Músculos Extraoculares

Músculos Extraoculares

Os músculos extraoculares são seis músculos que controlam os movimentos do olho. As ações dos músculos extraoculares dependem da posição do olho no momento da contração muscular.

Há seis músculos extraoculares que movem o olho: o reto superior, reto medial, reto inferior e oblíquo inferior (inervados pelo oculomotor ou motor ocular comum, III nervo craniano), o oblíquo superior (inervado pelo troclear, IV nervo craniano) e o reto lateral (inervado pelo abducente, VI nervo craniano). O músculo oblíquo inferior origina-se na porção anterior da órbita. Os outros cinco músculos extrínsecos do olho originam-se no ânulo de Zinn.

Os músculos retos superior e inferior, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anterior e lateralmente, formando um ângulo de 23 graus com o plano sagital, e inserem-se respectivamente na superfície anterossuperior e anteroinferior do olho. Os músculos retos medial e lateral, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anteriormente e inserem-se, respectivamente, na superfície Antero medial e anterolateral do olho.

O músculo oblíquo superior origina-se no ânulo de Zinn e dirige-se anteriormente, junto à parte superior da parede medial da órbita, onde seu tendão passa pela tróclea e muda de direção, direcionando-se posteriormente, inferiormente e lateralmente, inserindo-se no quadrante posterior, superior e lateral do olho. O tendão forma um ângulo de 55 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal quando o olho se encontra na posição primária.

O músculo oblíquo inferior origina-se num tendão situado adjacente à margem inferior e lateral da fossa lacrimal, direciona-se posteriormente e lateralmente inserindo-se no quadrante posterior, inferior e lateral do olho. O eixo do músculo forma um ângulo de 50 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal, quando este se encontra na posição primária.

Curiosidades sobre a Pele Humana

Pele Humana

O corpo humano é uma máquina incrivelmente complexa. Quanto mais estudamos, mais percebemos que não sabemos quase nada sobre ele.

Te convido a viajar no corpo humano para conhecer alguns dos fatores mais importantes sobre a Pele Humana.

– A pele é chamada pelos anatomistas de Cútis.

– A pele é o maior órgão do corpo humano. Em um adulto médio, ela tem 2 metros quadrados de extensão.

– A pele é o mais pesado órgão humano. Em média, ela pesa duas vezes mais do que o cérebro.

– Ela é dividida em três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme. A epiderme é a cama externa da pele (que está em contato com o exterior). Já a derme fica abaixo da epiderme (digamos que é uma espécie de camada intermediária) e a hipoderme é a camada mais profunda.

– A epiderme é praticamente constituída de células mortas. As células novas e vivas são formadas um pouco abaixo dela.

– A pele de uma pessoa saudável renova-se mais ou menos a cada 28 dias.

– Se “trocamos de pele” com frequência, por que a tatuagem não sai com o tempo? A resposta é simples: porque ela é feita nas camadas mais profundas da pele (as agulhas dos tatuadores penetram cerca de 2 milímetros na pele).

– Uma pessoa adulta perde em torno de 15 gramas de pele todos os dias. Boa parte da poeira de uma residência é formada pela pele das pessoas que lá vivem.

– A pele é finíssima, com espessura de 0,4 a 2 milímetros.

– Mais uma: a pele não é uniforme. É mais fina nas pálpebras e mais grossa em áreas como a sola dos pés. Na ponta dos dedos, possui sulcos.

– A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. A diferença é que em alguns ela possui maior quantidade de melanina, se tornando mais escura.

– Os albinos possuem pele e cabelos claros em virtude de uma deficiência genética que provoca a ausência de melanina. Quanto mais branco for a pele da pessoa, maior a probabilidade de que venha a sofrer lesões provocadas por exposição ao Sol.

– Pessoas que consomem alimentos ricos em vitamina D acabam ficando com a pele um pouco mais escura. É o caso dos esquimós que, apesar de viverem em zonas frias, possuem a pele mais escura do que os europeus.

– Sua pele é capaz de liberar mais de 11 litros de suor em um dia muito quente. As únicas partes do seu corpo que não suam são o leito ungueal (aquela parte embaixo das unhas), as margens dos lábios, a ponta do pênis e os tímpanos.

– O cheiro do seu corpo vem de outro tipo de suor, aquele produzido pelas glândulas apócrinas, que estão localizadas principalmente nas axilas e na região genital.

– Esse odor específico é provocado pelas bactérias que temos pelo corpo. Elas comem a gordura que eliminamos pelas glândulas apócrinas. Haja desodorante!

– A caspa é a descamação do couro cabeludo.

– As pintas são resultado da multiplicação excessivas das células que dão cor à pele. Elas normalmente tem 0,5 centímetros de comprimento.

– Verrugas são saliências ásperas e grossas causadas por vírus (o conhecidíssimo HPV). São muito comuns em crianças e surgem principalmente nas mãos e nos pés. Só podem ser retiradas com a ajuda de um médico.

– Sardas são formadas pelo aumento da melanina. Tem origem genética e são comuns em pessoas ruivas. Sardas também surgem pela exposição excessiva ao sol.

– A acne (aumento da secreção de sebo pela glândulas sebáceas) é mais comum na adolescência e atinge mais mulheres do que homens. Aliás, você sabia que até 80% dos danos na pele surgem antes dos 18 anos?

– O que define uma queimadura é a gravidade do ferimento. A queimadura de primeiro grau apenas deixa a pele vermelha. A de segundo grau, forma bolhas. A de terceiro grau atinge as camadas mais profundas da pele. Mas a pior de todas é a de quarto grau, que carboniza a pele e atinge até os ossos.

– Pintas grandes, escuras e com bordas irregulares podem ser câncer de pele. Nesse caso, procure um médico imediatamente.

– O câncer com maior incidência no Brasil é o câncer de pele, com 25% dos casos registrados.

– Existem dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma e o melanoma. O não-melanoma tem origem nas células escamosas e basais; o melanoma surge nas células produtoras de melanina.

– O Sol que você toma hoje pode causar danos à pele no futuro. As manchas e até o câncer podem surgir daqui a 10, 20 ou 25 anos. É por esse e outros motivos que os dermatologistas recomendam: use sempre protetor solar.

– As impressões digitais só aparecem nos fetos por volta do terceiro mês de gestação.

–  Ainda sobre as impressões digitais, sabia que é possível nascer sem elas? Duas condições genéticas podem ser responsáveis por essa característica: Síndrome de Naegeli e Dermatopathia Pigmentosa Reticulada.

– A pele humana tem pelo menos cinco tipos diferentes de receptores sensíveis à dor e ao toque.

Os Ossos do Pé

Os ossos do pé dão sustentação à importantíssima extremidade dos membros, responsável pela nossa ação de caminhar, correr e praticamente quase todos os movimentos do corpo humano.

Cada pé é composto por 26 ossos, sendo que todos eles estão divididos em três grandes regiões: tarso, metatarso e falanges.

Vejamos os ossos do pé pertencentes a cada uma dessas regiões:

Ossos do Tarso do pé

O tarso é a parte superior do pé que se liga com os ossos da perna. Essa região do pé é composta por 7 ossos:

– tálus;

– calcâneo;

– cuboide;

– navicular;

– três cuneiformes.

Obs.: desses ossos do pé, somente o tálus está articulado com os ossos da perna.

Ossos do Metatarso do pé

O metatarso consiste em um grupo com 5 ossos grandes localizados na região que antecede os dedos. Esses ossos são articulados com as falanges (dedos) e com os ossos do tarso, sendo esses 5 ossos responsáveis pelo suporte e estabilização do pé, sobretudo ao caminhar.

Ossos das Falanges do pé

A região dos dedos abriga diversos ossos do pé. A região dos dedos é composta por 14 falanges, sendo que:

– o hálux (1º dedo) tem duas falanges (proximal e distal).

– os outros quatro dedos têm três falanges cada (proximal, média e distal).

Dessa forma, temos os seguintes nomes para os ossos do pé:

  • – Calcâneo;
  • – Talo (astrágalo);
  • – Cuboide;
  • – Navicular;
  • – Primeiro cuneiforme;
  • – Segundo cuneiforme;
  • – Terceiro cuneiforme;
  • – Primeiro metatarso;
  • – Segundo metatarso;
  • – Terceiro metatarso;
  • – Quarto metatarso;
  • – Quinto metatarso;
  • – Falange proximal do Hálux;
  • – Falange distal do Hálux;
  • – Primeiro dedo (Hálux);
  • – Segundo dedo;
  • – Terceiro dedo;
  • – Quarto dedo;
  • – Quinto dedo (mínimo);
  • – Falange distal;
  • – Falange média;
  • – Falange proximal. 

Os Principais Problemas nos Pés

Os pés podem sofrer com uma série de problemas relacionados aos ossos, aos músculos ou às artérias, sendo os principais deles:

Fascite plantar

Trata-se de uma das causas mais frequentes de dor no calcanhar. Essa doença é caracterizada pela inflamação ocorrida em um dos tecidos do pé chamado de fáscia plantar, que fica localizado na sola do pé e é responsável por ligar o calcâneo (osso que forma o calcanhar) aos dedos.

A principal causa desse problema é a tensão ou uso excessivo da fáscia plantar, provocando dificuldades para caminhar e dores.

Esporão de calcâneo

Consiste numa das doenças ortopédicas mais comuns, sendo que um dos principais sintomas são dores intensas no calcanhar (principalmente quando os pés tocam o chão). Esse problema ocorre devido a uma sequência de microtraumatismos provocados no osso calcâneo, que provoca a formação do esporão. Esses microtraumatismos são causados devido a impactos intensos e constantes.

Metatarsalgia

Esse problema causa dores que atingem principalmente a parte da frente dos pés, um pouco antes dos dedos. Entre as principais causas da metatarsalgia estão o uso constante de sapatos inadequados para os pés, excesso de peso, exercícios de alto impacto e presença de deformidades nos pés (joanete ou pé cavo).

Neuroma de Morton

Trata-se de um espessamento do nervo interdigital, que passa entre os dedos do pé. O neuroma de Morton é caracterizado por causar dormência e dores na ponta do pé, sendo que uma das queixas mais comuns dos pacientes é a sensação de que eles estão pisando numa pedra ou bola, principalmente quando usam sapatos apertados ou com salto alto.

Dedos em garra e em martelo

Esses dois problemas que afetam os pés são considerados deformidades dos dedos, ocorrendo principalmente pela retração e encurtamento dos músculos e ligamentos do pé. Em alguns momentos, o dedo em garra pode estar associado a problemas mais graves de saúde, como paralisia cerebral, derrame, Pé Marie-Charcot, diabetes, distúrbios genéticos e artrite reumatoide.

Sesamoidite

Consiste em um tipo de inflamação que afeta um ou dois ossos pequenos que ficam próximos às articulações. Esse problema ocorre sobretudo devido ao uso constante de salto alto.

Joanete (hálux valgo)

Problema que afeta principalmente as mulheres, o joanete é caracterizado pelo inchaço ósseo que se forma na articulação que fica na base do dedão do pé. As principais causas do joanete estão associadas ao uso constante de sapatos apertados, tensão nos pés e artrite, sendo que os principais sintomas são dor e rigidez no dedão do pé.

Hálux rígido

Essa doença consiste na artrose da articulação metatarso falangeana, que exerce o papel de conectar o dedão ao pé. Essa doença acarreta a perda dos movimentos do dedão, fazendo com que ele fique dolorido e rígido.

Neuropatia (pé diabético)

Essa doença acontece devido a complicações do Diabetes mellitus, quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma ferida. Essa ferida pode ocorrer a partir do momento em que a circulação sanguínea é insuficiente e os níveis de glicemia na corrente sanguínea estão desequilibrados.

Conhecendo um pouco sobre as Veias do Membro Superior (MS)

veias

Os Ossos da mão: Conhecendo a sua Anatomia

Ossos da mão

Os Ossos da Mão dividem-se em três partes: carpo, metacarpo e falanges. O carpo é constituído por oito pequenos ossos que se articulam uns com os outros e funcionam harmonicamente. Qualquer perturbação em algum desses ossos poderá romper esse equilíbrio, com grave repercussão sobre os movimentos da mão. Dois deles, o escafoide e o semilunar, têm escassa circulação sanguínea.

Por isso, no caso de fraturas dos Ossos da Mão, consolidam-se com grande dificuldade, o que impede a maior parte dos movimentos da mão. Durante o tratamento, a mão fica imobilizada por longo período, que às vezes chega a atingir doze meses. Toda contusão, portanto, deverá ser tratada por médicos especializados, a fim de evitar graves problemas futuros em relação aos delicados movimentos da mão.

Carpo, metacarpo e falanges

O metacarpo é formado por cinco ossos iguais, de forma alongada, que se articulam de um lado com os ossos do carpo e do outro com as falanges. As falanges são três em cada dedo, com exceção do polegar, que só possui duas; ao se aproximarem do metacarpo, executam a função preênsil das mãos.

CARPO é formado de oito ossos, dispostos em duas fileiras. Os da fileira superior (estando os dedos voltados para baixo e a palma para a frente) são os seguintes, a contar de fora para dentro: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. Os da segunda fileira, na mesma ordem, são: trapézio, trapezoide, grande osso e osso unciforme.

METACARPO, que constitui o esqueleto da palma da mão, é formado por cinco ossos metacarpianos.

Os DEDOS (FALANGES), em número de cinco (polegar, indicador, médio, anular e auricular), articulam-se com os metacarpianos. Cada dedo apresenta três falanges: a primeira, ou falange; a segunda, ou falanginha, e a terceira, ou falangeta. O polegar tem apenas duas falanges.

Tendões e Ligamentos: As Diferenças

Tendões e Ligamentos

Anatomia do Crânio: Vista Lateral

Crânio

Um pouco de anatomia básica do Crânio: Vista Lateral

Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE)

Traumatismo

 

O traumatismo crânio-encefálico constitui a principal causa de óbitos e sequelas em pacientes politraumatizados; entre as principais causas estão: “Acidentes automobilísticos 50%, assaltos e agressões 12%, quedas 21% e esportes 10%”. Uma das complicações mais comuns aos pacientes vítimas de traumatismo crânio-encefálico (TCE) é a infecção, principalmente a pulmonar.

O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é uma agressão ao cérebro causada por agressão física externa, que pode produzir alteração no nível de consciência e resultar em comprometimento das habilidades cognitivas, físicas e comportamentais.

O TCE constitui qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou cérebro.

Por que ocorre?

As lesões do TCE dependerão da relação entre a capacidade de complacência cerebral (capacidade de suportar a agressão) e as alterações no fluxo sanguíneo cerebral.
As lesões cerebrais podem ser primária ou secundária.

  • Lesão encefálica primária: ocorre no momento do trauma e corresponde principalmente à contusão cerebral e à lesão axonal difusa (LAD).
  • Lesão secundária: é determinada por processos iniciados no momento do trauma, mas clinicamente evidentes algum tempo depois.

Exemplos: hematomas intracranianos, a tumefação cerebral, a lesão cerebral secundária ao aumento da pressão intracraniana, lesão cerebral por diminuição ou falta de oxigênio, queda na pressão sanguínea, dificuldades na respiração, diminuição ou falta de sangue, febre, aumento do açúcar no sangue, alterações do sódio, infeção generalizada alterações na coagulação do sangue.

TCE em números

A incidência de TCE é maior nos homens do que nas mulheres em mais de 2:1 (dois homens para cada mulher). Mais de 50% dos pacientes com TCE está entre as idades de 15 e 24 anos.

O TCE é causa comum de morte em crianças, estando entre 10-13%. Quanto mais grave for o TCE, maior será a mortalidade.

Houve melhora no atendimento ao paciente politraumatizado com o avanço e preparo dos atendimentos de urgência e métodos diagnósticos. Há normatizações do Brain Trauma Foundation e Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira fornecendo informações aos médicos.

Causas

As causas mais comuns de TCE são acidentes de automóveis, traumas esportivos e quedas. Os traumas que ocorrem ao nascimento podem provocar fraturas de crânio, cefalohematoma, hematoma subdural e epidural, síndrome do Bebê Sacudido (shaken baby) e os cistos leptomeningeos (ou fratura em crescimento).

Classificação

O TCE pode ser classificado em:

  1. Fechado – quando não há exposição de estruturas do crânio. Ocorre em acidentes automobilísticos, quedas e agressões.
  2. Aberto ou penetrante – quando há exposição de estruturas do crânio. Ocorre em ferimentos por arma de fogo e lesões por instrumentos perfurantes.

Níveis de gravidade

A gravidade do TCE pode ser avaliada levando-se em consideração o nível de consciência do paciente segundo a escala de coma de Glasgow (ECG). Esta escala é aplicada pelos médicos e avalia três parâmetros que são: 1) abertura ocular; 2) melhor resposta verbal e 3) melhor reposta motora. A pontuação vai de 3 a 15. Quanto menor o valor obtido, pior será o trauma.

  • TCE leve – ECG-14 ou 15 pontos com história de perda de consciência e ou alteração da memória ou atenção maior que 5 minutos. Em crianças menores de 2 anos perda de consciência menor que 1 minuto.
  • TCE moderado – ECG- 9 – 13 pontos ou perda de consciência maior ou igual a 5 minutos e ou déficit neurológico focal.
  • TCE grave – ECG menor que 8 pontos.

Avaliação médica e exames complementares

A avaliação da criança baseia-se nos princípios preconizados pelo ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma).

O exame neurológico deve ser realizado através da escala de coma de Glasgow (realizada por médicos e enfermeiros), alterações pupilares, resposta motora.

A avaliação radiológica baseia-se em radiografia de crânio que avalia as estruturas ósseas e sua integridade e radiografia de coluna cervical quando houver dor ou sensibilidade local e suspeita de fraturas e desalinhamento da coluna.

A Tomografia de crânio é o melhor exame radiológico. Ne na criança deve ser realizada na presença de qualquer alteração neurológica ou cognitiva, bem como na suspeita de depressão ou fratura de base de crânio. A tomografia detecta anormalidades que podem determinar a conduta terapêutica nas primeiras horas e orientar para piora neurológica rápida (pequenos hematomas extra-durais, contusão frontal bilateral ou massa temporal unilateral) além de servir como auxiliar no prognóstico.

A Ressonância Magnética Cerebral (RM) deve ser realizada quando necessária, após a tomografia. Ela possui melhor capacidade de resolução de imagem, superior a tomografia, onde pequenas hemorragias, transtornos isquêmicos, micro-trombos, hemorragias tardias e lesões de fossa posterior são melhores observadas.

Evolução

TCE leve: ocorre em cerca 80% dos pacientes com TCE atendidos em prontos socorros. Destes, cerca de 3% apresentam deterioração inesperada. Desde 1999, foram estabelecido normas para o atendimento destes pacientes.

  • Categoria 0 – Pacientes com TCE, GCS 15, sem perda de consciência, sem amnésia pós-TCE e sem fatores de risco podem ser liberados.
  • Categoria 1 – Pacientes com TCE, GCS 15, com perda de consciência por menos que 30 minutos, amnésia menor que 60 minutos e sem fatores de risco devem ter uma tomografia de crânio. Se a tomografia estiver normal, poderão ser liberados com orientações, exceto se estiverem em uso de anticoagulante ou tiverem outros distúrbios.

Caso a tomografia apresente lesão cirúrgica, o paciente deve ser encaminhado para um centro de trauma para tratamento. Caso não haja indicação de cirurgia, o paciente deve ser internado para observação e repetir a tomografia ou RM.

TCE moderado: corresponde a cerca de 10% dos TCE. Os pacientes obedecem a comandos simples, costumam estar confusos ou sonolentos ou apresentam déficits focais. Cerca de 10% destes pacientes vão deteriorar e evoluir para coma. É necessário estabilização cardiopulmonar antes da avaliação neurológica.

TCE grave: Os pacientes não atendem a comandos simples até mesmo após estabilização cardiopulmonar. São pacientes graves, com alto risco de morte e de sequelas temporárias ou permanentes.

Complicações

Os pacientes vítimas de TCE podem apresentar sequelas físicas, neuropsicomotoras, epilepsia, hidrocefalia e estética (defeitos cranianos). Em geral, quanto mais grave for o trauma, maior a chance de sequelas.

Prevenção do TCE

Como foi visto acima, o TCE pode levar a morte ou mesmo a sequelas graves e permanentes. Além disso, mais de 50% dos pacientes com TCE tem entre 15 e 24 anos, ou seja, a faixa produtiva da vida. O TCE atinge os jovens com a vida toda pela frente. É muito importante prevenir o TCE. As crianças como se encontram em fase de crescimento e desenvolvimento, estão sujeitas às diferentes formas de trauma craniano. Traumas que vão desde traumas ocorridos durante o parto até acidentes automobilísticos. As crianças menores, muitas vezes, são vítimas dos maus tratos e negligência causados até pelos próprios familiares.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM PACIENTES EM TCE EM UTI

-Nas primeiras 48 horas a equipe de enfermagem deve estar atenta ao escore de Glasgow, ao padrão respiratório e aos níveis da PIC (normal menor 10 mmHg) já que uma “elevação da PIC a maior de 20 mmHg em um paciente em repouso, por mais do que alguns minutos, está associada a um aumento significativo da mortalidade; essa atenção da enfermagem permite intervir rapidamente, evitando complicações.”

-Quando o paciente estiver adequadamente sedado e a PIC se manter estável, a mudança de decúbito deverá ser realizada de dois em 2 horas, se a PIC apresentar oscilações, este procedimento deverá ser realizado com cautela.

-O balanço hídrico deverá ser monitorizado atentando-se para o volume urinário e as medidas da pressão venosa central (PVC).

-A nutrição enteral deve ser iniciada após 48 horas de admissão na UTI, estar atento à presença de ruído hidroaéreos (RHA) e distensão abdominal. Nos pacientes que apresentar fraturas de base de crânio, a sondagem nasogástrica ou enteral deve ser feita via oral e não via nasal, pois podemos provocar infecções do tipo meningite e para as aspirações deve ser usado o mesmo critério, não realizar aspirações nasal nestes pacientes.

Estar atento à prescrição de soluções, visto que, a infusão de soluções contendo dextrose, especialmente dextrose a 5% e água, é contra-indicada no tratamento agudo do paciente com TCE, pois favorece o aparecimento de edema cerebral e quando este não está presente e agrava aquele já existente.

COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS

A) Lesões Vasculares: hemorragia, trombose e aneurisma.

B) Infecções: osteomielite, meningite e abscesso.

C) Otoliquorréia.

D) Pneumocele.

E) Lesões de nervos cranianos.

F) Lesões focais no cérebro.

G) Diabetes insípida.

SEQÜELAS FREQUENTES

A) Crises convulsivas

B) Psicose

C) Epilepsia

D) Síndrome post-traumática.

 

Termos de Direção em Anatomia

Anatomia

Na Enfermagem, é muito comum utilizarmos dos termos técnicos em anatomia para especificar a posição dos órgãos e partes do corpo e suas relações uns aos outros em referência à posição anatômica, quando relatamos certos sintomas e aspectos de uma patologia distinta. Existem três termos de direção em anatomia para especificar, os Termos de Relação, de Comparação e de Movimento.

É importante saber localizar com certa precisão para realizar as anotações de Enfermagem.

Exemplos de Termos de Relação:

* Anterior / Ventral / Frontal: na direção da frente do corpo.

* Posterior / Dorsal: na direção das costas (traseiro).

Exemplo: O osso esterno e as cartilagens costais encontram-se anteriormente em relação ao coração. Já os grandes vasos e a coluna vertebral localizam-se posteriormente em relação ao coração.

* Superior / Cranial: na direção da parte superior do corpo.

* Inferior / Caudal: na direção da parte inferior do corpo.

Exemplo: Os grandes vasos localizam-se superiormente ao coração enquanto que o diafragma localiza-se inferiormente ao coração.

* Medial: mais próximo do plano sagital mediano (linha sagital mediana).

* Lateral: mais afastado do plano sagital mediano (linha sagital mediana).

Exemplo: Os ligamentos colaterais do joelho. O ligamento colateral fibular está localizado lateralmente enquanto que o ligamento colateral tibial está localizado medialmente, ou seja, mais próximo à linha sagital mediana.

* Mediano: Exatamente sobre o eixo sagital mediano.

Exemplo:  O esófago e um órgão mediano

* Intermédio: entre medial e lateral.

Exemplo: O muculo Quádriceps Femoral tem quatro porções a que esta entre a porção(vasto) medial e lateral denomina-se intermédia.

* Médio: estrutura ou órgão interposto entre um superior e um inferior ou entre anterior e posterior.

Exemplo: O pulmão direito apresenta três lobos superior inferior e o lobo médio.

Exemplo de Termos de Comparação:

* Proximal: próximo da raiz do membro. Na direção do tronco.

* Distal: afastado da raiz do membro. Longe do tronco ou do ponto de inserção.

Exemplo: O braço é considerado proximal quando comparado ao antebraço (distal), pois está mais próximo da raíz de implantação do membro (cintura escapular).

* Superficial: significa mais perto da superfície do corpo.

* Profundo: significa mais afastado da superfície do corpo.

Exemplo: A pele é uma estrutura superficial comparada às artérias ou os ossos que estão localizados mais profundamente. No sistema venoso é comum utilizarmos esses termos para diferenciar o sistema venoso superficial (mais próximo à superfície) do sistema venoso profundo (passa mais profundamente junto com o sistema arterial).

* Homolateral / Ipsilateral: do mesmo lado do corpo ou de outra estrutura.

* Contralateral: do lado oposto do corpo ou de outra estrutura.

Exemplo: Se considerarmos a mão direita como referência, o membro inferior direito é considerado homo/ipsilateral, pois está localizado do mesmo lado. Já o membro inferior esquerdo é considerado contralateral, pois está localizado no lado oposto à mão de referência (mão direita).

Exemplo de Termos de Movimento:

* Flexão: curvatura ou diminuição do ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

* Extensão: endireitar ou aumentar o ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

* Adução: movimento na direção do plano mediano em um plano coronal.

* Abdução: afastar-se do plano mediano no plano coronal.

* Rotação Medial: traz a face anterior de um membro para mais perto do plano mediano.

* Rotação Lateral: leva a face anterior para longe do plano mediano.

* Retrusão: movimento de retração (para trás) como ocorre na retrusão da mandíbula e no ombro.

* Protrusão: movimento dianteiro (para frente) como ocorre na protrusão da mandíbula e no ombro.

* Oclusão: movimento em que ocorre o contato da arcada dentário superior com a arcada dentária inferior.

* Abertura: movimento em que ocorre o afastamento dos dentes no sentido súpero-inferior.

* Rotação Inferior da Escápula: movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se medialmente e a cavidade glenoide move-se caudalmente.

* Rotação Superior da Escápula: movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se lateralmente e a cavidade glenoide move-se cranialmente.

* Elevação: elevar ou mover uma parte para cima, como elevar os ombros.

* Abaixamento: abaixar ou mover uma parte para baixo, como baixar os ombros.

* Retroversão: posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas ântero-superiores é posterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

* Anteroversão: posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas ântero-superiores é anterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

* Pronação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio medialmente em torno de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha posteriormente.

* Supinação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio lateralmente em torno de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha anteriormente.

* Inversão: movimento da sola do pé em direção ao plano mediano. Quando o pé está totalmente invertido, ele também está plantifletido.

* Eversão: movimento da sola do pé para longe do plano mediano. Quando o pé está totalmente evertido, ele também está dorsifletido.

* Dorsi-flexão (flexão dorsal): movimento de flexão na articulação do tornozelo, como acontece quando se caminha morro acima ou se levantam os dedos do solo.

* Planti-flexão (flexão plantar): dobra o pé ou dedos em direção à face plantar, quando se fica em pé na ponta dos dedos.