
Vá direto ao ponto!
A esterilidade de um material pode ser comprometida antes mesmo de a embalagem ser aberta. Um pequeno rasgo, uma selagem danificada ou a presença de umidade já são motivos para interromper o uso e separar o produto. Por isso, a conferência deve fazer parte da rotina de enfermagem antes de qualquer procedimento invasivo, conforme as orientações de prevenção e controle de infecções da Anvisa.
Embalagem, validade e integridade
Antes de abrir, confira a validade, a integridade da embalagem, as condições de armazenamento e a identificação do produto. Observe se há furos, rasgos, umidade, sujidade, abertura da selagem ou qualquer alteração que comprometa a barreira estéril. Quando houver indicador químico, verifique se ele apresenta o resultado esperado, lembrando que sua mudança de cor, isoladamente, não garante a esterilidade do conteúdo.
Imagine que, durante a preparação para um curativo, seja encontrado um pequeno furo na embalagem de uma pinça estéril. Mesmo que o instrumento pareça limpo e esteja dentro da validade, ele não deve ser utilizado, pois a barreira pode ter sido comprometida. O material precisa ser substituído, e a ocorrência deve ser comunicada conforme o protocolo institucional. A Anvisa orienta que os produtos para saúde sejam processados, armazenados e disponibilizados em condições que preservem sua segurança.
Atenção ao abrir o material
A abertura também exige técnica: higienize as mãos, prepare uma superfície adequada e evite tocar na parte estéril com mãos, luvas ou objetos não estéreis. Durante a abertura de um pacote, por exemplo, se a borda interna encostar no uniforme ou em uma superfície não preparada, a área potencialmente contaminada não deve ser tratada como estéril. Nessa situação, interrompa o procedimento e substitua o material ou o campo comprometido.
Cuidados de enfermagem
Não utilize materiais com embalagem danificada, úmida, vencida ou com indicadores fora do padrão esperado. Se houver dúvida sobre a integridade ou a condição de esterilização, não improvise: segregue o produto e solicite substituição. Mantenha a técnica asséptica durante toda a abertura e o procedimento, conforme o protocolo da instituição.
Material Estéril: Confira Antes de Abrir
- Verificar validade e integridade da embalagem
- Observar umidade, rasgos e selagem
- Conferir indicadores conforme as instruções do produto
- Manter técnica asséptica e substituir materiais comprometidos
Referências:
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF: Anvisa, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Decontamination and reprocessing of medical devices for health-care facilities. Geneva: WHO, 2016. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549851.




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