Escore de Alerta Precoce MEWS

O Escore MEWS (Modified Early Warning Score) ou Escore de Alerta Precoce Modificado é uma ferramenta utilizada para identificar precocemente pacientes em risco de deterioração clínica.

Pontuações e parâmetros

Ele é baseado na avaliação de cinco parâmetros fisiológicos simples:

  • Nível de consciência:
    • Alerta: 0 pontos
    • Confuso: 1 ponto
    • Responde à dor: 2 pontos
    • Inconsciente: 3 pontos
  • Frequência cardíaca (batimentos por minuto):
    • ≤ 40: 3 pontos
    • 41-50: 2 pontos
    • 51-100: 1 ponto
    • 101-110: 0 pontos
    • 111-120: 1 ponto
    • 120: 2 pontos
  • Frequência respiratória (incursões por minuto):
    • < 9: 3 pontos
    • 9-14: 2 pontos
    • 15-20: 1 ponto
    • 21-29: 2 pontos
    • ≥ 30: 3 pontos
  • Pressão arterial sistólica (mmHg):
    • ≤ 70: 3 pontos
    • 71-80: 2 pontos
    • 81-100: 1 ponto
    • 101-199: 0 pontos
    • 200: 2 pontos
  • Temperatura (°C):
    • ≤ 35: 2 pontos
    • 35,1-36,9: 1 ponto
    • ≥ 37: 2 pontos

Como calcular o Escore MEWS

  1. Meça e anote os cinco parâmetros fisiológicos do paciente.
  2. Atribua a cada parâmetro a pontuação correspondente, de acordo com a tabela acima.
  3. Some as pontuações de todos os parâmetros para obter o Escore MEWS total.

Interpretação do Escore MEWS

  • Escore 0-2: Baixo risco de deterioração clínica. O paciente deve ser reavaliado a cada 6 horas.
  • Escore 3-4: Risco moderado de deterioração clínica. O paciente deve ser reavaliado a cada 4 horas e comunicado ao enfermeiro.
  • Escore ≥ 5: Alto risco de deterioração clínica. O paciente deve ser reavaliado a cada 2 horas, comunicado ao enfermeiro e considerado para intervenções imediatas, como avaliação médica e possível transferência para a UTI.

Importante:

  • O Escore MEWS deve ser utilizado em conjunto com a avaliação clínica do paciente.
  • O paciente deve ser reavaliado sempre que houver alteração no seu estado clínico, mesmo que o Escore MEWS esteja baixo.
  • O Escore MEWS é apenas uma ferramenta de triagem e não deve ser utilizado como único critério para tomar decisões clínicas.

Referências:

  1. Ministério da Educação
  2. COREN-SP
  3. INTS

Mobilização Precoce

A mobilização precoce hospitalar é uma estratégia que visa minimizar os efeitos deletérios da imobilidade prolongada nos pacientes internados, especialmente nos críticos.

O que é a mobilização precoce?

A mobilização precoce consiste na realização de exercícios físicos adequados ao nível de funcionalidade do paciente, desde a movimentação passiva no leito até a deambulação, com ou sem auxílio de dispositivos.

Traz benefícios como a prevenção e o tratamento da fraqueza muscular adquirida na UTI, a melhora da função respiratória, a redução do tempo de ventilação mecânica e de internação, a melhora da qualidade de vida e da independência funcional após a alta hospitalar.

Protocolos

Para realizar a mobilização precoce hospitalar, é necessário seguir alguns protocolos que orientam a avaliação, a indicação, a contraindicação, a segurança e a progressão dos exercícios.

Alguns protocolos utilizados são o ABCDEF, o ICU Mobility Scale, o ICU Rehabilitative Care Algorithm e o Early Activity and Mobility Protocol.

Esses protocolos levam em conta fatores como o nível de consciência, a estabilidade hemodinâmica, a presença de dispositivos invasivos, o risco de sangramento, a dor e o conforto do paciente.

A mobilização precoce deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais envolvidos no cuidado do paciente.

A mobilização precoce hospitalar é uma prática baseada em evidências que pode melhorar os desfechos clínicos e funcionais dos pacientes internados.

No entanto, ainda existem barreiras para sua implementação, como a falta de recursos humanos e materiais, a resistência da equipe e dos familiares, o medo de complicações e a ausência de protocolos padronizados.

Por isso, é importante que os profissionais de saúde sejam capacitados e motivados para realizar a mobilização precoce hospitalar de forma segura e efetiva.

Referências:

  1. Ministério da Educação
  2. Governo da Paraíba
  3. Aquim, E. E., Bernardo, W. M., Buzzini, R. F., Azeredo, N. S. G. de ., Cunha, L. S. da ., Damasceno, M. C. P., Deucher, R. A. de O., Duarte, A. C. M., Librelato, J. T., Melo-Silva, C. A., Nemer, S. N., Silva, S. D. F. da ., & Verona, C.. (2019). Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 31(4), 434–443. https://doi.org/10.5935/0103-507X.20190084