Glicemia Capilar e Valores de Referência

A glicemia capilar é um exame que mede a quantidade de glicose (açúcar) presente no sangue obtido por uma picada no dedo. É um dos principais métodos utilizados para monitorar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes, permitindo um ajuste mais preciso do tratamento e prevenindo complicações.

Por que a Glicemia Capilar é Importante?

  • Monitoramento constante: Permite acompanhar as variações da glicemia ao longo do dia, após as refeições e antes de dormir.
  • Ajuste do tratamento: Ajuda a ajustar a dose de insulina, a dieta e a prática de atividade física, garantindo um controle eficaz do diabetes.
  • Prevenção de complicações: A manutenção dos níveis de glicemia dentro da faixa ideal reduz o risco de complicações como problemas nos olhos, rins, nervos e coração.

Valores de Referência da Glicemia Capilar segundo a SBD

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estabelece os seguintes valores de referência para a glicemia capilar:

  • Glicemia de jejum: Entre 70 e 99 mg/dL.
  • Glicemia 2 horas após o início das refeições: Abaixo de 180 mg/dL.

Observação: Esses valores podem variar ligeiramente de acordo com o indivíduo e com as metas estabelecidas pelo médico.

Fatores que Influenciam a Glicemia Capilar

Diversos fatores podem influenciar os níveis de glicose no sangue, como:

  • Alimentação: O consumo de carboidratos, especialmente açúcares simples, eleva rapidamente a glicemia.
  • Atividade física: A prática regular de exercícios físicos ajuda a controlar a glicemia.
  • Medicação: Os medicamentos para diabetes, como a insulina, influenciam diretamente os níveis de glicose.
  • Estresse: Situações de estresse podem aumentar a glicemia.
  • Hormônios: Hormônios como o cortisol e o glucagon podem elevar a glicemia.

Importância do Automonitoramento da Glicemia

O automonitoramento da glicemia capilar é fundamental para o controle do diabetes. Ele permite que a pessoa com diabetes:

  • Identificar padrões: Observar como diferentes alimentos, atividades físicas e medicamentos influenciam a glicemia.
  • Tomar decisões: Ajustar o tratamento de forma rápida e eficaz.
  • Aumentar a autonomia: Ter mais controle sobre a própria saúde.

Quando Consultar um Médico?

É importante consultar um médico endocrinologista para:

  • Orientação sobre o automonitoramento: Aprender a utilizar o glicosímetro corretamente e interpretar os resultados.
  • Estabelecimento de metas: Definir os valores ideais de glicemia para cada indivíduo.
  • Ajuste do tratamento: Realizar ajustes na medicação, dieta e atividade física, conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem com a Glicemia Capilar

Os cuidados de enfermagem com a glicemia capilar são essenciais para garantir a precisão dos resultados e a segurança do paciente. É fundamental que o profissional de saúde siga os protocolos estabelecidos e ofereça orientações claras ao paciente.

Preparo do Paciente e do Material:

  • Higienização: Lavar as mãos e o local da punção com água e sabão, secando bem.
  • Escolha do local: Preferir as laterais dos dedos, evitando o dedo polegar e o dedo médio.
  • Aquecimento: Se necessário, aquecer o local da punção para aumentar o fluxo sanguíneo.
  • Material: Ter à mão o glicosímetro, as fitas reagentes, o lancetador, algodão com álcool, gaze e o formulário para registro dos resultados.

Técnica da Punção Capilar:

  1. Selecionar a profundidade da lanceta: Ajustar a profundidade de acordo com as características da pele do paciente.
  2. Realizar a punção: Firmar o dedo do paciente e realizar a punção rápida e perpendicularmente à pele.
  3. Coleta da amostra: Limpar a primeira gota de sangue e coletar a próxima, aplicando-a na fita reagente.
  4. Inserção da fita no glicosímetro: Seguir as instruções do fabricante.
  5. Aguardar o resultado: Aguardar o tempo indicado pelo aparelho para obter o resultado.

Cuidados após a Punção:

  • Pressão: Aplicar leve pressão no local da punção com gaze até parar o sangramento.
  • Higienização: Descartar o material utilizado em recipiente apropriado.
  • Registro: Anotar o resultado da glicemia no formulário do paciente.
  • Orientações: Oferecer orientações ao paciente sobre a importância do automonitoramento da glicemia e sobre como interpretar os resultados.

Cuidados Especiais:

  • Pacientes com pele frágil: Utilizar lanceta com menor profundidade e realizar a punção em locais com menor espessura de pele.
  • Pacientes com alterações de coagulação: Avaliar a necessidade de outros métodos para coleta de sangue e comunicar o médico.
  • Uso de anticoagulantes: Aumentar a pressão no local da punção para obter a gota de sangue.
  • Armazenamento do material: As fitas reagentes devem ser armazenadas em local seco e à temperatura ambiente, conforme as instruções do fabricante.

Possíveis Erros e Interferências:

  • Contaminação da amostra: A presença de álcool ou outros produtos pode alterar o resultado.
  • Excesso ou falta de sangue na fita: A quantidade de sangue deve ser suficiente para cobrir toda a área reagente da fita.
  • Falha no equipamento: Verificar se o glicosímetro está calibrado e se as pilhas estão funcionando corretamente.

Importância do Treinamento:

É fundamental que os profissionais de saúde sejam treinados adequadamente para realizar a coleta da glicemia capilar, garantindo a qualidade e a segurança do procedimento.

Orientações ao Paciente:

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos antes e após a realização do exame.
  • Armazenamento do glicosímetro: Guardar o glicosímetro em local seguro, longe do alcance de crianças.
  • Calibração do aparelho: Realizar a calibração do glicosímetro conforme as instruções do fabricante.
  • Registro dos resultados: Anotar os resultados da glicemia em um diário ou aplicativo.

Referências:

  1. https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
  2. HUUFSC
  3. PEBMED

Temperatura Corporal: Locais de Aferição e Valores

A Temperatura corporal normal de uma pessoa varia dependendo do sexo, de suas atividades físicas recentes, do consumo dos alimentos e de líquidos, do horário e do dia em que é mensurada e, nas mulheres, do estágio do ciclo menstrual.

A temperatura corporal normal, de acordo com a Associação Médica Americana, pode variar de 36,5°C a 37,2°C. A temperatura pode ser medida das seguintes maneiras:

Locais de Aferição e suas Vantagens e Desvantagens

A via de mensuração mais usada é a axilar e, embora seja mais fácil de medir (em comparação com registros orais ou retais), é uma estimativa menos precisa da temperatura interna corporal e tem forte influência de fatores do meio ambiente.

Apesar disso, a medida da temperatura axilar é recomendada em neonatos por causa do risco de perfuração do intestino com o termômetro utilizado por via retal (El-Radhi; Barry, 2006; Leduc; Woods, 2015).

A precisão da medida de temperatura por via oral situa-se entre a da axilar e a retal. Sugere-se que a precisão aumenta principalmente pelo cumprimento e pela capacidade de usar a técnica adequada (Leduc; Woods, 2015).

É importante saber que a via oral tem influência da ingestão recente de alimentos ou bebidas frias e quentes, do uso de cigarro, da posição do termômetro e da respiração. Por isso, a utilização dessa técnica necessita de atenção e instruções corretas ao paciente (Mazerolle et al., 2011).

Crianças não seguram facilmente o termômetro na boca, o que também afeta a medida por essa via (Krinsky et al., 2014).

A mensuração, por proximidade da membrana timpânica, detecta a radiação térmica emitida pela via auricular, que é proporcional à temperatura da membrana. Pode haver variedade nas medições em razão da estrutura do canal auditivo e da posição do sensor (Leduc; Woods, 2015).

Uma revisão sistemática com meta-análise comparou a mensuração timpânica com a mensuração retal e concluiu que a primeira não pode ser usada com confiança em situações em que a temperatura corporal tem que ser medida com precisão. A medida feita pela via auricular tem influência da quantidade de cerume (Craig et al., 2002).

A temperatura também pode ser medida com o termômetro de sensor infravermelho sem contato, que é apontado para a testa e movido lentamente para a região da têmpora.

Esse método, relativamente novo, é mais preciso do que a medida timpânica e mais bem tolerado que a mensuração por via retal (Leduc; Woods, 2015). Revisões sistemáticas concluíram que a termometria da membrana timpânica não equivale aos métodos estabelecidos de medição da temperatura interna (Wolters Kluwer, 2017).

Uma revisão sistemática com meta-análise reforçou que a medida pela via timpânica apresenta pouca capacidade de repetição e tende a apresentar resultados falso-negativos. O estudo reforça que a medida na região temporal poderia substituir os termômetros timpânicos, com a ressalva de que ambos os métodos são imprecisos quando comparados com a medida por via retal (Geijer et al., 2016).

As temperaturas axilar e retal não são idênticas. A via axilar apresenta menos possibilidade de contaminação, uma vez que o aparelho não tem contato com fluidos biológicos, à exceção do suor. A precisão da medida da temperatura depende também da aplicação das técnicas com atenção.

procedimento de mensuração vantagens desvantagens
Retal 36,60C a 380C > 38,00C
Oral 35,50C a 37,50C > 37,50C
Auxiliar 34,70C a 37,40C > 37,40C
Temporal 36,60C a 37,80C > 38,10C (0 a 2 meses)

> 37,90C (3 meses até 4 anos)

> 37,80C (> 4 anos)

Timpânica 35,70C a 37,80C > 37,80C

Técnica para a Aferição da Temperatura Corporal

Termômetro digital infravermelho sem contato

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. liga/desliga
  2. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será emitido.
  3. Verifique no visor se o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  4. Posicione o sensor na testa e mantenha o botão START pressionado. A luz de rastreamento é ativada e consegue-se medir a temperatura a uma distância de até 5 cm.
  5. Mova gradativamente o termômetro em direção à têmpora para detectar a temperatura corporal.

Quando concluída, um sinal sonoro será emitido.

  1. Solte o botão START.
  2. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  3. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  4. Aguarde por pelo menos dois minutos para nova mensuração (obrigatoriamente o termômetro deve ser desligado e ligado novamente entre medições consecutivas).
  5. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  6. Guarde-o no estojo protetor.
  7. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e manter em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do aparelho. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração            

Temporal.

Termômetro de coluna de mercúrio ou de outro líquido

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p). Bulbo
  3. Verifique se a coluna de mercúrio se encontra abaixo de 35ºC. Não segure o termômetro pelo bulbo, pois isso pode alterar a mensuração da temperatura.
  4. Caso o termômetro não esteja abaixo de 35ºC, reduza a coluna de líquido utilizando força centrífuga (agitar rapidamente o termômetro para baixo, segurando-o pela extremidade contrária ao bulbo).
  5. Posicione adequadamente o bulbo do termômetro na via para mensuração.
  6. Deixe-o no lugar pelo tempo indicado na bula/manual para a via escolhida.
  7. Faça a leitura mantendo o termômetro no nível dos olhos e rodando-o entre os dedos até que a linha de mercúrio possa ser vista. Registre o valor e informe o resultado ao paciente.
  8. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  9. Guarde-o no estojo protetor.
  10. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.
  11. Técnica de higiene

Lave o termômetro com água e sabão. Em seguida, mergulhe a ponteira (bulbo) em álcool etílico a 70% (p/p) por pelo menos um minuto e seque-a com algodão. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque o termômetro em água fervente.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e Oral.

OBS: Atualmente o uso do termômetro de mercúrio foi descontinuado, devido ao risco de quebra e contaminação do meio ambiente.

Termômetro digital

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p).
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga, que geralmente fica ao lado do visor. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, aparece o ícone <L> intermitente. O termômetro estará pronto para mensuração. (Obs.: O ícone pode não aparecer caso: a temperatura ambiente seja superior a 32°C; o aparelho esteja sem bateria ou com defeito).
  5. Posicione adequadamente o sensor do termômetro na via para mensuração.
  6. Aguarde a mensuração. Quando finalizada, um sinal sonoro será ouvido.
  7. Retire o termômetro da via de mensuração.
  8. Registre o valor da temperatura mostrado no visor e informe o resultado ao paciente.
  9. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  10. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  11. Guarde-o no estojo protetor.
  12. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Limpe o termômetro com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p), deixe em contato por pelo menos um minuto e tenha cuidado para que o álcool não entre em contato com o visor. Finalize limpando com um algodão seco. Não umedeça o sensor com álcool por longos períodos para evitar danos. Remova a bateria, caso não vá utilizar o termômetro por um longo período.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e oral.

OBS: Apesar de alguns fabricantes informarem a possibilidade de uso deste aparelho para mensuração de temperatura retal, não se recomenda a aplicação dessa técnica em farmácias.

Termômetro digital auricular por infravermelho

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Botão liga/desliga
  2. Limpe o sensor com algodão embebido em álcool etílico a 70%(p/p). Espere por cinco minutos para fazer a mensuração, de modo que o sensor tenha recepção constante de energia.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  5. Posicione o sensor no canal auditivo, pressione o botão START e aguarde.
  6. Somente retire o termômetro da posição de medida com o sinal sonoro que indica a finalização da mensuração.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  8. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e deixado em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do termômetro. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração    

 Timpânica.

Termômetro digital tipo chupeta

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Visor
  2. Examine o bulbo da chupeta antes de cada uso em busca de rachaduras, rasgos, pegajosidade ou outros sinais de desgaste. OBS: Descarte o acessório desgastado.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Aparecerá no visor um ícone confirmando que está funcionando.
  4. Solte o botão Liga/Desliga. Aparecerá “L” e “°C” no visor e o “ºC” ficará piscando, pronto para uso.
  5. Posicione o bulbo da chupeta na boca do bebê.
  6. Quando o sinal <ºC> no visor tiver parado de piscar, a mensuração terá terminado e soará um sinal.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor.
  8. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Mergulhe a borracha da chupeta por pelo menos um minuto em álcool etílico a 70% (p/p), retire e seque com guardanapo. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque esse produto em água fervente.

  1. Via para mensuração

Oral.

Técnicas de Aferição

Técnica Axilar

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Acomodar o paciente sentado e pedir permissão para expor a axila ou solicitar que ele mesmo o faça;
  4. Afastar a roupa do paciente para expor totalmente a axila, pois o termômetro deve estar em contato somente com a pele;
  5. Afastar o braço do paciente do corpo para permitir a colocação do termômetro na axila;
  6. Limpar a axila do paciente com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p);
  7. Secar a axila com papel toalha ou algodão;
  8. Posicionar a ponta do termômetro no centro da axila e informar que o paciente deverá manter o braço pressionado contra o corpo para fechar a cavidade axilar;
  9. Flexionar o antebraço e apoiar sobre o tórax;
  10. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  11. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;

Técnica Oral

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do sensor com água e sabão, quando possível, e a desinfecção com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Informar que o paciente não poderá ter ingerido alimentos ou bebidas nos últimos 30 minutos;
  4. Acomodar o paciente em posição confortável;
  5. Pedir que o paciente abra a boca e exponha a língua para frente e para cima;
  6. Colocar o termômetro debaixo da língua e deslizando-o lentamente ao longo da linha da gengiva, em direção à porção posterior da boca (parte mais interna), de forma que o bulbo do termômetro fique sob a língua do lado esquerdo ou direito do frênulo lingual;
  7. Informar que o paciente deverá manter a língua abaixada, a boca fechada e respirar somente pelo nariz, enquanto o registro se processa;
  8. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  9. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  10. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Timpânica

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer assepsia do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  4. Para crianças menores de 1 ano, puxar a orelha de forma a abrir o canal auditivo;
  5. Posicionar o sensor no canal auditivo;
  6. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  7. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Temporal

  1. Lave as mãos;
  2. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  3. Posicionar o sensor de um dos lados da testa e mover aos poucos para o outro lado (orientar sobre a mensuração conforme informações do Quadro 3);
  4. Depois do procedimento, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  5. Fazer higiene conforme recomendado.

Referências:

  1. Adaptado de Krinsky et al. (2014);
  2. BOUCHAMA, A.; KNOCHEL , J. P. Heat Stroke. The New England journal of medicine, Boston, v. 346, n. 25, p. 1978-1988, 2002. Disponível em: <http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra011089&gt;. 
  3. CRAIG, J. V. et al. Infrared ear thermometry compared with rectal thermometry in children: a systematic review. Lancet, London, v. 360, n. 9333, p. 603-609, Aug. 2002.
    DEL BENE, v. Temperature. In: WALKER, H. K.; HALL, W. D.; HURST, J. W. (Ed.). Clinical Methods: The History, Physical, and Laboratory Examinations. Boston: Butterworths, 1990. chapter 218. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/ NBK331/>.
  4. EL-RADHI, A. S.; BARRY, w. Thermometry in paediatric practice. Archives of disease in childhood, London, v. 91, n. 4, p. 351-356, Apr. 2006. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2065972/pdf/351.pdf. 
  5. GEIJER, H. et al. Temperature measurements with a temporal scanner: systematic review and meta-analysis. BMJ Open, London, v. 6, n. 3, p. e009509, Mar. 2016.
  6. KASPER, D. L. et al. Fever. In: FAUCI, A. S. (Ed.). Harrison’s manual of medicine. 19. ed. New York: The McGraw-Hill Companies, 2016. chapter 28.
  7. KOVATS, R. S.; KRISTIE, L. E. Heatwaves and public health in Europe. European journal of public health, Oxford, v. 16, n. 6, p. 592-599, Dec. 2006.
  8. KRINSKY, d. l. et al. Handbook of nonprescription drugs: an interactive approach to self- care. 18th ed. Washington: American Pharmacists Association, 2014.
  9. LEDUC, D.; WOODS, S. Temperature measurement paediatrics. Canadian Paediatric Society, Oct. 2015. Disponível em: <http://www.cps.ca/en/documents/position/ temperature-measurement>. 
  10. MAZEROLLE, S. M. et al. Is oral temperature an accurate measurement of deep body temperature? A systematic review. Journal of athletic training, Dallas, v. 46, n. 5, p. 566-573, Sep./Oct. 2011.
  11. ORTIZ-GÓMEZ, J. R.; FORNET, I.; PALACIO, F. J. Hiperpirexia maligna. Revista Española de Anestesiología y Reanimación, [S.l.], v. 60, p. 46-54, 2013. Disponível em: <http:// http://www.elsevier.es/es-revista-revista-espanola-anestesiologia-reanimacion-344- articulo-hiperpirexia-maligna-S0034935613700094>. 
  12. PALAZZI, D. L. Fever of unknown origin in children: Evaluation. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate 2017
  13. PORAT, R.; DINARELLO, c. a. Pathophysiology and treatment of fever in adults. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2016.
  14. SUND-LEVANDER, M.; FORSBERG, C.; WAHREN, L. K. Normal oral, rectal, tympanic and axillary body temperature in adult men and women: a systematic literature review Scandinavian journal of caring sciences, Stockholm, v. 16, n.2, p.122-128, Jun. 2002.
  15. VANDENTORREN, S. et al. August 2003 heat wave in France: risk factors for death of elderly people living at home. European journal of public health, Stockholm, v. 16, n. 6, p. 583-591, Dec. 2006.
  16. WARD, m. a. Fever in infants and children: Pathophysiology and management. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2017a.
  17. WOLTERS KLUWER. UpToDate®. 2017. Disponível em: <http://www.uptodate.com/pt/ home>. 
  18. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 05. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública | COVID-19. Secretaria de Vigilância Sanitária | Ministério da Saúde.

Hipertensão Intracraniana (HIC)

hipertensão intracraniana