Que Medicamento é Esse?: Furosemida

A furosemida é um diurético, indicada nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, inchaço devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais e edema devido a queimaduras.

Como Funciona?

A furosemida apresenta efeito diurético e anti-hipertensivo, e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios metabólico e nutricional

  • Excreção aumentada de sódio e cloreto e consequentemente de água.
  • Excreção aumentada de outros eletrólitos, em particular potássio, cálcio e magnésio.

Distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalose metabólica.

  • Desidratação e hipovolemia, especialmente em pacientes idosos.
  • Aumento transitório dos níveis de creatinina e de uréia sanguíneas.
  • Aumento nos níveis séricos de colesterol e triglicérides.
  • Aumentos no nível sérico de ácido úrico e ataques de gota.
  • Diminuição da tolerância à glicose; diabetes mellitus latente pode se manifestar.

Distúrbios Vasculares

  • Hipotensão incluindo hipotensão ortostática.
  • Tendência à trombose.
  • Vasculite.

Distúrbios renal e urinário

  • Retenção aguda da urina em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário.
  • Nefrite intersticial.
  • Nefrocalcinose/nefrolitíase em crianças prematuras.

Distúrbios Gastrintestinais

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios hepato-biliares

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios auditivos e labirinto

  • Alterações na audição e tinido, embora geralmente de caráter transitório, particularmente em pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (por exemplo: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida intravenosa for administrada rapidamente.

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

  • Coceira, urticária, outras reações como rash ou erupções bolhosas, eritema multiforme,penfigóide bolhoso, dermatite esfoliativa, púrpura, fotossensibilidade.​

Distúrbios do sistema imune

  • Reações anafilácticas ou anafilactóides graves (por exemplo, com choque).​
  • Distúrbios do sistema nervoso.
  • Parestesia.
  • Encefalopatia hepática em pacientes com insuficiência hepatocelular.​

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

  • Trombocitopenia. leucopenia, agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica.
  • Eosinofilia.
  • Hemoconcentração.

Distúrbios congênito e genético/familiar

  • Risco aumentado de persistência do ducto arterioso patente quando furosemida for administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida.​

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Febre.

Quando é Contraindicado?

A furosemida não deve ser usada em pacientes com:

  • insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação de urina);
  • pré-coma e coma hepático associado com encefalopatia do fígado;
  • hipopotassemia severa (diminuição importante do nível de potássio no sangue);
  • hiponatremia grave (diminuição importante do nível de sódio no sangue);
  • desidratação ou hipovolemia, com ou sem queda da pressão sanguínea;
  • alergia à furosemida, às sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

A furosemida não deve ser utilizada por mulheres amamentando.

A furosemida não deve ser utilizada por lactantes.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Realizar balanço hídrico e peso diariamente em pacientes internados.
  • Avaliar no exame físico: hidratação da pele, sinais de astenia e cãibras musculares (hipocalemia).
  • Se o paciente apresentar sintomas de hipopotassemia orientar que faça a ingestão de alimentos ricos em potássio como a banana.
  • Monitorar cuidadosamente pacientes que apresente obstruções no trato urinário ou problemas no esvaziamento da bexiga.
  • Verificar a pressão arterial do paciente durante o tratamento com furosemida pois a mesma pode causar hipotensão.
  • Grávidas não devem tomar essa medicação.
  • Pacientes idosos e crianças devem ser monitorados cuidadosamente.
  • Informar ao paciente que esse medicamento pode influenciar na capacidade de dirigir e operar máquinas pois pode ocorrer queda da pressão sanguínea.

Edema Pulmonar: Tratamento Imediato

edema pulmonar

O Edema Agudo de Pulmão, ou Edema Pulmonar, surge de forma abrupta, frequentemente como complicação de uma insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ou taquiarritmia, infarto agudo do miocárdio extenso com comprometimento grave da função ventricular esquerda ou estágios terminais de neoplasias.

Também pode ser causado por obstrução das vias respiratórias gerando aumento da pressão pulmonar para mais de 25mmHg (o normal é 15mmHg) e drenagem do plasma sanguíneo dos capilares pulmonares. Além disso, pode ter causas neurológicas que prejudiquem a regulação da respiração pelo centro pneumotáxico como uma convulsão ou neurotoxina.

EAP Requer tratamento imediato!

Deve ser iniciado o mais rápido possível no pronto-socorro com máscara de oxigênio e remédios diuréticos diretamente na veia, como Furosemida, para aumentar a quantidade de urina e eliminar o excesso de líquidos nos pulmões.

Além disso, também é necessário fazer o tratamento adequado da doença que causou o problema, que pode incluir remédios para pressão alta, como Captopril, ou Lisinopril para tratar a insuficiência cardíaca descompensada, por exemplo.

Normalmente, o paciente precisa ficar internado no hospital durante cerca de 7 dias para aliviar os sintomas, controlar o problema que causou o surgimento do edema pulmonar e fazer fisioterapia respiratória. Durante este período, pode ser necessário utilizar uma sonda vesical para controlar a saída de líquidos do organismo, evitando que acumulem novamente.