A Roupa Privativa

A Roupa Privativa é um Equipamento de Proteção Individual (EPI), e faz parte da norma regulamentadora do Ministério do trabalho, a NR 32, tendo em pauta os seguintes itens:

 32.10.19 O empregador deve fornecer, sem ônus para o empregado, vestimenta de trabalho adequada aos riscos ocupacionais em condições de conforto, bem como responsabilizar-se por sua higienização.

32.10.20 Antes de sair do ambiente de trabalho, após o seu turno laboral, os trabalhadores devem retirar suas vestimentas e os equipamentos de proteção individual, que possam estar contaminados por agentes biológicos e colocá-los em locais para este fim destinados.

Porém, se utilizados de forma inadequada pode ser um veículo de transmissão de microrganismos potencialmente patogênicos, influenciando na distribuição dos mesmos em diferentes ambientes.

Segundo citado na NR 32,  o profissional deve depositar seus EPI em locais próprios antes de sair do ambiente de trabalho, pois, essa segurança não é efetiva apenas pelo uso desses equipamentos, mas também pela forma que são utilizados, sua descontaminação e rotina de troca. É significativa a quantidade de microrganismos encontrados nos uniformes dos profissionais de saúde e essa quantidade pode aumentar durante o período de trabalho. Os agentes patogênicos encontrados nessas vestimentas podem ser advindos dos pacientes, correndo o risco de em seguida serem disseminados no ambiente, contaminando outros indivíduos e comprometendo a recuperação dos mesmos.

O risco é ainda maior quando essa contaminação ocorre em ambientes como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que são setores destinados ao acolhimento de pacientes com perfil clínico grave e que necessitam de acompanhamento e atenção contínua para o monitoramento do seu desempenho durante a internação. Estas unidades são consideradas áreas críticas, tanto pelo estado clínico dos pacientes internados, quanto pelo risco desses desenvolverem Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Mas o que são as IRAS?

As IRAS são definidas como qualquer tipo de infecção que acomete o indivíduo em ambiente hospitalar e estão entre a maior causa de morbimortalidade em pessoas que se encontram em estado clínico agravado e que se submetem a procedimentos clínicos invasivos, além da sepse e microrganismos multirresistentes, entre outros fatores de risco que podem levar ao óbito, sendo consideradas, portanto, um relevante problema de saúde pública.

Dentre os agentes causadores dessas IRAS está presente o grupo dos Staphylococcus sp., esses microrganismos estão presentes na microbiota da pele e podem ser facilmente disseminados. O risco dessa disseminação em ambientes críticos é preocupante devido à grande capacidade que esse microrganismo possui de desenvolver resistência à maioria dos antibióticos.

O grande número de infecções hospitalares adquiridas anualmente gera um custo financeiro significativo. Em meio às prováveis fontes dessas infecções encontram-se os equipamentos de saúde, dentre os quais estão presentes os uniformes privativos, que apresentam uma contaminação de 60%, incluindo bactérias resistentes a diferentes drogas.

Quais são os benefícios com o uso da Roupa Privativa?

A utilização de uniformes privativos para as UTIs é de fundamental importância para a proteção dos colaboradores do setor, bem como a manutenção das boas práticas para cuidados aos pacientes na intenção de evitar IRAS. E para proteção pessoal também do colaborador, a fim de evitar que se contamine com fluídos, secreções e outros itens que podem prejudicar o uso de sua roupa pessoal.

Não somente a Roupa Privativa, mas outros itens também podem levar a contaminação!

Devemos também nos preocupar não somente com a troca constante destas roupas privativas, mas também como a lavagem de gorros/toucas não descartáveis (de tecido), e a limpeza constante dos sapatos ocupacionais, o lavagem constante dos jalecos, que se armazenados em outros locais com sujidade acoplada nestes itens, podendo contaminar um ambiente totalmente livre de microrganismos.

Porém, a contaminação de jalecos, roupas privativas, gorros, sapatos, uniformes é praticamente inevitável em ambiente hospitalar, podendo ser um dos fatores que levam a infecções, considerando que estes são um potencial reservatório de microrganismos, o que leva a hipótese de que os uniformes analisados neste estudo possam estar colaborando para a disseminação de agentes possivelmente patogênicos.

A contaminação dos uniformes utilizados para a assistência à saúde aumenta de forma progressiva de acordo com o tempo de uso e atividades desenvolvidas no período de utilização dos mesmos.

Os Microrganismos

Diferentes microrganismos são encontrados nas amostras dos uniformes privativos, porém, enfatizou-se o Staphylococcus aureus por sua importância epidemiológica nas IRAS, sendo estes referidos como um dos microrganismos que mais estão associados às infecções primárias da corrente sanguínea. Um fator importante sobre esse microrganismo é sua capacidade de adquirir resistência a diferentes antibióticos, tais como a oxacilina e vancomicina.

REFERÊNCIA:

VALADARES, Bruno Dos Santos et al. Contaminação de Uniformes Privativos Utilizados por Profissionais que Atuam nas
Unidades de Terapia Intensiva. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, jan. 2017. ISSN 2238-3360. 

Veja também:

O Terror dos Hospitais: Os Microrganismos Resistentes e seu tempo de sobrevida no ambiente

Acinetobacter

Pseudomonas

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta é um dispositivo utilizado para administrar medicações em pequenos volumes e que necessitem de um rigoroso controle de seu volume com exatidão.

A administração de medicações em bureta é um método para controle de volume que permite fornecer um volume de líquido relativamente pequeno e em quantidades exatas, no caso da neonatologia, pediatria e em clínicas para adultos, onde são usadas várias medicações que requerem re-diluição, como por exemplo:

-Amicacina;
-Aminofilina;
-Gentamicina;
-Penicilina;
-Clindamicina, entre outras.

É indicada para para crianças acima de 2.500 kg, sem clínica de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva) ou insuficiência renal aguda, pois nesta técnica, a cada medicação, introduz-se no mínimo 10 ml de solução para re-diluir o medicamento e 10 ml para lavar a bureta ou equipo.

A re-diluição destas medicações podem ser feitas com soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado a 5%, de acordo com a prescrição médica.

No caso da re-diluição de medicamentos na qual é utilizada em Neonatologia e Pediatria, apresentam prescrições médicas com doses que são calculadas por meio do peso ou superfície corporal da criança. Re-diluir consiste em diluir o medicamento dentro do padrão de costume, avaliar quanto contém em cada ml, aspirar 1 ml e re-diluir em 9 ml de água destilada, quantas vezes forem necessárias para que possamos aspirar a dose prescrita com exatidão.

PROCEDIMENTO E MATERIAL PARA O PREPARO DA MEDICAÇÃO DILUÍDA EM BURETA

– Higienizar as mãos;
– Separar o material necessário: Soro e/ou ampolas de soluções de acordo com a prescrição médica;
-Seringa para aspirar as soluções prescritas: avalie o volume de medicação para determinar a seringa;
-agulhas 40/12 para aspirar a medicação;
-Algodão e álcool;
-Equipo bureta (micro gotas).

PREPARANDO A MEDICAÇÃO NA BURETA

– Retire o equipo da Embalagem;

-Feche a pinça rolete;

-Abra o soro no local indicado, após ter feito a desinfecção com álcool a 70%;

-Retire a capa protetora da ponteira da conexão da câmara do equipo;

-Conectar a ponteira do equipo no soro, com técnica asséptica para que não ocorra contaminação;

-Retire o ar da extensão do equipo, drenando o soro pelo equipo;

-Identifique o soro com com o rótulo contendo as informações necessárias (do paciente e da medicação);

-Identifique o equipo de soro com data, para que ocorra a sua troca de acordo com o protocolo da instituição;

-Colocar o soro no suporte devidamente identificado;

-Preencha a bureta com soro;

-Faça desinfecção com álcool a 70% no orifício de silicone da bureta;

-Injete o medicamento, posicionando a agulha na parede interna da bureta;

-Complete o volume de diluente prescrito;

-Comunique ao paciente e/ou ao seu responsável se presente, o que será realizado;

-Conecte o equipo no dispositivo venoso;

-Calcule quantas micro gotas serão administradas por minuto;

-Inicie a infusão da solução prescrita;

-Lave as mãos;

– Realize a checagem da medicação na prescrição médica e a anotação de enfermagem do procedimento;

 

OBSERVAÇÕES DE ENFERMAGEM

 

-O equipo e bureta devem ser lavados após cada medicação para evitar precipitação da droga, devido interação medicamentosa;

-Comunicar e registrar as possíveis reações adversas;

-Toda medicação deve ser administrada em SG5% ou SF0,9% puro; sendo exclusivo para este fim e trocado a cada 24hs;

-O tempo de infusão influenciará sua toxicidade, observe o tempo preconizado para cada medicação;

-Avaliar o quadro clínico do paciente, idade, medicamento prescrito e respeitar as especificações do fabricante;

-Importante ter o conhecimento de regras básicas para calcular o gotejamento da medicação.

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Hepatitis Virales

Hepatitis Virales

Las Hepatitis Virales consisten en la inflamación del hígado y son causadas principalmente por cinco tipos de virus (A, B, C, D y E). Algunos de ellos pueden actuar silenciosamente por décadas sin la manifestación de síntomas. Cuando el diagnóstico se realiza tardíamente, el paciente puede presentar un cuadro avanzado de cirrosis o cáncer en el hígado.

¿Cuáles son las similitudes entre los diferentes virus causantes de la hepatitis?

Las hepatitis A y E, por ejemplo, son contagiosas, de transmisión fecal-oral, por medio del contacto entre individuos o por medio de agua o alimentos contaminados. Como son agravios que suelen propagarse en regiones sin tratamiento de agua y alcantarillado, la prevención principal está orientada a la mejora del saneamiento básico y de los hábitos de higiene. En el caso de los virus A y E, los pacientes a menudo no presentan síntomas. Cuando ocurren, incluyen cansancio, mareo, mareo, vómitos, fiebre, dolor abdominal, piel y ojos amarillentos, orina oscura y heces claras. El diagnóstico de la enfermedad se realiza mediante un análisis de sangre y no existe un tratamiento específico en la fase aguda de la infección. La curación generalmente ocurre de forma espontánea, y las recomendaciones médicas son importantes para evitar cuadros graves.

Y los tipos B, C y D?

En Brasil, muchos pacientes con hepatitis C contrajeron la enfermedad a través de la transfusión de sangre contaminada antes de 1993, época en que no había clasificación de la sangre para detectar este virus. Además, también es posible la transmisión por el uso compartido de jeringas en el uso de drogas o de objetos de higiene personal, como láminas de afeitar o alicates de uña. Raramente, este virus también puede ser transmitido por relaciones sexuales sin preservativo. En el caso de la hepatitis B, además de la transfusión de sangre contaminada, el virus es transmitido frecuentemente por relaciones sexuales sin preservativo y de la madre infectada para el hijo durante la gestación, el parto o la lactancia.

El diagnóstico de estas infecciones se realiza por medio de exámenes de sangre específicos y el tratamiento, que depende de otras respuestas del organismo, puede ser hecho por medio de comprimidos. Para evitar el contagio, la recomendación es usar el condón en todas las relaciones sexuales y no compartir objetos de uso personal, como las de afeitar y los alicates de uña.

La hepatitis D, también llamada Delta, es más común en la región amazónica de Brasil. El virus causante depende de la presencia del virus del tipo B para infectar a una persona, por lo que sus características generales son similares.

¿Cuál es la importancia de las pruebas de diagnóstico?

Por tratarse de una enfermedad silenciosa, es importante informar y sensibilizar a la población para la realización de estas pruebas, principalmente para la identificación de las hepatitis B y C. El diagnóstico precoz puede evitar la progresión hacia formas más graves de la enfermedad. Se pueden realizar con muestras de suero, plasma o sangre total, y el paciente tiene acceso al resultado en unos 30 minutos.

Cuidados de Enfermería en Hepatitis Virales:

  • Notificar el caso a través de la ficha obligatoria;
  • En caso de hepatitis aguda, se debe encaminar al médico de turno, pues puede evolucionar hacia una hepatitis fulminante;
  • Reenviar al paciente a una nutricionista;
  • Designar un agente de salud para acompañar al paciente ya las personas que entraron en contacto con el mismo;

Asistencia de Enfermería en pacientes diagnosticados con Hepatitis Viral:

1. Reposo:

  • Enseñar al paciente a aumentar lenta y progresivamente su tolerancia, a la actividad;
  • Limitar las actividades físicas si después de reanudar la rutina los niveles de las enzimas hepáticas aumentan.

2. Nutrición e Hidratación:

  • Proporcionar una adecuada ingesta de líquidos, por lo menos 3000 ml / día;
  • Administrar los líquidos por vía oral si náuseas y vómitos no son graves, de lo contrario, se administra por vía intravenosa;
  • Evaluar diariamente el balance hídrico y el peso del paciente;
  • Proporcionar una dieta bien equilibrada en términos de nutrientes y calorías, siendo que éstos deben estar de acuerdo con la edad del paciente y con la superficie corporal;
  • Incentivar al paciente a realizar pequeñas y frecuentes comidas durante el día;
  • Restringir las grasas;
  • Orientar en cuanto a la no ingesta de bebidas alcohólicas por lo menos seis meses.

3. Ictericia:

  • Orientar como medidas de confort para aliviar el prurito;
  • Orientar en cuanto a la utilización de ropa ligera y no apretada;
  • Aplicar en la piel lociones y cremas emolientes;
  • Orientar al paciente para que evite actividades que estimulen el sudor y aumenten la temperatura corporal;
  • Cortar las uñas de las manos del paciente para evitar la comezón y las lesiones cutáneas;
  • Orientar el uso de jabón neutro.

4. Fiebre:

  • Controlar rigurosamente la temperatura;
  • Aplicar compresas calientes;
  • Orientar, auxiliar y supervisar la ingestión de líquidos;
  • Atención al riesgo de crisis convulsivas;
  • Registrar signos vitales.

5. Dolor de cabeza:

  • Reducir la luminosidad y el ruido si es posible;
  • Orientar el descanso relativo.

6. Dolor abdominal:

  • Realizar examen físico dirigido: localización del dolor, distensión abdominal, sonido macizo, edema, presencia de defensa abdominal;
  • Colocar paciente en posición cómoda, preferentemente con la cabecera elevada;
  • Ayudar al paciente en las impulsiones;
  • Comprobar y evaluar los signos vitales;
  • Controlar líquidos ingeridos y eliminados.

7. Vómitos:

  • Estimular la ingesta de suero de rehidratación oral;
  • Atentar para señales de hiponatremia e hipocalemia;
  • Incentivar la ingesta de alimentos / frutas ricas en potasio;
  • Observar y evaluar los signos y síntomas de deshidratación;
  • Comprobar y evaluar los cambios de las señales vitales;
  • Anotar volumen, característica, fecha, hora del vómito y frecuencia;
  • Mantener el ambiente libre de olores desagradables.

 

Drenaje de Aspiración Sistema Cerrado

Drenaje de Aspiración

El Drenaje de Aspiración de Sistema Cerrado, o conocido popularmente en muchos lugares como Drenaje de Hemovac, es un sistema de drenaje cerrado que utiliza de una leve succión (vacío), presentando un aspecto de sanfona.

Consiste en mantener la presión dentro para facilitar el drenaje, es usada en cirugías que se espera sangrado en el postoperatorio, o sea, secreción sanguinolenta. Puede ser utilizado en cirugías ortopédicas, neurológicas y oncológicas.

Contraindicación

No se puede utilizar en las cirugías que la duramadre no esté totalmente cerrada, abierta provoca dolor, molestias, y puede succionar el LCR (líquido cefalorraquídeo).

Riesgo de infección

Cerrar la herida sin el drenaje hace que la sangre se acumule entre los tejidos formando un hematoma, haciendo medio de cultivo.

Cuidados de Enfermería con el Drenaje

  • Siempre colocar debajo de la inserción del drenaje;
  • Observar tipo, ubicación del drenaje, como están fijados a la piel, características del efluente drenado y tipo de cobertura existente en la herida;
  • Aferir y anotar el volumen del efluente drenado de uno o más drenajes;
  • Realizar curativo con técnica aséptica diariamente y siempre que sea necesario;
  • Observar el acortamiento en la extensión del drenaje;
  • Realizar limpieza del área peridrenal con SF0,9%;
  • No trazar;
  • Clampear la extensión de este tipo de drenaje cuando sea despreciar su contenido (Hemovac);
  • Verificar en el drenaje la presencia de coágulos.

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O Enteroclisma e os Cuidados de Enfermagem

Enteroclisma

O Enteroclisma nada mais é que o termo que designa a “lavagem intestinal”, ou seja, consiste no processo de introdução no intestino grosso uma solução medicamentosa, geralmente em âmbito hospitalar soluções glicerinadas, sendo elas medicamentosas ou não, por meio de sonda retal ou por método de Fleet Enema (micro-clister). É feito sob prescrição médica, sendo de competência à equipe de Enfermagem (Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem).

Quais são as Diferenças entre o Enteroclisma e Clister/Enema?

O que diferencia é a quantidade. No Enteroclisma, é utilizado grandes quantidades de líquido, podendo variar entre os POPs Institucionais, uns designam acima de 500ml de solução, outros acima de 150ml, portanto deve sempre consultar o Protocolo Operacional Padrão da Instituição. Já o Clister ou Enema, são infundidas pequenas quantidades de solução, podendo variar entre 50 a 100ml, ou 50 a 500ml, também sendo variado conforme os POPs Institucionais.

Para que é indicado o Enteroclisma?

É indicado principalmente nos Preparos pré-operatórios, exames e também para pacientes obstipados e constipados. Os pacientes constipados podem estar incluídos no grupo dos pacientes acamados que são um público grande em Home Care, todas as formas de estimulo não invasiva são usadas com o intuito de não necessitar a realização do enema, entretanto neste grupo de pacientes acamados, por vezes a realização do procedimento torna-se necessária, para o próprio conforto do paciente.

Quais são os cuidados de Enfermagem neste procedimento?

Que materiais devo usar:

– Irrigador ou frasco com solução;

– Cuba rim;

– Sonda retal;

– Gaze;

– Lubrificante;

– Comadre;

– Lençol impermeável;

– Fralda;

– Luvas de procedimento;

– Biombo.

Como é feito o procedimento:

– Verificar a prescrição médica;

– Explicar ao paciente o procedimento;

– Preparar o ambiente;

– Higienizar as mãos;

– Calçar as luvas;

– Montar o irrigador adaptando a borracha no intermediário a sonda retal;

– Colocar a solução no irrigador, retirar o ar, fechá-lo e colocar na bandeja com os outros materiais;

– Colocar a bandeja sobre a mesa de cabeceira;

– Posicionar o biombo protegendo o paciente;

– Colocar o irrigador aproximadamente 50 cm do nível do paciente;

– Colocar o impermeável forrado com o lençol móvel;

– Colocar o paciente em posição de sims e protegê-lo com um lençol;

– Lubrificar a sonda retal com uma xilocaína (colocar xilocaína na gaze) aproximadamente 4cm;

– Afastar os glúteos com a mão esquerda, e com a mão direita introduzir a sonda no reto, lentamente, de 10 a 15 cm, abrir a pinça e deixar gotejar a solução devagar;

– Oriente o paciente a respirar profundamente;

– Durante a introdução do liquido, observar a reação do paciente;

– Pinçar a extensão no termino da lavagem, desadaptando a sonda da borracha, e colocá-la na cuba rim;

– Pedir ao paciente que retenha o liquido o máximo de tempo possível;

– Colocar a fralda ou oferecer a comadre ou acompanhá-lo ao banheiro;

– Deixar a unidade em ordem;

– Retirar as luvas;

– Lavar as mãos;

– Observar e anotar as características das fezes, o número de evacuações e as reações do paciente durante o tratamento;

– Lavar e guardar o material reutilizável (cuba rim, borracha e irrigador);

– Pinçar a extensão no término da lavagem, desadaptar a sonda e descartar.

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A Importância da Fisioterapia em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)

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A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor.

O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e lesões por pressão.

Quais recursos o fisioterapeuta utiliza nas UTIs?

O fisioterapeuta utiliza técnicas, recursos e exercícios terapêuticos em diferentes fases do tratamento, sendo necessário para alcançar uma melhor efetividade a aplicação do conhecimento e das condições clínicas do paciente. Assim, um plano de tratamento condizente é organizado e aplicado de acordo com as necessidades atuais dos pacientes, como o posicionamento no leito, técnicas de facilitação da remoção de secreções pulmonares, técnicas de reexpansão pulmonar,técnicas de treinamento muscular, aplicação de métodos de ventilação não invasiva, exercícios respiratórios e músculo-esqueléticos.

Qual vantagem de ter o fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar?

A presença do especialista em fisioterapia cardiorrespiratória é uma das recomendações básicas de todas as UTIs. O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações do quadro respiratório, reduz o sofrimento dos pacientes e permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos hospitalares. A atuação profissional também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e das vias respiratórias, proporcionando uma economia nos recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. Diante disso, a atuação do fisioterapeuta especialista nas UTIs implica em benefícios principalmente para os pacientes, mas também para o custo com a saúde num geral.

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

colchão caixa de ovo