A Troca da roupa de cama com paciente

arrumação do leito hospitalar é um procedimento essencial para garantir o conforto e a higiene dos pacientes acamados.

Como realizar?

Materiais Necessários:

  • Lençol de baixo limpo
  • Lençol de cima limpo
  • Lençol móvel ou meio limpo
  • Fronha(s) limpa(s)
  • Edredom ou cobertor limpo (opcional)

Passos:

  1. Remova a roupa de cama usada:
    • Retire o edredom ou cobertor (se houver).
    • Retire o lençol de cima, meio ou móvel e as fronhas.
    • Por fim, retire o lençol de baixo.
  2. Faça a cama:
    • Vire o paciente para um dos lados do leito.
    • Enrolar os lençóis da metade livre da cama, em direção às costas da pessoa.
    • Estender o lençol limpo na metade da cama que está sem lençol.
    • Virar a pessoa sobre o lado da cama que já tem o lençol limpo e remover o lençol sujo, esticando o resto do lençol limpo.
    • Coloque o lençol de baixo no colchão e prenda-o sob os quatro cantos.
    • Coloque o lençol de cima sobre o colchão, alinhando as bordas com as bordas do lençol de baixo.
    • Coloque as fronhas nos travesseiros, acomodando o paciente sobre o mesmo.
    • Por fim, arrume o edredom ou cobertor (se houver) sobre o lençol de cima.

Dicas:

  • Para facilitar, dobre o lençol de baixo ao meio no comprimento e depois ao meio na largura. Isso criará uma linha central que você pode usar para alinhar o lençol no colchão.
  • Para esticar o lençol de cima, segure dois cantos opostos do lençol e puxe-os firmemente sobre os cantos opostos do colchão.
  • Troque a roupa de cama regularmente para manter um ambiente limpo e higiênico.

Referência:

  1. POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne G.. Fundamentos de Enfermagem. 9.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

O tempo de troca de uma Sonda Vesical de Demora

Não há recomendação para a troca de sonda vesical de demora com intervalo fixo.

Indicações de troca

Deve ser trocada quando há:

  • alterações clínicas do paciente;
  • episódios de infecção;
  • drenagem inadequada ou incrustações.

Caso o paciente tenha histórico de infecções e um padrão de tempo entre a colocação da sonda e o surgimento dos primeiros sinais de infecção ou de obstrução da sonda, a troca pode ser planejada com intervalos regulares, uma semana antes do provável início das manifestações clínicas ou conforme indicado pelo fabricante da sonda (geralmente a cada 12 semanas).

Deve-se elaborar um projeto terapêutico para o paciente, levando em consideração a história clínica, os achados do exame físico, a pactuação de metas entre paciente, família e equipe e o contexto onde o cuidado será realizado.

Referências:

  1. BVS
  2. Mitchell N. Long term urinary catheter problems: a flow chart to aid management. Br J Community Nurs. 2008 Jan;13(1):6, 8, 10-2. Disponível em: https://www.magonlinelibrary.com/doi/abs/10.12968/bjcn.2008.13.1.27977#
  3. National Clinical Guideline Centre (UK). Infection: Prevention and Control of Healthcare-Associated Infections in Primary and Community Care: Partial Update of NICE Clinical Guideline 2. London: Royal College of Physicians (UK); 2012 Mar. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK115271/
  4. Schaeffer AJ. Placement and management of urinary bladder catheters in adults. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/placement-and-management-of-urinary-bladder-catheters-in-adults
  5. Santos DWCL, Harbert A, Oliveira FN, Ferreira KAS, Souza PN. Prevenção de infecção em assistência domiciliar. In: APECIH. Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada a Assistência a Saúde. Prevenção e controle de infecções associadas à assistência extra-hospitalar. Coordenação; Padoveze MC; Figueiredo RM. 2a. ed ampliada e revista. São Paulo: APECIH. Cap. 4.1, 2019:363-408.
  6. https://transparencia.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/RT-026-2020-Cateterismo-vesical-de-demora-.pdf

Medidas de Trocas Gasosas

As trocas gasosas são medidas por vários meios, como por exemplo a oximetria de pulso e a amostra de gasometria arterial. São medidas de parâmetros importantes para diagnosticar Insuficiência Respiratória e entre outras patologias respiratórias.

FiO2 (Fração Inspirada de Oxigênio)

A fração inspirada de oxigênio (FiO2) é um parâmetro de ventilação mecânica frequentemente utilizado para otimizar a oxigenação tecidual. Entretanto, um ajuste inadequado da FiO2 pode causar hipoxia ou hiperoxia e, consequentemente, efeitos nocivos ao organismo.

Por exemplo, ar atmosférico possui FIO2 de 21%.

PaO2 (Pressão Parcial de Oxigênio)

A pressão parcial de oxigênio indica o percentual de oxigênio que está livre no sangue, o que reflete a hematose: a troca de oxigênio alvéolo-capilar. Se encontra em valores normais entre 80 mmHg a 100 mmHg.

SaO2 (Quantidade de Oxigênio ligado à Hemoglobina)

A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, comparada com o máximo da sua capacidade de transporte. Idealmente, mais de 89% das suas células vermelhas devem estar transportando oxigênio. Idealmente, mais de 89% das suas células vermelhas devem estar transportando oxigênio.

Referências:

  1. https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/
  2. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/exames-de-fun%C3%A7%C3%A3o-pulmonar/medi%C3%A7%C3%A3o-da-troca-gasosa

Intervalo para troca de equipos: Saiba quais são!

Para estabelecer a frequência para a troca de equipos de soluções infundidas de maneira contínua ou intermitente deve-se considerar sempre a natureza do material com que é confeccionado o dispositivo e o tipo de fármaco e ou solução a ser infundida, e considerar além das recomendações dos guidelines nacionais e internacionais também as do fabricante.

Recomendações

A troca de equipos para infusão segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e a Infusion Nurses Society (INS) e a A Infusion Nurses Society Brasil recomendam:

  • Trocar os equipos comuns a intervalos máximos de 72 horas, a não ser que exista suspeita ou confirmação de infecção relacionada a cateter;
  • Na administração de emulsões lipídicas, trocar o equipo no máximo a cada 24 horas, salvo na presença de suspeita ou confirmação de infecção relacionada ao sistema de infusão;
  • Na administração de hemocomponentes e hemoderivados, trocar o equipo a cada bolsa infundida;
  • A troca de equipos comuns utilizados para infusão intermitente (incluindo buretas) deve ser feita a cada 24 horas, considerando que o número de manipulações nesse contexto é maior, salvo esta situação os equipos para infusão contínua sevem ser substituídos a intervalos que não excedam 72 horas.

Referências:

  1. Infusion Nurses Society. Infusion Nursing Standards of Practice. J Inf Nursing 2006; 29(1S):S1-S92
  2. Centers for Disease Control and Prevention: guidelines for the prevention of intravascular catheter-related infections. MMWR 2002: 51 (RR-10):1-29. 3. Infusion Nurses Society Brasil. Diretrizes práticas para terapia intravenosa. São Paulo, 2008.