Arterioesclerose Vs. Ateroesclerose: As diferenças

Sendo um assunto em que muito é estudado em cursos de Enfermagem e cai bastante em provas, muitos tem feito confusão entre arteriosclerose e aterosclerose, mas essas duas doenças não são a mesma coisa.

A principal diferença é que a primeira, causa um endurecimento da artéria e a segunda um estreitamento dos vasos sanguíneos devido a placa.

Então vamos aprofundar um pouco mais.

ARTERIOESCLEROSE

Arteriosclerose é um termo genérico para o espessamento e perda da elasticidade das paredes arteriais. São reconhecidos três padrões de arteriosclerose; estes padrões variam em sua fisiopatologia e conseqüências clínicas e patológicas.

  • A aterosclerose, o padrão mais frequente e importante;
  • A esclerose medial calcificada de Mönckeberg é caracterizada por depósitos calcificados nas artérias musculares, e ocorre em indivíduos com idade superior a 50 anos. As calcificações visíveis, comumente palpáveis, não alcançam o lúmem dos vasos;
  • A arteriosclerose acomete as pequenas artérias e arteríolas. Há duas variantes anatômica, hialina e hiperplásica, ambas associadas ao espessamento das paredes vasculares com estreitamento do lúmem, podendo provocar lesão isquêmica nos vasos a jusante. Mais comumente associadas com hipertensão e diabetes melito.

GRUPO DE RISCO

O grupo mais acometido pelo problema são os homens com idade entre 50 e 70 anos, geralmente com altas taxas de colesterol e hipertensão, além de um estilo de vida sedentário e hábitos pouco saudáveis.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da arteriosclerose é feito por meio de um exame físico, acompanhado de palpação nos pulsos arteriais, além de exames de laboratório, ultrassonografia e arteriografia.

TRATAMENTO

O tratamento da doença envolve a mudança de hábitos, acompanhada de cuidados clínicos. Em alguns casos, a intervenção cirúrgica pode ser necessária.

A prática regular de exercícios é uma das mudanças essenciais no tratamento e, também, uma forma de prevenção da doença. O movimento colabora para que haja um bom fluxo sanguíneo, além de potencializar a queima de gordura.

A alimentação equilibrada é outro ponto importante em relação à arteriosclerose.

ATEROESCLEROSE

Aterosclerose é caracterizada por lesões nos ateromas ou placas ateromatosas ou fibrogorduras, que invadem e obstruem o lúmem vascular e enfraquecem a média subjacente. Estas placas podem provocar sérias complicações.

É responsável por aproximadamente metade de todas as mortes que ocorrem no Ocidente. Dados epidemiológicos referentes à aterosclerose são geralmente apresentados na forma de frequência do número de mortes causadas por doença cardíaca isquêmica (cardiopatia isquêmica).

GRUPO E FATOR DE RISCO:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Fumantes;
  • Estresse;
  • Pressão alta;
  • Ingestão de alimentos gordurosos;
  • Falta de exercício físico;
  • Álcool em excesso;
  • Colesterol alto;

É claro que existem condições das quais não temos controle, que aumentam as chances de ter a doença:

  • Idade: pessoas acima dos 40 anos são mais suscetíveis.
  • Histórico familiar: casos de aterosclerose e doenças cardíacas na família.

DIAGNÓSTICO

Para confirmar a presença da doença o médico exigirá um diagnóstico baseado em testes. Porém, é preciso realizar uma avaliação do histórico do paciente e dos seus hábitos. Feito isso, o médico realizará o seguintes exames:

  • Exame físico: com a ajuda de estetoscóspio o médico ouvirá as artérias á procura de um sopro -barulho diferente- que indica a presença de placas. Também será analisado os membros do corpo, afetado.
  • Exame de sangue: através desse exame é possível descobrir os níves de glicose e gordura, se estiverem acima do normal há grandes chances da confirmação da doença.
  • Ultrasonografia: baseando-se nas imagens internas o médico analisará a mudança da pressão arterial o que indica um impedimento da passagem do fluxo.

TRATAMENTO

No caso de uma aterosclerose em desenvolvimento, pode ser prescrito medicamentos para redução da placa, remédios para diminuir o colesterol, derrames e pressão alta.

Um último recurso a ser usado em pacientes em estado grave é a cirurgia. A mais comum nesse caso é a angioplastia que basicamente provoca a expansão da artéria permitindo que o sangue volte a circular novamente.

Essas cirurgias também permitem a abertura de bloqueios ou a criação de outros caminhos para que o sangue possa fluir.

Vale ressaltar que a cirurgia envolve riscos e por isso são usadas em último caso.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM PACIENTES CARDIOPATAS

  • Repouso absoluto no leito evitando movimentos bruscos;
  • Oxigenioterapia (Constante, umidificado);
  • Verificar sinais vitais de 2 em 2 horas (observando alterações nos mesmos, arritmias ou choque cardiogênico);
  • Controle hídrico rigoroso (evitar sobrecarga cardíaca);
  • Prestar cuidados de higiene no leito;
  • Administrar medicamentos prescritos;
  • Manter ambiente tranqüilo;
  • Orientar os familiares a evitarem conversas excessivas e assuntos desagradáveis;
  • Oferecer dieta leve, hipossódica e hipolipédica;
  • Orientar o paciente para a alta;
  • Evitar alimentos ricos em carboidratos e gorduras, bebidas alcoólicas, fumo e café;
  • Repouso relativo: nas 1º 8 -12 semanas, retomando gradativamente à vida normal;
  • Manter a tranqüilidade emocional, equilíbrio entre sono, repouso e atividades física evitando excessos;
  • Procurar o hospital se ocorrerem sintomas de recidiva;

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem Ilustração Digital
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.