observação

NÃO DOBRAR OU ENROLAR A PONTA DO CATETER!!! É necessário que a ponta do cateter esteja reta para rolar sobre a placa do meio de cultura!

Interpretação do exame

  • Quantificar o numero de cada tipo de micro-organismo isolado;
  • Se a contagem for superior a 15 UFC, o micro-organismo deve ser identificado e realizado teste de sensibilidade a antimicrobianos;
  • Se a contagem for inferior a 15 UFC, identificar somente patógenos importantes, como por exemplo, Candida albicans, Streptococcus do grupo A e Staphylococcus aureus;
  • Caso tenha sido coletada amostra de sangue, guardar a placa para comparação caso esta seja positiva;
  • Se houver crescimento de vários micro-organismos, reportar como “nº” UFC de microbiota bacteriana mista, sem identificação e sem teste de sensibilidade a antimicrobianos.

Referência:

  1. DIAGNÓSTICO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS AOS CATETERES VASCULARES CENTRAIS NO HIAE (Hospital Albert Einstein)

Qual é a Finalidade do Expurgo Hospitalar?

expurgo hospitalar funciona como um setor que provém de um equipamento para despejo de sangue, secreções,  líquidos provenientes de cirurgias ou materiais que oferecem algum tipo de risco.

A importância do Expurgo Hospitalar

De acordo com um estudo feito pelo Hospital Albert Einstein, o maior risco ambiental a partir dos resíduos hospitalares é representado pelo chamado lixo infeccioso. Caracteriza-se pela presença de agentes biológicos como sangue e derivados, secreções e excreções humanas, tecidos, partes de órgãos, peças anatômicas; além de resíduos de laboratórios de análises e de microbiologia, de áreas de isolamento, de terapias intensivas, de unidades de internação, assim como materiais perfurocortantes.

Uma vez que esses materiais entrem em contato com o solo ou a água, podem causar sérias contaminações no ambiente e causar danos à vegetação. Também podem haver sérios problemas caso esses materiais contaminados entrem em contato com rios, lagos ou até mesmo com lençóis freáticos, pois dessa forma a contaminação irá se espalhar com maior facilidade, prejudicando qualquer ser vivo que entrar em contato com essa água.

Desta maneira, o expurgo hospitalar por ser um equipamento voltado para descarte de resíduos infecciosos é de suma importância em hospitais.

É no expurgo, que são acondicionados também, todos os sacos de resíduos hospitalares, subdivididos em tipos de resíduos para o descarte, materiais como artigos críticos e semi-críticos para a limpeza e desinfecção, e ao encaminhamento para a esterilização dos materiais.

Alguns cuidados de Enfermagem

  • O enfermeiro da unidade deverá fazer escala de serviço designando o profissional responsável pelos cuidados diários com o expurgo;
  • O expurgo deverá dispor de bancada, vaso sanitário (com tampa) para desprezar efluentes relacionados à assistência aos clientes e pia com torneira para lavagem de materiais;
  • Os materiais (comadres, papagaios, baldes e outros) usados que aguardam limpeza, os hampers (cestos) de roupa suja fechados e o lixo, devidamente acondicionado em lixeiras com tampa, deverão ser estocados no expurgo, permanecendo pelo menor tempo possível;
  • Os hampers com roupa suja deverão ser identificados com nome da unidade, data e horário;
  • Os recipientes de descarte de perfuro-cortante, que estejam no limite máximo da capacidade (2/3), deverão ser fechados e lacrados com fita adesiva e armazenados no expurgo até sua remoção pelo Serviço de Higienização e Limpeza;
  • A equipe de enfermagem deverá observar o local de armazenamento desses recipientes para evitar que sejam depositados sob superfícies molhadas;
  • Os acessórios utilizados para assistência respiratória (máscaras de assistência ventilatória:
    • De nebulização simples e contínua, de Venturi, traqueostomia, e com reservatório) e bandejas utilizadas, após a separação dos materiais descartáveis e perfuro-cortantes, deverão ser acondicionados em recipiente de material rígido com tampa, armazenados, temporariamente, no expurgo e encaminhadas ao CME ao final do plantão, respeitando os horários estabelecidos em sua Instituição.

Referência:

  1. EBSERH

Hamper Hospitalar: A Real Finalidade

A questão da higiene é fundamental nos setores hospitalares, a fim de que a proteção mais adequada das roupas e dos demais produtos que marcam presença nestes ambientes. E o mobiliário mais imprescindível é o Hamper Hospitalar, que faz parte essencial de todos os setores que demandam assistência à saúde.

Afinal, de onde vem essa palavra, o “Hamper”?

Termo originalmente do inglês, o “Hamper” refere-se a um conjunto de itens relacionados com cesta. Em uso principalmente britânico, refere-se a uma cesta de vime, geralmente grande, que é usada para o transporte de itens, muitas vezes alimentos.

Na América do Norte, o termo geralmente se refere a um receptáculo familiar, muitas vezes uma cesta, para roupas limpas ou sujas, independentemente da sua composição, ou seja, “um cesto de roupa”.

O mesmo tipo de recipiente seria usado para retornar roupas limpas, que seriam eliminadas pelo serviço de lavanderia e o recipiente vazio deixado no lugar do recipiente completo para retirada posterior.

No uso hospitalar, o Hamper tem sua utilização como meio de transporte de roupas de origem hospitalares (roupas de cama, roupas pessoais, enxovais hospitalares) sujas e infectadas ou contaminadas, sem ter o contato com outros ambientes externos.

A Utilização

Suporte de Hamper é indicado para embalar e transportar roupas sujas que foram utilizadas em ambientes médico-hospitalares. Geralmente o mobiliário é composto pela estrutura do suporte de aço inox, com sacos de resíduos hospitalares à parte para serem encaixados ao suporte, ficando prontos para o uso.

Mas o Hamper é só para roupa suja?

Não! Certamente os sacos para hampers são divididos em grupos, onde em alguns setores podem utilizar para acondicionar resíduos radioativos, químicos, descarte de peças anatômicas, etc. sendo descartados corretamente conforme as normativas da ANVISA.

Referências:

  1. Educalingo.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

Atuando no controle da disseminação de microrganismos em ambientes hospitalares, na proteção da equipe de saúde e de pacientes, as luvas hospitalares o são itens extremamente importantes para a proteção em diversos setores.

E para cada uso, existe um tipo de luva de procedimento que se encaixa perfeitamente.

Diante desse processo simples e primordial, no entanto, o fato de usar luvas não significa ausência de risco de transmissão de micro-organismos; por este motivo, a mesma deve conter indicação de uso e estar íntegra para não falhar no momento assistencial.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

  1. Luva Cirúrgica (luva estéril): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética. É o equipamento de proteção individual de uso único, de formato anatômico, contendo punhos capazes de assegurar ajuste ao braço do usuário, para utilização em cirurgias.
  2. Luva para Procedimentos Não Cirúrgicos(luva não estéril ou luvas de procedimento): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética, e de policloreto de vinila, de uso único, para utilização em procedimentos não cirúrgicos para assistência à saúde. As luvas de látex de borracha natural oferecem alto nível de proteção contra sangue e fluidos corporais potencialmente contaminados; têm grande força, elasticidade, flexibilidade e conforto. Devido a isso, o látex de borracha natural é o material de escolha para luvas quando houver contato com sangue e fluidos corporais.
  3. Luvas para Procedimentos Não Cirúrgicos Antialérgicas ao Látex: são fabricadas a partir de um derivado do petróleo e de borracha nitrílica. Pode ser utilizada como uma alternativa ao látex. No entanto, as propriedades de barreira devem ser definidas pelo fabricante. As luvas de borracha nitrílica geralmente contêm aditivos químicos semelhantes ao látex, que podem atuar como alérgicos de contato. São adequadas no uso com agentes químicos e pessoas que têm alergia ao látex.
  4. Luvas de Vinil (PVC): tem custo baixo e, infelizmente, muitas instituições aderem à compra desse material para assistência ao paciente. Essas luvas são fabricadas a partir de cloreto de polivinila (PVC), um material sintético que é menos flexível, elástico, durável e possui menos conformidade com a mão do que o látex.

A luva de PVC e sua Integridade

Durante o uso, a luva de PVC pode ocorrer a quebra da integridade de barreira. Quanto mais abrasiva ou estressante a atividade ou quanto maior o tempo de utilização, maior a taxa de falha.

Por isso, esse tipo de luva não deve ser utilizado para uso clínico e assistencial. Os profissionais que utilizam luvas de vinil em ambiente hospitalar, se expõe diariamente ao risco de contaminação direta por materiais biológicos.

Após o uso, as luvas devem ser descartadas de acordo com as políticas locais de gestão de resíduos vigentes.

Devo usar qualquer luva desde que seja para me proteger?

A junção de custo e benefício no âmbito hospitalar, laboratorial e em clínicas, disponibiliza qualquer luva para os profissionais usarem, o que, infelizmente, não é o adequado.

A compra e o uso da luva devem estar alinhando conhecimento, tipo de técnica e avaliação de um profissional, além de cuidado para a prevenção de acidentes, pois caso o profissional tenha contato com material biológico sem a proteção adequada, não servirá de nada usar luvas e muito possivelmente irá se prejudicar ao invés de ajudar.

Referências:

  1. Organização Mundial da Saúde – Guia Lavagem das Mãos;
  2. Vigilância Epidemiológica – 2016;
  3. Recomendações sobre o uso de Luvas em Serviços de saúde – Secretaria do Estado de São Paulo / Divisão Epidemiologia Hospitalar

Compadre e Comadre: Dispositivos Urinários

Compadre (Pagagaio, Urinol), e Comadre (Penico), são alguns dos nomes mais curiosos para estes dispositivos urinários hospitalares, considerados como artigos não críticos.

São úteis tanto quanto em ambiente hospitalar e domiciliar para auxiliar uma pessoa debilitada a realizar suas necessidades, no próprio leito.

O Compadre é um dispositivo urinário masculino, tendo como função de coletar urina, sendo produzido em diversos tipos de materiais, como inox, plástico.

A Comadre também é um dispositivo urinário, mais indicado para pacientes femininas, tendo também como função de coletar urina, mas também pode ser utilizado para coletar fezes, sendo também um dispositivo que pode ser utilizado aos pacientes masculinos, produzido em material inox ou plástico.

Quem é Responsável pela Oferta ao paciente e ao Auxílio na Instalação?

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Procedimento de Enfermagem

Antes de mais nada, sempre lavar muito bem as mãos e fazer o uso de luvas durante o procedimento (é muito importante para evitar infecções).

Instalação da Comadre com auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.
  6. Higienizar a Comadre.

Sem Auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Instalação do Compadre com auxílio do paciente:

  1. Colocar o compadre na melhor posição;
  2. O órgão masculino deverá ser introduzido no compadre;
  3. Deixar o papel ou lenço a seu alcance ou da pessoa que for utilizar;
  4. Leve ao banheiro e descarte todo o conteúdo no vaso sanitário, avaliando o aspecto e a quantidade da urina para posterior anotação de enfermagem;
  5. Higienizar o Compadre.

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

De quem é a Responsabilidade da Higienização destes Dispositivos?

Ao falar em responsáveis por essa limpeza, surge uma das principais dúvidas sobre este assunto. Enfermeiros, técnicos de enfermagem ou profissionais do serviço de limpeza devem executar a higienização?

De acordo com diversos documentos emitidos pelos CORENS, surge um exemplo da ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 006/2016 do COREN de São Paulo, onde determina que:

“Assim, consideramos que o processo de limpeza e desinfecção seja criterioso, precedido de capacitação e previsto no protocolo institucional com as atribuições dos membros da equipe, tanto da Enfermagem quanto da Limpeza.”

Portanto, este procedimento pode ser realizado por qualquer profissional que tenha a prévia capacitação, porém deve haver no protocolo organizacional a metodologia de higienização necessária, a especificação de quem será este profissional e o detalhamento de suas responsabilidades.

Clique no link para entender o processo de higienização e desinfecção destes dispositivos através de um POP elaborado pelo Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. ( POP Rotina de Limpeza e Desinfecção Comadres e Compadres ).

Veja também:

Quaternário de Amônia

Desinfecção de Artigos Hospitalares

 

Referências:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.
  2. Orientação Fundamentada COREN-SP Nº 006/2016.

Coletor/Caixa Perfurocortante e os cuidados de enfermagem

O Coletor ou Caixa Perfurocortante é um recipiente destinado ao descarte de resíduos de serviços de saúde, perfurantes ou cortantes, desprezando todo material que corta ou perfura, como agulhas, lancetas, vidros em geral, lâminas de bisturi, ampolas, cateter, etc.

Nesse sentido, devem ser fabricadas de acordo com as normas da ABNT NBR 13853, fornecendo proteção contra perfurações, vazamentos e garantindo segurança aos usuários.

Ela é composta por muitos elementos e sua montagem correta garante a eficiência do descarte e confiabilidade do recipiente.

Componentes de uma Caixa Perfurocortante

É composta por:

  • Saco Plástico: Possui dupla utilidade, pois além de transportar o coletor, forma um DUPLO revestimento, o que garante a proteção contra vazamento de resíduos;
  • Fundo ou tabuleiro: Feito de papelão rígido, evita perfurações no fundo do coletor;
  • Cinta Interna: Também produzido com material de papelão rígido, ocupa toda a área interna, evitando perfurações nas paredes e cantos do coletor;
  • Bandeja Interna: Garante a segurança contra vazamento de líquidos.

Qual é a sequência de montagem de um Coletor Perfurocortante?

Cada fabricante disponibiliza a sequência correta da montagem de seu material, devendo sempre ser seguido conforme o que é estabelecido.

De uma forma geral, maioria pode seguir um padrão de sequência, como esta:

  1. Sequência para o fechamento no fundo: Dobrar aba 1, dobrar abas 2 e 3 simultaneamente e dobrar aba 4 até travar;
  2. Abra todas as abas do coletor;
  3. Abra o saco plástico, coloque o tabuleiro dentro do saco plástico. Introduza também a cinta interna, posicione-a em forma de triangulo sobre o tabuleiro;
  4. Coloque o saco plástico já com o tabuleiro e a cinta dentro do coletor;

5. Colocar as sobras do saco plástico dentro do coletor;
6. Introduza a bandeja impermeável sobre o saco plástico até o fundo;
7. A seguir faça a montagem das alças duplas dobrando-as para dentro e fecha a aba que possui um buraco no meio;
8. Após o uso, travar o lacre para descarte.

Cuidados de Enfermagem

  • Durante o transporte mantenha o coletor afastado do corpo;
  • Sempre carregar pelas ABAS da caixa, para que evite acidentes;
  • Ao fechar após o uso, deve descartar a caixa dentro de um saco intitulado “INFECTANTE” e desprezado em um lixo próprio para materiais infectantes;
  • Ao montar a caixa para a utilização, deve identificar a data de montagem e abertura, setor de destino e o nome do colaborador que realizou a montagem;
  • Não deve jamais ultrapassar a linha máxima pré estabelecida na caixa;
  • Deve acondicionar a caixa em um local livre, longe de pias que possam molhar recipiente;
  • De preferência, deve ser acondicionada em um suporte próprio para parede.

Referências:

  1. Descarpack;
  2. Descarbox.

Prevenção e Controle de Infecção: Qual é a Rotina da Troca de Dispositivos em sua Instituição?

Controle de Infecção

A assistência em saúde é um processo complexo que não está isento de riscos e de possíveis eventos adversos. Dentre as possíveis complicações decorrentes do cuidado em saúde, destacam-se as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), as quais se constituem em problemas frequentes,  principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), apresentando-se com altas taxas de incidência e morbimortalidade.

Em se tratando das IRAS mais comumente identificadas no cenário de cuidados críticos, destacam-se especialmente as infecções de corrente sanguínea (ICS), em detrimento da utilização de dispositivos invasivos, a exemplo de cateteres venosos centrais (CVC).

Dispositivos estes que podem ser inseridos em uma veia ou artéria, centralmente ou perifericamente, com o intuito de monitorização hemodinâmica, administração de fluidos intravenosos, nutrição e medicamentos.

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes, obesas e fumantes.

Nos últimos anos vem ocorrendo aprimoramento das normas de vigilância, elaboração de diretrizes e protocolos baseados em evidências científicas para a prevenção de ICSR-CVC, mas estas ainda se constituem em um grande problema para a segurança do paciente, especialmente daqueles hospitalizados em ambiente de UTI.

É pertinente enfatizar que a prevenção depende também de ações organizacionais que incluem o incentivo da gestão dos serviços de saúde ao conhecimento e cumprimento de cuidados de controle de infecção e segurança do paciente, incluindo as boas práticas nos cuidados de inserção e de manutenção de acessos venosos centrais pela equipe de saúde.

Os esforços para a prevenção dessas infecções devem visar à qualidade da assistência e segurança do paciente, minimizando a ocorrência de eventos adversos por meio da identificação e implementação de estratégias interventivas que visem zerar a ocorrência dessa complicação em pacientes críticos.

É importante conhecer o POP preconizado pelo CCIH de sua instituição!

É importante conhecer e avaliar o conhecimento e adesão da equipe de enfermagem às medidas de prevenção de infecções, sejam elas por quaisquer meios, incentivando o conhecimento de Protocolos Operacionais Padrão (POP) estabelecidos pela CCIH em sua instituição.

Exemplo de um Protocolo Operacional Padrão (POP) para uma rotina de troca de dispositivos e materiais de uso hospitalar

TIPO DE DISPOSITIVO /
MATERIAL
TEMPO DE PERMANÊNCIA OBSERVAÇÕES
BACIA de metal Para banhos: Após o uso em
cada paciente, fazer a
higienização com água e sabão,
e desinfecção com álcool 70ºPara procedimentos estéreis:
Encaminhar à Central de
Material Esterilizado após o uso
As bacias utilizadas em banhos devem
permanecer armazenadas no setor após a
DESINFECÇÃO. As bacias para uso em
procedimentos estéreis (Ex: curativos) devem ser
retiradas na Central de Material Esterilizado e
devolvidas após o uso conforme rotina do setor.
BARBEADOR descartável para
tricotomias não cirúrgicas (ex:
higiênicas, local para punção venosa,
curativos e fixar eletrodos)
Uso único Descartar após o uso em cada paciente.
Cânula de GUEDEL Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
CÂNULA endotraqueal
(INTUBAÇÃO)
Uso único sem troca
programada
Descartar após o uso em cada paciente
Cateter de FLEBOTOMIA Em adultos: 4 a 5 dias
Em crianças: na suspeita de
complicação
Esse tipo de acesso apresenta frequentes
complicações, portanto deve ser evitado.
Cateter de SHILLEY
(Hemodiálise)
Sem troca programada Na presença de sinais flogísticos ou secreção,
comunicar o médico responsável. Se houver a
remoção, coletar imediatamente a ponta para
cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica.
Cateter NASAL tipo óculos para
oxigenoterapia
7 dias A água do reservatório deve ser trocada a cada
24 horas.
Cateter para DIÁLISE
PERITONIAL
Sem troca programada É questão não resolvida na literatura. Fica a
critério médico a decisão de estender o tempo de
permanência, remover o cateter ou substituir por
um permanente.
Cateter totalmente implantado
(PORT-A-CATH)
Sem troca programada Na presença de sinais flogísticos ou secreção,
comunicar o médico responsável. Se houver a
remoção, coletar imediatamente a ponta para
cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica
Cateter UMBILICAL Arterial: 5 dias
Venoso: 14 dias
Se identificado quadro de infecção, trombose ou
insuficiência vascular, comunicar o médico
responsável. Remover com indicação clínica. Se
for removido, não inserir um novo cateter. Coletar
imediatamente a ponta para cultura, se o médico
recomendar.
CIRCUITO DO VENTILADOR
MECÂNICO (respirador)
7 dias Trocar antes do período recomendado se
apresentar sujidades ou mau funcionamento.
Somente disponibilizar para outro paciente após
esterilização feita na Central de Material
Esterilizado.
COLCHÃO PIRAMIDAL “caixa
de ovo”
Uso individual sem troca
programada
Na ALTA do paciente, liberar para levar de
cortesia. Quando ÓBITO encaminhar à
lavanderia para incinerar. Nunca lavar.
COLETOR aberto graduado com
cordão (saco plástico)
Até o final de cada plantão ou
sempre que desprezar o
material coletado
Quando este for utilizado para drenagem de
bolsa coletora de diurese, usar um saco coletor
novo para cada paciente
Coletor urinário tipo BOLSA
(sistema fechado)
30 dias Se houver troca da bolsa por qualquer indicação,
a sonda vesical de foley deverá ser substituída.
Não é recomendada a abertura do sistema
durante o uso do cateter. Esvaziar a cada 12
horas ou quando atingir o limite máximo da
capacidade de armazenamento.
COMADRE A cada uso Lavar com água e sabão.
Fazer desinfecção com álcool 70º
CONECTOR para medicação
aerossol em ventilação mecânica
Uso individual sem troca
programada
Descartar após o uso em cada paciente
CPAP NASAL ADULTO
(em acrílico)
Uso individual sem troca
programada
Após o término de cada sessão no paciente,
fazer higienização e guardar até o próximo uso
no mesmo paciente. Descartar o CPAP após
suspender o uso em cada paciente.
CPAP NASAL ADULTO
(em silicone)
Uso individual sem troca
programada
Ao término de cada sessão no paciente,
higienizar e guardar até o próximo uso no mesmo
paciente. Enviar à Central de Material Esterilizado
após uso em cada paciente.
CPAP NASAL NEONATAL /
PEDIATRIA (“narizinho”)
Uso individual sem troca
programada
Fazer higienização concorrente conforme rotina
do setor enquanto estiver em uso no mesmo
paciente. Descartar após o uso em cada
paciente.
Dispositivo cateter venoso central
DUPLO LÚMEN via SubcláviaDispositivo cateter venoso central
INTRACATH via Subclávia
Sem troca programada Ocluir o cateter com gaze estéril e micropore nas
primeiras 24 horas após a inserção, após este
período fazer assepsia e fixar somente com filme
transparente que deverá ser trocado a cada 7
dias ou sempre que apresentar sujidades,
umidade, descolamento ou reações alérgicas
locais. Na presença de sinais flogísticos ou
secreção, comunicar o médico responsável. Se
houver a remoção, coletar imediatamente a ponta
para cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica. Quando inserido
em situação de emergência, com quebra de
técnica asséptica, remover em até 48 horas após
a inserção.
Dispositivo cateter venoso central
(PICC – Cateter central de
inserção periférica)
Sem troca programada Quando não locado em posição central, há
aumento do risco de complicações, inclusive
flebite. Na presença de sinais flogísticos ou
secreção, comunicar o médico responsável. Se
houver a remoção, coletar imediatamente a ponta
para cultura, se o médico recomendar. O curativo
deve ser trocado conforme Protocolo de PICC da
Instituição. É PROIBIDO reintroduzir as partes
exteriorizadas do cateter após desfazer o campo
estéril.
Dispositivo intravenoso periférico
ADULTO (JELCO, SCALP,
ABOCATH ou ÍNTIMA)Dispositivo intravenoso periférico
INFANTIL (JELCO, SCALP,
ABOCATH ou ÍNTIMA)
72 horas

 

 

Sem troca programada

Nas situações em que o acesso periférico é
limitado, a decisão de manter o cateter além das
72 horas depende da avaliação do local de
inserção, da integridade da pele, da duração e do
tipo da terapia prescrita, e deve ser documentado
nas evoluções do paciente. Pediatria e Neonatal
não há rotina de troca preestabelecida.
Acompanhar o cateter diariamente e trocar na
presença de sinais flogísticos ou secreção. A
mesma recomendação poderá ser aplicada a um
paciente adulto com difícil acesso vascular
periférico (ex: idoso, longo tempo de internação).
Quando inserido em situação de emergência,
com quebra de técnica asséptica, remover em
até 48 horas após a inserção. A fixação deverá
ser feita preferencialmente com filme
transparente, que deverá ser trocado cada vez
que apresentar sujidades, umidade,
descolamento ou reações alérgicas locais.
Dispositivo urinário masculino tipo
preservativo
URIPEN
24 horas Trocar no momento do banho ou sempre que
necessário.
Equipo com BURETA 24 horas Há maior risco de contaminação durante a
manipulação.
EQUIPO macrogotas ou
microgotas para infusão
INTERMITENTE
24 horas Neonatal / UTI Adulto: Conforme rotina do setor.
EQUIPO macrogotas, microgotas,
dupla via, PVC e torneirinha para
infusão CONTÍNUA
72 horas Trocar em intervalo menor se apresentar
sujidade, mau funcionamento ou em caso de
incompatibilidade medicamentosa.
Equipo NUTRIÇÃO ENTERAL
para bomba de infusão
24 horas O equipo será fornecido pelo Serviço de Nutrição
e Dietética acompanhando a primeira dieta do
dia. Consultar Protocolo da EMTN para maiores
informações.
Equipo para bomba de infusão de
MEDICAMENTO NÃO LIPÍDICO /
SOROTERAPIA
72 horas Trocar em intervalo menor se apresentar
sujidade, mau funcionamento ou em caso de
incompatibilidade medicamentosa.
Equipo para PROPOFOL no
Centro Cirúrgico
6 horas
Equipo para SOLUÇÃO
LIPÍDICA, HIPERTÔNICA
(Ringer, Glicose acima de 10%),
NUTRIÇÃO PARENTERAL,
HEMODERIVADOS ou
HEMOCOMPONENTES
A cada troca de bolsa ou
frasco
Infundir emulsões lipídicas em até 12 horas, e
NPT/NPP em até 24 horas a partir da instalação.
NPT/NPP devem ser infundidas em acesso
venoso central com via EXCLUSIVA.
HEMODERIVADOS e HEMOCOMPONENTES
em acesso venoso periférico EXCLUSIVO. O
sistema não deve ser aberto durante a infusão. É
proibido administrar ou acrescentar medicações
pelo injetor lateral do equipo ou da bolsa.
ESPAÇADOR VALVULADO para
medicamentos aerossois via
inalatória (bombinha)
Uso individual sem troca
programada
Não é descartável. Fazer higienização com água
e sabão a cada 72 horas de uso. Quando
suspender o uso ou o paciente receber alta, óbito
ou trasferência, fazer a higienização e devolver à
Farmácia Central que encaminhará à Central de
Material Esterilizado.
EXTENSOR para infusão
intermitente em bomba de seringa
(ex: antibióticos)
Conforme rotina já
estabelecida em cada setor,
podendo ser utilizado até o
máximo de 72 horas
FILME TRANSPARENTE fixador de
cateteres (Curativo)
7 dias Trocar antes do tempo recomendado sempre que
apresentar sujidades, umidade, descolamento ou
reações alérgicas locais.
Neonatal / Pediatria: Conforme rotina do setor.
FILTRO HME bactericida para
ventilador mecânico
48 horas Trocar antes do tempo recomendado se
apresentar sujidade ou mau funcionamento.
FIO-GUIA de cobre para
intubação
Uso individual Fazer higienização e encaminhar à Central de
Material Esterilizado após o uso em cada
paciente.
FIO-GUIA de alumínio revestido
em plástico para intubação
Uso único individual Descartar após o uso em cada paciente.
LÂMINA de Tricotomizador
(tricotomias pré-cirúrgicas)
Uso único individual Descartar após o uso em cada paciente.
MÁSCARA VENTURI +
umidificador
Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
NEBULIZADOR
(reservatório, extensão e
máscara) de uso contínuo –
comum e traqueostomia
Sem troca programada Trocar sempre que apresentar sujidades ou mau
funcionamento. Encaminhar à Central de Material
Esterilizado após o uso em cada paciente.
NEBULIZADOR
(reservatório, extensão e
máscara) de uso intermitente –
Inalação
Geral: A cada uso

Neonatal / UTI Adulto:
Conforme rotina do setor

Após o uso em cada paciente, fazer higienização
e desinfecção de baixo nível.
PAPAGAIO A cada uso Higienizar com água e sabão.
Fazer desinfecção com álcool 70º
Sistema coletor fechado para
DRENAGEM DE TÓRAX
Sem troca programada Mensurar e esvaziar o frasco quando necessário,
reutilizando para o mesmo paciente, desde que
manipulado com técnica asséptica e utilizada
solução estéril para refazer o selo d’água.
Descartar todo o sistema após o uso em cada
paciente.
Sonda de ASPIRAÇÃO
oronasoendotraqueal
Uso único Descartar após o uso em cada paciente
Sonda de ASPIRAÇÃO
endotraqueal sistema fechado
“TRACH CARE”
7 dias Trocar antes do tempo recomendado se
apresentar sujidades ou mau funcionamento.
Descartar todo o sistema após o uso em cada
paciente.
Sonda ENTERAL

Sonda NASOGÁSTRICA

Sem troca programada Trocar com indicação clínica ou prescrição de
enfermagem.
Sonda URETRAL DE ALÍVIO Adulto: Retirar
imediatamente após o
esvaziamento da bexiga
Neonatal / Pediatria:
Conforme rotina do setor.
Usar técnica asséptica para a inserção.
Sonda uretral de FOLLEY (sonda
de demora) com sistema coletor
fechado
30 dias Trocar se apresentar obstrução, grande
quantidade de sedimentos e coágulos, ou
indicação clínica. Sempre usar técnica asséptica
para a inserção. A bolsa coletora de urina
também deve ser trocada junto com a sonda,
pois não é recomendada a abertura do sistema
durante o uso da mesma. Realizar higiene íntima
duas vezes ao dia ou sempre que necessário
enquanto estiver com a sonda.
Tubo EXTENSÃO de LÁTEX ou
SILICONE para aspiração
Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
UMIDIFICADOR + EXTENSÃO Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
Vidro / Frasco de ASPIRAÇÃO Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.

*OBSERVAÇÃO: Este exemplo de Protocolo não é empregado em TODAS as Instituições, podendo variar conforme o que foi preconizado pela CCIH da sua Instituição. Vale consultar a validade de troca destes dispositivos em sua Instituição!

O Protocolo e a Anvisa

A ANVISA revisou e publicou recentemente a nova edição da série Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde, chamada “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde”.

A presente publicação constitui uma ferramenta influente para a segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde, fruto de esforço conjunto de diversos Grupos de Trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata das orientações básicas para a prevenção e o controle de infecção, com embasamento técnico-científico atualizado.

O intuito é apresentar de maneira objetiva, concisa e prática, as medidas para a prevenção e controle de infecção nos serviços de saúde, devendo estar facilmente disponível aos profissionais de saúde que atuam nestes serviços. A principal finalidade desta publicação da Anvisa é contribuir para reduzir a incidência das IRAS em serviços de saúde, a partir da disponibilização das principais medidas preventivas práticas adequadas à realidade brasileira. Dessa forma, espera-se com esta publicação, oferecer um importante instrumento de apoio para a prevenção e redução das principais IRAS, como as Infecções do Trato Respiratório, Trato Urinário, Corrente Sanguínea e Sítio Cirúrgico, contribuindo para a redução de riscos nos serviços de saúde do Brasil.

Para baixar e consultar, clique neste link!

Saiba mais em nosso canal YouTube:

 

Veja também:

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Administração Segura de Medicamentos

O que são os Resíduos Hospitalares?

Resíduo Hospitalar

O Termo Resíduo Hospitalar provém dos resíduos descartados pelos Serviços de Saúde, na qual contém alto teor de contaminação para o ser humano e o meio ambiente.

Os mesmos devem ser corretamente separados, armazenados, identificados e encaminhados para um tratamento seguro mediante contratação de empresas especializadas e de acordo com as normativas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Os Serviços de Saúde geralmente incluem: hospitais, clínicas, laboratórios, ambulatórios, farmácias, postos de saúde, necrotérios, centros de pesquisa, entre outros.

O que geralmente são descartados nestes serviços são as luvas, seringas, algodão, gazes, bem como órgãos, tecidos, medicação, vacinas vencidas, materiais cortantes, dentre outros. Note que esses estabelecimentos podem ser também as clínicas veterinárias.

Como é feito este descarte?

Deve ser feito de maneira adequada, visto a quantidade de bactérias e vírus (resíduos infectantes) que apresentam os quais podem levar ao contágio de doenças infecciosas.

Além disso, os remédios contêm sustâncias tóxicas e radioativas que podem contaminar e alterar a qualidade do solo e a água.

Lembrando que, mesmo em casa, não devemos descartar os medicamentos vencidos, pois segundo a coleta seletiva eles são levados aos aterros sanitários, o que pode prejudicar a vida das pessoas que coletam o lixo, bem como contaminar a área.

Nesse caso, algumas farmácias contam com o descarte de medicamentos que não serão mais utilizados.

Para tanto, seu destino é realizado mediante uma coleta de lixo hospitalar própria e realizada por caminhões específicos que os levam aos locais para incineração, ou seja, para serem queimados em altas temperaturas.

Além da incineração, alguns casos são realizados o aterramento e a radiação. Lembre-se que o descarte inadequado desse tipo de lixo pode afetar gravemente o meio ambiente e a saúde humana.

A Classificação: Os Tipos de Resíduos Hospitalares conforme a ANVISA

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na Resolução RDC nº 33/03 os resíduos hospitalares são classificados em 5 tipos, sendo que o primeiro (classe A) são os mais perigosos uma vez que representam grandes riscos de contaminação devido à presença de agentes biológicos.

  • Grupo A (potencialmente infectantes);
  • Grupo B (químicos);
  • Grupo C (rejeitos radioativos);
  • Grupo D (resíduos comuns);
  • Grupo E (perfurocortantes).

Essa classificação e sistematização foi implementada pela Anvisa com o intuito de evitar prejuízos ambientais bem como prevenir acidentes que possam atingir profissionais que trabalham diretamente nos processos de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação desses resíduos.

Afinal, o que são?

Os Resíduos Infectantes ou Biológicos?

Têm a possível presença de agentes biológicos, que, por suas características, podem apresentar risco potencial à saúde e capacidade de provocar infecção. Exemplos: sangue, membranas e excreções. O acondicionamento deve ser feito em saco plástico branco leitoso, resistente e impermeável. A destinação final é a incineração.

Os Resíduos Perfurocortantes?

São todos os materiais descartados que podem causar cortes e perfurações. Exemplos: agulhas, escalpes, lancetas e ampolas. O acondicionamento é feito em recipientes rígidos. A destinação correta é a incineração.

Os Resíduos Químicos?

Contêm substâncias químicas que podem apresentar riscos, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Exemplos: resíduos saneantes, desinfetantes e desincrostrantes, resíduos de reagentes utilizados na realização de testes manuais e efluentes de equipamentos automatizados. O acondicionamento deve ser feito em sua embalagem original, dentro de recipiente inquebrável, envolvido por um saco. A destinação é a devolução ao fabricante.

Os Resíduos Comuns?

Não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. Exemplos: sobras de alimentos, papéis de uso sanitário, fraldas e embalagens em geral. O acondicionamento deve ser feito em lixeiras ou recipientes que diferenciem cada conteúdo. Devem ser enviados à reciclagem, reutilização ou aterramento.

Os Resíduos Radioativos?

São quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados em norma. Exemplos: resíduos provenientes de serviços de medicina nuclear e radioterapia. O acondicionamento deve ser feito em recipientes blindados. A destinação final são os depósitos de lixo radioativo.

Os Subgrupos do Grupo A : Infectantes

  • Grupo A1: Resíduos provenientes de manipulação de microorganismos, inoculação, manipulação genética, ampolas e frascos e todo material envolvido em vacinação, materiais envolvidos em manipulação laboratorial, material contendo sangue, bolsas de sangue ou contendo hemocomponentes. Este resíduo deve ser acondicionado pelo gerador em saco branco leitoso com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A2: Corresponde a carcaças, peças anatômicas, vísceras animais e até mesmo animais que foram submetidos a processo de experimentação com microorganismos que possam causar epidemia.  Como estes resíduos possuem um alto grau de risco, devem ser acondicionados em sacos vermelhos contendo símbolo de risco infectante.
  • Grupo A3: Peças anatômicas (membros humanos), produtos de fecundação sem sinais vitais, com peso inferior a 500 gramas e estatura menor que 25 cm, devem ser acondicionados pelo gerador em saco vermelho com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A4: Kits de linha arteriais, filtros de ar e de gases aspirados de áreas contaminadas, sobras de laboratório contendo fezes, urina e secreções, tecidos e materiais utilizados em serviços de assistência á saúde humana ou animal, órgãos e tecidos humanos, carcaças, peças anatômicas de animais, cadáveres de animais e outros resíduos que não tenham contaminação ou mesmo suspeita de contaminação com doença ou microorganismos de importância epidemiológica. Estes resíduos devem ser acondicionados pelo gerador em sacos branco leitoso com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A5: Órgãos, tecidos, fluidos e todos os materiais envolvidos na atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação por príons (agentes infecciosos compostos por proteínas modificadas). Estes materiais devem ser acondicionados pelo gerador em 2 sacos vermelhos (um dentro de outro) contendo símbolo de risco infectante.

As Classes de Códigos conforme a ONU

Quando consideramos o transporte de resíduos no qual não seja prevista utilização, mas que são transportados para fins de despejo, incineração ou qualquer outro processo de disposição final devemos entender que são substâncias, soluções ou misturas que contêm, ou estão contaminados por, um ou mais produtos perigosos.

A classificação adotada para os resíduos considerados perigosos, considerando o tipo de risco que apresentam e conforme as recomendações para o transporte de resíduos Perigosos da ONU é composta das seguintes classes definidas abaixo:

  • Classe 1 – Explosivos

Subclasse 1.1 – Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa

Subclasse 1.2 – Substâncias e artefatos com risco de projeção

Subclasse 1.3 – Substâncias e artefatos com risco predominante de fogo

Subclasse 1.4 – Substâncias e artefatos que não apresentam risco significativo

Subclasse 1.5 – Substâncias pouco sensíveis

  • Classe 2 – Gases comprimidos, liquefeitos, dissolvidos sob pressão ou altamente refrigerados.

Subclasse 2.1 – Gases inflamáveis;

Subclasse 2.2 – Gases não inflamáveis, não tóxicos;

Subclasse 2.3 – Gases tóxicos.

  • Classe 3 Líquidos Inflamáveis
  • Classe 4 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 4.1 – Sólidos inflamáveis;

Subclasse 4.2 – Substâncias sujeitas à combustão espontânea;

Subclasse 4.3 – Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

  • Classe 5 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 5.1 – Substâncias Oxidantes;

Subclasse 5.2 – Peróxidos Orgânicos.

  • Classe 6 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 6.1 – Substâncias Tóxicas (venenosas);

Subclasse 6.2 – Substâncias Infectantes.

  • Classe 7 – Substâncias Radioativas
  • Classe 8 – Corrosiva
  • Classe 9 – Substâncias Perigosas Diversas

Os Cuidados de Enfermagem com os Resíduos Hospitalares

  • O primeiro cuidado que devemos ter no ambiente hospitalar é em relação a lavagem das mãos, esse deve ser feito de forma rigorosa, pois trata tanto da prevenção da saúde do paciente quanto do profissional. As mãos devem ser lavadas antes e após qualquer cuidado prestado a um paciente. Lembrando que o uso da luva não exclui a necessidade de lavagem das mãos.
  • Os cuidados com materiais contaminados é de extrema importância, pois visa a proteção do profissional e auxilia também no controle de infecção hospitalar, devendo ser acondicionados em locais apropriados.
  • É importante o uso de máscaras e protetor ocular quando o paciente possa gerar respingos ou aerosóis de secreções ou fluidos corporais durante o procedimento prestado.
  • O uso do avental é para proteger o profissional da umidade das roupas durante atividades com o paciente.
  • A equipe de enfermagem também deve ter um cuidado especial com relação ao descarte do lixo hospitalar, afim de prevenir acidentes e infecção.

Lembrando que o lixo deve ser separado de forma rigorosa, para cada classe existe um tipo de coleta e destinação, é necessário a identificação com a respectiva simbologia e seu transporte deve ser realizado por profissionais capacitados e treinados para não se contaminar.

Os 5 momentos para a higienização das mãos

higienização das mãos

Pode parecer um ato banal, mais um que repetimos automaticamente ao longo do dia, mas a higienização das mãos é a mais básica, barata e eficiente ação para o controle de infecções e prevenção da transmissão de germes. A prática mais importante para prevenir infecções é cuidar da higiene no dia a dia, a começar pela correta higienização das mãos.

Quando devo lavar as mãos?

Deve-se realizar a higienização das mãos antes de entrar em contato com o paciente e após os riscos de exposição de fluídos corporais, após contato com o paciente e também após contato com as áreas próximas ao paciente.

Por que?

Para a proteção do paciente, do ambiente de assistência, evitando a transmissão de micro-organismos presentes nas mãos do profissional e que podem causar infecção, e a fim de evitar a transmissão destes micro-organismos para outros pacientes ou até ao profissional que o manuseia.

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