Os tipos de Bordas de Feridas

Quando falamos em avaliação de feridas, muitos focam apenas no tamanho, na profundidade ou na presença de exsudato. Porém, um detalhe que pode revelar muito sobre a evolução do processo cicatricial é a observação das bordas da ferida. As bordas indicam se o processo de cicatrização está ocorrendo de forma adequada ou se há fatores que dificultam a reparação tecidual.

Para a prática da enfermagem, compreender as características dessas bordas é essencial, já que esse olhar clínico orienta a escolha da conduta e dos cuidados. Vamos conhecer melhor os principais tipos: bordas justapostas, epíbole, maceradas, com hiperqueratose e descolamento.

Bordas justapostas

As bordas justapostas são aquelas em que as margens da ferida se encontram lado a lado, bem definidas, sem retrações ou elevações. É o que se espera em um processo de cicatrização saudável.

Esse aspecto sugere que há boa perfusão sanguínea, ausência de infecção e um processo adequado de regeneração tecidual.

Cuidados de enfermagem:

  • Manter a ferida limpa e protegida.
  • Escolher curativos que preservem o ambiente úmido ideal.
  • Avaliar periodicamente para garantir que não surjam complicações.

Bordas em epíbole

O termo epíbole se refere a bordas enroladas ou encurvadas para dentro. Esse fenômeno geralmente ocorre quando a epitelização (formação de novas células de pele) não avança corretamente, interrompendo o fechamento da ferida.

Feridas com bordas em epíbole tendem a se tornar feridas crônicas, de difícil cicatrização.

Cuidados de enfermagem:

  • Retirar tecidos inviáveis, se necessário, com orientação da equipe multiprofissional.
  • Utilizar curativos que estimulem a granulação e a epitelização.
  • Monitorar sinais de estagnação do processo cicatricial.

Bordas maceradas

A maceração ocorre quando as bordas da ferida ficam esbranquiçadas e frágeis devido ao excesso de umidade. Isso pode acontecer por uso inadequado de coberturas ou pelo contato constante com exsudato.

Bordas maceradas aumentam o risco de alargamento da ferida e atraso da cicatrização.

Cuidados de enfermagem:

  • Avaliar a quantidade de exsudato e ajustar o tipo de curativo.
  • Proteger a pele perilesional com barreiras protetoras.
  • Reduzir o excesso de umidade, mantendo o equilíbrio da hidratação.

Bordas com hiperqueratose

A hiperqueratose é caracterizada pelo espessamento da borda da ferida, geralmente endurecida e de coloração amarelada ou esbranquiçada. Esse processo pode dificultar a cicatrização, pois impede que as células epiteliais avancem sobre a lesão.

É comum em feridas crônicas, como úlceras de pressão ou de pé diabético.

Cuidados de enfermagem:

  • Orientar avaliação médica para possível desbridamento.
  • Manter curativos que auxiliem na remoção do excesso de tecido queratinizado.
  • Reforçar cuidados com hidratação da pele adjacente.

Bordas em descolamento

As bordas em descolamento aparecem quando há separação entre o leito da ferida e a pele adjacente. Esse tipo de borda é preocupante, pois pode indicar presença de infecção, necrose ou má perfusão tecidual.

Além de aumentar o risco de complicações, o descolamento prejudica a cicatrização e pode evoluir para feridas mais profundas.

Cuidados de enfermagem:

  • Investigar sinais de infecção (odor, exsudato purulento, eritema).
  • Utilizar curativos que favoreçam a aproximação das bordas.
  • Garantir avaliação multiprofissional em casos persistentes.

Mais cuidados de Enfermagem

A nossa responsabilidade vai além de apenas observar as bordas. A partir do nosso olhar, podemos planejar o cuidado e garantir que a cicatrização avance.

  1. Avaliação: A cada troca de curativo, é nosso papel inspecionar a ferida e classificar suas bordas. Documentar a aparência e o tipo de borda é crucial para o acompanhamento.
  2. Identificação e Comunicação: Identificar se a borda está “estacionada” (epíbole, hiperqueratose) ou com problemas (macerada, descolamento). Comunicar a equipe multidisciplinar (médico, estomaterapeuta) sobre as nossas descobertas para que o plano de tratamento possa ser ajustado.
  3. Escolha do Curativo: A escolha do curativo depende do tipo de borda.
    • Bordas Maceradas: Usar curativos que absorvam o excesso de exsudato (alginato, espumas) e proteger a pele ao redor com barreiras cutâneas.
    • Bordas Epíbole ou Hiperqueratose: É preciso debridar (remover) o tecido que impede a cicatrização, seja com um debridamento mecânico, autolítico ou cirúrgico.
    • Bordas com Descolamento: O tratamento envolve preencher o “bolso” com curativos que estimulem a cicatrização de dentro para fora.
  4. Educação ao Paciente: Orientar o paciente e a família sobre a importância do cuidado e de como as bordas da ferida podem indicar progresso ou estagnação.

As bordas de uma ferida são uma linguagem silenciosa que, se compreendida, nos dá o poder de intervir de forma precisa e eficaz. O nosso conhecimento e nossa atenção aos detalhes são a chave para a melhora do paciente.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência. Manual de Terapia Nutricional em Unidade de Terapia Intensiva. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_terapia_nutricional_uti.pdf
  2. FERREIRA, A. M. et al. Avaliação de feridas: aspectos essenciais para a prática clínica. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, n. 2, p. 1-8, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/cRLTN8FJtD9LpJ6fG7HvF7y/. 
  3. CARVILLE, K. Wound Care Manual. 6. ed. Osborne Park: Silver Chain Foundation, 2017.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo para prevenção de úlcera por pressão. Brasília: MS, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_prevencao_ulcera_pressao.pdf

Classificação de Feridas: Quanto ao tempo de traumatismo

No dia a dia da enfermagem, é muito comum nos depararmos com diferentes tipos de feridas — sejam elas cirúrgicas, traumáticas, infecciosas ou por pressão. Para garantir um cuidado eficaz e seguro, é fundamental saber identificar e classificar essas feridas de forma adequada. Um dos critérios mais utilizados é a classificação quanto ao tempo de traumatismo, que se baseia na evolução cronológica da ferida.

Essa classificação é essencial não só para a escolha do curativo mais apropriado, mas também para traçar condutas específicas, avaliar o risco de infecção e acompanhar a cicatrização.

Vamos entender melhor como essa classificação funciona e qual o papel da enfermagem no cuidado com cada tipo de ferida.

O que são feridas?

Antes de entrarmos na classificação, é importante relembrar o conceito de ferida. Ferida é toda interrupção na continuidade da pele, podendo atingir também tecidos mais profundos como músculos, ossos e órgãos. Elas podem ser provocadas por diferentes causas, como cortes, queimaduras, úlceras, cirurgias ou acidentes.

A classificação das feridas quanto ao tempo de evolução considera o momento em que o trauma ocorreu e o estágio em que a ferida se encontra.

Por Que Classificar Pelo Tempo? O Relógio da Cicatrização

Quando uma ferida acontece, o corpo imediatamente inicia um processo complexo para repará-la, a famosa cicatrização. Esse processo tem fases bem definidas (inflamatória, proliferativa e de remodelação). O tempo que a ferida existe nos dá informações cruciais sobre qual fase de cicatrização ela provavelmente está e, consequentemente, qual é o seu prognóstico e os desafios no tratamento.

Basicamente, as feridas podem ser classificadas em dois grandes grupos quanto ao tempo de traumatismo:

Feridas Agudas: As Lesões do Momento Presente

As feridas agudas são aquelas que aparecem de repente, têm um tempo de evolução curto e se espera que sigam o processo de cicatrização normal e sequencial. Elas cicatrizam em um tempo esperado para aquele tipo de lesão, sem intercorrências significativas. Pense em um corte limpo com uma faca, uma queimadura leve ou uma incisão cirúrgica.

  • Características Principais:
    • Origem: Geralmente traumática (corte, queda, queimadura, cirurgia).
    • Tempo de Cicatrização: Espera-se que cicatrizem em até 4 a 6 semanas, dependendo da extensão e profundidade.
    • Processo: Seguem as fases normais da cicatrização.
    • Contaminação: Podem ser classificadas como limpas, limpas-contaminadas, contaminadas ou infectadas no momento da lesão, mas o objetivo é que não evoluam para uma infecção persistente.
  • Exemplos Comuns:
    • Incisões Cirúrgicas: Um corte feito por um bisturi em um ambiente estéril.
    • Laceracões: Feridas causadas por objetos pontiagudos ou irregulares, com bordas irregulares.
    • Abrasões/Escoriações: Raspões superficiais na pele.
    • Queimaduras (primeiro e segundo grau): Lesões térmicas que se espera que cicatrizem em um tempo determinado.
    • Feridas por Trauma: Cortes, perfurações, contusões resultantes de acidentes.
  • Cuidados de Enfermagem na Ferida Aguda:
    • Avaliação Inicial Rápida: Avaliar tipo de lesão, profundidade, presença de sangramento, corpo estranho e extensão.
    • Controle de Hemorragia: Se houver sangramento, aplicar pressão direta, elevada.
    • Limpeza e Irrigação: Lavar a ferida com soro fisiológico 0,9% (ou água e sabão neutro, dependendo do protocolo e localização), removendo sujeiras e detritos. Isso é crucial para prevenir infecção.
    • Antissepsia (se indicada): Em alguns casos, pode ser usado um antisséptico na pele ao redor da ferida.
    • Proteção: Realizar o curativo com técnica asséptica, utilizando coberturas adequadas para proteger a ferida, absorver exsudato e manter um ambiente úmido para cicatrização.
    • Manejo da Dor: Administrar analgésicos conforme prescrição.
    • Orientação ao Paciente: Ensinar sobre sinais de infecção, troca de curativo (se em casa) e cuidados gerais.
    • Avaliação Diária: Monitorar o processo de cicatrização, buscando sinais de infecção ou complicação.

Feridas Crônicas: As Lesões que Não Cicatrizam no Tempo Esperado

As feridas crônicas são aquelas que, por algum motivo, não seguem o processo normal de cicatrização. Elas persistem por um período prolongado (geralmente mais de 6 semanas, podendo ser meses ou anos), mesmo com o tratamento adequado. A cicatrização é estagnada ou muito lenta, e elas frequentemente estão associadas a uma doença de base.

  • Características Principais:
    • Origem: Geralmente associadas a uma condição de saúde subjacente (diabetes, doenças vasculares, imobilidade, problemas nutricionais).
    • Tempo de Cicatrização: Demoram a cicatrizar ou não cicatrizam no tempo esperado, mantendo-se abertas por longos períodos.
    • Processo: Ocorre uma interrupção ou atraso nas fases da cicatrização, como inflamação prolongada ou dificuldade de formação de novo tecido.
    • Risco de Infecção: São mais propensas à colonização bacteriana e infecção.
  • Exemplos Comuns:
    • Úlceras por Pressão (Lesões por Pressão): Conhecidas como “escaras”, são causadas por pressão prolongada em uma área do corpo, levando à isquemia e necrose tecidual. Comuns em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida.
    • Úlceras de Perna (Venosa e Arterial):
      • Úlcera Venosa: Causada por insuficiência venosa crônica, com acúmulo de sangue nas pernas e inchaço. A pele fica fragilizada e qualquer trauma pode virar uma úlcera.
      • Úlcera Arterial: Causada por problemas circulatórios nas artérias, levando à falta de sangue e oxigênio para os tecidos, resultando em necrose.
    • Pé Diabético: Feridas nos pés de pessoas com diabetes, frequentemente associadas a neuropatia (perda de sensibilidade) e problemas circulatórios, dificultando a cicatrização.
    • Úlceras Neuropáticas: Causadas por perda de sensibilidade em outras áreas do corpo.
    • Feridas Tumorais: Causadas pelo crescimento de tumores na pele.
  • Cuidados de Enfermagem na Ferida Crônica:
    • Avaliação Holística do Paciente: Além da ferida, é fundamental avaliar a saúde geral do paciente, sua nutrição, doenças de base, mobilidade e fatores que dificultam a cicatrização.
    • Limpeza e Desbridamento: A limpeza rigorosa é essencial. Muitas vezes, é necessário o desbridamento (remoção de tecido necrótico ou desvitalizado) para permitir a cicatrização. O desbridamento pode ser mecânico, autolítico (com coberturas específicas), enzimático ou cirúrgico.
    • Manejo do Exsudato: Controlar o excesso de secreção para evitar a maceração da pele ao redor.
    • Escolha da Cobertura Adequada: Utilizar coberturas específicas para feridas crônicas (hidrocoloides, alginatos, espumas, hidrogéis, carvão ativado, entre outros), que promovam um ambiente úmido ideal para cicatrização, absorvam exsudato e atuem em fatores específicos da ferida.
    • Prevenção de Infecção: Monitorar sinais de infecção e, se houver, colher cultura e auxiliar na administração de antibióticos.
    • Manejo da Dor: As feridas crônicas podem ser muito dolorosas. Administrar analgésicos e usar coberturas que minimizem a dor durante a troca.
    • Educação em Saúde: Orientar o paciente e a família sobre a doença de base, nutrição, mobilidade e cuidados com a ferida a longo prazo.
    • Suporte Nutricional: A nutrição adequada é vital para a cicatrização de feridas crônicas.
    • Mobilização e Alívio de Pressão: Para úlceras por pressão, o reposicionamento e o uso de colchões especiais são cruciais.

A importância de classificar corretamente

Classificar a ferida corretamente permite ao profissional:

  • Determinar a melhor abordagem terapêutica
  • Estabelecer um plano de curativo adequado
  • Avaliar a evolução do quadro
  • Prevenir complicações como infecções ou necroses
  • Documentar corretamente no prontuário

Além disso, é importante lembrar que uma ferida aguda pode se transformar em crônica se não for tratada de forma correta e oportuna.

Cuidados de enfermagem de acordo com a classificação

O papel da enfermagem na avaliação e tratamento de feridas é central. Desde a triagem até o acompanhamento da cicatrização, o enfermeiro deve estar atento a sinais locais e sistêmicos que podem indicar uma mudança de conduta.

Cuidados com feridas agudas

  • Higienizar corretamente o local com solução salina ou antissépticos indicados
  • Manter curativo limpo, seco e bem aderido
  • Observar sinais de infecção (vermelhidão, dor, calor, secreção purulenta)
  • Orientar o paciente sobre cuidados domiciliares
  • Evitar manipulação desnecessária da ferida

Cuidados com feridas crônicas

  • Avaliar a presença de tecido desvitalizado e necessidade de desbridamento
  • Utilizar coberturas específicas (como espumas, alginatos, hidrocolóides)
  • Controlar o exsudato e manter o ambiente úmido, porém limpo
  • Promover medidas de alívio de pressão ou melhora da circulação
  • Registrar evolução em ficha própria de avaliação de feridas
  • Realizar educação em saúde com o paciente e família sobre a doença de base

Além disso, o enfermeiro deve trabalhar em conjunto com a equipe multidisciplinar, incluindo médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e, quando necessário, estomaterapeutas.

Compreender a classificação das feridas quanto ao tempo de traumatismo é um passo fundamental para qualquer profissional de enfermagem que deseja prestar uma assistência segura, técnica e humanizada. Saber diferenciar uma ferida aguda de uma ferida crônica não é apenas um detalhe, mas sim uma habilidade que interfere diretamente na escolha do tratamento e no desfecho do paciente.

Feridas não tratadas corretamente podem comprometer a qualidade de vida, aumentar o tempo de internação e até levar a complicações graves. Portanto, avaliar bem, registrar corretamente e aplicar o conhecimento técnico são atitudes que fazem toda a diferença.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Curativos: Normas Técnicas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. (Disponível em sites oficiais do Ministério da Saúde ou no portal da Biblioteca Virtual em Saúde).
  2. SMELTZER, S. C.; BARE, B. G.; HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. (Consultar capítulos sobre integridade da pele e cicatrização de feridas).
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM EM FERIDAS E ESTOMAS (SOBEFE). Consenso Brasileiro de Lesões de Pele. 2. ed. São Paulo: SOBEFE, 2021. Disponível em: https://www.sobefe.org.br/site/wp-content/uploads/2022/03/consenso-lesoes-de-pele-sobefe.pdf
  4. MEDEIROS, M. C. L. et al. Tratamento de feridas: da teoria à prática. São Paulo: Martinari, 2018. https://www.livrariamartinari.com.br/tratamento-de-feridas-da-teoria-a-pratica
  5. FERREIRA, A. M.; SOUZA, R. C. de. Enfermagem em feridas: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Yendis, 2020. https://www.editorayendis.com.br/enfermagem-em-feridas
  6. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Brasília: ANVISA, 2013. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/assistencia-segura-uma-reflexao-teorica-aplicada-a-pratica.pdf

Feridas na Pele: Entendendo as Causas

Feridas abertas, cortes, escoriações… Quem nunca teve uma? As feridas na pele são uma parte natural da vida, mas cada uma delas tem suas particularidades, especialmente quando falamos sobre as causas.

Nesta publicação, vamos explorar os principais tipos de feridas, classificando-as de acordo com a causa: cirúrgicas, traumáticas, ulcerativas e por queimaduras.

Feridas Cirúrgicas

Resultantes de procedimentos cirúrgicos, são incisões feitas por um profissional de saúde com o objetivo de realizar uma cirurgia.

Por que acontecem?

 São planejadas e realizadas em ambiente controlado, com o objetivo de tratar alguma condição médica ou realizar uma cirurgia eletiva.

Características: Geralmente possuem bordas bem definidas e são mais previsíveis em termos de cicatrização.

Cuidados de Enfermagem:

  • Avaliação: Observar sinais de infecção (vermelhidão, calor, dor, edema, secreção purulenta), deiscência (abertura da ferida) e evisceração (protrusão de órgãos internos).
  • Limpeza: Realizar limpeza com solução salina 0,9% e técnica asséptica.
  • Curativos: Utilizar curativos adequados para cada fase da cicatrização, promovendo um ambiente úmido e protegendo a ferida.
  • Controle da dor: Administrar analgésicos conforme prescrição médica.
  • Promoção da mobilização: Incentivar o paciente a realizar movimentos leves para prevenir complicações como trombose venosa profunda.

Feridas Traumáticas

Causadas por acidentes, quedas, impactos ou objetos cortantes.

Por que acontecem?

 São imprevisíveis e podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento.

Características: Podem variar muito em tamanho, profundidade e localização, dependendo do tipo de trauma.

Cuidados de Enfermagem:

  • Controle da hemorragia: Aplicar pressão direta sobre a ferida e elevar o membro afetado.
  • Limpeza e debridamento: Remover corpos estranhos e tecido necrosado, utilizando técnicas adequadas.
  • Curativos: Utilizar curativos oclusivos para proteger a ferida e promover a cicatrização.
  • Profilaxia contra o tétano: Administrar imunoglobulina e vacina antitetânica, se necessário.

Feridas Ulcerativas

Lesões abertas e crônicas que não cicatrizam espontaneamente.

Por que acontecem?

Geralmente são causadas por problemas de circulação, pressão, infecções ou doenças como diabetes.

Características: São mais profundas e podem apresentar tecido necrosado (morto).

Cuidados de Enfermagem:

  • Avaliação: Identificar a causa da úlcera e avaliar fatores de risco.
  • Desbridamento: Remover tecido necrosado para promover a cicatrização.
  • Limpeza: Realizar limpeza com solução salina 0,9% e técnica asséptica.
  • Curativos: Utilizar curativos adequados para o tipo de úlcera, promovendo um ambiente úmido e protegendo a ferida.
  • Controle da dor: Administrar analgésicos conforme prescrição médica.

Feridas por Queimaduras

Lesões causadas por exposição a altas temperaturas, produtos químicos, radiação ou eletricidade.

Por que acontecem?

Acidentes domésticos, industriais ou exposição ao sol são as principais causas.

Características: A profundidade da queimadura determina a gravidade e a dificuldade de cicatrização.

Cuidados de Enfermagem:

  • Resfriamento: Resfriar a área queimada com água corrente.
  • Limpeza: Remover roupas e joias da área queimada.
  • Curativos: Aplicar curativos úmidos para aliviar a dor e prevenir a infecção.
  • Controle da dor: Administrar analgésicos e sedativos conforme prescrição médica.
  • Repor líquidos e eletrólitos: Monitorar o balanço hídrico e administrar soluções intravenosas.

Qual a importância de saber a causa da ferida?

Conhecer a causa da ferida é fundamental para:

  • Diagnóstico: Permite ao médico identificar a melhor forma de tratar a lesão.
  • Tratamento: Cada tipo de ferida requer um tratamento específico para promover a cicatrização e evitar complicações.
  • Prevenção: Ao identificar a causa, é possível tomar medidas para prevenir o surgimento de novas feridas.

As feridas na pele podem ter diversas causas, e cada uma delas possui características e necessidades de tratamento específicas. Se você tiver alguma ferida que não cicatriza ou que causa preocupação, procure um médico para avaliação.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Protocolo de tratamento de feridas. Brasília, 2010.
  2. EBSERH

Feridas Neoplásicas

Feridas neoplásicas, também conhecidas como feridas oncológicas ou tumorais, são lesões que se desenvolvem em decorrência da infiltração de células cancerígenas nas camadas da pele. Essa infiltração causa a quebra da integridade da pele, levando à formação de feridas que podem variar em tamanho, profundidade e características.

Como se formam?

A proliferação descontrolada das células cancerígenas, característica do processo de oncogênese, é a principal responsável pela formação dessas feridas. A infiltração das células malignas nas estruturas da pele causa a destruição dos tecidos saudáveis, resultando em feridas abertas e, muitas vezes, dolorosas.

Quais são as características das feridas neoplásicas?

As feridas neoplásicas apresentam características específicas que as diferenciam de outros tipos de feridas. Algumas das características mais comuns incluem:

  • Aparência: Podem ser ulceradas, vegetantes (semelhantes à couve-flor) ou apresentar uma combinação de ambos os aspectos.
  • Exsudato: Geralmente apresentam exsudato (líquido drenado da ferida) com odor fétido e coloração variável, desde amarelo claro até marrom escuro.
  • Necrose: Frequentemente há presença de tecido necrosado (morto) no leito da ferida.
  • Dor: A dor é um sintoma comum, podendo variar em intensidade de acordo com o estágio da ferida e a localização.
  • Sangramento: O sangramento também pode ocorrer, especialmente em feridas mais profundas ou com necrose.

Quais são os tipos de feridas neoplásicas?

A classificação das feridas neoplásicas pode variar, mas geralmente são divididas em estágios, considerando a profundidade da lesão, a presença de exsudato, necrose e outros fatores. Essa classificação é importante para guiar o tratamento e acompanhar a evolução da ferida.

Quais são as causas das feridas neoplásicas?

As feridas neoplásicas são consequência direta do câncer. A localização do tumor e o tipo de câncer podem influenciar o desenvolvimento e as características das feridas.

Quais são os tratamentos para feridas neoplásicas?

O tratamento das feridas neoplásicas é multidisciplinar e envolve diferentes profissionais da saúde. O objetivo principal é controlar os sintomas, promover a cicatrização, prevenir infecções e melhorar a qualidade de vida do paciente. As opções de tratamento podem incluir:

  • Desbridamento: Remoção do tecido necrosado e infectado.
  • Limpeza da ferida: Realizada com soluções antissépticas para prevenir a infecção.
  • Curativos: Utilização de curativos específicos para controlar o exsudato, proteger a ferida e promover a cicatrização.
  • Terapia medicamentosa: Uso de analgésicos para controlar a dor, antibióticos para tratar infecções e outros medicamentos conforme a necessidade.
  • Radioterapia: Utilizada para destruir as células cancerígenas e controlar o crescimento do tumor.
  • Quimioterapia: Tratamento sistêmico que utiliza medicamentos para destruir as células cancerígenas em todo o corpo.
  • Cirurgia: Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tumor e os tecidos adjacentes.

Qual a importância do cuidado com feridas neoplásicas?

O cuidado adequado com feridas neoplásicas é fundamental para prevenir complicações, como infecções, sangramentos e dor intensa. Além disso, o tratamento precoce e eficaz pode contribuir para a melhora da qualidade de vida do paciente e aumentar a expectativa de vida.

Onde buscar ajuda?

Pacientes com feridas neoplásicas devem procurar atendimento médico e de enfermagem especializados em oncologia ou em feridas crônicas. A equipe multidisciplinar poderá avaliar a lesão, indicar o tratamento mais adequado e acompanhar a evolução do paciente.

Observação: Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de dúvidas ou suspeita de ferida neoplásica, procure um profissional de saúde.

Referências:

  1. SOBEST
  2. Conhecimento da equipe de enfermagem sobre cuidados com pacientes com feridas neoplásicas
  3. Cordeiro, J. N. B., de Lima, L. M., da Silva, T. S. N., & da Silva, T. E. A. (2023). Cuidados de enfermagem a pacientes com feridas neoplásicas mamárias . Brazilian Journal of Development, 9(6), 20410–20420. https://doi.org/10.34117/bjdv9n6-109

Coberturas e Correlatos de feridas: As diferenças

No contexto médico, especialmente no cuidado de feridas, coberturas e correlatos são termos distintos, embora interligados, com funções específicas no processo de cicatrização.

Entenda as diferenças

Coberturas

  • Função principal: Entrar em contato direto com a ferida, proporcionando um ambiente propício para a cicatrização.
  • Tipos: Variedade imensa, desde curativos simples (gaze, algodão) até produtos complexos (coberturas bioabsorvíveis, películas de hidrogel).
  • Características: Escolha depende das características da ferida (exsudato, profundidade, tecido necrosado, etc.), objetivo do tratamento (absorção, cicatrização úmida, controle de infecção) e perfil do paciente.
  • Exemplos:
    • Gaze: Absorve exsudato, facilita troca gasosa.
    • Cobertura de hidrogel: Mantém ambiente úmido, favorece desbridamento autolítico.
    • Alginato: Altamente absorvente, controla sangramento, indicado para feridas cavitadas.

Correlatos

  • Função principal: Complementar a ação das coberturas, auxiliando no processo de cicatrização.
  • Tipos: Antisépticos, soluções de limpeza, cremes, pomadas, gazes impregnadas com antimicrobianos, drenos, ataduras, bandagens, etc.
  • Características: Escolha depende da cobertura utilizada, características da ferida e comorbidades do paciente.
  • Exemplos:
    • Solução de salina: Limpa a ferida, remove sujidades e detritos.
    • Antisséptico: Combate microrganismos, reduz risco de infecção.
    • Pomada cicatrizante: Estimula cicatrização, reduz formação de queloides.
    • Drenos: Removem líquidos e secreções da ferida, impedem acúmulo e formação de hematomas.

Em resumo

  • Coberturas: “Vestem” a ferida, criando um ambiente ideal para cicatrização.
  • Correlatos: “Acessórios” que complementam as coberturas, otimizando o processo.

Juntas: Coberturas e correlatos trabalham em sinergia para promover a cicatrização rápida e eficaz, prevenindo infecções e complicações.

Observações importantes

  • A escolha correta de coberturas e correlatos deve ser feita por um profissional enfermeiro, com base em avaliação individual da ferida e do paciente.
  • Automedicação pode atrasar a cicatrização e colocar em risco a saúde.
  • Siga rigorosamente as instruções do profissional quanto à troca de curativos e uso dos produtos.
  • Mantenha dúvidas e preocupações em relação ao tratamento em aberto com o profissional responsável.

Referência:

  1. COREN-SP

Úlcera Terminal de Kennedy (UTK)

A Úlcera Terminal de Kennedy (UTK) é uma lesão por pressão que aparece de forma espontânea em pacientes com doenças avançadas (paliativos).

Características da Úlcera Terminal de Kennedy

A UTK é observada principalmente em pacientes nos últimos dias de vida, podendo evoluir rapidamente, geralmente em horas ou dias.

As características incluem:

      • Localização na região sacral ou dorso das costas;
      • Bordas irregulares;
      • Pode ter formato semelhante a uma “pera”, “borboleta” ou “ferradura”;
      • Coloração inicial vermelha ou roxa, evoluindo para amarelo e/ou preto rapidamente.

Intervenções de Enfermagem para UTK

Orientação aos Cuidadores:

      • Explique que a UTK não é resultado de falta de cuidados;
      • Assegure que a lesão é uma consequência natural da falência orgânica.

Reunião Familiar:

      • Realize uma reunião com a família para discutir a proximidade da morte.
      • Esclareça dúvidas e ofereça apoio emocional.

Abordagem Paliativa:

      • Proporcione cuidados com foco no conforto e dignidade do paciente.
      • Individualize o plano de cuidados, considerando a terminalidade.

Outros Cuidados:

  • Otimizar o posicionamento. O paciente pode ter uma posição que minimize a dor e ofereça conforto respiratório;
  • Administrar medicações para controle de sintomas, principalmente dor. Recomenda-se em torno de 30 minutos antes dos curativos, banho ou procedimentos realizar dose de resgate com analgésico prescrito;
  • O tratamento proposto deve seguir as recomendações para Lesões por Pressão, desde que não cause desconforto ao paciente;
  • Avaliar a lesão e prescrever curativo. Recomenda-se uso de placas superabsorventes para lesões exsudativas, coberturas impregnadas com prata para lesões que apresentem infecção ou odor e coberturas com múltiplas camadas e espuma para conforto do paciente;
  • Avaliar a proporcionalidade e indicação de desbridamento. O desbridamento deve ser discutido previamente, pois pacientes em fase final de vida não se beneficiam deste procedimento, portanto não é indicado;
  • Avaliar odor. Recomenda-se além das medidas para controle de odor através do curativo, deixar um copo com sementes de café no quarto ou próximo ao leito do paciente.

Referências:

  1. Kennedy KL. The prevalence of pressure ulcer in an intermediate care facility. Decubitus.; 1989; : 2(2):44–45.
  2. Hanson D, Langemo DK, Olson B, et al. The prevalence and incidence of pressure ulcers in the hospice setting: analysis of two methodologies. Am J Hosp Palliat Care.; 1991; 8(5):18–22.
  3. Polastrini RTV, Yamashita CC, Kurashima AY. Enfermagem e o Cuidado Paliativo. In: SANTOS, Franklin Santana. (org). Cuidados Paliativos: diretrizes, humanização e alívio dos sintomas. São Paulo: Atheneu, 2011. Cap. 30. pp. 277-283.
  4. Roca-Biosca A, Rubio-Rico L, Velasco-Guillen MC. et al. Adecuación del plan de cuidados ante el diagnóstico de úlcera terminal de Kennedy. Enfermeíra Intensiva.; 2016;
  5. Kennedy Terminal Ulcer (site). Understanding Kennedy Terminal Ulcer.; 2014; 

Feridas Exsudativas: Qual cobertura usar?

Você sabia que as coberturas de alginato são amplamente utilizadas no tratamento de feridas exsudativas?

O que é o alginato de cálcio?

    • O alginato de cálcio é uma cobertura feita a partir de fibras de ácido algínico, extraído de algas marinhas marrons (Laminaria).
    • Essa cobertura contém íons de cálcio e sódio.
    • Ela está disponível em forma de placas ou cordões estéreis.

Como o alginato de cálcio funciona?

    • Absorção de exsudato: O alginato troca íons de cálcio com o sódio presente no sangue e no exsudato da ferida. Isso ajuda a absorver o excesso de líquido.
    • Formação de gel: O alginato forma um gel quando entra em contato com o exsudato, mantendo a umidade na ferida.
    • Promoção da granulação: Esse gel ajuda a criar um ambiente favorável para a cicatrização, promovendo o crescimento de tecido saudável.
    • Auxílio no desbridamento autolítico: O alginato ajuda a remover tecido necrótico, facilitando o processo natural de desbridamento.

Indicações para o uso de alginato de cálcio:

    • Feridas com ou sem infecção.
    • Feridas com moderada a intensa exudação.
    • Feridas com ou sem tecido necrótico (exceto em casos de necrose seca).
    • Pode ser usado em feridas com ou sem sangramento.

Como aplicar o alginato de cálcio:

    • Recorte o alginato no tamanho certo da ferida.
    • Utilize luvas ou pinças estéreis durante o manuseio.
    • Associe-o a uma cobertura secundária.
    • Em feridas cavitárias, prefira a forma de fita para preencher o espaço parcialmente.

Frequência de trocas:

    • A frequência de trocas varia de acordo com a quantidade de exsudato presente na ferida.
    • Em feridas infectadas, a troca deve ser realizada a cada 24 horas.
    • Em feridas limpas com sangramento, a troca ocorre a cada 48 horas.

Contraindicações:

    • Feridas com pouca drenagem de exsudato.
    • Feridas com necrose seca.

Referências:

  1. https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-sao-as-caracteristicas-e-como-e-feito-o-tratamento-de-feridas-com-alginato-de-calcio/
  2. https://uniube.br/propepe/ligas/diabetes/arquivos/2017/FERIDAS%20E%20COBERTURAS.pdf
  3. http://www.guideline.gov/content.aspx?f=rss&id=25139
  4. NPUAP

Epíbole: O que é?

Uma Epíbole é um termo usado para descrever o crescimento excessivo das bordas de uma ferida, que se tornam enroladas e elevadas, impedindo a cicatrização adequada, e encontra-se presente na LPP de Estágio 4.

Causas

A epíbole pode ser causada por vários fatores, como infecção, trauma, isquemia, edema ou uso inadequado de curativos.

Tratamento

O tratamento da epíbole depende da causa e da gravidade do problema, mas geralmente envolve a remoção do tecido necrótico, a redução da pressão e a aplicação de agentes tópicos que estimulem a granulação e a epitelização.

A epíbole pode ser prevenida com uma limpeza cuidadosa da ferida, uma avaliação frequente do estado da pele e uma troca regular dos curativos.

Referências:

  1. https://www.coloplast.com.br/Global/Brasil/Product/A4_Triangulo_GuiaDeUso.pdf
  2. https://coren-df.gov.br/site/wp-content/uploads/2021/06/pt102021.pdf

Feridas Abertas Vs Fechadas: As diferenças

Entender a diferença entre feridas abertas e fechadas é crucial para um cuidado adequado e uma cicatrização eficaz.  Saiba sobre as diferenças entre feridas abertas e feridas fechadas:

Feridas Abertas

    • São feridas em que as bordas da pele estão afastadas.
    • Geralmente, envolvem uma ruptura interna ou externa nos tecidos do corpo, incluindo a pele.
    • Exemplos de feridas abertas incluem abrasões, escoriações, incisões e lacerações.
    • Essas feridas podem ser dolorosas e requerem cuidados específicos para evitar infecções.
    • Tratamento: Lave a ferida, aplique uma cobertura de curativo e siga as orientações médicas.

Feridas Fechadas

    • São feridas em que as bordas da pele estão justapostas.
    • Não há perda da integridade da pele.
    • Exemplos de feridas fechadas incluem contusões (ferimentos contundentes) e equimoses (manchas arroxeadas na pele causadas por contusões), feridas cirúrgicas suturadas.
    • Tratamento: Geralmente, não requerem cuidados específicos, mas é importante monitorar qualquer inchaço ou dor.

Referência:

  1. https://www.repositorio.furg.br/bitstream/handle/1/9385/Feridas.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Compressa Cirúrgica Vs Gaze: As diferenças

Gaze e compressa estéril são dois tipos de materiais usados para cobrir feridas e evitar infecções.

As diferenças

A principal diferença entre eles é o modo de fabricação e a forma de apresentação:

A gaze é um tecido fino e poroso, que pode ser cortado em pedaços de acordo com a necessidade.

A compressa cirúrgica é um produto pronto, que já vem embalado individualmente e tem uma camada absorvente no centro.

Ambos devem ser trocados com frequência e descartados após o uso, podem possuir fio radiopaco para detecção da compressa imersa em sangue durante o raio-x.

Escolha

A escolha entre gaze e compressa estéril depende do tipo e da localização da ferida, do grau de exsudação (secreção de líquido) e da preferência do profissional de saúde.

Em geral, a compressa estéril é mais indicada para feridas com maior exsudação, pois tem maior capacidade de absorção e evita o contato direto da gaze com o tecido lesionado.

A gaze, por sua vez, é mais adequada para feridas com menor exsudação ou para fixar outros curativos, como pomadas ou cremes.

Referência:

  1. https://cremer.net.br/produto/compressa-de-campo-operatorio-esteril/