Brasília, 19 de maio de 2025 – Em uma decisão celebrada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e pelos Conselhos Regionais de Enfermagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta segunda-feira (19) a nova Política de Educação a Distância (EaD), que proíbe o ensino remoto e determina a modalidade exclusivamente presencial para os cursos de Enfermagem em todo o país.
A medida atende a uma reivindicação de longa data do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, que vinha alertando para os riscos da formação a distância na área da saúde. Em nota conjunta, as entidades agradeceram ao presidente Lula e ao ministro da Educação, Camilo Santana, pela “decisão acertada”.
“Hoje, não estamos dando fim a um modelo de ensino, mas sim a um modelo de negócio que sacrificou a qualidade da educação em nome exclusivamente do lucro, colocando em risco a integridade e a vida das pessoas”, afirmaram os Conselhos de Enfermagem no comunicado.
A preocupação com a qualidade do ensino a distância na saúde é corroborada pelos resultados do último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Dados revelam que, das 692 graduações avaliadas, apenas 1,3% alcançou nota máxima, enquanto 512 cursos apresentaram desempenho insatisfatório, evidenciando o impacto negativo do EaD, especialmente no campo da saúde.
Com a nova política, a expectativa é de uma mudança significativa na realidade do ensino de Enfermagem, elevando a qualidade da formação e, consequentemente, garantindo maior eficiência e segurança nos serviços de saúde prestados à população. A mensagem final do comunicado é enfática: “EaD na Enfermagem nunca mais!”.
Fonte: Fonte: Ascom/Cofen




