Mielograma: Saiba tudo sobre este exame!

O mielograma, também conhecido como punção aspirativa da medula óssea, é um exame que permite analisar a medula óssea, o tecido responsável pela produção das células do sangue. Através dele, é possível identificar diversas doenças que afetam a medula óssea, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.

Quem coleta o material para o mielograma?

O mielograma é um procedimento médico realizado por um profissional de saúde especializado, geralmente um hematologista ou oncologista. A coleta é feita em um ambiente hospitalar ou em um centro de diagnóstico por imagem.

Como é feito o mielograma?

O procedimento consiste em uma pequena punção em um osso, geralmente o ilíaco (osso do quadril), o esterno ou a tíbia. O local da punção é anestesiado com um medicamento local, para garantir o conforto do paciente. Em seguida, o médico insere uma agulha especial para coletar uma pequena amostra da medula óssea. A coleta pode causar um leve desconforto durante e logo após o procedimento, mas a dor é geralmente tolerável.

Que tubo de amostra é utilizado?

O material coletado no mielograma é geralmente colocado em um tubo com anticoagulante (EDTA), que impede a coagulação do sangue e permite a análise das células da medula óssea. O tipo de tubo utilizado pode variar de acordo com os exames que serão realizados.

Para que exames o mielograma é indicado?

  • Diagnosticar: diversas doenças que afetam a medula óssea, como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, anemia aplástica, síndromes mielodisplásicas e outras.
  • Acompanhar o tratamento: avaliar a resposta ao tratamento de doenças hematológicas e monitorar a recuperação da medula óssea após quimioterapia ou radioterapia.
  • Identificar a causa de: anemia, alterações nas plaquetas ou leucócitos, e outras alterações sanguíneas.

É importante ressaltar que o mielograma é um procedimento seguro e eficaz, mas como qualquer procedimento médico, apresenta alguns riscos, como:

  • Sangramento no local da punção
  • Infecção
  • Dor
  • Reações alérgicas ao anestésico

Referências:

  1. Lavoisier: https://lavoisier.com.br/saude/mielograma
  2. Grupo Oncoclínicas: https://grupooncoclinicas.com/servicos/mielograma-biopsia-de-medula-ossea

Tipos de Exames de Sangue

Os exames de sangue são ferramentas poderosas para avaliar a saúde geral de uma pessoa e diagnosticar diversas condições médicas. Ao analisar uma amostra de sangue, os profissionais de saúde podem medir níveis de substâncias como glicose, colesterol, hormônios e enzimas, além de identificar células sanguíneas anormais.

Exames de sangue para enzimas cardíacas são particularmente importantes na avaliação de problemas cardíacos. Quando o coração é danificado, como em um ataque cardíaco, ele libera enzimas específicas no sangue. A medição desses níveis pode ajudar a confirmar um diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

A gasometria é outro exame de sangue que avalia a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, além do pH. Ela é fundamental para avaliar a função pulmonar e a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos.

Exames de Sangue Comuns e suas Funções

Tipo de Exame O que Mede Para que serve
Hemograma Completo Número e tipo de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) Avalia anemia, infecções, distúrbios de coagulação e outros problemas.
Perfil Bioquímico Níveis de glicose, proteínas, enzimas, eletrólitos e outros componentes Avalia função renal, hepática, cardíaca, e metabólica.
Perfil Lipídico Níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos Avalia o risco de doenças cardíacas.
Tipagem Sanguínea e Fator Rh Tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e presença do fator Rh Essencial para transfusões de sangue e durante a gravidez.
Teste de Função Tireoidiana Níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) Avalia a função da tireoide.
Teste de Glicose em Jejum Nível de glicose no sangue após um período de jejum Diagnostica diabetes e monitora o controle glicêmico.
Teste de Tolerância à Glicose Nível de glicose no sangue após a ingestão de glicose Confirma o diagnóstico de diabetes e avalia a resistência à insulina.
Teste de Hemoglobina Glicada (A1c) Nível médio de glicose nas últimas 2-3 meses Monitora o controle glicêmico em pacientes com diabetes.

Exames de Sangue para o Coração

  • Enzimas Cardíacas: Troponina, CK-MB e LDH são as enzimas mais comumente medidas para avaliar danos ao músculo cardíaco.
  • Proteína C-reativa (PCR): Um marcador inflamatório que pode indicar a presença de doença arterial coronariana.
  • BNP (peptídeo natriurético cerebral): Um marcador de insuficiência cardíaca.

Gasometria Arterial

A gasometria arterial mede os seguintes parâmetros:

  • pH: Indica o equilíbrio ácido-base do sangue.
  • pO2: Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
  • pCO2: Pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
  • Bicarbonato: Um íon importante no equilíbrio ácido-base.
  • Saturação de Oxigênio: Porcentagem de hemoglobina saturada com oxigênio.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Entendendo os Resultados do Exame Citopatológico

O exame citopatológico, também conhecido como Papanicolau, é um importante aliado na prevenção do câncer de colo de útero. Ele analisa células coletadas do colo do útero para identificar alterações que possam indicar a presença de células pré-cancerígenas ou cancerígenas.

Vamos entender os principais resultados

  • Normal: Significa que não foram encontradas alterações nas células examinadas. É o resultado ideal e indica que o risco de desenvolver câncer de colo de útero é baixo.
  • ASC-US: Sigla para “Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado”. Indica a presença de células com alterações, mas não suficientes para determinar se há uma lesão. É o resultado mais comum e geralmente requer exames complementares para definir a causa dessas alterações.
  • ASC-H: Similar ao ASC-US, mas com um risco ligeiramente maior de estar associado a lesões mais graves. As alterações celulares são consideradas mais complexas e exigem investigação adicional.
  • AGC: Sigla para “Células Glandulares Atípicas”. Indica alterações em células glandulares do colo do útero. A classificação pode ser mais detalhada, como AGC favorável para neoplasia intraepitelial ou AGC não especificado.
  • LSIL: Sigla para “Lesão Escamosa Intraepitelial de Baixo Grau”. Indica a presença de células com alterações que sugerem uma lesão pré-cancerígena inicial.
  • HSIL: Sigla para “Lesão Escamosa Intraepitelial de Alto Grau”. Indica a presença de células com alterações mais significativas e um risco maior de progressão para o câncer.

Recomendações

A conduta a ser seguida após cada resultado varia e depende de diversos fatores, como:

  • Idade da paciente: Mulheres mais jovens podem ter resultados alterados devido a infecções virais ou alterações hormonais.
  • Histórico de exames anteriores: Resultados de exames anteriores podem auxiliar na interpretação do resultado atual.
  • Presença de outros fatores de risco: Tabagismo, infecção pelo HPV, imunossupressão, entre outros, podem influenciar a conduta médica.

Em geral, as recomendações podem incluir

  • Repetição do exame: Em casos de ASC-US e ASC-H, a repetição do exame em um período determinado pode ser indicada para acompanhar a evolução das alterações celulares.
  • Colposcopia: Exame que permite visualizar o colo do útero com um microscópio e coletar amostras para análise. É indicado em casos de ASC-H, AGC e LSIL.
  • Teste de HPV: Pode ser realizado para identificar a presença do vírus do papiloma humano, um dos principais causadores do câncer de colo de útero.
  • Tratamento: Em casos de HSIL, o tratamento pode ser necessário para remover as células alteradas e prevenir o desenvolvimento do câncer.

É fundamental que você procure seu médico para discutir os resultados do seu exame e esclarecer todas as suas dúvidas. Ele irá avaliar o seu caso individualmente e indicar o melhor tratamento.

Lembre-se: O exame citopatológico é um importante aliado na prevenção do câncer de colo de útero. Ao realizar o exame regularmente e seguir as recomendações médicas, você estará cuidando da sua saúde.

Referências:

  1. Biblioteca Virtual em Saúde
  2. ROCHA, S. M. M.; BAHIA, M. O.; ROCHA, C. A. M. Perfil dos exames citopatológicos do colo do útero realizados na Casa da Mulher, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-Amaz Saude, v. 7, n. 3, p. 51-58, set. 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232016000300006.

Triagem Neonatal

A triagem neonatal é um conjunto de testes simples, rápidos e indolores realizados em recém-nascidos para detectar precocemente doenças graves e passíveis de tratamento.

Principais testes que devem ser realizados ao nascer

No Brasil, esse conjunto inclui o famoso teste do pezinho, mas também outros testes igualmente importantes:

  • Teste do Pezinho: Detecta doenças genéticas e metabólicas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e anemia falciforme. Deve ser realizado entre o 3º e 7º dia de vida.
  • Teste da Orelhinha: Avalia a audição do bebê, identificando possíveis perdas auditivas. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Olhinho: Examina a visão do bebê, detectando doenças como catarata congênita e retinoblastoma. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Coraçãozinho: Identifica doenças cardíacas congênitas, como sopros e cardiopatias. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste da Linguinha: Avalia a sucção, deglutição e freno lingual (língua presa), importantes para a amamentação e desenvolvimento da fala. Realizado entre o 4º e 6º mês de vida.

Por que a triagem neonatal é importante?

  • Diagnóstico precoce: Permite identificar doenças graves em seus estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e pode prevenir sequelas graves e até mesmo o óbito.
  • Tratamento oportuno: Ao detectar a doença precocemente, o tratamento adequado pode ser iniciado rapidamente, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança.
  • Redução de complicações: O tratamento precoce das doenças detectadas na triagem neonatal pode prevenir complicações graves, como deficiências intelectuais, problemas de desenvolvimento e sequelas físicas.

Onde os testes são realizados?

A triagem neonatal é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em maternidades e unidades básicas de saúde em todo o país.

Lembre-se:

  • A triagem neonatal é um direito de todos os recém-nascidos brasileiros.
  • Os testes são simples, rápidos e indolores.
  • O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno podem salvar vidas e garantir uma melhor qualidade de vida para as crianças.

Não deixe de levar seu bebê para fazer a triagem neonatal!

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria
  3. Cuidado Neonatal – Ministério da Saúde

Urocultura: Tempo de encaminhamento

Também chamada de urinocultura ou urocultura, a cultura de urina é uma maneira relativamente rápida (demanda cerca de 48 a 72 horas para o resultado final), eficiente, amplamente disponível e de baixo custo, utilizada para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento de infecções urinárias.

A urina é semeada em uma placa com um meio de cultura apropriado (ex.: Ágar CLED), utilizando uma alça calibrada. Essa placa então é incubada em uma estufa a 37oC por cerca de 24-48 horas, tempo geralmente suficiente para se observar um crescimento bacteriano significativo.

Em culturas positivas, procede-se à realização da identificação bacteriana e do teste de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA), de forma manual ou automatizada.

Entretanto, na urinocultura existe a possibilidade de que o crescimento bacteriano eventualmente detectado possa ser devido outros fatores, como a contaminação externa da amostra (geralmente devido a inadequações durante a coleta, transporte e/ou armazenamento), colonização da uretra e/ou colonização de forma assintomática da urina na bexiga.

Dessa maneira, faz-se necessário um controle rigoroso da fase pré-analítica do exame, atualmente a etapa mais crítica no que se refere aos erros laboratoriais, podendo corresponder a cerca de 46% a 84% das inadequações dos resultados.

Essa fase pré-analítica engloba desde uma solicitação médica pertinente, até dados como o uso prévio de antibióticos, internações recentes, instrução e preparo do paciente, forma de coleta, identificação da amostra, recipiente de coleta, acondicionamento e transporte do material, por exemplo.

Como mitigar a possibilidade de contaminação da amostra? 

A fim de evitar a contaminação da urina (jato médio) e o conseguinte crescimento polimicrobiano na cultura (definido como mais de 2 microorganismos com uma quantificação maior ou igual a 104 UFC/mL), melhorando a confiabilidade do resultado e diminuindo o índice de recoletas, algumas orientações gerais para a urocultura devem ser seguidas:

  • A coleta deve ocorrer em condições normais de hidratação, haja vista que a urocultura é um exame quantitativo, notadamente em relação às Unidades Formadoras de Colônias (UFC);
  • Deve-se utilizar um frasco estéril (com ou sem conservante), de boca larga e fundo chato, com tampa, e resistente a vazamentos (a coleta de urina em comadre ou urinol não é recomendada);
  • Coletar a primeira urina da manhã (mais concentrada), ou com um intervalo de, no mínimo, 2 horas entre a coleta e a última micção, para indivíduos com controle esfincteriano;
  • Identificar com nome, data e hora da coleta, na área externa do recipiente de coleta (não colocar essas informações na tampa);
  • Lavar as mãos, e realizar assepsia da região genital com água e sabão neutro, enxugando com o auxílio de gaze ou toalha limpa;
  • Iniciar a micção no vaso sanitário mantendo o prepúcio retraído ou os lábios afastados. Depois de desprezar a urina inicial, deve-se coletar o jato médio (meio) da urina, sem interromper o fluxo;
  • Após a coleta, fechar completamente o frasco, sem tocar na parte interna;
  • Volume mínimo de 1,0 mL (se somente a urocultura for solicitada). Para a cultura de micobactérias, recomenda-se a coleta de toda a micção, com um volume acima de 20 mL.
  • O tempo decorrido entre a coleta e a análise da amostra sem conservante é de no máximo 2 horas à temperatura ambiente, ou em até 24 horas sob refrigeração (4oC). Nas amostras coletadas com conservante (ex.: ácido bórico), o processamento da amostra pode se dar em até 24 horas após a coleta, à temperatura ambiente. 

Observações

  • Recomenda-se que o Laboratório Clínico forneça instruções orais e escritas, com desenhos ilustrativos, a fim de tornar a compreensão das orientações mais clara;
  • Em crianças menores, sem controle esfincteriano, o uso do saco coletor tem maior valor em descartar uma infecção, do que propriamente confirmá-la. Nesses casos, a sondagem vesical é mais pertinente, podendo ser realizada também a punção suprapúbica;
  • Em linhas gerais, o controle de cura após a terapia antimicrobiana, por meio da realização de uma nova urinocultura, deve ser realizado somente após 72 horas do término do tratamento.

Considerações finais

A positividade das urinoculturas, grau de crescimento microbiano, espécie(s) bacteriana(s) encontrada(s) e interpretação dos resultados dependem de vários fatores.

O tipo de coleta realizada (jato médio, saco coletor, sondagem vesical de alívio, sondagem de demora, punção suprapúbica), uso (ou não) de conservantes, controle esfincteriano, tempo entre a coleta e seu processamento, temperatura do transporte, perfil do paciente (sexo, idade, comorbidades), uso prévio de antimicrobianos, procedência (ambulatorial X hospitalar), sinais e sintomas apresentados, impactam diretamente no resultado final e interpretação clínica.

Utilizando os cuidados durante todo o processo pré-analítico, conseguimos diminuir a possibilidade de erros, garantindo o adequado preparo da amostra biológica e, por conseguinte, um resultado final fidedigno e clinicamente relevante.

Desse modo, apesar da urocultura ser um dos exames mais solicitados e rotineiros na prática clínica, sua correta apreciação exige uma abrangente e íntima correlação com os resultados de outros exames complementares, clínica do paciente, além da análise criteriosa dos diversos possíveis fatores interferentes.

Portanto, evita-se assim uma eventual e desnecessária utilização de antibióticos, a promoção de resistência bacteriana e o aumento dos gastos em saúde.

Referência:

  1. 27-EXA.PDF (ciencianews.com.br)

Tubo de Coleta: Vermelho

O tubo vermelho para coleta de sangue é um dos vários tubos coloridos usados na coleta de sangue, cada um com um propósito específico.

Ativador de Coágulo

O tubo vermelho é conhecido por conter um ativador de coágulo que acelera o processo de coagulação do sangue.

Isso resulta em uma amostra de soro de alta qualidade após a centrifugação, separando o soro das células do coágulo. Além disso, muitos desses tubos contêm um gel separador que ajuda a diferenciar ainda mais o soro das células do coágulo.

Exames Indicados

O tubo vermelho é indicado para uma variedade de exames, principalmente análises bioquímicas, sorológicas, imunológicas e para detecção de marcadores cardíacos e tumorais. Alguns exemplos de exames que utilizam o tubo vermelho incluem testes para colesterol, glicose, ureia e creatinina.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem na coleta de sangue com tubo vermelho são cruciais para garantir a segurança do paciente e a qualidade da amostra. Aqui estão algumas diretrizes importantes:

  1. Identificação Correta do Paciente: Verificar a identidade do paciente antes da coleta para evitar erros.
  2. Preparação Adequada: Organizar o material necessário, usar luvas e realizar a higiene das mãos antes e após a coleta.
  3. Técnica de Coleta: Seguir a técnica correta de coleta de sangue para minimizar o desconforto do paciente e reduzir o risco de hematomas.
  4. Armazenamento e Transporte: Etiquetar corretamente os tubos e armazená-los conforme as diretrizes para preservar a integridade da amostra.
  5. Pós-Coleta: Registrar o procedimento e o volume de sangue coletado no prontuário do paciente e instruir o paciente sobre cuidados após a coleta, como compressão do local da punção e evitar carregar peso no braço coletado por um período.

Essas práticas ajudam a evitar complicações e garantem que os resultados dos exames sejam confiáveis e precisos. É essencial que os profissionais de enfermagem estejam bem treinados e atualizados sobre as melhores práticas na coleta de sangue.

Referência:

  1. Labnetwork

Os Exames Pré-Natal

Os exames pré-natal são importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. Eles permitem identificar possíveis problemas, como infecções, anemia, diabetes gestacional, incompatibilidade sanguínea, malformações fetais, entre outros.

O Homem também participa do exame pré-natal!

O procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” foi incluído no rol do Sistema Único de Saúde, sob o número 03.01.01.023-4.

A consulta avalia o estado geral de saúde do pai/parceiro, devendo ser solicitado os exames de rotina de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, testes rápidos, atualização do cartão de vacinas (conforme calendário nacional de vacinação), orientações sobre a gravidez, parto, pós parto, amamentação e direitos do pai/parceiro.

Além de incluir a consulta pré-natal, a Portaria 1.474/2017 da Secretaria de Assistência à Saúde/MS modifica a numeração dos procedimentos de testes rápidos para detecção de sífilis e de HIV na gestante, permitindo identificar a inclusão do pai ou parceiro.

O programa de pré-natal do homem foi normatizado pelo Ministério da Saúde em 2011 para prevenir doenças e combater essa desigualdade, estimulando a paternidade ativa e cuidadora antes, durante e depois do nascimento.

Os exames pedidos ao parceiro

  • Espermograma: avalia a quantidade, a qualidade e a mobilidade dos espermatozoides. Pode ser solicitado antes da concepção, para verificar a fertilidade do homem, ou durante a gravidez, para descartar alterações que possam afetar o desenvolvimento do feto.
  • Tipagem sanguínea e fator Rh: determina o tipo de sangue e o fator Rh do homem. É importante para prevenir a incompatibilidade sanguínea entre o pai e o bebê, que pode causar anemia hemolítica no recém-nascido.
  • Sorologias: são exames de sangue que detectam a presença de anticorpos contra doenças infecciosas, como HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Essas doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, ou do pai para a mãe através do contato sexual. Por isso, é importante que o casal faça os exames e receba o tratamento adequado, se necessário.
  • Teste genético: analisa o material genético do homem para identificar possíveis alterações cromossômicas ou mutações que possam causar doenças hereditárias no bebê. Pode ser feito através de uma amostra de sangue ou de saliva. É indicado para casais que tenham histórico familiar de doenças genéticas, idade avançada ou abortos espontâneos repetidos.
  • Dosagem hormonal: mede os níveis de hormônios como testosterona, prolactina e tireoide no sangue do homem. Esses hormônios podem influenciar na fertilidade, na libido e na saúde geral do pai e do bebê. Alterações hormonais podem indicar problemas como hipogonadismo, hiperprolactinemia ou hipotireoidismo, que devem ser tratados adequadamente.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue. Esse exame pode detectar alterações como diabetes ou pré-diabetes, que podem afetar a fertilidade masculina e aumentar o risco de malformações fetais.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.

Exames pedidos à gestante

  • Tipagem sanguínea: verifica o tipo de sangue e o fator Rh da mãe e do bebê. Se a mãe for Rh negativo e o bebê Rh positivo, pode haver risco de rejeição imunológica, que pode ser prevenida com injeção de imunoglobulina.
  • Papanicolau: rastreia o câncer do colo do útero e outras doenças ginecológicas. Deve ser feito regularmente por todas as mulheres, inclusive as grávidas.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue e indica se há tendência ao diabetes gestacional, que pode causar complicações para a mãe e o bebê.
  • Sorologia para HIV, hepatite B e C, citomegalovírus e outras infecções: verifica se a mãe tem alguma dessas doenças que podem ser transmitidas para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento precoce pode reduzir o risco de transmissão vertical.
  • Ultrassonografia: usa ondas sonoras para gerar imagens do bebê e da placenta. Permite estimar a idade gestacional, a data provável do parto, o sexo do bebê, o número de fetos, o crescimento fetal, a posição fetal, a quantidade de líquido amniótico e a presença de malformações ou anomalias.

Os exames pré-natal devem ser realizados de acordo com a orientação do médico obstetra, que irá solicitar os exames mais adequados para cada caso.

Em geral, recomenda-se iniciar o pré-natal no primeiro trimestre da gravidez e fazer consultas regulares até o momento do parto. O pré-natal é essencial para garantir uma gravidez saudável e segura para a mãe e o bebê.

Referências:

  1. https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/
  2. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pre_natal_profissionais_saude.pdf

Ativador do Plasminogênio Tecidual (tPA)

O Ativador do plasminogênio tecidual (tPA) é uma protease sérica secretada que converte a proenzima plasminogênio em plasmina, que é uma enzima fibrinolítica.

O papel clássico do tPA é no sistema de coagulação. O tPA é utilizado em doenças que apresentam coágulos de sangue, tais como embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, em um tratamento médico chamado trombólise.

Função

O papel clássico do tPA é no sistema de coagulação, sendo considerado um anti-agregante plaquetário . Especificamente, a tPA catalisa a conversão do plasminogênio em plasmina.

Ativador de plasminogênio tecidual recombinante

Os ativadores de plasminogênio tecidual recombinante (r-TPAs) incluem alteplase, reteplase e tenecteplase.

Referência:

  1. Puton, C., Martins, C. A., Macêdo, P., Alcântara, R. Q., Fernandes, J. F., Carneiro, J. F., Castro, M. S., Katopodis, P. P., Leão-Cordeiro, J., & Silva, A. (2020). USO DO ATIVADOR DE PLASMINOGÊNIO TECIDUAL NO TRATAMENTO DA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO NA COVID-19: REVISÃO SISTEMÁTICA. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, 42, 565–566. https://doi.org/10.1016/j.htct.2020.10.956
Notícias da Enfermagem

Alunos de Enfermagem da FEMA têm aula prática de exame Papanicolau

Foi realizada, durante a 3ª semana de junho, uma aula prática de exames físicos para os alunos do 3º ano do curso de Enfermagem da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA), durante uma aula da disciplina de Saúde da Mulher. A aula prática, aplicada em ambiente simulado, utilizou modelos anatômicos de alta fidelidade, visando […]

Semiologia: O Exame Físico e as Etapas

Levantar informações sobre o estado de saúde do paciente: eis a função dos exames físicos. É ele que indica eventuais anormalidades e fornece subsídios para o diagnóstico e assistência satisfatória da enfermagem.

As Etapas do Exame Físico

Inspeção

Avaliar o corpo quanto à forma, cor, simetria, odor e presença de anormalidades.

Palpação

Avaliar temperatura, estado de hidratação, textura, forma, movimento, áreas de sensibilidade e pulsação. Palpar órgãos, glândulas, vasos, pele, músculos e ossos, afim de detectar a presença ou ausência de massas, pulsação, aumento de um órgão, aumento ou diminuição da sensibilidade, edema, espasmo ou rigidez muscular, elasticidade, vibração de sons vocais, crepitação, umidade e diferenças de texturas.

Ausculta

Ouvir os sons corporais, procurando identificar anormalidades. Realizar a ausculta do ápice para base, de forma comparativa e simétrica, na região anterior e posterior do tórax.

Percussão

Golpear a superfície do corpo de forma rápida, porém aguda para produzir sons que permitam ao examinador determinar a posição, tamanho, densidade de uma estrutura adjacente.

Ausculta pulmonar – principais ruídos adventícios

  • Crepitantes: tem o ruído interrompido e de tom alto, semelhante ao som que se produz quando se atrita uma mecha de cabelo próximo ao ouvido, geralmente associado ao líquido presente em vias de pequeno calibre ou interalveolar;
  • Estertores bolhosos: assemelham-se ao rompimento de pequenas bolhas e podem ser auscultado na inspiração ou na expiração, são produzidos na presença de substâncias líquidas na traqueia, nos brônquios, nos bronquíolos, ou no tecido pulmonar;
  • Ronco: estertor contínuo e prolongado, presente na inspiração, mas também pode ser audíveis na expiração. O som é grave, intenso, semelhante ao ronco observado durante o sono;
  • Sibilos: semelhante a um chiado ou assobio, são decorrentes da passagem de ar por vias aéreas estreitas. Auscultados na inspiração e na expiração. Quando intensos, podem ser audíveis sem estetoscópio;
  • Cornagem ou estridor: é a respiração ruidosa devido à obstrução no nível da laringe ou traqueia, mais percebido na fase inspiratória. Pode ser decorrente de edema de glote, corpos estranhos e estenose de traqueia.

Obs: Na ausculta atentar ainda para a presença de tiragens (intercostais, subdiafragmáticas, fúrcula, batimento de asa nasal e cianose).

Ausculta Cardíaca

Avaliar os sons cardíacos quanto à qualidade (devem ser nítidos e distintos, não abafados, difusos ou distantes. Quanto à intensidade, não devem ser fracos ou muito fortes, quanto a frequência, deve ser igual a do pulso radial e o ritmo deve ser regular e uniforme.

Cuidados Especiais

  • Quando realizar a palpação, apalpe por último áreas de sensibilidade para a criança;
  • Realizar a ausculta em ambiente silencioso e aquecer o estetoscópio.

Realizando o Procedimento

Material Necessário

  • Estetoscópio;
  • Balança adulta, pediátrica ou neonatal;
  • Fita métrica;
  • Termômetro;
  • Espátula;
  • Lanterna;
  • Relógio;
  • Régua antropométrica.

Procedimento

  • Preparar o ambiente e material necessário;
  • Explicar o adulto ou criança o procedimento;
  • Aquecer as mãos;
  • Em caso de pediatria oferecer brinquedos, livros ou outra forma de distração para tranquilizar e aumentar a adesão da criança ao exame físico;
  • Fazer uma avaliação geral da cabeça aos pés do paciente e recolher as informações subjetivas, repassadas pela própria criança, pelos profissionais ou pelos familiares.

Referências:

  1. WONG, D.L. Enfermagem pediátrica. 9ª. Edição. Editora Elsevier. Rio de Janeiro, 2014.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. – Brasília:
    Ministério da Saúde, 2012.
  3. PORTO, C.C. Semiologia Médica. 7ª ed. Rio de janeiro. Guanabara, 2014